Reportagem

Guerra no Médio Oriente. A evolução do conflito entre Israel e o Hamas ao minuto

Acompanhamos aqui todos os desenvolvimentos sobre o reacender do conflito israelo-palestiniano, após a vaga de ataques do Hamas e a consequente retaliação das forças do Estado hebraico.

Graça Andrade Ramos, Joana Raposo Santos, Inês Moreira Santos, Carlos Santos Neves - RTP /

Emissão da RTP3


Reuters (via TV)

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Lusa /

Portugal elogia "incansável defesa" de Guterres por corredores humanitários

Ao justificar o voto favorável de Portugal numa resolução aprovada na Assembleia Geral da ONU que apela a uma "trégua humanitária imediata, duradoura e sustentada" em Gaza, Ana Paula Zacarias defendeu que, neste momento, a prioridade coletiva da comunidade internacional deve ser a proteção dos civis e a resolução da trágica situação humanitária no terreno.

A representante de Portugal disse que votou a favor da resolução porque a "humanidade comum deve prevalecer" e lamentou ainda que uma emenda à resolução proposta pelo Canadá - que condenava os ataques do Hamas e que apelava à imediata libertação dos reféns -, não tenha sido aprovada.

"Esta tragédia humana que se desenrola diante dos nossos olhos deve ser interrompida agora. Não importa o que aconteça, uma trégua humanitária deve ser estabelecida imediatamente e todas as partes devem cumprir as suas obrigações ao abrigo do direito internacional, incluindo o direito internacional humanitário e o direito dos direitos humanos", frisou.

Reiterando a sua condenação inequívoca aos ataques terroristas do grupo islamita Hamas e reconhecendo o direito de Israel à autodefesa, a embaixadora salientou que, independentemente da "selvajaria do pior ataque terrorista da sua história, a ação de Israel deve respeitar o direito humanitário internacional".

"Nenhuma das partes num conflito armado está acima do direito humanitário internacional. Tragicamente, a população civil, os hospitais, as instalações da ONU, incluindo escolas e outras infraestruturas críticas e civis, não estão a ser protegidas. O número de mortos de ambos os lados é impressionante", disse Ana Paula Zacarias, defendendo o regresso à via diplomática para quebrar o ciclo de violência e extremismo.

A missão de Portugal na ONU disse ainda estar "profundamente desiludida" pelo facto de o uso do veto estar a impedir o Conselho de Segurança das Nações Unidas de abordar a situação em Israel e em Gaza.

A Assembleia Geral da ONU aprovou hoje, com 120 votos a favor, uma resolução que apela a uma "trégua humanitária imediata, duradoura e sustentada" em Gaza e à rescisão da ordem de Israel para deslocação da população para o sul do enclave.

O projeto de resolução apresentado pela Jordânia, e copatrocinado por mais de 40 Estados-membros da ONU, obteve 120 votos a favor, 14 contra e 45 abstenções dos 193 Estados-membros da ONU.

A votação ocorreu numa sessão especial de emergência da Assembleia Geral da ONU, convocada após o bloqueio do Conselho de Segurança, que até ao momento não conseguiu aprovar nenhuma das quatro resoluções que foram a votos sobre o tema.

Pelas regras da ONU, a Assembleia Geral pode convocar uma "sessão especial de emergência" no prazo de 24 horas, caso o Conselho de Segurança "deixe de exercer a sua responsabilidade primária" pela manutenção da paz e segurança internacionais.

Vários Estados-membros, liderados pela Jordânia, recorreram então à Assembleia Geral da ONU para uma sessão especial de emergência para abordar as "ações ilegais israelitas em Jerusalém Oriental ocupado e no resto do Território Palestiniano Ocupado", que começou na quinta-feira e que culminou na votação desta resolução.

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Momento-Chave
RTP /

Ponto da situação após o alargamento da ofensiva israelita

Israel intensificou as operações militares terrestres em Gaza. O Hamas confirma a existência de confrontos violentos em dois pontos do enclave: no norte e no centro. O porta-voz militar de Israel disse, há pouco, que esta ainda não é a invasão total a Gaza. E que esta incursão serve apenas para criar melhores condições no terreno. Adianta ainda que Telavive está a destruir postos de observação e a combater os terroristas nas linhas da frente ou na periferia da Faixa de Gaza. Outro porta-voz do exército confirma que "há troca de fogo", à semelhança do que já tinha acontecido na última noite. Os relatos que chegam falam de ataques perto de hospitais da Cidade de Gaza e de um campo de refugiados. Gaza está às escuras e sem acesso à internet e a redes de telecomunicações móveis. A Autoridade Palestiniana diz que o ataque ao povo palestiniano atingiu um "novo pico de brutalidade" O Egito reforçou a proteção do espaço aéreo depois de um ataque das milícias xiitas Houthi do Iémen contra israel. E os Estados Unidos apelam aos americanos que estão no Líbano para saírem.
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RTP /

Hamas nega quaisquer negociações com Israel

O porta-voz do grupo palestiniano Osama Hamdan, afirmou que "nenhumas negociações" decorrem neste momento com Israel quanto a um possível cessar-fogo e troca de prisioneiros. 

"Estavam a decorrer e havia esforços políticos para conseguir um acordo", referiu, acrescentando que deixaram de existir com a intensificação do bombardeamento de Gaza Hamdan revelou à televisão do Qatar al-Jazeera que Israel está "a mover-se para as fronteiras de Gaza a partir de vários pontos".

 "Claramente sabem que perderam... a narrativa, por isso querem cortar Gaza do mundo para cometerem os seus crimes num profundo silêncio", acusou o porta-voz. 

"É claro que iniciaram isso [a invasão terrestre] mas estão preocupados com as consequências, estão preocupados com o que pode suceder no terreno e estão a enfrentar uma resistência muito feroz", concluiu.
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RTP /

Confrontos retomam depois de acalmia diz al-Jazeera

"Depois de uns minutos de situação relativamente calma, a artilharia israelita recomeçou a disparar ao longo da linha fronteiriça", referiu o correspondente da televisão do Qatar, Safwat Kahlout. 

"Estou no telhado do meu prédio e vejo as luzes das explosões da artilharia israelita ao longo da linha de fronteira. recebemos uma mensagem das Brigadas al-Qassam [o braço armado do Hamas], de que estão a ter lugar confrontos em três locais diferentes ao longo dessa linha", referiu o reporter.

"Um dos locais é o leste de al-Breij que se situa no centro da faixa de Gaza, e as outras são o leste da Cidade de Gaza e a norte da Faixa", acrescentou. "Dizem que os confrontos são os mais violentos em termos de usar armas diferentes nesta troca de tiros".
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RTP /

Tunisia absteve-se na Assembleia-Geral da ONU mas diz-se plenamente "ao lado" dos palestinianos

A Tunísia foi um dos dois países árabes a abster-se na votação da resolução proposta pela Jordânia que exige uma "trégua humanitária imediata" em Gaza. O outro foi o Iraque. 

Um comunicado da presidência tunisina indicou depois que o país se absteve por considerar que o texto da resolução não ia suficientemente longe no apoio ao povo palestiniano. 

A presidência da Tunísia frisou que "a sua posição é estar plenamente ao lado do povo palestiniano até que ele recupere todas as suas terras".
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RTP /

MSF perdeu contacto com Gaza

"Estamos particularmente preocupados com pacientes, pessoal médico e milhares de famílias que se abrigam no hospital al-Shifa e outros locais de saúde", escreveu nas redes sociais a organização caritativa Médicos Sem Fronteiras.


"Apelamos à inequívoca proteção de todas as instalações médicas, pessoas e civis em toda a Faixa de Gaza", acrescentou.

Israel afirmou que o Hamas possui um bunker subterrâneo sob o hospital al-Shifa. 

Responsáveis do grupo palestiniano negaram tal cenário, tal como pessoal médico que lá trabalha. O al-Shifa é o maior hospital de Gaza e um dos poucos que se mantém a funcionar.
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RTP /

EUA exortam os seus cidadãos a abandonarem o Líbano

O Departamento de Estado dos Estados Unidos recomendou aos norte-americanos no Líbano para "saírem agora, quando os voos comerciais permanecem disponíveis, devido à imprevisibilidade da situação de segurança". 

Num alerta publicado pela embaixada dos EUA em Beirute, o departamento advertiu os interessados de que "devem ter um plano de ação para situações de crise que não passe pela assistência do Governo norte-americano. O melhor momento para sair de um país é antes de uma crise, se for possível". 

"Não há garantias de que o Governo dos EUA retire os cidadãos privados norte-americanos e os membros da sua família numa situação de crise", acrescentou o alerta.
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Momento-Chave
RTP /

Braço armado do Hamas diz ter repelido incursão israelita

As brigadas de al-Qassam afirmam ter conseguido "repelir a ofensiva terrestre" de Israel no norte de Gaza, reporta a Al Jazeera.

 "Repelimos uma incursão terrestre contra Beit Hanoun e o leste de Bureij", refere o comunicado das Brigadas, acrescentado que se estão a desenrolar "confrontos violentos".

O correspondente da al-Jazeera em Gaza, Safwat al-Kahlou, referiu contudo que os relatos referiam uma "operação israelita limitada" no norte de Gaza e na zona leste da Cidade de Gaza, com intensificação de bombardeamentos na zona costeira de Beit Lahiya e áreas residenciais dA Cidade de Gaza.

"Isto não são preparativos para uma ... operação terrestre, porque esta é precedida [usualmente] precedida de artilharia pesada e bombardeamentos, que é agora menos intensa do que era há algumas horas", referiu Safwat al-Kahlou.

"Podem apesar disso ser esperados muitos jogos de gato e rato", acrescentou. "Precisamos de mais tempo para perceber o que está Israel a planear".

Um alto responsável do Hamas, Osama Hamdan, afirmou que Israel estava a tentar "criar uma imagem vitoriosa" e que o corte de comunicações por parte de Israel foi uma tentativa de ocultar os seus crimes "para não ter de prestar contas".


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RTP /

UNICEF teme pela segurança de um milhão de crianças de Gaza

A chefe da UNICEF, a agência da ONU para a infância anunciou que perdeu todo o contacto com os seus funcionários presentes em Gaza. "Estou extremamente preocupada com a sua segurança e com outra noite de terror inenarrável para um milhão de crianças", escreveu Catherine Russel.
Gaza está completamente às escuras e sem comunicações nem internet há várias horas, desde o início da expansão da ofensiva terrestre de Israel.
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Momento-Chave
RTP /

EUA diz que esforços para libertar reféns prosseguem

Responsáveis norte-americanos garantem que apesar do alargamento da operação militar israelita os esforços para garantir a libertação dos reféns prosseguem e que a situação é fluida.
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RTP /

Israel avisa que não pode garantir segurança de jornalistas em Gaza

O exército israelita advertiu os jornalistas presentes em Gaza de que não poderão garantir a sua segurança durante a ofensiva lançada esta noite. O aviso foi dirigido especialmente às Agências Reuters e France Presse, em carta enviada esta semana às organizações, depois destas terem procurado garantir que os seus jornalistas não seriam alvos dos ataues israelitas. "As Forças de Defesa de Israel está a alvejar toda a atividade militar do Hamas em toda Gaza", referiu a carta, acrescentando que o Hamas colocou deliberadamente as suas operações militares "perto de jornalistas e de civis". As FDI sublinharam ainda que os bombardeamentos de alta intensidade contra os alvos do Hamas, poderia causar estragos aos edifícios vizinhos e que os morteiros lançados pelo grupo podem explodir no ar e causar ferimentos em quem se encontre em Gaza. "Sob estas circunstâncias, não podemos garantir a segurança dos vossos funcionários e apelamos nos termos mais fortes que adotem as medidas necessárias para a sua segurança", aconselha ainda a missiva.
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Momento-Chave
RTP /

Hamas e Autoridade Palestiniana saúdam resolução da Assembleia Geral das Nações Unidas

Além de saudar a resolução aprovada pela Assembleia Geral, as duas organizações palestinianas pediram a sua implementação imediata.

"Apelamos a sua aplicação imediata que permita a entrada de combustível e de ajuda humanitária para os civis", reagiu o Hamas em comunicado.

O gabinete das Relações Externas da sua rival, a Autoridade Palestiniana, baseada em Ramallah, afirmou que a campanha israelita "atinge novos picos de brutalidade" lembrando que "existe uma posição sólida internacional de rejeição da agressão louca de Israel".

A resolução aprovada esta noite pela Assembeia Geral das Nações Unidas reunida de emergência sobre o conflito, apela a uma "trégua humanitária imediata em Gaza" mas não é vinculativa.
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RTP /

Palestinianos reagem na Cisjordânia a ofensiva israelita em Gaza

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Momento-Chave
RTP /

Hamas confirma "confrontos violentos" em Gaza

"Estamos a enfrentar incursões israelitas em Beit Hanoun (norte) e Boureij (centro) e há combates violentos", indicou o braço armado do Hamas, as brigadas Izz al-Din al-Qassam, em comunicado.

O avanço das tropas israelitas na Faixa de Gaza estará a enfrentar 35.000 combatentes do Hamas armados e deverá ter de contar com a resistência não organizada da população de Gaza, como analisa o Major General Raul Cunha no 360.


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RTP /

Resolução da Assembleia Geral da ONU "é uma infâmia" reage Israel

O embaixador israelita na ONU, Gilad Erdan, reagiu à aprovação da resolução apresentada pela Jordânia a exigir uma "trégua humanitária imediata" em Gaza, considerando que este foi "um dia negro para a ONU e para a humanidade".

Erdan garantiu que Israel iria recorrer a "todos os meios" para lutar contra o Hamas.

"Hoje é um dia que ficará na Histórica como uma infâmia. Testemunhamos todos que a ONU já não possui nem uma ponta de legitimidade nem de relevância", afirmou.
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Momento-Chave
RTP /

OMS diz ter perdido o contacto com os seus funcionários e serviços em Gaza

O diretor da Organização Mundial de Saúde revelou na rede X, antigo Twitter, que perdeu nas últimas horas "todos os contactos" com o seu pessoal, com as instalações de saúde, trabalhadores de saúde e outros parceiros no enclave palestiniano.

Tedros Adhanom Ghebreyesus assume-se "muito preocupado com a sua segurança e o risco imediato para a saúde dos doentes vulneráveis",

"Apelamos à proteção imediata de todos os civis e acesso humanirário em pleno", acrescenta.

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Momento-Chave
RTP /

Assembleia Geral da ONU aprova em peso implementação de tréguas imediatas



A Assembleia Geral das Nações Unidas, reunida de emergência sobre o conflito entre Israel e o Hamas, apelou à implementação imediata de tréguas na Faixa de Gaza sob ataque de Israel e resposta constante do Hamas, e exigiu o acesso da ajuda e a proteção de civis no enclave. 

Uma resolução neste sentido não é vinculativa mas carrega peso político e demonstra o alinhamento dos Estados. Apresentada pela Jordânia, foi aprovada por 120 votos, incluindo de Portugal. Registaram-se 45 abstenções [incluindo a Ucrânia, o Canadá, a Albânia ou Cabo Verde] e 14 votos contra, incluindo entre estes Israel e Estados Unidos, Áustria ou Hungria.

O voto da Assembleia Geral segue-se a quatro tentativas do Conselho de Segurança tentar sem sucesso por quatro ocasiões fazer passar uma resolução sobre o conflito.

A resolução apela a uma "trégua humanitária imediata, duradoura e sustentada" em Gaza e à rescisão da ordem de Israel para deslocação da população para o sul do enclave.

O projeto de resolução foi apresentado pela Jordânia, e copatrocinado por mais de 40 Estados-membros da ONU.

Uma emenda proposta pelo Canadá, e contou com o apoio de dezenas de países, entre eles de Portugal, Estados Unidos ou Reino Unido, que condena inequivocamente os ataques terroristas do Hamas de 07 de outubro e que apela à imediata e incondicional libertação dos reféns, foi também colocada a votação, mas não foi aprovada, uma vez que não recebeu votos favoráveis de dois terços dos Estados-membros (recebeu 88 votos a favor, 55 contra e 23 abstenções).

Esta emenda surgiu na sequência de duras críticas lançadas na quinta-feira pelo embaixador israelita na ONU, Gilad Erdan, que criticou o facto de o texto da Jordânia não ter uma única referência aos ataques do Hamas. Também os Estados Unidos haviam criticado o facto de o projeto da Jordânia não usar a palavra "reféns".
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RTP /

Gaza vai ficar muito diferente diz conselheiro israelita

Mark Regev afirmou à televisão norte-americana Fox News, que depois do avanço israelita, a Faixa de Gaza irá mudar drasticamente.

"Estamos a aumentar a pressão sobre o Hamas. Estamos a aumentar a pressão sob a qual estão. As nossas operações militares estão em curso", referiu.

"Vão continuar a sofrer os nossos golpes militares até termos desmantelado a máquina militar deles e dissolvido a sua estrutura política em Gaza", acrescentou.

"Quando isto terminar, gaza será muito diferente", garantiu.
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RTP /

Jordânia alerta para "catástrofe humanitária de proporções épicas"

O ministro dos Negócios Estrangeiros da Jordânia afirmou que o lançamento por Israel de uma ofensiva terrestre na Faixa de Gaza terá como resultado "uma catástrofe humanitária de proporções épicas". 

"Votar contra a proposta de resolução árabe significa aprovação deste guerra insensata, estas mortes sem sentido", Safadi escreveu numa publicação na rede social X, antigo Twitter.

Amã diz que a invasão de Gaza por Israel irá provocar uma "catástrofe por anos".
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RTP /

NYT. Arábia Saudita avisou EUA que incursão de Israel em Gaza poderia ser calamitosa

O jornal norte-americano New York Times noticia que um grupo de senadores dos Estados Unidos se reuniu esta semana em Riade com o príncipe herdeiro Mohammed bin Salman e outros responsáveis sauditas, os quais expressaram a esperança de que uma incursão israelita em Gaza pudesse ser evitada de forma a garantir a estabilidade regional e salvar vidas humanas. O Times atribui as revelações ao senador democrata do Connecticut Richard Blumenthal, que participou da reunião em Riade.
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RTP /

"Momento histórico" diz primeiro-ministro palestiniano

"Este é um momento histórico para cada pessoas livre e conscenciosa pessoa parar os massacres", afirma primeiro-ministro da Palestina, Mohammad Shtayyeh, em entrevista ao canal digital de notícias qatari Al-Araby Al-Jadee.

O responsável palestiniano referiu que "cortar as comunicações e ainternet não passa de uma tentativa de criar escuridão para poder cometer crimes", adiantando que "o que está a contecer em Gaza são os preparativos antes de uma invasão terrestre".
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RTP /

Guerra no Médio Oriente. A análise de Márcia Rodrigues

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Momento-Chave
RTP /

Gaza. ONU faz retrato trágico da situação humanitária

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Momento-Chave
RTP /

Tanques israelitas já entraram no norte de Gaza

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Momento-Chave
RTP /

Israel intensificou nas últimas horas incursões na Faixa de Gaza

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RTP /

"Estamos prontos" desafia o Hamas

Um alto responsável do Hamas afirmou que o seu movimento estava "pronto" para enfrentar uma ofensiva terrestre israelita contra a Faixa de Gaza, depois do exército de Israel ter anunciado que iria "alargar as suas operações terrestres esta sexta-feira à noite". "Se Netanyahy [o primeiro-ministro de Israel] decidir entrar em Gaza esta noite, a resistència está pronta" declarou Ezzat al-Risheq na rede social Telegram, acrescentando que "a terra de Gaza irá engolir os pedaços dos soldados israelitas".
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Lusa /

Crescente Vermelho palestiniano diz que perdeu todos os contactos com Gaza

"Estamos profundamente preocupados com a capacidade das nossas equipas em continuarem a prestar os seus serviços médicos de emergência, especialmente porque esta interrupção afeta o número central de emergência 101, e dificulta o acesso das ambulâncias aos feridos", afirmou a organização nas redes sociais.

O Crescente Vermelho expressou a sua preocupação com a segurança das equipas de saúde que trabalham na Faixa de Gaza, devido aos "contínuos e intensos ataques aéreos israelitas 24 horas por dia", que demonstram que Israel "continuará a cometer crimes de guerra enquanto isola Gaza do mundo exterior".

A organização apelou à comunidade internacional para pressionar as autoridades israelitas no sentido de garantirem "proteção imediata" à população civil, às instalações médicas e às suas equipas de saúde no enclave.

O alerta do Crescente Vermelho surge no dia em que Israel anunciou que os militares vão ampliar as operações terrestres na Faixa de Gaza, a partir de hoje, em paralelo com o bombardeamento do enclave.

"Como continuação da atividade ofensiva que realizamos nos últimos dias, as forças terrestres vão expandir a sua atividade esta tarde", disse o porta-voz do Exército israelita, Daniel Hagari.

A empresa palestina de telecomunicações Paltel confirmou hoje o "corte completo" dos serviços de comunicações, telemóvel e internet na Faixa de Gaza, devido aos intensos bombardeamentos ao enclave.

"O corte é devido aos fortes bombardeamentos das últimas horas, que danificaram as linhas internacionais que ligam Gaza e que provocaram que fique fora de serviço", confirmou a companhia em comunicado.

A Paltel, a única operadora que presta serviço no enclave, explicou que o `apagão` absoluto das telecomunicações se deve à "agressão contínua" israelita e que se vê afetada também pelos danos sofridos nas linhas de telecomunicações pelos ataques de dias anteriores.

O grupo islamita Hamas lançou em 07 de outubro um ataque surpresa contra o sul de Israel com o lançamento de milhares de foguetes e a incursão de milicianos armados, fazendo duas centenas de reféns.

Em resposta, Israel declarou guerra ao Hamas, movimento que controla a Faixa de Gaza desde 2007 e que é classificado como terrorista pela União Europeia e Estados Unidos, bombardeando várias infraestruturas do grupo na Faixa de Gaza e impôs um cerco total ao território com corte de abastecimento de água, combustível e eletricidade.

O conflito já provocou milhares de mortos e feridos, entre militares e civis, nos dois territórios.

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RTP /

"Condenamos ataque Houthi". Televive acusa milícia iemenita de atingir militares egípcios em ataque contra Israel

O Ministério dos Negócios Estrangeiros de Israel afirma que mísseis e drones que atingiram o Egito esta sexta-feira, foram lançados pelo movimento Houthi contra Israel. 

"Israel condena os danos causados às forças de segurança do Egito pelos mísseis e pelos drones lançados pela organização terrorista Houthi com a intenção de atingir Israel", referiu um porta-voz do ministério israelita em comunicado.

Seis pessoas ficaram feridas depois de dois drones terem sido abatidos no Sinai egipcio junto à fronteira com Israel, reportou o exército israelita.

Israel e o Egito anunciaram depois o reforço das suas patrulhas no Golgo de Aqaba na parte norte do Mar Vermelho.

As milícias Houthi do Iémen são apoiadas pelo Irão e Israel já as acusou de tentar lançar ataques contra o seu território a partir do sul.
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RTP /

"Este é um momento da verdade". Guterres diz que "todos têm de assumir as suas responsabilidades"

"Todos têm de assumir as suas responsabilidades. Este é um momento de verdade. A História está a julgar-nos a todos", afirmou esta sexta-feira o secretário-geral das Nações Unidas numa publicação na rede social X.

António Guterres coemçou por repetir o seu apelo a um cessar-fogo humanitário no Médio Oriente, à libertação incondicional dos reféns [raptados pelo Hamas  a 7 de outubro] e a entrega de suprimentos urgentes à escala necessária.
António Guterres avisou ainda esta sexta-feira que o sistema humanitário em Gaza "enfrenta um colapso total com consequências inimagináveis para mais de dois milhões de civis".


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Momento-Chave
RTP /

Hamas apela mundo a "agir imediatamente" para fazer cessar os ataques de Israel em Gaza

O apelo coincide com o agravamento da intensidade dos bombardeamentos israelitas e quando o Tsahal anunciou a expansão das operações terrestres para esta noite. 

"Pedimos aos países árabes e muçulmanos e à comunidade internacional que assumam as suas responsabilidades e ajam imediatamente para pôr fim aos crimes e massacres contra o nosso povo", afirmou o movimento islâmico palestiniano em comunicado.

O Exército israelita realizou hoje intensos bombardeamentos, sem precedentes desde o início da guerra, no norte da Faixa de Gaza, particularmente na cidade de Gaza, com o grupo islamita Hamas a anunciar que as comunicações e a Internet foram cortadas na Faixa de Gaza, após o início dos ataques israelitas que começaram há poucas horas. 

O Exército israelita já admitiu a intensificação dos seus ataques "de forma muito significativa" contra o Hamas. "Continuaremos a atacar a cidade de Gaza e os seus arredores", informou o porta-voz do Exército israelita, Daniel Hagari, numa declaração televisiva. 

As forças militares do grupo islamita disseram estar a responder "aos massacres contra civis" com disparos de "salvos de foguetes contra as terras ocupadas".

"Salvos de foguetes em direção às terras ocupadas em resposta aos massacres contra civis" palestinianos, anunciaram as brigadas Ezzedine al-Qassam, o braço militar do Hamas, na rede social Telegram. De acordo com os `media` israelitas, esses foguetes foram enviados contra Telavive, contra localidades no centro de Israel e no norte da Cisjordânia, território palestiniano ocupado por Israel. 

Ao início do dia, o ministro da Defesa de Israel, Yoav Gallant, tinha dito a um grupo restrito de jornalistas estrangeiros que o seu país esperava realizar em breve uma intensa ofensiva terrestre em Gaza. 

O ministro admitiu que essa operação poderá "durar muito tempo", já que implica desmantelar uma vasta rede de túneis do Hamas, acrescentando que espera uma longa fase de combates de menor intensidade, quando Israel tiver destruído os focos de resistência.

 Os comentários de Gallant apontavam para uma nova fase da guerra potencialmente prolongada, após três semanas de bombardeamentos implacáveis. 

O Governo de Israel tem reiterado a intenção de esmagar o domínio do Hamas em Gaza e a sua capacidade de ameaçar Israel. O grupo islamita palestiniano, apoiado pelo Irão, jurou destruir Israel. com Lusa
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RTP /

Israel intensificou operações terrestres que "vão expandir-se esta noite"

O porta-voz do Tsahal, Daniel Hagari, confirmou que a operação militar terrestre contra Gaza vai "expandir-se" nas próximas horas. "Em cima dos ataques realizados nos últimos dias, as forças terrestres estão a expandir as suas operações esta noite", afirmou Hagari. 

A intensidade dos ataques agravou-se "de forma significativa" de acordo com as próprias Forças de Defesa de Israel. Os serviços de internet e de telecomunicações deixaram de funcionar no enclave, anunciou o Hamas, após duas empresas terem denunciado o problema. 
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"Libertem Gaza!". Protestos marcam o dia nas ruas da Cisjordânia e de cidades em países árabes

Milhares de pessoas manifestaram-se na Cisjordânia ocupada e em diversos países árabes em apoio aos palestinianos na Faixa de Gaza, onde Israel intensificou nas últimas horas os bombardeamentos iniciados depois dos ataques do Hamas de 7 de outubro. 

Sob o lema "Libertem Gaza", centenas de palestinianos percorreram as ruas de Ramallah, na Cisjordânia, brandindo bandeiras de Hamas entre outras de diversos movimentos palestinianos, constatou a AFP, no local.
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Lusa /

Exército israelita lança intenso bombardeamento

De acordo com o grupo islamita Hamas, as comunicações e a Internet foram cortadas na Faixa de Gaza, após o início dos ataques israelitas que começaram há poucas horas.

Os bombardeamentos por ar, mar e terra são, de acordo com o Governo do Hamas, "os mais violentos desde o início da guerra", em 07 de outubro, obrigando as forças militares do grupo islamita a uma resposta "aos massacres contra civis" com disparos de "salvas de foguetes contra as terras ocupadas".

"Salvas de foguetes em direção às terras ocupadas em resposta aos massacres contra civis" palestinianos, anunciaram as brigadas Ezzedine al-Qassam, o braço militar do Hamas, na rede social Telegram.

De acordo com os `media` israelitas, esses foguetes foram enviados contra Telavive, contra localidades no centro de Israel e no norte da Cisjordânia, território palestiniano ocupado por Israel.

Um jornalista da agência francesa France Presse relatou explosões na região de Ramallah, na Cisjordânia.

O grupo islamita do Hamas lançou em 07 de outubro um ataque surpresa contra o sul de Israel com o lançamento de milhares de foguetes e a incursão de milicianos armados, fazendo duas centenas de reféns.

Em resposta, Israel declarou guerra ao Hamas, movimento que controla a Faixa de Gaza desde 2007 e que é classificado como terrorista pela União Europeia e Estados Unidos, bombardeando várias infraestruturas do grupo na Faixa de Gaza e impôs um cerco total ao território com corte de abastecimento de água, combustível e eletricidade.

O terminal de Rafah, no sul de Gaza e a única passagem para o Egito, vai permitir que a ajuda humanitária chegue ao território palestiniano.

O conflito já provocou milhares de mortos e feridos, entre militares e civis, nos dois territórios.

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RTP /

OMS estima em 80 milhões de dólares a ajuda urgente necessária para socorrer Gaza

A Organização Mundial de Saúde afirmou que necessita urgentemente de 80 milhões de dólares para responder às necessidades humanitárias na Faixa de Gaza e para iniciar planeamento de contingência para o Egito, o Líbano, a Síria e a Jordânia, até final de 2023.
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Agilizar entrada do auxílio
RTP /

António Guterres defende mudanças na monitorização da ajuda que entra em Gaza

O secretário-geral das Nações Unidas deixou um apelo para o ajustamento das operações de monitorização do auxílio humanitário que passa através da passagem de Rafah na fronteira com o Egito pata Gaza.

 António Guterres predente dessa forma que mais camiões possam entrar no enclave sem demora. 

"O sistema humanitário em Gaza enfrenta um colapso total de consequências inimagináveis para mais de dois milhões de civis", referiu o secretário-geral da ONU em comunicado.
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RTP /

Faixa de Gaza ficou sem internet

A conexão à internet está em baixo na Faixa de Gaza, avançou há momentos o observatório Netblocks. "Os dados de rede em tempo real mostram um colapso na conectividade na Faixa de Gaza (...) entre relatos de fortes bombardeamentos", referiu esta entidade.

A companhia palestiniana de telecomunicações Jawwal referiu numa mensagem na sua página de Facebook que os serviços de telemóvel e de internet em Gaza foram cortados devido ao bombardeamento israelita.
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Lusa /

Michel espera que conferência para paz se realize "nos próximos meses"

"Usámos a expressão `em breve` no texto [das conclusões da cimeira] porque significa que há um sentido de urgência, mas não queremos ser precisos porque queremos dialogar com os parceiros sobre qual será o momento mais apropriado. Se me perguntarem como interpreto `em breve`, eu diria que espero que seja nas próximas semanas ou meses", disse Charles Michel, num encontro com jornalistas europeus, incluindo a Lusa, em Bruxelas, depois da reunião do Conselho Europeu.

O presidente do Conselho salientou o papel do primeiro-ministro espanhol, Pedro Sánchez, em trazer para a discussão entre os líderes esta hipótese, mas advogou que a União Europeia (UE) não podia avançar com a sua organização sem conversar previamente com outros atores que possam mediar a questão de fundo.

"Seria um erro, nós, a UE, anunciarmos unilateralmente que edificámos a conferência de uma determinada forma. Precisamos de conversar com os nossos parceiros. Há uma semana, no Egito, começámos a falar com os parceiros sobre qual pode ser o objetivo desta conferência, até em encontros informais", explicou.

Charles Michel advogou que também seria "um erro" pensar apenas em resolver o problema mais urgente: fazer chegar a ajuda humanitária à população palestiniana na Faixa de Gaza.

"Seria um erro olhar apenas para a questão humanitária -- claro que é urgente, é importante - e não nos debruçarmos sobre a questão de fundo, que é a solução dos dois Estados e o processo de paz", completou, justificando, para isso a necessidade de reunir o maior número de intervenientes com capacidade de atuar na região antes de organizar o encontro.

Os líderes da UE acordaram na noite de quinta-feira com um apelo a "pausas para fins humanitários" para possibilitar a entrada de ajuda humanitária na Faixa de Gaza, após divergências sobre a terminologia.

"O Conselho Europeu manifesta a sua profunda preocupação com a deterioração da situação humanitária em Gaza e apela a um acesso humanitário contínuo, rápido, seguro e sem entraves, e a que a ajuda chegue aos necessitados através de todas as medidas necessárias, incluindo corredores humanitários e pausas para fins humanitários", referem as conclusões da cimeira europeia.

Esta formulação de "pausas para fins humanitários", acordada entre os 27 após cerca de seis horas de discussões no Conselho Europeu, surgiu depois de a versão anterior do projeto de conclusões conter a expressão "pausa humanitária", sem nunca ter estado previsto um apelo a "cessar-fogo".

O apelo para pausa humanitária em Gaza mereceu consenso entre os líderes dos Estados-membros, mas Portugal, por exemplo, já tinha admitido que preferia uma posição da UE a defender um cessar-fogo humanitário, não aceite por países como a Alemanha, revelaram fontes europeias.

Aliás, por exigência da Alemanha, acrescentou-se "fins humanitários", adiantaram as mesmas fontes.

Questionado sobre a discussão de quinta-feira, Charles Michel referiu que "não houve qualquer batalha semântica" e que o que houve foi "uma discussão estratégica sobre esta matéria".

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RTP /

Mundo atingiu "momento perigoso", alertam EUA

A embaixadora dos EUA nas Nações Unidas, Linda Thomas-Greenfield, disse esta sexta-feira que o mundo atingiu um "momento perigoso" devido ao conflito entre Israel e Hamas.

"Os Estados Unidos deixaram claro, tanto em conversas públicas como privadas, que enquanto Israel exerce o direito de defender o seu povo contra um grupo terrorista, deve fazê-lo em conformidade com as leis da guerra", acrescentou.
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Momento-Chave
RTP /

Catar está a mediar cessar-fogo, avança Al Jazeera

A estação avançou que o Catar está a mediar um cessar-fogo e troca de reféns entre Israel e Hamas. Segundo fontes desta publicação, as negociações estão já numa fase avançada.

Esta sexta-feira, a embaixadora do Catar para as Nações Unidas declarou que "os ataques israelitas contra civis inocentes tornaram-se catastróficos e podem entrar em espiral de uma maneira que ameaçará a região e o mundo".

"Renovamos os nossos apelos para um cessar-fogo total e para a libertação de todos os prisioneiros, especialmente civis. Reafirmamos a nossa condenação de todas as formas de ataque a civis, em particular mulheres e criançar", declarou Sheikha Alya Ahmed Saif Al Thani.

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RTP /

Exército israelita acusa Hamas de "travar guerra em hospitais"

O exército israelita acusou esta sexta-feira o movimento islâmico palestiniano Hamas de "travar a guerra a partir de hospitais" na Faixa de Gaza e de usar a população como "escudo humano".

"Há combustível nos hospitais e o Hamas utiliza-o para a sua infra-estrutura terrorista", acusou ainda o porta-voz do exército, Daniel Hagari.

"Os terroristas circulam livremente no hospital al-Shifa" na Cidade de Gaza, o maior do território palestiniano, e noutros hospitais, acrescentou, repetindo a acusação israelita de que o Hamas estava a usar a população de Gaza como um "escudo humano".

Segundo o mesmo porta-voz, o movimento islâmico utiliza os hospitais "como centros de comando e esconderijos", com acesso à sua rede de túneis subterrâneos.
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RTP /

Macron pede uma "trégua humanitária" na guerra com Hamas

Emmanuel Macron apelou esta sexta-feira a uma "trégua humanitária" na guerra entre Israel e o Hamas para ser "organizada a proteção" das populações civis na Faixa de Gaza.

"Reconhecemos plenamente o direito e o desejo legítimo de lutar contra o terrorismo. Estamos prontos a prestar a nossa assistência. Mas consideramos que o bloqueio total, os bombardeamentos indiscriminados e ainda mais a perspetiva de uma operação terrestre massiva não tem a natureza adequada para a proteção das populações civis (…)", declarou o chefe de Estado francês durante uma conferência de imprensa, na sequência da cimeira europeia realizada na quinta-feira, em Bruxelas.

Macron referiu que "uma trégua humanitária é útil hoje para poder proteger aqueles que estão no terreno, que sofreram com os bombardeamentos".

Emmanuel Macron insistiu na necessidade de "uma trégua humanitária para proteger as populações", negociar a libertação dos reféns e "resolver o problema dos hospitais, que é muito complicado". Segundo o presidente francês, a resposta israelita deve "orientar melhor a ação útil contra os terroristas".

"É essencial que a distinção seja feita desde o início, muito claramente, em relação às populações civis. Caso contrário, há um risco de alastramento, de confusão dos espíritos. E paradoxalmente, penso que também é muito contraproducente para a segurança de Israel", sublinhou.

Emmanuel Macron explicou que iria propor aos "parceiros" de França "uma reunião para estruturar esta iniciativa".

A França também quer retirar os seus cidadãos da Faixa de Gaza, sitiada e bombardeada por Israel, "o mais rapidamente possível", anunciou ainda.

Segundo Paris, cerca de cinquenta franceses estão atualmente em Gaza, mas contando com as famílias e funcionários do instituto francês no local, isto eleva para 170 o número de pessoas que a França quer garantir proteção.

"Queremos retirá-los o mais rapidamente possível. Isto é o que estamos a organizar tanto com as autoridades palestinianas como com o Egito. E é isso que vários outros países europeus desejam fazer em coordenação connosco", acrescentou Macron.


C/ Lusa
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RTP /

Portugal defende proposta de conferência para paz no Médio Oriente

Numa conferência de imprensa, após a Cimeira da União Europeia em Bruxelas, António Costa afirmou que as perspetivas sociais e económicas no UE e Zona Euro são "fortissimamente condicionadas por uma realidade nova, resultante do ataque terrorista do Hamas a Israel e a situação de tensão e conflito no Médio Oriente”.

“Os 27 Estados-membros tem perspetivas diferentes sobre este conflito, mas foi possível obter a unanimidade necessária para que nas conclusões nos pudéssemos entender sobre o que é essencial”, esclareceu o chefe de Governo.

“Por um lado, a condenação inequívoca dos ataques bárbaros e desumanos do Hamas a Israel. Em segundo lugar, o direito de Israel se defender – seja no seu território, seja agindo para destruir militarmente a capacidade de ação do Hamas. Em terceiro lugar, a urgência da libertação incondicional de todos os reféns”, começou por enumerar. E acrescentou: “a necessidade do exercício do direito de defesa ser feito no quadro do respeito do Direito Internacional e do Direito Comunitário e, neste contexto, deverem existir as pausas necessárias para assegurar que o apoio humanitário à população civil de Gaza pode prosseguir”.

António Costa quis reforçar ainda que é “muito importante” distinguir “o que é um grupo terrorista do que é o conjunto da população de Gaza”, assim como a “ação militar que tem de ser focada e direcionada para atingir esse grupo terrorista e que tem de evitar a todo o custo danos colaterais”.

O primeiro-ministro defendeu ainda a proposta apresentada pelo homólogo espanhol para organizar uma conferência para a paz no Médio Oriente e considerou não ser necessário haver unanimidade de posições sobre esta questão entre os 27.

“Achamos bem e, por isso, consta das conclusões da proposta do primeiro-ministro [Pedro] Sánchez no sentido de se promover a realização de uma conferência de paz no horizonte de seis meses”, disse António Costa.

Os 27 acordaram na quinta-feira uma posição conjunta de apelar a "pausas humanitárias" para fazer chegar a ajuda humanitária à população palestiniana. Contudo, alguns Estados-membros queriam ir mais longe, por exemplo, pedindo um cessar-fogo entre o exército israelita e o movimento islamita Hamas.

"Todos nós partimos de posições histórias bastantes distintas relativamente a Israel. Isso condiciona muito a forma como diferentes países se posicionam neste contexto. Havia países que, não só defendiam o cessar-fogo, como entendem que o cerco [a Gaza], o corte de energia elétrica, do abastecimento de água, é uma violação do direito internacional. Outros entendem que o direito de Israel à sua defesa não deve ser condicionado com nenhum 'mas'", sustentou António Costa.

Apesar das divergências, o primeiro-ministro advogou que "uma Europa a 27 é uma Europa plural", por isso, releva "o esforço de todos" para que haja uma posição comum do bloco comunitário.
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Momento-Chave
RTP /

Palestinianos de Gaza que trabalham em Israel impedidos de regressar a casa

Reportagem dos enviados especiais da RTP a Israel, José Manuel Rosendo e Marques de Almeida.
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Lusa /

Primeira equipa de médicos estrangeiros entra na Faixa de Gaza

O porta-voz do lado palestiniano da passagem, Wael Abu Omar, declarou em comunicado que uma "delegação médica composta por dez médicos estrangeiros" entrou na Faixa de Gaza e que os camiões transportavam água, alimentos e medicamentos.

Com esta nova ajuda humanitária, 84 camiões, em seis lotes diferentes, entraram no enclave palestiniano através do Egito desde que Israel autorizou as operações, no sábado.

Fontes do lado egípcio de Rafah disseram à agência espanhola EFE que os médicos pertencem à Cruz Vermelha, a organização que tem gerido a entrada de ajuda através da passagem, mas não especificaram a nacionalidade.

Também confirmaram que o novo carregamento de ajuda humanitária não inclui combustível, que é necessário para hospitais, estações de dessalinização e outros serviços essenciais.

A coordenadora humanitária da ONU para os Territórios Palestinianos, Lynn Hastings, disse hoje em Jerusalém que os geradores de emergência que alimentam serviços essenciais estavam "a ser desligados um a um devido à falta de combustível".

Hastings referiu que uma quantidade limitada de combustível estava a entrar em Gaza através de uma estação de bombagem "paga pelo Qatar" e levada "para Rafah com o conhecimento de Israel".

A Agência das Nações Unidas de Assistência aos Refugiados no Médio Oriente conseguiu ter acesso a 200 mil litros de combustível na quinta-feira, quando precisa de cerca de 130 mil litros por dia, acrescentou.

Conhecida pela sigla inglesa UNRWA, a agência da ONU é uma das principais organizações humanitárias a operar em Gaza.

A guerra entre Israel e o Hamas foi desencadeada por ataques sem precedentes, pela violência e dimensão, que o grupo islamita palestiniano realizou em solo israelita em 07 de outubro.

Israel disse que o Hamas matou mais de 1.400 pessoas, na maioria civis, e raptou mais de duas centenas de israelitas e estrangeiros, que mantém como reféns na Faixa de Gaza.

Na sequência do ataque, Israel cortou o fornecimento de energia, água e combustível aos mais de dois milhões de residentes na Faixa de Gaza, controlada pelo Hamas desde 2007.

O exército israelita tem bombardeado o pequeno território de 365 quilómetros quadrados desde então, com um balanço de mais de sete mil mortos, segundo o Hamas.

Israel, Estados Unidos e União Europeia consideram o Hamas como uma organização terrorista.

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Momento-Chave
RTP /

RTP no Médio Oriente. "É notório o intensificar dos bombardeamentos"

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RTP /

Israel volta a realizar incursão terrestre na Faixa de Gaza

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Rachel Mestre Mesquita - RTP /

ONU insiste. "Muitas mais pessoas morrerão em breve" devido ao cerco à Faixa de Gaza

"Não podemos continuar a fechar os olhos a esta tragédia humana" afirmou Philippe Lazzarini, diretor da UNRWA, numa conferência de imprensa, a 27 de outubro Mohammed Salem - Reuters

"Neste preciso momento, as pessoas em Gaza estão a morrer, não apenas devido às bombas e aos ataques, mas muitas mais morrerão em breve devido ao cerco imposto" ao território palestiniano desde 9 de outubro, afirmou Philippe Lazzarini. "Os serviços básicos estão a entrar em colapso, as reservas de medicamentos, alimentos e água estão a esgotar-se e os esgotos começam a transbordar para as ruas de Gaza", descreveu.

Apesar dos comboios humanitários que começaram a entrar na região da Faixa de Gaza desde 21 de outubro, a ajuda está longe de ser suficiente para satisfazer as necessidades da população que está a ser "estrangulada" e sente-se "evitada, alienada e abandonada", explicou o diretor da agência da ONU para os refugiados palestinianos.
"Sistema em vigor está condenado ao fracasso"
“Muitos de nós viram nesses camiões [de ajuda humanitária] um vislumbre de esperança”
, mas está a “tornar-se uma distração" porque "não são mais do que migalhas que não farão a diferença para dois milhões de pessoas”, disse o chefe da agência humanitária."O que preciamos é de uma ajuda significativa e contínua, e precisamos de um cessar-fogo humanitário para que essa ajuda possa chegar a quem precisa", exigiu Philippe Lazzarini.

O dirigente apelou a uma resposta internacional e advertiu que o seu adiamento só estaria a contribuir para “aprofundar a polarização na região e a aumentar o risco de repercussões regionais".

O Ministério da Saúde de Gaza, gerido pelo Hamas, anunciou na quinta-feira a morte de mais de sete mil palestinianos, incluindo cerca de 2.900 crianças, desde o início dos ataques israelitas contra Gaza, na sequência do ataque surpresa do Hamas em solo israelita, a 7 de outubro.
Nas últimas semanas a UNRWA, a Agência das Nações Unidas para os Refugiados Palestiniano, e as restantes agências da ONU no terreno perderam mais de 50 dos seus funcionários, relembrou também durante a conferência de imprensa.

c/ agências
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RTP /

Israel terá instalações especiais para tratar reféns libertados pelo Hamas

Quatro hospitais israelitas foram instruídos, esta sexta-feira pelo Ministério da Saúde de Israel, a preparar instalações especiais para tratar reféns libertados pelo Hamas, incluindo um espaço específico para crianças. Medida que está de acordo com as diretrizes recentemente publicadas pelo Governo relativas ao tratamento e receção de reféns libertados em hospitais israelitas.
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RTP /

Número de mortos em Gaza sobe para 7.326

O Ministério palestiniano da Saúde, controlado pelo Hamas, anunciou que o número de mortos em Gaza, por ataques israelitas, subiu para 7.326. Entre as vítimas mortais, registam-se 3.038 crianças palestinianas.
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Momento-Chave
RTP /

Ataque em Telavive faz três feridos

As sirenes voltaram também a soar em Telavive. Pouco depois, a cidade israelita foi alvo de ataque com rockets. O alvo foi um prédio residencial, tendo resultado pelo menos três feridos.
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RTP /

Sirenes voltam a soar no sul de Israel

As sirenes de aviso de risco de ataque de rockets foram ativadas em Ashdod, cidade no sul de Israel, avança o Haaretz.
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Momento-Chave
Voo humanitário europeu
RTP /

A caminho do Egito, com Gaza como destino final, seguem 51 toneladas de medicamentos, artigos médicos e material educativo

O novo voo humanitário da União Europeia partiu esta sexta-feira de Copenhaga. O material a bordo vai ser distribuído em nome da Unicef.

Haverá seis voos futuros da operação de ponte aérea humanitária da União Europeia que transporta suprimentos essenciais, fornecidos por vários parceiros. O objetivo é que cheguem rapidamente ao terreno, como apurou a correspondente da Antena 1 em Bruxelas, Andrea Neves.

A União financia o custo total de todos os voos e apoia a coordenação das operações no âmbito da Capacidade Europeia de Resposta Humanitária.

Os próximos voos estão programados para as próximas duas semanas. Além da Unicef, entre os parceiros que fornecem a carga humanitária estão a Organização Mundial da Saúde, o Programa Alimentar Mundial, a Organização Internacional para as Migrações, o Fundo das Nações Unidas para a População e o Comité Internacional da Cruz Vermelha.
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Novas sanções para Hamas e Irão
RTP /

Administração norte-americana aprova medidas destinadas a garrotear o movimento radical palestiniano e a Guarda Revolucionária

As sanções agora implementadas pelos Estados Unidos visam mais ativos de um portefólio de investimentos do Hamas e indivíduos que, segundo Washington, têm ajudado a cúpula do movimento palestiniano a iludir este tipo de medidas, através de entidades empresariais.

Foram também visados membros da Guarda Revolucionária da República Islâmica do Irão e uma entidade, sediada em Gaza, que alegadamente se dedica a fazer fluir fundos iranianos para o Hamas e a Jihad Islâmica Palestiniana.
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Momento-Chave
Kremlin defende-se
RTP /

Receção de delegação do Hamas em Moscovo enquadrada em contactos multilaterais

O porta-voz do Kremlin, Dmitry Peskov, alega que a Rússia considera necessário preservar vias de diálogo com todas as partes no conflito israelo-palestiniano. Daí o acolhimento de uma delegação do Hamas em Moscovo, noticiado na quinta-feira.

Ainda segundo Peskov, os representantes do movimento radical palestiniano avistaram-se com elementos do Ministério russo dos Negócios Estrangeiros, mas não tiveram qualquer contacto com o gabinete de Vladimir Putin.

O Governo israelita instou na quinta-feira Moscovo a expulsar a delegação do Hamas, classificando o convite russo como "deplorável".
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Inês Moreira Santos - RTP /

Ataques dos EUA na Síria aumentam receios de escalada no Médio Oriente

Lloyd Austin, secretário de Defesa dos Estados Unidos Johanna Geron - Reuters

Em comunicado emitido esta sexta-feira, o secretário de Defesa dos EUA confirmou que as forças norte-americanas foram responsáveis pelos bombardeamentos a dois locais, no leste da Síria, associados ao Corpo da Guarda Revolucionária do Irão (IRGC, na sigla em inglês) e a “grupos afiliados” na região. Segundo Lloyd Austin, estes ataques aéreos acontecem depois de o Pentágono ter confirmado que mais de duas dezenas de soldados norte-americanos já foram feridos em vários ataques de milícias pró-iranianas no Iraque e na Síria, desde 17 de outubro.

“Estes ataques de autodefesa e de precisão são uma resposta a uma série de ataques contínuos, na sua maioria falhados, contra militares norte-americanos no Iraque e na Síria por milícias apoiadas pelo Irão”, esclareceu Austin, que recordou ainda que um empreiteiro civil dos EUA morreu de ataque cardíaco enquanto se abrigava dos ataques pró-iranianos, nos últimos dias.

Ainda de acordo com a mesma nota, os bombardeamentos aéreos dos EUA atingiram um depósito de armas e outro de munições usado pelo IRGC e pelas milícias afiliadas, mas Washington garante não estar à procura de conflito e que não tem "intenção ou desejo de se envolver em mais hostilidades".

No entanto, o secretário da Defesa advertiu que “se os ataques de representantes iranianos contra as forças norte-americanas continuarem”, os EUA não hesitarão “em tomar as medidas necessárias para proteger” os próprios militares.

Apesar de estes ataques acontecerem numa altura em que a comunidade internacional receia uma escalada das tensões em todo o Médio Oriente, Austin esclareceu que estes ataques não estão relacionados com a resposta dos EUA, aliados assumidos de Israel, ao conflito entre forças israelitas e o Hamas, e apelou a todos os países para que evitem tomar medidas que possam contribuir para que a guerra se estenda a outras regiões.
Tensões entre EUA e Irão

A confirmação por parte Lloyd Austin, surge depois de Joe Biden ter advertido o líder supremo do Irão, o aiatolá Ali Khamenei, contra quaisquer ataques iranianos às forças norte-americanas

Na quinta-feira, perante as Nações Unidas, o ministro dos Negócios Estrangeiros iraniano, Hossein Amir-Abdollahian, declarou que o Irão não queria que o conflito no Médio Oriente se disseminasse na região.

“Mas aviso que se o genocídio em Gaza continuar, eles não serão poupados", acrescentou, dirigindo-se aos Estados Unidos.

O presidente dos EUA já assegurou que estão disponíveis dois porta-aviões para enviar para o Mediterrâneo Oriental e que Washington enviou novas unidades antimísseis com centenas de soldados para proteger bases e aliados dos EUA na região.O Irão prepara-se para levar a cabo, nos próximos dias, manobras militares em larga escala na província central de Isfahan, segundo a agência Tasnim, conotada com a Guarda Revolucionária. Os exercício vão envolver blindados, artilharia, mísseis, helicópteros e drones.

Na semana passasa, um navio de guerra norte-americano intercetou mísseis disparados por rebeldes Houthi apoiados pelo Irão no Iémen, que se suspeita que eram dirigidos contra Israel. Além disso, os recentes ataques aos soldados dos EUA foram reivindicados por grupos controlados diretamente por Teerão ou que partilham a ideologia de outros grupos que lutam contra Israel.

Recorde-se ainda que Israel acusou o Irão de ter apoiado a operação do Hamas com treino militar, armamento e informações de inteligência. Por sua vez Teerão nega as acusações, mas apoia o Hamas e tem alertado para o risco de uma escalada se Israel não parar com os ataques contra Gaza.

O conflito alastrou-se já ao norte de Israel, com trocas de tiros entre as forças israelitas e a milícia libanesa Hezbollah, ligada ao Irão. E os Estados Unidos posicionaram meios navais na região como meio de dissuasão.

c/ agências
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Momento-Chave
UNRWA não deve durar "mais do que alguns dias"
RTP /

Chefe da Agência das Nações Unidas para os Refugiados Palestinianos assinala que morreram já pelo menos 57 trabalhadores desta estrutura

O comissário-geral da UNRWA, Philippe Lazzarini, adverte para a iminente rutura da agência a que preside, face aos contínuos bombardeamentos israelitas sobre Gaza e ao escasso fluxo de ajuda humanitária para o território.

"Gaza está a ser estrangulada" e a população "sente-se alienada e abandonada", vincou esta sexta-feira Lazzarini, em conferência de imprensa, acrescentando que, apesar de intensas negociações para reforçar a entrega de material humanitário, apenas chegou "um punhado" de camiões.

"Muitos de nós viram estes camiões como uma centelha de esperança", admitiu o responsável, para dizer, em seguida, que as colunas de ajuda foram "uma distração, nada mais do que migalhas".

Philippe Lazzarini referiu também os "pais e mães" que trabalhavam na UNRWA e morreram nos últimos dias no território bombardeado por Israel: "Os meus colegas são o rosto da humanidade durante o que eu descreveria como uma das horas mais negras. As pessoas estão a apontar o seu desespero à UNRWA".

O comissário-geral considerou ainda credíveis os balanços de vítimas avançados nos últimos dias pelo Hamas: desde 7 de outubro, terão já morrido mais de sete mil pessoas na Faixa de Gaza.
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Lusa /

Quatro palestinianos mortos em operação do exército na Cisjordânia

O diretor do Hospital do Governo de Jenin, Wisam Bakr, disse que as vítimas tinham ferimentos de bala em várias partes do corpo.

Pelo menos um dos mortos era membro das Brigadas dos Mártires de Al Aqsa, o braço armado do movimento Fatah, disseram fontes locais, citadas pela agência espanhola Europa Press.

Os confrontos provaram também 12 feridos do lado palestiniano, um dos quais estava em estado grave, segundo a agência palestiniana Wafa.

Testemunhas disseram à agência noticiosa que as forças israelitas invadiram a cidade a partir de várias frentes, com mais de 40 veículos militares, colocando francoatiradores nos edifícios, o que provocou violentos confrontos.

As mesmas fontes alegaram que as forças armadas israelitas tinham destruído ruas e infraestruturas, incluindo a principal fonte de abastecimento de água no campo de refugiados de Jenin.

As Brigadas al-Qassam em Jenin, o braço armado do movimento islamita Hamas, afirmaram que estavam envolvidas em confrontos armados com soldados israelitas que tinham entrado na cidade.

Mais de uma centena de pessoas foram mortas e 1.900 feridas em operações israelitas ou em ataques de colonos na Cisjordânia desde o início da guerra entre Israel e o Hamas.

A guerra foi desencadeada pelo ataque sem precedentes do Hamas em Israel em 07 de outubro, que provocou mais de 1.400 mortos, segundo as autoridades israelitas.

O Hamas também raptou duas centenas de israelitas e estrangeiros que mantém como reféns na Faixa de Gaza, território que controla desde 2007.

Na sequência do ataque do Hamas, Israel cortou o fornecimento de energia, água e combustível aos mais de dois milhões de residentes na Faixa de Gaza.

O exército israelita tem bombardeado constantemente o pequeno território de 365 quilómetros quadrados, com um balanço de mais de sete mil mortos, segundo o Hamas.

Durante a noite de hoje, os bombardeamentos israelitas mataram mais de duas dezenas de palestinianos na Faixa de Gaza, de acordo com o Hamas.

As autoridades de Gaza publicaram hoje uma lista com os nomes e dados pessoais de mais de 6.700 palestinianos mortos nos bombardeamentos.

O documento, publicado no `site` do Ministério da Saúde de Gaza, identifica 6.747 vítimas mortais.

"Este relatório enumera o número de mártires causados pela brutal agressão israelita contra a Faixa de Gaza", lê-se no documento.

O relatório não inclui pessoas que estarão ainda sob os escombros dos edifícios, "as que foram enterradas diretamente sem serem transferidas para os hospitais" e os casos em que os hospitais não terminaram os procedimentos de registo.

"Por conseguinte, o número de mártires é centenas de vezes superior ao número indicado neste relatório", disse o ministério controlado pelo Hamas.

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Delegação do Hamas em Moscovo
RTP /

Representante do movimento radical palestiniano afirma aos media russos que não haverá mais reféns libertados sem um cessar-fogo

O aviso é deixado por Abu Hamid, citado pelo jornal russo Kommersant. O representante do Hamas sustenta que o movimento precisa também de tempo para localizar todos os reféns levados de Israel a 7 de outubro.

"Eles apreenderam dezenas de pessoas, a maioria civis, e precisamos de tempo para os encontrar na Faixa de Gaza e então libertá-los", afirmou o membro da delegação do Hamas recebida esta semana na capital russa.
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Momento-Chave
Nova incursão terrestre
RTP /

As topas israelitas voltaram a entrar em Gaza

Segundo as Forças de Defesa de Israel, foram atingidos múltiplos alvos do movimento radical palestiniano. A operação terrestre, de alcance ainda limitado, foi apoiada pela aviação militar.


"Aviões e artilharia das Forças de Defesa de Israel atacaram alvos terroristas pertencentes à organização terrorista Hamas na área de Shuja’iyya", adianta o Tsahal.
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Lusa /

Irão vai realizar manobras militares em grande escala nos próximos dias

Os exercícios militares, de dois dias, vão realizar-se na província central de Isfahan, informou a agência noticiosa Tasnim, ligada à Guarda Revolucionária iraniana.

Serão utilizados veículos blindados, artilharia, mísseis, helicópteros e `drones` (aeronaves sem tripulação), disse a mesma fonte, segundo a agência espanhola EFE.

O exército informou que 200 helicópteros participarão numa das manobras, mas sem dar mais pormenores.

As manobras terão lugar no meio de tensões acrescidas na região devido à guerra entre Israel e o Hamas, que começou quando o grupo islamita atacou o Estado judaico em 07 de outubro.

Israel disse que a operação causou 1.400 mortos e que o Hamas raptou mais de duas centenas de israelitas e estrangeiros, que mantém como reféns na Faixa de Gaza.

O Hamas controla a Faixa de Gaza desde 2007.

Israel declarou guerra ao Hamas e cortou o fornecimento de energia, água e combustível aos mais de dois milhões de residentes no território palestiniano.

O exército israelita tem bombardeado constantemente o pequeno território de 365 quilómetros quadrados, com um balanço de mais de sete mil mortos, segundo o Hamas.

A União Europeia (UE) apelou na quinta-feira para pausas humanitárias que permitam fazer chegar ajuda à população palestiniana.

Israel acusou o Irão de ter apoiado a operação do Hamas com treino militar, armamento e informações de inteligência.

Teerão, que nega as acusações, apoia o Hamas e tem alertado para o risco de uma escalada se Israel não parar com os ataques contra Gaza.

O conflito alastrou-se já ao norte de Israel, com trocas de tiros entre as forças israelitas e a milícia libanesa Hezbollah, ligada ao Irão.

Os Estados Unidos posicionaram meios navais na região como meio de dissuasão.

Israel, Estados Unidos e UE consideram o Hamas como uma organização terrorista.

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Momento-Chave
Ataques na Síria
RTP /

Washington nega ter coordenado ações militares com Telavive

O Pentágono afiança que os ataques das últimas horas contra alvos alegadamente conotados com o Irão, no leste da Síria, não foram objeto de concertação prévia com as autoridades israelitas. Sustenta também que não estão diretamente relacionados com o conflito entre Israel e o Hamas. "Separados e distintos", resumiu o secretário norte-americano da Defesa.

Ao mesmo tempo, Lloyd Austin deixou uma mensagem a Teerão: "O que queremos é que o Irão adote ações muito específicas, que instrua as suas milícias e afiliados a desmobilizarem".
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Momento-Chave
Ponto de situação
RTP /

Estados Unidos atingem alvos no leste da Síria

  • O Pentágono confirma que a máquina militar norte-americana atingiu, nas últimas horas, pelo menos dois alvos no leste da Síria. Seriam, segundo Washington, complexos utilizados pelo Irão e grupos conotados com o regime dos ayatollahs. O secretário norte-americano da Defesa, Lloyd Austin, alega que esta ação foi desencadeado em resposta a recentes ataques com recurso a drones contra bases dos Estados Unidos no Iraque e na Síria;

  • Martin Griffiths, responsável pelas operações humanitárias das Nações Unidas, avisa que a assistência a Gaza está a realizar-se a conta-gotas, ao cabo de dias de sucessivos alertas para o iminente esgotamento do combustível no território administrado pelo Hamas. As agências da ONU vieram entretanto anunciar uma redução significativa das suas operações locais, por esta razão;

  • Os líderes europeus chegaram a um consenso e pedem a abertura de um corredor humanitário e uma trégua nos bombardeamentos israelitas sobre Gaza. Após quase seis horas de discussões no Conselho Europeu, os chefes de Estado e de Governo dos 27 gizaram um texto comum: manifestam profunda preocupação com o agravamento da situação humanitária em Gaza e apelam a um acesso humanitário contínuo, rápido, seguro e sem entraves ao território;

  • A presidente da Comissão Europeia, Ursula von der Leyen, veio defender que não há contradição entre o direito de Israel a defender-se e a necessidade da ajuda humanitária aos civis palestinianos;

  • Pelo menos três palestinianos morreram e outros 12 sofreram ferimentos durante uma operação do exército israelita em Jenin, na Cisjordânia ocupada, adianta a agência palestiniana Wafa. O diretor do hospital de Jenin, Wisam Bakr, identificou uma das duas vítimas levadas para aquela unidade como Ayser Muhamad al Amer, de 24 anos, alegado membro do braço armado da Fatah, as Brigadas dos Mártires de Al Aqsa;

  • O movimento radical palestiniano que controla a Faixa de Gaza afirma que pelo menos 50 reféns levados de Israel na ofensiva de 7 de outubro morreram nos bombardeamentos da contaofensiva do Estado hebraico. O Tsahal estima em mais de 220 o número de reféns do Hamas.
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Momento-Chave
Lusa /

Exército israelita faz nova operação terrestre na Faixa de Gaza

A operação decorreu no setor central da Faixa de Gaza e visou alvos do grupo islamita palestiniano Hamas, segundo o comunicado citado pela agência francesa AFP.

Os soldados abandonaram em seguida o território palestiniano sem sofrer ferimentos, afirmou o exército.

Paralelamente à operação terrestre, foram bombardeados alvos "pertencentes à organização terrorista Hamas" no centro do território "e em toda a Faixa de Gaza".

O exército israelita disse ainda que destruiu lançadores de foguetes e centros de comando do Hamas.

Acrescentou ter neutralizado elementos do Hamas, mas sem outros pormenores.

Na quarta-feira à noite, o exército anunciou que tinha efetuado um ataque com tanques no norte da Faixa de Gaza.

Desde os atentados do Hamas contra Israel, em 07 de outubro, o exército israelita tem bombardeado o território palestiniano, onde efetua regularmente incursões, na expectativa de uma provável ofensiva terrestre, repetidamente prometida pelos responsáveis políticos e militares.

A guerra foi desencadeada por ataques do Hamas em solo israelita, sem precedentes em termos de escala e violência, que mataram mais de 1.400 pessoas, a maioria civis, segundo Israel.

Cerca de 220 pessoas estão a ser mantidas como reféns depois de terem sido levadas à força para a Faixa de Gaza, onde o Hamas está no poder desde 2007.

O Hamas anunciou que os bombardeamentos de retaliação mataram mais de sete mil pessoas, a grande maioria civis, incluindo mais de 2.900 crianças.

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Lusa /

Médicos Sem Fronteiras pedem fim de "banho de sangue" em Gaza

"Temos de parar este banho de sangue, temos de parar os bombardeamentos indiscriminados que Israel está a levar a cabo contra a população civil. Hoje estamos a denunciar que não há um lugar seguro em Gaza, a população não tem para onde ir", disse David Cantero em entrevista.

"A Faixa de Gaza está sob bloqueio há 16 anos e devemos lembrar que a grande maioria da população, entre 70 a 80%, já vivia abaixo do limiar da pobreza antes do início desta guerra, pelo que dependia exclusivamente da ajuda humanitária internacional", acrescentou o coordenador dos MSF nos territórios palestinianos.

Neste sentido, o responsável criticou o "castigo coletivo" que Israel impôs aos palestinianos dentro da faixa, que descreveu como "uma jaula humana".

"É por isso que apelamos a todas as partes em conflito para que parem com este massacre, para que parem com este banho de sangue e para que parem de matar civis inocentes, incluindo mulheres e crianças", insistiu.

A situação dos hospitais no enclave é "completamente catastrófica" e "está à beira do colapso", disse, referindo que poucos hospitais ainda estão a funcionar, como é o caso de Al Awda ou Al Shifa, o maior de Gaza.

"Tivemos testemunhos dos nossos trabalhadores que tiveram de efetuar amputações em crianças nos corredores, no chão e com sedação parcial, com tudo o que isso significa", relatou.

"Sabemos que também estão a racionar a eletricidade e tiveram de desligar algumas incubadoras (...), há poucos dias havia 120 recém-nascidos em incubadoras", disse.

Cantero classificou, por outro lado, o volume de ajuda humanitária que entra na Faixa de Gaza como "ridículo e irrisório", pedindo a entrada "maciça" e "fluida" para ajudar os mais de dois milhões de habitantes do enclave, metade dos quais crianças.

Apelou ainda ao abastecimento de combustível, para que centrais de produção de água potável e hospitais continuem a funcionar.

"Se não chegar combustível, os hospitais vão ser obrigados a desligar as máquinas. Estamos a falar de incubadoras, estamos a falar de bebés, estamos a falar de unidades de cuidados intensivos, estamos a falar de pessoas que estão nos ventiladores", notou.

O coordenador revelou ainda a tarefa "extremamente difícil" de trabalhar em Gaza, uma vez que os funcionários de organizações não-governamentais "estão literalmente a arriscar as suas vidas" pois "não há nenhum lugar seguro em Gaza".

No que diz respeito à Cisjordânia, David Cantero recordou que os MSF têm vindo a alertar "há muito tempo" para o aumento das tensões na zona, e que tanto 2022 como 2023 foram anos recorde em termos de número de mortos, feridos e deslocações forçadas.

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RTP /

ONU. Irão avisou que guerra de Israel contra o Hamas pode estender-se a todo o Médio Oriente

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RTP /

Conselho Europeu de acordo no apelo à pausa humanitária e ajuda para Gaza

Foto: Olivier Hoslet - EPA

A reportagem é do correspondente da RTP em Bruxelas, Duarte Valente
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Médio Oriente. Incursões de Israel em Gaza vão intensificar-se nos próximos dias

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Israel efetuou primeira incursão terrestre no interior da Faixa de Gaza

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Lusa /

Novo líder da Câmara dos Representantes dos EUA dá prioridade ao apoio a Israel

Mike Johnson dá prioridade no apoio a Israel Michael Reynolds - EPA

Johnson disse que os republicanos da câmara baixa do parlamento norte-americano apresentariam primeiro um projeto de lei separado para fornecer 14,5 mil milhões de dólares (13,7 mil milhões de euros) em ajuda a Israel.

"Devemos estar ao lado do nosso importante aliado no Médio Oriente e este é Israel", disse o conservador, no programa "Hannity" da televisão norte-americana Fox News.

Johnson disse que os republicanos precisam de mais informações sobre a estratégia da administração do presidente dos EUA, Joe Biden, para a Ucrânia, mas garantiu que Washington "não vai abandonar" Kiev.

"Não podemos permitir que (o presidente da Rússia) Vladimir Putin prevaleça na Ucrânia porque não acredito que isso iria parar aí", disse o líder da Câmara dos Representantes.

As declarações de Johnson surgiram horas depois de uma reunião com Joe Biden e o líder dos democratas na câmara baixa do Congresso, Hakeem Jeffries.

O motivo da reunião foi o pedido de 160 mil milhões de dólares (151,5 mil milhões de euros) apresentado por Biden ao parlamento para assistência a Israel e Ucrânia e outras questões de segurança nacional.

Johnson, próximo de Donald Trump e advogado especializado em assuntos constitucionais, tem mostrado pouco interesse em apoiar a Ucrânia na sua resistência à invasão feita pelas tropas russas.

Biden reuniu-se brevemente com Johnson e Jeffries antes de os líderes da Câmara dos Representantes se juntarem a uma reunião classificada com outros congressistas sobre o pacote de assistência, de acordo com um dirigente da Casa Branca.

"Foi uma reunião produtiva", disse Johnson, depois de regressar ao Capitólio. "Gostei do meu encontro com o Presidente", revelou o cristão evangélico, eleito pelo Estado do Luisiana, que é congressista há menos de uma década.

A reunião foi a primeira vez que o novo líder da Câmara dos Representantes recebeu uma apresentação privilegiada por parte de dirigentes da Casa Branca sobre a pretensão de Biden.

 

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Lusa /

Rocket fere seis pessoas em cidade fronteiriça egípcia

Amir Cohen - Reuters

"Como parte da atual escalada em (a Faixa de) Gaza, um rocket caiu em Taba, causando seis feridos leves", avançou a televisão AlQahera News, próxima da inteligência militar do Egito.

Segundo fontes do hospital de Taba, cinco pacientes tiveram alta após receberem o tratamento necessário, enquanto o pessoal de saúde ainda tentava estabilizar o sexto paciente.

O projétil atingiu um estacionamento de ambulâncias e um prédio residencial destinado aos médicos de um hospital nesta cidade do Mar Vermelho, localizada na ponta nordeste da península do Sinai e onde existe um posto fronteiriço com Israel, avançou o portal de notícias egípcio Cairo 24.

Imagens divulgadas na imprensa local e nas redes sociais mostram um prédio danificado, rodeado por vários veículos queimados.

A península desértica do Sinai faz fronteira, na ponta noroeste, com a Faixa de Gaza e compartilha uma fronteira norte com Israel.

Uma comissão das forças de segurança egípcias chegou ao local e iniciou uma investigação, acrescentando que, "uma vez determinado o responsável", "todas as opções estarão sobre a mesa" e o Egito "reserva-se o direito a responder no momento apropriado".

O Egito, mediador histórico entre palestinianos e israelitas, detém a única ligação à Faixa de Gaza que não está nas mãos de Israel, a passagem de Rafah, que tem sido usada por enviar ajuda humanitária para o enclave.

 

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RTP /

Nações Unidas avisam que nenhum lugar da Faixa de Gaza é seguro

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RTP /

"Rei na barriga". Ana Gomes diz que postura de Israel na ONU não é nova

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