Blinken enfatiza minimização de danos aos civis em telefonema com o presidente de Israel
Blinken vai a Israel na sexta-feira
BREAKING: Secretary of State Blinken will arrive in Israel on Friday and meet Prime Minister Netanyahu and other Israeli officials
— Barak Ravid (@BarakRavid) October 31, 2023
Israel identificou restos mortais da jovem israelo-alemã Shani Louk
Foto: Reuters
Shani estava no festival de música no sul de Israel onde foram abatidas 260 pessoas pelo Hamas.
O chanceler alemão acusou o movimento palestiniano de cometer atos bárbaros.
RTP em Abu Gosh. Palestinianos e judeus coexistem pacificamente
Israel intercetou vários rockets lançados pelo Hamas
Gaza. Israel fala em ataque direcionado a campo de operações do Hamas
Gaza. Bombardeamento israelita em campo de refugiados fez dezenas de mortos
Catar afirma que extensão dos ataques israelitas “compromete” a mediação do conflito
O Ministério dos Negócios Estrangeiros do Catar condenou o ataque desta terça-feira contra o maior campo de refugiados na Faixa de Gaza, considerando que foi “um novo massacre contra o povo palestiniano indefeso”.
Desrespeito pelas regras básicas da guerra está a tornar-se norma, diz ACNUR
Numa intervenção perante o Conselho de Segurança da ONU, o líder do ACNUR, Filippo Grandi, chamou a atenção do corpo diplomático para os 114 milhões de refugiados e deslocados em todo o mundo, dizendo tratar-se de um sintoma tangível, e por vezes negligenciado, da atual "desordem extrema do mundo".
"A deslocação forçada é também uma consequência da incapacidade de manter a paz e a segurança. (...) As últimas três semanas forneceram provas devastadoras de que o desrespeito pelas regras básicas da guerra -- o direito humanitário internacional -- está a tornar-se cada vez mais a norma e não a exceção, com civis inocentes mortos em números sem precedentes", lamentou.
Grandi referiu-se quer os ataques do grupo islamita Hamas a civis israelitas, quer o assassínio de civis palestinianos, assim como a destruição maciça de infraestruturas causada pela operação militar israelita em curso.
O líder do ACNUR frisou que mais de dois milhões de habitantes de Gaza, metade dos quais crianças, atravessam um "inferno na terra", defendendo que o Conselho de Segurança supere as suas divisões e exerça a sua autoridade para exigir um cessar-fogo humanitário, de forma a "parar esta espiral de morte".
Fazendo uma análise do longo conflito israelo-palestiniano, Grandi recordou que, ao longo de muitos anos, observou como a resolução deste conflito foi sempre descrita como "ilusória" e "repetidamente e deliberadamente negligenciada, posta de lado como algo que não é mais necessário, quase ridicularizada".
"Lidar com o ressurgimento crónico da violência, seguido de cessar-fogos temporários, foi considerado mais conveniente do que concentrar-se numa paz real; uma paz capaz de proporcionar aos israelitas e aos palestinianos os direitos, o reconhecimento, a segurança e a condição de Estado que merecem", disse.
"Espero que agora, no meio dos horrores da guerra, possamos pelo menos ver quão grave foi o erro de cálculo", acrescentou o alto comissário.
Grandi frisou que não haverá paz na região e no mundo sem uma solução justa para o conflito israelo-palestiniano, "incluindo o fim da ocupação israelita".
O chefe do ACNUR disse ainda ser evidente que esta última e mais mortífera série de conflitos violentos corre o risco de alastrar-se não só a toda a região do Médio Oriente, como mais além.
"O conflito em Gaza é a mais recente -- e talvez a maior -- peça do mais perigoso quebra-cabeças da guerra que se aproxima rapidamente à nossa volta", sublinhou, chamando a atenção para outros conflitos que estão a ficar na sombra da situação em Gaza.
É o caso do Sudão, onde combates estão a aumentar em amplitude e brutalidade, "e o mundo está escandalosamente silencioso, embora as violações do direito humanitário internacional persistam impunemente", denunciou.
"É vergonhoso que as atrocidades cometidas há vinte anos no Darfur possam voltar a acontecer hoje com tão pouca atenção", criticou.
Entre outras crises que vão caindo no esquecimento, o diplomata italiano identificou ainda o Líbano, Sahel Central, Ucrânia ou República Democrática do Congo.
"Cada nova crise parece empurrar as anteriores para um perigoso esquecimento. Mas elas ficam connosco", assegurou Grandi, pedindo fundos para que os trabalhadores humanitários possam continuar a desenvolver o seu trabalho ao redor do mundo e levar "uma tábua de salvação para os necessitados".
Virando o seu discurso diretamente para os 15 Estados-membros que atualmente integram o Conselho de Segurança, Filippo Grandi afirmou que a gravidade deste momento exige respostas à altura por parte deste órgão das Nações Unidas.
"As escolhas que vocês os 15 fizerem -- ou deixarem de fazer -- irão marcar-nos a todos...e às gerações vindouras. Vocês continuarão a permitir que este quebra-cabeças de guerra seja completado por atos agressivos, pela vossa desunião ou por pura negligência? Ou darão os passos corajosos e necessários para sair do abismo?", questionou, concluindo a sua intervenção.
Até ao momento, o Conselho de Segurança já votou quatro projetos de resolução sobre o conflito em Gaza desde o ataque do Hamas, mas não conseguiu alcançar consenso em nenhuma dessas ocasiões, rejeitando todos os projetos a votos.
Israel dá conta de três cidadãos reféns do Hamas com passaporte português
EPA: MOHAMMED SABER
Os ataques de Israel à Faixa de Gaza já provocaram a morte a 67 funcionários da ONU desde o dia 7 de outubro.
Esta terça-feira é também notícia um bombardeamento ao campo de refugiados de Jabalia, na Faixa de Gaza.
As autoridades palestinianas falam em centenas de vítimas entre mortos e feridos.
Israel já confirmou o ataque em que diz ter morto 50 combatentes do Hamas e um comandante da organização. Informações que surgem depois de o governo israelita
ter, esta tarde, divulgado um balanço dos reféns por nacionalidade.
Há, de acordo com Israel, três cidadãos reféns do Hamas com passaporte português, como nos conta o enviado especial da Antena 1, José Manuel Rosendo.
Turquia, Egito e Jordânia condenam ataque a campo de refugiados em Gaza
O Presidente turco, o islamita Recep Tayyip Erdogan, acusou Israel de cometer crimes de guerra e atos de "barbárie" em Gaza, depois de o bombardeamento de hoje ter causado danos no único hospital que atende doentes oncológicos naquele território palestiniano.
"Tornou-se a mais recente vítima da barbárie de Israel. Os doentes com cancro perderam o acesso aos tratamentos. Não se toca nos hospitais em tempo de guerra", sustentou o chefe de Estado turco, após uma reunião do seu Governo.
O Hospital da Amizade Turco-Palestiniana foi construído em 2017 pela Turquia na Faixa de Gaza, enclave palestiniano pobre desde 2007 controlado pelo movimento islamita Hamas, cujo braço armado foi responsável pelo ataque sem precedentes de 07 de outubro a território israelita, que fez mais de 1.400 mortos, mais de 5.400 feridos e mais de 200 reféns.
Os ataques de retaliação de Israel fizeram desde então mais de 8.500 mortos e 21.500 feridos na Faixa de Gaza, segundo o Ministério da Saúde do Hamas.
"Israel, com o apoio incondicional dos Estados Unidos e da Europa, está a cometer crimes contra a humanidade", denunciou hoje Erdogan.
"Os habitantes de Gaza, aos quais foi cortada a eletricidade, a água e a comida, estão a ser massacrados. Atores [ocidentais] que se dizem o berço dos direitos humanos apoiam este massacre. Consideramos que Israel deve ser travado de imediato", afirmou Erdogan.
Disse também que o seu país defende que os autores de crimes de guerra em Gaza "prestem contas perante a Justiça".
O dirigente turco garantiu na semana passada que o Hamas -- classificado como grupo terrorista pelos Estados Unidos, a União Europeia e Israel -- não é uma organização terrorista, mas um grupo de "combatentes pela libertação".
Centenas de milhares de pessoas participaram no sábado passado numa manifestação em Istambul de apoio à Palestina.
Também "a República Árabe do Egito condenou nos termos mais enérgicos o desumano ataque israelita a um quarteirão residencial do campo de Jabaliya, que provocou a morte e ferimentos em mais de 400 civis", indicou o Ministério dos Negócios Estrangeiros egípcio.
Num comunicado, o Egito lamentou estes "ataques indiscriminados contra civis indefesos nos seus locais de refúgio e nas proximidades de centros médicos", considerando que tal agrava a crise e a degradação das condições humanitárias na Faixa de Gaza.
Apelou também a todos os países e parceiros internacionais para que condenem categoricamente e "sem ambiguidades" estes ataques, lhes ponham termo de imediato e para que a comunidade internacional cumpra a sua responsabilidade de fornecer a proteção necessária aos civis palestinianos.
Por sua vez, o Ministério dos Negócios Estrangeiros da Jordânia condenou também veementemente a agressão israelita à Faixa de Gaza, "responsabilizando Israel, a potência ocupante, por este perigoso acontecimento".
Num comunicado, o reino haxemita expressou "a enérgica condenação e repúdio deste ato, que contradiz todos os valores humanos e morais e as normas do direito internacional humanitário".
A forte retaliação israelita ao ataque de 07 de outubro tem incluído bombardeamentos diários da Faixa de Gaza e, na sexta-feira passada, Israel ampliou também as suas operações terrestres no norte daquele território palestiniano.
O Ministério da Saúde do movimento islamita palestiniano Hamas anunciou hoje que pelo menos 50 pessoas morreram num bombardeamento israelita a um campo de refugiados no norte da Faixa de Gaza.
Entretanto, fontes hospitalares contactadas pela agência noticiosa espanhola Efe indicaram que o alegado bombardeamento israelita ao campo de refugiados de Jabaliya fez pelo menos 145 mortos.
De acordo com estas fontes, pelo menos 90 cadáveres foram transportados para o Hospital Indonésio da Faixa de Gaza, ao passo que outros 55 foram levados para o centro Camal Adwan, ambos no norte do enclave palestiniano.
O Exército israelita confirmou ter bombardeado hoje o campo de refugiados de Jabaliya, matando um comandante do Hamas, suspeito de ser um dos responsáveis pelo ataque do movimento palestiniano contra Israel em 07 de outubro.
Fronteira de Rafah será aberta esta quarta-feira para passagem de feridos para o Egito
IDF confirmam morte de alto comandante do Hamas durante ataque ao campo de refugiados de Jabaliya
"Há pouco tempo, caças das FDI mataram Ibrahim Biari, o comandante do Batalhão Central Jabalaia do Hamas”, anunciou o porta-voz das IDF, Daniel Hagari, durante uma conferência de imprensa.
Over the past day, IDF troops operated in a Hamas terrorist stronghold in Jabaliya, northern Gaza.
— Israel Defense Forces (@IDF) October 31, 2023
The stronghold was used for training and execution of terrorism activities.
During the ground activity, the troops eliminated approx. 50 terrorists, as well as destroyed… pic.twitter.com/XMT7ZTZYKv
O ataque a Jabalaia fez parte “de uma grande operação para combater terroristas e infraestruturas terroristas pertencentes ao Batalhão Central de Jabaliya, que assumiu o controlo de edifícios civis na Faixa de Gaza", esclareceu o Exército, afirmando que para além de Ibrahim Biari, as IDF também eliminaram “vários terroristas” durante o mesmo ataque.
Duas crianças francesas mortas na Faixa de Gaza
“A França tomou conhecimento com tristeza da morte de duas crianças de nacionalidade francesa, encontradas no norte da Faixa de Gaza com a sua mãe francesa, ela própria ferida, bem como o seu terceiro filho”, informou o Ministério num comunicado enviado à imprensa, sem especificar as circunstâncias das mortes.
EUA vão enviar mais 300 soldados para o Médio Oriente
O objetivo é fornecer apoio em áreas como a eliminação de munições explosivas e comunicações.
“Destinam-se a apoiar os esforços regionais de dissuasão e a reforçar ainda mais as capacidades de proteção das forças dos EUA”, disse Ryder.
A Casa Branca anunciou ainda que 66 camiões com ajuda humanitária entraram na Faixa de Gaza nas últimas 24 horas e que outras dezenas de camiões deverão seguir para a região.
Hamas anuncia que vai libertar reféns estrangeiros “nos próximos dias”
Obaida também falou sobre a operação terrestre das Forças de Defesa de Israel (IDF), que levou à libertação da soldado israelita sequestrada Ori Megidish. De acordo com o porta-voz do grupo armado, Megidish não foi detida pelo Hamas. “Talvez ela tenha sido detida por particulares”, disse, acrescentando que “Israel nunca contactou com nenhum dos reféns detidos pelo [Hamas]”.
Guterres “profundamente alarmado” com intensificação do conflito
Guterres apelou à proteção dos civis neste conflito e enfatizou a necessidade de proporcionalidade e precaução por parte de todos os envolvidos.I am deeply alarmed by the intensification of the conflict between Israel and Hamas and other Palestinian armed groups in Gaza.
— António Guterres (@antonioguterres) October 31, 2023
With too many Israeli and Palestinian lives already lost, this escalation only increases the immense suffering of civilians.
"A proteção dos civis de ambos os lados é fundamental e deve ser sempre respeitada", afirmou Guterres num comunicado. "O direito humanitário internacional estabelece regras claras que não podem ser ignoradas. Não é um menu à la carte e não pode ser aplicado seletivamente", salientou.
Exército israelita anuncia morte de dois dos seus soldados em combates em Gaza
Os dois soldados “foram mortos nos combates no norte da Faixa de Gaza”, afirmou o exército num comunicado, poucas horas depois de reportar “combates violentos” com o Hamas neste território.
Blinken acusa Putin de estar a tentar “tirar vantagem” da guerra no Médio Oriente
“Putin está realmente a tentar tirar vantagem do ataque do Hamas a Israel na esperança de que isso nos distraia (...) e faça com que os Estados Unidos retirem os seus recursos” da Ucrânia, disse Blinken.
Irão avisa que grupos pró-iranianos podem aumentar ações na região
“É normal que os grupos e movimentos de resistência não permaneçam em silêncio face aos crimes” cometidos no território palestiniano da Faixa de Gaza, disse Hossein Amir-Abdollahian durante uma visita ao Qatar.
Pelo menos 50 mortos em bombardeamento israelita
O número é para já provisório e poderá ser consideravelmente mais alto, o bombardeamento destrui pelo menos “20 edifícios” no campo de refugiados, acrescentou o Ministério.
Hamas representa a maior ameaça desde o ISIS
Wray testemunhou que os extremistas, quer trabalhando sozinhos, como lobos solitários ou contidos em pequenos grupos, poderiam usar a guerra Israel-Gaza como pretexto para planear ataques nos EUA, embora não haja indicações de que o Hamas tenha a intenção ou a capacidade de lançar ataques nos Estados Unidos.
Situação em Gaza representa "uma crise humanitária sem precedentes"
"O Egito está a envolver-se a todos os níveis, desde a liderança política, com o presidente Abdel Fattah El-Sisi, a todas as agências estatais que estão a trabalhar para resolver esta crise humanitária sem precedentes a que os residentes inocentes da Faixa de Gaza estão expostos hoje", acrescentou Madbouly.
A solução de dois Estados é a solução que garantirá a paz na região, acrescentou.
Noruega considera que Israel pode ter violado o direito internacional
Espen Barth Eide afirmou, em entrevista à Reuters que, embora Oslo apoie o direito de autodefesa de Israel, o direito humanitário deve ser respeitado, o que implica distinguir entre combatentes e civis e garantir que os ataques militares são proporcionais para evitar danos excessivos aos civis e às infraestruturas civis.
"Acreditamos que houve casos em que esta proporcionalidade e esta distinção não foram totalmente respeitadas", afirmou, falando nos Emirados Árabes Unidos.
A embaixada de Israel em Abu Dhabi não fez comentários imediatos, mas o país afirma que as suas forças não têm como alvo os civis.
Para o chefe da diplomacia da Noruega, “isto não é apenas importante do ponto de vista jurídico, é também importante porque chegará um momento em que teremos de procurar soluções políticas”.
"Temos de voltar à questão fundamental do que fazer em relação ao conflito israelo-palestiniano."
A solução de dois Estados prevista nos Acordos de Oslo é a única solução, afirmou. A Noruega também condenou os ataques do Hamas.
Calcula-se que cerca de 200 cidadãos noruegueses estejam retidos em Gaza e não possam sair devido ao bloqueio.
Líder trabalhista britânico prefere "pausas humanitárias" a cessar-fogo
"Apesar de compreender a razão pela qual alguns apelam a um cessar-fogo, não creio que essa seja a decisão correta neste momento”, afirmou, em declarações aos jornalistas após um discurso esta manhã no Instituto de Relações Internacionais britânico (Chatham House). Um cessar fogo permitiria ao Hamas manter a capacidade de prosseguir com ataques e conservar mais de 200 reféns, além de "negar efetivamente a um Estado soberano a sua autodefesa”, argumentou.
"Troca de fogo" entre Israel e Hezbollah "tem-se mantido nos últimos dias"
Norte de Gaza "não é território conquistado por Israel"
Conselho de Segurança incapaz de se entender sobre Gaza
Mais uma manhã de bombardeamentos intensos sobre Gaza
Israel usou fósforo branco no ataque ao sul do Líbano
A new Amnesty investigation has found that the Israeli army indiscriminately, and therefore unlawfully, used white phosphorous in an attack on Dhayra in south Lebanon on 16 October.
— Amnesty International (@amnesty) October 31, 2023
The attack must be investigated as a war crime. pic.twitter.com/RyK1CePSGj
Os grupos de defesa dos direitos humanos acusaram Israel de utilizar fósforo branco nos seus ataques, tanto em Gaza como no Líbano.
“É imperativo” cessar-fogo imediato
"Colegas de toda a ONU estão a falar da necessidade de um cessar-fogo humanitário imediato", afirmou a porta-voz Elizabeth Throssell em Genebra.
Considerando "o quadro que pintaram, de quão desesperada é a situação", uma trégua nesta altura é absolutamente vital, disse Throssell.
"Penso que, no futuro, é claro, também seria de esperar que se avançasse para a cessação das hostilidades, porque, na verdade, a única resposta a esta situação é o fim da violência", acrescentou.
Igreja Ortodoxa condena Israel
O Patriarcado emitiu um comunicado "condenando o bombardeamento pelo exército israelita do Centro Cultural Ortodoxo no bairro de Tal Al-Hawa, em Gaza, hoje de manhã".
No mesmo documento considera-se que "o ataque representa uma manifestação marcante da determinação injustificada de Israel em destruir infra estruturas civis e centros de serviços sociais".
Máquina de guerra israelita revela ter intercetado míssil
The @IAFsite intercepted a surface-to-surface missile in the area of the Red Sea. This is the first operational interception by the Arrow Aerial Defense System since the beginning of the war.
— Israel Defense Forces (@IDF) October 31, 2023
An additional aerial threat was successfully intercepted by IAF fighter jets in the…
No mais recente balanço operacionai, o Tsahal afirma ter atingido "um posto terrorista do Hamas no norte de Gaza" e abatido "dezenas de terroristas".
As Forças de Defesa de Israel alegam ainda que destruíram "células para lançamento de mísseis" e "postos de observação", além de terem apreendido "numerosas armas", incluindo engenhos explosivos.
Líder checheno, Ramzan Kadyrov, diz querer desencorajar ataques antissemitas
Tais acontecimentos, avisou o líder checheno, citado pela agência Ria Novosti, levarão a detenções. Kadyrov terá instruído as forças de segurança a efetuarem disparos de aviso. Caso os eventuais motins persistam, a ordem é para abater.
A Chechénia e o Daguestão são repúblicas semi-autónomas com populações maioritariamente muçulmanas.
Brigadas Ezzedine Al Qassam reivindicam morte de soldado israelita
As Brigadas Ezzedine Al Qassam, braço armado do movimento radical que administra a Faixa de Gaza, reivindicam a morte de pelo menos um operacional do Tsahal e a destruição de dois blindados que estariam a avançar para o noroeste do território. Dizem também ter atacado soldados que entraram num edifício, em Beit Hanoun, onde estavam entrincheirados combatentes do Hamas.
Por sua vez, as Brigadas Al Quds, braço armado da Jihad Islâmica, afirmam ter atacado dois grupos de tropas e veículos israelitas com granadas de morteiro pero de Erez e Al-Atatra, no noroeste de Gaza.
"Gaza está numa catástrofe"
"É uma catástrofe de saúde pública iminente que se aproxima com a deslocação em massa, a sobrelotação, os danos nas infraestruturas de água e saneamento", acrescentou Lindmeier aos jornalistas.
O gabinete humanitário da ONU afirmou num comunicado, divulgado esta terça-feira, que o abastecimento de água ao sul de Gaza foi interrompido em 30 de outubro "por razões desconhecidas".
Lindmeier apelou à entrada de combustível em Gaza para permitir o funcionamento de uma central de dessalinização. Muitas crianças adoeceram por beberem água salgada.
Número de mortos em Gaza sobe para 8.525
O Ministério da Saúde acusa Israel de visar “intencionalmente” os hospitais e os centros de Saúde.
"O Hospital da Amizade Turco-Palestiniano foi diretamente atingido e parte dele foi destruído. Muitos dos doentes com cancro sofreram ataques de pânico por causa disso", declarou Ashraf al-Qudra
"Retórica russa clássica". Putin associa à Ucrânia distúrbios contra israelitas no Daguestão
“São as atuais elites governantes dos EUA e dos seus satélites, os principais beneficiários da instabilidade mundial”, reiterou Putin.
Por sua vez, o porta-voz do Kremlin, Dmitry Peskov, para vincar as palavras de Putin, relembrou como pode ser fácil uma manobra de propaganda: "Tendo como pano de fundo imagens de TV que mostram os horrores do que está a acontecer na Faixa de Gaza - as mortes de pessoas, crianças, idosos - é muito fácil para os inimigos aproveitarem-se e provocarem a situação".
Canal Morning Dagestan
O governador do Daguestão, Sergei Melikov, também alinhou com o Governo de Moscovo, alegando que os motins tinham sido incitados “a partir do território da Ucrânia por traidores”, através de um canal do Telegram chamado Morning Dagestan.
O Morning Dagestan ou Utro Dagestan é um canal islâmico que se opõe ao controlo russo da região e tem sido associado a Ilya Ponomarev, um ex-deputado russo que desertou para a Ucrânia em 2016 e obteve a cidadania ucraniana.
Na manhã de domingo, o canal Morning Dagestan, através da plataforma Telegram, publicou detalhes sobre o voo que chegaria naquele dia de Telavive.
As publicações instaram os utilizadores da rede a “irem ao encontro dos visitantes inesperados” no principal aeroporto do Daguestão, em Makhachkala. O voo chegaria às 19h00, hora local.
A BBC investigou as mensagens partilhadas no Morning Dagestan e encontrou também “outros chats locais do Telegram que partilham ideologia antissemita semelhante e incitando a violência”.
Após os comentários de Melikov, o canal publicou um comunicado a negar qualquer ligação com Ponomarev ou a Ucrânia. O ex-deputado disse que deixou de apoiar o canal no ano passado.
Israel destruiu casa do líder do Hamas
Arouri, um veterano dirigente do Hamas que passou 17 anos nas prisões israelitas, é adjunto do líder do Hamas, Ismail Haniyeh, e faz parte de um grupo de dirigentes selecionados pelas autoridades israelitas.
צה"ל ושב"כ פועלים כנגד ארגון הטרור חמאס ברחבי יהודה ושומרון; נעצרו 38 מבוקשים והוחרמו אמצעי לחימה
— צבא ההגנה לישראל (@idfonline) October 31, 2023
כוחות הביטחון הרסו הלילה את ביתו של צלאח ערורי, סגן ראש הלשכה המדינית והאחראי על פעילות ארגון הטרור חמאס ביהודה ושומרון.
לכל הפרטים: https://t.co/LbQVIXbcDy pic.twitter.com/ZgfmyosXI2
Rebeldes iemenitas afirmam que lançaram drones na direção a Israel
O exército israelita já tinha revelado ter detetado um "veículo voador hostil" ao largo da cidade de Eilat, no Mar Vermelho.
Questionado pela AFP, o primeiro-ministro do governo Houthi, Abdelaziz ben Habtour, afirmou que "estes drones pertencem ao Iémen".
Crescente Vermelho Palestiniano tratou mais de sete mil feridos
A estrutura revelou ainda que morreram 2.580 pessoas que descreve como “mártires”.
📍Since the beginning of the escalation, @PalestineRCS teams have dealt with 2,580 martyrs and 7,667 injuries in #Gaza Strip up to 10am.#Gazabombing #Gazaunderattak #Gaza_Genicide #GazaUnderGenocide pic.twitter.com/dm4ogBiU4b
— PRCS (@PalestineRCS) October 31, 2023
Já o Ministério da Saúde da Gaza, dirigido pelo Hamas, calcula em mais de oito mil o número de mortos.
940 crianças dadas como desaparecidas em Gaza
Israel eleva para 240 o número de reféns confirmados
“Até à data, as famílias de 240 reféns foram notificadas. O número subiu porque algumas das pessoas não são cidadãos de Israel, pelo que a identificação é mais complicada e leva mais tempo”, afirmou Daniel Hagari, porta-voz do exército.
Na última noite, as forças armadas israelitas detiveram 38 palestinianos procurados, entre os quais estão oiti membros do Hamas, segundo um comunicado.
O comunicado refere ainda que as tropas confiscaram armas e que na cidade de Qabatiya, a sul de Jenin, foram lançados explosivos, o que levou a uma troca de tiros.
As tropas operaram também nos campos de refugiados de Belém, onde se registaram confrontos entre elas e os habitantes locais que lançaram cocktails Molotov.
MNE do Irão desloca-se à Turquia e ao Catar para abordar o conflito
"A agenda da viagem é a troca de pontos de vista sobre os crimes do regime israelita e os acontecimentos em Gaza", indica a agência de notícia iraniana Mehr, acrescentando que a primeira paragem da deslocação do ministro vai ser no Catar.
C/Lusa
Operação terrestre de Israel cada vez mais visível em Gaza
Evelyn Hockstein - Reuters
Dois milhões de habitantes de Gaza enfrentam um cenário de catástrofe humanitária, de acordo com as Nações Unidas.
Príncipe herdeiro do Kuwait condena "agressão" israelita a Gaza
Haverá 240 pessoas sob custódia do Hamas em Gaza
"Destruir o Hamas passo a passo, ataque a ataque"
Nas palavras de Lerner, o exército do Estado hebraico está "a destruir o Hamas passo a passo, ataque a ataque". O objetivo, completou, é enfrentar diretamente o movimento radical palestiniano e "destruir a sua infraestrutura".
Exército israelita anuncia ataques aéreos no Líbano contra o Hezbollah
"Aviões de combate atacaram recentemente as infraestruturas da organização terrorista Hezbollah no território do Líbano", anunciou o Exército na rede social X (antiga Twitter).
"Entre as infraestruturas atacadas, foram destruídas armas, posições e locais utilizados pela organização", acrescentou o Exército.
O aumento das tensões na fronteira israelo-libanesa levanta receios de um alargamento regional da guerra entre Israel e o Hamas, desencadeada após o ataque do movimento islamita em 07 de outubro, que matou mais de 1.400 pessoas, principalmente civis, de acordo com as autoridades israelitas.
O Hamas afirma que mais de 8.300 pessoas, a maioria civis, foram mortas em bombardeamentos retaliatórios israelitas na Faixa de Gaza.
Na segunda-feira, o Hezbollah anunciou a morte de um dos seus combatentes, elevando para 47 o número de membros do grupo mortos desde 07 de outubro.
O primeiro-ministro libanês, Najib Mikati, garantiu que o seu país está a fazer todo o possível para evitar ser arrastado para o conflito, dizendo temer "que uma escalada do conflito se alargue a toda a região".
Forças de Defesa de Israel envolvidas em "várias batalhas" em Gaza
- As Forças de Defesa de Israel indicam que tiveram lugar "várias batalhas" em Gaza durante a noite. Tropas israelitas terão sido atacadas pcom mísseis anti-tanque e disparos de armas automáticas. A ofensiva terrestre do Estado hebraico continua assim a ganhar corpo. O foco incide sobre o norte de Gaza, mas os ataques visam "todas as partes da Faixa";
- Prosseguem também os bombardeamentos aéreos. Israel afirma que foram atingidos mais de 300 alvos;
- O Conselho de Segurança da ONU tentou, pela quarta vez, aprovar uma resolução sobre o conflito israelo-palestiniano. A reunião aconteceu a pedido dos Emirados Árabes Unidos, o único país árabe entre os 15 membros daquele órgão das Nações Unidas. As questões centrais foram a falta de zonas seguras em Gaza e a dificuldade em fazer chegar a ajuda humanitária ao território administrador pelo movimento Hamas. Os Estados Unidos manifestaram preocupação com o iminente isolamento de Gaza, em risco de ficar sem comunicação com o exterior;
- O representante de Israel nas Nações Unidas, Gilad Erdan, alertou para o radicalismo islâmico e reclamou solidariedade internacional;
- O chefe da Agência das Nações Unidas para os Refugiados Palestinianos, Philippe Lazzarini, afirmou que a morte de mais de três mil crianças em Gaza, ao longo das últimas três semanas, não pode ser considerada como "efeitos colaterais da guerra";
- A UNRWA adiantou que houve uma invasão a centros de distribuição de ajuda, provocada pelo desespero da população. Há oito mil pessoas abrigadas numa base logística da fronteira de Rafah, vital para a distribuição de ajuda, o que dificulta as operações humanitárias. Nas últimas horas, entraram 26 camiões na Faixa de Gaza, através da fronteira egípcia. Desde 21 de outubro, entraram 144 veículos com medicamentos e comida;
- O primeiro-ministro de Israel, Benjamin Netanyahu, garante que não vai colocar a sua chancela num cessar-fogo e pede apoio à comunidade internacional. Apela também à libertação imediata dos reféns do Hamas;
- O Hamas divulgou um vídeo com três mulheres reféns. O primeiro-ministro israelita fala em propaganda cruel;
- Em Israel, Jerusalém foi palco de uma manifestação por causa dos 200 reféns do Hamas. Centenas de berços e camas foram instalados numa praça. Até ao momento, foram libertadas apenas quatro pessoas e pelo menos 50 morreram;
- A ofensiva desencadeada pelo Hamas a 7 de outubro contra Israel fez pelo menos 1.400 mortos. O número de reféns levados pelo movimento radical palestiniano é de 239. Na contraofensiva israelita, morreram já mais de oito mil pessoas, de acordo com o balanço do Ministério da Saúde de Gaza.
Exército ataca 300 alvos na Faixa de Gaza e mata um dos comandantes do Hamas
"Durante o último dia, as forças de combate combinadas das Forças de Defesa de Israel atacaram cerca de 300 alvos, incluindo posições ocultas de lançamento de mísseis antitanque e foguetes, bem como complexos militares dentro de túneis pertencentes à organização terrorista Hamas", disse o porta-voz militar em comunicado.
As tropas "mataram os terroristas" durante os confrontos "e deram instruções à força aérea para atacar alvos e infraestruturas terroristas em tempo real".
Pouco depois, o exército anunciou que os seus caças bombardearam o centro de comando do batalhão de Beit Lahia, no norte de Gaza, matando Nasim Abu Ajina, um dos comandantes do ataque do Hamas em território israelita, a 07 de outubro.
Abu Ajina, acrescenta-se num comunicado militar, comandava igualmente o dispositivo aéreo do grupo islamita, incluindo a produção de drones.
Desde que expandiu as operações terrestres na Faixa de Gaza, o exército israelita avançou em direção à cidade de Gaza, chegando aos arredores na segunda-feira, de acordo com a agência de notícias EFE.
O primeiro-ministro de Israel, Benjamin Netanyahu, afirmou na segunda-feira que o avanço das tropas no terreno "está a acontecer em passos medidos mas poderosos, alcançando um progresso sistemático".
A guerra entre Israel e o Hamas começou a 07 de outubro com o ataque do grupo islamita palestiniano em solo israelita, que fez 1.400 mortos e mais de 5.400 feridos, sendo que 239 reféns foram levados para Gaza.
Desde então, o exército israelita tem bombardeado Gaza em retaliação e, na sexta-feira, alargou as operações terrestres. No total, os ataques israelitas já fizeram mais de 8.300 mortos e mais de 21.000 feridos.
Ataques nos arredores de um hospital do Crescente Vermelho palestiniano
"Continuam os ataques aéreos e de artilharia na zona de Tel al-Hawa, em Gaza, onde está situado o hospital al-Quds", declarou o Crescente Vermelho Palestiniano (PRCS, na sigla em inglês), na rede social X.
"O edifício está a tremer e os civis deslocados e as equipas de trabalho estão em estado de medo e pânico", acrescentou.
O PRCS já tinha comunicado bombardeamentos na zona no domingo à noite.
O diretor do hospital disse à agência de notícias France-Presse que o exército israelita tinha ordenado a evacuação.
O diretor da Organização Mundial de Saúde (OMS) descreveu o apelo como "profundamente preocupante", afirmando ser impossível evacuar um hospital sem pôr em perigo a vida dos pacientes.
"Reiteramos que é impossível evacuar hospitais cheios de doentes sem pôr em perigo as suas vidas", escreveu Tedros Adhanom Ghebreyesus na X.
Além dos doentes, o complexo hospitalar alberga 14 mil pessoas que se refugiaram no local para escapar aos ataques israelitas, segundo o Crescente Vermelho.
Israel tem acusado repetidamente o Hamas de utilizar hospitais para esconder armas ou combatentes. O movimento islâmico palestiniano negou categoricamente esta acusação.
Japão impõe sanções ao Hamas
"Preparámos esta lista de indivíduos com o objetivo de cessar a fonte de rendimento das atividades terroristas do Hamas", disse Matsuno numa conferência de imprensa, acrescentando que são esperadas outras medidas do Governo japonês no futuro.
A atual ronda de sanções envolve o congelamento de fundos e a proibição de transferências para vários membros do grupo, tal como foi decidido, nos últimos dias, por vários governos, incluindo os Estados Unidos.
Em 07 de outubro, o movimento islamita Hamas lançou um ataque surpresa contra o sul de Israel com o lançamento de milhares de foguetes e a incursão de milicianos armados. O ataque causou 1.400 mortos, mais de 5.400 feridos e mais de 230 reféns foram levados para Gaza.
Em resposta, Israel declarou guerra ao Hamas, que controla a Faixa de Gaza desde 2007 e é classificado como terrorista pela União Europeia e Estados Unidos, bombardeando várias infraestruturas do grupo na Faixa de Gaza, ao mesmo tempo que impôs um cerco total ao território com corte de abastecimento de água, combustível e eletricidade.
Desde então, o exército israelita tem vindo a bombardear Gaza em retaliação e, na sexta-feira, alargou as operações terrestres, que já causaram mais de 8.000 mortos e mais de 20.000 feridos.