Reportagem

Guerra no Médio Oriente. A evolução do conflito entre Israel e o Hamas ao minuto

Acompanhamos aqui todos os desenvolvimentos sobre o reacender do conflito israelo-palestiniano, após a vaga de ataques do Hamas e a consequente retaliação das forças do Estado hebraico.

Graça Andrade Ramos, Paulo Alexandre Amaral, Carlos Santos Neves - RTP /

Emissão da RTP3


Ronen Zvulun - Reuters

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Lusa /

Líbano acusa Israel de ter atingido um dos seus hospitais no sul

O obus caiu no Hospital de Mays al-abal, informou, em comunicado, o Ministério de Saúde Pública do Líbano, que considerou o ataque como um "desrespeito flagrante de todas as leis internacionais" e que a ocorrência poderia ter tido "resultados catastróficos" se o projétil tivesse explodido.

O departamento governamental recordou que os ataques contra instalações sanitárias e os funcionários constituem uma "violação grave" das leis humanitárias, ao mesmo tempo que instou a comunidade internacional a que "cumpra os seus deveres" para que este tipo de incidentes não se repita.

Desde 08 de outubro, as forças israelitas e o grupo xiita libanês Hezbollah estão envolvidos em ataques cruzados na fronteira dos dois Estados.

Neste contexto, já foram atacadas instalações pertencentes à missão de paz da ONU no Líbano, e alvejados veículos libaneses, o que causou a morte de crianças, e um grupo de jornalistas, que estava a cobrir o conflito.

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RTP /

Mais de 100 mil pessoas deslocaram-se para sul nos últimos dias

Os números foram anunciados pelo porta-voz das Forças de Defesa de Israel, Daniel Hagari. De acordo com o balanço mais recente, mais de 100.000 palestinianos abandonaram o norte da Faixa de Gaza para o sul do enclave nas últimas 48h- Foram abertos corredores humanitários para permitir aos civis abandonarem as zonas de combate entre israelitas e militantes do Hamas, e evitarem os bombardeamentos israelitas.
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RTP /

Arábia Saudita vai acolher este sábado uma cimeira extraordinária Árabe-Islâmica em Riade

O anúncio foi feito pelo Ministério dos Negócios Estrangeiros do reino saudita.

O país tinha previsto acolher este sábado dduas cimeiras extraordinárias, a da Organização para a Cooperação islâmica e a da Liga Árabe.

"A cimeira unida Árabe-Islâmica surge em resposta às circunstâncias excepcionais que estão a ter lugar em Gaza", justificou o Ministério.
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RTP /

Netanyahu responde a Macron. Hamas é "o responsável pelas mortes de civis" em Gaza

O primeiro-ministro de Israel respondeu aos comentários do presidente francês que, na BBC, defendeu que Israel deve parar com os bombardeamentos que têm feito vítimas entre as crianças, as mulheres e os idosos de Gaza. Benjamin Netanyahu lembrou a Emmanuel Macron que "a responsabilidade pelo mal feito aos civis cabe inteiramente ao Hamas-ISIS e não a Israel".

 "Isreal entrou nesta guerra porque uma organização terrorista assassinou cruelmente centenas de israelita e raptou mais de 200. E enquanto israel faz tudo o que pode para evitar atingir civis e apela a que abandonem as zonas de combate - o Hamas-ISIS faz tudo o que pode para evitar que eles as abandonem para zonas seguras e usa-os como escudos humanos", acrescentou Netanyahu.

 Para o primeiro-ministro israelita, o "Hamas-ISIS está a reter cruelmente reféns - mulheres, crianças e idosos - o que é um crime contra a humanidade. Hamas-ISIS usa escolas, mesquitas e hospitais como sedes de terror. Os crimes que o Hamas-ISIS está a cometer atualmente em Gaza irão acontecer amanhã em Paris, Nova Iorque e em todo o resto do mundo. Os líderes mundiais têm de condenar o Hamas-ISIS e não Israel", insistiu Netanyahu.
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Lusa /

Divulgação de vídeos de sequestros equivale a crime de guerra defende HRW

Na quinta-feira, a Jihad Islâmica exibiu um vídeo no qual dois israelitas raptados, incluindo uma criança, apareciam a pedir para ser libertados.

"O Hamas e a Jihad Islâmica não só mantêm civis, incluindo crianças, como reféns, como transmitem ao mundo imagens dos reféns no seu estado mais vulnerável", apontou o diretor da HRW para Israel e Palestina, Omar Shakir, citado pela agência EFE.

A associação lembrou que a manutenção de reféns e a violação da dignidade dos detidos constituem violações do direito humanitário internacional e das leis de guerra.

"O Hamas e a Jihad Islâmica devem libertar imediatamente todos os civis sob sua custódia e permitir que aqueles que ainda estão detidos comuniquem com as suas famílias através de meios privados e que recebam visitas de uma agência humanitária imparcial", lê-se numa nota.

Esta quinta-feira, as brigadas Al Quds garantiram estar dispostas a libertar, por razões humanitárias, dois reféns israelitas em Gaza, dos quais divulgaram um vídeo.

Após 35 dias de guerra, que começou a 07 de outubro com o ataque do Hamas ao território israelita, no qual morreram mais de 1.400 pessoas e mais de 240 foram raptadas de aldeias perto de Gaza, os bombardeamentos israelitas mataram mais de 11.000 pessoas e feriram cerca de 27.500, segundo o Ministério da Saúde de Gaza, controlada pelo grupo islamita.

O Hamas é classificado como organização terrorista pelos Estados Unidos, União Europeia e Israel.

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Lusa /

OMS. Guerra em Gaza reforça necessidade de reformar Conselho de Segurança da ONU

Diretor-geral da OMS defende reforma do Conselho de Segurança das Nações Unidas David 'Dee' Delgado - Reuters

Numa reunião para discutir a deterioração da situação em Gaza, nomeadamente a crise de saúde no enclave, o diretor-geral da OMS, Tedros Adhanom, observou que o Conselho de Segurança da ONU foi criado para garantir a paz e segurança internacionais, mas "há muito tempo que o órgão já não serve o propósito para o qual foi criado".

O Conselho "representa a `realpolitik` da Segunda Guerra Mundial, não do século XXI. Como ministro dos Negócios Estrangeiros (da Etiópia), fiz parte de um grupo que trabalhava na reforma do Conselho de Segurança. Estou consternado por nenhum progresso ter sido feito", disse, durante a reunião do próprio Conselho de Segurança das Nações Unidas.

De acordo com Tedros Adhanom, para permanecerem "credíveis, relevantes e uma força para a paz no nosso mundo", os Estados-Membros que integram o Conselho, especialmente os cinco membros permanentes - Estados Unidos, Rússia, Reino Unido, França e China, os únicos com poder de veto -, "devem levar a sério a necessidade de reformar" este órgão da ONU, cujas decisões são vinculativas.

O Conselho de Segurança da ONU continua num impasse em relação à situação em Gaza, com os 15 Estados-membros a não reunirem um consenso sobre a necessidade de um cessar-fogo.

Em outubro, o Conselho já votou quatro projetos de resolução sobre a crise, mas nenhum foi adotado até ao momento, com os EUA a estarem entre os países que rejeitaram o termo "cessar-fogo" e a vetarem textos que não condenassem especificamente o Hamas.

Em geral, quase todos os países da ONU consideram necessário reformar o Conselho de Segurança, mas não há acordo sobre como fazê-lo, com diferentes propostas na mesa há anos.???????

A reunião de hoje começou com um minuto de silêncio por todas os civis que perderam a vida nos ataques do Hamas em Israel, e pelos civis palestinianos, funcionário da ONU e jornalistas que morreram em Gaza e na Cisjordânia devido a ataques israelitas.

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RTP /

Israel prossegue bombardeamento da área de Al-Nasr, na faixa de Gaza

A área está a ser alvo de bombardeamentos, depois desta sexta-feira Israel ter cercado hospitais locais com carros armados. Imagens difundidas nas redes sociais referem que dezenas de pessoas tentaram abandonar os hospitais durante a tarde, empunhando bandeiras brancas, para recuarem sob tiros atribuídos por fontes palestinianas ao exército israelita. A BBC verificou a autenticidade das imagens mas sublinhou ser impossível perceber a autoria dos disparos. O Hamas é frequentemente acusado de atirar sobre os habitantes de Gaza para impedir a sua fuga, de modo a utiliza-los como escudos humanos.
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RTP /

Em entrevista à BBC. "Não há justificação" para o bombardeamento contínuo de Gaza, diz Macron

O presidente de França, Emmanuel Macron, defendeu aos microfones da BBC que um cessar-fogo seria benéfico para Israel. Ao mesmo tempo que reconheceu o direito de Israel a defender-se, Emmanuel Macron considerou que "não há justificação" para o bombardeamento contínuo da Faixa de Gaza. "Instamos-los com urgência a parar com este bombardeamento", alegou. "De facto - hoje, os civis estão a ser bombardeados - de facto. estes bebés, estas senhoras, estes idosos são bombardeados e mortos. Por isso não há razão para isso e nenhuma legitimidade. Por isso instamos Israel a parar", acrescentou o líder francês. Questionado se gostaria que outros líderes, incluindo dos Estados Unidos da América e do Reino Unido, se juntassem a ele nos apelos, Macron respondeu "espero que o façam". O presidente de França sublinhou ainda que "condena claramente" as ações "terroristas" do Hamas.
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RTP /

Hospital da Indonésia, em Gaza, sem luz nem água

Um porta-voz do Crescente Vermelho da Palestina, Nebal Farsakh, afirmou que médicos e os cirurgiões do hospital da Indonésia na faixa de Gaza. estão a ter de trabalhar com a luz de lanternas, depois da eletricidade ter sido cortada. Também não há água no edifício, acrescentou. "Eles irão trabalhar sob circunstâncias, que nenhum médico no mundo inteiro pode sequer trabalhar em circunstâncias normais", afirmou Nebal Farsakh esta noite à BBC. A responsável alertou contudo que todos os serviços dentro do hospital terão de "encerrar" nas próximas horas devido à falta de recursos que se estão a esgotar rapidamente. As forças israelitas têm sido vistas a combater na proximidade dos hospitais de Gaza, com relatos de explosões a ocorrer perto ou dentro dos próprios edifícios.
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RTP /

Israel diz que bombardeamento de hospital de Al-Shifa veio de Gaza

O porta-voz das Forças de defesa de Israel alegou que o ataque desta sexta-feira contra o hospital de Al-Shiva foi provocado por um projétil disparado a partir da Faixa de Gaza e que falhou o alvo.

Numa publicação que circula nas redes sociais, a exército israelita negou assim oficialmente, depois de ter "revisto os seus sistemas operacionais", as acusações do Hamas que lhe atribuíram a autoria do ataque.

Para Israel, a sua investigação comprovou que a granada de morteiro foi disparada por uma das organizações terroristas que operam em Gaza. De acordo com o comunicado, o míssil atingiu o hospital quando tentava alvejar as tropas israelitas em operações nas proximidades.
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RTP /

Catástrofe humanitária Gaza.100 mil pessoas fugiram nos últimos dois dias

Israel insiste que não existe uma verdadeira emergência humanitária na Faixa de Gaza.
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RTP /

Guerra Israel-Hamas. Israel avisa que abaterá atiradores de hospitais

O aviso foi lançado depois de um ataque israelita ter provocado pelo menos um morto junto ao principal hospital de Faixa de Gaza.
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Lusa /

Exército diz ter morto 150 terroristas do Hamas

"Os combatentes eliminaram cerca de 150 terroristas e ganharam o controlo dos bastiões militares da organização terrorista Hamas no Norte da Faixa de Faza", adiantou o exército, através de uma publicação na rede social X (antigo Twitter).

De acordo com as Forças de Defesa de Israel (IDF, na sigla em inglês), a 401.ª brigada destruiu quartéis-generais militares, posições de lançamento e túneis utilizados pelo Hamas em Shati, a Leste da cidade de Gaza.

As forças israelitas também lutaram junto ao hotel Blue Beach Resort, em Gaza, onde "30 terroristas estavam escondidos".

Os quartos desta unidade estavam a ser utilizados como refúgio e para planear ataques.

Após 35 dias de guerra, que começou a 07 de outubro com o ataque do Hamas ao território israelita, no qual morreram mais de 1.400 pessoas e mais de 240 foram raptadas de aldeias perto de Gaza, os bombardeamentos israelitas mataram mais de 11.000 pessoas e feriram cerca de 27.500, segundo o Ministério da Saúde de Gaza, controlada pelo grupo islamita.

O Hamas é classificado como organização terrorista pelos Estados Unidos, União Europeia e Israel.

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RTP /

Ataque a hospital de Al-Shifa. "Ficamos aterrorizados"

Uma enfermeira da organização Médicos sem Fronteiras fala agora perante o Conselho de Segurança, sobre o bombardeamento do hospital al-Shifa. "Ficamos todos aterrorizados", afirma. "Estava a dirigir-me ao hospital de Al-Shifa para trabalhar esta manhã quando o edifício foi atingido", explica Maher Sharif aos membros do Conselho. "Ficamos todos aterrorizados, alguns de nós atiraram-se ao chão. Vi corpos mortos, incluindo mulheres e crianças. Esta cena foi horrível e fez-nos chorar a todos. O pessoal médico estava aterrorizado, a tentar salvar as suas vidas e das suas famílias", acrescenta.
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RTP /

Situação em Gaza é "impossível de descrever", diz Tedros Adhanom Ghebreyesus

O diretor-geral da Organização Mundial de Saúde dirige-se aos membros do Conselho de Segurança das Nações Unidas, reunidos em Nova Iorque. "A situação no terreno é impossível de descrever. Corredores hospitalares amontoados com os feridos, os doentes, os agonizantes; morgues a rebentar sem espaço; cirurgias sem anestesia; dezenas de milhares de pessoas deslocadas, a abrigarem-se nos hospitais; famílias amontoadas em escolas sobrelotadas, desesperadas por água e comida. Mais de 10.800 pessoas foram até agora mortas em Gaza, quase 70 por cento delas mulheres e crianças", afirmou.

O diretor-geral da OMS afirmou mesmo que o sistema de saúde do enclave está "de joelhos".

Metade dos 36 hospitais de Gaza já deixaram de funcionar "de todo", acrescentou Tedros Adhanom Ghebreyesus.

"Mais de 250 ataques" atingiram edifícios de saúde em Gaza e na Cisjordânia desde o início da guerra desencadeada pelo ataque sem precedentes do Hamas contra Israel, acrescentou.
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RTP /

Sétima reunião do Conselho de Segurança da ONU sobre Gaza

Pela sétima vez, o Conselho de Segurança das Nações Unidas reúne esta sexta-feira sobre a guerra entre Israel e o Hamas desencadeada pelos ataques de 7 de outubro. Desta vez, o encontro foi convocado pelo Emirados Árabes Unidos, e deverá focar-se "na espiral da crise de saúde entre ataques a hospitais contínuos", contando com as contribuições do diretor-geral da Organização Mundial de Saúde, Tedros Adhanom Ghebreyesus, e o diretor-geral da Sociedade do Crescente Vermelho para a Palestina, Marwan Jilani.
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RTP /

Guerra tem de "seguir o seu curso". Trump recomenda a Israel que invista em "relações públicas"

O ex-presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, considerou que a guerra entre Israel e o Hamas "tem de seguir o seu curso", numa opinião mais passiva do que os seus oponente na corrida pela nomeação do Partido Republicano à Casa Branca, que têm defendido que Israel tem carta branca para "resolver a questão de uma vez por todas".

 "Temos uma guerra que se está a desenrolar e provavelmente vamos ter de deixar isto seguir o seu curso", afirmou Trump em entrevista à Univision. "Provavelmente teremos de deixar seguir o seu curso por estão a morrer muitas pessoas", acrescentou. 

O ex-presidente repetiu a ideia de que o ataque do Hamas a 7 de outubro último não teria ocorrido se ele estivesse no cargo devido à sua política para com o Irão, referindo que "teríamos sido capazes de lidar com o Irão", que estava "falido" depois da sua campanha de pressão máxima. "Estávamos aliás a lidar bem com o Irão" antes da sua derrota de 2020, alegou. 

"O Irão não tinha o dinheiro, porque é o Irão que está a liderar isto. E só idiotas dirão que isso não é verdade. Têm estado a liderar isto. São muito enganosos, muito espertos, muito ardilosos. Têm liderado isto e tem de parar", argumentou ainda Donald Trump. 

"Não há ódio como o palestiniano contra Israel e o povo judeu. E provavelmente também o inverso; não sei", continuou o ex-presidente. "Não será tão óbvio mas provavelmente também o é" [profundo]. "Por isso por vezes temos de deixar as coisas correrem e ver onde vão desembocar". 

Donald Trump considerou ainda que Israel tem de investir mais na sua imagem. "Tem de trabalhar melhor na frente das relações públicas porque, francamente, o outro lado está a vencê-los nessa frente", recomendou.
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Lusa /

Autoridades reduzem de 1.400 para 1.200 número de mortos no ataque do Hamas

As autoridades israelitas "atualizaram" este número de mortos porque acreditam agora que "muitos dos corpos que não tinham sido identificados" são de pessoas que participaram no "ataque terrorista do Hamas e não de vítimas israelitas", acrescentou um porta-voz do Ministério dos Negócios Estrangeiros israelita, Lior Haiat.

Mais de 1.400 pessoas, maioritariamente civis, foram mortas em Israel desde o início da guerra desencadeada por um ataque violento sem precedentes do Hamas - considerado uma organização terrorista pela União Europeia, Estados Unidos e Israel - em solo israelita em 07 de outubro, segundo as autoridades israelitas.

As represálias de Israel, que afirma querer aniquilar o Hamas, causaram mais de 11 mil mortos, sobretudo civis, na Faixa de Gaza, segundo o movimento islamista.

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RTP /

Israel. "Se virmos o Hamas a disparar a partir de hospitais fazemos o que é necessário"

"Estamos cientes da delicadeza" do problema de atingir alvos civis durante os confrontos com o Hamas, reconheceu o porta-voz das Forças de Defesa de Israel, Richard Hecht, citado pela BBC, acrescentando que os militares não disparam contra hospitais exceto se estes forem transformados em alvos legítimos. "Se vemos terroristas do Hamas a disparar a partir de hospitais, faremos o que precisamos de fazer", explicou numa conferência de imprensa. "Se virmos terroristas do Hamas, matamos-los. Estamos cientes da delicadeza. Se vemos terroristas do Hamas, matamos-los", referiu. "Não estamos neste momento a bombardera Shifa ou Rantisi", acrescentou Hecht, num dia em que foram reportados combates e difundidas imagens de carros armados a disparar junto ao Hospital Pediátrico de Al-Rantisi. Questionado sobre os planos para retirar desse hospital pacientes ali internados, incluindo os que não possam deslocar-se, Hecht respondeu "estamos a dizer ao Hamas para levar as pessoas para sul".
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RTP /

"Fazemos explodir os poços" onde se esconde o Hamas. Israel revela pormenores do combate em Gaza.

O porta-voz das Forças de Defesa de Israel considerou que o combate que tem estado a realizar-se em Gaza está a ser "complexo e difícil". Daniel Hagari revelou que os membros do Hamas na cidade têm estado a esconder-se em poços, dos quais entram e saem durante os confrontos. "Lidamos com eles com os poços, Lançamos granadas, não acionamos a armadilha e depois fazemos explodir os poços e danificamos a infraestrutura subterrânea", explicou Hagari aos jornalistas. "Este é um combate complexo e difícil. Estamos a operar no terreno com as unidade de infantaria e de blindados a operar em conjunto com as unidades de engenharia", acrescentou.
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Lusa /

Sistema de saúde atingiu "ponto sem retorno" em Gaza - Cruz Vermelha

"A destruição dos hospitais em Gaza está a tornar-se intolerável e tem de parar. As vidas de milhares de civis, pacientes e pessoal médico estão em perigo", afirmou William Schomburg, chefe da subdelegação do Comité Internacional da Cruz Vermelha (CICV) em Gaza, em comunicado.

O CICV apelou ao respeito e à proteção das instalações médicas, dos pacientes e dos profissionais de saúde em Gaza, de forma urgente.

"Sobrecarregado, com falta de abastecimentos e cada vez mais perigoso, o sistema de saúde em Gaza atingiu um ponto sem retorno, colocando a vida de milhares de feridos, doentes e deslocados em perigo", afirmou a o comité, acrescentando que os hospitais e as ambulâncias estão gravemente afetados.

Nos últimos dias, as equipas de distribuição de bens essenciais a instalações médicas em Gaza "testemunharam imagens horríveis que foram agravadas pela intensificação das hostilidades", afirmou o CICV.

Desde o início da guerra, a ONU e a Organização Mundial de Saúde (OMS) têm denunciado os ataques aéreos e de artilharia israelitas contra hospitais e ambulâncias.

Israel acusa o Hamas de utilizar os hospitais como refúgio para os seus combatentes, efetuar ataques e esconder túneis, o que o movimento islamita nega.

O CICV salienta que os hospitais pediátricos não foram poupados pela violência, nomeadamente o hospital Nasser, que foi fortemente danificado pelas hostilidades, e o hospital Rantisi, que deixou de estar operacional.

O hospital Al-Shifa, o maior da Faixa de Gaza, "já sobrecarregado de doentes, acolhe agora milhares de famílias deslocadas que perderam as suas casas durante o último mês, em consequência do conflito", afirma o CICV.

A mesma fonte recorda que qualquer operação militar nas imediações de um hospital deve ter em conta a presença de civis, que estão protegidos pelo direito internacional humanitário.

"As regras da guerra são claras. Os hospitais são instalações especialmente protegidas pelo direito internacional humanitário", conclui o CICV.

Israel e o Hamas, que controla Gaza, entraram hoje no 35.º dia de guerra, com as forças israelitas a penetrar cada vez mais na cidade de Gaza e na zona norte do enclave, com milhares de civis palestinianos a continuarem a ser forçados a deslocar-se para sul.

Mais de 1.400 pessoas, maioritariamente civis, foram mortas em Israel desde o início da guerra desencadeada por um ataque violento sem precedentes do Hamas - movimento islamita considerado terrorista pela União Europeia e EUA - em solo israelita em 07 de outubro, segundo as autoridades israelitas.

O Hamas elevou hoje para mais de 11 mil o número de mortos causados pelos bombardeamentos israelitas em Gaza, além de perto de 27.500 feridos.

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Lusa /

Sistema de saúde atingiu "ponto sem retorno" em Gaza, alerta Cruz Vermelha

"A destruição dos hospitais em Gaza está a tornar-se intolerável e tem de parar. As vidas de milhares de civis, pacientes e pessoal médico estão em perigo", afirmou William Schomburg, chefe da subdelegação do Comité Internacional da Cruz Vermelha (CICV) em Gaza, em comunicado.

Israel e o Hamas entraram hoje no 35.º dia de guerra, com as forças israelitas a penetrar cada vez mais na cidade de Gaza e na zona norte do enclave, com milhares de civis palestinianos a continuarem a ser forçados a deslocar-se para sul.

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Lusa /

Bombardeamento de escola em Gaza "fez 50 mortos"

"Numerosos tanques [israelitas] estão estacionados a 200 metros da escola al-Buraq, na rua al-Nasr, e cercam quatro hospitais da zona", indicou, por seu lado, o gabinete de imprensa do governo do movimento islamita palestiniano Hamas, desde 2007 no poder na Faixa de Gaza.

O Exército israelita, que não reagiu até agora a estas afirmações, tinha feito saber na quinta-feira à noite que uma das suas divisões efetuava importantes operações numa zona "muito, muito próxima" do hospital al-Shifa.

O primeiro-ministro israelita, Benjamin Netanyahu, reiterou, por sua vez, que Israel não pretende "governar ou ocupar" a Faixa de Gaza (de onde Israel retirou em 2005, após 38 anos de ocupação), mais de um mês após o início da guerra com o Hamas que levou a uma situação humanitária dramática naquele enclave palestiniano cercado, segundo a ONU e várias organizações não-governamentais (ONG).

O diretor da Agência da ONU para os Refugiados Palestinianos (UNRWA), Philippe Lazzarini, apelou hoje para o fim da "carnificina" na Faixa de Gaza.

"Arrasar bairros inteiros não é resposta para os crimes odiosos cometidos pelo Hamas. Pelo contrário, isso cria uma nova geração de palestinianos lesados, suscetíveis de perpetuar o ciclo da violência. A carnificina tem simplesmente que acabar", declarou Lazzarini, citado num comunicado da UNRWA hoje divulgado.

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RTP /

Meios de comunicação negam acusações sobre os seus fotógrafos em Gaza

Alguns dos principais meios de comunicação internacionais negaram veementemente saber de antemão que o Hamas iria atacar Israel a 7 de outubro, em resposta às acusações contra fotojornalistas palestinianos em Gaza.

A rejeição das acusações partiu do The New York Times e CNN, bem como das agências noticiosas AP, Reuters e AFP.

A polémica começou com uma publicação online da organização pró-Israel Honest Reporting, que apontou o que considerou ser um tratamento desfavorável a Israel nos meios de comunicação social.

A Honest Reporting sugeriu que fotojornalistas palestinianos independentes em Gaza que trabalhariam para a AP, Reuters, CNN e NYT poderiam ter sido avisados pelo Hamas do ataque de 7 de outubro com antecedência.
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RTP /

Palestinianos pedem ao TPI que investigue "crimes de guerra de Israel"

Três grupos palestinianos de Direitos Humanos – Al Haq, Al Mezan e a Campanha dos Direitos Humanos da Palestina – disseram ter pedido ao Tribunal Penal Internacional para investigar Israel, acusando-o de cometer crimes de guerra, incluindo genocídio, bombardeando e sitiando a Faixa de Gaza.

Israel não é membro do tribunal sediado na Haia e não reconhece a sua jurisdição. Telavive afirmou anteriormente que as alegações de genocídio são deploráveis e que as suas ações visam militantes do grupo Hamas, que governa Gaza, e não civis.

Instado a comentar o assunto, um porta-voz do Ministério israelita dos Negócios Estrangeiros disse que "Israel também está a recolher provas de crimes contra a humanidade e crimes de guerra cometidos pelo Hamas a 7 de outubro e após, incluindo o uso de civis como escudos humanos (em Gaza)".

Os três grupos de Direitos Humanos fizeram saber que pediram ao TPI –que já indicou ter recebido a comunicação daqueles grupos e que avaliaria as informações – que se concentrasse nos ataques aéreos israelitas em áreas civis densamente povoadas de Gaza, no cerco ao território e na deslocação da população.

"Estas ações constituem crimes de guerra e crimes contra a humanidade, incluindo genocídio e incitamento ao genocídio", afirmaram numa declaração conjunta à imprensa.
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Lusa /

Mais de 11.000 mortos e quase 27.500 feridos na Faixa de Gaza, diz Hamas

"O número de mortos na agressão israelita ascendeu a 11.078, incluindo 4.506 crianças, 3.027 mulheres e 678 idosos", e outros "27.490 cidadãos ficaram feridos", com lesões de gravidade variada, declarou o porta-voz do Ministério da Saúde do enclave, Ashraf al-Qudra.

A mesma fonte acrescentou que nas últimas horas, Israel "cometeu 12 grandes massacres, ceifando a vida a 260 pessoas", havendo também pelo menos 2.700 desaparecidos, incluindo 1.500 crianças "que ainda estão sob os escombros".

Segundo o Ministério da Saúde do enclave palestiniano, desde o início do conflito entre Israel e o Hamas, em 7 de outubro, quase 200 profissionais de saúde morreram e 53 ambulâncias foram destruídas. Além disso, mais de metade dos hospitais em Gaza já não funciona devido à falta de combustível.

O Crescente Vermelho palestiniano também informou que "estão a ocorrer agora confrontos violentos" na área do hospital Al-Quds, que já resultou em pelo menos uma morte e 20 feridos entre pessoas deslocadas que se refugiavam no centro hospitalar.

Devido à falta de energia elétrica, as equipas médicas de centros médicos como Al-Quds "estão a funcionar com recursos mínimos", sem eletricidade e com "interrupções contínuas nas comunicações e internet pelo terceiro dia consecutivo", acrescentou um porta-voz do Crescente Vermelho.

"O hospital permanece isolado pelo quinto dia consecutivo, uma vez que todas as estradas que lhe dão acesso estão encerradas devido aos bombardeamentos na zona envolvente", acrescentou a mesma fonte.

O exército israelita cercou hoje quatro hospitais na Faixa de Gaza, onde estão refugiados milhares de deslocados internos, nomeadamente o hospital Al-Shifa, o maior de Gaza, que esta manhã sofreu um bombardeamento que resultou na morte de pelo menos 13 pessoas e feriu várias dezenas.

Israel e o Hamas entraram hoje no 35.º dia de guerra, com as forças israelitas a penetrar cada vez mais na cidade de Gaza e na zona norte do enclave, com milhares de civis palestinianos a continuarem a ser forçados a deslocar-se para sul.

Mais de 1.400 pessoas, maioritariamente civis, foram mortas em Israel desde o início da guerra desencadeada por um ataque violento sem precedentes do Hamas - movimento islamita considerado terrorista pela União Europeia e EUA - em solo israelita em 07 de outubro, segundo as autoridades israelitas.

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Lusa /

Mais de 100 trabalhadores da UNRWA mortos em Gaza desde início da guerra

"Destroçado. Confirmação de que mais de 100 colegas da UNRWA foram mortos num mês. Pais, professores, enfermeiros, médicos, pessoal de apoio. A UNRWA está de luto, os palestinianos estão de luto, os israelitas estão de luto. Para pôr fim a esta tragédia, é necessário um cessar-fogo humanitário já", escreveu o diretor da UNRWA, Philippe Lazzarini, na rede social X (antigo Twitter).

Na sua página da Internet, a UNRWA precisa que o número exato é 101 funcionários mortos na Faixa de Gaza desde 7 de outubro, data em que o movimento islamita palestiniano Hamas, desde 2007 no poder naquele enclave palestiniano, lançou um ataque de dimensões sem precedentes a território israelita, que fez mais de 1.400 mortos, na maioria civis, cerca de 5.000 feridos e mais de 200 reféns.

Em retaliação, Israel declarou uma guerra para "erradicar" o Hamas, que começou por cortes ao abastecimento de comida, água, eletricidade e combustível à Faixa de Gaza e bombardeamentos diários, seguidos de uma ofensiva terrestre que já cercou a cidade de Gaza.

A guerra entre Israel e o Hamas, que hoje entrou no 35.º dia e continua a ameaçar alastrar a toda a região do Médio Oriente, fez até agora na Faixa de Gaza mais de 11.000 mortos, quase 27.500 feridos, 2.450 desaparecidos, na maioria civis, e cerca de 1,5 milhões de deslocados, segundo as autoridades locais.

O subsecretário-geral da ONU para os Assuntos Humanitários, Martin Griffiths, reagiu ao anúncio da UNRWA afirmando igualmente na rede social X: "Tenho o coração despedaçado por esta notícia profundamente trágica. Estes colegas eram raios de esperança e de humanidade".

"Os nossos pensamentos estão com as suas famílias e com todos os nossos corajosos colegas da UNRWA", acrescentou.

Para prestar homenagem aos trabalhadores da ONU mortos na Faixa de Gaza, a organização tenciona cumprir um minuto de silêncio na segunda-feira em todas as suas instalações em todo o mundo, às 09:30 locais de cada país.

"O secretário-geral convidou o pessoal (...) a observar um minuto de silêncio", e as bandeiras da ONU serão colocadas a meia haste, anunciou um porta-voz da organização em Genebra, Rolando Gomez, numa conferência de imprensa.

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Funcionários da USAID pedem cessar-fogo a Biden

São já mais de 1.000 os funcionários da Agência dos Estados Unidos para o Desenvolvimento Internacional (USAID) que assinaram uma carta aberta instando a Administração Biden a pedir um cessar-fogo imediato na guerra entre Israel e o Hamas. A notícia é da Reuters.

Referem os jornalistas que a carta é o mais recente sinal de mal-estar dentro do governo dos EUA sobre o apoio inabalável do presidente Joe Biden a Israel na resposta aos ataques de 7 de outubro.

"Como profissionais de desenvolvimento, saúde pública e assistência humanitária, estamos alarmados e desanimados com as inúmeras violações do direito internacional; leis que visam proteger civis, pessoal médico e de imprensa, bem como escolas, hospitais e locais de culto", refere, de acordo com a Reuters, a carta publicada a 2 de novembro e agora com 1.029 assinaturas de funcionários da USAID.
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ONU promove minuto de silêncio
RTP /

Na próxima segunda-feira, funcionários em todo o mundo recordam os mais de 100 colegas mortos em Gaza desde 7 de outubro

As bandeiras vão também estar em meia-haste em instalações das Nações Unidas. "Eles representam o que está a acontecer ao povo de Gaza", disse Juliette Touma, diretora de comunicações da Agência das Nações Unidas para os Refugiados Palestinianos, referindo-se aos funcionários da organização.

"Eles e outros civis da Faixa de Gaza nunca deveriam ter sido mortos", acrescentou a responsável, em declarações à agência Reuters.
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"Morreram demasiados palestinianos"
RTP /

Blinken assinalou, em Nova Deli, o que descreveu como passos de Israel para minimizar perdas civis em Gaza, mas considerou-os insuficientes

O secretário de Estado norte-americano adiantou, na Índia, ter proposto ao Governo israelita "pausas humanitárias" mais prolongadas, assim como um incremento na assistência humanitária à Faixa de Gaza.
Alexandra Sofia Costa - Antena 1

"É preciso fazer mais para proteger os civis e garantir que a assistência humanitária chegue", afirmou Antony Blinken, para reconhecer, em seguida, que "morreram demasiados palestinianos, demasiados sofreram nestas últimas semanas".
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RTP /

Bombardeamentos prosseguem na Faixa de Gaza

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RTP /

Crescente Vermelho fala em ataque violento contra hospital

O Crescente Vermelho, organização árabe homóloga da Cruz Vermelha, diz que snipers israelitas estão a atirar sobre um hospital da cidade de Gaza.

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RTP /

Israel aceita pausas humanitárias de quatro horas diárias em Gaza

Foto: Doaa Rouqa - Reuters

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RTP /

Netanyahu diz que Israel não pretende ocupar nem governar a Faixa de Gaza

Foto: Haim Zach - Gabinete de imprensa do Governo de Israel via Reuters

Houve novos ataques a hospitais em Gaza, com vítimas mortais.  Algumas imagens nesta reportagem podem ser consideradas perturbadoras.
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RTP /

Índia e EUA apontam a solução política

Índia e Estados Unidos concordaram esta sexta-feira em trabalhar para evitar que o conflito de Gaza se espalhe, preservar a estabilidade no Oriente Médio, trabalhar para uma solução política e uma paz duradoura na região.

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RTP /

Ministério da Saúde do Hamas anuncia novo balanço de 11.078 mortos, entre os quais 4.506 crianças

O Ministério da Saúde do Hamas anunciou esta sexta-feira que 11.078 pessoas morreram nos bombardeamentos israelitas à Faixa de Gaza desde o início da guerra, a 7 de outubro. Entre os mortos há 4.506 crianças e 3.027 mulheres. De assinalar a existência de 27.490 feridos.

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Lusa /

Bruxelas envia mais seis voos com ajuda humanitária para Gaza

A ajuda enviada nestes dois voos inclui material logístico, como unidades móveis de armazenamento, frigoríficos e outros artigos que aumentarão a capacidade das organizações humanitárias para garantir uma resposta mais eficiente às populações de Gaza.

Na próxima semana partirão mais três voos de Bucareste, com material de abrigo, como tendas e colchões, doados pela Roménia.

O sexto voo descolará de Ostende (Bélgica) mais para o final do mês com mais bens doados por agências da ONU e outros parceiros humanitários.

Com o envio destes aviões, a ponte aérea da UE totaliza 14 voos, com mais de 550 toneladas de ajuda de emergência ao povo de Gaza, transportada para o Egito e depois distribuída na Faixa de Gaza a partir da fronteira de Rafah.

O Governo israelita concordou, na quinta-feira, em fazer pausas humanitárias em áreas limitadas e de apenas quatro horas por dia, afastando qualquer cenário de cessar-fogo.

Mais de 1.400 pessoas, maioritariamente civis, foram mortas em Israel desde o início da guerra desencadeada por um ataque violento sem precedentes do Hamas em solo israelita em 7 de outubro, segundo as autoridades israelitas.

Na Faixa de Gaza, as represálias de Israel, que afirma querer aniquilar o Hamas, causaram mais de 10.800 mortos, sobretudo civis, segundo o movimento islamista.
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RTP /

Governo do Hamas anuncia 13 mortos no ataque israelita ao maior hospital de Gaza

O governo do Hamas em Gaza afirmou que 13 palestinianos foram mortos e dezenas ficaram feridos esta sexta-feira no ataque israelita ao complexo hospitalar al-Shifa, o maior do território. "Temos 13 mártires e dezenas de feridos no ataque israelita ao complexo al-Shifa" no centro da cidade de Gaza, disse Salameh Maarouf, chefe do gabinete de imprensa do Hamas.

Não houve comentários dos militares israelitas sobre a operação. Um jornalista da AFP viu pelo menos sete corpos cobertos do lado de fora do hospital.
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RTP /

Hamas dispara rockets contra Israel fazendo soar sirenes em Telavive

Sirenes soaram em Telavive e arredores esta sexta-feira após disparos do Hamas de rockets contra Israel, no que o grupo militante palestiniano descreveu como uma resposta ao aumento das mortes de civis na guerra de Gaza.

Os serviços médicos israelitas disseram que duas mulheres em Telavive sofreram ferimentos por estilhaços.

Cerca de 9.500 mísseis, rockets e drones foram lançados contra Israel a partir de Gaza e outras frentes desde 7 de outubro. Pelo menos 2.000 foram abatidos por defesas aéreas.
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RTP /

Riade pede fim das hostilidades

O príncipe herdeiro da Arábia Saudita pede o fim da guerra em Gaza. "Condenamos o que a Faixa de Gaza está a enfrentar, desde ataques militares, ataques a civis, violações do direito internacional pelas autoridades de ocupação israelitas", disse o príncipe herdeiro Mohammed Bin Salman durante uma cimeira afro-saudita realizada em Riade. "Insistimos na necessidade de parar esta guerra e o deslocamento forçado dos palestinianos".

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Ancara envia navio hospitalar para o Egito

A Turquia anunciou o envio de um navio com equipamento hospitalar de campanha, ambulâncias e geradores para o Egito para tratar as vítimas da guerra em Gaza, onde o cerco devastador de Israel causou uma crise humanitária com o colapso dos cuidados médicos.

"Um total de 51 contentores de material médico, geradores e 20 ambulâncias, com as autorizações necessárias, foram carregados num navio a partir do porto de Alsancak, em Izmir, e enviados para o Egito", disse o ministro turco da Saúde, Fahrettin Koca.

"Como parte da ajuda, foi enviado um hospital de campanha totalmente equipado, com salas de cirurgia e unidades de cuidados intensivos e hospitais de campanha do tipo insuflável", disse.

Imagens compartilhadas por Koca em uma publicação na rede social X mostram ambulâncias, cadeiras de rodas, caixas com suprimentos médicos e outros contentores a serem carregados no navio.

O navio deverá chegar ao porto egípcio de Al Arish no sábado.
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RTP /

Teerão alerta para expansão da guerra como "inevitável" depois de ataques aéreos israelitas terem atingido hospitais em Gaza.

O Irão alertou que a escala do sofrimento civil causado pela guerra de Israel contra o Hamas inevitavelmente levará a uma expansão do conflito. Declarações conhecidas depois de as autoridades em Gaza relatarem ataques aéreos israelitas perto de vários hospitais no enclave palestiniano.

"Devido à crescente intensidade dos ataques contra os habitantes civis de Gaza, a expansão do âmbito da guerra [a um nível regional] tornou-se agora inevitável", disse o ministro iraniano dos Negócios Estrangeiros, Hossein Amir-Abdollahian, num telefonema com o seu homólogo do Qatar, Mohammed bin Abdulrahman Al-Thani, de acordo com o site do ministério.
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Blinken encerra em Delhi périplo dominado por Gaza

O secretário de Estado norte-americano, Antony Blinken, encerrou na Índia o périplo pelo Médio Oriente e Ásia, dominado pelo conflito entre Israel e o Hamas. Em declarações aos jornalistas pouco antes de deixar Delhi, o chefe da diplomacia norte-americana congratulou-se com a decisão de Israel de aceitar "pausas humanitárias" na ofensiva no norte da Faixa de Gaza, mas disse que "ainda há muito a fazer" para proteger os civis palestinianos.

Blinken disse que as "pausas" de quatro horas todos os dias "salvarão vidas" e fornecerão mais ajuda à Faixa de Gaza, sitiada pelo exército israelita desde o sangrento ataque do Hamas em 7 de outubro. Pelo menos 1.400 pessoas morreram nesse ataque, de acordo com as autoridades israelitas.

"Ao mesmo tempo, muito mais precisa de ser feito para proteger os civis palestinianos e garantir que recebam assistência humanitária", acrescentou Blinken. "Demasiados palestinianos foram mortos", disse, num recado a Israel.

O Ministério da Saúde do Hamas disse esta quinta-feira que 10.812 pessoas foram mortas em bombardeamentos israelitas na Faixa de Gaza desde 7 de outubro.
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RTP /

Chefe da agência da ONU para refugiados pede fim à "carnificina" em Gaza

O chefe da agência da ONU para os refugiados palestinianos (UNRWA), Philippe Lazzarini, pediu o fim da "carnificina" na Faixa de Gaza e o fim do cerco imposto por Israel ao território.

"Arrasar bairros inteiros não é a resposta aos crimes hediondos cometidos pelo Hamas. Pelo contrário, cria uma nova geração de palestinianos lesados, suscetíveis de perpetuar o ciclo de violência. A carnificina deve simplesmente parar", disse Lazarinni. "O cerco a Gaza deve acabar e a ajuda humanitária contínua deve ser autorizada a fluir para a Faixa de Gaza sem restrições".
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Primeiro-ministro Benjamin Netanyahu diz que Israel não quer nem ocupar nem governar a Faixa de Gaza. Na televisão americana Fox News, Netanyahu considerou que as forças israelitas estão a progredir “excecionalmente bem” no terreno.

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Corredor de evacuação reaberto
RTP /

Pelo sexto dia, Israel anuncia a reabertura de um corredor para a saída de civis de Gaza

Segundo a estrutura israelita Cogat, responsável pela política do Governo para os territórios palestinianos, o corredor vai ficar aberto, esta sexta-feira, durante sete horas.


Foi publicado um vídeo que alegadamente mostra "dezenas de milhares" de pessoas de Gaza a deslocarem-se para o sul do enclave administrado pelo Hamas.
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Baixas israelitas
RTP /

Ascende a 40 o número de soldados israelitas mortos na contraofensiva contra o Hamas

O último balanço de baixas das Forças de Defesa de Israel foi conhecido esta sexta-feira.
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Em "poucas horas"
RTP /

Hospitais de Gaza em risco de paralisação

O porta-voz do Ministério da Saúde da Faixa de Gaza, Ashraf al-Qidra, avisa que em "poucas horas" os hospitais da cidade de Gaza e do norte do enclave vão deixar de poder prestar cuidados à população.

Ashraf al-Qidra adianta que as ambulâncias não podem já chegar ao hospital pediátrico Al-Nasr para retirar pessoas, uma vez que esta unidade estará a ser atingida pelos ataques das Forças de Defesa de Israel.
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Lusa /

Ataque ao Hospital al Shifa em Gaza causa um morto e vários feridos

"Um morto e vários feridos num ataque que teve como alvo a maternidade do complexo médico Al Shifa", o maior hospital de Gaza, disse Ashraf al Qudra, porta-voz da saúde da Faixa de Gaza.

A mesma fonte adiantou ainda que durante a noite houve outro "ataque direto ao Hospital Al Rantisi, especializado em crianças" e também localizado na cidade de Gaza, provocando um incêndio.

Israel garante que o centro militar e a infraestrutura subterrânea mais importante do Hamas estão localizados sob e ao redor do Hospital Al Shifa, onde têm ocorrido intensos combates nas últimas horas, à medida que as tropas israelitas avançam para a cidade de Gaza.

Médicos e grupos de direitos humanos denunciaram nas últimas semanas os bombardeamentos israelitas em torno de hospitais.

Muitos dos hospitais sofreram danos materiais com os ataques e pelo menos 18 dos cerca de 35 centros hospitalares não funcionam por falta de combustível.

Na semana passada, um ataque israelita em frente ao Hospital al Shifa matou cerca de 15 pessoas.

"Os ataques e bombardeamentos em hospitais (...) são uma loucura criminosa", segundo o gabinete de comunicação do Governo de Gaza, que condenou que "instalações de saúde tenham sido deliberadamente bombardeadas e nelas foram cometidos massacres".

Israel declarou guerra ao Hamas a 07 de outubro, na sequência de um ataque do grupo islamita Hamas - considerado terrorista pela União Europeia e EUA - que incluiu o lançamento de foguetes e a infiltração de cerca de 3.000 milicianos que massacraram cerca de 1.400 pessoas - na sua maioria civis - e raptaram mais de 240 pessoas de aldeias israelitas perto de Gaza.

Desde então, o exército israelita tem respondido com bombardeamentos pesados diários na Faixa de Gaza e uma incursão terrestre sem precedentes nos últimos anos, deixando milhares de palestinianos mortos, feridos e desaparecidos, a grande maioria dos quais civis, no meio de uma terrível crise humanitária.

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Erdogan quer 500 camiões por dia a chegar a Gaza
RTP /

Presidente turco defendeu reforço da ajuda humanitária em contacto com secretário de Estado norte-americano, Antony Blinken

Recep Tayyip Erdogan disse ter recebido uma resposta de tom "positivo" por parte do chefe da diplomacia norte-americana. Meio milhar de camiões a cruzar Rafah todos os dias, contra os atuais "20 a 30", seriam suficientes, segundo o presidente turco, para fazer face às necessidades do enclave debaixo de ataque por parte de Israel.

O presidente da Turquia afirmou ainda, em declarações citadas pela NTV, que o seu país está disponível para receber civis palestinianos com doenças crónicas e a cooperar com outros países tendo em vista o fornecimento de alimentos e material médico à Faixa de Gaza.
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Instalações hospitalares atingidas
RTP /

Diretor do Hospital Al-Shifa, em Gaza, denuncia que clínica pertencente à unidade ficou danificada após bombardeamento israelita

O edifício, explicou o responsável palestiniano, tem atendido casos de emergência. E servia de abrigo a refugiados de diferentes zonas da Faixa de Gaza.

Já esta sexta-feira o Ministério da Saúde do enclave dera conta da entrada de tanques israelitas no complexo do Hospital Ranteesi, a cerca de dois quilómetro a norte do Al-Shifa. Trata-se, neste segundo caso, da única unidade de Gaza dedicada a crianças com cancro.
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Decisão "muito cínica e cruel"
RTP /

Relatora especial da ONU para os territórios palestinianos critica o anúncio de pausas diárias de quatro horas na contraofensiva israelita

"Tem havido contínuos bombardeamentos, seis mil bombas a cada semana na Faixa de Gaza, neste pequeno pedaço de terra onde as pessoas estão presas e a destruição é em massa. Não haverá retorno depois do que Israel está a fazer à Faixa de Gaza", afirmou Francesca Albanese aos jornalistas em Adelaide, na Austrália. Declarações citadas pela Associated Press.
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Lusa /

Israel ataca na Síria em resposta a drone que atingiu escola em Eilat

Israel realizou na última madrugada um ataque na Síria Mohammed Al-Masri - Reuters

"Em resposta a um drone proveniente da Síria que atingiu uma escola em Eilat, as Forças de Defesa de Israel atingiram a organização que realizou o ataque", declarou o exército num comunicado na rede social X (antigo Twitter).

Israel "considera o regime sírio responsável por qualquer ato terrorista que emane do seu território", acrescentou.

Um drone de origem desconhecida atingiu uma escola na estância balnear de Eilat, no Mar Vermelho, no sul de Israel, na quinta-feira, sem causar vítimas.

O exército israelita afirmou ainda que "continua as suas operações para destruir as infraestruturas do movimento terrorista Hezbollah no Líbano".

"Os caças atingiram alvos do Hezbollah em território libanês em resposta aos disparos efetuados durante o dia contra Israel", declarou o exército.

Ao fim da tarde, o exército israelita anunciou também que tinha intercetado um míssil sobre o Mar Vermelho.

 

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Ponto de situação
RTP /

Estados Unidos anunciam pausas diárias de quatro horas na contraofensiva israelita

  • A Jihad Islâmica divulgou um vídeo a anunciar a libertação de dois reféns israelitas. Trata-se de uma idosa que precisa de cuidados médicos e uma criança com 12 anos;

  • Nas últimas horas, o exército israelita tem travado combates intensos contra militantes do Hamas na área dos dois maiores hospitais da cidade de Gaza;

  • As Forças de Defesa de Israel decretaram pausas diárias de quatro horas na Faixa de Gaza, abrangendo áreas a norte. A informação foi avançada por Washington. O presidente norte-americano, Joe Biden, escreveu nas redes sociais que este é "um passo na direção certa";

  • O exército israelita veio entretanto explicar que estas pausas não significam um cessar-fogo e visam permitir a entrada de ajuda humanitária e a saída de civis;

  • O primeiro-ministro israelita, Benjamin Netanyahu, reitera que o seu país não pretende conquistar, ocupar ou governar a Faixa de Gaza, uma vez concluídos os combates com o Hamas. Em declarações à estação norte-americano Fox News, o governante indicou que, no futuro, pode ser necessária uma "força credível" para voltar a invadir o enclave palestiniano, em caso de recrudescimento dos movimentos de resistência;

  • Gaza vai receber mais de mil milhões de euros em ajuda. Foi este o resultado da angariação de fundos na conferência humanitária realizada em Paris. Portugal vai contribuir com dez milhões de euros;

  • No seu discurso diante da conferência humanitária, o presidente francês, Emmanuel Macron, apelou ao cessar-fogo e à defesa dos civis. Nesta reunião estiverem representantes de mais de 50 países, entre chefes de Estado e delegações de agências das Nações Unidas e de uma dezena de organizações não-governamentais;

  • Israel iniciou a contraofensiva a 7 de outubro, depois do ataque do movimento radical palestiniano, que mantém 200 pessoas como reféns. De acordo com o Ministério da Saúde da Faixa de Gaza, morreram já quase 11 mil palestinianos, entre os quais mais de quatro mil crianças. Do lado de Israel, estão confirmadas 1.400 mortes.
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Israel aceita pausas humanitárias de quatro horas diárias em Gaza

Foto: Evelyn Hockstein - Reuters

Itália decidiu entretanto enviar para a faixa de Gaza um navio hospital.
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RTP /

Biden otimista quanto a uma solução sobre reféns do Hamas

Foto: Amir Cohen - Reuters

A reunião decorreu com os chefes dos serviços secretos de Israel e norte-americanos e o primeiro-ministro do Catar, país que acolhe vários responsáveis do Hamas.

Enquanto isso prosseguiam os bombardeamentos israelitas.
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Graça Andrade Ramos - RTP /

"Noite de Cristal" lembrada subliminarmente em cartaz a apelar a protesto pró-palestiniano

Universidade McGill

A imagem, de uma montra estilhaçada, ecoava a da "Noite de Cristal" durante a qual, há precisamente 85 anos na Alemanha, foram atacadas e destruídas as lojas, casas, locais de cultos e negócios de judeus, naquele que foi considerado o primeiro momento do Holocausto.

Numa carta enviada aos estudantes e funcionários da Universidade, Deep Saini referiu que "considerando todos os factos e contextos relevantes, posso apenas concluir que estes cartazes são anti-semitas. São deploráveis e inaceitáveis e não têm lugar na nossa comunidade".

Devido ao "tom" do materal promocional, o vice-reitor anunciou ainda que requesitou o reforço dos meios de segurança previstos para a manifestação denominada "a favor de Gaza".

"Incitar o ativismo através de comunicações que se referem a um dia extremamente negro da história mundial, marcado por violência anti-semita, é abominável. Isto irá exarcebar as tensões existentes e irá alienar e elevar o risco de ataques aos membros judeus da nossa comunidade, assim como contra aqueles que são ostaensivamente muçulmanos e árabes. cada um destes grupos está especialmente vulnerável agora", acrescentou o vice-reitor.

Também esta quinta-feira, duas escolas judaicas foram alvejadas a tiro no Canadá, sem fazer feridos.

Tensão crescente
O episódio é apenas mais um sinal dos episódios anti-semitas que têm vindo a ocorrer em universidades norte-americanas, já denunciadas por vários líderes norte-americanos, e nas ruas de cidades europeias, nomeadamente francesas e alemãs, com estrelas de David a serem pintadas para assinalar residências de judeus, cidadãos israelitas atacados e lojas e negócios propriedade de judeus a serem invadidos por multidões em fúria durante manifestações convocadas para apoiar a palestina.

Esta quinta-feira, ao assinalar mais um aniversário da Noite de Cristal, o chanceler alemão Olaf Scholz prometeu proteger os judeus alemães e denunciou as recentes manifestações de anti-semitismo no país, garantindo que "nunca mais" este seria tolerado.

A promessa foi feita na sinagoga de Beth Zion, em Berlim, um dos lovcais que na noite de 9 para 10 de novembro de 1938 foi devastado e vandalizado pelos nazis, tal como numerosos outros locais de cultos, comércio e lares judeus. "É uma promessa na qual assenta a Alemanha democrática", frisou Scholz.

Desde dia sete de outubro o número destes ataques cresceu num sinal alarmante de anti-semitismo, que algumas vozes atribuem a uma ação concertada externa eventualmente financiada pela Rússia para desestabilizar as democracias ocidentais.

Só na Alemanha registaram-se 1.800 crimes anti-semitas, um deles contra a própria sinagoga onde hoje decorreram as celebrações.

Também esta sexta-feira, o Conselho para as relações Islamo-Americanas (CAIR) afirmou que tem estado a documentar um "aberrante" aumento de 216 por cento nos pedidos de ajuda e nos relatos de incidentes anti-árabes e anti-muçulmanos no país.

Ao todo, a organização recebeu, só desde 7 de outubro, 1.283 pedidos de ajuda e relatos de ofensas, contra 406 no mesmo período em 2022.

"A retórica islamofóbica e anti-palestiniana tem sido usada para justificar a violência tanto contra os palestinianos em Gaza como para silenciar apoiantes dos direitos humanos dos palestinianos aqui na América e tem contribuído para um aumento sem precedentes da intolerância", afirmou em comunicado o diretor da pesquisa e advocacia da CAIR, Corey Saylor.
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