EM DIRETO
Depressão Leonardo. A evolução do estado do tempo ao minuto

Governo de Taiwan critica participação de partido da oposição em fórum em Pequim

Governo de Taiwan critica participação de partido da oposição em fórum em Pequim

O Governo taiwanês criticou hoje a participação do Kuomintang, principal partido da oposição em Taiwan, num fórum em Pequim com representantes do Partido Comunista Chinês, considerando que ignora a hostilidade da China para com a ilha.

Lusa /
Kuomintang (KMT), principal partido da oposição em Taiwan, em campanha durante as Presidenciais de 2024 | Foto: EPA

O evento, promovido por institutos de investigação afiliados a ambos os partidos, marcou a retoma do intercâmbio institucionalizado entre o Partido Comunista Chinês (PCC) e o Kuomintang (KMT) após quase dez anos de interrupção, sendo visto como um passo preliminar para uma eventual reunião entre o líder chinês, Xi Jinping, e a nova presidente do KMT, Cheng Li-wun, prevista para o primeiro semestre deste ano.

Durante o fórum, o diretor do Gabinete para os Assuntos de Taiwan do Conselho de Estado (Governo chinês), Song Tao, reafirmou a "firme oposição" de Pequim à independência de Taiwan, prometendo que não haverá "mão branda nem tolerância" face ao secessionismo.

O vice-presidente e líder da delegação do KMT no evento, Hsiao Hsu-tsen, afirmou que, embora a China e Taiwan tenham sistemas políticos diferentes, "os povos de ambos pertencem à mesma nação chinesa", acrescentando que o conflito entre os dois lados do Estreito "não serve os interesses do povo taiwanês".

Num comunicado publicado após o evento, o Conselho para os Assuntos Continentais de Taiwan -  organismo responsável pelas relações com a China - denunciou que a hostilidade de Pequim para com Taipé está a aumentar, como demonstram as frequentes incursões de aviões e navios militares em torno da ilha, ou a "repressão transfronteiriça" contra políticos e cidadãos taiwaneses.

"No entanto, o KMT ignora a intenção do PCC de eliminar a República da China [nome oficial da ilha] e anexar Taiwan", sublinhou a entidade.

Na opinião do Executivo taiwanês, as ações do PCC "procuram contornar a autoridade pública de Taiwan, fomentar divisões e contradições internas, e distorcer a perceção dos cidadãos".

"O MAC reitera o seu apelo a todos os setores internos para que enfrentem com seriedade a pressão e a coerção do PCC sobre Taiwan, bem como as suas ambições de anexação da ilha, defendendo em conjunto a soberania e a dignidade nacionais", apontou o comunicado.

A boa relação entre o PCC e o KMT contrasta com o tom hostil que caracteriza as relações entre o Governo chinês e o Executivo taiwanês, liderado desde 2016 pelo Partido Democrático Progressista, que defende que apenas os 23 milhões de habitantes de Taiwan têm o direito de decidir o futuro político da ilha.

 

Tópicos
PUB