Reféns já chegaram a Israel
Reféns já passaram passagem de Rafah
Treze reféns já foram entregues, avança Hamas
Porta-voz das Forças de Defesa de Israel faz ponto de situação contido dos esforços para retomar a libertação de reféns do Hamas
Faixa de Gaza entre a alegria e a tristeza em tempo de trégua
Rutura de acordo para troca de reféns por prisioneiros evitada por mediadores
RTP em Israel. "Impasse prendeu o coração" das famílias de reféns
As Brigadas Ezzedin al-Qassam, braço armado do Hamas, reclamavam o aumento da ajuda humanitária a Gaza e o respeito pelos termos de escolha dos prisioneiros palestinianos.
Os enviados especiais da RTP Paulo Jerónimo e José Pinto Dias estão em Telavive acompanhar todos os desenvolvimentos deste processo.
Catar revela mais detalhes sobre segundo grupo de reféns israelitas e libertar pelo Hamas
Dois palestinianos mortos e outros sete feridos em Jenin
Presidente dos EUA esteve em contacto com o emir do Catar durante o impasse na troca de reféns israelitas por prisioneiros palestinianos
Processo de troca de reféns israelitas por prisioneiros palestinianos vai prosseguir
Diplomacia do Catar anuncia que vão ser libertados mais 13 reféns israelitas e sete estrangeiros em troca de 39 palestinianos
"Esta noite, 39 prisioneiros palestinianos vão ser libertados em troca de 13 reféns israelitas, somando-se a sete estrangeiros fora do acordo", indicou o mesmo porta-voz.
21h00 em Gaza (19h00 em Lisboa)
- O braço armado do movimento Hamas afirma que a libertação do segundo grupo de reféns israelitas, que estava prevista para as 16h00 deste sábado (14h00 em Lisboa), "foi atrasada devido ao incumprimento de Israel para com os termos do acordo" mediado pelo Catar. Segundo as Brigadas Ezzedin al-Qassam, citadas pela Reuters, foi decidido reter a entrega dos reféns "até que Israel se comprometa a permitir a entrada de camiões com ajuda no norte de Gaza";
- Em declarações ao canal de televisão libanês Al-Mayadeen, Osama Hamdan, dirigente do Hamas no Líbano, adianta que "há um esforço" de mediação em curso - que estará a ser protagonizado quer pelo Catar, quer pelo Egito - "para resolver as questões" que estão a impedir a troca de reféns israelitas por prisioneiros palestinianos. De acordo com Hamdan, Israel teria violado os termos do acordo mediado pelo Catar ao alvejar civis palestinianos que, na sexta-feira, tentavam alcançar o norte da Faixa de Gaza. Os israelitas são também acusados de entravar a entrada de colunas de camiões com ajuda humanitária em Gaza. "Houve violações ontem e hoje estão a repetir-se", alegou Osama Hamdan;
- Uma outra fonte da cúpula do Hamas, citada pela BBC, afirmou, por outro lado, que Israel terá feito alterações significativas à lista de prisioneiros palestinianos a libertar, acrescentando que as Forças de Defesa do Estado hebraico. Terão também abatido dois palestinianos em Bei Hanoun, em Gaza;
- Fonte das autoridades israelitas negou, em declarações à emissora pública britânica, qualquer violação do acordo de cessar-fogo temporário;
- O exército israelita vai retomar os bombardeamentos sobre Gaza se o Hamas não libertar os reféns, tal como previsto no acordo mediado pelo Catar, até às 0h00 (22h00 em Lisboa), lê-se na edição online da Al Jazeera;
- Durante uma deslocação à Faixa de Gaza, este sábado, o ministro israelita da Defesa, Yoav Gallant, enfatizou que quaisquer negociações para a libertação de reféns do movimento radical palestiniano ocorrerão "quando as bombas estiverem a cair e as forças a combater". A pressão é a abordagem a privilegiar, defendeu o governante;
- Num comunicado em sentido contrário aos argumentos invocados pelo Hamas para retardar a libertação do segundo grupo de reféns israelitas, a Sociedade do Crescente Vermelho Palestiniano adianta ter feito chegar, nas últimas horas, 61 camiões com alimentos, água, medicamentos e outros materiais médicos ao norte da Faixa de Gaza. A estrutura fala mesmo da "maior coluna" da camiões com o seu emblema desde os primeiros dias do reacender do conflito israelo-palestiniano.
Yoav Gallant garante que exército israelita vai permanecer no teatro de guerra até que todos os reféns do Hamas sejam libertados
"A capacidade de Israel para fazer regressar o primeiro grupo de reféns resulta da pressão militar aplicada. Quando a pressão é exercida, eles querem um cessar-fogo. Quando aumentamos a pressão, eles procuram outro cessar-fogo. Quando escalamos ainda mais, eles estão dispostos a aparecer com uma proposta e quando aumentamos ainda mais eles estão prontos para oferecer algo aceitável. É esta a abordagem", afirmou Yoav Gallant, em declarações reproduzidas pelo Haaretz.
Impasse na libertação de reféns deixa israelitas "muito ansiosos"
Crescente Vermelho revela ter feito chegar este sábado "a maior coluna" de ajuda humanitária desde 7 de outubro
The Palestine Red Crescent successfully delivered humanitarian aid today to the city of #Gaza and the northern governorate of #Gaza in the largest convoy since the start of the continuous aggression on the Strip for the fiftieth consecutive day.#HumantarianAid #HumantarianHeros pic.twitter.com/rJSFTYckrx
— PRCS (@PalestineRCS) November 25, 2023
A estrutura fala mesmo da "maior coluna" da camiões com o seu emblema desde os primeiros dias do reacender do conflito israelo-palestiniano.
Contraofensiva israelita será retomada se segundo grupo de reféns israelitas não for libertado
Negociadores do Egito estão a tentar resolver atraso na libertação do segundo grupo de reféns israelitas cativos do Hamas
Alto responsável do Hamas no Líbano dá conta de negociações em curso para desbloquear atraso na libertação de reféns
De acordo com Hamdan, Israel teria violado os termos do acordo mediado pelo Catar ao alvejar civis palestinianos que, na sexta-feira, tentavam alcançar o norte da Faixa de Gaza.
Os israelitas são também acusados de entravar a entrada de colunas de camiões com ajuda humanitária em Gaza. "Houve violações ontem e hoje estão a repetir-se", alegou Osama Hamdan.
Uma outra fonte da cúpula do Hamas, citada pela BBC, afirmou, por outro lado, que Israel terá feito alterações significativas à lista de prisioneiros palestinianos a libertar, acrescentando que as Forças de Defesa do Estado hebraico. Terão também abatido dois palestinianos em Bei Hanoun, em Gaza.
Fonte das autoridades israelitas negou, em declarações à emissora pública britânica, qualquer violação do acordo de cessar-fogo temporário.
Braço armado do Hamas exige luz verde de Israel à entrada de mais material humanitário na Faixa de Gaza
Segundo as Brigadas Ezzedin al-Qassam - braço armado do Hamas -, citadas pela Reuters, foi decidido reter a entrega dos reféns "até que Israel se comprometa a permitir a entrada de camiões com ajuda no norte de Gaza".
RTP em Telavive. "Muita tensão no ar" com troca de reféns por prisioneiros
Catar procura mediar prorrogação da trégua de quatro dias entre Israel e Hamas
Segundo um responsável citado pelo jornal, a equipa de negociadores do Catar envidou também esforços, junto das autoridades do Estado hebraico, para que a trégua e a troca de reféns por prisioneiros prossigam sem sobressaltos.
UNIFIL afirma que uma das suas patrulhas foi atingida por disparos israelitas no sul do Líbano
"Recordamos as partes das suas obrigações de proteção de capacetes azuis de evitarem colocar em risco homens e mulheres que estão a trabalhar para restaurar a estabilidade", sublinhou a força em comunicado.
Embaixador israelita em Espanha foi convocado pelo Governo espanhol
Egito refere "sinais positivos" para possível prolongamento da trégua em Gaza
A notícia é avançada pela agência Reuters, que cita fonte oficial egípcia.
Diaa Rashwan, chefe do Serviço de Informações do Estado, indica em comunicado que o país está a manter extensas conversações com as partes, tendo em vista prorrogar o cessar-fogo de quatro dias que está a enquadrar a troca de reféns israelitas dos movimentos radicais a operar em Gaza por prisioneiros palestinianos em solo do Estado hebraico. O que "significa a libertação de mais detidos em Gaza e de prisioneiros palestinianos em cadeias israelitas".
Manifestantes em Londres pedem prolongamento da trégua em Gaza
Foto: Hollie Adams - Reuters
Camiões com material humanitário convergem para Gaza
Foto: Forças de Defesa de Israel via Reuters
Troca de reféns por prisioneiros. "Há sempre receio de que algo possa falhar"
Hamas saúda "posição clara e corajosa" de Sánchez e De Croo sobre a guerra de Gaza
"Apreciamos a posição clara e corajosa do primeiro-ministro belga, Alexander De Croo, que afirmou a sua rejeição da destruição de Gaza e da morte de civis, bem como da do primeiro-ministro espanhol, Pedro Sánchez, que condenou a morte indiscriminada de civis na Faixa de Gaza pelo Estado ocupante, e apontou a possibilidade de o seu país reconhecer unilateralmente o Estado palestiniano, se a União Europeia [UE] não der esse passo", disse o Hamas em comunicado.
Na sexta-feira, o Ministério dos Negócios Estrangeiros israelita convocou os embaixadores de Espanha e da Bélgica por causa das declarações feitas por Sánchez e De Croo no Egito, considerando-as de "apoio ao terrorismo".
Já hoje, o primeiro-ministro belga reafirmou o discurso proferido na sexta-feira no Egito sobre o conflito na Faixa de Gaza e convocou a embaixadora de Israel na Bélgica para esclarecer as acusações feitas pela diplomacia israelita.
Numa mensagem publicada na rede social X (ex-Twitter), Alexander De Croo instou o primeiro-ministro israelita, Benjamin Netanyahu, a ler as palavras que proferiu no posto fronteiriço de Rafah.
"É isso que eu defendo. Não há mais vítimas civis", escreveu o primeiro-ministro belga, remetendo para a transcrição do seu discurso que efetuou durante a visita a Israel e à Palestina na companhia do homólogo espanhol, Pedro Sánchez.
No discurso, o primeiro-ministro belga condenou o "horror" perpetrado pelo Hamas, reiterou o direito de Israel a "defender os seus cidadãos" e apelou à libertação de todos os reféns israelitas, mas também pediu a Israel que respeitasse o direito humanitário internacional nas suas operações contra os ataques terroristas e que parasse com a "matança de civis".
"Não podemos aceitar que uma sociedade seja destruída da forma como a sociedade de Gaza está a ser destruída", afirmou De Croo, que defendeu que a "única solução possível" é política e apelou ao "relançamento das conversações" entre as partes.
Numa reação relatada pela agência noticiosa belga, o primeiro-ministro recordou que a Bélgica "condenou nos termos mais fortes as ações do Hamas e afirmou que Israel tem o direito de perseguir os terroristas" e disse que a embaixadora de Israel na Bélgica, Idit Rosenweig-Abu, "será convidada a esclarecer a situação".
O chefe do Governo belga reagiu desta forma depois de o Ministério dos Negócios Estrangeiros israelita ter convocado na sexta-feira os embaixadores de Espanha e da Bélgica por causa das declarações feitas por Sánchez e De Croo no Egito, considerando-as de "apoio ao terrorismo".
Por seu lado, o ministro dos Negócios Estrangeiros espanhol, José Manuel Albares, também rejeitou no mesmo dia as acusações, que considerou "totalmente falsas e inaceitáveis" e convocou a embaixadora israelita em Espanha, Rodrica Radian-Gordon.
Os primeiros-ministros espanhol e belga, na qualidade de representantes da atual e da próxima presidência rotativa da União Europeia (UE), respetivamente, visitaram Israel, a Palestina e o Egito entre quarta-feira e hoje, numa digressão que coincidiu com o primeiro acordo de cessar-fogo entre o Hamas e Israel desde o início do conflito, em 07 de outubro, tendo-se reunido com o primeiro-ministro israelita, Benjamim Netanyahu, e com o Presidente da Autoridade Nacional Palestiniana (ANP), Mahmoud Abbas, entre outros.
Alegria e tristeza coexistem na libertação de prisioneiros palestinianos
Foto: Ammar Awad - Reuters
Segundo dia de trégua em Gaza. Prossegue troca de reféns por prisioneiros
Jordânia diz que Telavive "não quer falar nem ouvir"
"Israel escolheu não vir, estão a boicotar este evento, é a sua decisão. Vemos Israel a atacar todos os que não concordam com eles - secretário-geral [das Nações Unidas] Guterres, [o chefe da diplomacia europeia] Josep Borrell -, qualquer pessoa que não esteja a subscrever a agressão israelita ou mesmo quem esteja a apelar a um cessar-fogo", disse hoje o ministro dos Negócios Estrangeiros da Jordânia, Ayman Safadi, questionado pela Lusa após um encontro com os homólogos português, João Gomes Cravinho, e eslovena, Tanja Fajon, em Amã.
O governante jordano deu o exemplo da "reação israelita à posição muito razoável, prática, baseada nos valores e saudável do ponto de vista político, dos primeiros-ministros de Espanha e Bélgica", comentou, aludindo à decisão de Telavive de chamar os embaixadores espanhol e belga por declarações dos respetivos primeiros-ministros, numa visita a Israel esta semana, que viu como um "apoio ao terrorismo".
"Israel não quer falar e não está a ouvir, neste momento, mas vai ter de enfrentar as responsabilidades dos crimes de guerra que está a cometer em Gaza e que consideramos que se integram no conceito da definição legal do genocídio", salientou o ministro jordano, que co-preside, com Josep Borrell, à reunião da UpM, que decorre na próxima segunda-feira em Barcelona.
O encontro junta os 27 membros do bloco europeu e 15 países do Mediterrâneo, incluindo a Autoridade Palestiniana, e deveria debater o 15.º aniversário da organização e "as reformas em curso", mas o programa passou a ter como ponto único "a situação crítica em Israel e em Gaza-Palestina, assim como as consequências na região".
Dada a mudança de agenda, Telavive decidiu cancelar a sua participação, considerando que a alteração "corre o risco de transformar [a UpM] noutro fórum internacional em que os países árabes criticam Israel".
Segundo o ministro jordano, o encontro "vai permitir uma conversa franca e aberta entre vizinhos e parceiros, sobre como terminar esta guerra e responder ao impacto humanitário catastrófico, primeiro nos palestinianos que sofrem horrores nunca vistos cometidos pela guerra israelita".
Israel, sublinhou, "não pode ter a possibilidade de vetar conversas ou de evitar que a comunidade internacional faça o que está no seu interesse, que é uma paz justa e duradoura na base da solução dos dois Estados".
Os participantes deverão debater a resposta humanitária e "como avançar deste momento terrível para um plano para a paz que garanta que ninguém na região tem de voltar a viver os horrores a que estamos a assistir".
"Vamos tomar uma posição contra esta guerra terrível e pela paz. Vamos ver como podemos trabalhar com os parceiros europeus, que sempre tiveram um papel crucial no esforço de paz, para de uma vez por todas termos um plano de paz", disse Ayman Safadi.
"Não vamos continuar a falar sobre um processo. Tem conotações muito negativas, estivemos num processo durante 30 anos e não nos levou a lado nenhum", acrescentou.
Situação humanitária em Gaza é “muito difícil”
"A situação é demasiado difícil. Estamos a falar de 1,6 milhões de palestinianos no sul. Os abrigos estão demasiado cheios. Não são suficientes nem para 10 por cento destas pessoas", afirmou à Al Jazeera a partir de Khan Younis.
"Não há água potável ou saneamento adequado".
Além disso, Yaghi disse que o grupo de ajuda humanitária tinha perdido o contacto com o seu pessoal no norte de Gaza, onde grandes partes dos combates tiveram lugar. "Estamos preocupados com a segurança das nossas equipas".
Hamas acusa Israel de violar acordo
As suas palavras foram ditas no contexto da chegada da delegação do Catar a Israel, que deverá discutir possíveis desenvolvimentos no acordo para a libertação dos raptados.
Segundo Taher al-Nunu, Israel não cumpriu os acordos relacionados com a libertação dos prisioneiros e a entrada de camiões com ajuda humanitária na Faixa de Gaza.
"Se Israel não se comprometer a fornecer ajuda ao norte de Gaza, estará a ameaçar todo o acordo", disse, acrescentando que "Israel também violou o acordo ao fazer com que os soldados abrissem fogo em vários locais, o que levou à morte de duas pessoas".
Navio israelita atacado por drone iraniano no Oceano Índico
"Estamos cientes de relatos de que um drone Shahed 136 (Bien Shahed) atingiu um navio no Oceano Índico", disse o oficial à AFP, acrescentando que o navio foi danificado, mas que ninguém a bordo ficou ferido.
Este ataque surge após as ameaças dos rebeldes iemenitas Houthi, apoiados pelo Irão, contra navios israelitas e navios de aliados de Israel que navegam no Mar Vermelho.
Novas libertações de reféns e de prisioneiros aguardadas para as próximas horas
A trégua renovável de quatro dias, obtida na quarta-feira pelo Qatar com o apoio dos Estados Unidos e do Egito, prevê a libertação de um total de 50 reféns detidos na Faixa de Gaza e de 150 palestinianos detidos nas prisões israelitas.
Um vídeo de dois minutos divulgado pelo Hamas na sexta-feira mostrava combatentes mascarados, armados com espingardas, vestindo fardas militares e a fita verde do braço armado do movimento a entregar os primeiros reféns ao Comité Internacional da Cruz Vermelha (CICV).
Os 24 reféns libertados na sexta-feira (13 israelitas, entre eles uma luso-israelita, dez tailandeses e um filipino) chegaram depois a Israel via Egito. Israel, por seu lado, libertou 39 palestinianos detidos nas suas prisões.
"Isto é apenas o início, mas até agora está a correr bem", disse na sexta-feira o Presidente dos Estados Unidos, Joe Biden, acrescentando que havia uma "possibilidade real" de prolongar a trégua.
"Ainda há cerca de 215 reféns em Gaza", disse o porta-voz do exército israelita, Doron Spielman. "Não sabemos, em muitos casos, se estão vivos ou mortos", acrescentou.
Entre os restantes reféns encontram-se 20 cidadãos tailandeses, indicou hoje o Ministério dos Negócios Estrangeiros tailandês.
Em Telavive, rostos sorridentes de reféns libertados foram projetados na fachada do Museu de Arte na sexta-feira à noite, com as palavras: "Estou de volta a casa".
Perto do hospital pediátrico Schneider, em Petah Tikva, nos arredores de Telavive, as pessoas aplaudiram e agitaram bandeiras israelitas quando os dois helicópteros que transportavam os reféns libertados se aproximaram.
"Estou feliz por me ter reunido com a minha família. Não faz mal sentir alegria e não faz mal derramar uma lágrima. É humano", diz Yoni Asher, que acabava de se reunir com a mulher Doron e as duas filhas de dois e quatro anos, num vídeo transmitido pelo Fórum das Famílias dos Reféns.
"Mas não estou a festejar e não festejarei enquanto os últimos reféns não regressarem a casa", acrescenta.
Uma porta-voz do hospital Schneider declarou hoje que as quatro crianças e as quatro mulheres ex-reféns ali internadas estavam já com as respetivas famílias, "rodeadas por equipas médicas e psicossociais", e que o seu estado era "bom".
Os outros cinco reféns libertados, mulheres idosas, estão no Hospital Wolfson em Holon, perto de Telavive, "em estado estável" e a receber cuidados adequados, também com as respetivas famílias, segundo o porta-voz do hospital.
O exército israelita estima que cerca de 240 pessoas tenham sido raptadas pelo Hamas durante o sangrento ataque levado a cabo pelos comandos islamitas em território israelita em 07 de outubro.
O primeiro-ministro Benjamin Netanyahu, que fez da libertação dos reféns uma condição prévia para qualquer cessar-fogo, disse na sexta-feira que estava determinado a trazê-los todos de volta a Israel.
Antes da libertação dos 24 reféns na sexta-feira, o Hamas já tinha libertado quatro pessoas e o exército israelita tinha recuperado outra. Dois outros reféns, incluindo um soldado, foram encontrados mortos em Gaza pelas tropas israelitas.
Mais 14 reféns vão ser libertados este sábado
Em relação aos reféns que foram libertados ontem:
No hospital Schneider (pediátrico) estão 4 crianças e as respetivas mães. Segundo o relatório clínico desta manhã, estão todos bem de saúde.
No hospital Wolfson, onde estão as cinco mulheres de mais idade que, também segundo o relatório clínico, estão estáveis.
134 palestinianos regressaram a Gaza no primeiro dia da trégua
"Um grupo de palestinianos retidos no Egito (desde o início do conflito entre Israel e o movimento islamita Hamas) regressou à Faixa de Gaza, de acordo com a sua vontade, e o seu número atingiu os 134 palestinianos", afirmou Diaa Rashwan em comunicado, adiantando que tal ocorreu no primeiro dia da trégua e pela primeira vez desde o início da guerra.
Sexta-feira foi o primeiro dia em que o Egito abriu a passagem de Rafah para o regresso voluntário dos palestinianos que estavam retidos no país desde 7 de outubro, quando o grupo islamita Hamas lançou um ataque surpresa contra o território israelita, desencadeando a guerra em curso, na qual Israel bombardeia indiscriminadamente a Faixa de Gaza.
Telavive boicota reunião de países da UE e mais 15 do Mediterrâneo em Barcelona
Trata-se do oitavo Fórum Regional da União pelo Mediterrâneo, um encontro dos países que integram esta organização intergovernamental ao nível de ministros dos Negócios Estrangeiros, incluindo o chefe da diplomacia portuguesa João Gomes Cravinho.
Israel e a Autoridade Palestiniana fazem parte da União pelo Mediterrâneo (UpM), mas Telavive cancelou na sexta-feira a presença em Barcelona.
A UpM revelou na quinta-feira, num comunicado, que apesar de a agenda inicial do fórum ter como foco o 15.º aniversário da organização "e as reformas em curso", os ministros vão afinal "debater a situação crítica em Israel e em Gaza-Palestina, assim como as consequências na região".
"O fórum é a oportunidade para um intercâmbio entre todos os membros sobre a situação dramática no terreno e o caminho a seguir", defendeu a UpM.
Poucas horas depois, fontes do governo israelita disseram a meios de comunicação espanhóis que Israel não vai ao encontro anual de ministros da UpM em Barcelona. Em paralelo, a Autoridade Palestiniana confirmou que vai estar presente.
Israel lamentou "a mudança de agenda original" do fórum da UpM, que deveria ser "uma plataforma prática para fomentar a cooperação entre diferentes países em benefício de todos os povos do Mediterrâneo".
As mudanças "prejudicam o propósito da UpM e correm o risco de a transformar noutro fórum internacional em que os países árabes criticam Israel", disseram as fontes de Telavive, citadas pela agência Europa Press.
O boicote de Telavive frusta o objetivo do Governo espanhol de fazer da UpM e do encontro de segunda-feira uma plataforma de diálogo e de aproximação entre Israel e os países árabes, incluindo a autoridades palestiniana.
Em 17 de outubro, dias depois do início da guerra em Gaza na sequência do ataque do grupo islamita radical Hamas a Israel, o primeiro-ministro de Espanha, Pedro Sánchez, propôs ao Conselho Europeu fazer da UpM essa plataforma de diálogo entre várias partes, com o argumento de que israelitas, palestinianos e outros países europeus e árabes têm assento neste fórum em igualdade de condições.
"Tanto os europeus como os árabes se sentam em volta da mesa. É, em nosso entender, uma boa oportunidade para ser aproveitada", disse Sánchez.
A decisão de Israel não estar em Barcelona coincidiu também com a visita de Sánchez, em conjunto com o homólogo da Bélgica, Alexander de Croo, na quinta e na sexta-feira, ao Médio Oriente, durante a qual ambos fizeram declarações que o Governo de Telavive considerou de "apoio ao terrorismo" do Hamas.
O primeiro-ministro israelita, Benjamin Netanyahu, segundo um comunicado do Governo de Telavive, "condenou energicamente" as declarações de Sánchez e de Croo, por considerar que não atribuíram ao Hamas, que controla a Faixa de Gaza, "toda a responsabilidade pelos crimes contra a humanidade que perpetuou: massacrar cidadãos israelitas e usar os palestinianos como escudos humanos".
Numa conferência de imprensa na sexta-feira em Rafah, no Egito, na fronteira com Gaza, Sánchez e de Croo pediram a libertação dos reféns israelitas por parte do Hamas, mas voltaram a criticar, e repetidamente, Israel pelo desrespeito pelo direito internacional e a morte de "demasiados civis" palestinianos, incluindo milhares de crianças, na operação militar israelita das últimas semanas naquele território.
"Penso firmemente que temos de fazer um apelo a Israel para que cumpra com as suas obrigações em matéria de direito internacional", disse Pedro Sánchez, que usou expressões como "matança indiscriminada de civis inocentes" em Gaza.
O primeiro-ministro belga, por seu turno, disse que foi à região com Sánchez com uma "mensagem de solidariedade e de humanidade", afirmou que do outro lado da fronteira onde se encontravam, no território palestiniano, "perderam a vida demasiados civis" e considerou que "a destruição de Gaza é inaceitável".
Tanto Sánchez como De Croo realçaram que condenam o ataque do Hamas de 07 de outubro e que Israel tem o legítimo direito de se defender no quadro das leis internacionais.
Fazem parte da UpM 43 países - os 27 da UE e mais 17 estados mediterrânicos da Europa, do Norte de África e do Médio Oriente, incluindo a Palestina, não reconhecido oficialmente como estado por todos os restantes.
O Fórum Regional da UpM, um encontro de ministros dos Negócios Estrangeiros (MNE), realiza-se anualmente em Barcelona e é co-presidido pelo chefe da diplomacia da UE, o espanhol Josep Borrell, e pelo ministro da Jordânia Ayman Safadi.
A UpM foi criada em 2008 e é herdeira da Conferência Euro-mediterrânica, fundada em 2015 e conhecida como "processo de Barcelona", tendo como objetivo fomentar a cooperação na região euro-mediterrânica.
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Lusa/Fim
Ponto da situação
- O Hamas deverá libertar uma nova vaga de reféns no sábado em troca de prisioneiros palestinianos, de acordo com a agência AFP, que cita funcionários não identificados, dando esperança às famílias angustiadas após sete semanas de guerra entre Israel e o grupo militante palestiniano;
- O Catar, principal mediador, deverá anunciar no sábado o número de prisioneiros e reféns a libertar, na segunda troca desde a entrada em vigor, na sexta-feira, de um cessar-fogo de quatro dias, que pôs fim aos combates;
- As autoridades israelitas disseram ter recebido uma lista dos reféns a libertar, mas não forneceram números nem o calendário exato;
- O primeiro grupo de reféns foi libertado pelo Hamas na sexta-feira e era composto por 13 israelitas, 10 tailandeses e um filipino. Os 13 israelitas, que incluíam crianças muito pequenas e mulheres mais velhas, chegaram ao seu país de origem ao princípio da noite;
- A maior parte dos reféns israelitas libertados pelo Hamas estão de boa saúde após o seu regresso a Israel, anunciou o hospital que os recebeu. O hospital Schneider Children's, onde foram libertados quatro mulheres e quatro crianças reféns, informou que os médicos efetuaram um exame preliminar e que todos se encontravam em boas condições físicas;
- Trinta e nove prisioneiros palestinianos foram libertados por Israel na sexta-feira à noite. Entre eles, 24 mulheres, incluindo algumas condenadas por tentativa de homicídio por ataques às forças israelitas, e 15 adolescentes detidos por delitos como o lançamento de pedras. A libertação dos reféns foi celebrada na Cisjordânia ocupada;
- A libertação dos reféns foi efetuada no âmbito de um acordo que permitiu uma pausa temporária nas hostilidades, com o cessar-fogo de quatro dias a marcar a primeira pausa em sete semanas de guerra em Gaza. Nos termos do acordo, o Hamas deverá libertar pelo menos 50 dos cerca de 240 reféns, na sua maioria israelitas, que mantém em seu poder desde que lançou ataques no sul de Israel, em 7 de outubro, nos quais morreram 1200 pessoas, na sua maioria civis. Em contrapartida, Israel libertará pelo menos 150 prisioneiros palestinianos e permitirá a entrada de 300 camiões de ajuda humanitária em Gaza;
- Cerca de 137 camiões de mercadorias foram descarregados no ponto de receção da agência das Nações Unidas para os refugiados palestinianos (UNRWA) na Faixa de Gaza, na sexta-feira. O gabinete da ONU para a coordenação dos assuntos humanitários declarou que se tratava do "maior comboio humanitário recebido" em Gaza desde 7 de outubro. Além disso, 129 mil litros de combustível e quatro camiões de gás também entraram em Gaza:
- O Presidente dos EUA, Joe Biden, afirmou que as hipóteses de prolongamento do cessar-fogo temporário entre Israel e o Hamas são "reais". Biden disse que a libertação dos reféns de sexta-feira foi o "início de um processo" e que "não vai parar" até que todos os reféns restantes em Gaza sejam trazidos para casa. O acordo alcançado por Israel e pelo Hamas envolveu "uma extensa diplomacia americana", disse Biden, acrescentando: "É apenas um começo, mas até agora está a correr bem". Biden também disse que esperava que cidadãos americanos estivessem entre os reféns que seriam libertados.
Barcelona corta relações com Telavive até haver um cessar-fogo definitivo
A iniciativa partiu da coligação que dirige a autarquia, a BComú, com o apoio dos socialistas catalães do PSC e da Esquerda Republicana da Catalunha (ERC).
Durante a sessão plenária realizada na sexta-feira à noite, estes partidos instaram a câmara municipal de Barcelona a suspender as relações institucionais com o atual Governo de Israel, liderado por Benjamin Netanyahu, "até que haja um cessar-fogo definitivo e que sejam respeitados os direitos básicos do povo palestiniano".
A proposta contou com a oposição do partido JxCat (Juntos pela Catalunha, fundado em 2020 pelo independentista Carles Puigdemont), do Partido Popular e do radical de direita Vox.
A Comunidade Israelita de Barcelona (CIB), a instituição judaica mais icónica da cidade, admitiu, logo a seguir, que os seus membros "ficaram desconcertados com as decisões tomadas pela autarquia depois do ataque terrorista do Hamas", em 07 de outubro.
"Não entendemos como a câmara municipal pode apoiar" esta proposta, referiu a CIB numa mensagem publicada na rede social X (antigo Twitter), em que recorda também a violência dos ataques do Hamas, que fizeram 1.200 vítimas.
A CIB adiantou ainda ter "gratidão por aqueles que defendem a paz e a vida, opondo-se corajosamente ao terrorismo e às declarações supérfluas" num "dia tão esperançoso na guerra" pelo cessar-fogo temporário para fornecer ajuda à Faixa de Gaza.
O primeiro de quatro dias de tréguas na guerra entre Israel e o grupo islamita Hamas cumpriu-se na sexta-feira, tendo servido para uma troca de reféns israelitas que estavam em Gaza e prisioneiros palestinianos detidos por Israel.
As relações entre Espanha e Israel já se tinham tornado hoje tensas, depois de o primeiro-ministro, Pedro Sanchéz, ter admitido a possibilidade de Espanha reconhecer o Estado palestiniano unilateralmente, à margem da União Europeia e de outros Estados-membros do bloco comunitário.
A posição do primeiro-ministro espanhol levou o Governo de Israel a chamar o embaixador de Espanha para lhe dizer que considerou as declarações de Sanchéz como um "apoio ao terrorismo".
A acusação foi rejeitada "categoricamente" pelo ministro dos Negócios Estrangeiros espanhol, José Manuel Albares, que adiantou que o Governo estava a analisar "uma resposta adequada".
Pouco depois, o Ministério dos Negócios Estrangeiros espanhol convocou a embaixadora israelita em Espanha, não sendo ainda conhecido todo o teor da reunião.
Albares tinha dito anteriormente que as acusações de Israel foram "especialmente graves" por terem sido dirigidas contra o líder do país que atualmente preside ao Conselho da União Europeia e lembrou que Sanchez "não hesitou em condenar o ataque terrorista do Hamas de 07 de outubro e deixar bem claro que não representa o povo palestiniano e é apenas uma organização terrorista".
Prisioneiros libertados recebidos como heróis na Cisjordânia ocupada
De acordo com a agência de notícias Associated Press, a fila de prisioneiros libertados, alguns acusados de delitos menores e outros condenados por ataques, levou multidões de palestinianos a um frenesim de cânticos, palmas, acenos de mãos e gritos, num posto de controlo fora de Jerusalém.
Enquanto 15 jovens, ainda envergando uniformes da prisão cinzentos e manchados, passavam pelas ruas nos ombros dos pais, com lágrimas nos olhos, o céu noturno iluminava-se de fogo de artifício e ouvia-se música pop patriótica palestiniana.
Alguns dos libertados estavam envoltos em bandeiras palestinianas, outros nas bandeiras verdes do Hamas, movimento que controla a Faixa de Gaza desde 2007 e que é classificado como terrorista pela União Europeia e Estados Unidos.
"Não tenho palavras, não tenho palavras", disse Jamal Brahma, um dos prisioneiros recém-libertados. "Graças a Deus", acrescentou o jovem de 17 anos, enquanto era levado aos ombros do pai, Khalil Brahma.
As forças israelitas detiveram Jamal na sua casa, na cidade palestiniana de Jericó, na primavera passada e o jovem esteve até agora na prisão sem ser acusado ou ir a julgamento.
"Eu só quero voltar a ser pai dele", disse Khalil.
Cerca de 2.200 palestinianos -- um recorde histórico -- estão atualmente em "detenção administrativa" em Israel, com base em provas secretas, sem terem sido acusados ou levados a julgamento, de acordo com o Clube dos Prisioneiros Palestinianos.
Embora a atmosfera fosse festiva na cidade de Beitunia, perto da prisão israelita de Ofer, na Cisjordânia, as pessoas estavam nervosas.
O Governo de Israel ordenou que a polícia impedisse quaisquer celebrações da libertação dos prisioneiros.
A certa altura, as forças de segurança israelitas lançaram bombas de gás lacrimogéneo contra a multidão, fazendo com que jovens, mulheres idosas e crianças pequenas fugissem enquanto choravam e gritavam.
Os detidos palestinianos libertados na sexta-feira incluíam 24 mulheres, algumas das quais foram condenadas a anos de prisão por tentativas de esfaqueamento e outros ataques contra as forças de segurança israelitas. Outras foram acusadas de incitação nas redes sociais.
Havia também 15 adolescentes, a maioria deles acusados de atirar pedras e de "apoiar o terrorismo", uma acusação que tem sido usada de forma muito ampla pela justiça de Israel.
Grupos de direitos humanos estimam que mais de 750 mil palestinianos passaram pelas prisões israelitas desde que Israel capturou a Cisjordânia, Faixa de Gaza e Jerusalém Oriental em 1967.
Exército abate míssil do Líbano e responde com ataque contra Hezbollah
"As IDF abateram um míssil terra-ar que foi lançado do Líbano contra um drone pilotado remotamente pelas IDF", explicou o exército israelita, numa mensagem divulgada na plataforma Telegram.
O exército de Israel sublinhou que "o drone não sofreu danos e cumpriu a sua missão" e referiu que "o míssil [vindo do Líbano] não atravessou o território israelita", pelo que "nenhum alerta foi ativado".
Em resposta ao ataque, de acordo com a nota, as IDF "atacaram a infraestrutura terrorista da organização Hezbollah" com aviões de combate. "Durante o evento, também foi lançado um intercetador" de mísseis, acrescentou o exército.
O Hezbollah prometeu na sexta-feira que iria cumprir a trégua de quatro dias acordada entre Israel e o grupo islamita palestiniano Hamas na Faixa de Gaza, desde que o exército israelita não atacasse o sul do Líbano.
"Aderimos à trégua declarada em Gaza com a condição de Israel não atacar o sul do Líbano", disse uma porta-voz do grupo, em declarações ao jornal libanês L`Orient-Le Jour.
"Se isso acontecer, certamente não ficaremos de braços cruzados", ameaçou o porta-voz.
De acordo com informações recolhidas pela agência de notícias estatal libanesa, a NNA, a entrada em vigor, às 07:00 de sexta-feira (05:00 em Lisboa), da trégua acordada entre Israel e o Hamas, trouxe também calma à zona sul do Líbano.
O comandante da Força Interina das Nações Unidas no Líbano (UNIFIL) manifestou preocupação com a "intensificação das trocas de tiros na Linha Azul" durante as últimas semanas, lamentando que os confrontos tenham causado "demasiadas mortes, danos significativos e por colocarem em perigo a subsistência" da população.
"Pedimos aos responsáveis pelas trocas de tiros na Linha Azul [demarcação da fronteira entre Israel e Líbano estabelecida em 2000 pela ONU] que parem este ciclo de violência. Qualquer nova escalada no sul do Líbano poderá ter consequências devastadoras", disse Aroldo Lázaro, num comunicado.
O espanhol apelou às partes para "reafirmarem o seu compromisso com a resolução 1701 do Conselho de Segurança da ONU e a cessação das hostilidades, procurando ao mesmo tempo soluções a longo prazo para abordar as causas subjacentes do conflito".
O vice-presidente do conselho executivo do Hezbollah, xeque Ali Damush, afirmou na sexta-feira que "o inimigo sionista só aceitou a trégua até ter falhado na sua tentativa de quebrar a resistência, quebrar a vontade do povo de Gaza e de os expulsar da sua terra".
O Hezbollah, grupo apoiado pelas autoridades iranianas, esteve envolvido em combates com o exército israelita na sequência dos ataques levados a cabo pelo Hamas em 07 de outubro em Israel.
A situação está a suscitar receios de uma expansão do conflito para o Líbano ou para toda a região.
MNE português e eslovena na Jordânia e Egito para abordar paz no Médio Oriente
Neste segundo dia de visita à região, depois de se terem deslocado a Israel e Palestina na sexta-feira, João Gomes Cravinho e Tanja Fajon focam-se hoje no diálogo sobre a situação atual e as perspetivas de paz na região com "dois parceiros regionais de relevo", divulgou o Ministério dos Negócios Estrangeiros português.
Hoje de manhã, os dois ministros reúnem-se em Amã com o vice-primeiro-ministro e ministro dos Negócios Estrangeiros jordano, Ayman Safadi.
À tarde, já no Egito, têm uma reunião prevista com o homólogo Sameh Shoukry, assim como um encontro de cortesia com o Presidente da República, Abdel Fattah el-Sisi.
Na sexta-feira, Gomes Cravinho e Tanja Fajon defenderam que o conflito com o grupo islamita Hamas não será resolvido pela via militar, pedindo uma "solução diplomática" que permita "uma paz sustentável" com vista à implementação dos dois Estados.
Exército diz que entraram em Gaza 200 camiões com ajuda humanitária
"O fluxo contínuo de ajuda humanitária foi aprovado pelo Governo de Israel como parte do quadro para a libertação dos reféns acordado com os Estados Unidos e mediado pelo Qatar e o Egito", refere comunicado divulgado pelas IDF na noite de sexta-feira.
As IDF divulgaram também um vídeo que mostra uma longa caravana de camiões após uma inspeção de segurança, alegadamente em Rafah, posto fronteiriço egípcio por onde são abastecidas as organizações que prestam assistência no sul da Faixa de Gaza.
Ao 49.º dia, a guerra entre Israel e o Hamas conheceu pela primeira vez uma trégua, marcada por uma histórica troca de 24 dos reféns, incluindo uma luso-israelita em posse do movimento islamita, e 39 prisioneiros palestinianos.
Acompanhando a trégua de quatro dias, que entrou em vigor às 07:00 locais (05:00 em Lisboa), caravanas de ajuda humanitária puderam entrar na Faixa de Gaza, que se encontrava isolada e à beira do colapso, sem luz, água e combustível, e onde as unidades de saúde encerravam uma atrás da outra por falta de condições, com 2,4 milhões de habitantes do enclave a enfrentarem escassez de água e comida.
Às 16:00 locais (14:00 em Lisboa), o Hamas continuava a cumprir o acordado e começou a libertar a primeira parte dos reféns envolvidos no entendimento, 24 ao todo, incluindo 13 israelitas, 10 tailandeses e um filipino, entregues à Cruz Vermelha Internacional.
Mais tarde, coube a Israel cumprir a sua parte do acordo e libertar por sua vez 39 palestinianos que se encontravam em três prisões israelitas. Vinte e oito foram deixados na Cisjordânia, enquanto os outros 11 foram levados para Jerusalém Oriental.
No grupo estavam 15 menores e 24 mulheres, segundo a lista divulgada pela comissão responsável pelos prisioneiros da Autoridade Palestiniana, num dia marcado por reencontros mas sem lugar a festejos exuberantes em Israel, onde a polícia anunciou que proibia qualquer celebração da libertação de prisioneiros em Jerusalém.
A trégua permitiu à ONU aumentar a entrega de ajuda humanitária na Faixa de Gaza onde foram hoje descarregados 137 camiões, segundo a agência das Nações Unidas responsável pela coordenação humanitária (OCHA), a "maior caravana humanitária" a entrar no enclave desde o início do conflito.
A agência especificou que 129 mil litros de combustível também conseguiram atravessar a fronteira para Gaza e que 21 pacientes em situação crítica foram retirados do norte do enclave.
No total, 200 camiões partiram de Nitzana - uma zona de Israel perto da fronteira com o Egito onde as forças israelitas realizam inspeções a estes veículos - em direção a Rafah, informou a ONU em comunicado, sem indicar o motivo pelo qual nem todos os camiões entraram ao mesmo tempo em Gaza.
"As Nações Unidas saúdam a libertação de 24 reféns mantidos em cativeiro em Gaza desde 07 de outubro e reiteram o seu apelo à libertação imediata e incondicional dos restantes", concluiu a agência.
O grupo islamita do Hamas lançou em 07 de outubro um ataque surpresa contra o sul de Israel com o lançamento de milhares de foguetes e a incursão de milicianos armados, fazendo duas centenas de reféns.
Em resposta, Israel declarou guerra ao Hamas, movimento que controla a Faixa de Gaza desde 2007 e que é classificado como terrorista pela União Europeia e Estados Unidos, bombardeando várias infraestruturas do grupo na Faixa de Gaza e impôs um cerco total ao território com corte de abastecimento de água, combustível e eletricidade.