Presidente interina agradece a Elon Musk internet gratuita após sismos
Numa nota na mesma rede social, também propriedade de Musk, a Starlink anunciou que vai oferecer o serviço gratuito até 25 de julho "aos clientes das zonas afetadas da Venezuela".
A decisão acontece num momento em que o Governo interino de Delcy Rodríguez restabeleceu as relações diplomáticas com os EUA e colocou em prática importantes reformas legislativas para facilitar a entrada de investimentos, após a operação militar, ordenada pelo presidente norte-americano, Donald Trump, no país sul-americano, que acabou com a captura, em janeiro passado, do ex-presidente Nicolás Maduro, atualmente detido em Nova Iorque.
c/ Lusa
Número de portugueses e lusodescendentes mortos sobe para 28
Número de mortos sobe para 929
Missão portuguesa parte ao fim da tarde de Beja em aviões da Força Aérea
O MNE avança que está previsto que dois aviões KC-390 da Força Aérea Portuguesa saiam hoje à tarde, entre as 19:30 e as 20:00 (hora apenas indicativa), da Base Aérea N.º 11, em Beja, transportando os 64 elementos que fazem parte da missão portuguesa.
Fazem parte da força conjunta elementos da Unidade Especial de Proteção e Socorro (UEPS) da Guarda Nacional Republicana, da Autoridade Nacional de Emergência e Proteção Civil (ANEPC) e do Instituto Nacional de Emergência Médica (INEM), que reúnem "capacidades especializadas em operações de busca e salvamento, recuperação de vítimas, resposta a catástrofes e apoio médico de emergência", segundo o MNE.
O ministério tutelado por Paulo Rangel indica também que seguem a bordo cerca de 23 toneladas de ajuda humanitária, destinada a apoiar as operações de socorro e assistência às populações afetadas.
O MNE refere ainda que a cooperação portuguesa resulta de um esforço de coordenação que envolveu especialmente os ministérios dos Negócios Estrangeiros, da Defesa Nacional, da Administração Interna e da Saúde.
c/ Lusa
Número de portugueses e lusodescendentes mortos aumenta para 15
Aumentou para 15 o número de mortos entre portugueses e lusodescentes nos sismos na Venezuela, anunciou o secretário de Estado e das Comunidades.
MEO com comunicações gratuitas até 05 de julho
Recordando que situações de crise colocam pressão adicional sobre as infraestruturas de telecomunicações, a MEO "apela ao uso responsável das comunicações, incentivando os clientes a privilegiarem contactos essenciais e a evitarem consumos desnecessários, de forma a salvaguardar a disponibilidade das redes para os serviços críticos e de emergência", de acordo com um comunicado enviado às redações.
A MEO vai apoiar as operações da Autoridade Nacional de Emergência e Proteção Civil (ANEPC) no terreno, disponibilizando equipamentos de comunicação às equipas de salvamento que irão integrar a missão portuguesa na Venezuela.
Também a Vodafone isentou de custos, por sete dias, as comunicações (chamadas e SMS) realizadas a partir da sua rede em Portugal e que tenham como destino números, fixos e móveis, na Venezuela.
Em comunicado hoje divulgado, a empresa acrescentou que "deixam também de ser taxadas as comunicações de clientes Vodafone realizadas em `roaming` na Venezuela para qualquer destino, incluindo dados, chamadas e SMS".
Na quinta-feira, a NOS já tinha anunciado que até 05 de julho as chamadas internacionais de clientes da operadora para números venezuelanos seriam gratuitas.
Da mesma forma, "as chamadas para Portugal de clientes NOS que estejam na Venezuela serão isentas de custos de `roaming`", referiu a operadora em comunicado.
ONU estima mais de 50 mil desaparecidos
"Esta é uma operação de resgate extremamente complexa. Mais de 50 mil pessoas estão desaparecidas e mais de 500 morreram; procurar sobreviventes nos escombros é, por isso, uma tarefa colossal", disse Fletcher à AFP, numa entrevista em Genebra.
Madeira envia 18 operacionais para operações de busca e salvamento
"A missão enquadra-se nos princípios de solidariedade, cooperação internacional e assistência humanitária, contribuindo para o reforço da capacidade de resposta em cenários de catástrofe de elevada complexidade", salientou a Secretaria Regional da Saúde e Proteção Civil, numa nota enviada às redações.
A comitiva madeirense é constituída por seis operacionais do Serviço Regional de Proteção Civil (SRPC), 11 dos corpos de bombeiros da região autónoma e um médico da Equipa Médica de Intervenção Rápida (EMIR), informou o executivo madeirense (PSD/CDS-PP).
"A composição multidisciplinar da nossa equipa permite assegurar capacidades complementares de busca e salvamento, apoio médico, reconhecimento aéreo, telecomunicações, comando e coordenação operacional", afirmou o presidente do SRPC, Richard Marques, citado na nota.
A Força Operacional Conjunta, que também integra elementos dos Açores, "será projetada com capacidade de autossuficiência logística para um período correspondente à duração da missão, estimada em 12 dias, garantindo alojamento, alimentação, abastecimento de água, comunicações, apoio sanitário e material operacional na área dos escoramentos, levando ao cumprimento das tarefas atribuídas".
O Governo Regional não adiantou, porém, quando é que os operacionais chegam à Venezuela.
(Lusa)
ONU e agências humanitárias pedem solidariedade para evitar uma "tragédia humana ainda maior"
"O povo da Venezuela precisa de solidariedade agora. A comunidade internacional não pode permitir que esta emergência se transforme numa tragédia humana ainda maior", alertou o Comité Permanente Interagencial (IASC), que reúne ONG e agências da ONU, em comunicado.
Missão portuguesa é especializada no resgate em estruturas colapsadas
A equipa portuguesa que vai em missão para a Venezuela é especializada na vertente de busca e resgaste em estruturas colapsadas e os 62 elementos têm "muita experiência" em cenários de sismos, segundo a Proteção Civil.
A missão portuguesa para ajudar nas buscas e salvamento após os sismos na Venezuela deverá partir ainda hoje, segundo o ministro da Administração Interna.
No entanto, José Ribeiro ressalvou que apenas se sabe que os 62 elementos vão num voo militar disponibilizado pela Força Aérea, mas "ainda sem hora e local de saída".
Fazem parte da missão 27 elementos da GNR, 15 do regimento sapadores bombeiros de Lisboa, 10 elementos do INEM e 11 da Autoridade Nacional de Emergência e Proteção Civil (ANEPC).
O segundo comando sublinhou que estes profissionais têm "muita experiência em outros teatros de operações desta tipologia de eventos", tendo já participada em anteriores missões de apoio a países afetados por sismos.
A missão portuguesa está integrada no Mecanismo Europeu de Proteção Civil, apesar de partir de Portugal num voo exclusivo e de alguns países da União Europeia terem já chegado à Venezuela.
"As autoridades da Venezuela solicitaram apoio ao Mecanismo Europeu de Proteção Civil, pedindo equipas na vertente de busca e resgaste em estruturas colapsadas e Portugal de imediato iniciou a preparação de uma força conjunta", afirmou.
Sobre o cenário que os 62 elementos da equipa portuguesa vão encontrar, José Ribeiro afirmou que será "de catástrofe" e de um país que sofreu em simultâneo dois sismos que "afetaram de uma forma muito severa um conjunto de infraestruturas quer do edificado, mas também tudo o que são as infraestruturas de apoio", nomeadamente das redes de energia, dados e abastecimento de água
De acordo com o segundo comandante da ANEPC, este cenário "é um fator adicional de maior complexidade na gestão da operação".
José Ribeiro manifestou esperança de que a equipa portuguesa possa ainda encontrar sobreviventes, tendo em conta "a experiência e o histórico" em outros países com uma devastação idêntica.
O responsável explicou aquilo que a equipa portuguesa vai fazer no imediato quando chegar à Venezuela: "Fazer a instalação de uma base de operações, um planeamento que já está curso. Falar com as autoridades locais que estão responsáveis pela gestão da operação para receber informação relevante e serem atribuídos locais para trabalhar".
José Ribeiro disse também que os portugueses vão "privilegiar articulação" com as autoridades locais, Mecanismos Europeus de Proteção Civil e Nações Unidas, enquanto no terreno "vão realizar as tarefas habituais de reconhecimento do setor, operações de buscas e localização de sobreviventes".
Avançou ainda que o planeamento feito para a duração da missão portuguesa foi de 10 dias e mais dois de reserva, tendo sido também o que foi feito pelas forças internacionais que estão no terreno.
(Lusa)
Câmara de Estarreja disponível para apoiar comunidade na Venezuela
Em comunicado, a autarquia, que tem uma significativa comunidade emigrada na Venezuela, informa que aquele gabinete "se encontra disponível para prestar todo o apoio possível, contribuindo para agilizar contatos com as entidades consulares e com as estruturas representativas das comunidades portuguesas, assegurando um acompanhamento próximo e eficaz de eventuais situações que venham a ser sinalizadas".
Segundo revela, a presidente da Câmara Municipal de Estarreja, Isabel Simões Pinto, estabeleceu contacto com o secretário de Estado das Comunidades Portuguesas, Emídio Sousa.
Ao membro do Governo manifestou estar o município "disponível para prestar todo o apoio às populações afetadas, mobilizando a comunidade para eventuais campanhas solidárias, de acordo com as necessidades identificadas, ou de outras formas".
No comunicado, a Câmara de Estarreja "expressa solidariedade com o povo venezuelano e com a Comunidade Portuguesa na Venezuela".
"O município de Estarreja manifesta a sua profunda solidariedade para com o povo venezuelano, na sequência dos sismos ocorridos esta semana, que afetaram diversas comunidades e provocaram apreensão, danos e perturbações significativas no quotidiano das populações", refere o texto.
A autarquia "expressa igualmente especial preocupação e proximidade para com as centenas de milhares de emigrantes portugueses residentes na Venezuela, que mantêm uma ligação histórica, cultural e afetiva" a Portugal.
De forma particular, o município de Estarreja "dirige uma palavra de apoio aos emigrantes estarrejenses que vivem naquele território, bem como a todos aqueles que, após anos de vida e trabalho na Venezuela, regressaram a Estarreja".
"A estes nossos conterrâneos, reafirmamos o nosso reconhecimento, solidariedade e permanente disponibilidade para acompanhar as suas necessidades", sublinha Isabel Simões Pinto.
Equipas de busca e salvamento prontas para ajudar na Venezuela
A equipa da Associação Portuguesa de Busca e Salvamento, na Vila da Aves, em Santo Tirso, está pronta ajudar na Venezuela.
Alguns dos elementos já estiveram em outras situações de catástrofe internacional
União Europeia envia ajuda de emergência para a Venezuela
“No âmbito da assistência europeia já foram mobilizados mais de 520 elementos de equipas de intervenção dos oito Estados-Membros referidos. A Itália envia também uma equipa médica e o Luxemburgo mobilizou equipamentos de telecomunicações, de energia e de abrigo”, lê-se numa nota enviada às redações.
Em apoio a esta resposta foi ativado o serviço de satélite europeu Copernicus em modo de cartografia de emergência. A componente de cartografia do Serviço de Gestão de Emergências do Copernicus utiliza imagens de satélite e outros dados geoespaciais para a prestação de serviços de cartografia gratuitos em casos de catástrofes naturais e de origem humana em todo o mundo.
A Venezuela é um dos principais destinatários da ajuda humanitária europeia na América Latina. Este ano, a UE afetou até 52 milhões de euros para apoiar a resposta às consequências humanitárias da crise socioeconómica naquele país. A ajuda humanitária da UE é canalizada exclusivamente através de parceiros humanitários, como as agências das Nações Unidas e as ONG internacionais, que trabalham com parceiros locais.
KC 390 da Força Aérea pronto para partir para a Venezuela
Um avião KC 390 da Força Aérea está pronto para partir para a Venezuela e outro estará disponível amanhã. A garantia é do Ministro da Defesa que adianta que as Forças Armadas também disponibilizam apoio médico e logístico.
Operacionais portugueses prontos para ficar dez dias na Venezuela
Portugal vai enviar uma força operacional à semelhança da que foi enviada para a Turquia com mais de 50 elementos. São profissionais preparados a nível médico e na busca e salvamento.
Foto: Maxwell Briceno - Reuters
Abalos fortes na Venezuela separados por 39 segundos
Os especialistas classificam o evento como um "dupleto sísmico", popularmente conhecido como sismo gémeo. O fenómeno libertou a energia que estava acumulada há mais de um século numa falha geológica da região.
Número de mortos na Venezuela sobe para 589
"Infelizmente, já temos 589 mortos", disse Rodríguez durante uma reunião com responsáveis militares e civis, transmitida pela televisão estatal. O número anterior de mortos era de 235.
Operações de busca e resgate na Venezuela contam com equipas internacionais
Com mais de 50 mil as pessoas desaparecidas, as operações de busca e resgate começam a contar agora com equipas internacionais que estão a chegar à Venezuela.
Cinquenta pessoas da comunidade lusa estão desaparecidas
Nove cidadãos portugueses e luso-descendentes morreram na sequência dos sismos na Venezuela. Há ainda mais de 50 pessoas da comunidade lusa que estão desaparecidas.
Quinze Sapadores Bombeiros de Lisboa mobilizados para resgate de vítimas
Os elementos do RSB destacados para a missão de busca e resgate de vítimas na Venezuela têm experiência em cenários de catástrofe, tendo parte da equipa integrado a força nacional que esteve na Turquia, em 2023, após os sismos que causaram milhares de vítimas mortais, avançou a Câmara Municipal de Lisboa, em comunicado.
Estes operacionais vão ser liderados pelo tenente-coronel Carlos Pereira, segundo-comandante do regimento, desempenhando igualmente funções de engenheiro civil para a avaliação das estruturas.
Seguro falou com Montenegro sobre evolução da situação e envio de apoio
O Presidente da República, António José Seguro, falou hoje, a partir de Miami, com o primeiro-ministro, Luís Montenegro, sobre a evolução da situação na Venezuela, que tem estado a acompanhar, e o envio de apoio às buscas.
"Às 07:00 (12:00 em Lisboa) da manhã em Miami, o Presidente da República e o primeiro-ministro falaram ao telefone sobre a previsível evolução da situação e o envio para a Venezuela de apoio às buscas", adiantou a mesma fonte oficial.
Pelo menos nove portugueses e lusodescendentes morreram nos sismos de quarta-feira na Venezuela.
Força operacional portuguesa sai às 16h00 da base aérea de Beja
Paulo Rangel reiterou que esta primeira ajuda está orientada para operações de salvamento. “Neste momento, a prioridade é a operação de salvamento”, disse o ministro em declarações aos jornalistas.
Equipa de Vila das Aves em prontidão para ir para a Venezuela
3.9 milhões de crianças em áreas afetadas pelos sismos
As áreas mais afetadas incluem o Distrito Capital e os estados de Miranda, Carabobo, Yaracuy, Aragua, Falcón e La Guaira, com danos extensos em comunidades urbanas e infraestruturas críticas. La Guaira foi declarada zona de desastre, com operações de busca e salvamento ainda em curso.
"Construções precárias" potenciaram situação devastadora
Sendo impossível controlar e evitar a ocorrência de sismos, mas é necessário garantir que as infraestruturas "têm capacidade e resistência (...) para que as pessoas possam sair em segurança e sejam protegidas vidas humanas".
A situação na Venezuela podia ter sido menos devastadora, argumentou o especialista, "se tivessem sido adotadas medidas que garantissem a resistência" dos edifícios.
Apoio tem de ser feito em segurança
Em relação aos voos de repatriamento, o governante acrescentou que "a avaliação está a ser feita".
"Naturalmente que os voos da Força Aérea serão de apoio que transportarão para a Venezuela todos os homens e equipamentos que sejam necessários e estarão disponíveis para ações de repatriamento, se solicitadas".
Crise social e económica na Venezuela vai aumentar de forma significativa
O secretário-geral do Instituto para a Promoção da América Latina e Caraíbas teme que os hospitais na Venezuela não consigam responder à maré de urgências que os sismos provocaram.
“A principal preocupação é a falta de preparação nos serviços de emergência e Proteção civil. Isto pode dificultar resgates e a distribuição de ajuda”, refere Gaston Ocampo.
Oriana Barcelos – RTP Antena 1
Venezuela à beira do colapso: terramoto põe a nu feridas mais profundas de um Estado já no limite
Povo venezuelano está a passar por horas de angústia e incerteza sem precedentes. Após anos de divisões latentes, viu a natureza revelar as suas feridas mais profundas.
A fraqueza do executivo é, talvez, o aspeto mais preocupante para quem observa a Venezuela do exterior. Este "teste" face ao terramoto não é um assunto trivial; se a resposta se revelar um fracasso retumbante, as consequências poderão ser desestabilizadoras para o próprio governo Delcy Rodríguez, presidente interina da Venezuela desde 5 de janeiro de 2026, na sequência da captura de Nicolás Maduro pelas tropas norte-americanas dois dias antes.
A população, já exausta por anos de crise, aguarda agora para ver se a resposta oficial será capaz de a proteger ou se, mais uma vez, o Estado lhe virará as costas. "A economia venezuelana encontrava-se mergulhada numa crise profunda desde 2013, muito antes das sanções internacionais, com uma má gestão que tinha levado a pobreza das famílias a cerca de 65 por cento", afirmou Juan Manuel Trak, um cientista político venezuelano e investigador especializado em processos políticos contemporâneos, à RTVE Noticias.
"A crise vai levar as pessoas a questionarem-se: até que ponto é que esta senhora — a presidente interina, ou seja lá qual é a designação — sabe realmente como gerir uma crise como esta?", interroga-se Carlos Malamud, investigador sénior do Instituto Real Elcano, que defende que esta resposta constitui um teste crucial para o governo. Malamud acrescenta que, embora Delcy Rodríguez, o seu irmão e Cabello detenham o poder, a sua posição é de "maior fragilidade política do que sob o regime de Maduro". O "protetorado" de Trump O cientista político venezuelano salienta que os Estados Unidos assumiram o controlo de facto sobre as decisões de política pública, incluindo a legislação relativa aos hidrocarbonetos e à mineração. Carlos Malamud descreve abertamente esta influência como um "protetorado". Este estatuto pode ser interpretado de duas formas: por um lado, pode facilitar uma ajuda internacional mais rápida e substancial para aliviar os efeitos do terramoto, levando outros governos de direita da região a demonstrar solidariedade, em consonância com a posição de Washington.
A estratégia dos EUA, que os especialistas descrevem como um plano em três fases que envolve estabilização, extração de recursos e democracia, foi posta em causa na sequência da catástrofe. Juan Manuel Trak adverte que o terramoto teve um impacto direto na fase de recuperação desta estratégia política, obrigando as autoridades a desviar o seu foco de uma agenda centrada na extração de recursos para uma centrada exclusivamente na sobrevivência da população civil.
Susana Gratius insiste que o plano é, na sua essência, de natureza "extrativista", uma linha de argumentação que associa à famosa frase de Donald Trump "vamos governar o país", em que o interesse principal parece ser o controlo do setor petrolífero, em vez do bem-estar do povo venezuelano.Impacto nas infraestruturas
O potencial impacto na infraestrutura petrolífera acrescenta uma dimensão devastadora de complexidade à crise humanitária. "Se este desastre afetar a infraestrutura petrolífera, obrigará o país a alterar a sua estratégia, uma vez que terá de redefinir as suas prioridades… agora a tarefa é reconstruir um país cuja infraestrutura já se encontrava muito, muito degradada", afirma Juan Manuel Trak, de forma categórica.
A ajuda internacional está a revelar-se um fator fundamental para evitar um colapso ainda maior, mas também uma fonte de atrito político. A ONU, através do seu responsável pela ajuda humanitária, Tom Fletcher, confirmou que está totalmente mobilizada e em contacto estreito com a equipa em Caracas liderada por Gianluca Rampolla, enquanto organizações como o Gabinete das Nações Unidas para os Serviços de Projectos (UNOPS) e a Agência das Nações Unidas para os Refugiados (ACNUR) manifestaram a sua disponibilidade para prestar assistência na sequência dos danos extensos causados a habitações e infraestruturas essenciais.
Malamud defende que a existência de uma espécie de protetorado de facto sob a influência dos EUA facilita uma ajuda mais rápida e substancial, ao mesmo tempo que molda a postura de outros governos da região. No entanto, esta perceção é objeto de debate; enquanto alguns a consideram um mecanismo essencial de estabilização, Gratius adverte que o interesse internacional, em particular o de Washington, poderia ser interpretado "como parte de uma lógica extrativista que visa dominar o setor energético em vez de dar prioridade à recuperação integral da população".
Delcy Rodriguez esteve em La Guaira
Delcy Rodriguez falou com as equipas de socorro e com familiares das vítimas e salientou a chegada da ajuda internacional no terreno, de modo a reforçar as operações de busca e salvamento. Em La Guairia há inúmeros edifícios colapsados. As autoridades acreditam que muitas vítimas estão ainda nos escombros.
Perto de 50 mil pessoas continuam dadas como desaparecidas, de acordo com a plataforma criada pelo governo para localizar as vítimas deste duplo sismo.
ONU promete ajuda urgente ao governo de Caracas
Equipas médicas fundamentais nas "primeiras emergências"no resgate de vítimas
As equipas de busca e resgate são "sempre acompanhadas por equipas médicas", para garantir possíveis atendimentos às vítimas, se necessitarem.
"Temos noção que, neste tipo de catástrofe, os primeiros cuidados, as primeiras emergências são de traumas", disse a médica do INEM, enumerando "situações de quedas, de fraturas, que precisam de ser abordadas no imediato".
Além da saúde física, é fundamental ter um psicólogo nas equipas médicas.
"Existem equipas próprias (...) de apoio psicossocial, porque percebemos a necessidade que há".
Subiu para nove o número de portugueses e lusodescendentes mortos
Mulher resgatada com vida dos escombros em La Guaira
Objetivo da missão portuguesa na Venezuela é identificar sobreviventes
"Ou seja, a prioridade é indiscutivelmente resgatar vítimas com vida. Se for identificada uma vítima mortal. A equipa faz a identificação do local e não retira o cadáver".
Joaquim Santos realça que esta é uma "missão complexa a nível psicológico" para as equipas locais.
Operacionais da missão portuguesa convocados para as 15h em Figo Maduro
A RTP apurou que, depois de terem tratado da documentação e passaportes, neste momento estão a decorrer reuniões preparatórias e cumprem-se ainda requisitos como vacinação da equipa que inclui pelo menos 26 elementos da GNR, 15 do regimento sapadores bombeiros de Lisboa, do INEM deverão ser 7 e da Autoridade Nacional de Emergência e Proteção Civil deverão ser 11.
É a proteção civil quem vai coordenar esta força operacional conjunta de cerca de 60 operacionais.
A missão portuguesa na Venezuela terá uma duração de até 10 dias e os operacionais levam equipamento para estarem autónomos quer a nível de logística quer de alimentação.
Equipas de salvamento dos países mais próximos já estão na Venezuela
Sismos muito grandes podem ter mais que uma rutura
Miguel Miranda frisou ainda que como "a destruição provocada dos dois sismos foi muito grande, há muitos escombros, há muitas estruturas que estão danificadas de forma definitiva e agora basta uma pequena energia, para caírem outra vez".
Tripulações portuguesas da TAP e da Hi Fly estão de regresso a Portugal
Outros tripulantes estavam num hotel que sofreu estragos. E um deles sofreu ferimentos ligeiros.
Estão todos de regresso a Portugal.
Rangel aponta como prioridade envio de ajuda humanitária e de emergência para a Venezuela
Aumentou para seis o número de mortos confirmados com ligações a Portugal na Venezuela, estando ainda desaparecidos 56 lusodescendentes.
Chegou a Caracas um alto responsável militar americano
"O Major-General da Marinha Kevin J. Jarrard chegou hoje a Caracas, Venezuela, para supervisionar o apoio do Departamento de Guerra aos esforços de ajuda às vítimas do terramoto na Venezuela", anunciou o Comando Militar dos EUA para a América Latina e o Caribe (Southcom) em X.
Primeira equipa de ajuda internacional já chegou à Venezuela
Novo balanço aponta para 235 mortos, seis deles entre a comunidade portuguesa
Ajuda portuguesa deve partir nas próximas horas
Portugal vai enviar uma força operacional para a Venezuela, com 60 elementos, que deverá partir nas próximas horas.