Mundo
Governo da Malásia confirma queda de avião no sul do Oceano Índico
O primeiro-ministro da Malásia anunciou esta segunda-feira que “uma nova análise dos dados recolhidos por satélite” revela que o avião desaparecido das linhas aéreas malaias caiu no sul do Oceano Índico. Najib Razak diz que já informou deste desfecho as famílias dos passageiros, a quem manifestou a sua "profunda tristeza". Segundo o chefe de governo malaio, esta informação sobre o destino no voo MH370 proveio da agência britânica que investiga acidentes aéreos
Pouco antes da conferência de imprensa ter sido anunciada, alguns dos familiares dos passageiros tinham sido convocados para um briefing de
emergência em Pequim. As agências noticiosas adiantam também que as
famílias vão ter transporte assegurado para a Austrália, que coordena as
buscas na zona assinalada.
Segundo a BBC, os familiares dos passageiros receberam entretanto uma mensagem de texto da companhia aérea informando que “nenhuma das pessoas a bordo sobreviveu”.
A comunicação do primeiro-ministro da Malásia ocorre horas depois de um avião chinês ter detetado vários “objetos suspeitos” a flutuarem nos mares a sudoeste da Austrália, na mesma zona identificada pelos satélites.
Esta manhã o comando dos Estados Unidos para o Pacífico tinha anunciado que enviaria para a zona um dispositivo de localização de caixas negras, para o caso de serem encontrados destroços.
O Towed Ping Locator é rebocado a baixa velocidade por um navio e permite captar o sinal emitido por caixas negras submersas até 6100 metros de profundidade. O oceano na zona onde se localizam agora as buscas tem entre 1150 metros a 7000 metros de profundidade.
Um responsável do Ministério da Defesa da Austrália também anunciou que um navio de apoio australiano, o Ocean Shield, chegará à zona dentro de quatro dias. Esse navio está equipado com equipamento de deteção acústica que também permite localizar as caixas negras do avião desaparecido.
“O tempo de bateria (do localizador) é, potencialmente, de apenas um mês”, disse à Reuters o professor de aviação australiano Jason Middleton, para acrescentar que “se forem localizados destroços seria terrível não ter nada na zona e perder tempo, [a enviar um detetor para a região], penso que estão a planear com antecedência para ter as coisas prontas”.Teorias multiplicam-se
O voo MH370 das linhas aéreas da Malásia desapareceu a 8 de março quando voava de Kuala Lumpur para Pequim com 239 pessoas a bordo. O Boeing 777-200 sumiu-se dos radares civis menos de uma hora depois de ter levantado voo, não voltando a ser visto desde então.
Sabe-se apenas que os sistemas de bordo que permitiam a localização do aparelho foram desligados e que poderá ter feito um desvio de rota para o estreito de Malaca, continuado a voar durante várias horas depois disso acontecer.
Foram muitas as teorias avançadas. Entre elas a de um ato de terrorismo, sequestro, cumplicidade dos pilotos no desvio e até suicídio de um deles, mas até ao momento trata-se apenas de especulações.
Os passageiros foram investigados e excluídos da lista de suspeitos, mas as investigações sobre o piloto e o copiloto ainda prosseguem. Há também quem se incline para a hipóteses de um fogo a bordo que terá inutilizado os sistemas de localização, acabando por incapacitar a tripulação.
Segundo a BBC, os familiares dos passageiros receberam entretanto uma mensagem de texto da companhia aérea informando que “nenhuma das pessoas a bordo sobreviveu”.
A comunicação do primeiro-ministro da Malásia ocorre horas depois de um avião chinês ter detetado vários “objetos suspeitos” a flutuarem nos mares a sudoeste da Austrália, na mesma zona identificada pelos satélites.
Esta manhã o comando dos Estados Unidos para o Pacífico tinha anunciado que enviaria para a zona um dispositivo de localização de caixas negras, para o caso de serem encontrados destroços.
O Towed Ping Locator é rebocado a baixa velocidade por um navio e permite captar o sinal emitido por caixas negras submersas até 6100 metros de profundidade. O oceano na zona onde se localizam agora as buscas tem entre 1150 metros a 7000 metros de profundidade.
Um responsável do Ministério da Defesa da Austrália também anunciou que um navio de apoio australiano, o Ocean Shield, chegará à zona dentro de quatro dias. Esse navio está equipado com equipamento de deteção acústica que também permite localizar as caixas negras do avião desaparecido.
“O tempo de bateria (do localizador) é, potencialmente, de apenas um mês”, disse à Reuters o professor de aviação australiano Jason Middleton, para acrescentar que “se forem localizados destroços seria terrível não ter nada na zona e perder tempo, [a enviar um detetor para a região], penso que estão a planear com antecedência para ter as coisas prontas”.Teorias multiplicam-se
O voo MH370 das linhas aéreas da Malásia desapareceu a 8 de março quando voava de Kuala Lumpur para Pequim com 239 pessoas a bordo. O Boeing 777-200 sumiu-se dos radares civis menos de uma hora depois de ter levantado voo, não voltando a ser visto desde então.
Sabe-se apenas que os sistemas de bordo que permitiam a localização do aparelho foram desligados e que poderá ter feito um desvio de rota para o estreito de Malaca, continuado a voar durante várias horas depois disso acontecer.
Foram muitas as teorias avançadas. Entre elas a de um ato de terrorismo, sequestro, cumplicidade dos pilotos no desvio e até suicídio de um deles, mas até ao momento trata-se apenas de especulações.
Os passageiros foram investigados e excluídos da lista de suspeitos, mas as investigações sobre o piloto e o copiloto ainda prosseguem. Há também quem se incline para a hipóteses de um fogo a bordo que terá inutilizado os sistemas de localização, acabando por incapacitar a tripulação.