Mundo
Guerra na Ucrânia
Ucrânia. Grupo Wagner pede a Moscovo que entregue as suas posições em Bakhmut às tropas chechenas
O chefe do grupo paramilitar russo Wagner, Yevgheny Prigozhin, pediu este sábado ao ministro da Defesa russo para entregar as suas posições na cidade ucraniana de Bakhmut às tropas do líder checheno Ramzan Kadyrov. O pedido foi feito um dia depois de Yevgheny Prigozhin ter anunciado a retirada dos seus homens da cidade de Bakhmut por falta de apoio militar e de munições.
“Peço-lhe que emita uma ordem de batalha sobre a transferência, antes da meia-noite de 10 de maio, das posições do grupo Wagner para as unidades do batalhão Akhmat na localidade de Bakhmut e arredores", disse Yevgeny Prigozhin numa carta dirigida ao ministro da Defesa da Rússia, Sergei Shoigu, citada pela AFP.
O líder do grupo Wagner justifica o pedido com "a longa escassez de munições", acusando o Kremlin de ter fornecido apenas 32% das munições solicitadas desde outubro passado.
O pedido é feito um dia depois de Prigozhin ter ameaçado retirar as forças paramilitares russas de Bakhmut no próximo dia 10 de maio. O líder do grupo de mercenários publicou vários vídeos em que insulta diretamente o ministro da Defesa russo e o chefe do Estado-Maior-General das forças armadas por não terem enviado munições para a conquista de Bakhmut, o epicentro dos combates no leste da Ucrânia.
No Telegram, o líder checheno Ramzan Kadyrov expressou na noite de sexta-feira a sua disponibilidade para substituir o grupo Wagner com as suas unidades especiais.
"Os nossos combatentes estão prontos para avançar e ocupar a cidade. Levaria algumas horas", disse Ramzan Kadyrov, realçando que as suas tropas já haviam lutado ao lado de Wagner nas cidades ucranianas de Popasna, Severodonetsk e Lissychansk, conquistadas pela Rússia.
Palavras duras contra o Kremlin
O ultimato feito pelo líder do grupo Wangner na sexta-feira surge após meses de tensão entre o grupo paramilitar e o Exército russo.
Prigozhin tem acusado o Estado-Maior russo de não fornecer munições suficientes ao grupo Wagner, na linha da frente em Bakhmut, para impedir uma vitória que ofuscaria o exército do país.
“Íamos tomar a cidade de Bakhmut antes de 9 de maio. Quando perceberam isso, os burocratas militares pararam as entregas”, acusou Prigozhin num vídeo divulgado na sexta-feira.
Visivelmente irritado e a apontar para dezenas de corpos, o líder dos mercenários acusa mesmo as autoridades russas de serem responsáveis pelas mortes dos militares que lutam pela ofensiva russa. "Eles [mercenários] vieram aqui como voluntários. Estão a morrer para vocês poderes estar na boa nos vossos gabinetes de luxo", disse Progozhin dirigindo-se ao ministro da Defesa, Serguei Shoigu, e ao chefe do Estado-Maior, Valeri Guerasimov.
"Vocês, sua escória, frequentam clubes caros e os vossos filhos estão a aproveitar a vida, a gravar os seus pequenos vídeos no YouTube", insultou ainda, dirigindo-se aos altos dirigentes de Moscovo. "Estes são os pais de alguém, são os filhos de alguém. (...) E esta escória que não nos está a fornecer munições, vai comer a as próprias entranhas no inferno", acrescentou, afirmando que se lhes fosse dada a quantidade de munições normal, “haveria cinco vezes menos soldados mortos”.
Bakhmut, palco desde agosto de 2022 da mais longa e sangrenta batalha da guerra na Ucrânia, é atualmente o principal objetivo da campanha militar russa.
Até agora, os mercenários e ex-presidiários recrutados por Prigozhin tomaram praticamente toda a cidade, onde os defensores ucranianos controlarão apenas 2,5 quilómetros quadrados.
c/agências
O líder do grupo Wagner justifica o pedido com "a longa escassez de munições", acusando o Kremlin de ter fornecido apenas 32% das munições solicitadas desde outubro passado.
O pedido é feito um dia depois de Prigozhin ter ameaçado retirar as forças paramilitares russas de Bakhmut no próximo dia 10 de maio. O líder do grupo de mercenários publicou vários vídeos em que insulta diretamente o ministro da Defesa russo e o chefe do Estado-Maior-General das forças armadas por não terem enviado munições para a conquista de Bakhmut, o epicentro dos combates no leste da Ucrânia.
No Telegram, o líder checheno Ramzan Kadyrov expressou na noite de sexta-feira a sua disponibilidade para substituir o grupo Wagner com as suas unidades especiais.
"Os nossos combatentes estão prontos para avançar e ocupar a cidade. Levaria algumas horas", disse Ramzan Kadyrov, realçando que as suas tropas já haviam lutado ao lado de Wagner nas cidades ucranianas de Popasna, Severodonetsk e Lissychansk, conquistadas pela Rússia.
Palavras duras contra o Kremlin
O ultimato feito pelo líder do grupo Wangner na sexta-feira surge após meses de tensão entre o grupo paramilitar e o Exército russo.
Prigozhin tem acusado o Estado-Maior russo de não fornecer munições suficientes ao grupo Wagner, na linha da frente em Bakhmut, para impedir uma vitória que ofuscaria o exército do país.
“Íamos tomar a cidade de Bakhmut antes de 9 de maio. Quando perceberam isso, os burocratas militares pararam as entregas”, acusou Prigozhin num vídeo divulgado na sexta-feira.
Visivelmente irritado e a apontar para dezenas de corpos, o líder dos mercenários acusa mesmo as autoridades russas de serem responsáveis pelas mortes dos militares que lutam pela ofensiva russa. "Eles [mercenários] vieram aqui como voluntários. Estão a morrer para vocês poderes estar na boa nos vossos gabinetes de luxo", disse Progozhin dirigindo-se ao ministro da Defesa, Serguei Shoigu, e ao chefe do Estado-Maior, Valeri Guerasimov.
"Vocês, sua escória, frequentam clubes caros e os vossos filhos estão a aproveitar a vida, a gravar os seus pequenos vídeos no YouTube", insultou ainda, dirigindo-se aos altos dirigentes de Moscovo. "Estes são os pais de alguém, são os filhos de alguém. (...) E esta escória que não nos está a fornecer munições, vai comer a as próprias entranhas no inferno", acrescentou, afirmando que se lhes fosse dada a quantidade de munições normal, “haveria cinco vezes menos soldados mortos”.
Bakhmut, palco desde agosto de 2022 da mais longa e sangrenta batalha da guerra na Ucrânia, é atualmente o principal objetivo da campanha militar russa.
Até agora, os mercenários e ex-presidiários recrutados por Prigozhin tomaram praticamente toda a cidade, onde os defensores ucranianos controlarão apenas 2,5 quilómetros quadrados.
c/agências