Mundo
Governo pede ao INAC diagnóstico da segurança de voo
Divulgados os primeiros resultados da investigação à queda do avião da Germanwings nos Alpes franceses, que sugerem um gesto deliberado do copiloto Andreas Lubitz, as transportadoras aéreas começaram na quinta-feira a rever procedimentos de segurança a bordo. Em Portugal o Governo pediu ao Instituto Nacional de Aviação Civil um diagnóstico, seguido de recomendações.
Andreas Lubitz, o copiloto alemão do voo 9525 da lowcost Germanwings, barricou-se no cockpit do Airbus A320 e precipitou a queda do aparelho, com outras 149 pessoas a bordo, nos Alpes franceses: foi o que concluiu a investigação tutelada pelo procurador de Marselha Brice Robin.
Margarida Neves de Sousa e Luís Moreira, RTP
Conhecido este dado, as companhias aéreas começaram quase de imediato a rever protocolos de segurança. Concretamente, para garantir a presença constante de duas pessoas no cockpit. Esta é uma medida já compulsória nos Estados Unidos. Ao contrário da Europa.Andreas Lubitz tinha um atestado médico de baixa por doença, o que o impedia de voar no dia do desastre. Esta informação foi avançada ao final da manhã pela Procuradoria de Düsseldorf.
Também as autoridades do Canadá passaram desde ontem a impor aquela regra às transportadoras do país. E as companhias EasyJet, Norwegian Air Shuttle e Air Berlin fizeram-no por si mesmo.
A própria Lufthansa, detentora da Germanwings, acabou por prometer discutir alterações com outros atores do sector, depois de uma hesitação inicial por parte da administração.
Em Portugal, o presidente da TAP, Fernando Pinto, sinalizou igualmente a necessidade de reavaliar os procedimentos de segurança. Por sua vez, o Governo decidiu pedir ao Instituto Nacional de Aviação Civil (INAC), “enquanto responsável por matérias de segurança”, um diagnóstico. Que deverá dar lugar a recomendações.
“Reforçar”
Ouvido pela agência Lusa, o secretário de Estado dos Transportes explicou ter solicitado “um diagnóstico sobre a situação de segurança de voo” e, se o INAC “entender conveniente”, um conjunto de “recomendações no sentido de reforçar essa mesma segurança”.
Sérgio Monteiro sublinhou que cabe, em primeira linha, às companhias aéreas a adoção de medidas como a presença de dois tripulantes na cabina durante toda a extensão de um voo. Nuno Rodrigues, Antena 1
Questionado sobre prazos, o governante admitiu que a resposta do INAC chegará “no tempo” que a entidade reguladora considerar “adequado” para uma avaliação técnica, que terá de passar pela permuta de dados com estruturas homólogas da Europa.
TAP aguarda
O porta-voz da TAP António Monteiro, também contactado pela Lusa, indicou esta manhã que a transportadora portuguesa vai esperar pelas recomendações quer da Agência Europeia, quer do Instituto Nacional de Aviação Civil.
“As autoridades aeronáuticas estão a desenvolver o seu trabalho e o secretário de Estado já pediu ao INAC para fazer um relatório. Mais importante do que cada companhia tomar alguma decisão é a indústria tomar uma decisão como um todo”, insistiu o porta-voz.
“Neste momento, na TAP, a situação é: compete ao comandante decidir se ele ou o copiloto podem abandonar os comandos e se isso acontecer se se justifica um tripulante ficar no seu lugar. Não é uma obrigatoriedade, mas uma decisão que cabe ao comandante”, explicou a mesma fonte, que deixou ainda um apelo “à serenidade”.
Conhecido este dado, as companhias aéreas começaram quase de imediato a rever protocolos de segurança. Concretamente, para garantir a presença constante de duas pessoas no cockpit. Esta é uma medida já compulsória nos Estados Unidos. Ao contrário da Europa.Andreas Lubitz tinha um atestado médico de baixa por doença, o que o impedia de voar no dia do desastre. Esta informação foi avançada ao final da manhã pela Procuradoria de Düsseldorf.
Também as autoridades do Canadá passaram desde ontem a impor aquela regra às transportadoras do país. E as companhias EasyJet, Norwegian Air Shuttle e Air Berlin fizeram-no por si mesmo.
A própria Lufthansa, detentora da Germanwings, acabou por prometer discutir alterações com outros atores do sector, depois de uma hesitação inicial por parte da administração.
Em Portugal, o presidente da TAP, Fernando Pinto, sinalizou igualmente a necessidade de reavaliar os procedimentos de segurança. Por sua vez, o Governo decidiu pedir ao Instituto Nacional de Aviação Civil (INAC), “enquanto responsável por matérias de segurança”, um diagnóstico. Que deverá dar lugar a recomendações.
“Reforçar”
Ouvido pela agência Lusa, o secretário de Estado dos Transportes explicou ter solicitado “um diagnóstico sobre a situação de segurança de voo” e, se o INAC “entender conveniente”, um conjunto de “recomendações no sentido de reforçar essa mesma segurança”.
Sérgio Monteiro sublinhou que cabe, em primeira linha, às companhias aéreas a adoção de medidas como a presença de dois tripulantes na cabina durante toda a extensão de um voo. Nuno Rodrigues, Antena 1
Questionado sobre prazos, o governante admitiu que a resposta do INAC chegará “no tempo” que a entidade reguladora considerar “adequado” para uma avaliação técnica, que terá de passar pela permuta de dados com estruturas homólogas da Europa.
TAP aguarda
O porta-voz da TAP António Monteiro, também contactado pela Lusa, indicou esta manhã que a transportadora portuguesa vai esperar pelas recomendações quer da Agência Europeia, quer do Instituto Nacional de Aviação Civil.
“As autoridades aeronáuticas estão a desenvolver o seu trabalho e o secretário de Estado já pediu ao INAC para fazer um relatório. Mais importante do que cada companhia tomar alguma decisão é a indústria tomar uma decisão como um todo”, insistiu o porta-voz.
“Neste momento, na TAP, a situação é: compete ao comandante decidir se ele ou o copiloto podem abandonar os comandos e se isso acontecer se se justifica um tripulante ficar no seu lugar. Não é uma obrigatoriedade, mas uma decisão que cabe ao comandante”, explicou a mesma fonte, que deixou ainda um apelo “à serenidade”.