Gronelândia: Costa afirma que preocupações de segurança dos EUA serão resolvidas dentro da NATO
O presidente do Conselho Europeu defendeu que as preocupações alegadas pelos Estados Unidos sobre a segurança da Gronelândia serão devidamente resolvidas num local próprio, que é no âmbito da NATO.
António Costa considera que esta é uma questão que deve ser tratada no âmbito da NATO.
"Os Estados Unidos consideram que há um problema de segurança e uma ameaça", recordou António Costa, frisando que deve ser tratado no âmbito da Aliança Atlântica, "porque é à NATO que cabe assegurar a Defesa da Gronelândia".
O presidente do Conselho Europeu sublinha mesmo que não se trata de um problema entre os Estados Unidos e a Dinamarca.
"A Gronelândia faz parte da NATO. O território da Gronelândia está integrado no território da NATO. Portanto, todos os problemas de segurança e defesa da Gronelândia serão assegurados pela NATO", disse, na sexta-feira, António Costa, em declarações à imprensa na cidade brasileira do Rio de Janeiro.
E se é um problema de segurança, considerou o presidente do Conselho Europeu, "é um problema de segurança coletiva e devemos responder todos como aliados".
O presidente do Conselho Europeu, que parte para Assunção este sábado para a assinatura do acordo comercial entre a União Europeia e o Mercosul, frisou ainda que "não há ninguém que tenha qualquer motivo para não acreditar que a NATO seja capaz de defender cada centímetro do seu território, designadamente os vários milhares de quilómetros que tem a Gronelândia".
Dessa forma, o ex-primeiro-ministro português sublinhou que "as preocupações de segurança que os Estados Unidos têm serão devidamente resolvidas num local próprio, que é no âmbito da NATO".
"Isto não é um problema bilateral entre os Estados Unidos e a Dinamarca. Se é um problema de segurança, é um problema de segurança coletiva e devemos responder todos como aliados", defendeu.
Vários países europeus da NATO, incluindo a França e a Alemanha, mas não os Estados Unidos, enviavam algumas dezenas de soldados para a Gronelândia para preparar as forças armadas para futuros exercícios em clima frio no Ártico.
Este modesto destacamento de tropas de reconhecimento ocorre num contexto de tensões em torno do destino da Gronelândia, que o Presidente norte-americano Donald Trump disse querer tomar "de uma forma ou de outra".
C/Lusa