Médio Oriente. Organizações internacionais pedem cessar-fogo
O diretor executivo da Amnistia Internacional em Portugal, Pedro Neto, diz que só o cessar-fogo pode libertar os reféns e serenar a escalada de violência.
Médio Oriente. Gustavo Carona diz que palestinianos são vítimas de "sofrimento desmedido"
Gustavo Carona diz que a população palestiniana de Gaza está a ser vítima de um sofrimento desmedido por parte de Israel.
Médio Oriente. Israel recorda vítimas com memorial no Muro das Lamentações
Um mês depois do ataque do Hamas, Israel lembrou as vítimas com um memorial no Muro das Lamentações, em Jerusalém.
A reportagem é dos enviados especiais José Manuel Rosendo e Marques de Almeida.
Israel será responsável pela segurança de Gaza indefinidamente, diz Benjamin Netanyahu
O primeiro-ministro israelita, Benjamin Netanyahu, advertiu hoje que Israel ficará encarregado da segurança de Gaza por tempo indeterminado, quando terminar a guerra que travam naquele território contra o movimento islamita palestiniano Hamas.
"Acredito que Israel terá, por um período indefinido, a responsabilidade global pela segurança porque vimos o que acontece quando não a temos", frisou Netanyahu, num excerto da entrevista à estação norte-americana ABC.
"Quando não temos essa responsabilidade pela segurança, o que temos é uma erupção do terror do Hamas numa escala que não poderíamos imaginar", acrescentou.
O governante israelita respondeu, quando questionado sobre quem deveria governar Gaza quando a guerra terminasse: "Aqueles que não querem seguir o caminho do Hamas".
A 07 de outubro, o Hamas -- classificado como organização terrorista pelos Estados Unidos, a União Europeia e Israel - efetuou um ataque de dimensões sem precedentes ao território israelita, fazendo mais de 1.400 mortos, na maioria civis, e mais de 200 reféns, que mantém em cativeiro na Faixa de Gaza.
Iniciou-se então uma forte retaliação de Israel àquele enclave palestiniano pobre, desde 2007 controlado pelo Hamas, com cortes do abastecimento de comida, água, eletricidade e combustível e bombardeamentos diários, seguidos de uma ofensiva terrestre que completou na quinta-feira o cerco à cidade de Gaza.
A guerra entre Israel e o Hamas, que cumpre hoje o 31º dia e que continua a ameaçar alastrar-se a toda a região do Médio Oriente, fez até agora na Faixa de Gaza mais de 10.000 mortos, anunciou o Ministério da Saúde palestiniano, controlado pelo movimento islamita Hamas.
Guterres deveria ter vergonha do seu discurso, diz MNE israelita
O ministro dos Negócios Estrangeiros de Israel, Eli Cohen, disse hoje que o secretário-geral da Organização das Nações Unidas (ONU), António Guterres, deveria ter vergonha do seu recente discurso sobre a guerra.
Guterres disse que todas as partes estão a cometer violações do direito internacional humanitário.
"Que vergonha, António Guterres! Mais de 30 menores -- incluindo um bebé de nove meses, bem como crianças que testemunharam o assassinato, a sangue frio, dos seus pais -, estão detidos contra a sua vontade na Faixa de Gaza", afirmou Cohen, através de uma publicação na rede social X (antigo Twitter).
O governante vincou que o Hamas "é o problema em Gaza" e não as ações de Israel para "eliminar esta organização terrorista".
Também hoje, o embaixador israelita na ONU, Gilad Erdan, voltou a defender que Guterres não reúne condições para manter-se como secretário-geral da organização.
"Passaram mais de 30 dias desde que crianças do Sul de Israel foram intencionalmente abatidas pelos terroristas do Hamas, mas tu não disseste nada sobre o `cemitério de crianças` que o Sul de Israel se tornou", criticou.
Durante o seu discurso, Guterres referiu que enquanto o exército israelita "continua a bombardear e a espancar civis, hospitais, campos de refugiados, mesquitas, igrejas e edifícios da ONU", o Hamas "usa civis como escudos humanos".
Para Guterres, o caminho a seguir é "um cessar-fogo humanitário".
Segundo dados divulgados pelo Ministério da Saúde de Gaza, controlado pelo Hamas, 10.022 palestinianos foram mortos e mais de 25.400 ficaram feridos desde o início da guerra.
Entre as vítimas estão 4.104 crianças e 2.641 mulheres.
Entrevista à RTP. Representante da Palestina em Portugal esperava "palavras de empatia" de Marcelo
O chefe da missão diplomática da Palestina em Portugal diz que esperava "palavras de empatia" do presidente da República.
ONU lança apelo por 1,12 mil milhões de euros para ajudar palestinianos
As Nações Unidas lançaram hoje um apelo humanitário de 1,2 mil milhões de dólares (1,12 mil milhões de euros) para ajudar 2,7 milhões de palestinianos, anunciou hoje o secretário-geral da ONU, António Guterres.
O apelo abrange não só toda a população da Faixa de Gaza, como meio milhão de palestinianos na Cisjordânia, incluindo Jerusalém Oriental.
Num pronunciamento à imprensa, Guterres informou que o apelo é promovido pela ONU e pelos seus parceiros.
António Guterres salientou que alguma ajuda vital está a chegar a Gaza através da passagem de Rafah, mas que não é suficiente para satisfazer "o oceano de necessidades" do povo palestiniano.
"Sejamos claros: a passagem de Rafah por si só não tem capacidade para processar camiões de ajuda humanitária na escala necessária", disse, observando que o combustível continua impedido de entrar em Gaza, situação que afeta não só os recém-nascidos em incubadoras e os pacientes que dependem de suporte vital, mas que impede também a água de ser bombeada ou purificada.
Pouco mais de 400 camiões atravessaram Gaza nas últimas duas semanas, em comparação com os 500 que entravam diariamente no enclave antes do conflito.
Posteriormente, o porta-voz de Guterres, Stéphane Dujarric, explicou que o valor do apelo hoje lançado foi calculado tendo em conta as necessidades de todas as agências da ONU que trabalham com o povo palestiniano, e especificou que apesar das atuais dificuldades de acesso a Gaza, a ideia é ter um fundo pronto para quando as condições de acesso melhorarem.
Durante o seu discurso, Guterres assegurou que na guerra de Gaza "estamos a testemunhar violações claras do direito humanitário internacional", quer por parte de Israel, quer por parte do Hamas.
"O caminho a seguir é claro: um cessar-fogo humanitário. Agora", afirmou.
O ex-primeiro-ministro português fez uma série de exigências tanto às autoridades israelitas, quanto ao movimento islamita Hamas, como a libertação de reféns ou o envio de mais ajuda humanitária, e disse que nenhum destes objetivos pode estar condicionado à solução dos restantes.
"Temos de agir agora para encontrar uma saída deste brutal, terrível e agonizante beco sem saída de destruição. Para ajudar a acabar com a dor e o sofrimento. E para ajudar a preparar o caminho para a paz, para uma solução de dois Estados, com israelitas e palestinianos a viverem em paz e segurança", concluiu Guterres.
O grupo islamita Hamas lançou em 07 de outubro um ataque surpresa contra o sul de Israel com o lançamento de milhares de foguetes e a incursão de milicianos armados, fazendo duas centenas de reféns.
Em resposta, Israel declarou guerra ao Hamas, movimento que controla a Faixa de Gaza desde 2007 e que é classificado como terrorista pela União Europeia e Estados Unidos, bombardeando várias infraestruturas do grupo na Faixa de Gaza e impôs um cerco total ao território com corte de abastecimento de água, combustível e eletricidade.
O conflito já provocou milhares de mortos e feridos, entre militares e civis, nos dois territórios.
Netanyahu promete futuro de esperança a Gaza após destruição do Hamas
O primeiro-ministro israelita afirmou hoje que a destruição do movimento islamita palestiniano Hamas trará à Faixa de Gaza "um verdadeiro futuro" de "promessas e esperança", alertando que, se o Médio Oriente cair no terror, a seguir será a Europa.
Benjamin Netanyahu explicou durante uma reunião com diplomatas estrangeiros em Jerusalém que a guerra de Israel contra o movimento islamita palestiniano Hamas "não é uma batalha local", acrescentando: "Se o Médio Oriente cair no eixo do terror, a Europa será a próxima", disse o primeiro-ministro israelita, segundo o jornal The Times of Israel.
Da mesma forma, afirmou que se trata de "uma grande batalha entre a civilização e a barbárie" e que "o eixo do terror é liderado pelo Irão", o que inclui o Hamas, o movimento xiita libanês Hezbollah "e seus outros capangas".
Neste sentido, indicou que o chamado "Eixo da Resistência" -- uma aliança formada pelos parceiros do Irão -- quer devolver o Médio Oriente e o mundo "a uma era das trevas".
"Eles procuram minar e inviabilizar qualquer progresso em direção à paz", concluiu.
Mais de 10 mil pessoas morreram na Faixa de Gaza desde que as Forças de Defesa de Israel iniciaram a sua campanha de ataques para responder aos ataques levados a cabo pelo Hamas em 07 de outubro, segundo o Ministério da Saúde da Faixa de Gaza, controlada pelo movimento islamita, que relata a morte de mais de 4.100 crianças.
As informações divulgadas pelo Hamas, organização considerada terrorista pela União Europeia (UE) e Estados Unidos, não foram confirmadas de forma independente.
As autoridades palestinianas também aumentaram para 155 o número de palestinianos mortos na Cisjordânia e em Jerusalém Oriental, provocados por disparos das forças israelitas e ataques de colonos, desde 07 de outubro, quando o Hamas realizou ataques contra Israel que deixaram quase 1.400 mortos e mais de 240 pessoas raptadas.
Biden e Netanyahu discutiram possibilidade de pausas táticas nos ataques a Gaza
Guterres diz que Gaza está a tornar-se "num cemitério de crianças"
O secretário-geral da ONU, António Guterres, disse hoje o "pesadelo" em Gaza é "uma crise da humanidade", onde "ninguém está seguro", revelando que já morreram mais jornalistas em quatro semanas do que em qualquer conflito nos últimos 30 anos.
Em declarações à imprensa na sede das Nações Unidas (ONU), em Nova Iorque, Guterres disse que Gaza está a tornar-se "num cemitério de crianças" e afirmou-se "profundamente preocupado" com as "claras violações do direito humanitário internacional" no terreno.
"A intensificação do conflito está a abalar o mundo, a região e, o que é mais trágico, a destruir tantas vidas inocentes. As operações terrestres das Forças de Defesa de Israel e os bombardeamentos contínuos estão a atingir civis, hospitais, campos de refugiados, mesquitas, igrejas e instalações da ONU -- incluindo abrigos. Ninguém está seguro", disse.
Além do número recorde de jornalistas mortos em quatro semanas, o secretário-geral disse ainda que foram mortos mais trabalhadores humanitários das Nações Unidas do que em qualquer período comparável na história da organização.
Só na Agência das Nações Unidas de Assistência aos Refugiados da Palestina (UNRWA), 88 trabalhadores foram mortos em Gaza desde o início da ofensiva israelita no enclave.
"Deixem-me ser claro: nenhuma parte num conflito armado está acima do direito humanitário internacional", reforçou, reiterando a sua "total condenação dos abomináveis atos de terror perpetrados pelo Hamas" em 07 de outubro e repetindo os apelos pela libertação imediata, incondicional e segura dos reféns detidos em Gaza.
"Nada pode justificar a tortura, morte, ferimentos e rapto deliberados de civis. A proteção dos civis deve ser primordial", frisou.
"A catástrofe que se desenrola torna a necessidade de um cessar-fogo humanitário mais urgente a cada hora que passa", salientou o ex-primeiro-ministro português.
Gaza. António Guterres pede um "cessar-fogo imediato"
O secretário-geral das Nações Unidas pede um cessar-fogo imediato em Gaza, alertando que é cada vez mais urgente, a cada hora que passa.
Cerca de dois mil cidadãos europeus em Gaza, estima a UE
Quase um mês depois dos ataques do Hamas ainda há muitos cidadãos europeus quer não conseguiram sair de Gaza.
Reuters
João Silva é o oficial de ligação do Mecanismo Europeu de Protecção Civil que está no Egipto a coordenar os esforços da União para permitir a saída de cidadãos europeus da Faixa de Gaza.
Em conversa com a correspondente da Antena 1 em Bruxelas, Andrea Neves, João Silva explica que haverá ainda cerca de 2 mil cidadãos europeus em Gaza, alguns deles feridos que vão precisar de ajuda quando chegarem ao Egipto.
João Silva diz também que a ajuda humanitária da União Europeia está a chegar ao Egipto, mas que o processo não é fácil para poder receber e depois distribuir quem chega nos voos humanitários.
Biden falou com Netanyahu sobre a situação em Gaza
Empresas fornecedoras de imagem por satélite estão a restringir imagens de Gaza
Os principais fornecedores de fotografias de satélite que divulgam este serviço para agências de comunicação social, bem como para outras fontes de investigação particular, estão a limitar o acesso às imagens da região de Gaza, após uma reportagem do New York Times que dava conta das posições dos tanques israelitas através de imagens registadas por satélite.
Com a evolução tecnológica e a entrada em campo de várias empresas privadas no negócio espacial, este tipo de serviço, inicialmente restrito e apenas regulado pelas agências estatais e governamentais, passou a ter um acesso mais facilitado, de fácil visualização, como por exemplo o Google Earth, muito embora com imagens de arquivo.
Mas com modernização e a privatização do setor espacial, cada vez mais aguerrida - com empresas como One web ou a Starlink de Elon Musk - que se revelou crucial para o esforço de guerra ucraniano, abriu portas a um novo mundo digital através do espaço. E entre as novas empresas privadas, a informação não se restringe apenas aos dados, sendo o campo visual uma área muito atrativa e lucrativa.
Forças israelitas matam quatro militantes palestinianos na Cisjordânia
Presidente iraniano vai à Arábia Saudita no domingo, avança site iraniano
Jordânia alerta que deslocação de palestinianos é "declaração de guerra"
Al-Khasawneh sublinhou que a saída forçada dos palestinianos dos seus territórios devido aos ataques das Forças de Defesa de Israel (IDF) é uma das “linhas vermelhas” da sua política, segundo a agência de notícias jordana, Petra.
O rei Abdullah II da Jordânia manifestou anteriormente o seu apoio à Palestina e hoje sublinhou ainda que é o dever de Amã ajudar os feridos na Faixa de Gaza.
“A Jordânia continuará a ser o mais próximo apoiante dos seus irmãos palestinianos”, afirmou nas redes sociais.
Faixa de Gaza. Diretores de 18 agências da ONU exigem cessar-fogo humanitário imediato
Num comunicado conjunto, divulgado este domingo, pedem que os civis sejam protegidos. Num momento em que a ajuda humanitária que chega ao território é escassa, a Jordânia fez a primeira entrega de material médico com recurso a paraquedas.
Guerra Israel-Hamas. Antony Blinken na Turquia
O secretário de Estado norte-americano e o ministro turco dos Negócios Estrangeiros tiveram esta segunda-feira o primeiro encontro desde o início da guerra entre Israel e o Hamas. Antony Blinken tenta apaziguar as posições da Turquia, um dos aliados estratégicos, mas também mais difíceis de Washington.<br />
Foto: Jonathan Ernst - Reuters
Forças israelitas atingiram painéis solares no hospital al-Shifa
As Forças Armadas de Israel informaram que um centro de controlo do Hamas funciona dentro do hospital al-Shifa, que é também utilizado para armazenar armas e munições, para disparar foguetes e para dirigir os terroristas do Hamas.
UE condena atos de antissemitismo na Europa
“Nestes tempos difíceis, a UE mantém-se ao lado das suas comunidades judaicas”, refere um comunicado no qual se condenam os incidentes antissemitas, qualificando-os como “atos odiosos” e que “vão contra tudo o que a Europa representa, contra os nossos valores fundamentais e o nosso modo de vida”.
A UE destaca que “a vaga de incidentes antissemitas em toda a Europa atingiu níveis extraordinários nos últimos dias, fazendo lembrar alguns dos períodos mais negros da História. Atualmente, os judeus europeus vivem mais uma vez com medo”.
Só em França, os atos antissemitas recrudesceram desde o início do conflito Hamas-Israel, em 07 de outubro, levando à detenção de cerca de 500 pessoas.
Em declarações ao canal de televisão France 2, no domingo, o ministro do Interior francês, Gérald Darmanin, disse que "o número de atos antissemitas explodiu" em França, totalizando 1.040 desde 07 de outubro, e que das 486 pessoas detidas para identificação, 102 eram estrangeiras.
Um dos maiores hospitais de Gaza pode encerrar em horas por falta de combustível
No dia em que surge a informação de que o Hospital Al Shifa, um dos maiores de Gaza, pode deixar de funcionar dentro de algumas horas por falta de combustível para os geradores, a ONU deixa um alerta e refere que também os alimentos básicos em Gaza podem acabar nos próximos três dias.
EPA
Esta segunda-feira também surge a notícia de que a presidente da Comissão Europeia, Ursula Von Der Leyen anunciou que vai aumentar a ajuda humanitária à Faixa de Gaza em 25 por cento, para 100 milhões de euros.
RTP percorreu território israelita junto à Faixa de Gaza
A Cândida Pinto e o David Araújo percorreram o território israelita, junto à Faixa de Gaza até sul, à fronteira com o Egipto, e encontraram um território despovoado e com alguns sinais do que aconteceu a 7 de outubro.
Bombardeamento israelita da última noite a Gaza foi dos mais intensos
O bombardeamento da ultima noite foi dos mais intensos desde que começou esta guerra. Israel diz também ter cortado a Faixa de Gaza ao meio, as forças de defesa israelita assumem já controlo de parte do território palestiniano, como revela o enviado da RTP a Jerusalém.
Papa diz a rabinos europeus que "construir a paz" exige justiça e diálogo
O Papa recebeu hoje membros da Conferência dos Rabinos Europeus e afirmou que as armas, o terrorismo e a guerra não são meios adequados para "construir a paz", defendendo em alternativa compaixão, justiça e diálogo.
Francisco, na sua intervenção, declarou que "mais uma vez irrompeu a violência e a guerra naquela terra que, abençoada pelo Todo-Poderoso, parece continuamente atingida pela baixeza do ódio e pelo ruído fatal das armas".
O Papa demonstrou ainda a sua preocupação "com a proliferação de manifestações antissemitas" e manifestou "firmemente" a sua condenação a tais ações.
"Neste tempo de destruição (...), nós, os crentes, somos chamados (...) a construir a fraternidade e a abrir caminhos de reconciliação", disse Francisco.
"Nem as armas, nem o terrorismo, nem a guerra, mas a compaixão, a justiça e o diálogo são os meios adequados para construir a paz", afirmou.
Por outro lado, o Francisco defendeu o diálogo com os judeus.
"Precisamos de vocês, queridos irmãos, precisamos do judaísmo para nos compreendermos melhor. Portanto, é importante que o diálogo judaico-cristão mantenha viva a dimensão teológica enquanto continua a abordar questões sociais, culturais e políticas", afirmou.
No domingo, o Papa Francisco também reiterou o seu apelo ao fim das hostilidades durante a oração do Angelus no Vaticano.
"Continuo a pensar na situação extremamente grave na Palestina e em Israel, onde tantas pessoas perderam a vida. "Em nome de Deus, imploro que parem", declarou Francisco, apelando a um "cessar-fogo".
Francisco também disse esperar que "todos os caminhos sejam seguidos" para evitar uma escalada do conflito.
"Que os feridos sejam ajudados e que o apoio [humanitário] chegue à população de Gaza, onde a situação humanitária é muito grave", declarou o Papa.
"Os reféns devem ser libertados imediatamente. Entre estes estão muitas crianças. Deixem-nos regressar às suas famílias", afirmou Francisco.
Fronteira de Rafah reabre para estrangeiros e cidadãos com dupla nacionalidade
Mais de dez mil palestinianos mortos desde início do conflito
Turquia pede aos EUA cessar-fogo imediato
A Turquia pediu hoje aos Estados Unidos um cessar-fogo imediato na Faixa de Gaza durante um encontro dos chefes da diplomacia dos dois países em Ancara, disse uma fonte diplomática turca.
O ministro turco Hakan Fidan disse ao homólogo Antony Blinken que era necessário "impedir Israel de atingir civis e deslocar pessoas em Gaza", segundo a fonte citada pela agência francesa AFP.
Fidan defendeu a declaração imediata de "um cessar-fogo completo", disse a mesma fonte turca à AFP, sob a condição de não ser identificada.
G7 quer unificar posições sobre Médio Oriente e renovar apoio à Ucrânia
Os ministros dos Negócios Estrangeiros do G7 vão reunir-se na terça e quarta-feira em Tóquio para tentar enviar uma mensagem comum sobre o conflito entre Israel e Palestina e para reafirmar a continuidade da ajuda à Ucrânia.
O encontro entre os ministros dos Negócios Estrangeiros do Grupo dos Sete países mais industrializados do mundo (Alemanha, Canadá, Estados Unidos, França, Itália, Japão, Reino Unido) e o chefe da diplomacia europeia, Josep Borrell, deverá abordar os desenvolvimentos mais recentes do conflito entre Israel e o grupo islamita Hamas.
O principal objetivo da atual presidência japonesa do G7 é que desta reunião saia uma "mensagem unificada, que ajude a acalmar a situação no Médio Oriente", afirmou o porta-voz do executivo japonês, Hirokazu Matsuno, em conferência de imprensa hoje realizada em Tóquio.
O Japão é a favor da aplicação de uma "pausa humanitária" para permitir a entrada de ajuda na Faixa de Gaza e facilitar as operações de resgate de reféns, posição que a ministra dos Negócios Estrangeiros japonesa, Yoko Kamikawa, transmitiu ao Governo israelita durante uma visita a Telavive no fim de semana passado.
A posição japonesa é semelhante à dos Estados Unidos, cujo secretário de Estado, Antony Blinken, também defendeu, na sua recente visita a Israel, uma pausa humanitária nas ofensivas israelitas embora não tenha conseguido convencer o Governo de Benjamin Netanyahu.
Tal como os Estados Unidos, o Japão, um país que mantém relações tradicionalmente amistosas tanto com Israel como com os países árabes do Médio Oriente - é altamente dependente das importações do seu petróleo - também não apoiou os pedidos de cessar-fogo no conflito.
No entanto, Tóquio elevou recentemente o tom dos seus protestos contra o crescente número de vítimas civis nos bombardeamentos do exército israelita a Gaza, além de reafirmar o seu apoio à "solução de dois Estados" para pôr fim ao conflito.
Espera-se que da reunião do G7 em Tóquio surja uma declaração conjunta que possa contribuir para acalmar a situação e, ao mesmo tempo, ajustar as diferentes sensibilidades entre os países do grupo, referiram fontes diplomáticas citadas pela agência de notícias espanhola Efe.
A guerra na Ucrânia será outro dos principais pontos da agenda dos ministros dos Negócios Estrangeiros do G7, que apelarão a que "não se esqueça" o conflito, que ficou em segundo plano devido à escalada das hostilidades no Médio Oriente.
Os países do G7 já se comprometeram a prestar ajuda à Ucrânia "durante o tempo que for necessário" e "por todos os meios possíveis", durante a cimeira de líderes realizada em maio passado na cidade japonesa de Hiroshima.
Agora, querem revalidar a mensagem face à estagnação do conflito e aos debates internos que decorrem em alguns dos países sobre a continuidade da ajuda a Kiev.
Além disso, os ministros dos Negócios Estrangeiros discutirão o aumento da instabilidade na região Ásia-Pacífico devido à ascensão militar da China, às tensões à volta de Taiwan e ao desenvolvimento de armas na Coreia do Norte, juntamente com o fortalecimento dos seus laços com Moscovo e o Irão.
A declaração conjunta deverá reafirmar a importância da manutenção da paz e da estabilidade no Estreito de Taiwan, bem como do respeito pelo direito internacional nos mares do leste e do sul da China, onde se registam vários incidentes entre navios chineses e de outros países asiáticos.
A presidência japonesa também planeia convidar os ministros dos Negócios Estrangeiros do Cazaquistão, Uzbequistão, Turquemenistão, Tajiquistão e Quirguizistão para uma sessão da reunião, através de vídeo-conferência, refere hoje a imprensa local, explicando que a intenção é tentar conter a crescente influência de Pequim na Ásia Central.
Naquela que será a segunda reunião presencial deste ano do G7 sob a presidência japonesa, os ministros dos Negócios Estrangeiros vão realizar um jantar de trabalho na terça-feira em Tóquio e, na quarta-feira, várias sessões de debate.
PM da Palestina emociona-se ao relatar morte de crianças em Gaza
O primeiro-ministro palestiniano não conseguiu conter as lágrimas durante a abertura da sessão do Conselho de Ministros em Ramallah.
Foto: Jaafar Ashtiyeh via Reuters
Blinken afirma que teve uma conversa produtiva com Hakan Fidan
Em cima da mesa estiveram os esforços para expandir a ajuda humanitária em Gaza e evitar que o conflito se alastre a outros países da região.
Para o secretário de Estado norte-americano “um aspeto crítico em conseguir pausas humanitárias é o progresso em relação aos reféns na mão do Hamas”.
“Estamos a trabalhar de forma muito agressiva para que a ajuda humanitária chegue a Gaza”.
Para o secretário de Estado norte-americano, “Israel está a cumprir compromissos em matéria de violência na Cisjordânia”
Blinken considera ainda que “os países podem desempenhar um papel importante na recuperação de reféns”.
Soldado ferida e agressor morto em ataque em Jerusálem Oriental
Uma soldado israelita foi hoje gravemente ferida após ser esfaqueada à porta de uma esquadra de polícia em Jerusalém Oriental e o agressor foi morto, informou a polícia israelita.
"Um terrorista armado com uma faca chegou à esquadra de polícia de Shalem e esfaqueou uma soldado (...). As forças da polícia da fronteira neutralizaram o terrorista disparando", disse a polícia num comunicado.
Os serviços de emergência israelitas Magen David Adom informaram que cuidaram da mulher ferida de 20 anos, bem como de outra pessoa levemente ferida, também de 20 anos.
Segundo a polícia israelita, o agressor é um jovem palestiniano de Al-Issaouiya, um bairro de Jerusalém Oriental ocupado por Israel desde 1967. "Outro suspeito" com ligação ao ataque foi detido perto do local, acrescentou a mesma fonte.
A área do ataque, que ocorreu perto do Portão de Damasco, uma das entradas da Cidade Velha, permanece isolada e o chefe da polícia israelita, Yaakov Shabtaï, visitou a área.
Em 12 de outubro, um palestiniano de Jerusalém Oriental abriu fogo no mesmo local, ferindo dois soldados, antes de ser morto.
E em 30 de outubro, um palestiniano da mesma zona foi morto depois de esfaquear e ferir um agente da polícia israelita perto de um posto de gasolina próximo do local.
Desde o início da guerra entre Israel e o movimento islamita palestiniano Hamas, que controla a Faixa de Gaza desde 2007, que começou a 07 de outubro com um ataque mortal sem precedentes do Hamas em solo israelita, as tensões têm sido elevadas em Jerusalém Oriental, que inclui a Cidade Velha, deserta de turistas.
"Os nossos polícias estão na linha da frente há um mês", disse o ministro israelita da Segurança Nacional, Itamar Ben Gvir, que pediu "tolerância zero" e apelou a que a casa do agressor fosse destruída.
Na Cisjordânia ocupada, pelo menos 150 palestinianos foram mortos por disparos de soldados ou colonos israelitas, segundo o Ministério da Saúde palestiniano.
Reino Unido retira parte dos funcionários da sua embaixada no Líbano
O Reino Unido retirou temporariamente funcionários da sua embaixada em Beirute, bem como os familiares, devido à crise atual no Médio Oriente, declarou hoje o Governo britânico, recomendando aos seus nacionais que não viajem para o Líbano.
"Parte dos funcionários da embaixada britânica e todos os familiares dos trabalhadores foram temporariamente retirados. A embaixada continua a realizar as suas atividades essenciais, incluindo serviços aos cidadãos britânicos", indicou o Ministério dos Negócios Estrangeiros britânico.
A atual "situação de segurança" no Líbano, segundo o Ministério britânico, é a principal razão para esta decisão, depois de Israel e o movimento islamita libanês Hezbollah terem trocado tiros ao longo da fronteira entre os dois países.
O Governo britânico "desaconselha todas as viagens ao Líbano devido aos riscos associados ao conflito entre Israel e os territórios palestinianos ocupados".
"Há trocas contínuas de morteiros e artilharia e ataques aéreos no sul do Líbano, na fronteira com Israel. A tensão é alta e os acontecimentos podem aumentar sem aviso, o que pode afetar ou limitar as rotas de saída do Líbano", enfatizou o Ministério numa atualização sobre as viagens para aquele país.
"Há também o risco de agitação civil. Têm acontecido grandes protestos diante das embaixadas, incluindo as dos Estados Unidos e de França em 17 de outubro. São esperados mais protestos. Os cidadãos britânicos devem ter cautela e evitar áreas onde possam ocorrer manifestações", afirmou o Ministério britânico.
UE vai aumentar ajuda humanitária a Gaza
"Ao fazer isso, a União Europeia vai gastar um total de 100 milhões de euros em ajuda humanitária para os civis em Gaza", esclareceu von der Leyen.
Na rede social X, a presidente da Comissão Europeu frisou que “temos a responsabilidade de fazer tudo o que for possível para proteger os civis que possam ser apanhados em perigo”.
We have a responsibility to do everything possible to protect civilians who may be caught in harm’s way.
— Ursula von der Leyen (@vonderleyen) November 6, 2023
Today, I can announce that we are further increasing the humanitarian aid to Gaza by another €25 million.
Bringing our humanitarian aid to 100 million.
Base das Lajes. Um "plano B" na estratégia militar norte-americana
Um eventual agravamento do conflito entre Israel e o Hamas, com a possibilidade de 'contágio' e alastramento a outros países do Médio Oriente, os Estados Unidos podem rever a utilização da Base das Lajes como ponto estratégico.
Foto: Tuga1143 - Wikimedia commons
Israel volta a permitir circulação de civis
“Gostaria de vos informar que, apesar de o Hamas estar a prejudicar os esforços humanitários em curso em nome do povo de Gaza e de vos estar a utilizar como escudos humanos, hoje as IDF vão voltar a permitir a passagem na estrada de Salah al-Din entre as 10h e as 14h. Para vossa segurança, aproveitem esta próxima oportunidade para se deslocarem para sul, para lá de Wadi Gaza. Se se preocupam convosco e com os vossos entes queridos, dirijam-se para sul de acordo com as nossas instruções. Fiquem certos de que os líderes do Hamas já trataram de se defender”, lê-se na publicação que está acompanhada por um mapa.#عاجل أيها سكان غزة،
— افيخاي ادرعي (@AvichayAdraee) November 6, 2023
أود أن أعلمكم أنه على الرغم من أن حماس تضر بالجهود الإنسانية الجارية لمصلحة سكان غزة وتستخدمكم كدروع بشرية، إلا أن جيش الدفاع الإسرائيلي سيسمح مرة أخرى اليوم بالمرور على طريق صلاح الدين بين الساعة العاشرة 10:00 صباحًا والثانية 14:00 بعد الظهر. من أجل… pic.twitter.com/H7BpiUqyTf
"As crianças não são o alvo"
“Em média, uma criança é morta e duas crianças são feridas a cada dez minutos durante a guerra em Gaza, informa a UNRWA. As crianças não são o alvo”.On average, one child is killed and two children are injured every ten minutes during the war in #Gaza, reports @unrwa.
— United Nations Geneva (@UNGeneva) November 6, 2023
Children are #NotATarget. pic.twitter.com/DV8eYN40d4
China pede que se garanta segurança de civis e hospitais em Gaza
A China apelou hoje a que se "garanta a segurança dos civis e dos hospitais" em Gaza e afirmou que vai instar o Conselho de Segurança da ONU a "tomar medidas responsáveis e significativas" para "aliviar a crise".
O porta-voz do ministério dos Negócios Estrangeiros chinês, Wang Wenbin, condenou em conferência de imprensa "os atos que prejudicam os civis, destroem infraestruturas civis e violam o direito humanitário internacional" e as "violações das regras básicas das relações internacionais", numa referência aos bombardeamentos israelitas em Gaza na guerra contra o movimento islamita Hamas.
Wang apelou à "máxima calma e contenção", a um "cessar-fogo imediato e à cessação das hostilidades" e a que se "garanta a segurança dos civis, hospitais e de outras instalações civis" cuja proteção está prevista na Convenção de Genebra, visando "evitar mais catástrofes humanitárias".
O porta-voz recordou que a Assembleia Geral das Nações Unidas aprovou recentemente uma resolução por larga maioria que apela a uma trégua humanitária imediata e reiterou o apoio de Pequim a uma solução de dois Estados para Israel e a Palestina.
A China vai "fazer tudo o que estiver ao seu alcance para promover a paz na Palestina", a partir da sua presidência rotativa do Conselho de Segurança da ONU, que assumiu em 01 de novembro, e vai instar o órgão a "tomar medidas responsáveis e significativas" para "aliviar a crise e proteger os civis", disse Wang.
Na semana passada, durante uma conferência de imprensa para apresentar o programa de trabalho da presidência rotativa da China, o chefe da missão do país na ONU, o embaixador Zhang Jun, alertou contra qualquer ideia de conceber um futuro para Gaza após o fim da guerra que "não tenha em conta" o consentimento dos próprios palestinianos.
Questionado se a China pode influenciar as ações do Hamas ou do Irão, Zhang foi evasivo, preferindo declarar que o seu país "não é tão influente" como alguns jornalistas pensam que é.
Borrell reconhece "falhanço político e moral" que agravou conflito israelo-palestiniano
O alto-representante da União Europeia (UE) para os Negócios Estrangeiros reconheceu hoje que o agravamento do conflito israelo-palestiniano é "resultado de um falhanço político e moral coletivo" e que nada foi feito para o resolver realmente.
"A tragédia que está a desenrolar-se no Médio Oriente é o resultado de um falhanço político e moral coletivo, e as populações israelita e palestiniana estão a pagar um preço alto por isso. Este falhanço político e moral é resultado da nossa falta de vontade para resolver o problema israelo-palestiniano", disse Josep Borrell, na abertura de uma conferência com embaixadores, em Bruxelas.
"Sim... Comprometemo-nos formalmente com a solução dos dois Estados, mas sem um plano credível para atingir esse objetivo. A substância do problema israelo-palestiniano não é religiosa ou étnica. É um problema de duas populações que têm o mesmo direito a viver no mesmo território, por isso, precisam de partilhá-lo", acrescentou o chefe da diplomacia europeia.
Contudo, hoje "não há condições para a partilha" e não há solução.
"Ou melhor, havia. Lembram-se de Oslo? Há 30 anos? Tínhamos isso, mas não o implementámos de todo! A violência aumentou, os números são dramáticos. É demasiado... O que é que aconteceu?", questionou Josep Borrell, perante os embaixadores dos 27 Estados-membros da UE.
O chefe da diplomacia europeia reconheceu que há culpados dos dois lados: "Do lado israelita, as forças extremistas na Cisjordânia querem acabar com o problema palestiniano através da submissão e exílio e na Cisjordânia o Hamas não está presente".
E citando o antigo Presidente norte-americano Barack Obama, o alto-representante da UE para os Negócios Estrangeiros recordou que a "estratégia militar de Israel tem de obedecer à lei internacional, incluindo a que procura evitar a morte e sofrimento das populações".
"Ignorar o custo humano pode fazer ricochete", comentou.
Josep Borrell reconheceu que "a tragédia humanitária em Gaza não tem precedentes" e disse que os "melhores amigos de Israel" têm de transmitir a Telavive que "não pode estar cega pela raiva", utilizando uma expressão utilizada pelo atual Presidente dos Estados Unidos, Joe Biden.
A destruição do movimento islamista Hamas "não vai resolver o problema em Gaza", advertiu.
ONU alerta que alimentos básicos em Gaza podem acabar em três dias
O Programa Alimentar Mundial (PAM) das Nações Unidas alertou hoje que os alimentos básicos destinados à população civil em Gaza podem esgotar-se nos próximos três dias.
Os abastecimentos que entraram no enclave através do Egito são muito escassos face às necessidades, principalmente alimentos destinados ao consumo imediato como atum (em conserva), arroz, barras energéticas e tâmaras. A farinha destina-se exclusivamente às padarias.
Por outro lado o Gabinete para a Coordenação da Ajuda Humanitária das Nações Unidas (OCHA) avisou no domingo que "um número limitado" de camiões com bens humanitários conseguiram cruzar a fronteira de Rafah, não tendo especificado mais dados sobre o trânsito de veículos que transportaram auxílio básico no último fim de semana.
No passado dia 21 de outubro, Israel e o Egito aceitaram a entrada de ajuda humanitária - com restrições - sendo que até ao momento entraram em Gaza 451 carregamentos por estrada, de acordo com os dados da semana passada.
Segundo o último relatório do OCHA sobre a situação humanitária em território palestiniano, a distribuição de alimentos por parte de organizações internacionais aos deslocados internos no norte de Gaza está praticamente estancada devido à intensidade dos bombardeamentos de Israel.
Calcula-se que permanecem ainda no norte do enclave cerca de 400 mil civis, entre os quais feridos, doentes e pessoas que não conseguem abandonar o local.
No total, onze padarias foram atacadas ou destruídas em Gaza desde o dia 07 de outubro, quando o Hamas atacou Israel, que lançou uma violenta ofensiva militar contra o território.
“Estados Unidos encorajam Israel a matar”
Ao receber em Teerão o primeiro-ministro iraquiano, Mohamed Chia al-Soudani, Raissi apelou mais uma vez a um "cessar-fogo imediato" em Gaza.
Tal como Soudani, "consideramos que os bombardeamentos devem cessar o mais rapidamente possível, que o cessar-fogo deve ser declarado imediatamente e que deve ser concedida ajuda ao povo oprimido e orgulhoso de Gaza", afirmou numa conferência de imprensa.
"As nossas posições são idênticas sobre esta questão", acrescentou o primeiro-ministro iraquiano, que também manteve conversações na segunda-feira com o Ayatollah Ali Khamenei, a mais alta autoridade do Irão.
"Estes crimes horríveis contra a humanidade são um genocídio, levado a cabo pelo regime sionista com o apoio dos Estados Unidos e de alguns países europeus", denunciou Raissi.
"A ajuda americana ao regime sionista encoraja-o a matar e a perpetrar atos cruéis contra o povo palestiniano. A afirmação dos americanos de que pretendem ajudar Gaza é uma falsa promessa, que não é compatível com as suas ações", acrescentou.
O Ayatollah Khamenei declarou que "sem a ajuda militar e política dos Estados Unidos, o regime sionista não poderia continuar".
A visita de Soudani ocorre um dia depois de uma visita surpresa a Bagdad do chefe da diplomacia americana, Antony Blinken, que se encontra em viagem pelo Médio Oriente.
França em conversações com Egito para estabelecer instalação médica militar
Segundo a Reuters, o ministro das Forças Armadas, Sébastien Lecornu, fez os comentários numa entrevista ao jornal libanês L'Orient le Jour.
Há ainda conversações com o Egito no sentido de preparar uma oferta de saúde militar francesa no terreno, em particular para a cirurgia de feridos de guerra.
As forças armadas francesas estão atualmente a equipar um porta-helicópteros com instalações médicas avançadas que deverá partir para a região nos próximos 10 dias.
Paris vai acolher uma conferência humanitária internacional para a população civil em Gaza no final desta semana, com o objetivo de coordenar os esforços internacionais para o território.
Papa conversa com PR iraniano sobre conflito no Médio Oriente
O Papa Francisco conversou por telefone com o Presidente iraniano, Ebrahim Raisi, na tarde de domingo, divulgou hoje a assessoria de imprensa do Vaticano.
A discussão centrou-se no conflito no Médio Oriente desencadeado pelo ataque do Hamas a Israel, em 07 de 0utubro, e na resposta militar israelita na Faixa de Gaza.
Segundo fontes iranianas, o Presidente Raisi disse que "as atrocidades brutais do regime sionista em Gaza representam o maior genocídio de todo o século e um crime contra a humanidade".
A agência de notícias iraniana Irna também citou o Papa: "Como líder dos católicos do mundo, farei o meu melhor para parar os ataques e evitar mais assassínios de mulheres e crianças em Gaza".
A conversa telefónica de domingo não foi o primeiro contacto entre o Vaticano e o Irão desde o início da guerra entre Israel e o Hamas.
Na segunda-feira passada, o arcebispo Paul Richard Gallagher, secretário do Vaticano para as Relações com os Estados e Organizações Internacionais, conversou por telefone com o ministro dos Negócios Estrangeiros do Irão, Hossein Amir-Abdollahian.
"Durante a conversa, o arcebispo Gallagher expressou a séria preocupação do Vaticano sobre o que está a acontecer em Israel e na Palestina, reiterando a necessidade absoluta de evitar a escalada do conflito e de alcançar uma solução de dois Estados para uma paz estável e duradoura no Médio Oriente", referiu um comunicado do Vaticano.
No domingo, o Papa Francisco também reiterou o seu apelo ao fim das hostilidades durante a oração do Angelus no Vaticano.
"Continuo a pensar na situação extremamente grave na Palestina e em Israel, onde tantas pessoas perderam a vida. "Em nome de Deus, imploro que parem", declarou Francisco, apelando a um "cessar-fogo".
Francisco também disse esperar que "todos os caminhos sejam seguidos" para evitar uma escalada do conflito.
"Que os feridos sejam ajudados e que o apoio [humanitário] chegue à população de Gaza, onde a situação humanitária é muito grave", declarou o Papa.
"Os reféns devem ser libertados imediatamente. Entre estes estão muitas crianças. Deixem-nos regressar às suas famílias", afirmou Francisco.
Uma centena de britânicos deixou Gaza através da fronteira de Rafah
Catorze cidadãos britânicos morreram desde o início do conflito, a 7 de outubro, e três estão desaparecidos, "o que não significa necessariamente que tenham sido feitos reféns", disse a ministra da Energia, Claire Coutinho, à Sky News.
O Reino Unido está a tentar retirar cerca de 200 cidadãos britânicos e suas famílias, que foram colocados numa lista depois de terem solicitado a saída do enclave.
Alguns funcionários da embaixada britânica no Líbano e as suas famílias foram "temporariamente retirados", enquanto as trocas de tiros diárias na fronteira entre Israel e o Líbano - onde opera o Hezbollah libanês pró-iraniano, aliado do Hamas - suscitaram o receio de que o conflito possa alastrar.
Irão e Iraque pedem fim dos ataque israelitas e avisam para expansão do conflito
"Os dois países sublinharam claramente que os ataques do regime sionista a Gaza devem cessar o mais rapidamente possível e que o povo [palestiniano] deve ser ajudado através do levantamento do cerco", disse o Presidente iraniano, Ebrahim Raisi, numa conferência de imprensa com o chefe do Governo iraquiano, Mohamed Shia al-Sudani, que está de visita a Teerão.
O líder iraniano acusou os EUA de mentir quando afirmam procurar um cessar-fogo em Gaza, mas depois vetam as resoluções do Conselho de Segurança da ONU, "permitindo assim que os sionistas cometam mais assassínios".
"As armas americanas, os serviços secretos e a ajuda financeira ao regime sionista encorajam os assassínios e as ações brutais contra o povo palestiniano", afirmou Raisi.
Al-Sudani, por seu lado, afirmou que "aqueles que não querem que a guerra se alastre devem pressionar Israel para que cesse o genocídio organizado e os assassínios em Gaza".
"A decisão de não arrastar a região para uma guerra em grande escala está nas mãos daqueles que cometem crimes contra Gaza", sustentou.
O primeiro-ministro iraquiano chegou esta manhã a Teerão, no âmbito de uma digressão regional que o levará a outros países da região para discutir a guerra entre Israel e o movimento islamita Hamas.
Exército anuncia detenção de Ahed Tamini, ícone da causa palestiniana
O exército israelita anunciou hoje a detenção da ativista Ahed Tamimi, de 22 anos, ícone internacional da causa palestiniana, durante uma operação na Cisjordânia ocupada.
"Ahed Tamimi, suspeita de incitamento à violência e de atividades terroristas, foi detida na cidade de Nabi Saleh. Tamimi foi transferida para a custódia das forças de segurança israelitas para ser interrogada", declarou um porta-voz do exército à agência de notícias France-Presse (AFP).
A ativista foi detida durante uma operação do exército israelita "destinada a deter indivíduos suspeitos de estarem envolvidos em atividades terroristas e de incitamento ao ódio" no norte da Cisjordânia ocupada, acrescentou a mesma fonte.
Ahed Tamimi tornou-se famosa aos 14 anos, após ser filmada a morder um soldado israelita para o impedir de deter o irmão mais novo, imobilizado no chão, com o braço engessado.
Desde então, tornou-se um ícone mundial da causa palestiniana e é considerada pelos palestinianos como um exemplo de coragem face à repressão israelita nos territórios palestinianos ocupados.
Um retrato gigante de Tamini foi pintado no muro de separação israelita na Cisjordânia ocupada, no setor de Belém.
Foi detida em 2017, durante oito meses, por ter esbofeteado dois soldados israelitas no pequeno pátio da casa da família em Nabi Saleh, na Cisjordânia ocupada, pedindo-lhes que se fossem embora.
Desde o início da guerra desencadeada a 07 de outubro pelo mortífero ataque a Israel lançado pelo movimento islamita Hamas, no poder na Faixa de Gaza, as forças de segurança israelitas procederam a detenções maciças de palestinianos suspeitos de violência, de incitamento à violência ou de serem membros do Hamas.
Cerca de 150 palestinianos foram mortos na Cisjordânia ocupada por disparos de soldados israelitas ou de colonos, de acordo com o Ministério da Saúde palestiniano.
ONU insiste numa pausa nos bombardeamentos para fazer chegar ajuda humanitária
Relatos de novos bombardeamentos em Gaza são uma constante. Um problema que impede, na maioria dos casos, a ajuda humanitária aos palestinianos que ainda se encontram neste território, sitiado por Israel.
Foto: Mohammed Saber - EPA
Mais de 50 pessoas morreram nestes locais situados no centro da Faixa de Gaza, uma zona para onde os palestinianos tinham fugido à procura de refúgio, a pedido das Forças Armadas israelitas.
Sem muitas respostas do lado israelita aos vários pedidos de cessar-fogo, o coordenador de Assuntos Humanitários das Nações Unidas, Jens Laerke, defende e sugere pausas nos bombardeamentos, para que seja possível fazer chegar ajuda à população.
Entretanto, e devido à dificuldade de fazer entrar auxílio neste território, a Jordânia enviou ajuda médica urgente para a Faixa de Gaza através de um avião da Força Aérea que lançou de paraquedas material médico que já estava a faltar no hospital de campanha jordano em Gaza.
Médio Oriente. Israel "apela" à população de Gaza para fugir para sul
O exército israelita divulgou um vídeo onde mostra a abertura de um corredor humanitário em Gaza em direção a sul.
Fonte do ministério da saúde do Hamas avançou que já morreram perto de 10 mil palestinianos no conflito que teve início a 7 de outubro, a sul de Israel, num ataque surpresa do Hamas que fez mil e quatrocentos mortos
Médio Oriente. Estados Unidos procuram apoio de países árabes
Antony Blinken está agora na Turquia. O secretário de Estado norte-americano chegou ontem à noite a Ancara, onde vai reunir-se com o homólogo turco para falar sobre a situação em Gaza.
Antony Blinken reúne-se com homólogo turco em Ancara
O secretário de Estado norte-americano, Antony Blinken, e o ministro turco dos Negócios Estrangeiros, Hakan Fidan, iniciaram hoje, em Ancara, o primeiro encontro desde o início da guerra entre Israel e o Hamas.
De acordo com a agência France Presse, Antony Blinken vai tentar apaziguar as posições de Ancara - um dos aliados estratégicos mas também mais difíceis de Washington - em plena guerra em Gaza.
Segundo a AFP, até ao momento não está previsto qualquer encontro com o Presidente turco Recep Tayyip Erdogan.
O chefe de Estado da Turquia já acusou Israel de estar a cometer um massacre em Gaza e nega que o braço armado do Hamas seja uma organização terrorista, tal como consideram os Estados Unidos e a União Europeia.
Mais de 200 mortos em ataques israelitas na última noite
"Mais de 200 pessoas foram martirizadas nos massacres noturnos", declarou o ministério numa mensagem enviada aos meios de comunicação social, especificando que este número abrangia apenas a cidade de Gaza e a parte norte da Faixa de Gaza.
Além disso, os corpos de 58 pessoas mortas durante os ataques noturnos no centro da Faixa de Gaza foram evacuados para o principal hospital da região, na cidade de Deir el-Balah, disse à AFP o seu diretor Iyad al-Jabri.
"Fomos informados de que dezenas de outros corpos estão enterrados sob os escombros", acrescentou.
Número de mortos em Gaza perto dos 10 mil desde o início da guerra
O Ministério da Saúde de Gaza, controlado pelo movimento islamita palestiniano Hamas, atualizou hoje para perto de 10 mil o número de pessoas mortas desde o início da guerra com Israel.
De acordo com a mesma informação, citada pela agência de notícias France-Presse, aquele número inclui mais de 4.800 crianças e quase 2.600 mulheres entre as vítimas mortais desde 07 de outubro.
Num comunicado, o ministério disse que "mais de 200 mártires" foram mortos em intensos bombardeamentos israelitas realizados durante a última madrugada, especificando que este número cobria apenas a Cidade de Gaza e a parte norte da Faixa de Gaza.
O exército de Israel confirmou hoje que bombardeou durante a madrugada 450 alvos do Hamas e matou um líder do movimento islamita palestiniano na Faixa de Gaza, que as forças israelitas querem dividir ao meio.
As Forças de Defesa de Israel (IDF, na sigla em inglês) disseram que "atacaram 450 alvos pelo ar e mataram comandantes do Hamas em cooperação conjunta com o Shin Bet", a agência de inteligência militar israelita.
Num comunicado, os militares acrescentaram que as tropas no terreno "assumiram o controle de um complexo militar do Hamas", que era composto de "postos de observação, áreas de treino para membros do Hamas e túneis terroristas subterrâneos".
O exército acrescentou que "vários terroristas do Hamas morreram durante a operação", na Faixa de Gaza, que no domingo à noite sofreu o seu terceiro apagão total de telecomunicações desde o início da guerra, a 07 de outubro.
As IDF não especificaram a localização do complexo militar do Hamas, mas no domingo à noite um porta-voz indicou que as tropas israelitas tinham alcançado a costa do Mediterrâneo, cortando o enclave em dois.
Daniel Hagari esclareceu que o exército israelita já mantém um controlo extensivo da metade norte do território palestiniano e que está a apertar o cerco à Cidade de Gaza, o principal centro populacional localizado nessa zona.
As IDF também referiram que os 450 alvos atacados por via aérea durante a madrugada incluíam "túneis, terroristas, complexos militares, postos de observação e locais de lançamento de mísseis antitanque".
As forças navais israelitas também atacaram "centros de comando, pontos de lançamento antitanque e postos de observação adicionais" das brigadas al-Qasam, o braço armado do Hamas, que realizou o ataque massivo em solo israelita, a 07 de outubro, que deixou mais de 1.400 mortos, 5.400 feridos e capturou 241 reféns.
O exército israelita afirmou ainda ter matado "vários terroristas do Hamas, incluindo outro comandante Jamal Mussa, responsável pelas operações especiais de segurança", a quem é atribuída a autoria de um ataque contra soldados israelitas na fronteira com Gaza em 1993.
Também hoje, dois agentes policiais ficaram feridos num ataque à faca levado a por cabo por um palestiniano contra um posto da polícia de Israel numa das entradas da Cidade Velha de Jerusalém.
O serviço de emergência israelita disse que tratou os dois feridos, uma mulher em estado crítico e um homem com ferimentos ligeiros, que foram posteriormente transferidos para o hospital Hadassah em Jerusalém.
As forças policiais "neutralizaram" o agressor, embora a polícia não tenha esclarecido se o homem foi detido ou morto.
Ponto da situação
- Blinken está agora na Turquia. O Secretario de Estado norte-americano chegou ontem à noite a Ancara. Vai reunir com o homologo turco, para falar sobre a situação em Gaza. Antes desta viagem Blinken esteve no Iraque, na primeira viagem que fez ao país.
- Israel diz ter atacado cerca de 450 alvos do Hamas nas últimas 24 horas. Imagens divulgadas pelo exército israelita nas redes sociais mostram um desses ataques. Telavive diz mesmo ter assumido o controle de um posto militar em Gaza, que servia local de observação e de treino para os terroristas. Em comunicado o exército israelita diz mesmo que nesta operação foram eliminados vários terroristas.
- A Jordânia enviou ajuda humanitária para Gaza esta madrugada. Trata-se de material médico, que chegou num avião militar. De acordo com as declarações do Rei da Jordânia na rede social X, o destino deste carregamento é um hospital de campanha na faixa de Gaza. Abdullah II garantiu também que Jordânia vai estar sempre ao lado dos palestinianos.
- O exército israelita divulgou um vídeo onde mostra a abertura de um corredor humanitário em Gaza em direção a sul. Telavive apela à população para que fuja do Norte, descrita como zona de guerra e assim se manter em segurança. Fonte do ministério da saúde do Hamas avançou que já morreram perto de 10 mil palestinianos no conflito.
Israelita sobreviveu a ataque do Hamas escondida em caravana
Quatro semanas depois, continuam a ser conhecidos pormenores do ataque do Hamas ao festival de música. Desta vez, é a história de uma israelita que sobreviveu à ofensiva escondida mais de seis horas dentro de uma caravana.
Populações no norte de Israel vivem no receio da ameaça do Hezbollah
A cidade de Haifa mantém uma coexistência entre judeus e palestinianos, mas todos sentem o impacto do conflito.
Exército israelita recusa ter sido surpreendido com resistência do Hamas
As Forças de Defesa de Israel admitem não saber quantos civis palestinianos continuam no norte de Gaza.
Chefes das agências da ONU indignados com morte de civis pedem cessar-fogo
Os chefes das principais agências da ONU expressaram indignação pela morte de civis na Faixa de Gaza num comunicado conjunto em que apelam a um "cessar-fogo humanitário imediato" na guerra entre Israel e o Hamas.
"Durante quase um mês, o mundo assistiu ao desenrolar da situação em Israel e no território palestiniano ocupado com choque e horror perante o número (crescente) de vidas perdidas e devastadas", escreveram os chefes das agências da ONU, numa rara declaração conjunta divulgada este domingo.
Os responsáveis de 18 agências, entre as quais a UNICEF, o Programa Alimentar Mundial e a Organização Mundial de Saúde, lamentaram o número de mortos na guerra entre Israel e o Hamas, desencadeada a 07 de outubro por um ataque do movimento islamita palestiniano em solo israelita.
De acordo com o governo do Hamas, 9.770 pessoas foram mortas, metade das quais crianças, nos bombardeamentos israelitas na Faixa de Gaza desde o início da guerra.
Segundo as autoridades israelitas, mais de 1.400 pessoas morreram em Israel, a maior parte das quais civis, a 7 de outubro.
Em Gaza, "toda uma população encontra-se sitiada e sob ataque, é-lhe negado o acesso ao essencial para a sobrevivência e é bombardeada nas suas casas, abrigos, hospitais e locais de culto", afirma-se na mesma nota. "Isto é inaceitável", acrescentaram.
Os chefes das agências da ONU apelaram também ao Hamas para que liberte os mais de 240 reféns raptados e levados para a Faixa de Gaza a 7 de outubro, e instaram cada uma das partes a respeitar o direito internacional.
É necessário permitir a entrada de mais alimentos, água, medicamentos e combustível em Gaza para ajudar a população, pediram.
"Precisamos de um cessar-fogo humanitário imediato. Já passaram 30 dias. Isto tem de acabar já", defenderam ainda.