Mundo
Guerra na Ucrânia
Grupo Wagner diz que Moscovo lhe prometeu mais munições após ameaça de retirada de Bakhmut
O chefe do grupo paramilitar russo Wagner, Yevgheny Prigozhin, disse este domingo que o Ministério da Defesa russo prometeu mais armas e munições para continuar o ataque à cidade ucraniana de Bakhmut. A promessa por parte do Kremlin surge depois de o grupo paramilitar ter feito duras críticas ao Exército russo e de ter ameaçado retirar os seus mercenários de Bakhmut.
"Esta noite, pela primeira vez, recebemos uma ordem a afirmar que iremos receber as armas e as munições necessárias para continuar as ações de combate", disse Yevgheny Prigozhin numa mensagem de áudio transmitida no seu canal do Telegram, citada pela agência EFE.
O líder do grupo Wagner indicou ainda que lhe foi garantido que "tudo será feito" para que "o inimigo ucraniano não ataque" e que o grupo Wagner pode "agir em Artiomovsk [nome russo para Bakhmut] da forma que achar conveniente".
A promessa foi feita depois de o líder do grupo paramilitar ter ameaçado retirar os seus homens da cidade de Bakhmut no próximo dia 10 por falta de apoio militar e munições. No sábado, Prigozhin pediu mesmo ao ministro da Defesa russo para entregar s suas posições na cidade ucraniana às tropas do líder checheno Ramzan Kadyrov.
O chefe do grupo Wagner há vários meses que acusa o Estado-maior russo de não fornecer munições suficientes para impedir uma vitória em Bakhmut que ofuscaria o exército do país.
Na sexta-feira, o líder do grupo de mercenários publicou vários vídeos em que insulta diretamente o ministro da Defesa russo e o chefe do Estado-Maior-General das forças armadas por não terem enviado munições para a conquista de Bakhmut.
Visivelmente irritado e a apontar para dezenas de corpos, o líder dos mercenários acusa mesmo as autoridades russas de serem responsáveis pelas mortes dos militares que lutam pela ofensiva russa.
"Eles [mercenários] vieram aqui como voluntários. Estão a morrer para vocês poderes estar na boa nos vossos gabinetes de luxo", disse Progozhin dirigindo-se ao ministro da Defesa, Serguei Shoigu, e ao chefe do Estado-Maior, Valeri Guerasimov.
Por sua vez, os responsáveis russos tentam dissipar as preocupações de que as suas tropas na linha de frente não estão a receber as munições e equipamentos necessários. Na terça-feira, o ministro da Defesa da Rússia disse, referindo-se ao exército russo como um todo, que eles "receberam a quantidade suficiente de munições" para causar danos às forças inimigas.
Do lado ucraniano, Serhiy Cherevaty, porta-voz do comando oriental da Ucrânia, disse em resposta a perguntas da Reuters que as forças russas têm munição "mais do que suficiente" e que os comentários de Prigozhin visam desviar a atenção das pesadas perdas que Wagner sofreu em Bakhmut.
“Quatrocentos e oitenta e nove ataques de artilharia nas últimas 24 horas na área em torno de Bakhmut. Isso é falta de munição?”, questionou Cherevaty.
Especialistas acreditam que a retórica do responsável do grupo Wagner também pode ser uma forma de chantagem para evitar assumir a responsabilidade por uma eventual falha perante uma vitoriosa ofensiva ucraniana.
Bakhmut, palco desde agosto de 2022 da mais longa e sangrenta batalha da guerra na Ucrânia, é atualmente o principal objetivo da campanha militar russa.
Até agora, os mercenários e ex-presidiários recrutados por Prigozhin tomaram praticamente toda a cidade, onde os defensores ucranianos controlarão apenas 2,5 quilómetros quadrados.
c/agências
O líder do grupo Wagner indicou ainda que lhe foi garantido que "tudo será feito" para que "o inimigo ucraniano não ataque" e que o grupo Wagner pode "agir em Artiomovsk [nome russo para Bakhmut] da forma que achar conveniente".
A promessa foi feita depois de o líder do grupo paramilitar ter ameaçado retirar os seus homens da cidade de Bakhmut no próximo dia 10 por falta de apoio militar e munições. No sábado, Prigozhin pediu mesmo ao ministro da Defesa russo para entregar s suas posições na cidade ucraniana às tropas do líder checheno Ramzan Kadyrov.
O chefe do grupo Wagner há vários meses que acusa o Estado-maior russo de não fornecer munições suficientes para impedir uma vitória em Bakhmut que ofuscaria o exército do país.
Na sexta-feira, o líder do grupo de mercenários publicou vários vídeos em que insulta diretamente o ministro da Defesa russo e o chefe do Estado-Maior-General das forças armadas por não terem enviado munições para a conquista de Bakhmut.
Wagner boss Yevgeny Prigozhin was filmed berating Russia's army chiefs as he threatened to withdraw his troops from the eastern Ukrainian city of Bakhmut due to a lack of ammunition supplies ⤵️ pic.twitter.com/CayKvcBpXA
— Al Jazeera English (@AJEnglish) May 6, 2023
Visivelmente irritado e a apontar para dezenas de corpos, o líder dos mercenários acusa mesmo as autoridades russas de serem responsáveis pelas mortes dos militares que lutam pela ofensiva russa.
"Eles [mercenários] vieram aqui como voluntários. Estão a morrer para vocês poderes estar na boa nos vossos gabinetes de luxo", disse Progozhin dirigindo-se ao ministro da Defesa, Serguei Shoigu, e ao chefe do Estado-Maior, Valeri Guerasimov.
Por sua vez, os responsáveis russos tentam dissipar as preocupações de que as suas tropas na linha de frente não estão a receber as munições e equipamentos necessários. Na terça-feira, o ministro da Defesa da Rússia disse, referindo-se ao exército russo como um todo, que eles "receberam a quantidade suficiente de munições" para causar danos às forças inimigas.
Do lado ucraniano, Serhiy Cherevaty, porta-voz do comando oriental da Ucrânia, disse em resposta a perguntas da Reuters que as forças russas têm munição "mais do que suficiente" e que os comentários de Prigozhin visam desviar a atenção das pesadas perdas que Wagner sofreu em Bakhmut.
“Quatrocentos e oitenta e nove ataques de artilharia nas últimas 24 horas na área em torno de Bakhmut. Isso é falta de munição?”, questionou Cherevaty.
Especialistas acreditam que a retórica do responsável do grupo Wagner também pode ser uma forma de chantagem para evitar assumir a responsabilidade por uma eventual falha perante uma vitoriosa ofensiva ucraniana.
Bakhmut, palco desde agosto de 2022 da mais longa e sangrenta batalha da guerra na Ucrânia, é atualmente o principal objetivo da campanha militar russa.
Até agora, os mercenários e ex-presidiários recrutados por Prigozhin tomaram praticamente toda a cidade, onde os defensores ucranianos controlarão apenas 2,5 quilómetros quadrados.
c/agências