Gaza, o local mais perigoso do mundo para se ser uma criança
REUTERS/Ibraheem Abu Mustafa
Libertação de reféns israelitas não começa antes de sexta-feira
Huthis reivindicam ataque com míssil de cruzeiro intercetado por forças israelitas
"As nossas forças lançaram mísseis contra vários alvos militares da entidade israelita", escreveu o porta-voz do grupo armado apoiado pelo Irão no X.
"Continuaremos a realizar operações militares até que a agressão israelita contra o povo palestiniano em Gaza e na Cisjordânia termine", acrescentou.
Recorde-se que, horas antes o Exército israelita já tinha afirmado ter intercetado um míssil de cruzeiro que avançava em direção ao sul do país.
ONU "pode servir de porta-voz do Hamas"
"Na minha opinião, o secretário-geral da ONU pode servir de porta-voz do Hamas", declarou Cohen, acusando Guterres de "ser conhecido pela sua parcialidade contra Israel".
Segundo o chefe da diplomacia israelita, na terça-feira Guterres "foi convidado a ver o vídeo das atrocidades [cometidas pelo Hamas no ataque de 07 de outubro a Israel], que foi projetado na ONU, e negou-se a assistir".
Acordo para troca de reféns por prisioneiros palestinianos festejado na Cisjordânia
Foto: José Pinto Dias - RTP
Seis palestinianos mortos após ataque de `drone` israelita na Cisjordânia
Hezbollah reivindica 12 novos ataques contra Israel, dois com mísseis balísticos
Estas ações incluíram o lançamento de dois mísseis balísticos "Burkan", de elevado calibre e que foram dirigidos contra objetivos militares do Estado judaico, indicou em diversos comunicados o movimento político libanês, que possui uma ala militar.
Chefe da diplomacia palestiniana acredita que trégua pode ser início do fim da guerra
Comunidade internacional reage com satisfação a acordo entre Israel e Hamas
Troca de reféns por prisioneiros deve acontecer na manhã de quinta-feira
Governo de Israel aprovou acordo com o Hamas
Netanyahu garante estar a trabalhar pelo regresso de todos os reféns
“A guerra continua”, disse Netanyahu. “Continuamos até alcançarmos a vitória completa”.
Trégua positiva mas Netanyahu é "perdedor" e retomará combates, diz diplomata palestiniano
"É uma boa notícia porque, a cada minuto, a cada dia, olhamos para a televisão e vemos o número de pessoas mortas e a destruição em Gaza. Hoje é a notícia da esperança de que muitos reféns ou prisioneiros serão libertados e tenho a certeza de que haverá sorrisos nos rostos de algumas pessoas, por parte das suas famílias de ambos os lados", disse à agência Lusa Nabil Abuznaid, que participou hoje numa iniciativa de estudantes universitários em favor da Palestina.
Abuznaid salientou esperar que os quatro dias de cessar-fogo possam ser "o início de uma trégua final que ponha fim a esta guerra e que ponha fim à ocupação das terras palestinianas".
Questionado pela Lusa sobre o facto de o primeiro-ministro israelita ter afirmado que, logo após a trégua, continuará as ações com vista à eliminação do Hamas na Faixa de Gaza, o diplomata palestiniano acusou Benjamim Netanyahu de querer "uma vitória a qualquer preço".
"Netanyahu é um perdedor, perdeu a popularidade do seu povo, é acusado de corrupção, não conseguiu sequer proteger Israel no dia 07 de outubro e esta é realmente a situação atual. Está à procura de uma vitória a qualquer preço, o que, na minha opinião, não é possível em guerras. Não conseguiu sequer proteger o seu próprio povo", sustentou.
"Penso que a vitória seria se ele avançasse para a paz para acabar com a ocupação. Penso que foi isso que [Itzhak] Rabin [o quinto primeiro-ministro de Israel, de 1974 a 1977, e de 1992 até ao seu assassínio em 1995] aprendeu com a primeira Intifada. Quando viu a violência e viu a posição da comunidade internacional, pensou que a melhor maneira era falar com o inimigo, os palestinianos, e assinou um acordo de paz com [Yasser] Arafat [presidente da Organização para a Libertação da Palestina -- OLP, e líder da Fatah)", acrescentou Abuznaid.
Para o diplomata palestiniano, ao evitar seguir o caminho de Rabin, o atual primeiro-ministro israelita "deixou de ter credibilidade para continuar a ser um líder" em Israel, pois colocou o país numa "situação difícil".
Israel e o movimento islamita Hamas chegaram a um acordo sobre a libertação de reféns detidos na Faixa de Gaza em troca de prisioneiros palestinianos, e que também prevê uma "pausa humanitária" de quatro dias, como referiu o Qatar, um dos mediadores deste entendimento.
O objetivo é permitir a entrada de mais ajuda humanitária e de emergência, no contexto do cerco total que o enclave palestiniano enfrenta, sem abastecimento de água, eletricidade e combustível.
A 07 de outubro, combatentes do Hamas -- desde 2007 no poder na Faixa de Gaza e classificado como organização terrorista pelos Estados Unidos, a União Europeia (UE) -- realizaram em território israelita um ataque de dimensões sem precedentes desde a criação do Estado de Israel, em 1948, fazendo 1.200 mortos, na maioria civis, cerca de 5.000 feridos e mais de 200 reféns.
Em retaliação, Israel declarou uma guerra para "erradicar" o Hamas, que começou por cortes ao abastecimento de comida, água, eletricidade e combustível na Faixa de Gaza e bombardeamentos diários, seguidos de uma ofensiva terrestre que cercou a cidade de Gaza.
A guerra entre Israel e o Hamas, que hoje entrou no 47.º dia e continua a ameaçar alastrar a toda a região do Médio Oriente, fez até agora na Faixa de Gaza mais de 14 mil mortos, na maioria civis, e mais de 33.000 feridos, de acordo com o mais recente balanço das autoridades locais, e 1,7 milhões de deslocados, segundo a ONU.
Hezbollah anuncia que vai aderir à trégua temporária decretada em Gaza
Uma fonte próxima do Hezbollah, citada pela agência noticiosa Efe, assegurou que o movimento xiita respeitará o acordo alcançado pelo seu aliado Hamas e também vai respeitar a trégua de quatro dias, apesar de ainda não ter sido emitido um anúncio oficial.
Portugal quer acolher mais uma dezena de palestinianos que continuam em Gaza
Portugal quer retirar de Gaza e acolher mais dez a doze palestinianos que têm relações com o país, disse hoje o ministro dos Negócios Estrangeiros, que confirmou que todas as pessoas com nacionalidade portuguesa já saíram do território.
Segundo João Gomes Cravinho, o Governo tinha uma "lista prioritária" de 16 pessoas com nacionalidade portuguesa para retirar da Faixa de Gaza e a última saiu na terça-feira.
"Mas continuamos com várias outras pessoas, palestinianas, que gostaríamos também de ver retiradas de Gaza, para poderem estar em segurança e poderem vir para Portugal", afirmou o ministro aos jornalistas, em Madrid, onde hoje esteve numa reunião dos titulares da pasta dos Negócios Estrangeiros do grupo de países do sul da União Europeia (UE), conhecido como MED9.
João Gomes Cravinho disse que são "10, 12 pessoas" que estão em Gaza e que Portugal quer acolher, por razões humanitárias, por terem ligações ao país, como um visto de residência ou familiares em território nacional.
O ministro recusou dar mais pormenores por haver "grande sensibilidade no diálogo com as autoridades" de Israel e Egito, os dois países de que depende a retirada de Gaza.
Na terça-feira, uma bebé de nacionalidade portuguesa foi retirada de Gaza em segurança, sendo a última do grupo de cidadãos sinalizados por Portugal para saírem deste território, segundo indicou fonte oficial do Ministério dos Negócios Estrangeiros.
Esta menor estava autorizada a sair, juntamente com os familiares que morreram na quarta-feira num bombardeamento no sul da Faixa de Gaza, na sequência do conflito entre Israel e o movimento islamita palestiniano Hamas neste enclave.
Uma outra cidadã portuguesa que estava incluída no grupo prioritário optou por ficar em Gaza, referiu a fonte oficial da diplomacia portuguesa.
Na quinta-feira, o Ministério dos Negócios Estrangeiros tinha divulgado a saída de oito cidadãos sinalizados por Portugal - dois nacionais e seis familiares - através da passagem de Rafah, a qual está aberta para a retirada de cidadãos estrangeiros de Gaza para o Egito.
Numa nota informativa, a diplomacia portuguesa especificava que a saída da menor ainda não tinha ocorrido devido a dificuldades de comunicação com os seus familiares.
Um bombardeamento no sul da Faixa de Gaza na quarta-feira passada causou a morte de três portugueses, uma adulta e duas crianças, e dois familiares, que estavam incluídos na lista que o Governo português forneceu às autoridades para a retirada da Faixa de Gaza.
A 07 de outubro, combatentes do Movimento de Resistência Islâmica (Hamas) - desde 2007 no poder na Faixa de Gaza e classificado como organização terrorista pelos Estados Unidos, a União Europeia e Israel - realizaram em território israelita um ataque de dimensões sem precedentes desde a criação do Estado de Israel, em 1948, fazendo 1.200 mortos, na maioria civis, cerca de 5.000 feridos e mais de 200 reféns.
Em retaliação, Israel declarou uma guerra para "erradicar" o Hamas, que começou por cortes ao abastecimento de comida, água, eletricidade e combustível na Faixa de Gaza e bombardeamentos diários, seguidos de uma ofensiva terrestre que cercou a cidade de Gaza.
A guerra entre Israel e o Hamas fez até agora na Faixa de Gaza mais de 14.000 mortos, na maioria civis, e mais de 30.000 feridos, de acordo com o mais recente balanço das autoridades locais.
Segundo as Nações Unidas, a guerra já provocou 1,7 milhões de deslocados em Gaza.
UNICEF alerta: "Gaza é lugar mais perigoso do mundo para ser criança"
Forças israelitas afirmam ter intercetado míssil que visava sul do país
“Um caça da Força Aérea Israelita intercetou com sucesso um míssil de cruzeiro que lançado em direção a Israel”, disse em comunicado o Exército, após relatos de uma intrusão no espaço aéreo perto da cidade de Eilat.
“Nenhuma infiltração em território israelita foi identificada”, disse o comunicado.
C/Lusa
Israel anuncia destruição de "cerca de 400 acessos a túneis" em Gaza
“Até agora, as forças localizaram e destruíram cerca de 400 entradas de túneis”, declarou o Exército israelita num comunicado divulgado na sua página da Internet, antes de sublinhar que os militares “estão a dedicar uma parte significativa do seu tempo” à realização destas operações.
Afirmou também que “o Hamas usa intermediários civis e constrói infraestruturas terroristas subterrâneas no coração de bairros civis, perto de habitações, escolas, hospitais, cemitérios e zonas agrícolas”.
“As Forças de Defesa de Israel (FDI) continuam a combater na Faixa de Gaza”, frisou, horas após o anúncio de um acordo entre Israel e o Hamas para uma trégua de quatro dias em troca da libertação de 50 pessoas sequestradas pelo grupo islamita.
C/Lusa
Governo Federal da Suíça vai considerar o Hamas grupo terrorista
O Conselho Federal (Governo) "decidiu redigir a lei com o objetivo de proibir o Hamas, considerando que esta opção é a melhor solução para a situação que se vive desde 7 de outubro no Médio Oriente" e para os ataques sem precedentes do movimento em território israelita.
Familiares de reféns dizem que Israel e Hamas são incomparáveis
“Não pode haver comparação entre o Hamas, que é uma organização terrorista e se escuda por trás de civis, e Israel, que defende os civis”, afirmou Nadav aos jornalistas numa conferência de imprensa em Roma.
O homem é um dos 12 familiares de civis israelitas reféns do Hamas, raptados durante o ataque de 7 de outubro em Israel, que se encontraram hoje com o Papa Francisco.
Outro familiar de um refém israelita, Yehuda, expressou deceção porque Francisco supostamente “não mencionou o Hamas e não falou deste como uma organização terrorista”.
“Apenas disse que a guerra tinha de acabar”, referiu Yehuda, acrescentando que “não houve tempo para lhe contar a [sua] história”.
No entanto, Yair Rotem, outro familiar da delegação israelita, considerou que a reunião foi eficaz porque Francisco ouviu os familiares dos reféns.
Posteriormente, Francisco também se reuniu com uma delegação de dez palestinianos, cristãos e muçulmanos, que têm familiares em Gaza.
“Eles sofrem muito e senti como ambos sofrem: as guerras fazem isto, mas aqui fomos além das guerras, isto não é fazer guerra, isto é terrorismo”, afirmou Francisco no final de ambos os encontros, realizados antes da audiência geral de quarta-feira, no Vaticano.
“Rezem pela paz, rezem muito pela paz (...)”, afirmou Francisco.
Líder do Irão afirma que Hamas "derrubou" Israel com ataques
"Um grupo palestiniano de resistentes, e não um governo ou um país bem equipado, conseguiu derrubar o regime usurpador sionista, que dispunha de muitos recursos", afirmou Khamenei durante um encontro com atletas iranianos, a quem aplaudiu a decisão de não competir contra Israel em eventos internacionais, indicou um comunicado divulgado pelo seu gabinete.
"Mostram força ao retaliarem bombardeando hospitais e escolas em Gaza. Isto é semelhante a um atleta que perde uma competição e responde agredindo e insultando os adeptos da equipa rival", disse Khamenei, que sublinhou que Israel "deve saber que a opressão e as atrocidades não ficarão sem resposta".
"Estes bombardeamentos encurtam a vida do regime usurpador", afirmou.
Por seu lado, o ministro dos Negócios Estrangeiros iraniano, Hossein Amir-Abdollahian, afirmou que "o futuro de Gaza e da Palestina será decidido apenas pelo povo palestiniano".
"Ouvimos os líderes da resistência na região dizer que os seus dedos estarão no gatilho até que os direitos do povo palestiniano sejam cumpridos", disse o chefe da diplomacia iraniana no Líbano, onde se encontra em visita oficial.
Duas escolas da UNRWA em Gaza completamente destruídas
A UNRWA refere ainda que, em pelo menos cinco situações, as suas instalações foram usadas pelos militares israelitas, incluindo a entrada de tanques, a de franco-atiradores, e a realização de interrogatórios e detenções.
A agência avança que 89 incidentes ocorreram em 69 das instalações. Pelo menos 23 das instalações atingidas sofreram ataques diretos.
A agência das Nações Unidas alertou também para o facto de a sobrelotação dos abrigos improvisados estar "a conduzir a uma propagação significativa de doenças, incluindo doenças respiratórias agudas e diarreia, a levantar problemas ambientais e de saúde e a limitar a capacidade da Agência para prestar serviços".🔺 Since the beginning of the war, at least 191 people sheltering in @UNRWA schools have been killed & 798 reported injured in #Gaza
— UNRWA (@UNRWA) November 22, 2023
🔺@UNRWA received confirmed reports that 2 schools, in the North & Middle Area, were completely demolished by explosions.https://t.co/PKt580EJQF pic.twitter.com/el2NlpPBwv
"As pessoas nos abrigos não dispõem de alimentos suficientes e de artigos básicos de sobrevivência. Os níveis de higiene são baixos e os problemas de saúde mental são predominantes", continua referindo que, em média, há uma unidade de duche para cada 700 pessoas nos abrigos da UNRWA.
O número de casas de banho difere de um abrigo para outro. "Em geral, há 30 a 50 casas de banho por escola (incluindo as destinadas a pessoas com deficiência). Em média, 160 pessoas abrigadas nas escolas da UNRWA partilham uma única casa de banho".
Acordo de cessar-fogo entre Israel e Hamas entra em vigor na quinta-feira
Bruxelas vê janela de oportunidade para reforçar ajuda a Gaza
Israel e Hamas selam acordo. Reféns serão trocados por prisioneiros
O processo pode arrancar já esta quinta-feira.
Numa segunda fase, a libertação de cada dez reféns adicionais resultará num dia adicional de trégua.
Acordo com Hamas. Biden elogia Netanyahu
Israel confirma que cessar-fogo tem início às 10h00 (8h00 em Lisboa) de quinta-feira
Pelo menos 53 profissionais mortos desde o início do conflito
O CPJ afirmou que ainda está a investigar numerosos relatos não confirmados de outros jornalistas mortos, desaparecidos, detidos ou feridos.
Na terça-feira, a repórter Farah Omar e o operador de câmara Rabih al Mamari, da Al Mayadeen, foram mortos por um ataque israelita no sul do Líbano. O exército israelita declarou que "esta é uma zona de hostilidades ativas, onde ocorrem trocas de tiros. A presença na zona é perigosa" a propósito do incidente. O canal de televisão acusou Israel de visar deliberadamente os seus trabalhadores.
Segundo o CPJ, o número de jornalistas mortos inclui 46 palestinianos, quatro jornalistas de Israel e três do Líbano.
Turquia espera que acordo entre Israel e Hamas “ajude a acabar totalmente com o conflito”
“Esperamos que esta trégua humanitária contribua para acabar totalmente com o conflito o mais rapidamente possível e iniciar um processo rumo a uma paz justa e duradoura”, afirmou o Ministério turco dos Negócios Estrangeiros em comunicado.
Acordo com o Hamas. Quem são os prisioneiros palestinianos que Israel vai libertar?
Das três centenas de nomes da lista, em hebraico, 123 são menores. Cinco deles têm 14 anos e foram detidos por crimes que vão de fogo posto ao lançamento de bombas.
Uma das cidadãs palestinianas da lista é Misoun Mussa, condenada em 2015 a 15 anos de prisão por esfaquear um soldado israelita em Jerusalém. Outra é Marah Bakeer, detida no mesmo ano por esfaquear um agente da polícia fronteiriça e sentenciada a oito anos e meio de prisão.
O diário Haaretz refere também o caso de Asra Jabas, palestiniana que fez explodir um depósito de combustível, acabando por deixar um polícia ferido. A mulher mais velha da lista, com 59 anos, está detida por crimes relacionados com segurança. Já Samira Harbawi, de 53 anos, foi presa por “danos físicos graves” a terceiros e por “transporte e fabrico” de armas brancas.
Condenados por homicídio ficaram fora da lista
Israel recusou libertar prisioneiros condenados por homicídio. Concordou, porém, em deixar sair em liberdade condenados por tentativa de homicídio e atividades terroristas, assim como crimes menos graves, como danos a propriedades, interferência na atividade policial, reuniões ilegais, ataques a polícias ou posse de armas e explosivos.
Segundo o Haaretz, os prisioneiros palestinianos pertencem aos grupos Hamas, Fatah, Jihad Islâmica e Frente Popular. No entanto, muitos deles terão agido em nome próprio. Vários dos detidos não chegaram a ser julgados.
Algumas das 300 pessoas incluídas na lista são residentes de Jerusalém e possuem bilhetes de identidade israelitas.
O Governo israelita decidiu que o primeiro-ministro, Benjamin Netanyahu, o ministro da Defesa, Yoav Gallant, e o líder da oposição e membro do Governo de emergência Benny Gantz vão determinar que prisioneiros serão libertados em cada fase.
Está também nas mãos dos três homens a data para o fim do cessar-fogo, desde que este não se prolongue por mais de dez dias.
Hamas anuncia que tréguas em Gaza entrarão em vigor às 10h00 de quinta-feira
"A trégua na Faixa de Gaza começará às 10h00 de amanhã [quinta-feira]", declarou Musa Abou Marzouk, membro sénior da ala política do Hamas, à cadeia de televisão Al Jazeera do Qatar.
Marzouk adiantou que o Hamas "está preparado para um cessar-fogo global e para uma troca de prisioneiros", antes de indicar que "a maior parte" dos reféns feitos durante os ataques de 7 de outubro a libertar "são estrangeiros", sem dar mais pormenores.
JSD //APN
Lusa/Fim
ONU considera que acordo entre Israel e Hamas "é um importante passo em frente" mas "ainda há muito a fazer"
We welcome the announcement of the Israel-Hamas agreement for 50 Israeli hostages to be released. My thoughts are with the families, some of whom my @WHO colleagues and I met with in recent weeks.
— Tedros Adhanom Ghebreyesus (@DrTedros) November 22, 2023
We also welcome the 4-day pause in fighting that will allow more aid to be safely…
Tedros pediu a libertação de todos os reféns e reiterou “que aqueles que ainda estão reféns devem receber todos os cuidados médicos necessários”.
Processo de transferência de reféns deve começar amanhã
Eli Cohen não deu pormenores exatos sobre o número de reféns que serão trocados no início, nem sobre a data.
Nações árabes defendem tréguas prolongadas e reforço da ajuda humanitária
Os ministros dos Negócios Estrangeiros da Arábia Saudita, do Egito e da Jordânia disseram numa conferência de imprensa em Londres que o acordo, que inclui a libertação de reféns e o aumento da ajuda à devastada Faixa de Gaza, deveria também conduzir a um reatamento das conversações para uma solução de dois Estados.
O ministro saudita dos Negócios Estrangeiros, o príncipe Faisal bin Farhan Al Saud, afirmou que a ajuda humanitária deve ser mantida e alargada e que não deve depender da libertação de novos reféns.
"Qualquer que seja o acesso humanitário que agora aumente em resultado deste acordo sobre os reféns, deve manter-se e deve ser desenvolvido", afirmou.
"Em nenhum momento deve haver uma redução deste acesso com base em progressos para a libertação de mais reféns ... Punir a população civil de Gaza pela manutenção desses reféns é absolutamente inaceitável".
Exército israelita clama ter "exposto e destruído aproximadamente 400 poços" de entrada para túneis do Hamas
"O Hamas instalou a sua rede de túneis terroristas abaixo dos centros populacionais da Faixa de Gaza. Muitos dos poços que levam a esta rede de túneis estão localizados dentro de hospitais civis, escolas e residências", reiteram as Forças de Defesa de Israel.
Gaza. O que se sabe sobre o acordo entre Israel e Hamas para a libertação de reféns
A pausa nas hostilidades começa com a libertação de pelo menos meia centena de mulheres e crianças feitas reféns pelo Hamas em Gaza. Deverão ser libertados entre dez a 12 reféns por dia entre quinta e segunda-feira.
Israel está já a preparar seis hospitais onde estas 30 crianças e 20 mulheres serão recebidas e avaliadas. Se estiverem saudáveis, poderão regressar às famílias. Segundo os EUA, deverão ser libertados três americanos, incluindo uma menina de três anos.
Em troca, o Governo de Benjamin Netanyahu prometeu uma trégua de quatro dias, a libertação de 150 mulheres e crianças palestinianas de uma prisão israelita e a permissão da entrada de ajuda humanitária em Gaza, nomeadamente alimentos, água, medicamentos e combustível.
Os prisioneiros palestinianos apenas serão libertados depois de os primeiros reféns do Hamas chegarem às suas casas. Já a pausa nos ataques aéreos israelitas apenas se aplica ao sul de Gaza. No norte vão continuar, mas num máximo de seis horas por dia.
Além disso, as forças israelitas concordaram em não levar mais veículos militares para o território nem realizar mais detenções enquanto durar o cessar-fogo.
E depois?
Após libertados os primeiros 50 reféns, continuarão em Gaza cerca de 200 israelitas e pessoas de outras nacionalidades nessa condição.
Por essa razão, apesar de este acordo inicial ter sido alcançado, as negociações continuam. Em cima da mesa está um plano para prolongar o cessar-fogo caso o Hamas aceite libertar outros dez reféns israelitas por cada dia de pausa nos ataques e bombardeamentos contra Gaza.
O acordo afeta a estratégia militar de Israel?
A aceitação da pausa humanitária representa, para Israel, um recuo na promessa inicial. Ao lançarem a incursão sobre Gaza, a intenção das forças israelitas era trazerem de volta os reféns enquanto destruíam o Hamas.
Agora, porém, esta pausa nos ataques vai permitir a esse grupo voltar a juntar-se após seis semanas de bombardeamentos e, eventualmente, acertar uma nova estratégia.
As forças israelitas já avisaram que, assim que terminar o cessar-fogo, vão virar as suas atenções do norte para o sul de Gaza, onde acreditam que os líderes do Hamas se encontram escondidos, em túneis subterrâneos.
A ajuda a Gaza vai ser suficiente?
Mesmo com a ajuda que vai agora chegar a Gaza, esse território palestiniano continuará a debater-se com um desastre humanitário, segundo vários grupos internacionais de Direitos Humanos.
Grande parte de Gaza está em ruínas e há uma necessidade urgente de comida, água e medicamentos, que em quatro dias não conseguirão ser entregues em quantidade suficiente.
Além disso, analistas já avisaram que, mesmo que a comunidade internacional conseguisse entregar bens de primeira necessidade em quantidade suficiente, as equipas de apoio humanitário iriam continuar sem conseguir distribuí-los devido à falta de combustível.
Há neste momento mais de um milhão de deslocados, neste momento abrigados em tendas, abrigos e escolas agora sobrelotados no sul do território.
Como é que os israelitas estão a ver este acordo?
As sondagens indicam que, em Israel, a maioria da população apoia o acordo para a libertação de reféns. Nas últimas semanas, aliás, as famílias dos reféns têm realizado protestos em Telavive e Jerusalém para exigirem ao Governo de Netanyahu que “pague o preço que tiver de pagar” para a libertação dessas pessoas.
Por todo o território israelita, cartazes com fotografias dos reféns foram colados pelas ruas e estradas com um apelo: “Tragam-nos para casa”.
Há, no entanto, quem se tenha oposto a esta trégua. Os ministros de extrema-direita da coligação do primeiro-ministro israelita votaram contra o acordo na última noite, argumentando que este é mau por não assegurar o regresso de todos os reféns e diminuir as hipóteses de atacar o Hamas.
Crescente Vermelho Palestiniano está a retirar mais doentes da maior unidade hospitalar de Gaza
Os doentes renais "serão transferidos para o Hospital Abu Youssef Al-Najjar, em Rafah", e os feridos estão a ser transportados para o Hospital Europeu, a sul de Khan Younis.
Forças de Defesa de Israel revelam ter bombardeado posições do movimento xiita libanês
Presidência russa refere-se ao entendimento para a libertação de reféns israelitas como "a primeira boa notícia em muito tempo"
Josep Borrell ficou a saber junto da Autoridade Palestiniana que 40% das habitações em Gaza caíram por terra
Os números que Borrell obteve junto da Autoridade Palestiniana, na Cisjordânia, "confirmam os piores receios" relativamente a Gaza.
During a five days intense mission to the Middle East I met the leaders of Israel and Palestine and many other major regional actors.
— Josep Borrell Fontelles (@JosepBorrellF) November 21, 2023
I come back with a lot of worries and a bit of hope. Read my new blog post : https://t.co/EWb4zRcP3B pic.twitter.com/yl853Mkfu5
O responsável afirmou ainda que os seus encontros com famílias de reféns tornou "completamente compreensível o choque que a sociedade israelita sofreu" com a ofensiva desencadeada a 7 de outubro pelo Hamas.
Jordânia diz que trégua temporária deve ser um passo para acabar com a guerra
"É importante que esta trégua seja um passo que conduza à cessação total da guerra contra a Faixa de Gaza e que contribua para a cessação da escalada dos ataques contra civis e da sua deslocação forçada", disse o porta-voz do Ministério dos Negócios Estrangeiros da Jordânia, Sufyan al Qudah.
O responsável destacou a "importância do acordo para garantir a chegada da ajuda humanitária a todas as regiões da Faixa de Gaza de uma forma que responda a todas as necessidades e assegure a estabilidade e permanência nas suas casas aos habitantes de Gaza".
A trégua, que entrará em vigor nas próximas 24 horas, permitirá ao Hamas libertar 50 mulheres e crianças, mantidas reféns em Gaza desde o ataque do Hamas a Israel em 07 de outubro, em troca da libertação, por parte de Israel, de um número indeterminado de "mulheres e crianças palestinianas detidas em prisões israelitas".
A pausa, de quatro dias, prorrogável, permitirá também a entrada no enclave palestiniano de "um maior número de comboios humanitários e de ajuda, incluindo combustível destinado a necessidades humanitárias", segundo um comunicado do Ministério dos Negócios Estrangeiros do Qatar.
A Jordânia, que assinou a paz com Israel em 1994 e é o segundo Estado árabe a fazê-lo, depois do Egito (1979), é um dos países que mais rejeitou a ofensiva de Israel em Gaza, tendo retirado há três semanas o seu embaixador de Telavive com a condição de devolvê-lo assim que a guerra terminasse.
Tanto Amã como o Cairo rejeitaram categoricamente o deslocamento forçado da população de Gaza para território egípcio ou jordano, algo que disseram que considerariam uma "declaração de guerra" e uma "ameaça".
Gaza. Cinquenta reféns do Hamas serão libertados até segunda-feira
Israel está já a preparar seis hospitais onde estas cinco dezenas de pessoas serão recebidas e avaliadas. Se estiverem saudáveis, poderão regressar às famílias.
O acordo inclui ainda um cessar-fogo de quatro dias, assim como a entrega de bens para a Faixa de Gaza ao cuidado do Hamas, nomeadamente alimentos, água, medicamentos e combustível.
Campanha em Gaza ainda não parou. Há relatos de intensos bombardeamentos nas últimas horas
"No último dia, as tropas das IDF dirigiram aviões para atacar infraestruturas terroristas a partir das quais saíram disparos contra as nossas forças. Vários terroristas foram mortos no ataque", acrescentam. As tropas terrestres israelitas efetuaram ainda "incursões em Sheikh Za’id, no noroeste de Jabalya".
"Nos últimos dias, as tropas das IDF efetuaram incursões na área de Beit Hanoun. Durente a operação, as tropas localizaram numerosas armas, espingardas AK-47, machados e munições armazenados numa residência civil. As tropas envolveram-se em combates e eliminaram várias células terroristas", conclui o Tsahal.
Von der Leyen saúda acordo de trégua temporária e libertação de reféns
"A Comissão Europeia fará todo o possível para aproveitar esta pausa para uma onda humanitária para Gaza", disse a presidente da Comissão Europeia, Úrsula Von der Leyen, em comunicado, adiantando que pediu ao seu comissário para a Gestão de Crises, Janez Lenarcic, que intensificasse os envios de ajuda e o "mais rápido possível para aliviar a crise humanitária".
Ursula von der Leyen saudou também com "grande satisfação" o acordo alcançado para a libertação de 50 reféns e a pausa nas hostilidades.
"Cada dia que estas mães e crianças são mantidas reféns por terroristas é demais. Partilho a alegria das famílias que em breve poderão voltar a abraçar os seus entes queridos", acrescentou Von der Leyen.
A presidente da Comissão Europeia disse estar também "muito grata a todos aqueles que trabalharam incansavelmente através dos canais diplomáticos nas últimas semanas para negociar este acordo" e apelou ao Hamas para "libertar imediatamente todos os reféns e permitir-lhes regressar a casa em segurança".
Também os presidentes do Parlamento Europeu, Roberta Metsola, e do Conselho Europeu, Charles Michel, manifestaram a sua satisfação com o acordo para uma pausa humanitária nas hostilidades em Gaza e a libertação dos reféns.
Roberta Metsola disse numa mensagem na rede social X (antigo Twitter) que a libertação dos reféns dá "alguma esperança às famílias devastadas em Israel e algum alívio aos palestinianos em Gaza".
A presidente do Parlamento Europeu apelou ainda para que se aproveite este momento para "redobrar esforços para devolver todos os refugiados às suas casas, intensificar a ajuda humanitária e aproveitar este raio de esperança para encontrar uma solução duradoura e sustentável e uma verdadeira visão de paz que reconstrua o horizonte político".
Por sua vez, o presidente do Conselho Europeu, Charles Michel, agradeceu especialmente ao Qatar e ao Egito por ajudarem na negociação do acordo e apelou ao Hamas para libertar "todos" os refugiados.
O antigo primeiro-ministro belga também considerou "crucial" aproveitar esta pausa nas hostilidades para permitir que o máximo de ajuda humanitária chegue ao que é necessário em Gaza.
O Qatar disse hoje que vai ser anunciado nas próximas 24 horas o início da trégua de quatro dias entre Israel e o movimento islamita Hamas, que prevê a libertação de reféns em Gaza e de prisioneiros palestinianos.
Num comunicado, o Ministério dos Negócios Estrangeiros catari descreveu as conversações que produziram o acordo para uma "pausa humanitária" como o resultado de uma mediação do Egito, dos EUA e do Qatar.
"O acordo inclui a libertação de 50 reféns, mulheres e crianças civis, atualmente detidas na Faixa de Gaza, em troca da libertação de um número de mulheres e crianças palestinianas detidas em prisões israelitas", referiu o ministério.
O Qatar sublinhou que o cessar-fogo "irá permitir a entrada de um maior número de comboios humanitários e ajuda humanitária, incluindo combustível designado para necessidades humanitárias".
Israel aceitou na terça-feira o acordo, com todos os membros do executivo do primeiro-ministro israelita, Benjamin Netanyahu, a votarem a favor, exceto os três ministros do Partido do Poder Judaico (Otzma Yehudit), de extrema-direita, e o ministro da Segurança Nacional, Itamar Ben Gvir.
O Hamas saudou hoje o acordo, mas garantiu que a luta não terminou.
Telavive declarou guerra ao Hamas depois de o grupo islamita ter lançado um ataque contra Israel a 07 de outubro, no qual morreram mais de 1.200 pessoas e 240 foram raptadas e levadas para Gaza.
Presidente israelita apoia acordo com Hamas para trégua e libertação de 50 reféns
"As reservas são compreensíveis, dolorosas e difíceis, mas dadas as circunstâncias apoio a decisão do primeiro-ministro [Benjamin Netanyahu] e do Governo de continuar com o acordo de libertação de reféns", disse Herzog.
Numa nota publicada na rede social X (antigo Twitter), o chefe de Estado disse esperar que o acordo "seja o primeiro passo para devolver todos os reféns a casa".
"O Estado de Israel, o exército e as forças de segurança continuarão a agir por todos os meios para atingir este objetivo, juntamente com o regresso da segurança absoluta para os cidadãos de Israel", acrescentou Herzog.
Israel aceitou na terça-feira o acordo, com todos os membros do executivo de Netanyahu a votarem a favor, exceto os três ministros do Partido do Poder Judaico (Otzma Yehudit), de extrema-direita, e o ministro da Segurança Nacional, Itamar Ben Gvir.
O Qatar disse hoje que vai ser anunciado nas próximas 24 horas o início da trégua de quatro dias entre Israel e o movimento islamita Hamas, que prevê a libertação de reféns em Gaza e de prisioneiros palestinianos.
Num comunicado, o Ministério dos Negócios Estrangeiros catari descreveu as conversações que produziram o acordo para uma "pausa humanitária" como o resultado de uma mediação do Egito, dos EUA e do Qatar.
"O início da pausa será anunciado nas próximas 24 horas e terá a duração de quatro dias, sujeito a prorrogação", referiu o comunicado.
"O acordo inclui a libertação de 50 reféns, mulheres e crianças civis, atualmente detidas na Faixa de Gaza, em troca da libertação de um número de mulheres e crianças palestinianas detidas em prisões israelitas", referiu o ministério.
"O número de pessoas libertadas irá aumentar em fases posteriores da implementação do acordo", acrescentou o comunicado.
O Qatar sublinhou que o cessar-fogo "irá permitir a entrada de um maior número de comboios humanitários e ajuda humanitária, incluindo combustível designado para necessidades humanitárias".
O Hamas saudou hoje o acordo, mas garantiu que a luta não terminou. "Confirmamos que as nossas mãos continuarão no gatilho e que os nossos batalhões triunfantes continuarão atentos", alertou o grupo, num comunicado.
Esta trégua surge após semanas de pressão crescente por parte da comunidade internacional e dos principais organismos internacionais, como as Nações Unidas, para pôr termo aos ataques incessantes, que também já causaram mais de 1,5 milhões de deslocados.
Telavive declarou guerra ao Hamas depois de o grupo islamita ter lançado um ataque contra Israel a 07 de outubro, no qual morreram mais de 1.200 pessoas e 240 foram raptadas e levadas para Gaza.
Gaza à espera de trégua após acordo para libertação de reféns em troca de prisioneiros
- Israel e o Hamas chegaram a acordo para a libertação de reféns em Gaza. Cinquenta pessoas - mulheres e crianças - poderão partir em troca da libertação de 150 prisioneiros palestinianos, número avançado pelo movimento radical;
- O compromisso prevê um cessar-fogo de quatro dias. Será o momento mais significativo de pausa no conflito que já perdura há cinco semanas. A 7 de outubro, o Hamas fez pelo menos 240 reféns durante um ataque a um festival;
- A pausa na contraofensiva israelita pode prolongar-se por mais de quatro dias. O Governo de Telavive diz que, por cada dez reféns libertados além dos primeiros 50, a trégua estender-se-á por mais um dia;
- O Hamas sublinha que se trata de um acordo para uma trégua humanitária. O Catar, no centro da mediação, confirmou a pausa nas hostilidades. O início da interrupção dos combates deverá ser anunciado nas próximas 24 horas;
- Os Estados Unidos estiveram envolvidos na negociação e já aplaudiram este acordo. Fonte da Administração Biden confirma que, entre os reféns a libertar, estão três mulheres com nacionalidade norte-americana. Há duas semanas que Washington e o Cairo trabalham em conjunto com o Catar para conseguirem a libertação de reféns;
- O primeiro-ministro israelita diz que esta pausa na ofensiva foi a decisão certa para conseguir libertar reféns. Ainda assim, Benjamin Netanyahu sublinha que a guerra vai continuar até Israel alcançar os seus objetivos, a começar pela "eliminação do Hamas";
- O Catar adianta que Gaza receberá uma extensa coluna de camiões carregados com material humanitário, além de combustível.
EUA e Rússia saúdam acordo para trégua e libertação de reféns do Hamas
O Presidente norte-americano, Joe Biden, disse que estava "extraordinariamente satisfeito" com a possível libertação de reféns sequestrados em Israel por militantes do Hamas em 07 de outubro, no âmbito de um acordo aprovado pelo governo israelita.
"Estou extraordinariamente satisfeito que muitas destas almas corajosas (...) se reúnam com as suas famílias assim que este acordo for totalmente implementado", disse Biden num comunicado divulgado pela Casa Branca, a presidência dos Estados Unidos da América.
O líder norte-americano elogiou o primeiro-ministro de Israel, Benjamin Netanyahu, pelo seu "compromisso" com "uma pausa prolongada para garantir que este acordo possa ser plenamente executado e garantir o fornecimento de ajuda humanitária adicional para aliviar o sofrimento das famílias palestinianas inocentes em Gaza".
"É importante que todos os aspetos deste acordo sejam totalmente implementados", alertou Biden.
O Presidente do EUA indicou também que a "maior prioridade" é garantir a segurança dos reféns norte-americanos.
"Desde os primeiros momentos do ataque brutal do Hamas, a minha equipa de segurança nacional e eu temos trabalhado em estreita colaboração com os parceiros regionais (...) Não vou parar até que todos sejam libertados", sublinhou Biden.
Também Moscovo demonstrou satisfação pelo acordo, resultado da mediação do Egito, dos EUA e do Qatar, sublinhando que "isto é exatamente aquilo a que a Rússia apelou desde o início da escalada do conflito".
A Rússia "saúda o acordo entre Israel e o Hamas sobre uma pausa humanitária de quatro dias", disse a porta-voz do Ministério dos Negócios Estrangeiros russo, Maria Zakarova, citada por agências de notícias do país.
O Qatar disse hoje que vai ser anunciado nas próximas 24 horas o início de uma "pausa humanitária", que "terá a duração de quatro dias, sujeito a prorrogação".
"O acordo inclui a libertação de 50 reféns, mulheres e crianças civis, atualmente detidas na Faixa de Gaza, em troca da libertação de um número de mulheres e crianças palestinianas detidas em prisões israelitas", referiu o Ministério dos Negócios Estrangeiros catari.
"O número de pessoas libertadas irá aumentar em fases posteriores da implementação do acordo", acrescentou o comunicado.
O Qatar sublinhou que o cessar-fogo "irá permitir a entrada de um maior número de comboios humanitários e ajuda humanitária, incluindo combustível designado para necessidades humanitárias".
Israel aceitou na terça-feira o acordo, com todos os membros do executivo do primeiro-ministro israelita, Benjamin Netanyahu, a votarem a favor, exceto os três ministros do Partido do Poder Judaico (Otzma Yehudit), de extrema-direita, e o ministro da Segurança Nacional, Itamar Ben Gvir.
O Hamas saudou hoje o acordo, mas garantiu que a luta não terminou. "Confirmamos que as nossas mãos continuarão no gatilho e que os nossos batalhões triunfantes continuarão atentos", alertou o grupo, num comunicado.
Esta trégua surge após semanas de pressão crescente por parte da comunidade internacional e dos principais organismos internacionais, como as Nações Unidas, para pôr termo aos ataques incessantes, que também já causaram mais de 1,5 milhões de deslocados.
Telavive declarou guerra ao Hamas depois de o grupo islamita ter lançado um ataque contra Israel a 07 de outubro, no qual morreram mais de 1.200 pessoas e 240 foram raptadas e levadas para Gaza.
Libertação de reféns. Netanyahu diz que acordo foi decisão difícil
Foto: EPA
O primeiro-ministro israelita, Benjamin Netanyahu, defende que a decisão de suspender ataques para libertar os reféns é a correta, mas avisa que a guerra vai continuar até que sejam atingidos os objetivos do Estado hebraico.
Médio Oriente. Acordo firmado ainda precisa de ser concretizado
Supremo Tribunal de Israel terá de validar acordo com o Hamas
RTP em Israel. Cidades quase desertas devido aos combates
Papa Francisco reúne-se com familiares de israelitas e palestinianos
“O Papa Francisco quer demonstrar a sua proximidade espiritual com o sofrimento de cada um”, assinalou na semana passada o Vaticano.
Após o encontro está prevista uma conferência de imprensa das famílias dos palestinianos residentes em Gaza, segundo as agências internacionais.
A 7 de outubro, combatentes do grupo Hamas – desde 2007 no poder na Faixa de Gaza e classificado como organização terrorista pelos Estados Unidos, a União Europeia e Israel – realizaram em território israelita um ataque de dimensões sem precedentes desde a criação do Estado de Israel, em 1948, fazendo mais de mil mortos, na maioria civis, cerca de 5.000 feridos e mais de 200 reféns.
Em retaliação, Israel declarou uma guerra para “erradicar” o Hamas, que começou por cortes ao abastecimento de comida, água, eletricidade e combustível na Faixa de Gaza e bombardeamentos diários, seguidos de uma ofensiva terrestre que cercou a cidade de Gaza. Desde então, foram registados mais de 14.000 mortos e 33.000 feridos na Faixa de Gaza, segundo o Governo do Hamas, e 1,7 milhões de civis deslocados, segundo a ONU.