Israel diz ter atacado infraestrutura militar síria
Macron pede reconhecimento do direito dos palestinianos a um Estado
Depois do encontro com Benjamin Netanyahu, Emmanuel Macron esteve com o presidente da Autoridade Palestiniana, na Cisjordânia.
Irão acusa EUA de “exacerbarem o conflito”
“O apoio inabalável dos Estados Unidos à ocupação e agressão [israelita] tornou-os uma parte ativa do problema”, disse Saeed Iravani.
“Os EUA exacerbaram ainda mais o conflito ao se alinharem abertamente com o agressor à custa da população palestiniana inocente”, acrescentou.
Iravani acusou ainda Washington de ser “cúmplice no massacre brutal de inocentes palestinianos na Faixa de Gaza”, ao fornecer “apoio militar e logístico ao opressivo regime de ocupação”.
As acusações surgem depois de o secretário de Estado norte-americano, Antony Blinken, ter avisado o Irão que os EUA darão uma reposta “decisiva” em caso de ataque a pessoal americano.
"Os Estados Unidos não procuram o conflito com o Irão. Não desejamos que esta guerra alastre. Mas se o Irão ou os seus intermediários atacarem o pessoal norte-americano onde quer que seja, não se enganem. Nós iremos defender o nosso povo - defenderemos a nossa segurança - de forma rápida e decisiva", disse Blinken durante a reunião do Conselho de Segurança.
Famílias de reféns do Hamas consideram palavras de Guterres "escandalosas"
As famílias dos reféns do grupo islamita Hamas classificaram hoje como "escandalosas" as palavras do secretário-geral das Nações Unidas (ONU), António Guterres, a respeito dos ataques de 07 de outubro em Israel que deram origem à guerra atual.
"Que vergonha dar legitimidade a crimes contra a humanidade quando se trata de judeus! As declarações do secretário-geral da ONU são escandalosas!", afirmou o grupo de famílias dos cerca de 220 sequestrados num comunicado.
Guterres afirmou hoje perante o Conselho de Segurança da ONU que os ataques do Hamas "não vêm do nada" e lembrou que os palestinianos foram "sujeitos a 56 anos de ocupação sufocante".
"Crianças foram queimadas vivas, mulheres foram violadas e civis foram torturados e assassinados a sangue frio. Tudo com o objetivo de aniquilar todos os israelitas e judeus na área capturada pelo Hamas", observaram as famílias.
Consideraram ainda que o secretário-geral da ONU "ignora vergonhosamente o facto de que em 07 de outubro foi perpetrado um genocídio contra o povo judeu e até encontrou uma forma indireta de justificar os horrores que os judeus sofreram".
As famílias argumentam que os especialistas jurídicos declararam que os "atos horríveis" do Hamas, que incluíram massacres, tortura e a tomada de reféns civis -- incluindo idosos, mulheres, crianças e bebés -- "constituem não apenas crimes de guerra, mas também crimes contra a humanidade".
Esse ataque brutal deu início à guerra entre Israel e as milícias em Gaza, que já fez mais de 1.400 vítimas em solo israelita - a maioria delas civis mortos nesse mesmo dia no maior massacre da história de Israel -, além de 222 sequestrados no enclave e cerca de 100 desaparecidos.
Os intensos e indiscriminados bombardeamentos retaliatórios israelitas na Faixa de Gaza causaram cerca de 5.800 mortes - pelo menos 70% são mulheres, crianças e idosos - e mais de 16.300 feridos, a maior catástrofe humana também vivida no castigado enclave.
Na polémica reunião de hoje do Conselho de Segurança, Guterres condenou inequivocamente os "atos de terror" e "sem precedentes" de 07 de outubro perpetrados pelo grupo islamita Hamas em Israel, salientando que "nada pode justificar o assassínio, o ataque e o rapto deliberados de civis".
Contudo, o secretário-geral da ONU admitiu ser "importante reconhecer" que os ataques do grupo islamita "não aconteceram do nada", frisando que o povo palestiniano "foi sujeito a 56 anos de ocupação sufocante".
"Viram as suas terras serem continuamente devoradas por colonatos e assoladas pela violência; a sua economia foi sufocada; as suas pessoas foram deslocadas e as suas casas demolidas. As suas esperanças de uma solução política para a sua situação têm vindo a desaparecer", prosseguiu Guterres.
O líder da ONU sublinhou, porém, que "as queixas do povo palestiniano não podem justificar os terríveis ataques do Hamas", frisando ainda que "esses ataques terríveis não podem justificar a punição coletiva do povo palestiniano".
Na sequência dessas palavras, o Governo israelita pediu a demissão do líder da ONU e cancelou uma reunião que o ministro dos Negócios Estrangeiros de Israel, Eli Cohen, hoje teria com Guterres.
Face ao cancelamento dessa reunião, o gabinete de Guterres informou que o secretário-geral se reunirá com representantes das famílias dos reféns detidos em Gaza na tarde de hoje.
"Eles serão acompanhados por um representante da Missão Permanente de Israel nas Nações Unidas", diz um comunicado do porta-voz de Guterres.
Oito camiões com auxílio entraram em Gaza com água, alimentos e medicamentos
The Palestine Red Crescent receives the fourth batch of humanitarian aid from its Egyptian counterpart at the Rafah crossing, consisting of 8 trucks:
— PRCS (@PalestineRCS) October 24, 2023
5 trucks of water
2 trucks of food
1 truck of medicine.#Gaza #humantarianaid pic.twitter.com/y5bZUOGCPe
EUA e Arábia Saudita de acordo para continuar a trabalhar para a paz no Médio Oriente
Telavive admite reavaliar relações com ONU após declarações de Guterres diz embaixador
Israel vai reavaliar as relações com a ONU, após o secretário-geral da organização, António Guterres, ter dito que os ataques do grupo islamita palestiniano Hamas "não aconteceram do nada", disse hoje à agência Lusa o embaixador israelita, Gilad Erdan.
"Definitivamente teremos de fazer uma avaliação sobre as nossas relações com a ONU. Estamos a reclamar há muito tempo", disse à Lusa o embaixador israelita junto da ONU, Gilad Erdan, em Nova Iorque, ao ser questionado sobre o futuro das relações entre Israel e as Nações Unidas após ter pedido que Guterres renuncie ao cargo.
"Depois daquilo que o líder desta organização (Guterres) acabou de dizer esta manhã, apoiando o terrorismo, não há outra forma de explicar. Obviamente, o nosso Governo terá de reavaliar as relações com a ONU e os seus funcionários que estão estacionados na nossa região", acrescentou o representante diplomático.
Pouco antes, Erdan tinha pedido a Guterres para que se demitisse "imediatamente" de funções, acusando o líder da ONU de ser "parcial" em relação ao conflito em curso entre Israel e o Hamas, hostilidades que estão a desestabilizar fortemente a região do Médio Oriente.
O pedido de demissão de Guterres foi posteriormente apoiado pelo ministro dos Negócios Estrangeiros israelita, Eli Cohen, que cancelou uma reunião agendada para hoje com o secretário-geral da ONU.
A indignação do Governo israelita foi manifestada na abertura de uma reunião do Conselho de Segurança da ONU dedicada ao conflito em curso no Médio Oriente, quando Guterres condenou inequivocamente os "atos de terror" e "sem precedentes" de 07 de outubro perpetrados pelo Hamas em Israel, mas admitiu ser "importante reconhecer" que os ataques do grupo islamita "não aconteceram do nada", frisando que o povo palestiniano "foi sujeito a 56 anos de ocupação sufocante".
"Viram as suas terras serem continuamente devoradas por colonatos e assoladas pela violência; a sua economia foi sufocada; as suas pessoas foram deslocadas e as suas casas demolidas. As suas esperanças de uma solução política para a sua situação têm vindo a desaparecer", prosseguiu Guterres, na mesma intervenção.
O líder da ONU sublinhou, porém, que "as queixas do povo palestiniano não podem justificar os terríveis ataques do Hamas", frisando ainda que "esses ataques terríveis não podem justificar a punição coletiva do povo palestiniano".
MNE da Jordânia diz que Israel parece estar acima da lei internacional
O chefe da diplomacia do país considerou ainda que Israel "parece" estar acima da lei internacional neste conflito e apelou ao fim de uma abordagem de "dois pesos e duas medidas" no que diz respeito ao conflito em Gaza.
Quatro portugueses podem estar entre os reféns do Hamas
Entre os reféns na posse do Hamas podem estar quatro pessoas que também têm nacionalidade portuguesa. Estas quatro pessoas estão desaparecidas e não se sabe se estão ou não nas mãos dos movimentos palestinianos.
Cidadão israelita refém do Hamas já tem nacionalidade portuguesa
Já tem nacionalidade portuguesa o cidadão israelita refém do Hamas que aguardava a certidão de Portugal. O Governo acelerou os procedimentos perante a situação de urgência.
Reféns libertadas pelo Hamas relatam violência sofrida durante o rapto
As duas reféns libertadas ontem pelo Hamas relatam a violência que sofreram durante o rapto, mas garantem que depois tiveram acesso a cuidados médicos. As duas mulheres dizem que foram mantidas em cativeiro em túneis subterrâneos muito complexos, como se fossem uma teia de aranha.
Exército israelita mantém preparativos para operação terrestre em Gaza
O exército israelita quer avançar rapidamente com a ofensiva terrestre sobre Gaza. No entanto, o Governo está a ser fortemente pressionado e hesita em dar luz verde. O impasse entre políticos e militares está também a dividir Israel.
Israel "expandiu" áreas alvo de ataque afirma Hamas
Médio Oriente. Palavras de António Guterres levantaram mais problemas
As palavras de António Guterres no Conselho de Segurança da ONU não levou a boas reações de ambas as partes. Israel acusa António Guterres de não viver neste mundo e a Palestina acusa a ONU de inação em Gaza.
Guterres acusa Hamas e Israel de claras violações dos Direitos Humanos
O secretário-geral da ONU acusa o Hamas e Israel de clara violação dos Direitos Humanos em Gaza. As Nações Unidas insistem num cessar-fogo humanitário para evitar a catástrofe. Esta terça-feira não passaram camiões na fronteira de Rafah.
Israel. Hamas pode devolver aos hospitais de Gaza o combustível que "roubou"
Canadá apoia pausas humanitárias em Gaza
Blinken pede ajuda internacional para libertar reféns do Hamas "incondicionalmente"
Advogado confirma que israelita refém em Gaza já goza de nacionalidade portuguesa
O advogado que requereu junto do Governo urgência na atribuição de nacionalidade portuguesa ao israelita Ofer Calderon, refém na Faixa de Gaza, confirmou hoje à Lusa que a questão "está resolvida".
"Está resolvida a questão", disse José Ribeiro e Castro, confirmando a informação avançada pela edição online do jornal Público de que "a Conservatória dos Registos Centrais (CRC) emitiu a certidão de nascimento a Ofer Calderon, o cidadão israelita que tinha requerido em 2021 a nacionalidade portuguesa ao abrigo da lei dos sefarditas".
Sem avançar pormenores, Ribeiro e Castro adiantou que basta ter havido a emissão da certidão de nascimento pelo CRC para que o israelita possa beneficiar da dupla nacionalidade.
Segundo o Público, Ofer Calderon foi raptado a 07 de outubro durante os ataques do grupo islamita do Hamas a Israel e levado para a Faixa de Gaza com dois filhos menores.
A agência Lusa tentou obter esclarecimentos junto do Ministério da Justiça sobre o processo de atribuição de nacionalidade a Ofer Calderon ao abrigo da lei dos sefarditas, tendo sido informada que não serão prestadas informações sobre este caso.
Emmanuel Macron. Ataque do Hamas foi desastroso para o povo palestiniano
UNRWA alerta que terá de parar as suas operações até quarta-feira à noite
🛑@UNRWA warning: If we do not get fuel urgently, we will be forced to halt our operations in the📍#GazaStrip as of tomorrow night.
— UNRWA (@UNRWA) October 24, 2023
🆘 @UN agency says its #Gaza operation will end tomorrow 'if we don't get fuel'@JulietteTouma @BBCNews https://t.co/JfQLPwmSGb
A UNRWA avisou no domingo que só tinha combustível suficiente para continuar a funcionar durante mais três dias. "Sem combustível não haverá água, nem hospitais, nem padarias. Sem combustível, a ajuda não chegará àqueles que dela tanto necessitam", afirmou o comissário geral da UNRWA, Philippe Lazzarini.
com Lusa
ONU. 20 camiões que iam entrar em Gaza continuam no lado de fora
Blinken adverte Irão. Em caso de ataque a pessoal americano os EUA darão resposta "decisiva"
Em plena reunião do Conselho de Segurança, o secretário de Estado norte-americano deixou um aviso claro ao Irão, numa altura em que se multiplicam os ataques às forças dos EUA no Iraque em pleno agravamento do conflito entre Israel e o Hamas no Médio Oriente.
Kurilla considerou ainda que o reforço dos meios estacionados na região devido ao agravamento do conflito entre Israel e o grupo palestiniano Hamas "evitou vítimas mais graves entre as nossas forças no teatro" de guerra.
Invasão de Gaza está a ser adiada por questões estratégicas afirma Exército
O chefe do Estado-Maior do Exército de Israel, tenente-general Herzi Halevi, indicou hoje que a ofensiva terrestre à Faixa de Gaza está a ser adiada por "considerações estratégicas", no 18.º dia de guerra contra o movimento islamita Hamas.
Segundo afirmou o dirigente militar em conferência de imprensa, o grupo palestiniano "lamentará" ter lançado o ataque surpresa a Israel de 07 de outubro, que se saldou na morte de mais de 1.400 pessoas, na maioria civis, e na captura de 220 reféns, desencadeando o conflito em curso.
Também prosseguem os bombardeamentos israelitas sobre Gaza, que mataram já quase 6.000 palestinianos, 40% dos quais crianças, 22% mulheres e 5% idosos, de acordo com o Ministério da Saúde local.
Por seu lado, os combatentes palestinianos da Faixa de Gaza -- enclave palestiniano pobre desde 2007 controlado pelo Hamas, grupo classificado como organização terrorista pelos Estados Unidos, a União Europeia e Israel - continuam a lançar projéteis para território israelita, e hoje voltaram a soar os alarmes antiaéreos no centro do país e em Telavive.
Com cerca de 360.000 reservistas convocados e uma multidão de tropas mobilizadas em torno da Faixa de Gaza, uma das incógnitas das últimas semanas tem sido a data em que ocorrerá a invasão terrestre, uma coisa que é quase unanimemente dada como garantida, mas que primeiro parecia iminente e agora está a ser adiada, enquanto Israel calcula todas as implicações que terá.
"Preparámo-nos para isso. O Exército israelita e o comando Sul prepararam planos ofensivos de qualidade para alcançar os objetivos da guerra", disse hoje Halevi, assegurando que as tropas "estão prontas para a operação".
Ainda assim, acrescentou que há questões "táticas e estratégicas" que estão a atrasar a invasão, enquanto Israel continua a atacar alvos do Hamas para "matar terroristas, destruir infraestruturas e recolher informações secretas para a fase seguinte".
Segundo alguns órgãos de comunicação social, entre as preocupações de uma operação terrestre estão as armadilhas que os combatentes palestinianos poderão deixar, os combates num contexto de guerrilha urbana num lugar que Israel não controla, ou os quilómetros de túneis subterrâneos da Faixa de Gaza cuja existência desconhece, o que poderia causar muitas vítimas mortais do lado israelita.
A isto acresce outra questão delicada, os pelo menos 220 reféns que continuam em cativeiro em Gaza, um dos elementos que poderá até agora ter impedido a ofensiva terrestre israelita.
De acordo com a imprensa israelita, os Estados Unidos pediram ao Governo de Israel que adie um pouco mais a invasão e dê prioridade à libertação dos reféns, entre os quais há crianças, mulheres e anciãos, tanto israelitas como estrangeiros, incluindo vários cidadãos norte-americanos.
Até agora, o Hamas libertou quatro reféns: uma mulher e a filha, ambas norte-americanas, e duas idosas israelitas, na noite passada.
EUA sugerem "pausas humanitárias" para levar ajuda aos civis em Gaza
Os Estados Unidos (EUA) sugeriram hoje, pela primeira vez, "pausas humanitárias" em Gaza para entrega de ajuda aos civis, embora não tenham corroborado o apelo de cessar-fogo feito pouco antes pelo secretário-geral das Nações Unidas, António Guterres.
Estas pausas humanitárias deveriam servir para encaminhar "alimentos, água, medicamentos e outros elementos essenciais" para Gaza "sem beneficiar o Hamas ou qualquer outro grupo terrorista", defendeu o secretário de Estado norte-americano, Antony Blinken, perante o Conselho de Segurança.
O pedido de Blinken não incluiu especificamente combustível, cuja entrada foi vetada por Israel apesar de ser um elemento fundamental para o funcionamento de hospitais, uma vez que as autoridades israelitas argumentam que poderia cair nas mãos do grupo islamita Hamas.
Para implementar as pausas humanitárias, os EUA prepararam uma resolução que apresentarão em breve ao Conselho de Segurança, depois de este órgão se ter mostrado até agora incapaz de chegar a acordo sobre uma resolução que ponha um fim - definitivo ou provisório - à guerra em Gaza.
Uma das resoluções que já foi a votos - proposta pelo Brasil - pedia precisamente "pausas humanitárias" em Gaza, mas foi vetada exclusivamente pelos Estados Unidos, que agora apresentarão uma proposta com o mesmo fim.
Blinken disse que a nova resolução inclui inequivocamente "o direito de Israel de se defender" dentro do "direito de cada nação de se defender e evitar que os ataques sejam repetidos".
"Onde está a indignação? Onde está o desgosto? Onde está a rejeição? Onde está a condenação explícita desses horrores?", disse Blinken depois de indicar algumas das atrocidades cometidas pelo Hamas no seu ataque contra Israel, em 07 de outubro.
"Nenhum membro deste Conselho -- nenhum país nesta câmara -- poderia ou iria tolerar o massacre do seu povo", disse Blinken.
Ao seu grande aliado Israel, Blinken lembrou que "os civis palestinianos devem ser protegidos" e nesse sentido "Israel deve tomar todas as precauções para evitar ferir os civis", embora tenha garantido que o Hamas usa estes civis "como escudos humanos".
O chefe da diplomacia norte-americana também enviou uma série de mensagens ao Irão para advertir o país a não se juntar ao conflito: "Se o Irão ou os seus aliados expandirem o conflito e colocarem mais civis em risco, serão responsabilizados por isso", avisou.
"Os Estados Unidos não procuram entrar em conflito com o Irão. Não queremos que esta guerra se expanda. Mas se o Irão ou os seus representantes atacarem pessoal americano em qualquer lugar, não se engane: nós defenderemos o nosso povo -- defenderemos a nossa segurança -- de forma rápida e decisiva", disse Blinken ao Conselho de Segurança das Nações Unidas.
Por último, salientou que apenas a solução de dois Estados, um israelita e outro palestiniano, poderá solucionar a longo prazo este conflito.
Faixa de Gaza. Médicos alertam para surtos de doenças entre os deslocados
Desde o início do conflito que mais de 1,4 milhões de palestinianos fugiram das suas casas para escapar aos ataques israelitas e estão atualmente refugiados em abrigos temporários, no sul da Faixa de Gaza. No entanto, os médicos de Gaza revelam que os pacientes que chegam aos hospitais estão a mostrar sinais de doenças causadas pela sobrelotação e falta de saneamento destes abrigos.
Desde o início do conflito milhares de palestinianos fugiram das suas casas para escapar aos ataques de Israel, e estão atualmente refugiados em abrigos temporários, no sul da Faixa de Gaza. Na sequência do anúncio de Telavive que ordenou a todos os habitantes do norte de Gaza que se deslocassem para sul, apesar dos ataques israelitas estarem a arrasar todo o enclave.
A Organização Mundial de Saúde (OMS) alertou para o facto de um terço dos hospitais no território não estarem a funcionar, muitos devido à falta de combustível para alimentar os seus geradores, no terreno médicos têm alertado para o risco de o equipamento crítico, como por exemplo, as incubadoras para recém-nascidos, parar.
De acordo com dados do ministério da Saúde palestiniano, dirigido pelo Hamas, cerca de 40 centros médicos em Gaza suspenderam a atividade numa altura em que os bombardeamentos e as milhares de deslocações estão a exercer uma enorme pressão sobre o sistema.
MNE de Israel. "Não irei reunir-me com António Guterres"
I will not meet with the UN Secretary-General. After the October 7th massacre, there is no place for a balanced approach. Hamas must be erased off the face of the planet!
— אלי כהן | Eli Cohen (@elicoh1) October 24, 2023
"Viram as suas terras serem continuamente devoradas por colonatos e assoladas pela violência; a sua economia foi sufocada; as suas pessoas foram deslocadas e as suas casas demolidas. As suas esperanças de uma solução política para a sua situação têm vindo a desaparecer", prosseguiu Guterres.
Além do MNE israelita, a indignação com as palavras do secretário-geral fez igualmente reagir o embaixador deste país na ONU, que exigiu a demissão do secretário-geral da ONU.
"O discurso chocante do secretário-geral da ONU, na reunião do Conselho de Segurança, enquanto foguetes são disparados contra Israel, provou conclusivamente, sem qualquer dúvida, que o secretário-geral está completamente desligado da realidade na nossa região e que vê o massacre cometido pelos terroristas nazis do Hamas de uma forma distorcida e imoral", escreveu o diplomata.The @UN Secretary-General, who shows understanding for the campaign of mass murder of children, women, and the elderly, is not fit to lead the UN.
— Ambassador Gilad Erdan גלעד ארדן (@giladerdan1) October 24, 2023
I call on him to resign immediately.
There is no justification or point in talking to those who show compassion for the most…
"A sua declaração de que `os ataques do Hamas não aconteceram do nada` expressou uma compreensão do terrorismo e do assassínio. É realmente incompreensível. É verdadeiramente triste que o líder de uma organização que surgiu após o Holocausto tenha opiniões tão horríveis. Uma tragédia!", acrescentou Erdan.
Ministro israelita pergunta a Guterres "em que mundo vive"
O chefe da diplomacia israelita, Eli Cohen, dirigiu-se hoje diretamente ao secretário-geral das Nações Unidas (ONU) para lhe perguntar "em que mundo vive", após António Guterres ter denunciado "violações claras" do direito humanitário em Gaza.
"Senhor secretário-geral, em que mundo vive?", questionou Eli Cohen numa reunião ministerial do Conselho de Segurança da ONU para abordar a situação no Médio Oriente, mais concretamente a guerra entre Israel e o grupo islamita Hamas, assim como a situação do povo palestiniano.
"Sem dúvida, não é no nosso", acrescentou o ministro das Relações Exteriores, mostrando imagens dos ataques do Hamas contra civis, enquanto o embaixador israelita na ONU, Gilad Erdan, denunciava na plataforma X (antigo Twitter) o "discurso chocante" de António Guterres, a quem acusou de ver a situação de "uma forma distorcida e imoral".
"O discurso chocante do secretário-geral da ONU, na reunião do Conselho de Segurança, enquanto foguetes são disparados contra Israel, provou conclusivamente, sem qualquer dúvida, que o secretário-geral está completamente desligado da realidade na nossa região e que vê o massacre cometido pelos terroristas nazis do Hamas de uma forma distorcida e imoral", escreveu o diplomata.
"A sua declaração de que `os ataques do Hamas não aconteceram do nada` expressou uma compreensão do terrorismo e do assassínio. É realmente incompreensível. É verdadeiramente triste que o líder de uma organização que surgiu após o Holocausto tenha opiniões tão horríveis. Uma tragédia!", acrescentou Erdan.
Momentos antes, na abertura da reunião do Conselho de Segurança, Guterres condenou inequivocamente os "atos de terror" e "sem precedentes" de 07 de outubro perpetrados pelo Hamas em Israel, salientando que "nada pode justificar o assassínio, o ataque e o rapto deliberados de civis".
Contudo, o secretário-geral da ONU admitiu ser "importante reconhecer" que os ataques do grupo islamita Hamas "não aconteceram do nada", frisando que o povo palestiniano "foi sujeito a 56 anos de ocupação sufocante".
"Viram as suas terras serem continuamente devoradas por colonatos e assoladas pela violência; a sua economia foi sufocada; as suas pessoas foram deslocadas e as suas casas demolidas. As suas esperanças de uma solução política para a sua situação têm vindo a desaparecer", prosseguiu Guterres.
O líder da ONU sublinhou, porém, que "as queixas do povo palestiniano não podem justificar os terríveis ataques do Hamas", frisando ainda que "esses ataques terríveis não podem justificar a punição coletiva do povo palestiniano".
"Indesculpável". Ministro palestiniano indignado com Conselho de Segurança da ONU
Riad al Malki disse que "o que Israel está a fazer é consistente com a sua crença de que somos sub-humanos ou animais humanos, como eles dizem. Mas vocês não acreditam que as nossas vidas valem menos, são menos sagradas, são mais dispensáveis", afirmou.
O ministro pediu aos países que se indignem com as vítimas civis palestinianas como fazem com as israelitas, no contexto da guerra entre Israel e o grupo islamita Hamas na Faixa de Gaza.
"Invistam na paz, não na guerra; apoiem a justiça, não a vingança; levantem-se pela liberdade em vez de justificar a contínua submissão e ocupação", pediu.
Riad al Malki lembrou que as ruas de todo o mundo testemunharam as massas que se manifestaram em solidariedade com os palestinianos.
Refém israelita Ofer Calderon já é português
O Governo português tinha prometido acelar os procedimentos para a emissão da certidão de nascimento de Ofer Calderon.
Embaixador de Israel na ONU pede demissão de António Guterres
The @UN Secretary-General, who shows understanding for the campaign of mass murder of children, women, and the elderly, is not fit to lead the UN.
— Ambassador Gilad Erdan גלעד ארדן (@giladerdan1) October 24, 2023
I call on him to resign immediately.
There is no justification or point in talking to those who show compassion for the most…
António Guterres acrescentou que o cenário está a ficar pior a cada momento e que as divisões estão a fragmentar sociedades, além das tensões ameaçarem "transbordar" para a restante região.
Guterres condenou inequivocamente os "atos de terror" e "sem precedentes" de 07 de outubro perpetrados pelo Hamas em Israel, salientando que "nada pode justificar o assassinato, o ataque e o rapto deliberados de civis".
Contudo, o secretário-geral da ONU admitiu ser "importante reconhecer" que os ataques do grupo islamita Hamas "não aconteceram do nada", frisando que o povo palestiniano "foi sujeito a 56 anos de ocupação sufocante".
"Viram as suas terras serem continuamente devoradas por colonatos e assoladas pela violência; a sua economia foi sufocada; as suas pessoas foram deslocadas e as suas casas demolidas. As suas esperanças de uma solução política para a sua situação têm vindo a desaparecer", prosseguiu Guterres.
O líder da ONU sublinhou, porém, que "as queixas do povo palestiniano não podem justificar os terríveis ataques do Hamas", frisando ainda que "esses ataques terríveis não podem justificar a punição coletiva do povo palestiniano".
Há 400.000 litros de combustível "prontos" para entrar em Gaza
Responsáveis do Hamas apelam a unidade internacional contra Israel
Ministro da Saúde de Gaza diz que três hospitais deixaram de funcionar em Gaza
António Guterres. Ataques do grupo islamita Hamas "não aconteceram do nada"
Guterres condenou inequivocamente os "atos de terror" e "sem precedentes" de 07 de outubro perpetrados pelo Hamas em Israel, salientando que "nada pode justificar o assassinato, o ataque e o rapto deliberados de civis".
Contudo, o secretário-geral da ONU admitiu ser "importante reconhecer" que os ataques do grupo islamita Hamas "não aconteceram do nada", frisando que o povo palestiniano "foi sujeito a 56 anos de ocupação sufocante".
"Viram as suas terras serem continuamente devoradas por colonatos e assoladas pela violência; a sua economia foi sufocada; as suas pessoas foram deslocadas e as suas casas demolidas. As suas esperanças de uma solução política para a sua situação têm vindo a desaparecer", prosseguiu Guterres.
O líder da ONU sublinhou, porém, que "as queixas do povo palestiniano não podem justificar os terríveis ataques do Hamas", frisando ainda que "esses ataques terríveis não podem justificar a punição coletiva do povo palestiniano".
com Lusa
ONU. Ajuda humanitária em Gaza não pode ser toda utilizada devido à falta de água e combustível
A agência das Nações Unidas para os refugiados palestinianos (UNRWA) lamentou, esta terça-feira, que alguns dos alimentos entregues na Faixa de Gaza, como o arroz e as lentilhas, não possam ser utilizados devido à falta de água e combustível para os cozinhar e apelou a uma maior coordenação entre as agências humanitárias.
"Antes do conflito, cerca de 500 camiões (com ajuda e bens comerciais) entravam diariamente na Faixa de Gaza a partir de Israel e de Rafah, na fronteira com o Egipto” afirmou Tamira Alrifai, ao passo que, desde do passado sábado, apenas algumas dezenas de camiões passaram do Egipto para a Faixa de Gaza.
A região da Faixa de Gaza já estava sujeita a um bloqueio terrestre, aéreo e marítimo por parte de Israel desde que o grupo islâmico Hamas tomou o poder em 2007, mas desde 9 de outubro, que Gaza está sob um “cerco total”, privada de abastecimento de água, eletricidade e alimentos. "Não estamos a receber os produtos mais necessários ou relevantes para Gaza", disse a porta-voz da UNRWA.
A ONU apelou também a Israel para que autorize a entrada de combustível no território para fins humanitários, em especial para manter os geradores dos hospitais em funcionamento. Tamira Alrifaj explicou que quando a UNRWA recebe combustível envia-o normalmente para hospitais ou para a própria UNICEF, para garantir que é utilizado para “fins humanitários”.
PM checo e o chanceler da Áustria visitam Israel quarta-feira
OMS pede "cessar-fogo humanitário imediato"
Kremlin apela à libertação imediata dos reféns
A Rússia apelou hoje ao grupo islamita Hamas que liberte imediatamente todos os reféns que mantém em seu poder, admitindo ainda que não houve progressos nas negociações, mas que estão a ser feitos esforços neste sentido.
"Todos os reféns devem ser libertados urgentemente, imediatamente. Esta é a nossa posição firme", disse o porta-voz do Kremlin, Dmitri Peskov, na sua conferência de imprensa telefónica diária.
Peskov reiterou que, "desde sempre", a Rússia apelou ao Hamas para que libertasse todos os reféns.
"Estamos a utilizar todas as nossas possibilidades de contactos com ambos os lados do conflito, com todas as partes que têm alguma ligação com o conflito", afirmou Peskov, quando questionado sobre os esforços de Moscovo para garantir a libertação de cidadãos russos detidos pelo Hamas.
A Rússia - que mantém relações com o Hamas há anos e não considera o grupo islamita "terrorista", ao contrário dos Estados Unidos e da União Europeia (UE) - não sabe exatamente quantos cidadãos russos -- nomeadamente que possuem dupla nacionalidade, russa e israelita - foram raptados pelo grupo palestiniano.
"No momento, não conseguimos [libertar os reféns], mas continuaremos estes esforços", declarou Dmitri Peskov, porta-voz da Presidência russa, à imprensa.
"Estamos preocupados com os nossos compatriotas. Neste momento, não temos informações precisas sobre quando e como poderão ser libertados", acrescentou, especificando também que não sabe qual é "o número preciso" de reféns russos, recusando-se a mencionar quantos poderiam ser no total.
A diplomacia russa já havia relatado que pelo menos 20 cidadãos com dupla nacionalidade, russa e israelita, foram mortos e dois feitos reféns durante os ataques do Hamas.
Quatro reféns, dois norte-americanos e dois israelitas, foram libertados nos últimos dias pelo Hamas.
Cerca de 220 israelitas, estrangeiros ou pessoas com dupla nacionalidade, foram sequestrados por comandos do Hamas durante um ataque que deixou mais de 1.400 mortos, a maioria civis, realizado em solo israelita em 07 de outubro.
Desde então, o exército israelita tem bombardeado a Faixa de Gaza, controlada pelo movimento islamita palestiniano.
O Hamas declarou que mais de 5.000 pessoas foram mortas na Faixa de Gaza pelos ataques de Israel.
Bruxelas admite prorrogar em 2024 teto ao preço do gás por tensões no Médio Oriente
A Comissão Europeia admitiu hoje prorrogar, além de fevereiro de 2024, o limite máximo aplicado ao preço do gás importado, de 180 euros por Megawatt-hora (MWh), devido aos "tempos incertos" ao nível geopolítico pelas tensões no Médio Oriente.
"Vivemos tempos incertos do ponto de vista geopolítico, com grandes tensões nos mercados globais de gás natural liquefeito, e vemos o impacto direto das entregas", disse a comissária europeia da Energia, Kadri Simson.
Falando em conferência de imprensa, em Bruxelas, no dia em que o executivo comunitário apresentou um Plano de Ação Europeu para a Energia Eólica, a responsável acrescentou que, dadas tais tensões, a Comissão Europeia "já avaliou a situação nos mercados" da União Europeia (UE).
"Uma vez que o nosso armazenamento de gás está preenchido em mais de 98%, no início desta estação fria, não estimamos que haja um risco imediato, mas todos os tipos de incertezas [...] têm o potencial de aumentar o preço [do gás natural] e, por isso, iremos consultar os nossos serviços e, se necessário, se tivermos de prolongar as medidas de emergência, estamos disponíveis para o fazer", adiantou Kadri Simson.
Também presente na ocasião, o vice-presidente da Comissão Europeia para o Pacto Ecológico Europeu, Maros Sefcovic, garantiu que Bruxelas leva "muito a sério a situação da segurança do aprovisionamento", razão pela qual a instituição vai continuar com outras medidas, como rondas para compras conjuntas de gás.
Na semana passada, o preço do gás europeu voltou a subir devido aos receios de um conflito mais alargado no Médio Oriente, dadas as tensões entre Israel e o grupo islamita terrorista Hamas.
Teme-se que um conflito mais generalizado na região (envolvendo outros territórios) possa colocar em risco os fluxos de gás natural liquefeito através do Estreito de Ormuz, por onde passa mais de um terço da produção mundial de petróleo, preocupações que estão a levar a subidas no preço do gás natural.
Uma situação semelhante verificou-se no ano passado, pela invasão russa da Ucrânia dado a Rússia ser um importante fornecedor de gás da UE (agora em menor escala), assim como países do Médio Oriente.
Para fazer face a tais impactos, no final de 2022, a UE chegou a um acordo para estabelecer um limite máximo para o preço do gás importado, de 180 euros por Megawatt-hora (MWh).
O mecanismo de correção do mercado, aplicável às transações nas plataformas virtuais de comércio de gás na UE, entrou em vigor em fevereiro de 2023 passado e estava previsto que durasse um ano, até fevereiro de 2024.
Porém, agora equaciona-se a sua prorrogação.
Este instrumento foi criado após um pico sem precedentes nos preços do gás na UE registado em agosto de 2022, um aumento de 1000% em comparação com os preços das décadas anteriores para um máximo histórico acima dos 300 euros por MWh.
Em causa está um mecanismo de correção de preço em certas transações na principal bolsa europeia de gás natural, a ser ativado mediante preços elevados durante vários dias consecutivos para limitar aumentos excessivos.
Visto como medida de último recurso, o mecanismo foi criado para enfrentar situações de valores excessivos ao estabelecer um preço dinâmico máximo a que as transações de gás natural podem ocorrer com um mês de antecedência nos mercados do TTF, o ponto de transação virtual sediado na Holanda e que serve de referência para a Europa.
Médio Oriente. A análise de Paulo Dentinho
O jornalista da RTP analisou no Jornal da Tarde a situação no Médio Oriente.
Marcada manifestação na Cisjordânia contra proposta de Macron
Depois de o presidente francês sugerir a criação de uma coligação internacional para combater o Hamas, como tinha sido feito contra o Estado Islâmico, foi convocada uma manifestação em Ramallah, na Cisjordânia, junto à sede da Autoridade Palestiniana, para contestar a proposta de Emmanuel Macron.
Entretanto, o Ministério da Saúde atualizou o número de mortos na Faixa de Gaza para 5.791. Nas últimas 24 horas, terão morrido 704 pessoas neste território.
O Hamas diz estar pronto com 35 mil combatentes para receber uma ofensiva terrestre de Israel.
Hamas aponta para 140 mortos em ataques noturnos israelitas
O Hamas diz que 140 pessoas morreram nos ataques noturnos israelitas contra a Faixa de Gaza. As Forças de Defesa de Israel garantem ter matado três líderes do movimento palestiniano.
Foto: Amir Cohen - Reuters
Macron propõe criação de coligação internacional para combater o Hamas
O presidente francês está em Israel para mostrar apoio total ao povo judeu e contribuir para a libertação dos reféns de todas as nacionalidades. Mas também deixa avisos: há que respeitar os direitos dos civis e criar condições para que os palestinianos tenham um Estado.
Gaza não está a receber bens de primeira necessidade
Patriarca latino de Jerusalém condena ataques do Hamas e de israelitas
"A minha consciência e o meu dever moral obrigam-me a afirmar claramente que o que aconteceu a 07 de outubro no sul de Israel não é de modo algum admissível e não podemos deixar de o condenar. Não há razão para uma tal atrocidade. Temos o dever de o afirmar e de o denunciar”, escreveu Pizzaballs, cotado pela agência noticiosa italiana Ansa.
"A mesma consciência, porém, com um grande peso no coração, leva-me a afirmar hoje, com igual clareza, que este novo ciclo de violência trouxe a Gaza mais de 5.000 mil mortos, incluindo muitas mulheres e crianças, dezenas de milhares de feridos, bairros arrasados, falta de medicamentos, falta de água e de bens de primeira necessidade para mais de dois milhões de pessoas", acrescentou Pizzaballa.
Para o patriarca latino de Jerusalém, natural de Itália, o que acontece em Gaza são “tragédias que não podem ser compreendidas”, pelo que “há o dever” de “denunciar e condenar sem reservas”.
"Os bombardeamentos contínuos e pesados que há dias atingem Gaza só causarão mais mortes e destruição e só aumentarão o ódio e o ressentimento. Não vai resolver nenhum problema, mas sim criar novos problemas. É tempo de acabar com esta guerra, com esta violência sem sentido", escreveu.
"Só se acabarmos com décadas de ocupação e com as suas trágicas consequências, bem como se dermos uma perspetiva nacional clara e segura ao povo palestiniano, é que se poderá iniciar um processo de paz sério. A menos que este problema seja resolvido na sua raiz, nunca haverá a estabilidade que todos esperamos”, acrescentou.
Segundo Pizzaballa, a “tragédia destes dias” deve levar todos, “religiosos, políticos, sociedade civil, comunidade internacional”, a um empenhamento “mais sério”.
Doze britânicos mortos pelo Hamas
Número de mortos em Gaza sobe para 5.791
Ao lado do presidente francês, o primeiro-ministro israelita comparou as crianças afetadas pela ofensiva do Hamas a Anne Frank
"Este foi o pior ataque terrorista que o mundo viu desde o 11 de Setembro e, para Israel, foi como 20 onzes de setembro", insistiu Netanyahu, que retomou também a fórmula de "uma guerra entre a barbárie e a civilização".
Ainda segundo Netanyahu, tal como os aliados apoiaram a resistência francesa contra a Alemanha nazi, na II Guerra Mundial, "hoje o mundo está unido ao lado de Israel".
"A barbárie do Hamas ameaça a Europa e ameaça o mundo. O Hamas é o caso de teste do mundo contra a barbárie. O povo de Israel recusa-se a ter o ISIS num enclave de terror na sua fronteira. Isto não é um enclave a milhares de quilómetros da Europa. É o ISIS nos subúrbios de Paris", carregou.
"O Hamas é responsável por baixas civis. O povo de Gaza não voltará a viver sob a tirania do Hamas", clamaria, para agradecer, adiante, a Emmanuel Macron "o apoio contínuo nesta batalha pelo futuro comum". O primeiro-ministro israelita retomou também uma expressão dos anos da Presidência de George W. Bush, nos Estados Unidos, ao juntar num dito "eixo do mal" o Hamas, o Hezbollah, o Irão e os Houthis iemenitas. Por sua vez, o presidente francês propôs que a coligação internacional atualmente destacada no Iraque e na Síria para enfrentar o autodenominado Estado Islâmico "possa também lutar contra o Hamas".
Emmanuel Macron deixou um apelo ao Hezbollah xiita libanês, ao regime iraniano e aos Houthis do Iémen para que "não assumam o risco imponderado de abrir novas frentes", exprimindo o receio de "uma conflagração regional em que todos sairiam a perder".
Macron reafirmou ainda, após o encontro bilateral com o primeiro-ministro israelita, "a solidariedade" e "a emoção" de França, assinalando que, com 30 mortos de nacionalidade francesa, a ofensiva do movimento radical palesiniano é "uma página negra da própria história" do país europeu.
Macron em Telavive presta solidariedade a Israel
O presidente Francês está em Telavive para demonstrar a solidariedade francesa para com o povo israelita.
EPA
"Passei por um inferno", afirma a octogenária israelita libertada na segunda-feira pelo Hamas
"Deitaram-me numa mota, rebentaram com a vedação eletrónica que custou dois milhões de dólares a contruir, mas que não ajudou em nada. Fui levada como refém, não houve distinção entre novos e velhos. Foi muito doloroso. Eles bateram-me nas costelas, o que me dificultou a respiração. Chegámos a um túnel e então caminhámos quilómetros em terra molhada. Há um sistema gigante de túneis, como teias de aranha", relatou Yocheved Lifschitz.
Sharone disse que os captores da mãe lhe disseram, posteriormente, "acreditar no Corão", pelo que não lhe fariam mal. A idosa foi alimentada com queijo e pepino, os mesmos alimentos consumidos pelos guardas.
"A história não acaba até que toda a gente regresse", traduziu ainda a filha de Yocheved, referindo-se às duas centenas de reféns que permanecem em Gaza, número estimado pelas autoridades israelitas. Entre os quais o marido da octogenária.
Foto: Janis Laizans - Reuters
RTP em Jerusalém. "Eventual janela de oportunidade" para libertação de reféns
Os enviados especiais da RTP ao Médio Oriente, José Manuel Rosendo e Marques de Almeida, deram conta de "bombardeamentos menos intensos" durante a última noite. O dia está a ficar marcado pela deslocação do presidente francês, Emmanuel Macron, a Israel.
Presidente francês e primeiro-ministro israelita mantiveram uma conversa privada em Telavive
Presidente palestiniano vai receber presidente francês em Ramallah
O presidente da Autoridade Palestiniana, Mahmoud Abbas, vai receber hoje o chefe de Estado francês, Emmanuel Macron, em Ramallah, na Cisjordânia, anunciou o gabinete do líder palestiniano.
Macron chegou hoje a Telavive para se encontrar com as autoridades israelitas, na sequência da guerra entre Israel e o grupo islamita palestiniano Hamas, que provocou milhares de mortos e feridos desde 7 de outubro.
O encontro entre Abbas e Macron em Ramallah "está previsto para começar às 17h00 [locais, 15h30 em Lisboa]", disseram elementos do gabinete do líder palestiniano à agência francesa AFP.
A deslocação de Macron a Ramallah não foi imediatamente confirmada pela presidência francesa.
Abbas recebeu na segunda-feira o primeiro-ministro neerlandês, Mark Rutte, que lhe prometeu o empenho dos Países Baixos na criação de condições para ajudar os civis na Faixa de Gaza.
"Os Países Baixos continuarão a apelar à criação de pausas e corredores humanitários", afirmou Rutte após o encontro em Ramallah, de acordo com a agência espanhola Europa Press.
Trata-se de "permitir que os fornecimentos essenciais, como alimentos, água e combustível, cheguem aos civis, para que estes tenham acesso à assistência de que tanto necessitam", disse.
Rutte acrescentou que, "embora possa parecer distante, a paz e a segurança para israelitas e palestinianos só são possíveis se as perspetivas de um Estado palestiniano, juntamente com um Israel seguro, forem renovadas".
"Estas pessoas foram mortas apenas porque eram judias"
Emmanuel Macron quis ainda expressar a "solidariedade hoje e amanhã" de França. E disse partilhar o entendimento de Isaac Herzog "de que devem ser imediatamente libertados reféns sem qualquer distinção".
"Quero assegurar-vos de que não estão sozinhos nesta guerra contra o terrorismo. Lançámos várias mensagens a outros potenciais grupo terroristas que queiram juntar-se a esta operação", prosseguiu Macron, para acrescentar que o Governo francês "passou mensagens muito claras ao Hezbollah e discutiu-as com eles". O chefe de Estado francês defendeu ainda que é dever de Israel combater o Hamas "sem alargar este conflito". Por sua vez, o presidente israelita pediu mais responsabilização por parte do Líbano no que toca à ação do Hezbollah e avisou que "estão a brincar com o fogo".
A última noite foi marcada por sucessivas vagas de ataques aéreos e de artilharia por parte de Israel
O Ministério da Saúde de Gaza indica que morreram já 5.300 mil pessoas, naquele território, desde 7 de outubro. Há registo de 18 mil feridos.
Agência das Nações Unidas para os Refugiados Palestinianos já perdeu mais de 30 pessoas
Desde a ofensiva do Hamas, no início do mês, e os primeiros bombardeamentos do contra-ataque israelita em Gaza, morreram pelo menos 35 funcionários da UNRWA (sigla em inglês).
"Israel não deve receber luz verde para matar incondicionalmente"
Exército israelita diz ter matado três líderes do Hamas
As Forças de Defesa de Israel (IDF, na sigla em inglês) anunciaram hoje terem lançado cerca de 400 bombardeamentos contra "alvos militares" nas últimas 24 horas em Gaza, tendo matado três líderes do Hamas.
Na rede social X (antigo Twitter), o exército israelita garantiu que os ataques causaram a morte dos vice-comandantes dos batalhões Nuseirat, Shati e Alfurqan, todos eles membros do movimento islamita Hamas.
"Durante o último dia, caças atacaram dezenas de infraestruturas e vários pontos de encontro da organização terrorista Hamas nos bairros de Sajaiya, Shati, Jabalia, Darj Tafa e Zaitun", referiram as IDF.
"Um avião das IDF atacou um túnel operacional usado pela organização terrorista Hamas (...) e pontos de encontro (...) dentro das mesquitas", acrescentou o exército.
Também hoje, o Ministério da Saúde do Hamas, que controla a Faixa de Gaza, elevou de 57 para 140 o número de palestinianos mortos durante os bombardeamentos israelitas esta madrugada.
O novo balanço aponta para pelo menos 53 mortes junto ao hospital Al Aqsa, em Jabalia, no norte de Gaza, e no campo de refugiados de Al Bureij, no centro do enclave.
O movimento islamita também mencionou a existência de "centenas de feridos" e "dezenas de casas destruídas".
Mais de 5.100 palestinianos, incluindo pelo menos 1.055 crianças, morreram na Faixa de Gaza, desde o início dos bombardeamentos israelitas em retaliação pelo massacre de 07 de outubro, referiu o Hamas.
O escritório das Nações Unidas para a Coordenação de Assuntos Humanitários anunciou esta madrugada a morte de seis funcionários da Agência da ONU para os Refugiados Palestinianos (UNRWA), o principal organismo de ajuda humanitária que ainda pode trabalhar em Gaza.
Isto eleva para 35 o número de funcionários da UNRWA mortos desde o início da guerra entre Israel e o Hamas, em 07 de Outubro.
O secretário-geral da ONU, António Guterres, lamentou estas mortes e disse estar ao lado dos funcionários "que estão a fazer tudo o que podem para ajudar quem mais necessita", indicou numa mensagem publicada na rede social X.
O Ministério da Saúde do Hamas alertou, também hoje, que o sistema de saúde da Faixa de Gaza "atingiu a pior fase da sua história" devido ao cerco total ao território imposto por Israel, com corte de abastecimento de água, combustível e eletricidade.
Um terceiro comboio de ajuda humanitária entrou na segunda-feira na Faixa de Gaza pela passagem de Rafah, que liga o enclave à Península do Sinai (Egito), a única via de acesso ao território não controlada por Israel.
O rei Mohamed VI de Marrocos aprovou na segunda-feira o envio de ajuda humanitária de emergência, incluindo produtos alimentares, produtos médicos e água, para a Faixa de Gaza, que será coordenada com as autoridades egípcias e palestinianas.
Mais duas reféns libertadas. Macron em Israel para apelar a "verdadeiro processo de paz"
- O presidente francês está em Israel. Emmanuel Macron aterrou em Telavive pouco antes das 8h00 (6h00 em Lisboa) e vai avistar-se com o primeiro-ministro israelita, os líderes da oposição e o presidente do país. De acordo com o Eliseu, o objetivo da viagem é apelar a "um verdadeiro processo de paz" que inclua a criação de um Estado palestiniano. Há neste momento sete cidadãos franceses dados como desaparecidos. Pelo menos uma pessoa foi feita refém pelo Hamas;
- O primeiro-ministro dos Países Baixos esteve reunido, na segunda-feira, com o homólogo de Israel e o presidente da Autoridade Palestiniana, em encontros separados. Mark Rutte apelou a Benjamin Netanyahu para que exerça moderação na intervenção militar em Gaza, tendo em vista reduzir ao máximo as mortes de civis. Pediu ainda a abertura de um corredor humanitário sustentável e sustentou ser necessário eliminar o Hamas, mas, em simultâneo, oferecer perspetivas de independência ao povo palestiniano;
- Os ministros dos Negócios Estrangeiros da União Europeia não chegaram a um consenso sobre o conflito no Médio Oriente, desde logo quanto ao cenário de um cessar-fogo humanitário na Faixa de Gaza. Alemanha e Áustria argumentam que tal solução acabaria por oferecer uma oportunidade ao movimento radical palestiniano. Para o final desta semana está agendado um Conselho Europeu;
- As autoridades israelitas confirmaram que o Hamas libertou por razões humanitárias duas mulheres idosas, identificadas como Nurit Cooper e Yocheved Lifshitz. Todavia, os maridos permanecem sob custódia de militantes do movimento. O número de reféns libertados ascendeu assim a quatro. Judith e Natalie Raanan, mãe e filha, com dupla nacionalidade israelita e americana, haviam sido libertadas na passada sexta-feira;
- Entrou na Faixa de Gaza uma terceira coluna humanitária. Vinte camiões cruzaram a passagem de Rafah, na fronteira egípcia. No território controlado pelo Hamas, havia camiões vazios a aguardar os carregamentos. Os abastecimentos de alimentos, água e medicamentos começaram a ser efetuados há quatro dias. Falta também combustível. Segundo a ONU, seriam necessários 100 camiões por dias para fazer face às necessidades;
- Israel calcula em mais de 200 o total de reféns do movimento radical, na sequência da ofensiva de 7 de outubro;
- Os mais recentes balanços de vítimas deste reacender do conflito israelo-palestiniano apontam para mais de 1.400 israelitas mortos na ofensiva do Hamas e mais de cinco mil vítimas mortais palestinianas, desde o início da contraofensiva do Estado hebraico.
Sistema de saúde de Gaza em estado crítico
O Ministério da Saúde do grupo islamita Hamas, que controla a Faixa de Gaza, alertou que o sistema de saúde do enclave "atingiu a pior fase da sua história" devido ao bloqueio imposto por Israel.
O Ministério avisou que os hospitais estão a ficar sem recursos, incluindo reservas de combustível, pelo que vão ficar sem energia e com as instalações sobrelotadas devido ao elevado número de mortos e feridos, de acordo com um comunicado.
Pelo menos 57 palestinianos morreram esta terça-feira de manhã, na sequência de novos bombardeamentos das Forças de Defesa de Israel contra as cidades de Khan Younis e Rafah, no sul da Faixa de Gaza, disse.
Os ataques a residências e a um posto de gasolina em Khan Yunis deixaram até agora 23 mortos e 80 feridos, indicou a agência de notícias palestiniana Wafa.
Em Rafah, 30 pessoas morreram e dezenas ficaram feridas depois de o exército israelita ter bombardeado edifícios residenciais, de acordo com fontes palestinianas, estando ainda a decorrer operações de resgate.
Também em Gaza, o jornalista palestiniano Mohamed Imad Labad morreu num ataque israelita a um local perto da sua casa, no bairro de Sheikh Radwan, elevando para 20 o número de jornalistas mortos desde o início da guerra, em 7 de outubro.
Pouco depois, o jornal palestiniano Filastin, ligado ao Hamas, anunciou a recuperação de dois corpos dos escombros de Khan Yunis e de três em Rafah.
Entretanto, o escritório das Nações Unidas para a Coordenação de Assuntos Humanitários anunciou esta madrugada a morte de seis funcionários da Agência da ONU para os Refugiados Palestinianos (UNRWA), o principal organismo de ajuda humanitária que ainda pode trabalhar em Gaza.
Isto eleva para 35 o número de funcionários da UNRWA mortos desde o início da guerra entre Israel e o Hamas, em 07 de Outubro.
O secretário-geral da ONU, António Guterres, lamentou estas mortes e disse estar ao lado dos funcionários "que estão a fazer tudo o que podem para ajudar quem mais necessita", indicou numa mensagem publicada na rede social X (antigo Twitter).
Médio Oriente. Duas mulheres libertadas pelo Hamas
Os repórteres da RTP em Jerusalém dão conta que os reféns libertados esta segunda-feira pelo Hamas são duas mulheres israelitas que foram libertadas por razões humanitárias, tendo sido entregues à Cruz Vermelha.
EUA podem estar a fazer pressão sobre Israel para adiar invasão de Gaza
Os Estados Unidos podem estar a fazer pressão para que Israel adie a invasão da Faixa de Gaza. A Casa Branca precisa de mais tempo para ajudar a libertar os reféns antes do agravar do conflito. Já o Pentágono prepara uma defesa eficaz perante os possíveis ataques contra alvos norte-americanos no Médio Oriente.
Primeiro-ministro dos Países Baixos pede a Israel moderação na ofensiva
O primeiro-ministro dos Países Baixos encontrou-se na segunda-feira, em separado, com o primeiro-ministro israelita, Benjamin Netanyahu, e o presidente da Autoridade Palestiniana, Mahmoud Abbas.
Foto: Kobi Gideon - GPO via EPA
O chefe do Governo dos Países baixos diz que é necessário eliminar o Hamas, mas, ao mesmo tempo, dar perspetivas de independência ao povo palestiniano.
Israel lançou mais de 300 ataques contra alvos do Hamas nas últimas 24 horas
Forças israelitas lançaram nas últimas 24 horas mais de 300 ataques contra alvos do Hamas. Telavive assume agora ter lançado também raides por terra em busca dos 222 reféns sequestrados. Numa dessas operações uma emboscada do Hamas provocou baixas entre as tropas israelitas.
Refém do Hamas. Israelita pediu nacionalidade portuguesa em 2021
O ministro dos Negócios Estrangeiros reconhece grande urgência na análise do pedido de nacionalidade portuguesa feito por um israelita que está refém do Hamas. Também a ministra da Justiça prometeu máxima rapidez no processo.