Três portugueses mortos na Palestina
Israel rejeita resolução do Conselho de Segurança
Israel diz ter encontrado armas no Hospital al-Shifa, Hamas nega
Foto: Forças de Defesa de Israel via Reuters
Norte de Israel com ataques diários do Hezbollah
Forças israelitas entraram no Hospital de al-Shifa
Navio norte-americano abate `drone` disparado do Iémen
O responsável não especificou a autoria do lançamento do dispositivo, mas os rebeldes Huthi do Iémen, apoiados pelo Irão, assumiram vários ataques com `drones` e mísseis desde o início da guerra entre Israel e movimento islamita palestiniano Hamas, em 07 de outubro.
O `destroyer` de mísseis guiados USS Thomas Hudner "disparou contra um `drone` vindo do Iémen que se dirigia para o navio", disse o elemento do Pentágono, sem mencionar onde ocorreu o incidente.
No mês passado, prosseguiu, a Marinha norte-americana abateu vários mísseis e `drones` lançados pelos Huthis que controlam a capital do Iémen, Sana, e que fazem "parte do eixo de resistência" contra Israel.
Em 07 de outubro, combatentes do Movimento de Resistência Islâmica (Hamas) -- desde 2007 no poder na Faixa de Gaza e classificado como organização terrorista pelos Estados Unidos, a União Europeia e Israel -- realizaram em território israelita um ataque de dimensões sem precedentes desde a criação do Estado de Israel, em 1948, fazendo 1.200 mortos, na maioria civis, cerca de 5.000 feridos e mais de 200 reféns.
Em retaliação, Israel declarou uma guerra para "erradicar" o Hamas, que começou por cortes ao abastecimento de comida, água, eletricidade e combustível na Faixa de Gaza e bombardeamentos diários, seguidos de uma ofensiva terrestre que cercou a cidade de Gaza.
A guerra entre Israel e o Hamas, que hoje entrou no 40.º dia e continua a ameaçar alastrar a toda a região do Médio Oriente, fez até agora na Faixa de Gaza 11.320 mortos, na maioria civis, 28.200 feridos, 3.250 desaparecidos sob os escombros e mais de 1,6 milhões de deslocados, segundo o mais recente balanço das autoridades locais.
Estas mortes provocaram profunda indignação no Médio Oriente e encorajaram ataques contra as tropas norte-americanas presentes na região e contra Israel.
Os Huthis disseram na semana passada que abateram um `drone` dos Estados Unidos, enquanto as forças norte-americanas no Iraque e na Síria têm sido alvo de ataques igualmente com `drones` e mísseis.
Conselho de Segurança apela a "pausas humanitárias urgentes e prolongadas" em Gaza
"É necessário que seja suficientemente longa para nos permitir mobilizar os recursos - uma vez que tenhamos combustível suficiente - para levar à população aquilo de que necessita", comentou esta quarta-feira o porta-voz do secretário-geral da ONU, Stéphane Dujarric, sem entrar em detalhes.
"Apela", igualmente, à "libertação imediata e incondicional de todos os reféns detidos pelo hamas e outros grupos, em particular as crianças", sem condenar o ataque sangrento a Israel por parte do Hamas a 7 de outubro, que lhes deu origem, e que terá feito 1.200 mortos, de acordo com fontes de Israel.
Hezbollah reivindica sete novos ataques contra o norte de Israel
O movimento armado xiita explicou em diversos comunicados que os seus combatentes atacaram esta tarde cinco posições militares israelitas, e ainda um veículo de "concentração de forças de infantaria do Exército de ocupação israelita".
Segundo os comunicados da organização xiita libanesa, pelo menos cinco destas ações foram efetuadas ao início da tarde através do lançamento de mísseis, enquanto as duas restantes com "armas adequadas", sem precisar mais detalhes.
Os objetivos de hoje voltaram a ser dirigidos às áreas disputadas pelo Líbano, a aldeia de Honin e as Quintas de Shebaa, numa aparente tentativa de sublinhar que as suas operações se incluem na defesa do território libanês, para além da guerra em Gaza.
Desde 08 de outubro que o Hezbollah e Israel estão envolvidos em intensos combates cruzados através da linha divisória entre os dois países, com um balanço de dezenas de mortos, mais de 300 feridos e cerca de 26.000 deslocados internos do lado libanês.
A violência atingiu o auge no passado fim de semana, quando voltaram a surgir os receios de que o Líbano se torne numa segunda frente da guerra de Gaza.
Hamas atualiza para 11.500 o número de mortos no conflito em Gaza
Conselho de Segurança da ONU votará hoje projeto de resolução sobre Gaza
O novo texto, preparado por Malta, desta vez tem mais hipóteses de ser aprovado numa reunião marcada para as 15h00 (hora local, 20h00 em Portugal continental), uma vez que os 15 membros do Conselho esperaram para ter a certeza de que o texto não enfrentaria uma nova rejeição, segundo fontes diplomáticas.
Depois do ataque do Hamas contra Israel em 07 de outubro e do bombardeamento de Gaza em retaliação do exército israelita, o Conselho de Segurança tentou em vão, por quatro vezes, chegar a um consenso sobre o assunto.
Expondo as suas divisões de longa data sobre a questão israelo-palestiniana, o órgão da ONU - cujas decisões têm caráter vinculativo - rejeitou numa rápida sucessão quatro projetos de resolução, em votações marcadas em particular por vetos russos de um lado, e norte-americanos do outro, sobre textos concorrentes.
Confrontada com a incapacidade de agir do Conselho, a Assembleia Geral da ONU decidiu posicionar-se sobre a situação em Gaza, adotando em 27 de outubro, por uma ampla maioria, um texto não vinculativo apelando a uma "trégua humanitária imediata".
Os Estados Unidos e Israel votaram contra esta resolução que não mencionava o Hamas.
O Conselho de Segurança, sob o impulso dos dez Estados-membros não permanentes, lançou paralelamente novas negociações que ficaram travadas em questões ligadas à linguagem sobre como pedir a interrupção da guerra: "cessar-fogo humanitário", "tréguas" ou "pausas".
Os Estados Unidos opuseram-se particularmente a qualquer referência a um cessar-fogo, segundo fontes diplomáticas.
"Sei que estamos todos dececionados com a inação do Conselho nos últimos 40 dias", comentou o embaixador chinês, Zhang Jun.
O novo texto que será submetido hoje a votação, e ao qual a Agência France-Presse (AFP) teve acesso, "apela a pausas e corredores humanitários extensos e urgentes durante um número suficiente de dias" para permitir a entrega de ajuda humanitária aos civis em Gaza.
O projeto de resolução, que enfatiza a situação das crianças em quase todos os parágrafos, "exige que todas as partes respeitem as suas obrigações ao abrigo do direito internacional, especialmente no que diz respeito à proteção dos civis, em particular das crianças".
Também "apela" à "libertação imediata e incondicional de todos os reféns detidos pelo Hamas e outros grupos, especialmente crianças".
"Os membros do Conselho estão unidos no facto de quererem ter voz" garantiu hoje a embaixadora de Malta, Vanessa Frazier, que reconheceu "nuances" entre as posições dos 15 membros mas salientou, no entanto, que todos têm "o desejo de salvar vidas e dar um descanso" à população.
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Ministério da Saúde do Hamas rejeita que Israel tenha encontrado armas no hospital de al-Shifa
Exército de Israel diz ter encontrado quartel-general do Hamas e armas no hospital de al-Shifa
Num outro departamento do hospital, os soldados também localizaram "um centro de comando operacional e ativos tecnológicos pertencentes ao Hamas", provando, disse Daniel Hagari, que o movimento usa as instalações hospitalares para "fins militares e terroristas, em desrespeito das leis internacionais".
Os dados tecnológicos e a "extensa informação localizada" foram transferidos para análise completa pelas autoridades competentes, referiram as FDI.
"As FDI continuam a operar no complexo hospitalar, ao mesmo tempo que extraem informações e evitam danos para equipas médicas e civis ali abrigados", declarou ainda a mesma nota.
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Israel decide não limitar número de camiões com ajuda a Gaza, anuncia ONU
O responsável sublinhou, contudo, que falta combustível para que os bens de primeira necessidade cheguem aos habitantes daquele enclave palestiniano e financiamento internacional para essa operação.
"Temos os camiões, precisamos de combustível e financiamento. Quero que fique registado quais são as nossas prioridades", declarou Griffiths, desmentindo que a ONU não tem um plano sobre como ajudar a população da Faixa de Gaza.
O dirigente humanitário precisou que, dos 1.200 milhões de dólares (1.106 milhões de euros) que as Nações Unidas pediram para a crise em Gaza, apenas foram recebidos cerca de 30 milhões de dólares (27,6 milhões de euros).
Hoje, entraram na Faixa de Gaza 460 camiões e entre 23.000 e 24.000 litros de combustível, o que equivale a meio camião-cisterna, um número que contrasta com os 200.000 litros que a ONU considera necessários para que a ajuda humanitária consiga chegar àqueles que dela mais precisam.
"O combustível é indispensável para tantas coisas -- não só para o transporte, mas também para a dessalinização da água, o funcionamento dos hospitais e o fornecimento de eletricidade", explicou.
Griffiths sustentou que o plano que as agências humanitárias da ONU têm para Gaza é "o padrão", com os mesmos procedimentos aplicáveis a qualquer situação de guerra, como as da Ucrânia ou do Sudão.
Além disso, o responsável humanitário defendeu o direito dos palestinianos da Faixa de Gaza de irem onde querem e quando querem, sem entraves ou impedimentos, mas sim com liberdade de movimentos, ao passo que a ONU deve ter garantias de segurança para chegar até eles.
Para tal, sublinhou que deve estar a funcionar em pleno, no caso de Gaza, aquilo que na gíria da ONU se designa como "sistema de notificação humanitária", que consiste em cessar as ações armadas em locais específicos para que a ONU possa deslocar-se e entregar a ajuda.
A respeito de uma reunião que manteve recentemente com o ministro dos Negócios Estrangeiros do Irão, Griffiths comentou que discutiram o risco de um alastramento do conflito entre Israel e o movimento islamita palestiniano Hamas a um nível regional, "o que não seria nada bom".
A 07 de outubro, combatentes do Movimento de Resistência Islâmica (Hamas) -- desde 2007 no poder na Faixa de Gaza e classificado como organização terrorista pelos Estados Unidos, a União Europeia e Israel -- realizaram em território israelita um ataque de dimensões sem precedentes desde a criação do Estado de Israel, em 1948, fazendo 1.200 mortos, na maioria civis, cerca de 5.000 feridos e mais de 200 reféns.
Em retaliação, Israel declarou uma guerra para "erradicar" o Hamas, que começou por cortes ao abastecimento de comida, água, eletricidade e combustível na Faixa de Gaza e bombardeamentos diários, seguidos de uma ofensiva terrestre que cercou a cidade de Gaza.
A guerra entre Israel e o Hamas, que hoje entrou no 40.º dia e continua a ameaçar estender-se a toda a região do Médio Oriente, fez até agora na Faixa de Gaza 11.320 mortos, na maioria civis, 28.200 feridos, 3.250 desaparecidos sob os escombros e mais de 1,6 milhões de deslocados, segundo o mais recente balanço das autoridades locais.
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Cerca de 1.000 trabalhadores palestinianos regressam à Faixa de Gaza
Cerca de mil pessoas atravessaram hoje a passagem de Kerem Shalom, que liga Israel à Faixa de Gaza, após terem sido transferidas da Cisjordânia para o enclave palestiniano através de território israelita, um processo coordenado entre a Autoridade Nacional Palestiniana (ANP) e as autoridades israelitas, segundo as fontes.
Mais de 18.000 habitantes de Gaza tinham autorizações de trabalho em Israel até 07 de outubro, data em que se desencadeou a guerra entre o Hamas e Israel, que levaram as autoridades israelitas a revogar quase imediatamente as suas autorizações de trabalho.
cerca de 4.000 pessoas foram presas e detidas pelas autoridades israelitas sem acusações formais, até que há duas semanas a maioria foi deportada para Gaza.
Os mesmos relataram que foram mantidos sem quaisquer forma de comunicação, sujeitos a abusos, violência e mesmo tortura pelas forças israelitas.
Milhares de habitantes de Gaza foram ainda deslocados para a Cisjordânia, onde foram instalados em hotéis, abrigos, instalações públicas ou centros desportivos em cidades como Ramallah, Nablus, Belém e Jericó.
De acordo com uma fonte humanitária, cerca de 900 trabalhadores deixaram Jericó na semana passada em autocarros e regressaram ao enclave.
Um pequeno grupo de mulheres, crianças e homens de Gaza que estavam doentes e que foram autorizados a entrar em Israel para receber tratamento médico, continuam presos na Cisjordânia.
Calcula-se que milhares de trabalhadores de Gaza permaneçam na Cisjordânia à espera de regressar para junto das suas famílias.
Muitos não querem regressar porque as suas famílias foram mortas nos ataques, as suas casas foram destruídas ou estão agora inacessíveis.
Fonte humanitária citada pela EFE denunciou ainda a falta de transparência na transferência destes trabalhadores, realizada pela ANP em coordenação com Israel, alegando que alguns deles foram pressionados pelas autoridades a regressar a Gaza, sob a ameaça de que seriam presos se não o fizessem.
Nos últimos anos, as autoridades israelitas concederam autorizações de trabalho aos trabalhadores do enclave, tendo sido revogadas após o ataque do Hamas, a 07 de outubro.
O primeiro-ministro israelita, Benjamin Netanyahu, declarou recentemente que não voltaria a permitir aos palestinianos trabalharem em solo israelita, para cortar todos os laços com Gaza.
Os trabalhadores de Gaza estavam empregues como mão-de-obra barata em Israel, nomeadamente em lojas, estabelecimentos comerciais e fábricas.
O Hamas, movimento considerado terrorista pela União Europeia e Estados Unidos, invadiu o sul de Israel a 07 de outubro a partir da Faixa de Gaza e matou 1.200 pessoas.
Desde então, o Hamas, que controla a Faixa de Gaza desde 2007, disse que mais de 11 mil pessoas foram mortas em bombardeamentos e operações terrestres israelitas naquele território.
Exército ordena pela primeira vez retirada de civis do sul de Gaza
"Para sua segurança, deve evacuar rapidamente o seu local de residência e dirigir-se a refúgios conhecidos", indicou o Exército em panfletos lançados pelo ar e dirigidos às comunidades situadas no leste do município de Khan Younis: Al Qarara, Khuzaa, Bani Suheila e Abasan, no sul do enclave.
"As ações do Hamas e das organizações terroristas obrigam as Forças de Defesa de Israel (FDI) a atuar contra eles nas suas zonas de residência. As FDI não estão interessadas em provocar danos a si ou às suas famílias", assinalam os panfletos, segundo confirmaram à agência noticiosa Efe vários residentes locais.
Em 13 de outubro, uma semana após o início do atual conflito, o Exército judaico ordenou a retirada em direção a sul de 1,1 milhões de pessoas que viviam na parte norte da Faixa de Gaza -- metade da sua população --, antes de iniciar por esse flanco a incursão terrestre que o conduziu à cidade de Gaza e ao posterior avanço para o centro do enclave.
Esta deslocação forçada, o maior êxodo da população palestiniana desde a Nakba (1947-1948), implica que quase dois milhões de pessoas estejam atualmente a sul de Wadi Gaza, um rio situado no centro do território.
Agora, o Exército israelita exige a retirada as populações que estavam fixadas a sul deste rio.
As FDI têm referido que vão destruir toda a "infraestrutura terrorista" do Hamas no norte da Faixa e Gaza, através de sistemáticos bombardeamentos por terra, mar e ar, e exigiram à população palestiniana que se deslocasse para a zona sul "mais segura", apesar de também ali se terem registado ataques em diversos locais, incluindo contra os designados "corredores humanitários".
Na sua mensagem, o Exército assinalou que "quem estiver perto de terroristas ou de instalações põe em perigo a sua vida" e que "vão ser atacados todos os locais utilizados por organizações terroristas".
"Atuar de acordo com as instruções das FDI evita que vós, os civis, sofram danos", conclui o panfleto.
Intensos combates continuavam a decorrer entre forças militares israelitas e as milícias Izz ad-Din al-Qassam, o braço armado do Hamas, e outras formações armadas palestinianas no norte de Faixa de Gaza, onde 1,65 dos 2,4 milhões de habitantes do território já foram deslocados na sequência da ação militar de Israel, indicou o Gabinete de coordenação dos assuntos humanitários da ONU (Ocha).
O enclave está submetido a um cerco total por Israel desde 09 de outubro, com a população privada do fornecimento de água, eletricidade, alimentos e medicamentos.
Uma parte desta população refugiou-se no sul, perto da fronteira egípcia, mas centenas de milhares permanecem no meio dos combates, no norte do território. Segundo diversas organizações não-governamentais (ONG), a situação é desastrosa para a população.
Na Faixa de Gaza, onde Israel afirma pretender "aniquilar" o Hamas, os bombardeamentos israelitas em represália pelo ataque de 07 de outubro já provocaram a morte de mais de 11 mil pessoas, na maioria civis, incluindo 4.650 crianças, segundo o ministério da Saúde do Hamas.
De acordo as autoridades israelitas, cerca de 1.200 pessoas foram mortas em Israel no ataque do Hamas em 07 de outubro, incluindo cerca de 350 militares e polícias.
Netanyahu responde a Erdogan. Turquia "apoia terroristas" do Hamas
Ataques ao hospital al-Shifa são "totalmente inaceitáveis", diz OMS
"Os hospitais não podem ser campos de batalha e estamos extremamente preocupados com a segurança do pessoal médico e dos doentes", afirmou Tedros Adhanom Ghebreyesus, que se reuniu na terça-feira em Genebra com o ministro dos Negócios Estrangeiros israelita, Eli Cohen, e com o ministro da Saúde, Uriel Menachem Buso.
O especialista etíope afirmou que a OMS perdeu o contacto com o pessoal do principal hospital de Gaza, lamentando não receber há três dias informações atualizadas sobre os mortos e feridos em Gaza, "o que dificulta a capacidade de avaliar o funcionamento do sistema de saúde".
"O que sabemos é que apenas um quarto dos hospitais em Gaza ainda estão a funcionar e 26 dos 36 fecharam devido aos danos causados pelos ataques ou porque ficaram sem combustível", lamentou o chefe da OMS na sua conferência de imprensa semanal.
"Antes do conflito, havia cerca de 3.500 camas de hospital em Gaza, agora estima-se que existam apenas 1.400 e, com um número muito maior de pacientes, os médicos e enfermeiros têm de tomar decisões impossíveis sobre quem vive e quem não vive", disse Tedros.
O diretor-geral da OMS reiterou a necessidade da entrada de combustível em Gaza para abastecer os hospitais e outros serviços básicos, num dia em que Israel autorizou, pela primeira vez, a entrada de 23.000 litros de combustível em Gaza, embora inicialmente apenas para os camiões que transportam ajuda humanitária.
"São necessários pelo menos 120.000 litros de combustível por dia para alimentar os geradores dos hospitais, as ambulâncias, as estações de dessalinização, as estações de tratamento de resíduos e as telecomunicações", alertou Tedros.
O exército israelita anunciou na terça-feira à noite que estava a levar a cabo "uma operação direcionada e de precisão contra o Hamas num setor específico do hospital de al-Shifa", o maior da Faixa de Gaza.
O hospital está sem eletricidade, água potável e alimentos há vários dias, abrigando cerca de 9.000 pessoas, incluindo deslocados, pessoal médico e pacientes, entre os quais mais de 30 bebés prematuros.
França manifestou hoje a sua "profunda preocupação com as operações militares no hopital al-Shifa", afirmando que a população palestiniana "não deve pagar pelos crimes do Hamas".
O país recorda também "a necessidade absoluta de Israel respeitar o direito humanitário internacional, que prevê, nomeadamente, a proteção das infraestruturas hospitalares e impõe, em todos os momentos e em todos os locais, princípios claros de distinção, necessidade, proporcionalidade e precaução".
O ministro dos Negócios Estrangeiros jordano, Ayman Safadi, denunciou o "silêncio" do Conselho de Segurança quanto à operação israelita.
"Este silêncio esconde os crimes de guerra, logo não pode ser aceite ou justificado. O Conselho deve agir", disse Safadi na rede social X.
Também a Noruega manifestou preocupação com as operações, afirmando que estão "a ir longe demais e não podem ser aceites".
"Isto agrava uma situação humanitária já em si horrível em Gaza", afirmou o chefe da diplomacia norueguesa, Espen Barth Eide.
Supremo líder do Irão avisa Hamas: "Não iremos entrar na guerra por vossa causa"
Uma as fontes citadas, próxima da direção do Hamas, garantiu à Agência Reuters que Ali Khamenei pressionou Ismail Haniyeh a silenciar aqueles que, no seio do grupo palestiniano, têm apelado publicamente o Irão e o grupo libanês do Hezbollah a juntar-se em pleno à batalha contra Israel.
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Ministros israelitas criticam entrada de combustível em Gaza
As autoridades israelitas autorizaram hoje a entrega de combustível à Faixa de Gaza através da passagem de Rafah, num gesto sem precedentes desde o início do atual conflito, em 07 de outubro.
Contudo, o tema não está a ser pacífico dentro do Governo do primeiro-ministro israelita, Benjamin Netanyahu.
"Diesel = arma", escreveu Ben Gvir, ministro da Segurança Nacional, na sua conta na rede social X (antigo Twitter).
A ministra dos Transportes, Mirie Regev, do partido de Benjamin Netanyahu, avisou que a ajuda enviada através da agência da ONU para os refugiados palestinianos (UNRWA) é na verdade "combustível para o Hamas".
A UNRWA confirmou a chegada de mais de 23.000 litros de combustível, cuja utilização foi restringida apenas ao transporte de ajuda desde a fronteira.
"Não há combustível para água ou hospitais", disse o diretor de Assuntos para a Faixa de Gaza das Nações Unidas, Thomas White, antes de sublinhar que esta quantidade "é apenas nove por cento do que é necessário" diariamente para manter atividades que salvam vidas.
O grupo islamita do Hamas lançou em 07 de outubro um ataque surpresa contra o sul de Israel com o lançamento de milhares de foguetes e a incursão de milicianos armados, fazendo duas centenas de reféns.
Em resposta, Israel declarou guerra ao Hamas, movimento que controla a Faixa de Gaza desde 2007 e que é classificado como terrorista pela União Europeia e Estados Unidos, bombardeando várias infraestruturas do grupo na Faixa de Gaza e impôs um cerco total ao território com corte de abastecimento de água, combustível e eletricidade.
Netanyahu diz "não haverá lugar em Gaza que Israel não atinja"
"Vamos atingir e eliminar o Hamas e trazer de volta os reféns", duas "missões sagradas", declarou o chefe do Governo durante uma visita a uma base militar em Israel.
"Não haverá abrigo para os assassinos do Hamas", disse ainda.
O Exército israelita entrou hoje no maior hospital de Gaza, ao considerar que as instalações albergam uma base estratégica do Hamas, uma operação que está a suscitar forte inquietação devido aos milhares de palestinianos refugiados no local.
"Pediram-nos para não entrar em Gaza? Pois, mesmo assim entrámos. Disseram-nos que não chegaríamos à entrada da cidade de Gaza, e chegámos. Disseram-nos que não poderíamos entrar no hospital al-Shifa. E lá estamos", acrescentou.
O hospital al-Shifa, um imenso complexo e desde há vários dias no centro dos combates entre soldados israelitas e combatentes palestinianos, representa um objetivo prioritário para Israel, que disse pretender "aniquilar" o Hamas, no poder em Gaza, desde os ataques de 07 de outubro protagonizado pelo grupo islamita em território israelita.
Intensos combates continuavam a decorrer entre forças militares israelitas e as milícias Izz ad-Din al-Qassam, o braço armado do Hamas, e outras formações armadas palestinianas no norte de Faixa de Gaza, onde 1,65 dos 2,4 milhões de habitantes do território já foram deslocados na sequência da ação militar de Israel, indicou o Gabinete de coordenação dos assuntos humanitários da ONU (Ocha).
O enclave está submetido a um cerco total por Israel desde 09 de outubro, com a população privada do fornecimento de água, eletricidade, alimentos e medicamentos.
Uma parte desta população refugiou-se no sul, perto da fronteira egípcia, mas centenas de milhares permanecem no meio dos combates, no norte do território. Segundo diversas organizações não-governamentais (ONG), a situação é "desastrosa para todos".
Na Faixa de Gaza, onde Israel afirma pretender "aniquilar" o Hamas, os bombardeamentos israelitas em represália pelo ataque de 7 de outubro já provocaram a morte de 11.320 pessoas, na maioria civis, incluindo 4.650 crianças, segundo o ministério da Saúde do Hamas.
De acordo as autoridades israelitas, cerca de 1.200 pessoas foram mortas em Israel no ataque do Hamas em 07 de outubro, incluindo cerca de 350 militares e polícias.
Missão humanitária da ONU apresenta "plano de paz" e cessar-fogo
O plano inclui um novo apelo a um cessar-fogo para distribuir ajuda humanitária e facilitar a libertação de reféns.
O cessar-fogo permitiria também "descansar os civis" numa altura em que "os hospitais estão a ser atacados, causando a morte de bebés prematuros, sendo que toda a população está a ser privada dos seus meios básicos de sobrevivência", afirmou Griffiths numa declaração em Genebra.
O plano de dez pontos, que é dirigido a Israel, às autoridades de Gaza e "àqueles que têm influência sobre elas", apela também à abertura de mais passagens para permitir a entrada de ajuda humanitária, como o corredor de Kerem Shalom, entre os territórios palestiniano e israelita.
O documento pede ainda que as Nações Unidas, as organizações humanitárias e as entidades públicas e privadas em Gaza tenham acesso a combustível em quantidades suficientes para poderem prestar serviços de ajuda básica.
Por outro lado, o responsável reitera o apelo aos Estados e a outros doadores para que disponibilizem fundos à ONU, que recentemente pediu 1,2 mil milhões de dólares (cerca de 1,1 mil milhões de euros) para fazer face às necessidades humanitárias da atual crise no Médio Oriente.
"As partes em conflito devem respeitar o Direito humanitário internacional, concordar com um cessar-fogo e pôr fim aos combates", resumiu Griffiths na declaração.
Israel lança operação no hospital al-Shifa em Gaza
ONU apela ao fim da "carnificina em Gaza"
"As partes beligerantes têm de respeitar o direito humanitário internacional, concordar com um cessar-fogo humanitário e parar com os combates", lê-se na declaração do responsável máximo pela ajuda humanitária da ONU.
O plano prevê, nomeadamente, o fluxo seguro e contínuo de colunas de ajuda, a expansão de abrigos seguros e a abertura de mais postos fronteiriços, incluindo o posto de Karem Abu Salem (chamado Kerem Shalom por Israel).
“Estas são as ações necessárias para travar a carnificina”.
"O mundo tem de agir antes que seja tarde demais", acrescentou, apelando "às partes [em guerra], a todos os que têm influência sobre elas e à comunidade internacional em geral" para que façam tudo o que estiver ao seu alcance para apoiar e aplicar o plano.
Rússia diz que Irão e Líbano não se querem envolver no conflito
“Penso que nem o Irão nem o Líbano querem envolver-se nessa crise”, disse Lavrov, numa entrevista ao canal televisivo estatal russo RT, referindo-se ao conflito entre Israel e o Hamas.
O chefe da diplomacia russa acrescentou que, embora “o Irão e outros países não tenham intenção de levar a situação a uma guerra em grande escala”, a contenção não deve ser interpretada como um sinal de fraqueza.
“Se esta contenção for interpretada como fraqueza, como luz verde para fazerem o que quiserem em Gaza, isso seria um grande erro”, avisou Lavrov.
O ministro russo acrescentou que a criação de um Estado palestiniano é inevitável do ponto de vista histórico, apesar de não atrair agora a atenção dos meios de comunicação social. Na opinião de Lavrov, a principal tarefa agora é a cessação das hostilidades na zona de conflito e a solução dos problemas humanitários da população local.
C/ Lusa
Catar medeia acordo entre Israel e Hamas para a libertação de 50 reféns e cessar-fogo de três dias
Combustível que chegou a Gaza "não é suficiente", denuncia ONU
Just received 23,027 LT of fuel from Egypt (half a tanker) – but its use has been restricted by Israeli authorities - only for transporting aid from Rafah.
— Thomas White (@TomWhiteGaza) November 15, 2023
No fuel for water or hospitals
This is only 9% of what we need daily to sustain lifesaving activities@UNRWA #Gaza
Militares israelitas dizem ter encontrado armas no hospital al-Shifa
Cruz Vermelha e ONU preocupadas com operação israelita em hospital de Gaza
“Estou horrorizado com os relatos dos ataques militares ao hospital Al-Shifa, em Gaza”, declarou o subsecretário da ONU para os Assuntos Humanitários, Martin Griffiths, na rede social X (antigo Twitter).
I'm appalled by reports of military raids in Al Shifa hospital in #Gaza.
— Martin Griffiths (@UNReliefChief) November 15, 2023
The protection of newborns, patients, medical staff and all civilians must override all other concerns.
Hospitals are not battlegrounds.
O Comité Internacional da Cruz Vermelha (CICV), bem como o responsável da Organização Mundial da Saúde (OMS), disseram estar “extremamente preocupados” com o impacto dos combates sobre a equipa médica, os pacientes e os civis que encontraram refúgio no hospital.
O CICV recordou que “os pacientes, o pessoal médico e os civis devem ser protegidos em todos os momentos”, sublinhando que está em contacto “com as autoridades envolvidas”.
C/Lusa
Presidente turco chama "Estado terrorista" a Israel
Chefe da OMS perdeu contacto com funcionários do hospital de Gaza após ataque
Reports of military incursion into Al-Shifa hospital are deeply concerning.
— Tedros Adhanom Ghebreyesus (@DrTedros) November 15, 2023
We’ve lost touch again with health personnel at the hospital.
We’re extremely worried for their and their patients’ safety.
Hamas afirma que 40 pacientes morreram terça-feira no maior hospital de Gaza
O hospital preparou "uma vala comum dentro do complexo para enterrar 180 corpos de pacientes que não podem ser retirados devido aos intensos combates”, declarou hoje o Escritório de Coordenação de Ajuda Humanitária das Nações Unidas no seu relatório diário sobre o impacto da guerra nos civis.
As informações transmitidas à ONU não indicam a causa direta da morte dos pacientes.
Autoridade Palestiniana condena ataque de Israel ao Hospital de Al Shifa
Em comunicado, a Autoridade Palestiniana condenou "firmemente" a operação militar de Israel contra o Al Shifa – o maior hospital da Faixa de Gaza - e outros centros médicos, que considera "flagrante violação do Direitos Internacional, Direito Internacional Humanitário e as Convenções de Genebra".
De acordo com o comunicado, da Autoridade Palestiniana, os últimos acontecimentos "são uma extensão das violações de crimes de ocupação contra o povo palestiniano" acrescentando que Israel "está a privar os cidadãos dos direitos mais básicos, como o acesso aos tratamentos médicos".
A Autoridade Palestiniana acusa o Governo de Israel de "responsabilidade pela situação de segurança dos milhares de doentes, feridos e deslocados", além "das crianças e bebés prematuros" que se encontram no interior do hospital.
O hospital esteve cercado durante vários dias pelo Exército de Israel que lançou nas últimas horas uma operação contra o interior do edifício envolvendo-se em confrontos "com milícias do Hamas" nos arredores do complexo, segundo o Ministério da Defesa israelita.
Entrou em Gaza primeiro camião de combustível
UNICEF pede "fim do horror" durante visita a Gaza
Autoridades israelitas autorizam entrega de combustível a Gaza
"Os camiões das Nações Unidas que transportam ajuda humanitária através da fronteira de Rafah, no sul da Faixa de Gaza, vão receber combustível", disse um organismo que depende do Ministério da Defesa de Israel através de uma mensagem difundida pela rede social X.
O mesmo organismo indicou que a decisão foi adotada "após um pedido dos Estados Unidos".
A Agência das Nações Unidas para os Refugiados na Palestina e Médio Oriente (UNRWA) e várias organizações não-governamentais têm denunciado nas últimas semanas a falta de combustível, que afeta as operações de ajuda humanitárias, além de provocar cortes de energia que afetam hospitais, centrais de dessalinização, padarias e outras infraestruturas do enclave.
Philippe Lazzarini, comissário da UNRWA, disse na terça-feira que "não entra combustível em Gaza desde o dia 7 de outubro".
"A resposta humanitária à Faixa de Gaza, destinada a mais de dois milhões de pessoas, está a chegar ao fim de forma gradual por não ter sido autorizada a entrada de combustível desde 07 de outubro", lamentou.
O anúncio de Israel sobre a passagem de combustível ocorre poucas horas depois de o Presidente dos Estados Unidos, Joe Biden, e o primeiro-ministro de Israel, Benjamin Netanyahu terem estabelecido "um contacto telefónico sobre os últimos acontecimentos" em Gaza tendo a "questão dos reféns" sido abordada.
C/ Lusa
Tropas israelitas em confrontos com Hamas perto do hospital Al Shifa
De acordo com um porta-voz militar de Israel, antes de entrarem no edifício do hospital "as forças de Israel encontraram artefactos explosivos e células terroristas tendo-se registado confrontos em que morreram terroristas", disse o mesmo porta-voz referindo-se a membros do Hamas.
"As tropas estão a levar a cabo atualmente uma operação seletiva contra o Hamas na área do Hospital Al Shifa. A atividade nesta área tem como base informações que indicam que o Hamas opera a partir desta área", acrescentou.
A unidade hospitalar mais importante da Faixa de Gaza encontra-se sem abastecimento de eletricidade, água e alimentos há vários dias.
Pelo menos 30 bebés prematuros estão no hospital.
C/Lusa
"É possível garantir que combustível tenha destino adequado em Gaza", diz subsecretário-geral ONU
Jorge Moreira da Silva lidera o Escritório das Nações Unidas de Serviços para Projetos (UNOPS), agência da ONU que, antes da guerra entre Israel e o Hamas, fazia "três milhões de litros de combustível" passar semanalmente pela fronteira de Israel com Gaza e garantia que esse combustível, "com todas as condições de verificação e de monitorização", chegasse à única central de produção de eletricidade que existe em Gaza.
Agora, com esse projeto suspenso devido à guerra e com Israel a não autorizar que combustível entre no enclave alegando receios de apropriação por parte do Hamas, a experiência da UNOPS mostra que é possível que o combustível seja entregue aos devidos destinatários.
Funcionários do hospital Al Shifa esconderam-se durante ataque israelita
Operações no hospital de Al-Shifa contra o Hamas
O vice-ministro da Saúde do Governo Hamas disse à AFP no domingo que um ataque aéreo israelita "destruiu completamente" o prédio do departamento de doenças cardíacas.
“Infraestruturas essenciais”, incluindo tanques de água, equipamento da maternidade e o centro de armazenamento de oxigénio medicinal, foram danificadas desde o início da guerra, disse no domingo o Gabinete para a Coordenação de Assuntos Humanitários.
Uma ambulância que saía deste hospital foi alvo de um ataque aéreo israelita que deixou 15 mortos no início de Novembro. O exército israelita acusou o Hamas de “usar” este veículo.
Portugueses retidos em Gaza poderão ser autorizados a sair esta quarta-feira
Foto: Anas al-Shareef - Reuters
As autoridades egípcias e palestinianas têm, em conjunto, decidido as prioridades de saída para o Egito.
Os nomes são normalmente divulgados durante a madrugada.
Na mesma mensagem, é perguntado aos cidadãos portugueses se estão prontos para se deslocarem até à fronteira.
Há 16 cidadãos nacionais e familiares diretos e um outro grupo de cerca de 4 dezenas de pessoas com ligações a residentes no país, que pediram apoio a Portugal para saírem de Gaza.