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Guarda Revolucionária do Irão ameaça com "guerra de desgaste" e destruição da economia global

Guarda Revolucionária do Irão ameaça com "guerra de desgaste" e destruição da economia global

A Guarda Revolucionária do Irão ameaçou hoje os Estados Unidos e Israel com uma "guerra de desgaste" e a destruição da economia global, 12 dias após o início da ofensiva israelo-americana contra a República Islâmica.

Lusa /

"Eles [Estados Unidos e Israel] devem considerar a possibilidade de estarem envolvidos numa guerra de desgaste a longo prazo que destruirá toda a economia americana, bem como a economia global, e levará à erosão de todas as suas capacidades militares até à sua destruição total", declarou Ali Fadavi, conselheiro do comandante da Guarda Revolucionária, à televisão estatal.

A força ideológica do Irão reivindicou hoje a autoria de vários ataques contra navios comerciais no Estreito de Ormuz e realçou que "os agressores americanos e os seus parceiros não têm o direito de passar" por esta via navegável de importância estratégica.

No dia em que o Presidente norte-americano, Donald Trump, afirmou que já "não resta muito mais para bombardear no Irão", o exército iraniano avisou pelo seu lado que não permitirá que "um único litro de petróleo" passe pelo Estreito de Ormuz em benefício dos Estados Unidos, de Israel ou dos seus parceiros, e que qualquer embarcação ligada a estes países será um alvo legítimo.

Ebrahim Zolfagari, porta-voz do Quartel-General Central em Khatam al-Anbia, que coordena as ações do exército regular com a Guarda Revolucionária, afirmou que os ataques contra alvos norte-americanos nos países do Médio Oriente vão continuar.

"O truque de esconder o seu exército cobarde em locais públicos e infraestruturas nos países da região não os salvará do atoleiro em que se meteram", advertiu o porta-voz militar, citado pela agência iraniana Tasnim.

O Comando Central dos Estados Unidos indicou na terça-feira à noite ter destruído vários navios de guerra iranianos perto do Estreito de Ormuz, incluindo 16 lança-minas, no âmbito dos seus ataques contra o Irão, que acusa de ameaçar a "liberdade de navegação".

Os ataques iranianos a infraestrutura no Golfo Pérsico e no Estreito de Ormuz, dos quais três atingiram hoje navios mercantes, estão a obrigar as grandes potências a organizarem-se face à subida vertiginosa dos preços do petróleo, sobretudo recorrendo às suas reservas.

Os Estados Unidos e Israel iniciaram em 28 de fevereiro uma ofensiva aérea contra o Irão e mataram nesse dia o líder supremo iraniano, Ali Khamenei, que foi entretanto substituído pelo seu filho, Mojtaba Khamenei.

O Irão respondeu desde então com lançamentos de mísseis e drones contra Israel e infraestruturas, sobretudo energéticas, e bases norte-americanas em vários países do Médio Oriente.

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