Portugal elogia "incansável defesa" de Guterres por corredores humanitários
Ao justificar o voto favorável de Portugal numa resolução aprovada na Assembleia Geral da ONU que apela a uma "trégua humanitária imediata, duradoura e sustentada" em Gaza, Ana Paula Zacarias defendeu que, neste momento, a prioridade coletiva da comunidade internacional deve ser a proteção dos civis e a resolução da trágica situação humanitária no terreno.
A representante de Portugal disse que votou a favor da resolução porque a "humanidade comum deve prevalecer" e lamentou ainda que uma emenda à resolução proposta pelo Canadá - que condenava os ataques do Hamas e que apelava à imediata libertação dos reféns -, não tenha sido aprovada.
"Esta tragédia humana que se desenrola diante dos nossos olhos deve ser interrompida agora. Não importa o que aconteça, uma trégua humanitária deve ser estabelecida imediatamente e todas as partes devem cumprir as suas obrigações ao abrigo do direito internacional, incluindo o direito internacional humanitário e o direito dos direitos humanos", frisou.
Reiterando a sua condenação inequívoca aos ataques terroristas do grupo islamita Hamas e reconhecendo o direito de Israel à autodefesa, a embaixadora salientou que, independentemente da "selvajaria do pior ataque terrorista da sua história, a ação de Israel deve respeitar o direito humanitário internacional".
"Nenhuma das partes num conflito armado está acima do direito humanitário internacional. Tragicamente, a população civil, os hospitais, as instalações da ONU, incluindo escolas e outras infraestruturas críticas e civis, não estão a ser protegidas. O número de mortos de ambos os lados é impressionante", disse Ana Paula Zacarias, defendendo o regresso à via diplomática para quebrar o ciclo de violência e extremismo.
A missão de Portugal na ONU disse ainda estar "profundamente desiludida" pelo facto de o uso do veto estar a impedir o Conselho de Segurança das Nações Unidas de abordar a situação em Israel e em Gaza.
A Assembleia Geral da ONU aprovou hoje, com 120 votos a favor, uma resolução que apela a uma "trégua humanitária imediata, duradoura e sustentada" em Gaza e à rescisão da ordem de Israel para deslocação da população para o sul do enclave.
O projeto de resolução apresentado pela Jordânia, e copatrocinado por mais de 40 Estados-membros da ONU, obteve 120 votos a favor, 14 contra e 45 abstenções dos 193 Estados-membros da ONU.
A votação ocorreu numa sessão especial de emergência da Assembleia Geral da ONU, convocada após o bloqueio do Conselho de Segurança, que até ao momento não conseguiu aprovar nenhuma das quatro resoluções que foram a votos sobre o tema.
Pelas regras da ONU, a Assembleia Geral pode convocar uma "sessão especial de emergência" no prazo de 24 horas, caso o Conselho de Segurança "deixe de exercer a sua responsabilidade primária" pela manutenção da paz e segurança internacionais.
Vários Estados-membros, liderados pela Jordânia, recorreram então à Assembleia Geral da ONU para uma sessão especial de emergência para abordar as "ações ilegais israelitas em Jerusalém Oriental ocupado e no resto do Território Palestiniano Ocupado", que começou na quinta-feira e que culminou na votação desta resolução.
Ponto da situação após o alargamento da ofensiva israelita
Hamas nega quaisquer negociações com Israel
Confrontos retomam depois de acalmia diz al-Jazeera
Tunisia absteve-se na Assembleia-Geral da ONU mas diz-se plenamente "ao lado" dos palestinianos
MSF perdeu contacto com Gaza
We are deeply concerned about the situation in Gaza. We have lost contact with some of our Palestinian colleagues on the ground. We are particularly worried for the patients, medical staff and thousands of families taking shelter at Al Shifa hospital and other health facilities.
— MSF International (@MSF) October 27, 2023
The Shifa Hospital is not only the largest hospital in Gaza but it also acts as the main headquarters for Hamas’ terrorist activity.
— Israel Defense Forces (@IDF) October 27, 2023
Terrorism does not belong in a hospital and the IDF will operate to uncover any terrorist infrastructure. pic.twitter.com/Ybpln5xQb2
EUA exortam os seus cidadãos a abandonarem o Líbano
Braço armado do Hamas diz ter repelido incursão israelita
"Podem apesar disso ser esperados muitos jogos de gato e rato", acrescentou. "Precisamos de mais tempo para perceber o que está Israel a planear".
UNICEF teme pela segurança de um milhão de crianças de Gaza
We have lost touch with our colleagues in Gaza.
— Catherine Russell (@unicefchief) October 27, 2023
I’m extremely concerned about their safety and another night of unspeakable horror for 1M children in #Gaza.
All humanitarians and the children and families they serve MUST be protected.
EUA diz que esforços para libertar reféns prosseguem
Israel avisa que não pode garantir segurança de jornalistas em Gaza
Hamas e Autoridade Palestiniana saúdam resolução da Assembleia Geral das Nações Unidas
Palestinianos reagem na Cisjordânia a ofensiva israelita em Gaza
Wide Demonstrations in the West Bank as Israeli military widens its ground operations in Gaza.
— Younis Tirawi | يونس (@ytirawi) October 27, 2023
Nablus, Ramallah, Jenin, Bethlehem and Hebron. Numerous villages as well. pic.twitter.com/LGhcU0Jqat
Hamas confirma "confrontos violentos" em Gaza
Resolução da Assembleia Geral da ONU "é uma infâmia" reage Israel
OMS diz ter perdido o contacto com os seus funcionários e serviços em Gaza
We have lost touch with our staff in Gaza, with health facilities, health workers and the rest of our humanitarian partners on the ground.
— Tedros Adhanom Ghebreyesus (@DrTedros) October 27, 2023
This siege makes me gravely concerned for their safety and the immediate health risks of vulnerable patients.
We urge immediate protection…
Assembleia Geral da ONU aprova em peso implementação de tréguas imediatas
120 in favor
— United Nations (@UN) October 27, 2023
14 against
45 abstentions
Countries adopt resolution calling for immediate & sustained humanitarian truce in the Middle East during an Emergency Special Session of #UNGA. https://t.co/XjKyOXQqu8 pic.twitter.com/nDh3Qj3MtV
O projeto de resolução foi apresentado pela Jordânia, e copatrocinado por mais de 40 Estados-membros da ONU.
Uma emenda proposta pelo Canadá, e contou com o apoio de dezenas de países, entre eles de Portugal, Estados Unidos ou Reino Unido, que condena inequivocamente os ataques terroristas do Hamas de 07 de outubro e que apela à imediata e incondicional libertação dos reféns, foi também colocada a votação, mas não foi aprovada, uma vez que não recebeu votos favoráveis de dois terços dos Estados-membros (recebeu 88 votos a favor, 55 contra e 23 abstenções).
Esta emenda surgiu na sequência de duras críticas lançadas na quinta-feira pelo embaixador israelita na ONU, Gilad Erdan, que criticou o facto de o texto da Jordânia não ter uma única referência aos ataques do Hamas. Também os Estados Unidos haviam criticado o facto de o projeto da Jordânia não usar a palavra "reféns".
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"Estamos profundamente preocupados com a capacidade das nossas equipas em continuarem a prestar os seus serviços médicos de emergência, especialmente porque esta interrupção afeta o número central de emergência 101, e dificulta o acesso das ambulâncias aos feridos", afirmou a organização nas redes sociais.
O Crescente Vermelho expressou a sua preocupação com a segurança das equipas de saúde que trabalham na Faixa de Gaza, devido aos "contínuos e intensos ataques aéreos israelitas 24 horas por dia", que demonstram que Israel "continuará a cometer crimes de guerra enquanto isola Gaza do mundo exterior".
A organização apelou à comunidade internacional para pressionar as autoridades israelitas no sentido de garantirem "proteção imediata" à população civil, às instalações médicas e às suas equipas de saúde no enclave.
O alerta do Crescente Vermelho surge no dia em que Israel anunciou que os militares vão ampliar as operações terrestres na Faixa de Gaza, a partir de hoje, em paralelo com o bombardeamento do enclave.
"Como continuação da atividade ofensiva que realizamos nos últimos dias, as forças terrestres vão expandir a sua atividade esta tarde", disse o porta-voz do Exército israelita, Daniel Hagari.
A empresa palestina de telecomunicações Paltel confirmou hoje o "corte completo" dos serviços de comunicações, telemóvel e internet na Faixa de Gaza, devido aos intensos bombardeamentos ao enclave.
"O corte é devido aos fortes bombardeamentos das últimas horas, que danificaram as linhas internacionais que ligam Gaza e que provocaram que fique fora de serviço", confirmou a companhia em comunicado.
A Paltel, a única operadora que presta serviço no enclave, explicou que o `apagão` absoluto das telecomunicações se deve à "agressão contínua" israelita e que se vê afetada também pelos danos sofridos nas linhas de telecomunicações pelos ataques de dias anteriores.
O grupo islamita Hamas lançou em 07 de outubro um ataque surpresa contra o sul de Israel com o lançamento de milhares de foguetes e a incursão de milicianos armados, fazendo duas centenas de reféns.
Em resposta, Israel declarou guerra ao Hamas, movimento que controla a Faixa de Gaza desde 2007 e que é classificado como terrorista pela União Europeia e Estados Unidos, bombardeando várias infraestruturas do grupo na Faixa de Gaza e impôs um cerco total ao território com corte de abastecimento de água, combustível e eletricidade.
O conflito já provocou milhares de mortos e feridos, entre militares e civis, nos dois territórios.
"Condenamos ataque Houthi". Televive acusa milícia iemenita de atingir militares egípcios em ataque contra Israel
"Este é um momento da verdade". Guterres diz que "todos têm de assumir as suas responsabilidades"
António Guterres avisou ainda esta sexta-feira que o sistema humanitário em Gaza "enfrenta um colapso total com consequências inimagináveis para mais de dois milhões de civis".I repeat my call for a humanitarian ceasefire in the Middle East, the unconditional release of all hostages, and the delivery of life-saving supplies at the scale needed.
— António Guterres (@antonioguterres) October 27, 2023
Everyone must assume their responsibilities.
This is a moment of truth.
History will judge us all. pic.twitter.com/z562jVDKri
Hamas apela mundo a "agir imediatamente" para fazer cessar os ataques de Israel em Gaza
Israel intensificou operações terrestres que "vão expandir-se esta noite"
"Libertem Gaza!". Protestos marcam o dia nas ruas da Cisjordânia e de cidades em países árabes
Exército israelita lança intenso bombardeamento
De acordo com o grupo islamita Hamas, as comunicações e a Internet foram cortadas na Faixa de Gaza, após o início dos ataques israelitas que começaram há poucas horas.
Os bombardeamentos por ar, mar e terra são, de acordo com o Governo do Hamas, "os mais violentos desde o início da guerra", em 07 de outubro, obrigando as forças militares do grupo islamita a uma resposta "aos massacres contra civis" com disparos de "salvas de foguetes contra as terras ocupadas".
"Salvas de foguetes em direção às terras ocupadas em resposta aos massacres contra civis" palestinianos, anunciaram as brigadas Ezzedine al-Qassam, o braço militar do Hamas, na rede social Telegram.
De acordo com os `media` israelitas, esses foguetes foram enviados contra Telavive, contra localidades no centro de Israel e no norte da Cisjordânia, território palestiniano ocupado por Israel.
Um jornalista da agência francesa France Presse relatou explosões na região de Ramallah, na Cisjordânia.
O grupo islamita do Hamas lançou em 07 de outubro um ataque surpresa contra o sul de Israel com o lançamento de milhares de foguetes e a incursão de milicianos armados, fazendo duas centenas de reféns.
Em resposta, Israel declarou guerra ao Hamas, movimento que controla a Faixa de Gaza desde 2007 e que é classificado como terrorista pela União Europeia e Estados Unidos, bombardeando várias infraestruturas do grupo na Faixa de Gaza e impôs um cerco total ao território com corte de abastecimento de água, combustível e eletricidade.
O terminal de Rafah, no sul de Gaza e a única passagem para o Egito, vai permitir que a ajuda humanitária chegue ao território palestiniano.
O conflito já provocou milhares de mortos e feridos, entre militares e civis, nos dois territórios.
OMS estima em 80 milhões de dólares a ajuda urgente necessária para socorrer Gaza
António Guterres defende mudanças na monitorização da ajuda que entra em Gaza
Faixa de Gaza ficou sem internet
Michel espera que conferência para paz se realize "nos próximos meses"
"Usámos a expressão `em breve` no texto [das conclusões da cimeira] porque significa que há um sentido de urgência, mas não queremos ser precisos porque queremos dialogar com os parceiros sobre qual será o momento mais apropriado. Se me perguntarem como interpreto `em breve`, eu diria que espero que seja nas próximas semanas ou meses", disse Charles Michel, num encontro com jornalistas europeus, incluindo a Lusa, em Bruxelas, depois da reunião do Conselho Europeu.
O presidente do Conselho salientou o papel do primeiro-ministro espanhol, Pedro Sánchez, em trazer para a discussão entre os líderes esta hipótese, mas advogou que a União Europeia (UE) não podia avançar com a sua organização sem conversar previamente com outros atores que possam mediar a questão de fundo.
"Seria um erro, nós, a UE, anunciarmos unilateralmente que edificámos a conferência de uma determinada forma. Precisamos de conversar com os nossos parceiros. Há uma semana, no Egito, começámos a falar com os parceiros sobre qual pode ser o objetivo desta conferência, até em encontros informais", explicou.
Charles Michel advogou que também seria "um erro" pensar apenas em resolver o problema mais urgente: fazer chegar a ajuda humanitária à população palestiniana na Faixa de Gaza.
"Seria um erro olhar apenas para a questão humanitária -- claro que é urgente, é importante - e não nos debruçarmos sobre a questão de fundo, que é a solução dos dois Estados e o processo de paz", completou, justificando, para isso a necessidade de reunir o maior número de intervenientes com capacidade de atuar na região antes de organizar o encontro.
Os líderes da UE acordaram na noite de quinta-feira com um apelo a "pausas para fins humanitários" para possibilitar a entrada de ajuda humanitária na Faixa de Gaza, após divergências sobre a terminologia.
"O Conselho Europeu manifesta a sua profunda preocupação com a deterioração da situação humanitária em Gaza e apela a um acesso humanitário contínuo, rápido, seguro e sem entraves, e a que a ajuda chegue aos necessitados através de todas as medidas necessárias, incluindo corredores humanitários e pausas para fins humanitários", referem as conclusões da cimeira europeia.
Esta formulação de "pausas para fins humanitários", acordada entre os 27 após cerca de seis horas de discussões no Conselho Europeu, surgiu depois de a versão anterior do projeto de conclusões conter a expressão "pausa humanitária", sem nunca ter estado previsto um apelo a "cessar-fogo".
O apelo para pausa humanitária em Gaza mereceu consenso entre os líderes dos Estados-membros, mas Portugal, por exemplo, já tinha admitido que preferia uma posição da UE a defender um cessar-fogo humanitário, não aceite por países como a Alemanha, revelaram fontes europeias.
Aliás, por exigência da Alemanha, acrescentou-se "fins humanitários", adiantaram as mesmas fontes.
Questionado sobre a discussão de quinta-feira, Charles Michel referiu que "não houve qualquer batalha semântica" e que o que houve foi "uma discussão estratégica sobre esta matéria".
Mundo atingiu "momento perigoso", alertam EUA
Catar está a mediar cessar-fogo, avança Al Jazeera
"Renovamos os nossos apelos para um cessar-fogo total e para a libertação de todos os prisioneiros, especialmente civis. Reafirmamos a nossa condenação de todas as formas de ataque a civis, em particular mulheres e criançar", declarou Sheikha Alya Ahmed Saif Al Thani.
Exército israelita acusa Hamas de "travar guerra em hospitais"
"Há combustível nos hospitais e o Hamas utiliza-o para a sua infra-estrutura terrorista", acusou ainda o porta-voz do exército, Daniel Hagari.
"Os terroristas circulam livremente no hospital al-Shifa" na Cidade de Gaza, o maior do território palestiniano, e noutros hospitais, acrescentou, repetindo a acusação israelita de que o Hamas estava a usar a população de Gaza como um "escudo humano".
Segundo o mesmo porta-voz, o movimento islâmico utiliza os hospitais "como centros de comando e esconderijos", com acesso à sua rede de túneis subterrâneos.
Macron pede uma "trégua humanitária" na guerra com Hamas
"Reconhecemos plenamente o direito e o desejo legítimo de lutar contra o terrorismo. Estamos prontos a prestar a nossa assistência. Mas consideramos que o bloqueio total, os bombardeamentos indiscriminados e ainda mais a perspetiva de uma operação terrestre massiva não tem a natureza adequada para a proteção das populações civis (…)", declarou o chefe de Estado francês durante uma conferência de imprensa, na sequência da cimeira europeia realizada na quinta-feira, em Bruxelas.
Macron referiu que "uma trégua humanitária é útil hoje para poder proteger aqueles que estão no terreno, que sofreram com os bombardeamentos".
Emmanuel Macron insistiu na necessidade de "uma trégua humanitária para proteger as populações", negociar a libertação dos reféns e "resolver o problema dos hospitais, que é muito complicado". Segundo o presidente francês, a resposta israelita deve "orientar melhor a ação útil contra os terroristas".
"É essencial que a distinção seja feita desde o início, muito claramente, em relação às populações civis. Caso contrário, há um risco de alastramento, de confusão dos espíritos. E paradoxalmente, penso que também é muito contraproducente para a segurança de Israel", sublinhou.
Emmanuel Macron explicou que iria propor aos "parceiros" de França "uma reunião para estruturar esta iniciativa".
A França também quer retirar os seus cidadãos da Faixa de Gaza, sitiada e bombardeada por Israel, "o mais rapidamente possível", anunciou ainda.
Segundo Paris, cerca de cinquenta franceses estão atualmente em Gaza, mas contando com as famílias e funcionários do instituto francês no local, isto eleva para 170 o número de pessoas que a França quer garantir proteção.
"Queremos retirá-los o mais rapidamente possível. Isto é o que estamos a organizar tanto com as autoridades palestinianas como com o Egito. E é isso que vários outros países europeus desejam fazer em coordenação connosco", acrescentou Macron.
C/ Lusa
Portugal defende proposta de conferência para paz no Médio Oriente
“Os 27 Estados-membros tem perspetivas diferentes sobre este conflito, mas foi possível obter a unanimidade necessária para que nas conclusões nos pudéssemos entender sobre o que é essencial”, esclareceu o chefe de Governo.
“Por um lado, a condenação inequívoca dos ataques bárbaros e desumanos do Hamas a Israel. Em segundo lugar, o direito de Israel se defender – seja no seu território, seja agindo para destruir militarmente a capacidade de ação do Hamas. Em terceiro lugar, a urgência da libertação incondicional de todos os reféns”, começou por enumerar. E acrescentou: “a necessidade do exercício do direito de defesa ser feito no quadro do respeito do Direito Internacional e do Direito Comunitário e, neste contexto, deverem existir as pausas necessárias para assegurar que o apoio humanitário à população civil de Gaza pode prosseguir”.
“Achamos bem e, por isso, consta das conclusões da proposta do primeiro-ministro [Pedro] Sánchez no sentido de se promover a realização de uma conferência de paz no horizonte de seis meses”, disse António Costa.
Os 27 acordaram na quinta-feira uma posição conjunta de apelar a "pausas humanitárias" para fazer chegar a ajuda humanitária à população palestiniana. Contudo, alguns Estados-membros queriam ir mais longe, por exemplo, pedindo um cessar-fogo entre o exército israelita e o movimento islamita Hamas.
"Todos nós partimos de posições histórias bastantes distintas relativamente a Israel. Isso condiciona muito a forma como diferentes países se posicionam neste contexto. Havia países que, não só defendiam o cessar-fogo, como entendem que o cerco [a Gaza], o corte de energia elétrica, do abastecimento de água, é uma violação do direito internacional. Outros entendem que o direito de Israel à sua defesa não deve ser condicionado com nenhum 'mas'", sustentou António Costa.
Apesar das divergências, o primeiro-ministro advogou que "uma Europa a 27 é uma Europa plural", por isso, releva "o esforço de todos" para que haja uma posição comum do bloco comunitário.
Palestinianos de Gaza que trabalham em Israel impedidos de regressar a casa
Primeira equipa de médicos estrangeiros entra na Faixa de Gaza
O porta-voz do lado palestiniano da passagem, Wael Abu Omar, declarou em comunicado que uma "delegação médica composta por dez médicos estrangeiros" entrou na Faixa de Gaza e que os camiões transportavam água, alimentos e medicamentos.
Com esta nova ajuda humanitária, 84 camiões, em seis lotes diferentes, entraram no enclave palestiniano através do Egito desde que Israel autorizou as operações, no sábado.
Fontes do lado egípcio de Rafah disseram à agência espanhola EFE que os médicos pertencem à Cruz Vermelha, a organização que tem gerido a entrada de ajuda através da passagem, mas não especificaram a nacionalidade.
Também confirmaram que o novo carregamento de ajuda humanitária não inclui combustível, que é necessário para hospitais, estações de dessalinização e outros serviços essenciais.
A coordenadora humanitária da ONU para os Territórios Palestinianos, Lynn Hastings, disse hoje em Jerusalém que os geradores de emergência que alimentam serviços essenciais estavam "a ser desligados um a um devido à falta de combustível".
Hastings referiu que uma quantidade limitada de combustível estava a entrar em Gaza através de uma estação de bombagem "paga pelo Qatar" e levada "para Rafah com o conhecimento de Israel".
A Agência das Nações Unidas de Assistência aos Refugiados no Médio Oriente conseguiu ter acesso a 200 mil litros de combustível na quinta-feira, quando precisa de cerca de 130 mil litros por dia, acrescentou.
Conhecida pela sigla inglesa UNRWA, a agência da ONU é uma das principais organizações humanitárias a operar em Gaza.
A guerra entre Israel e o Hamas foi desencadeada por ataques sem precedentes, pela violência e dimensão, que o grupo islamita palestiniano realizou em solo israelita em 07 de outubro.
Israel disse que o Hamas matou mais de 1.400 pessoas, na maioria civis, e raptou mais de duas centenas de israelitas e estrangeiros, que mantém como reféns na Faixa de Gaza.
Na sequência do ataque, Israel cortou o fornecimento de energia, água e combustível aos mais de dois milhões de residentes na Faixa de Gaza, controlada pelo Hamas desde 2007.
O exército israelita tem bombardeado o pequeno território de 365 quilómetros quadrados desde então, com um balanço de mais de sete mil mortos, segundo o Hamas.
Israel, Estados Unidos e União Europeia consideram o Hamas como uma organização terrorista.
RTP no Médio Oriente. "É notório o intensificar dos bombardeamentos"
Israel volta a realizar incursão terrestre na Faixa de Gaza
ONU insiste. "Muitas mais pessoas morrerão em breve" devido ao cerco à Faixa de Gaza
“Muitos de nós viram nesses camiões [de ajuda humanitária] um vislumbre de esperança”, mas está a “tornar-se uma distração" porque "não são mais do que migalhas que não farão a diferença para dois milhões de pessoas”, disse o chefe da agência humanitária."O que preciamos é de uma ajuda significativa e contínua, e precisamos de um cessar-fogo humanitário para que essa ajuda possa chegar a quem precisa", exigiu Philippe Lazzarini.
Israel terá instalações especiais para tratar reféns libertados pelo Hamas
Número de mortos em Gaza sobe para 7.326
Ataque em Telavive faz três feridos
Sirenes voltam a soar no sul de Israel
A caminho do Egito, com Gaza como destino final, seguem 51 toneladas de medicamentos, artigos médicos e material educativo
Haverá seis voos futuros da operação de ponte aérea humanitária da União Europeia que transporta suprimentos essenciais, fornecidos por vários parceiros. O objetivo é que cheguem rapidamente ao terreno, como apurou a correspondente da Antena 1 em Bruxelas, Andrea Neves.
A União financia o custo total de todos os voos e apoia a coordenação das operações no âmbito da Capacidade Europeia de Resposta Humanitária.
Os próximos voos estão programados para as próximas duas semanas. Além da Unicef, entre os parceiros que fornecem a carga humanitária estão a Organização Mundial da Saúde, o Programa Alimentar Mundial, a Organização Internacional para as Migrações, o Fundo das Nações Unidas para a População e o Comité Internacional da Cruz Vermelha.
Administração norte-americana aprova medidas destinadas a garrotear o movimento radical palestiniano e a Guarda Revolucionária
Receção de delegação do Hamas em Moscovo enquadrada em contactos multilaterais
Ainda segundo Peskov, os representantes do movimento radical palestiniano avistaram-se com elementos do Ministério russo dos Negócios Estrangeiros, mas não tiveram qualquer contacto com o gabinete de Vladimir Putin.
O Governo israelita instou na quinta-feira Moscovo a expulsar a delegação do Hamas, classificando o convite russo como "deplorável".
Ataques dos EUA na Síria aumentam receios de escalada no Médio Oriente
“Estes ataques de autodefesa e de precisão são uma resposta a uma série de ataques contínuos, na sua maioria falhados, contra militares norte-americanos no Iraque e na Síria por milícias apoiadas pelo Irão”, esclareceu Austin, que recordou ainda que um empreiteiro civil dos EUA morreu de ataque cardíaco enquanto se abrigava dos ataques pró-iranianos, nos últimos dias.
Ainda de acordo com a mesma nota, os bombardeamentos aéreos dos EUA atingiram um depósito de armas e outro de munições usado pelo IRGC e pelas milícias afiliadas, mas Washington garante não estar à procura de conflito e que não tem "intenção ou desejo de se envolver em mais hostilidades".
No entanto, o secretário da Defesa advertiu que “se os ataques de representantes iranianos contra as forças norte-americanas continuarem”, os EUA não hesitarão “em tomar as medidas necessárias para proteger” os próprios militares.
Na quinta-feira, perante as Nações Unidas, o ministro dos Negócios Estrangeiros iraniano, Hossein Amir-Abdollahian, declarou que o Irão não queria que o conflito no Médio Oriente se disseminasse na região.
“Mas aviso que se o genocídio em Gaza continuar, eles não serão poupados", acrescentou, dirigindo-se aos Estados Unidos.
O conflito alastrou-se já ao norte de Israel, com trocas de tiros entre as forças israelitas e a milícia libanesa Hezbollah, ligada ao Irão. E os Estados Unidos posicionaram meios navais na região como meio de dissuasão.
Chefe da Agência das Nações Unidas para os Refugiados Palestinianos assinala que morreram já pelo menos 57 trabalhadores desta estrutura
"Gaza está a ser estrangulada" e a população "sente-se alienada e abandonada", vincou esta sexta-feira Lazzarini, em conferência de imprensa, acrescentando que, apesar de intensas negociações para reforçar a entrega de material humanitário, apenas chegou "um punhado" de camiões.
"Muitos de nós viram estes camiões como uma centelha de esperança", admitiu o responsável, para dizer, em seguida, que as colunas de ajuda foram "uma distração, nada mais do que migalhas".
Philippe Lazzarini referiu também os "pais e mães" que trabalhavam na UNRWA e morreram nos últimos dias no território bombardeado por Israel: "Os meus colegas são o rosto da humanidade durante o que eu descreveria como uma das horas mais negras. As pessoas estão a apontar o seu desespero à UNRWA".
O comissário-geral considerou ainda credíveis os balanços de vítimas avançados nos últimos dias pelo Hamas: desde 7 de outubro, terão já morrido mais de sete mil pessoas na Faixa de Gaza.
Quatro palestinianos mortos em operação do exército na Cisjordânia
O diretor do Hospital do Governo de Jenin, Wisam Bakr, disse que as vítimas tinham ferimentos de bala em várias partes do corpo.
Pelo menos um dos mortos era membro das Brigadas dos Mártires de Al Aqsa, o braço armado do movimento Fatah, disseram fontes locais, citadas pela agência espanhola Europa Press.
Os confrontos provaram também 12 feridos do lado palestiniano, um dos quais estava em estado grave, segundo a agência palestiniana Wafa.
Testemunhas disseram à agência noticiosa que as forças israelitas invadiram a cidade a partir de várias frentes, com mais de 40 veículos militares, colocando francoatiradores nos edifícios, o que provocou violentos confrontos.
As mesmas fontes alegaram que as forças armadas israelitas tinham destruído ruas e infraestruturas, incluindo a principal fonte de abastecimento de água no campo de refugiados de Jenin.
As Brigadas al-Qassam em Jenin, o braço armado do movimento islamita Hamas, afirmaram que estavam envolvidas em confrontos armados com soldados israelitas que tinham entrado na cidade.
Mais de uma centena de pessoas foram mortas e 1.900 feridas em operações israelitas ou em ataques de colonos na Cisjordânia desde o início da guerra entre Israel e o Hamas.
A guerra foi desencadeada pelo ataque sem precedentes do Hamas em Israel em 07 de outubro, que provocou mais de 1.400 mortos, segundo as autoridades israelitas.
O Hamas também raptou duas centenas de israelitas e estrangeiros que mantém como reféns na Faixa de Gaza, território que controla desde 2007.
Na sequência do ataque do Hamas, Israel cortou o fornecimento de energia, água e combustível aos mais de dois milhões de residentes na Faixa de Gaza.
O exército israelita tem bombardeado constantemente o pequeno território de 365 quilómetros quadrados, com um balanço de mais de sete mil mortos, segundo o Hamas.
Durante a noite de hoje, os bombardeamentos israelitas mataram mais de duas dezenas de palestinianos na Faixa de Gaza, de acordo com o Hamas.
As autoridades de Gaza publicaram hoje uma lista com os nomes e dados pessoais de mais de 6.700 palestinianos mortos nos bombardeamentos.
O documento, publicado no `site` do Ministério da Saúde de Gaza, identifica 6.747 vítimas mortais.
"Este relatório enumera o número de mártires causados pela brutal agressão israelita contra a Faixa de Gaza", lê-se no documento.
O relatório não inclui pessoas que estarão ainda sob os escombros dos edifícios, "as que foram enterradas diretamente sem serem transferidas para os hospitais" e os casos em que os hospitais não terminaram os procedimentos de registo.
"Por conseguinte, o número de mártires é centenas de vezes superior ao número indicado neste relatório", disse o ministério controlado pelo Hamas.
Representante do movimento radical palestiniano afirma aos media russos que não haverá mais reféns libertados sem um cessar-fogo
"Eles apreenderam dezenas de pessoas, a maioria civis, e precisamos de tempo para os encontrar na Faixa de Gaza e então libertá-los", afirmou o membro da delegação do Hamas recebida esta semana na capital russa.
As topas israelitas voltaram a entrar em Gaza
OPERATIONAL UPDATE: The IDF conducted strikes on Hamas terrorist targets over the last 24 hours.
— Israel Defense Forces (@IDF) October 27, 2023
IDF ground troops, fighter jets and UAVs struck:
🔴 Anti-tank missile launch sites
🔴 Command & control centers
🔴 Hamas terrorist operatives
The troops exited the area and no… pic.twitter.com/yNdiY6XTby
"Aviões e artilharia das Forças de Defesa de Israel atacaram alvos terroristas pertencentes à organização terrorista Hamas na área de Shuja’iyya", adianta o Tsahal.
Irão vai realizar manobras militares em grande escala nos próximos dias
Os exercícios militares, de dois dias, vão realizar-se na província central de Isfahan, informou a agência noticiosa Tasnim, ligada à Guarda Revolucionária iraniana.
Serão utilizados veículos blindados, artilharia, mísseis, helicópteros e `drones` (aeronaves sem tripulação), disse a mesma fonte, segundo a agência espanhola EFE.
O exército informou que 200 helicópteros participarão numa das manobras, mas sem dar mais pormenores.
As manobras terão lugar no meio de tensões acrescidas na região devido à guerra entre Israel e o Hamas, que começou quando o grupo islamita atacou o Estado judaico em 07 de outubro.
Israel disse que a operação causou 1.400 mortos e que o Hamas raptou mais de duas centenas de israelitas e estrangeiros, que mantém como reféns na Faixa de Gaza.
O Hamas controla a Faixa de Gaza desde 2007.
Israel declarou guerra ao Hamas e cortou o fornecimento de energia, água e combustível aos mais de dois milhões de residentes no território palestiniano.
O exército israelita tem bombardeado constantemente o pequeno território de 365 quilómetros quadrados, com um balanço de mais de sete mil mortos, segundo o Hamas.
A União Europeia (UE) apelou na quinta-feira para pausas humanitárias que permitam fazer chegar ajuda à população palestiniana.
Israel acusou o Irão de ter apoiado a operação do Hamas com treino militar, armamento e informações de inteligência.
Teerão, que nega as acusações, apoia o Hamas e tem alertado para o risco de uma escalada se Israel não parar com os ataques contra Gaza.
O conflito alastrou-se já ao norte de Israel, com trocas de tiros entre as forças israelitas e a milícia libanesa Hezbollah, ligada ao Irão.
Os Estados Unidos posicionaram meios navais na região como meio de dissuasão.
Israel, Estados Unidos e UE consideram o Hamas como uma organização terrorista.
Washington nega ter coordenado ações militares com Telavive
Ao mesmo tempo, Lloyd Austin deixou uma mensagem a Teerão: "O que queremos é que o Irão adote ações muito específicas, que instrua as suas milícias e afiliados a desmobilizarem".
Estados Unidos atingem alvos no leste da Síria
- O Pentágono confirma que a máquina militar norte-americana atingiu, nas últimas horas, pelo menos dois alvos no leste da Síria. Seriam, segundo Washington, complexos utilizados pelo Irão e grupos conotados com o regime dos ayatollahs. O secretário norte-americano da Defesa, Lloyd Austin, alega que esta ação foi desencadeado em resposta a recentes ataques com recurso a drones contra bases dos Estados Unidos no Iraque e na Síria;
- Martin Griffiths, responsável pelas operações humanitárias das Nações Unidas, avisa que a assistência a Gaza está a realizar-se a conta-gotas, ao cabo de dias de sucessivos alertas para o iminente esgotamento do combustível no território administrado pelo Hamas. As agências da ONU vieram entretanto anunciar uma redução significativa das suas operações locais, por esta razão;
- Os líderes europeus chegaram a um consenso e pedem a abertura de um corredor humanitário e uma trégua nos bombardeamentos israelitas sobre Gaza. Após quase seis horas de discussões no Conselho Europeu, os chefes de Estado e de Governo dos 27 gizaram um texto comum: manifestam profunda preocupação com o agravamento da situação humanitária em Gaza e apelam a um acesso humanitário contínuo, rápido, seguro e sem entraves ao território;
- A presidente da Comissão Europeia, Ursula von der Leyen, veio defender que não há contradição entre o direito de Israel a defender-se e a necessidade da ajuda humanitária aos civis palestinianos;
- Pelo menos três palestinianos morreram e outros 12 sofreram ferimentos durante uma operação do exército israelita em Jenin, na Cisjordânia ocupada, adianta a agência palestiniana Wafa. O diretor do hospital de Jenin, Wisam Bakr, identificou uma das duas vítimas levadas para aquela unidade como Ayser Muhamad al Amer, de 24 anos, alegado membro do braço armado da Fatah, as Brigadas dos Mártires de Al Aqsa;
- O movimento radical palestiniano que controla a Faixa de Gaza afirma que pelo menos 50 reféns levados de Israel na ofensiva de 7 de outubro morreram nos bombardeamentos da contaofensiva do Estado hebraico. O Tsahal estima em mais de 220 o número de reféns do Hamas.
Exército israelita faz nova operação terrestre na Faixa de Gaza
A operação decorreu no setor central da Faixa de Gaza e visou alvos do grupo islamita palestiniano Hamas, segundo o comunicado citado pela agência francesa AFP.
Os soldados abandonaram em seguida o território palestiniano sem sofrer ferimentos, afirmou o exército.
Paralelamente à operação terrestre, foram bombardeados alvos "pertencentes à organização terrorista Hamas" no centro do território "e em toda a Faixa de Gaza".
O exército israelita disse ainda que destruiu lançadores de foguetes e centros de comando do Hamas.
Acrescentou ter neutralizado elementos do Hamas, mas sem outros pormenores.
Na quarta-feira à noite, o exército anunciou que tinha efetuado um ataque com tanques no norte da Faixa de Gaza.
Desde os atentados do Hamas contra Israel, em 07 de outubro, o exército israelita tem bombardeado o território palestiniano, onde efetua regularmente incursões, na expectativa de uma provável ofensiva terrestre, repetidamente prometida pelos responsáveis políticos e militares.
A guerra foi desencadeada por ataques do Hamas em solo israelita, sem precedentes em termos de escala e violência, que mataram mais de 1.400 pessoas, a maioria civis, segundo Israel.
Cerca de 220 pessoas estão a ser mantidas como reféns depois de terem sido levadas à força para a Faixa de Gaza, onde o Hamas está no poder desde 2007.
O Hamas anunciou que os bombardeamentos de retaliação mataram mais de sete mil pessoas, a grande maioria civis, incluindo mais de 2.900 crianças.
Médicos Sem Fronteiras pedem fim de "banho de sangue" em Gaza
"Temos de parar este banho de sangue, temos de parar os bombardeamentos indiscriminados que Israel está a levar a cabo contra a população civil. Hoje estamos a denunciar que não há um lugar seguro em Gaza, a população não tem para onde ir", disse David Cantero em entrevista.
"A Faixa de Gaza está sob bloqueio há 16 anos e devemos lembrar que a grande maioria da população, entre 70 a 80%, já vivia abaixo do limiar da pobreza antes do início desta guerra, pelo que dependia exclusivamente da ajuda humanitária internacional", acrescentou o coordenador dos MSF nos territórios palestinianos.
Neste sentido, o responsável criticou o "castigo coletivo" que Israel impôs aos palestinianos dentro da faixa, que descreveu como "uma jaula humana".
"É por isso que apelamos a todas as partes em conflito para que parem com este massacre, para que parem com este banho de sangue e para que parem de matar civis inocentes, incluindo mulheres e crianças", insistiu.
A situação dos hospitais no enclave é "completamente catastrófica" e "está à beira do colapso", disse, referindo que poucos hospitais ainda estão a funcionar, como é o caso de Al Awda ou Al Shifa, o maior de Gaza.
"Tivemos testemunhos dos nossos trabalhadores que tiveram de efetuar amputações em crianças nos corredores, no chão e com sedação parcial, com tudo o que isso significa", relatou.
"Sabemos que também estão a racionar a eletricidade e tiveram de desligar algumas incubadoras (...), há poucos dias havia 120 recém-nascidos em incubadoras", disse.
Cantero classificou, por outro lado, o volume de ajuda humanitária que entra na Faixa de Gaza como "ridículo e irrisório", pedindo a entrada "maciça" e "fluida" para ajudar os mais de dois milhões de habitantes do enclave, metade dos quais crianças.
Apelou ainda ao abastecimento de combustível, para que centrais de produção de água potável e hospitais continuem a funcionar.
"Se não chegar combustível, os hospitais vão ser obrigados a desligar as máquinas. Estamos a falar de incubadoras, estamos a falar de bebés, estamos a falar de unidades de cuidados intensivos, estamos a falar de pessoas que estão nos ventiladores", notou.
O coordenador revelou ainda a tarefa "extremamente difícil" de trabalhar em Gaza, uma vez que os funcionários de organizações não-governamentais "estão literalmente a arriscar as suas vidas" pois "não há nenhum lugar seguro em Gaza".
No que diz respeito à Cisjordânia, David Cantero recordou que os MSF têm vindo a alertar "há muito tempo" para o aumento das tensões na zona, e que tanto 2022 como 2023 foram anos recorde em termos de número de mortos, feridos e deslocações forçadas.
ONU. Irão avisou que guerra de Israel contra o Hamas pode estender-se a todo o Médio Oriente
Conselho Europeu de acordo no apelo à pausa humanitária e ajuda para Gaza
Foto: Olivier Hoslet - EPA
Médio Oriente. Incursões de Israel em Gaza vão intensificar-se nos próximos dias
Israel efetuou primeira incursão terrestre no interior da Faixa de Gaza
Novo líder da Câmara dos Representantes dos EUA dá prioridade ao apoio a Israel
Johnson disse que os republicanos da câmara baixa do parlamento norte-americano apresentariam primeiro um projeto de lei separado para fornecer 14,5 mil milhões de dólares (13,7 mil milhões de euros) em ajuda a Israel.
"Devemos estar ao lado do nosso importante aliado no Médio Oriente e este é Israel", disse o conservador, no programa "Hannity" da televisão norte-americana Fox News.
Johnson disse que os republicanos precisam de mais informações sobre a estratégia da administração do presidente dos EUA, Joe Biden, para a Ucrânia, mas garantiu que Washington "não vai abandonar" Kiev.
"Não podemos permitir que (o presidente da Rússia) Vladimir Putin prevaleça na Ucrânia porque não acredito que isso iria parar aí", disse o líder da Câmara dos Representantes.
As declarações de Johnson surgiram horas depois de uma reunião com Joe Biden e o líder dos democratas na câmara baixa do Congresso, Hakeem Jeffries.
O motivo da reunião foi o pedido de 160 mil milhões de dólares (151,5 mil milhões de euros) apresentado por Biden ao parlamento para assistência a Israel e Ucrânia e outras questões de segurança nacional.
Johnson, próximo de Donald Trump e advogado especializado em assuntos constitucionais, tem mostrado pouco interesse em apoiar a Ucrânia na sua resistência à invasão feita pelas tropas russas.
Biden reuniu-se brevemente com Johnson e Jeffries antes de os líderes da Câmara dos Representantes se juntarem a uma reunião classificada com outros congressistas sobre o pacote de assistência, de acordo com um dirigente da Casa Branca.
"Foi uma reunião produtiva", disse Johnson, depois de regressar ao Capitólio. "Gostei do meu encontro com o Presidente", revelou o cristão evangélico, eleito pelo Estado do Luisiana, que é congressista há menos de uma década.
A reunião foi a primeira vez que o novo líder da Câmara dos Representantes recebeu uma apresentação privilegiada por parte de dirigentes da Casa Branca sobre a pretensão de Biden.
Rocket fere seis pessoas em cidade fronteiriça egípcia
"Como parte da atual escalada em (a Faixa de) Gaza, um rocket caiu em Taba, causando seis feridos leves", avançou a televisão AlQahera News, próxima da inteligência militar do Egito.
Segundo fontes do hospital de Taba, cinco pacientes tiveram alta após receberem o tratamento necessário, enquanto o pessoal de saúde ainda tentava estabilizar o sexto paciente.
O projétil atingiu um estacionamento de ambulâncias e um prédio residencial destinado aos médicos de um hospital nesta cidade do Mar Vermelho, localizada na ponta nordeste da península do Sinai e onde existe um posto fronteiriço com Israel, avançou o portal de notícias egípcio Cairo 24.
Imagens divulgadas na imprensa local e nas redes sociais mostram um prédio danificado, rodeado por vários veículos queimados.
A península desértica do Sinai faz fronteira, na ponta noroeste, com a Faixa de Gaza e compartilha uma fronteira norte com Israel.
Uma comissão das forças de segurança egípcias chegou ao local e iniciou uma investigação, acrescentando que, "uma vez determinado o responsável", "todas as opções estarão sobre a mesa" e o Egito "reserva-se o direito a responder no momento apropriado".
O Egito, mediador histórico entre palestinianos e israelitas, detém a única ligação à Faixa de Gaza que não está nas mãos de Israel, a passagem de Rafah, que tem sido usada por enviar ajuda humanitária para o enclave.