Guerra no Médio Oriente. A evolução do conflito entre Israel e o Hamas ao minuto

Reportagem

Guerra no Médio Oriente. A evolução do conflito entre Israel e o Hamas ao minuto

Acompanhamos aqui todos os desenvolvimentos sobre o reacender do conflito israelo-palestiniano, após a vaga de ataques do Hamas e a consequente retaliação das forças do Estado hebraico.

Graça Andrade Ramos, Cristina Sambado, Joana Raposo Santos, Carlos Santos Neves - RTP /

Emissão da RTP3


António Guterres, secretário-geral da ONU, em diálogo com o secretário de Estado dos EUA Antony Blinken na reunião do Conselho de Segurança Christophe Ena - EPA

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RTP /

Israel diz ter atacado infraestrutura militar síria

Os militares de Israel anunciaram que atingiram a infraestrutura do exército sírio em resposta ao lançamento de rockets a partir da Síria em direção a Israel.
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RTP /

Macron pede reconhecimento do direito dos palestinianos a um Estado

Depois do encontro com Benjamin Netanyahu, Emmanuel Macron esteve com o presidente da Autoridade Palestiniana, na Cisjordânia.

O presidente francês denunciou a atuação do Hamas e fala numa tragédia para israelitas e palestinianos.
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RTP /

Irão acusa EUA de “exacerbarem o conflito”

Num discurso durante o debate do Conselho de Segurança da ONU, o embaixador do Irão acusou os EUA de “exacerbarem o conflito” e de estarem a procurar “colocar a culpa no Irão” pela crescente instabilidade na região.

“O apoio inabalável dos Estados Unidos à ocupação e agressão [israelita] tornou-os uma parte ativa do problema”, disse Saeed Iravani.

“Os EUA exacerbaram ainda mais o conflito ao se alinharem abertamente com o agressor à custa da população palestiniana inocente”, acrescentou.

Iravani acusou ainda Washington de ser “cúmplice no massacre brutal de inocentes palestinianos na Faixa de Gaza”, ao fornecer “apoio militar e logístico ao opressivo regime de ocupação”.

As acusações surgem depois de o secretário de Estado norte-americano, Antony Blinken, ter avisado o Irão que os EUA darão uma reposta “decisiva” em caso de ataque a pessoal americano.

"Os Estados Unidos não procuram o conflito com o Irão. Não desejamos que esta guerra alastre. Mas se o Irão ou os seus intermediários atacarem o pessoal norte-americano onde quer que seja, não se enganem. Nós iremos defender o nosso povo - defenderemos a nossa segurança - de forma rápida e decisiva", disse Blinken durante a reunião do Conselho de Segurança.
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Lusa /

Famílias de reféns do Hamas consideram palavras de Guterres "escandalosas"

As famílias dos reféns do grupo islamita Hamas classificaram hoje como "escandalosas" as palavras do secretário-geral das Nações Unidas (ONU), António Guterres, a respeito dos ataques de 07 de outubro em Israel que deram origem à guerra atual.

"Que vergonha dar legitimidade a crimes contra a humanidade quando se trata de judeus! As declarações do secretário-geral da ONU são escandalosas!", afirmou o grupo de famílias dos cerca de 220 sequestrados num comunicado.

Guterres afirmou hoje perante o Conselho de Segurança da ONU que os ataques do Hamas "não vêm do nada" e lembrou que os palestinianos foram "sujeitos a 56 anos de ocupação sufocante".

"Crianças foram queimadas vivas, mulheres foram violadas e civis foram torturados e assassinados a sangue frio. Tudo com o objetivo de aniquilar todos os israelitas e judeus na área capturada pelo Hamas", observaram as famílias.

Consideraram ainda que o secretário-geral da ONU "ignora vergonhosamente o facto de que em 07 de outubro foi perpetrado um genocídio contra o povo judeu e até encontrou uma forma indireta de justificar os horrores que os judeus sofreram".

As famílias argumentam que os especialistas jurídicos declararam que os "atos horríveis" do Hamas, que incluíram massacres, tortura e a tomada de reféns civis -- incluindo idosos, mulheres, crianças e bebés -- "constituem não apenas crimes de guerra, mas também crimes contra a humanidade". 

Esse ataque brutal deu início à guerra entre Israel e as milícias em Gaza, que já fez mais de 1.400 vítimas em solo israelita - a maioria delas civis mortos nesse mesmo dia no maior massacre da história de Israel -, além de 222 sequestrados no enclave e cerca de 100 desaparecidos.

Os intensos e indiscriminados bombardeamentos retaliatórios israelitas na Faixa de Gaza causaram cerca de 5.800 mortes - pelo menos 70% são mulheres, crianças e idosos - e mais de 16.300 feridos, a maior catástrofe humana também vivida no castigado enclave.

Na polémica reunião de hoje do Conselho de Segurança, Guterres condenou inequivocamente os "atos de terror" e "sem precedentes" de 07 de outubro perpetrados pelo grupo islamita Hamas em Israel, salientando que "nada pode justificar o assassínio, o ataque e o rapto deliberados de civis".

Contudo, o secretário-geral da ONU admitiu ser "importante reconhecer" que os ataques do grupo islamita "não aconteceram do nada", frisando que o povo palestiniano "foi sujeito a 56 anos de ocupação sufocante".

"Viram as suas terras serem continuamente devoradas por colonatos e assoladas pela violência; a sua economia foi sufocada; as suas pessoas foram deslocadas e as suas casas demolidas. As suas esperanças de uma solução política para a sua situação têm vindo a desaparecer", prosseguiu Guterres.

O líder da ONU sublinhou, porém, que "as queixas do povo palestiniano não podem justificar os terríveis ataques do Hamas", frisando ainda que "esses ataques terríveis não podem justificar a punição coletiva do povo palestiniano".

Na sequência dessas palavras, o Governo israelita pediu a demissão do líder da ONU e cancelou uma reunião que o ministro dos Negócios Estrangeiros de Israel, Eli Cohen, hoje teria com Guterres.

Face ao cancelamento dessa reunião, o gabinete de Guterres informou que o secretário-geral se reunirá com representantes das famílias dos reféns detidos em Gaza na tarde de hoje.

"Eles serão acompanhados por um representante da Missão Permanente de Israel nas Nações Unidas", diz um comunicado do porta-voz de Guterres.

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RTP /

Oito camiões com auxílio entraram em Gaza com água, alimentos e medicamentos

Água, alimentos e medicamentos puderam entrar esta noite em Gaza a partir do Egito, afirmou o Crescente Vermelho palestiniano, depois da ONU ter reconhecido que um comboio de 20 camiões tinha ficado parado em solo egipcio.

Entraram oito camiões, referiu o Crescente Vermelho, sublinhando que este foi o quarto carregamento com ajuda de amergência a entrar no envlave desde sábado passado.

Cinco dos camiões transportavam água, dois continuam alimentos e um medicamentos, referiu em comunicado e publicação na rede X.

Apesar dos apelos da UNRWA, que ameaça parar as suas operações em 24h por falta de combustível, não entrou uma gota desse requerimento. israel, que afirma que o Hamas iria usar este reabastecimento para retomar as suas operações contra alvos israelitas, recomendou o grupo palestiniano pode devolver à UNRWA o combustível que lhe "roubou".
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RTP /

EUA e Arábia Saudita de acordo para continuar a trabalhar para a paz no Médio Oriente

O presidente dos EUA, Joe Biden, falou ao telefone com o primeiro-ministro e príncipe-herdeiro da Arábia Saudita, Mohamed bin Salman sobre o conflito entre Israel e o Hamas, concordando ambos em operar os canais diplomáticos para manter a estabilidade na região e evitar o alastrar da guerra.

Os dois líderes afirmaram a importância de trabalhar para uma paz sustentada entre israelitas e palestinianos mal a crise corrente acalme, apoiando-se no trabalho que tem estado a ser feito nos últimos meses por Washington e Riad na expansão dos Acordos de Abraão. Biden e bin Salman prometeram continuar a coordenar os respetivos esforços e das suas equipas nesse sentido.

Biden afirmou o apoio dos EUA aos seus aliados na região que enfrentem ameças, sejam estas de Estado ou de grupos, incluindo os esforços para controlar e dissuadir "atores" não estatais que pretendam que o conflito deixe de estar confinado a Gaza.

O socorro humanitário foi outro tema debatido, com o presidente norte-americano a agradecer a soma suplementar de 100 milhões de dólares libertada pelo Conselho para a Cooperação do Golfo em apoio às ações humanitárias. Os dois líderes concordaram que muito mais há a fazer para provisionar os habitantes de Gaza com alimentos, água e assistência médica.
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Lusa /

Telavive admite reavaliar relações com ONU após declarações de Guterres diz embaixador

Israel vai reavaliar as relações com a ONU, após o secretário-geral da organização, António Guterres, ter dito que os ataques do grupo islamita palestiniano Hamas "não aconteceram do nada", disse hoje à agência Lusa o embaixador israelita, Gilad Erdan.

"Definitivamente teremos de fazer uma avaliação sobre as nossas relações com a ONU. Estamos a reclamar há muito tempo", disse à Lusa o embaixador israelita junto da ONU, Gilad Erdan, em Nova Iorque, ao ser questionado sobre o futuro das relações entre Israel e as Nações Unidas após ter pedido que Guterres renuncie ao cargo.

"Depois daquilo que o líder desta organização (Guterres) acabou de dizer esta manhã, apoiando o terrorismo, não há outra forma de explicar. Obviamente, o nosso Governo terá de reavaliar as relações com a ONU e os seus funcionários que estão estacionados na nossa região", acrescentou o representante diplomático.

Pouco antes, Erdan tinha pedido a Guterres para que se demitisse "imediatamente" de funções, acusando o líder da ONU de ser "parcial" em relação ao conflito em curso entre Israel e o Hamas, hostilidades que estão a desestabilizar fortemente a região do Médio Oriente.

O pedido de demissão de Guterres foi posteriormente apoiado pelo ministro dos Negócios Estrangeiros israelita, Eli Cohen, que cancelou uma reunião agendada para hoje com o secretário-geral da ONU.

A indignação do Governo israelita foi manifestada na abertura de uma reunião do Conselho de Segurança da ONU dedicada ao conflito em curso no Médio Oriente, quando Guterres condenou inequivocamente os "atos de terror" e "sem precedentes" de 07 de outubro perpetrados pelo Hamas em Israel, mas admitiu ser "importante reconhecer" que os ataques do grupo islamita "não aconteceram do nada", frisando que o povo palestiniano "foi sujeito a 56 anos de ocupação sufocante".

"Viram as suas terras serem continuamente devoradas por colonatos e assoladas pela violência; a sua economia foi sufocada; as suas pessoas foram deslocadas e as suas casas demolidas. As suas esperanças de uma solução política para a sua situação têm vindo a desaparecer", prosseguiu Guterres, na mesma intervenção.

O líder da ONU sublinhou, porém, que "as queixas do povo palestiniano não podem justificar os terríveis ataques do Hamas", frisando ainda que "esses ataques terríveis não podem justificar a punição coletiva do povo palestiniano".

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RTP /

MNE da Jordânia diz que Israel parece estar acima da lei internacional

Em declarações após uma reunião do Conselho de Segurança das Nações Unidas, o ministro dos Negócios Estrangeiros da Jordânia, Ayman Safadi, considerou que a comunidade internacional tem a obrigação de acabar com a guerra de Israel "contra os palestinianos" em Gaza.

O chefe da diplomacia do país considerou ainda que Israel "parece" estar acima da lei internacional neste conflito e apelou ao fim de uma abordagem de "dois pesos e duas medidas" no que diz respeito ao conflito em Gaza.
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RTP /

Quatro portugueses podem estar entre os reféns do Hamas

Entre os reféns na posse do Hamas podem estar quatro pessoas que também têm nacionalidade portuguesa. Estas quatro pessoas estão desaparecidas e não se sabe se estão ou não nas mãos dos movimentos palestinianos.

A reportagem da RTP falou com a família de Idan, uma dessas pessoas. A única coisa que a família quer é ter Idande volta.
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RTP /

Cidadão israelita refém do Hamas já tem nacionalidade portuguesa

Já tem nacionalidade portuguesa o cidadão israelita refém do Hamas que aguardava a certidão de Portugal. O Governo acelerou os procedimentos perante a situação de urgência.

Este homem tem agora dupla nacionalidade e pode beneficiar de um eventual acordo para a libertação de reféns que não sejam exclusivamente israelitas.
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RTP /

Reféns libertadas pelo Hamas relatam violência sofrida durante o rapto

As duas reféns libertadas ontem pelo Hamas relatam a violência que sofreram durante o rapto, mas garantem que depois tiveram acesso a cuidados médicos. As duas mulheres dizem que foram mantidas em cativeiro em túneis subterrâneos muito complexos, como se fossem uma teia de aranha.

Faltam ainda libertar mais de 200 outros reféns.
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RTP /

Exército israelita mantém preparativos para operação terrestre em Gaza

O exército israelita quer avançar rapidamente com a ofensiva terrestre sobre Gaza. No entanto, o Governo está a ser fortemente pressionado e hesita em dar luz verde. O impasse entre políticos e militares está também a dividir Israel.

Foto: Amir Cohen - Reuters

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RTP /

Israel "expandiu" áreas alvo de ataque afirma Hamas

Ashraf al-Qidra, porta-voz do Ministério da Saúde de Gaza, afeto ao Hamas, grupo que administra a Faixa de Gaza, afirmou esta noite que Israel expandiu a área de ação dos bombardeamentos, fazendo cerca de 50 mortos, só na última hora.
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RTP /

Médio Oriente. Palavras de António Guterres levantaram mais problemas

As palavras de António Guterres no Conselho de Segurança da ONU não levou a boas reações de ambas as partes. Israel acusa António Guterres de não viver neste mundo e a Palestina acusa a ONU de inação em Gaza.

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RTP /

Guterres acusa Hamas e Israel de claras violações dos Direitos Humanos

O secretário-geral da ONU acusa o Hamas e Israel de clara violação dos Direitos Humanos em Gaza. As Nações Unidas insistem num cessar-fogo humanitário para evitar a catástrofe. Esta terça-feira não passaram camiões na fronteira de Rafah.

O Hamas aponta para mais de 700 palestinianos mortos em 24 horas e Israel garante que os ataques vão prosseguir.
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RTP /

Israel. Hamas pode devolver aos hospitais de Gaza o combustível que "roubou"

O porta-voz das Forças de Defesa de Israel, Daniel Hagari, garantiu que "o combustível não irá entrar em Gaza porque o Hamas o usa para as suas necessidades operacionais. O Hamas pode devolver o combustível que roubou à UNRWA para os hospitais".

Já esta terça-feira, o chefe de gabinete das IDF, Harzl Halevi, tinha afirmado que Israel não iria autorizar a entrada de combustível em Gaza, pois iria "permitir ao Hamas continuar com os seus ataques aos cidadãos iraelitas".

Os esclarecimentos de Hagari, horas depois, referem-se às negociações em curso entre os militares isarelitas e as Nações Unidas sobre a transferência de combustível para Gaza.

A UNRWA anunciou esta noite que já só tinha combustível suficiente para 24h e que teria de parar as suas operações de apoio aos palestinianos devido à falta de combustível.

Também a ONU, que tinha anunciado durante a tarde que 400.000 litros de combustível estavam preparados para entrar no enclave, foi forçada a reconhecer horas depois que os camiões tinham permanecido do lado egípcio.
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RTP /

Canadá apoia pausas humanitárias em Gaza

O primeiro-ministro do Canadá, Justin Trudeau, expressou o seu apoio à ideia de pausas nas operações militares israelitas em Gaza para permitir a entrada e distribuição de ajuda humanitária às populações locais.

"Há muitas negociações a decorrer sobre a necessidade de pausas humanitárias e penso que isso é algo que o Canadá apoia", disse Trudeau aos jornalistas. A prioridade de Otava é proteger civis inocentes e libertar os reféns, acrescentou.
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Blinken pede ajuda internacional para libertar reféns do Hamas "incondicionalmente"

O secretário de Estado dos Estados Unidos da América, revelou que morreram 33 norte-americanos em resultado dos ataques do Hamas no início de outubro, contra Israel e implorou à comunidade internacional para expressar o seu ultraje com o sucedido e usar a sua influência para garantir a libertação dos reféns raptados pelo grupos palestiniano.

"Imploro a todos os membros aqui presentes para usarem a sua voz, usarem a sua influência, usar o que podem para garntir a sua libertação imediata e incondiocional".

O Hamas libertou até agora quatro reféns do sexo feminino, duas israelitas e outras duas israelo-americanas e continua a deter mais de 220 pessoas.

"Nenhum de nós pode imaginar o pesadelo que eles estão a viver", afirmou Blinken. "É algo que nenhuma família devia ter de passar", acrescentou perante vários familiares de reféns que assistiam à reunião na ONU em Nova Iorque.

Antony Blinken pediu igualmente apoio para evitar que o Irão e os seus "procuradores" (que incluem a milícia libanesa Hezbollah e o grupo xiita Houthi no Iémen, além do Hamas na Faixa de Gaza) alastrem o conflito em curso.

O chefe da diplomacia norte-americana sublinhou ainda a necessidade de retirar civis das zonas de perigo em Gaza, acrescentando que "pausas humanitárias têm de ser consideradas com este objetivo".

"Israel deve tomar todas as precauções civis para evitar vitimar civis. Isso quer dizer que alimentos, água e outros sistemas humanitários essenciais têm de ser capazes de entrar em Gaza e chegar às pessoas que deles necessitam", sublinhou Blinken.

O secretário de Estado dos EUA voltou a repetir o compromisso norte-americano para com a solução de dois Estados, apelando a redobrar os "nossos esforços colectivos para construir uma solução política duradoura ao conflito entre israelitas e palestinianos, o único caminho para a paz e a segurança na região".

"A única forma de quebrar este horrível ciclo de violência é através de dois Estados e dois povos", defendeu.
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Lusa /

Advogado confirma que israelita refém em Gaza já goza de nacionalidade portuguesa

O advogado que requereu junto do Governo urgência na atribuição de nacionalidade portuguesa ao israelita Ofer Calderon, refém na Faixa de Gaza, confirmou hoje à Lusa que a questão "está resolvida".

"Está resolvida a questão", disse José Ribeiro e Castro, confirmando a informação avançada pela edição online do jornal Público de que "a Conservatória dos Registos Centrais (CRC) emitiu a certidão de nascimento a Ofer Calderon, o cidadão israelita que tinha requerido em 2021 a nacionalidade portuguesa ao abrigo da lei dos sefarditas".

Sem avançar pormenores, Ribeiro e Castro adiantou que basta ter havido a emissão da certidão de nascimento pelo CRC para que o israelita possa beneficiar da dupla nacionalidade.

Segundo o Público, Ofer Calderon foi raptado a 07 de outubro durante os ataques do grupo islamita do Hamas a Israel e levado para a Faixa de Gaza com dois filhos menores.

A agência Lusa tentou obter esclarecimentos junto do Ministério da Justiça sobre o processo de atribuição de nacionalidade a Ofer Calderon ao abrigo da lei dos sefarditas, tendo sido informada que não serão prestadas informações sobre este caso.

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RTP /

Emmanuel Macron. Ataque do Hamas foi desastroso para o povo palestiniano

De visita à Cirjordânica, após uma escalada em Israel, o presidente francês considerou esta terça-feira, ao lado do presidente da Autoridade Palestiniana, que o ataque do Hamas dia 7 de outubro foi tramático para Israel mas desastroso para o povo palestiniano.

"O Hamas não representa o povo palestiano", afirmou Emmnauel Macron, sublinhando que "nada pode justificar" os "sofrimentos" de civis em Gaza. "O futuro" dos palestinianos passa por uma luta "sem ambiguidade" contra o terrorismo, acrescentou

Esta tarde, em Israel, Macron propôs uma "coligação" internacional contra o Hamas, à semelhança da formada para combater o grupo islamita Estado Islâmico.

Mahmmoud Abbas aproveitou a ocasião para apelar à cessação imediata da "agressão" israelita a Gaza, e à proteção do povo palestiniano.

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RTP /

UNRWA alerta que terá de parar as suas operações até quarta-feira à noite

A Agência das Nações Unidas para os Refugiados Palestinianos advertiu esta tarde que já só tem combustível para mais 24 horas e que se verá por isso forçada a parar as suas operações no enclave se não houver reabastecimentos.

"A UNRWA vai ficar sem combustível amanhã à noite - forçando-nos a parar as operações e entregas de ajuda humanitária à população em necessidade", advertiu a agência na rede X, antigo Twitter.
Esta tarde, responsáveis das Nações Unidas anunciaram a entrada em Gaza, ainda esta terça-feira, de 400.000 litros de combustível e de 20 camiões a postos. Ao fim do dia, hora local, reconheceram que a ajuda não tinha seguido caminho e permanecia do lado do Egito. "Esperamos que possa seguir amanhã", afirmaram responsáveis no terreno.

À BBC, A porta-voz da UNRWA, Tamara al-Rifai, disse que "precisamos de combustível para as nossas centrais de dessalinização de água, para que as pessoas possam ter acesso a água potável. Os hospitais precisam de combustível para as máquinas, que salvam vidas", acrescentou Al Rifai, descrevendo a situação como "frustrante".

A UNRWA avisou no domingo que só tinha combustível suficiente para continuar a funcionar durante mais três dias. "Sem combustível não haverá água, nem hospitais, nem padarias. Sem combustível, a ajuda não chegará àqueles que dela tanto necessitam", afirmou o comissário geral da UNRWA, Philippe Lazzarini.

com Lusa
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RTP /

ONU. 20 camiões que iam entrar em Gaza continuam no lado de fora

Lynn Hastings, das Nações Unidas, tinha anunciado esta tarde a entrada de um novo comboio de 20 camiões com auxílio para Gaza mas, ao final do dia, a ONU reconheceu que a ajuda continuava do lado do Egito junto à passagem de Rafah.

"Esperamos que possam entrar amanhã", afirmou o porta-voz da ONU Ei Kaneko.

Desde sábado entraram em Gaza 54 camiões com ajuda humanitária, com alimentos, medicamentos e água.

O secretário-geral das Nações Unidas, António Guterres, considerou esta ajuda uma "gota num oceano de necessidade".

palavras ecoadas pelo chefe das operações humanitárias da ONU, Michael Griffiths, para quem os envios dos últimos dias "mal se sentiram".

"Necessitamos de mais, e necessitamos agora. Precisamos de incluir combustível. E precisamos de ir até aos civis em necessidade, seja onde for que estejam. Não posso sublinhar mais isto", afirmou.
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Graça Andrade Ramos - RTP /

Blinken adverte Irão. Em caso de ataque a pessoal americano os EUA darão resposta "decisiva"

Em plena reunião do Conselho de Segurança, o secretário de Estado norte-americano deixou um aviso claro ao Irão, numa altura em que se multiplicam os ataques às forças dos EUA no Iraque em pleno agravamento do conflito entre Israel e o Hamas no Médio Oriente.

Antony Blinken, secretário de Estado dos EUA, no Conselho de Segurança da ONU Eduardo Munoz - EPA/Lusa

Os Estados Unidos, declarou Antony Blinken, "não desejam que esta guerra alastre" mas irão agir de forma "decisiva" contra todos os ataques.

"Os Estados Unidos não procuram o conflito com o Irão. Não desejamos que esta guerra alastre. Mas se o Irão ou os seus intermediários atacarem o pessoal norte-americano onde quer que seja, não se enganem. Nós iremos defender o nosso povo - defenderemos a nossa segurança - de forma rápida e decisiva", declarou perante os 15 membros do Conselho de Segurança.

Tem-se registado um aumento dos ataques a tropas norte-americanas e da coligação internacional no Iraque e na Síria, desde dia 7 de outubro, com a Administração Biden a anunciar esta semana a retirada do pessoal não essencial da embaixada de Bagdade e a recomendar aos cidadãos norte-americanos que evitassem viagens para estes países.

O Pentágono afirmou que não tem ainda conhecimento de uma ordem direta dos níveis mais elevados dos responsáveis iranianos para a realização dos ataques. O porta-voz da Casa Branca, John Kirby, garantiu contudo segunda-feira que é "claro" que o Irão está a facilitá-los.

"Sabemos que o Irão está a companhar de perto estes acontecimentos e nalguns casos a facilita-los ativamente e entusiasmando outros que poderão querer explorar o conflito para seu benefício próprio e do Irão", considerou Kirby em conferência de imprensa.

À Reuters, responsáveis ligados à segurança do Irão, afirmaram sob anonimato que a estratégia de Teerão é usar procuradores como o grupo libanês Hezbollah para realizar ataques limitados contra alvos de Israel e dos EUA mas para evitar uma escalada que implicasse o envolvimento iraniano.
Segurança reforçada
Dois morteiros atingiram esta terça-feira a base aérea de Ain al-Asad, que aloja tropas norte-americanas e internacionais a leste de Bagdade. Células do Hezbollah no Iraque assumiram a responsabilidade pelo ataque.

Horas antes, Antony Blinken tinha apelado ao primeiro-ministro iraquiano Shiaa al-Sudani que tomasse medidas contra os responsáveis pelos ataques, renovando promessas de cooperação para garantir a estabilidade na região.

O Pentágono anunciou também terça-feira uma série de medidas securitárias para proteger as suas tropas estacionadas no Médio Oriente, e mantém em cima da mesa a possibilidade de retirara as famílias dos militares se tal for necessário, referiu a Agência Reuters.

As medidas incluem o aumento das patrulhas militares, acessos mais apertados às bases militares e aumento da recolha de informações, também através de drones e outras operações de vigilância, descreveram à agência alguns responsáveis militares norte-americanos, sob anonimato.

"Com o aumento do número de ataques e tentativas de ataques em localidades militares norte-americanas, é crítico rever constantemente as medidas de proteção das nossas forças", explicou em comunicado enviado à Reuters o general Michael "Erik" Kurilla, comdanante do Comando central dos EUA, que abrange as forças estacionadas no Médio Oriente.

Kurilla considerou ainda que o reforço dos meios estacionados na região devido ao agravamento do conflito entre Israel e o grupo palestiniano Hamas "evitou vítimas mais graves entre as nossas forças no teatro" de guerra.

Os ataques provocaram até agora somente ferimentos ligeiros a quatro membros das forças norte-americanas e a cinco contratados. Todos regressaram já ao ativo.

Durante um alerta de ataque, que acabou por se revelar falso, um contratado pelos estados Unidos faleceu de ataque cardíaco.
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Lusa /

Invasão de Gaza está a ser adiada por questões estratégicas afirma Exército

O chefe do Estado-Maior do Exército de Israel, tenente-general Herzi Halevi, indicou hoje que a ofensiva terrestre à Faixa de Gaza está a ser adiada por "considerações estratégicas", no 18.º dia de guerra contra o movimento islamita Hamas.

Segundo afirmou o dirigente militar em conferência de imprensa, o grupo palestiniano "lamentará" ter lançado o ataque surpresa a Israel de 07 de outubro, que se saldou na morte de mais de 1.400 pessoas, na maioria civis, e na captura de 220 reféns, desencadeando o conflito em curso.

Também prosseguem os bombardeamentos israelitas sobre Gaza, que mataram já quase 6.000 palestinianos, 40% dos quais crianças, 22% mulheres e 5% idosos, de acordo com o Ministério da Saúde local.

Por seu lado, os combatentes palestinianos da Faixa de Gaza -- enclave palestiniano pobre desde 2007 controlado pelo Hamas, grupo classificado como organização terrorista pelos Estados Unidos, a União Europeia e Israel - continuam a lançar projéteis para território israelita, e hoje voltaram a soar os alarmes antiaéreos no centro do país e em Telavive.

Com cerca de 360.000 reservistas convocados e uma multidão de tropas mobilizadas em torno da Faixa de Gaza, uma das incógnitas das últimas semanas tem sido a data em que ocorrerá a invasão terrestre, uma coisa que é quase unanimemente dada como garantida, mas que primeiro parecia iminente e agora está a ser adiada, enquanto Israel calcula todas as implicações que terá.

"Preparámo-nos para isso. O Exército israelita e o comando Sul prepararam planos ofensivos de qualidade para alcançar os objetivos da guerra", disse hoje Halevi, assegurando que as tropas "estão prontas para a operação".

Ainda assim, acrescentou que há questões "táticas e estratégicas" que estão a atrasar a invasão, enquanto Israel continua a atacar alvos do Hamas para "matar terroristas, destruir infraestruturas e recolher informações secretas para a fase seguinte".

Segundo alguns órgãos de comunicação social, entre as preocupações de uma operação terrestre estão as armadilhas que os combatentes palestinianos poderão deixar, os combates num contexto de guerrilha urbana num lugar que Israel não controla, ou os quilómetros de túneis subterrâneos da Faixa de Gaza cuja existência desconhece, o que poderia causar muitas vítimas mortais do lado israelita.

A isto acresce outra questão delicada, os pelo menos 220 reféns que continuam em cativeiro em Gaza, um dos elementos que poderá até agora ter impedido a ofensiva terrestre israelita.

De acordo com a imprensa israelita, os Estados Unidos pediram ao Governo de Israel que adie um pouco mais a invasão e dê prioridade à libertação dos reféns, entre os quais há crianças, mulheres e anciãos, tanto israelitas como estrangeiros, incluindo vários cidadãos norte-americanos.

Até agora, o Hamas libertou quatro reféns: uma mulher e a filha, ambas norte-americanas, e duas idosas israelitas, na noite passada.

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Lusa /

EUA sugerem "pausas humanitárias" para levar ajuda aos civis em Gaza

Os Estados Unidos (EUA) sugeriram hoje, pela primeira vez, "pausas humanitárias" em Gaza para entrega de ajuda aos civis, embora não tenham corroborado o apelo de cessar-fogo feito pouco antes pelo secretário-geral das Nações Unidas, António Guterres.

Estas pausas humanitárias deveriam servir para encaminhar "alimentos, água, medicamentos e outros elementos essenciais" para Gaza "sem beneficiar o Hamas ou qualquer outro grupo terrorista", defendeu o secretário de Estado norte-americano, Antony Blinken, perante o Conselho de Segurança.

O pedido de Blinken não incluiu especificamente combustível, cuja entrada foi vetada por Israel apesar de ser um elemento fundamental para o funcionamento de hospitais, uma vez que as autoridades israelitas argumentam que poderia cair nas mãos do grupo islamita Hamas.

Para implementar as pausas humanitárias, os EUA prepararam uma resolução que apresentarão em breve ao Conselho de Segurança, depois de este órgão se ter mostrado até agora incapaz de chegar a acordo sobre uma resolução que ponha um fim - definitivo ou provisório - à guerra em Gaza.

Uma das resoluções que já foi a votos - proposta pelo Brasil - pedia precisamente "pausas humanitárias" em Gaza, mas foi vetada exclusivamente pelos Estados Unidos, que agora apresentarão uma proposta com o mesmo fim.

Blinken disse que a nova resolução inclui inequivocamente "o direito de Israel de se defender" dentro do "direito de cada nação de se defender e evitar que os ataques sejam repetidos".

"Onde está a indignação? Onde está o desgosto? Onde está a rejeição? Onde está a condenação explícita desses horrores?", disse Blinken depois de indicar algumas das atrocidades cometidas pelo Hamas no seu ataque contra Israel, em 07 de outubro.

"Nenhum membro deste Conselho -- nenhum país nesta câmara -- poderia ou iria tolerar o massacre do seu povo", disse Blinken.

Ao seu grande aliado Israel, Blinken lembrou que "os civis palestinianos devem ser protegidos" e nesse sentido "Israel deve tomar todas as precauções para evitar ferir os civis", embora tenha garantido que o Hamas usa estes civis "como escudos humanos".

O chefe da diplomacia norte-americana também enviou uma série de mensagens ao Irão para advertir o país a não se juntar ao conflito: "Se o Irão ou os seus aliados expandirem o conflito e colocarem mais civis em risco, serão responsabilizados por isso", avisou.

"Os Estados Unidos não procuram entrar em conflito com o Irão. Não queremos que esta guerra se expanda. Mas se o Irão ou os seus representantes atacarem pessoal americano em qualquer lugar, não se engane: nós defenderemos o nosso povo -- defenderemos a nossa segurança -- de forma rápida e decisiva", disse Blinken ao Conselho de Segurança das Nações Unidas.

Por último, salientou que apenas a solução de dois Estados, um israelita e outro palestiniano, poderá solucionar a longo prazo este conflito.

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Rachel Mestre Mesquita - RTP /

Faixa de Gaza. Médicos alertam para surtos de doenças entre os deslocados

Desde o início do conflito que mais de 1,4 milhões de palestinianos fugiram das suas casas para escapar aos ataques israelitas e estão atualmente refugiados em abrigos temporários, no sul da Faixa de Gaza. No entanto, os médicos de Gaza revelam que os pacientes que chegam aos hospitais estão a mostrar sinais de doenças causadas pela sobrelotação e falta de saneamento destes abrigos.

Milhares de palestinianos deslocados estão refugiados num acampamento gerido pela ONU, em Khan Younis, no sul da Faixa de Gaza. Ibraheem Abu Mustafa - Reuters

As organizações humanitárias no terreno têm vindo a alertar para uma crise de saúde no enclave palestiniano, que se encontra sob “cerco total” por parte de Israel, desde 9 de outubro, privado de eletricidade, água potável, comida ou combustível. Com apenas acesso a alguns alimentos e medicamentos que começaram a chegar em comboios "humanitários" das Nações Unidas, no fim-de-semana passado. 

De acordo com as autoridades palestinianas, pelo menos 5.800 pessoas morreram vítimas dos ataques israelitas, na sequência do ataque surpresa do grupo islâmico Hamas a Israel, a 7 de outubro e, que causou a morte a mais de 1.400 pessoas e fez mais de 200 reféns.
Terreno propício à propagação de doenças
Desde o início do conflito milhares de palestinianos fugiram das suas casas para escapar aos ataques de Israel, e estão atualmente refugiados em abrigos temporários, no sul da Faixa de Gaza. Na sequência do anúncio de Telavive que ordenou a todos os habitantes do norte de Gaza que se deslocassem para sul, apesar dos ataques israelitas estarem a arrasar todo o enclave.

"A aglomeração de civis e o facto de a maioria das escolas utilizadas como abrigos albergarem muitas pessoas, é um terreno propício à propagação de doenças", disse Nahed Abu Taaema, médico de Saúde Pública do Hospital Nasser em Khan Younis, no sul do país, à agência Reuters.

No entanto, à medida que aumentam os bombardeamentos no norte de Gaza, a sul também aumenta o perigo de propagação de doenças e infeções entre os milhares de pessoas refugiadas que vivem amontoadas e privadas de um saneamento básico.

“Nos abrigos temporários onde os palestinianos deslocados se amontoam com as suas famílias na esperança de se protegerem das bombas, as pessoas começam a sofrer de problemas de estômago, infeções pulmonares e erupções cutâneas", acrescentou Nahed Abu Taaema.
Um terço dos hospitais não funciona
A Organização Mundial de Saúde (OMS) alertou para o facto de um terço dos hospitais no território não estarem a funcionar, muitos devido à falta de combustível para alimentar os seus geradores, no terreno médicos têm alertado para o risco de o equipamento crítico, como por exemplo, as incubadoras para recém-nascidos, parar.
"Estamos de joelhos a pedir uma operação humanitária sustentada, ampliada e protegida", afirmou Rick Brennan, diretor regional de emergências da OMS.

De acordo com dados do ministério da Saúde palestiniano, dirigido pelo Hamas, cerca de 40 centros médicos em Gaza suspenderam a atividade numa altura em que os bombardeamentos e as milhares de deslocações estão a exercer uma enorme pressão sobre o sistema.

c/agências
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RTP /

MNE de Israel. "Não irei reunir-me com António Guterres"

Eli Cohen, ministro dos Negócios Estrangeiros de Israel, anunciou na rede X, antigo Twitter, que não se irá encontrar com o secretário-geral da ONU, depois do discurso de António Guterres esta tarde, perante o Conselho de Segurança das Nações Unidas.

"Não me irei reunir com o Secretário-Geral das Nações Unidas. Depois do massacre de 7 de Outubro, não há lugar a uma abordagem equilibrada. O Hamas deve ser apagado do mundo!" escreveu o chefe da diplomacia israelita.


António Guterres, ao mesmo tempo que condenava todas as ações terroristas do Hamas, salientando que "nada pode justificar o assassinato, o ataque e o rapto deliberados de civis", tentou esta tarde equilibrar a censura e sublinhou que estas ações não surgiram num vácuo.

O secretário-geral da ONU admitiu na reunião do Conselho de Segurança ser "importante reconhecer" que os ataques do grupo islamita Hamas "não aconteceram do nada", frisando que o povo palestiniano "foi sujeito a 56 anos de ocupação sufocante".

"Viram as suas terras serem continuamente devoradas por colonatos e assoladas pela violência; a sua economia foi sufocada; as suas pessoas foram deslocadas e as suas casas demolidas. As suas esperanças de uma solução política para a sua situação têm vindo a desaparecer", prosseguiu Guterres.

"Senhor secretário-geral, em que mundo vive?", questionou logo de seguida Eli Cohen. "Sem dúvida, não é no nosso", acrescentou o ministro das Relações Exteriores, mostrando imagens dos ataques do Hamas contra civis.

Além do MNE israelita, a indignação com as palavras do secretário-geral fez igualmente reagir o embaixador deste país na ONU, que exigiu a demissão do secretário-geral da ONU. 

Gilad Erdan considerou que "não há qualquer justificação ou razão de falar com aqueles que mostram compreensão pelos atos mais terríveis cometidos contra os cidadãos de Israel - ainda por cima por uma organização terrorista".

Erdan atacou o discurso de Guterres, dizendo que demonstra como ele está "completamente desconectado da realidade na nossa região" e que os comentários constituem uma justificação "chocante" do terrorismo e de assassínios.

Na plataforma X (antigo Twitter) Gilad Erdan denunciou igualmente o "discurso chocante" de António Guterres, a quem acusou de ver a situação de "uma forma distorcida e imoral", e considerando que Guterres "não serve" para liderar a ONU.
"O discurso chocante do secretário-geral da ONU, na reunião do Conselho de Segurança, enquanto foguetes são disparados contra Israel, provou conclusivamente, sem qualquer dúvida, que o secretário-geral está completamente desligado da realidade na nossa região e que vê o massacre cometido pelos terroristas nazis do Hamas de uma forma distorcida e imoral", escreveu o diplomata.

"A sua declaração de que `os ataques do Hamas não aconteceram do nada` expressou uma compreensão do terrorismo e do assassínio. É realmente incompreensível. É verdadeiramente triste que o líder de uma organização que surgiu após o Holocausto tenha opiniões tão horríveis. Uma tragédia!", acrescentou Erdan.

com Lusa
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Lusa /

Ministro israelita pergunta a Guterres "em que mundo vive"

O chefe da diplomacia israelita, Eli Cohen, dirigiu-se hoje diretamente ao secretário-geral das Nações Unidas (ONU) para lhe perguntar "em que mundo vive", após António Guterres ter denunciado "violações claras" do direito humanitário em Gaza.

"Senhor secretário-geral, em que mundo vive?", questionou Eli Cohen numa reunião ministerial do Conselho de Segurança da ONU para abordar a situação no Médio Oriente, mais concretamente a guerra entre Israel e o grupo islamita Hamas, assim como a situação do povo palestiniano.

"Sem dúvida, não é no nosso", acrescentou o ministro das Relações Exteriores, mostrando imagens dos ataques do Hamas contra civis, enquanto o embaixador israelita na ONU, Gilad Erdan, denunciava na plataforma X (antigo Twitter) o "discurso chocante" de António Guterres, a quem acusou de ver a situação de "uma forma distorcida e imoral".

"O discurso chocante do secretário-geral da ONU, na reunião do Conselho de Segurança, enquanto foguetes são disparados contra Israel, provou conclusivamente, sem qualquer dúvida, que o secretário-geral está completamente desligado da realidade na nossa região e que vê o massacre cometido pelos terroristas nazis do Hamas de uma forma distorcida e imoral", escreveu o diplomata.

"A sua declaração de que `os ataques do Hamas não aconteceram do nada` expressou uma compreensão do terrorismo e do assassínio. É realmente incompreensível. É verdadeiramente triste que o líder de uma organização que surgiu após o Holocausto tenha opiniões tão horríveis. Uma tragédia!", acrescentou Erdan.

Momentos antes, na abertura da reunião do Conselho de Segurança, Guterres condenou inequivocamente os "atos de terror" e "sem precedentes" de 07 de outubro perpetrados pelo Hamas em Israel, salientando que "nada pode justificar o assassínio, o ataque e o rapto deliberados de civis".

Contudo, o secretário-geral da ONU admitiu ser "importante reconhecer" que os ataques do grupo islamita Hamas "não aconteceram do nada", frisando que o povo palestiniano "foi sujeito a 56 anos de ocupação sufocante".

"Viram as suas terras serem continuamente devoradas por colonatos e assoladas pela violência; a sua economia foi sufocada; as suas pessoas foram deslocadas e as suas casas demolidas. As suas esperanças de uma solução política para a sua situação têm vindo a desaparecer", prosseguiu Guterres.

O líder da ONU sublinhou, porém, que "as queixas do povo palestiniano não podem justificar os terríveis ataques do Hamas", frisando ainda que "esses ataques terríveis não podem justificar a punição coletiva do povo palestiniano".

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RTP /

"Indesculpável". Ministro palestiniano indignado com Conselho de Segurança da ONU

O ministro palestiniano na ONU, representante da Autoridade Palestiniana, condenou a comunidade internacional pela "dupla medida seletiva" na análise do conflito entre Israel e o Hamas.

"Estes assassínios em massa não vos ofendem?", perguntou Riyad al-Maliki aos membros reunidos do Conselho de Segurança da ONU. "Onde está o vosso ultraje pelo assassínio de civis na Faixa de Gaza?".

Maliki condenou ainda o "falhanço contínuo indesculpável" do Conselho de Segurança em garantir aos civis palestinianos a proteção e a dignidade.

O ministro das Relações Exteriores palestiniano pediu ainda à comunidade internacional que entenda que os seus interesses "não estão alinhados com Israel, mas sim o contrário", e quanto mais cedo o entenderem, "mais cedo nos afastaremos do abismo".

Riad al Malki disse que "o que Israel está a fazer é consistente com a sua crença de que somos sub-humanos ou animais humanos, como eles dizem. Mas vocês não acreditam que as nossas vidas valem menos, são menos sagradas, são mais dispensáveis", afirmou.

O ministro pediu aos países que se indignem com as vítimas civis palestinianas como fazem com as israelitas, no contexto da guerra entre Israel e o grupo islamita Hamas na Faixa de Gaza.

"Invistam na paz, não na guerra; apoiem a justiça, não a vingança; levantem-se pela liberdade em vez de justificar a contínua submissão e ocupação", pediu.

Riad al Malki lembrou que as ruas de todo o mundo testemunharam as massas que se manifestaram em solidariedade com os palestinianos.

com Lusa
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RTP /

Refém israelita Ofer Calderon já é português

O cidadão israelita, feito refém pelo Hamas a sete de outubro, tinha apelado à cidadania lusa.

O Governo português tinha prometido acelar os procedimentos para a emissão da certidão de nascimento de Ofer Calderon.

De acordo com o jornal Público, o cidadão israelita, refém na Faixa de Gaza, já é português e poderá agora beneficiar da dupla nacionalidade para ser libertado.

Contactado pela RTP, o Ministério da Justiça limitou-se a dizer que não faz qualquer comentário.
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Momento-Chave
RTP /

Embaixador de Israel na ONU pede demissão de António Guterres

O embaixador israelita nas Nações Unidas, Gilad Erdan, reagiu com indignação às palavras de António Guterres perante o Conselho de Segurança, que afirmou que os ataques do Hamas a 7 de outubro "não aconteceram no nada".

"Não há qualquer justificação ou razão de falar com aqueles que mostram compreensão pelos atos mais terríveis cometidos contra os cidadãos de Israel - ainda por cima por uma organização terrorista", afirmou Erdan, exigindo a demissão do secretário-geral da ONU.

Gilad Erdan atacou o discurso de Guterres, dizendo que demonstram como ele está "completamente desconectado da realidade na nossa região" e que os comentários constituem uma justificação "chocante" do terrorismo e de assassínios.

O apelo à demissão foi depois expresso numa publicação do embaixador israelita na rede X, antigo Twitter.

"O secretário-geral que demonstra compreensão com a campanha de assassínio em massa de crianças, mulheres e idosos, não serve para liderar a ONU", escreveu Erdan. "Apelo a que se demita imediatamente".
Perante o Conselho de Segurança da ONU, o secretário-geral das Nações Unidas manifestou esta terça-feira a sua "profunda preocupação com as claras violações da lei humanitária internacional a que estamos a assistir em Gaza".

António Guterres acrescentou que o cenário está a ficar pior a cada momento e que as divisões estão a fragmentar sociedades, além das tensões ameaçarem "transbordar" para a restante região.

Guterres condenou inequivocamente os "atos de terror" e "sem precedentes" de 07 de outubro perpetrados pelo Hamas em Israel, salientando que "nada pode justificar o assassinato, o ataque e o rapto deliberados de civis".

Contudo, o secretário-geral da ONU admitiu ser "importante reconhecer" que os ataques do grupo islamita Hamas "não aconteceram do nada", frisando que o povo palestiniano "foi sujeito a 56 anos de ocupação sufocante".

"Viram as suas terras serem continuamente devoradas por colonatos e assoladas pela violência; a sua economia foi sufocada; as suas pessoas foram deslocadas e as suas casas demolidas. As suas esperanças de uma solução política para a sua situação têm vindo a desaparecer", prosseguiu Guterres.

O líder da ONU sublinhou, porém, que "as queixas do povo palestiniano não podem justificar os terríveis ataques do Hamas", frisando ainda que "esses ataques terríveis não podem justificar a punição coletiva do povo palestiniano".

com Lusa
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RTP /

Há 400.000 litros de combustível "prontos" para entrar em Gaza

Um alto responsável das Nações Unidas garante que 400.000 litros de combustível estão "prontos a seguir". Acrescentou que "mais 20 camiões de ajuda deverão entrar em Gaza esta terça-feira".
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RTP /

Responsáveis do Hamas apelam a unidade internacional contra Israel

Numa conferência de imprensa em Beirute, um dos dirigentes do Hamas apelou os países árabes, os países islâmicos e as Nações Unidas a tentaram deter o assalto de Israel a Gaza.

Osama Hamda pediu ainda a abertura das passagens de ajuda humanitária, de forma a deixar entrar combustível e ajuda e à remoção de escombros de Gaza.

Hamdan apelou também aos países árabes que ponham fim a toda e qualquer normalização de relações diplomáticas com israel.

Sob a influência dos Estados Unidos, durante a Administração Trump, e com o acordo implícito da Arábia Saudita, os Emirados Árabes Unidos e o Bahrein assinaram com Israel em 2020 os Acordos de Abraão, com vista à normalização de relações diplomáricas e aprofundaram laços económicos e de investigação.

Os acordos isolaram ainda mais o Irão, apoiante direto do Hamas, na cena internacional.
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RTP /

Ministro da Saúde de Gaza diz que três hospitais deixaram de funcionar em Gaza

Três hospitaos em Gaza estão fora de serviço devido à falta de combustível, afirmou esta tarde o responsável pela Saúde em gaza, afeto ao Hamas, em conferência de imprensa a partir de Ramallah.

Al-Kaila afirmou ainda que é necessário um corredor seguro para retirar os feridos e doentes mais graves de Gaza para serem tratados no Egito.






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RTP /

António Guterres. Ataques do grupo islamita Hamas "não aconteceram do nada"

Perante o Conselho de Segurança da ONU, o secretário-geral das Nações Unidas manifestou a sua "profunda preocupação com as claras violações da lei humanitária internacional a que estamos a assistir em Gaza".

"Num momento crucial como este, é vital ser claro nos prinípios - a começar com o princípio fundamental de respeitar e de proteger os civis", afirmou António Guterres aos 15 membros do Conselho, insistindo na necessidade de "um cessar-fogo humanitário imediato" em Gaza.

"Para diminuir este imenso sofrimento, facilitar a distribuição da ajuda de forma mais segura, e facilitar a libertação dos reféns, repito o meu apelo a um cessar-fogo humanitário imediato", apelou.

O líder da ONU lembrou ainda que pelo menos 35 funcionários das Nações Unidas perderam já a vida desde dia 7 de outubro, em Gaza, referindo-se às vítimas da Agência para os Refugiados da Palestina.

A organização reviu segunda-feira à noite um primeiro balanço de domingo que dava conta de 29 mortos. A maioria das vítimas, revelou, "eram professores".

Foi a primeira vez que António Guterres mencionou as vítimas registadas entre as agências da ONU em Gaza.

António Guterres acrescentou que o cenário está a ficar pior a cada momento e que as divisões estão a fragmentar sociedades, além das tensões ameaçarem "transbordar" para a restante região.

Guterres condenou inequivocamente os "atos de terror" e "sem precedentes" de 07 de outubro perpetrados pelo Hamas em Israel, salientando que "nada pode justificar o assassinato, o ataque e o rapto deliberados de civis".

Contudo, o secretário-geral da ONU admitiu ser "importante reconhecer" que os ataques do grupo islamita Hamas "não aconteceram do nada", frisando que o povo palestiniano "foi sujeito a 56 anos de ocupação sufocante".

"Viram as suas terras serem continuamente devoradas por colonatos e assoladas pela violência; a sua economia foi sufocada; as suas pessoas foram deslocadas e as suas casas demolidas. As suas esperanças de uma solução política para a sua situação têm vindo a desaparecer", prosseguiu Guterres.

O líder da ONU sublinhou, porém, que "as queixas do povo palestiniano não podem justificar os terríveis ataques do Hamas", frisando ainda que "esses ataques terríveis não podem justificar a punição coletiva do povo palestiniano".

com Lusa
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Momento-Chave
Rachel Mestre Mesquita - RTP /

ONU. Ajuda humanitária em Gaza não pode ser toda utilizada devido à falta de água e combustível

A agência das Nações Unidas para os refugiados palestinianos (UNRWA) lamentou, esta terça-feira, que alguns dos alimentos entregues na Faixa de Gaza, como o arroz e as lentilhas, não possam ser utilizados devido à falta de água e combustível para os cozinhar e apelou a uma maior coordenação entre as agências humanitárias.

Ajuda humanitária chega a uma instalação de armazenamento da ONU em Gaza, a 21 de outubro Mohammed Salem - Reuters

A porta-voz da UNRWA, Tamira Alrifaj, agradeceu esta terça-feira numa conferência de imprensa a generosidade do Egipto e de outros países para ajudar os palestinianos. No entanto, sublinhou, que a ajuda internacional que está a chegar a Gaza, através do Egipto, é insuficiente.

"Antes do conflito, cerca de 500 camiões (com ajuda e bens comerciais) entravam diariamente na Faixa de Gaza a partir de Israel e de Rafah, na fronteira com o Egipto” afirmou Tamira Alrifai, ao passo que, desde do passado sábado, apenas algumas dezenas de camiões passaram do Egipto para a Faixa de Gaza.

A região da Faixa de Gaza já estava sujeita a um bloqueio terrestre, aéreo e marítimo por parte de Israel desde que o grupo islâmico Hamas tomou o poder em 2007, mas desde 9 de outubro, que Gaza está sob um “cerco total”, privada de abastecimento de água, eletricidade e alimentos. "Não estamos a receber os produtos mais necessários ou relevantes para Gaza", disse a porta-voz da UNRWA.

Tamira Alrifaj explicou, através de uma videoconferência em direto de Amã, capital da Jordânia, que “num dos carregamentos dos últimos dias, recebemos caixas de arroz e lentilhas (…) mas para cozinhar lentilhas e arroz, precisam de água e gás. Por conseguinte, este tipo de produtos (...) não é muito utilizável neste momento, tendo em conta a situação em Gaza”.

De modo a evitar que estas situações voltem a acontecer, a porta-voz da ONU apelou a todas as organizações humanitárias presentes no terreno para “melhorarem” a sua coordenação, preparando “listas muito claras do que é necessário” na Faixa de Gaza. 

Acrescentando que os cerca de 2,4 milhões de habitantes da região têm uma grande necessidade de colchões e cobertores com a chegada do inverno e que atualmente centenas de milhares de palestinianos estão refugiados nas instalações da UNRWA. "Até à data, não foi autorizada a entrada de combustível" na Faixa de Gaza, afirmou Alrifaj.

A ONU apelou também a Israel para que autorize a entrada de combustível no território para fins humanitários, em especial para manter os geradores dos hospitais em funcionamento. Tamira Alrifaj explicou que quando a UNRWA recebe combustível envia-o normalmente para hospitais ou para a própria UNICEF, para garantir que é utilizado para “fins humanitários”.

c/agências
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RTP /

PM checo e o chanceler da Áustria visitam Israel quarta-feira

O primeiro ministro da Chéquia, Petr Fiala e o chanceler austríaco, Karl Nehammer, irão viajar juntos para Israel esta quarta-feira, confirmou um porta-voz do executívo chéquio, acrescentando que Fiala se irá reunir com o primeiro-ministro Benjamin Netanyahu e o presidente Isaac Herzog, de Israel.

"As conversações irão focar-se no apoio a Israel, incluindo a coordenação no contexto do Conselho Europeu, que se reúne esta semana", acrescentou o porta-voz.
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Momento-Chave
RTP /

OMS pede "cessar-fogo humanitário imediato"

A Organização Mundial da Saúde disse esta terça-feira que continua incapaz de distribuir bens de primeira necessidade e combustíveis aos principais hospitais do norte de Gaza, já que não existem garantias de segurança.

A OMS pediu, por isso, "um cessar-fogo humanitário imediato para que os bens de saúde e combustíveis possam ser entregues em segurança à Faixa de Gaza".
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Lusa /

Kremlin apela à libertação imediata dos reféns

A Rússia apelou hoje ao grupo islamita Hamas que liberte imediatamente todos os reféns que mantém em seu poder, admitindo ainda que não houve progressos nas negociações, mas que estão a ser feitos esforços neste sentido.

"Todos os reféns devem ser libertados urgentemente, imediatamente. Esta é a nossa posição firme", disse o porta-voz do Kremlin, Dmitri Peskov, na sua conferência de imprensa telefónica diária.

Peskov reiterou que, "desde sempre", a Rússia apelou ao Hamas para que libertasse todos os reféns.

"Estamos a utilizar todas as nossas possibilidades de contactos com ambos os lados do conflito, com todas as partes que têm alguma ligação com o conflito", afirmou Peskov, quando questionado sobre os esforços de Moscovo para garantir a libertação de cidadãos russos detidos pelo Hamas.

A Rússia - que mantém relações com o Hamas há anos e não considera o grupo islamita "terrorista", ao contrário dos Estados Unidos e da União Europeia (UE) - não sabe exatamente quantos cidadãos russos -- nomeadamente que possuem dupla nacionalidade, russa e israelita - foram raptados pelo grupo palestiniano.

"No momento, não conseguimos [libertar os reféns], mas continuaremos estes esforços", declarou Dmitri Peskov, porta-voz da Presidência russa, à imprensa.

"Estamos preocupados com os nossos compatriotas. Neste momento, não temos informações precisas sobre quando e como poderão ser libertados", acrescentou, especificando também que não sabe qual é "o número preciso" de reféns russos, recusando-se a mencionar quantos poderiam ser no total.

A diplomacia russa já havia relatado que pelo menos 20 cidadãos com dupla nacionalidade, russa e israelita, foram mortos e dois feitos reféns durante os ataques do Hamas.

Quatro reféns, dois norte-americanos e dois israelitas, foram libertados nos últimos dias pelo Hamas.

Cerca de 220 israelitas, estrangeiros ou pessoas com dupla nacionalidade, foram sequestrados por comandos do Hamas durante um ataque que deixou mais de 1.400 mortos, a maioria civis, realizado em solo israelita em 07 de outubro.

Desde então, o exército israelita tem bombardeado a Faixa de Gaza, controlada pelo movimento islamita palestiniano.

O Hamas declarou que mais de 5.000 pessoas foram mortas na Faixa de Gaza pelos ataques de Israel.

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Lusa /

Bruxelas admite prorrogar em 2024 teto ao preço do gás por tensões no Médio Oriente

A Comissão Europeia admitiu hoje prorrogar, além de fevereiro de 2024, o limite máximo aplicado ao preço do gás importado, de 180 euros por Megawatt-hora (MWh), devido aos "tempos incertos" ao nível geopolítico pelas tensões no Médio Oriente.

"Vivemos tempos incertos do ponto de vista geopolítico, com grandes tensões nos mercados globais de gás natural liquefeito, e vemos o impacto direto das entregas", disse a comissária europeia da Energia, Kadri Simson.

Falando em conferência de imprensa, em Bruxelas, no dia em que o executivo comunitário apresentou um Plano de Ação Europeu para a Energia Eólica, a responsável acrescentou que, dadas tais tensões, a Comissão Europeia "já avaliou a situação nos mercados" da União Europeia (UE).

"Uma vez que o nosso armazenamento de gás está preenchido em mais de 98%, no início desta estação fria, não estimamos que haja um risco imediato, mas todos os tipos de incertezas [...] têm o potencial de aumentar o preço [do gás natural] e, por isso, iremos consultar os nossos serviços e, se necessário, se tivermos de prolongar as medidas de emergência, estamos disponíveis para o fazer", adiantou Kadri Simson.

Também presente na ocasião, o vice-presidente da Comissão Europeia para o Pacto Ecológico Europeu, Maros Sefcovic, garantiu que Bruxelas leva "muito a sério a situação da segurança do aprovisionamento", razão pela qual a instituição vai continuar com outras medidas, como rondas para compras conjuntas de gás.

Na semana passada, o preço do gás europeu voltou a subir devido aos receios de um conflito mais alargado no Médio Oriente, dadas as tensões entre Israel e o grupo islamita terrorista Hamas.

Teme-se que um conflito mais generalizado na região (envolvendo outros territórios) possa colocar em risco os fluxos de gás natural liquefeito através do Estreito de Ormuz, por onde passa mais de um terço da produção mundial de petróleo, preocupações que estão a levar a subidas no preço do gás natural.

Uma situação semelhante verificou-se no ano passado, pela invasão russa da Ucrânia dado a Rússia ser um importante fornecedor de gás da UE (agora em menor escala), assim como países do Médio Oriente.

Para fazer face a tais impactos, no final de 2022, a UE chegou a um acordo para estabelecer um limite máximo para o preço do gás importado, de 180 euros por Megawatt-hora (MWh).

O mecanismo de correção do mercado, aplicável às transações nas plataformas virtuais de comércio de gás na UE, entrou em vigor em fevereiro de 2023 passado e estava previsto que durasse um ano, até fevereiro de 2024.

Porém, agora equaciona-se a sua prorrogação.

Este instrumento foi criado após um pico sem precedentes nos preços do gás na UE registado em agosto de 2022, um aumento de 1000% em comparação com os preços das décadas anteriores para um máximo histórico acima dos 300 euros por MWh.

Em causa está um mecanismo de correção de preço em certas transações na principal bolsa europeia de gás natural, a ser ativado mediante preços elevados durante vários dias consecutivos para limitar aumentos excessivos.

Visto como medida de último recurso, o mecanismo foi criado para enfrentar situações de valores excessivos ao estabelecer um preço dinâmico máximo a que as transações de gás natural podem ocorrer com um mês de antecedência nos mercados do TTF, o ponto de transação virtual sediado na Holanda e que serve de referência para a Europa.

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RTP /

Médio Oriente. A análise de Paulo Dentinho

O jornalista da RTP analisou no Jornal da Tarde a situação no Médio Oriente.

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RTP /

Marcada manifestação na Cisjordânia contra proposta de Macron

Depois de o presidente francês sugerir a criação de uma coligação internacional para combater o Hamas, como tinha sido feito contra o Estado Islâmico, foi convocada uma manifestação em Ramallah, na Cisjordânia, junto à sede da Autoridade Palestiniana, para contestar a proposta de Emmanuel Macron.

Surgiram informações de que Macron pretendia ir a Ramallah, mas agora é considerado pouco provável que o faça.

Entretanto, o Ministério da Saúde atualizou o número de mortos na Faixa de Gaza para 5.791. Nas últimas 24 horas, terão morrido 704 pessoas neste território.

O Hamas diz estar pronto com 35 mil combatentes para receber uma ofensiva terrestre de Israel.
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RTP /

Hamas aponta para 140 mortos em ataques noturnos israelitas

O Hamas diz que 140 pessoas morreram nos ataques noturnos israelitas contra a Faixa de Gaza. As Forças de Defesa de Israel garantem ter matado três líderes do movimento palestiniano.

Foto: Amir Cohen - Reuters

Entretanto, a ONU anunciou a morte de mais seis colaboradores em Gaza, o que faz subir para 35 o número de total de vítimas mortais. Entre os jornalistas, contam 21 mortos.
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RTP /

Macron propõe criação de coligação internacional para combater o Hamas

O presidente francês está em Israel para mostrar apoio total ao povo judeu e contribuir para a libertação dos reféns de todas as nacionalidades. Mas também deixa avisos: há que respeitar os direitos dos civis e criar condições para que os palestinianos tenham um Estado.

Foto: Christophe Ena - EPA

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Aviso da ONU
RTP /

Gaza não está a receber bens de primeira necessidade

A Agência das Nações Unidas para os Refugiados Palestinianos revelou que apenas 54 camiões de ajuda humanitária entraram em Gaza.

Tamara Alrifai, chefe de comunicação da UNRWA, descreveu este número como “uma gota de água no oceano”.

Antes da escalado do conflito, a 7 de outubro, chegavam a Gaza 500 camiões por dia, dos quais pelo menos 100 transportavam combustível e alimentação.

Além disso, o combustível para os geradores, urgentemente necessário, não foi incluído nos carregamentos. Em vez disso, foram entregues arroz e lentilhas, que não podem ser cozinhados porque as pessoas não têm acesso à água e ao gás de que necessitam para cozinhar, sublinhou Alrifai.

Para evitar a repetição de situações deste tipo, a porta-voz apelou a todas as organizações humanitárias presentes na região para que "melhorem", elaborando "listas muito claras do que é mais necessário" na Faixa de Gaza, onde estão amontoados 2,4 milhões de palestinianos.
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Patriarca latino de Jerusalém condena ataques do Hamas e de israelitas

O cardeal Pierbattista Pizzaballa, patriarca latino de Jerusalém, condenou o ataque surpresa do Hamas a Israel a 07 deste mês e a retaliação israelita a Gaza, numa carta pastoral aos fiéis da sua diocese publicada hoje.

"A minha consciência e o meu dever moral obrigam-me a afirmar claramente que o que aconteceu a 07 de outubro no sul de Israel não é de modo algum admissível e não podemos deixar de o condenar. Não há razão para uma tal atrocidade. Temos o dever de o afirmar e de o denunciar”, escreveu Pizzaballs, cotado pela agência noticiosa italiana Ansa.

"A mesma consciência, porém, com um grande peso no coração, leva-me a afirmar hoje, com igual clareza, que este novo ciclo de violência trouxe a Gaza mais de 5.000 mil mortos, incluindo muitas mulheres e crianças, dezenas de milhares de feridos, bairros arrasados, falta de medicamentos, falta de água e de bens de primeira necessidade para mais de dois milhões de pessoas", acrescentou Pizzaballa.

Para o patriarca latino de Jerusalém, natural de Itália, o que acontece em Gaza são “tragédias que não podem ser compreendidas”, pelo que “há o dever” de “denunciar e condenar sem reservas”.

"Os bombardeamentos contínuos e pesados que há dias atingem Gaza só causarão mais mortes e destruição e só aumentarão o ódio e o ressentimento. Não vai resolver nenhum problema, mas sim criar novos problemas. É tempo de acabar com esta guerra, com esta violência sem sentido", escreveu.

"Só se acabarmos com décadas de ocupação e com as suas trágicas consequências, bem como se dermos uma perspetiva nacional clara e segura ao povo palestiniano, é que se poderá iniciar um processo de paz sério. A menos que este problema seja resolvido na sua raiz, nunca haverá a estabilidade que todos esperamos”, acrescentou.

Segundo Pizzaballa, a “tragédia destes dias” deve levar todos, “religiosos, políticos, sociedade civil, comunidade internacional”, a um empenhamento “mais sério”.

“Esta é a única forma de evitar outras tragédias como a que estamos a viver agora. Devemos isso às muitas vítimas destes dias e às dos anos passados. Não temos o direito de deixar esta tarefa para outros", afirmou Pizzaballa.

c/Lusa
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RTP /

Doze britânicos mortos pelo Hamas

Um porta-voz do primeiro-ministro britânico, Rishi Sunak, adiantou esta terça-feira que 12 cidadãos do Reino Unido foram mortos nos ataques do Hamas contra Israel. Há ainda cinco desaparecidos.
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Momento-Chave
RTP /

Número de mortos em Gaza sobe para 5.791

Pelo menos 5.791 palestinianos, entre os quais 2.360 crianças, morreram em ataques israelitas contra Gaza desde 7 de outubro, de acordo com o Ministério da Saúde dessa região.

Só nas últimas 24 horas terão morrido 704 palestinianos.
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Netanyahu e Macron em conferência de imprensa
RTP /

Ao lado do presidente francês, o primeiro-ministro israelita comparou as crianças afetadas pela ofensiva do Hamas a Anne Frank

"Crianças israelitas esconderam-se do Hamas como Anne Frank", afirmou Benjamin Netanyahu, para acrescentar que os militantes do Hamas "são os novos nazis", que "ameaçam também a Europa".O governante do Estado hebraico considerou ainda equiparável o ataque do Hamas ao morticínio de quase 34 mil judeus na ravina de Babyn Yar, em Kiev, em 1941.


"Este foi o pior ataque terrorista que o mundo viu desde o 11 de Setembro e, para Israel, foi como 20 onzes de setembro", insistiu Netanyahu, que retomou também a fórmula de "uma guerra entre a barbárie e a civilização".

Ainda segundo Netanyahu, tal como os aliados apoiaram a resistência francesa contra a Alemanha nazi, na II Guerra Mundial, "hoje o mundo está unido ao lado de Israel".

"A barbárie do Hamas ameaça a Europa e ameaça o mundo. O Hamas é o caso de teste do mundo contra a barbárie. O povo de Israel recusa-se a ter o ISIS num enclave de terror na sua fronteira. Isto não é um enclave a milhares de quilómetros da Europa. É o ISIS nos subúrbios de Paris", carregou.

"O Hamas é responsável por baixas civis. O povo de Gaza não voltará a viver sob a tirania do Hamas", clamaria, para agradecer, adiante, a Emmanuel Macron "o apoio contínuo nesta batalha pelo futuro comum". O primeiro-ministro israelita retomou também uma expressão dos anos da Presidência de George W. Bush, nos Estados Unidos, ao juntar num dito "eixo do mal" o Hamas, o Hezbollah, o Irão e os Houthis iemenitas.
Por sua vez, o presidente francês propôs que a coligação internacional atualmente destacada no Iraque e na Síria para enfrentar o autodenominado Estado Islâmico "possa também lutar contra o Hamas".

Emmanuel Macron deixou um apelo ao Hezbollah xiita libanês, ao regime iraniano e aos Houthis do Iémen para que "não assumam o risco imponderado de abrir novas frentes", exprimindo o receio de "uma conflagração regional em que todos sairiam a perder".

Macron reafirmou ainda, após o encontro bilateral com o primeiro-ministro israelita, "a solidariedade" e "a emoção" de França, assinalando que, com 30 mortos de nacionalidade francesa, a ofensiva do movimento radical palesiniano é "uma página negra da própria história" do país europeu.
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Alexandra Sofia Costa – Antena 1 /

Macron em Telavive presta solidariedade a Israel

O presidente Francês está em Telavive para demonstrar a solidariedade francesa para com o povo israelita.

EPA

Emannuel Macron já esteve reunido com o presidente de Israel e encontrou-se também com o primeiro-ministro do país. O chefe de Estado francês expressou que os israelitas não estão sós nesta luta contra o terrorismo, mas pede que a guerra não se alastre.

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Momento-Chave
O relato de Yocheved Lifschitz
RTP /

"Passei por um inferno", afirma a octogenária israelita libertada na segunda-feira pelo Hamas

Yocheved Lifschitz, de 85 anos, descreveu, em conferência de imprensa, esta manhã, a forma como foi raptada por combatentes do movimento radical palestiniano no kibbutz onde residia, a 7 de outubro. Afirmou ter sido levada para Gaza através de um portão e não deixou de sublinhar que as verbas investidas pelo Governo israelita na construção de muros e vedações acabaram por ser insuficientes para travar a ofensiva do Hamas.A traduzir as palavras da mãe, Sharone Lifschitz confirmou que a idosa foi transportada numa mota, tendo sofrido agressões. Foi ainda forçada a caminhar por alguns quilómetros sobre piso molhado.


"Deitaram-me numa mota, rebentaram com a vedação eletrónica que custou dois milhões de dólares a contruir, mas que não ajudou em nada. Fui levada como refém, não houve distinção entre novos e velhos. Foi muito doloroso. Eles bateram-me nas costelas, o que me dificultou a respiração. Chegámos a um túnel e então caminhámos quilómetros em terra molhada. Há um sistema gigante de túneis, como teias de aranha", relatou Yocheved Lifschitz.

Sharone disse que os captores da mãe lhe disseram, posteriormente, "acreditar no Corão", pelo que não lhe fariam mal. A idosa foi alimentada com queijo e pepino, os mesmos alimentos consumidos pelos guardas.

"A história não acaba até que toda a gente regresse", traduziu ainda a filha de Yocheved, referindo-se às duas centenas de reféns que permanecem em Gaza, número estimado pelas autoridades israelitas. Entre os quais o marido da octogenária.

Foto: Janis Laizans - Reuters
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RTP /

RTP em Jerusalém. "Eventual janela de oportunidade" para libertação de reféns

Os enviados especiais da RTP ao Médio Oriente, José Manuel Rosendo e Marques de Almeida, deram conta de "bombardeamentos menos intensos" durante a última noite. O dia está a ficar marcado pela deslocação do presidente francês, Emmanuel Macron, a Israel.

"Há 30 mortos com cidadania francesa", salientou o repórter José Manuel Rosendo.
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Momento-Chave
Macron avista-se com Netanyahu
RTP /

Presidente francês e primeiro-ministro israelita mantiveram uma conversa privada em Telavive

Emmanuel Macron e Benjamin Netanyahu vão estar, em seguida, numa reunião alargada com, entre outras figuras, o conselheiro israelita de Segurança Nacional, Tzachi Hanegbi, e o major-general Avi Gil, secretário militar, além de assessores do próprio presidente francês.
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Lusa /

Presidente palestiniano vai receber presidente francês em Ramallah

O presidente da Autoridade Palestiniana, Mahmoud Abbas, vai receber hoje o chefe de Estado francês, Emmanuel Macron, em Ramallah, na Cisjordânia, anunciou o gabinete do líder palestiniano.

Macron chegou hoje a Telavive para se encontrar com as autoridades israelitas, na sequência da guerra entre Israel e o grupo islamita palestiniano Hamas, que provocou milhares de mortos e feridos desde 7 de outubro.

O encontro entre Abbas e Macron em Ramallah "está previsto para começar às 17h00 [locais, 15h30 em Lisboa]", disseram elementos do gabinete do líder palestiniano à agência francesa AFP.

A deslocação de Macron a Ramallah não foi imediatamente confirmada pela presidência francesa.

Abbas recebeu na segunda-feira o primeiro-ministro neerlandês, Mark Rutte, que lhe prometeu o empenho dos Países Baixos na criação de condições para ajudar os civis na Faixa de Gaza.

"Os Países Baixos continuarão a apelar à criação de pausas e corredores humanitários", afirmou Rutte após o encontro em Ramallah, de acordo com a agência espanhola Europa Press.

Trata-se de "permitir que os fornecimentos essenciais, como alimentos, água e combustível, cheguem aos civis, para que estes tenham acesso à assistência de que tanto necessitam", disse.

Rutte acrescentou que, "embora possa parecer distante, a paz e a segurança para israelitas e palestinianos só são possíveis se as perspetivas de um Estado palestiniano, juntamente com um Israel seguro, forem renovadas".

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Momento-Chave
Emmanuel Macron com Isaac Herzog
RTP /

"Estas pessoas foram mortas apenas porque eram judias"

Em encontro com o presidente israelita, Isaac Herzog, esta manhã, o presidente francês afirmou que as vítimas da ofensiva do Hamas, desencadeada a 7 de outubro, "foram mortas apenas porque eram judias e por quererem viver em paz".

Emmanuel Macron quis ainda expressar a "solidariedade hoje e amanhã" de França. E disse partilhar o entendimento de Isaac Herzog "de que devem ser imediatamente libertados reféns sem qualquer distinção".

"Quero assegurar-vos de que não estão sozinhos nesta guerra contra o terrorismo. Lançámos várias mensagens a outros potenciais grupo terroristas que queiram juntar-se a esta operação", prosseguiu Macron, para acrescentar que o Governo francês "passou mensagens muito claras ao Hezbollah e discutiu-as com eles".
O chefe de Estado francês defendeu ainda que é dever de Israel combater o Hamas "sem alargar este conflito".
Por sua vez, o presidente israelita pediu mais responsabilização por parte do Líbano no que toca à ação do Hezbollah e avisou que "estão a brincar com o fogo".
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Momento-Chave
Gaza debaixo de bombardeamentos noturnos
RTP /

A última noite foi marcada por sucessivas vagas de ataques aéreos e de artilharia por parte de Israel

As Forças de Defesa de Israel afirmam ter atingido 400 alvos na Faixa de Gaza em 24 horas, incluindo túneis do Hamas e alegados "locais de ataque".

O Ministério da Saúde de Gaza indica que morreram já 5.300 mil pessoas, naquele território, desde 7 de outubro. Há registo de 18 mil feridos.
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Momento-Chave
Mais seis funcionários da ONU mortos em Gaza
RTP /

Agência das Nações Unidas para os Refugiados Palestinianos já perdeu mais de 30 pessoas

"Estamos em luta pela perda e apoiamos os colegas que fazem tudo o que podem para assistir aqueles que necessitam", afirmou, na rede social X, o secretário-geral da ONU, António Guterres.

Desde a ofensiva do Hamas, no início do mês, e os primeiros bombardeamentos do contra-ataque israelita em Gaza, morreram pelo menos 35 funcionários da UNRWA (sigla em inglês).
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Momento-Chave
Emir do Catar pronuncia-se
RTP /

"Israel não deve receber luz verde para matar incondicionalmente"

No seu discurso anual perante o conselho da Shura, o emir do Catar, Tamim bin Hamad Al-Thani, sustenta que o conflito entre Israel e o Hamas "é uma escalada perigosa que ameaça a região e o mundo". E vinca que "Israel não deve receber luz verde para matar incondicionalmente".
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Momento-Chave
Lusa /

Exército israelita diz ter matado três líderes do Hamas

As Forças de Defesa de Israel (IDF, na sigla em inglês) anunciaram hoje terem lançado cerca de 400 bombardeamentos contra "alvos militares" nas últimas 24 horas em Gaza, tendo matado três líderes do Hamas.

Violeta Santos Moura - Reuters

Na rede social X (antigo Twitter), o exército israelita garantiu que os ataques causaram a morte dos vice-comandantes dos batalhões Nuseirat, Shati e Alfurqan, todos eles membros do movimento islamita Hamas.

"Durante o último dia, caças atacaram dezenas de infraestruturas e vários pontos de encontro da organização terrorista Hamas nos bairros de Sajaiya, Shati, Jabalia, Darj Tafa e Zaitun", referiram as IDF.

"Um avião das IDF atacou um túnel operacional usado pela organização terrorista Hamas (...) e pontos de encontro (...) dentro das mesquitas", acrescentou o exército.

Também hoje, o Ministério da Saúde do Hamas, que controla a Faixa de Gaza, elevou de 57 para 140 o número de palestinianos mortos durante os bombardeamentos israelitas esta madrugada.

O novo balanço aponta para pelo menos 53 mortes junto ao hospital Al Aqsa, em Jabalia, no norte de Gaza, e no campo de refugiados de Al Bureij, no centro do enclave.

O movimento islamita também mencionou a existência de "centenas de feridos" e "dezenas de casas destruídas".

Mais de 5.100 palestinianos, incluindo pelo menos 1.055 crianças, morreram na Faixa de Gaza, desde o início dos bombardeamentos israelitas em retaliação pelo massacre de 07 de outubro, referiu o Hamas.

O escritório das Nações Unidas para a Coordenação de Assuntos Humanitários anunciou esta madrugada a morte de seis funcionários da Agência da ONU para os Refugiados Palestinianos (UNRWA), o principal organismo de ajuda humanitária que ainda pode trabalhar em Gaza.

Isto eleva para 35 o número de funcionários da UNRWA mortos desde o início da guerra entre Israel e o Hamas, em 07 de Outubro.

O secretário-geral da ONU, António Guterres, lamentou estas mortes e disse estar ao lado dos funcionários "que estão a fazer tudo o que podem para ajudar quem mais necessita", indicou numa mensagem publicada na rede social X.

O Ministério da Saúde do Hamas alertou, também hoje, que o sistema de saúde da Faixa de Gaza "atingiu a pior fase da sua história" devido ao cerco total ao território imposto por Israel, com corte de abastecimento de água, combustível e eletricidade.

Um terceiro comboio de ajuda humanitária entrou na segunda-feira na Faixa de Gaza pela passagem de Rafah, que liga o enclave à Península do Sinai (Egito), a única via de acesso ao território não controlada por Israel.

O rei Mohamed VI de Marrocos aprovou na segunda-feira o envio de ajuda humanitária de emergência, incluindo produtos alimentares, produtos médicos e água, para a Faixa de Gaza, que será coordenada com as autoridades egípcias e palestinianas.

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Momento-Chave
Ponto de situação
RTP /

Mais duas reféns libertadas. Macron em Israel para apelar a "verdadeiro processo de paz"

  • O presidente francês está em Israel. Emmanuel Macron aterrou em Telavive pouco antes das 8h00 (6h00 em Lisboa) e vai avistar-se com o primeiro-ministro israelita, os líderes da oposição e o presidente do país. De acordo com o Eliseu, o objetivo da viagem é apelar a "um verdadeiro processo de paz" que inclua a criação de um Estado palestiniano. Há neste momento sete cidadãos franceses dados como desaparecidos. Pelo menos uma pessoa foi feita refém pelo Hamas;

  • O primeiro-ministro dos Países Baixos esteve reunido, na segunda-feira, com o homólogo de Israel e o presidente da Autoridade Palestiniana, em encontros separados. Mark Rutte apelou a Benjamin Netanyahu para que exerça moderação na intervenção militar em Gaza, tendo em vista reduzir ao máximo as mortes de civis. Pediu ainda a abertura de um corredor humanitário sustentável e sustentou ser necessário eliminar o Hamas, mas, em simultâneo, oferecer perspetivas de independência ao povo palestiniano;

  • Os ministros dos Negócios Estrangeiros da União Europeia não chegaram a um consenso sobre o conflito no Médio Oriente, desde logo quanto ao cenário de um cessar-fogo humanitário na Faixa de Gaza. Alemanha e Áustria argumentam que tal solução acabaria por oferecer uma oportunidade ao movimento radical palestiniano. Para o final desta semana está agendado um Conselho Europeu;

  • As autoridades israelitas confirmaram que o Hamas libertou por razões humanitárias duas mulheres idosas, identificadas como Nurit Cooper e Yocheved Lifshitz. Todavia, os maridos permanecem sob custódia de militantes do movimento. O número de reféns libertados ascendeu assim a quatro. Judith e Natalie Raanan, mãe e filha, com dupla nacionalidade israelita e americana, haviam sido libertadas na passada sexta-feira;

  • Entrou na Faixa de Gaza uma terceira coluna humanitária. Vinte camiões cruzaram a passagem de Rafah, na fronteira egípcia. No território controlado pelo Hamas, havia camiões vazios a aguardar os carregamentos. Os abastecimentos de alimentos, água e medicamentos começaram a ser efetuados há quatro dias. Falta também combustível. Segundo a ONU, seriam necessários 100 camiões por dias para fazer face às necessidades;

  • Israel calcula em mais de 200 o total de reféns do movimento radical, na sequência da ofensiva de 7 de outubro;

  • Os mais recentes balanços de vítimas deste reacender do conflito israelo-palestiniano apontam para mais de 1.400 israelitas mortos na ofensiva do Hamas e mais de cinco mil vítimas mortais palestinianas, desde o início da contraofensiva do Estado hebraico.

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Lusa /

Sistema de saúde de Gaza em estado crítico

O Ministério da Saúde do grupo islamita Hamas, que controla a Faixa de Gaza, alertou que o sistema de saúde do enclave "atingiu a pior fase da sua história" devido ao bloqueio imposto por Israel.

O sistema de saúde de Gaza já ultrapassou todos os limites Mohammed Al-Masri - Reuters

O Ministério avisou que os hospitais estão a ficar sem recursos, incluindo reservas de combustível, pelo que vão ficar sem energia e com as instalações sobrelotadas devido ao elevado número de mortos e feridos, de acordo com um comunicado.

Pelo menos 57 palestinianos morreram esta terça-feira de manhã, na sequência de novos bombardeamentos das Forças de Defesa de Israel contra as cidades de Khan Younis e Rafah, no sul da Faixa de Gaza, disse.

Os ataques a residências e a um posto de gasolina em Khan Yunis deixaram até agora 23 mortos e 80 feridos, indicou a agência de notícias palestiniana Wafa.

Em Rafah, 30 pessoas morreram e dezenas ficaram feridas depois de o exército israelita ter bombardeado edifícios residenciais, de acordo com fontes palestinianas, estando ainda a decorrer operações de resgate.

Também em Gaza, o jornalista palestiniano Mohamed Imad Labad morreu num ataque israelita a um local perto da sua casa, no bairro de Sheikh Radwan, elevando para 20 o número de jornalistas mortos desde o início da guerra, em 7 de outubro.

Pouco depois, o jornal palestiniano Filastin, ligado ao Hamas, anunciou a recuperação de dois corpos dos escombros de Khan Yunis e de três em Rafah.

Entretanto, o escritório das Nações Unidas para a Coordenação de Assuntos Humanitários anunciou esta madrugada a morte de seis funcionários da Agência da ONU para os Refugiados Palestinianos (UNRWA), o principal organismo de ajuda humanitária que ainda pode trabalhar em Gaza.

Isto eleva para 35 o número de funcionários da UNRWA mortos desde o início da guerra entre Israel e o Hamas, em 07 de Outubro.

O secretário-geral da ONU, António Guterres, lamentou estas mortes e disse estar ao lado dos funcionários "que estão a fazer tudo o que podem para ajudar quem mais necessita", indicou numa mensagem publicada na rede social X (antigo Twitter).

 

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Momento-Chave
RTP /

Médio Oriente. Duas mulheres libertadas pelo Hamas

Os repórteres da RTP em Jerusalém dão conta que os reféns libertados esta segunda-feira pelo Hamas são duas mulheres israelitas que foram libertadas por razões humanitárias, tendo sido entregues à Cruz Vermelha.

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RTP /

EUA podem estar a fazer pressão sobre Israel para adiar invasão de Gaza

Os Estados Unidos podem estar a fazer pressão para que Israel adie a invasão da Faixa de Gaza. A Casa Branca precisa de mais tempo para ajudar a libertar os reféns antes do agravar do conflito. Já o Pentágono prepara uma defesa eficaz perante os possíveis ataques contra alvos norte-americanos no Médio Oriente.

Foto: Michael Reynolds - EPA

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RTP /

Primeiro-ministro dos Países Baixos pede a Israel moderação na ofensiva

O primeiro-ministro dos Países Baixos encontrou-se na segunda-feira, em separado, com o primeiro-ministro israelita, Benjamin Netanyahu, e o presidente da Autoridade Palestiniana, Mahmoud Abbas.

Foto: Kobi Gideon - GPO via EPA

Mark Rutte pediu ao homólogo de Israel moderação na intervenção militar na Faixa de Gaza, de modo a reduzir ao máximo as baixas civis e criação de um corredor humanitário sustentável.

O chefe do Governo dos Países baixos diz que é necessário eliminar o Hamas, mas, ao mesmo tempo, dar perspetivas de independência ao povo palestiniano.
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RTP /

Israel lançou mais de 300 ataques contra alvos do Hamas nas últimas 24 horas

Forças israelitas lançaram nas últimas 24 horas mais de 300 ataques contra alvos do Hamas. Telavive assume agora ter lançado também raides por terra em busca dos 222 reféns sequestrados. Numa dessas operações uma emboscada do Hamas provocou baixas entre as tropas israelitas.

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RTP /

Refém do Hamas. Israelita pediu nacionalidade portuguesa em 2021

O ministro dos Negócios Estrangeiros reconhece grande urgência na análise do pedido de nacionalidade portuguesa feito por um israelita que está refém do Hamas. Também a ministra da Justiça prometeu máxima rapidez no processo.

A família do refém acredita que a dupla nacionalidade pode aumentar a hipótese de ser libertado.
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