Dois jovens filhos de pai português entre os 11 reféns libertados pelo Hamas
Erez Kalderon, de 12 anos, e Sahar Kalderon, de 16 anos, respetivamente filho e filha, foram libertados, por terem nacionalidade francesa, tal como a mãe Hadas Dan, pode ler-se na nota da CIP a que a agência Lusa teve acesso.
Estes jovens são filhos de Ofer Kalderon, cidadão português de 53 anos, que continua refém do Hamas.
Ainda de acordo com a CIP, a avó materna dos jovens, Carmella Dan, foi assassinada em 07 de outubro, dia do ataque do grupo islâmico em Israel, que incluiu o lançamento de mais de 4.000 foguetes e a infiltração de perto de 3.000 militantes, que mataram cerca de 1.200 pessoas e raptaram mais de 240 em comunidades israelitas próximas da Faixa de Gaza.
A agência Lusa questionou o Ministério dos Negócios Estrangeiros português, mas não foi possível confirmar a libertação dos jovens até ao momento.
O Presidente francês Emmanuel Macron saudou hoje a libertação de três jovens menores, incluindo Erez e Sahar, bem como de Eitan, de 12 anos.
"Três dos nossos jovens compatriotas fazem parte do grupo de reféns libertados hoje. Estou muito feliz com este anúncio. Estamos mobilizados para a libertação de todos os sequestrados", sublinhou Macron, através das redes sociais.
Além dos três jovens com nacionalidade francesa, foram hoje libertados seis israelitas de nacionalidade argentina e outros dois de nacionalidade alemã, adiantou a agência France-Presse (AFP).
No sábado, dois jovens filhos de pai português, Alma, 13 anos, e Noam Or, 17, estavam entre os 17 reféns libertados pelo Hamas.
Adina Moshe, luso-israelita de 72 anos, também foi libertada desde o cessar-fogo entre Israel e o Hamas.
A trégua, que inicialmente foi acordada para quatro dias, foi hoje prolongada por dois dias, de acordo com a mediação do Qatar.
Desta forma, a trégua humanitária vai prolongar-se com as mesmas condições da anterior, até às 07:00 de quinta-feira (05:00 de Lisboa).
Desde o ataque do Hamas, as forças aéreas, navais e terrestres de Israel contra-atacaram no enclave palestino, onde mais de 15 mil pessoas já morreram, segundo as autoridades da Faixa de Gaza, controlada desde 2007 pelo Hamas, a maioria delas crianças e mulheres, e estima-se que mais de sete mil pessoas estejam desaparecidas sob os escombros.
Blinken visita Israel e Cisjordânia no fim desta semana
Onze reféns libertados já chegaram a Israel
RTP testemunha regresso de presos palestinianos a casa
Concluída quarta troca de reféns israelitas por prisioneiros palestinianos
Cessar-fogo em Gaza vai ser prolongado por mais dois dias
EUA, Israel e outros países criam grupo de trabalho para cortar fundos ao Hamas
O objetivo do grupo de trabalho, dirigido pelos EUA, Israel, Alemanha e pelos Países Baixos, será a facilitação de partilha de informações para cortar os fundos ao Hamas, informou o Departamento do Tesouro dos Estados Unidos em comunicado.
O grupo de trabalho será composto por membros de unidades de informação financeira de 13 países: Austrália, Canadá, Estónia, França, Alemanha, Israel, Liechtenstein, Luxemburgo, Países Baixos, Nova Zelândia, Suíça, Reino Unido e Estados Unidos.
O Hamas é considerado uma organização terrorista por Estados Unidos, União Europeia, Reino Unido, entre outros países.
O ataque do Hamas contra Israel a 07 de outubro matou mais de 1.200 pessoas, segundo as autoridades israelitas, que acusaram ainda o Hamas de terem feito mais de duas centenas de reféns.
Em resposta, Israel declarou guerra ao Hamas e bombardeou a Faixa de Gaza até as partes terem chegado a acordo para uma trégua de quatro dias, que começou na sexta-feira.
A pausa nos combates destina-se à troca de reféns do Hamas por palestinianos presos em Israel, e à entrega de ajuda humanitária na Faixa de Gaza.
Até ao início da trégua, os ataques do exército israelita na Faixa de Gaza tinham matado mais de 14 mil pessoas, segundo o Hamas.
NSZG/PDF // PDF
Lusa/Fim
Perfil dos reféns e prisioneiros libertados anunciado
Those released from Israeli prisons include 30 minors and 3 women, while the Israelis released from Gaza include 3 French citizens, 2 German citizens, and 6 Argentinian citizens, were handed over to the ICRC.
— ?. ???? ???? ???????? Dr. Majed Al Ansari (@majedalansari) November 27, 2023
Governo do Hamas eleva para 15 mil número de mortos na Faixa de Gaza
Em comunicado, o Governo do Hamas indicou também cerca de 7.000 pessoas desaparecidas, cujo paradeiro é desconhecido ou que se acredita que estejam sob os escombros dos edifícios destruídos pelos bombardeamentos israelitas desde o início da guerra, em 07 de outubro.
Das 15 mil mortes, relativas ao período entre o começo do conflito e o início da trégua entre as partes na sexta-feira, mais de 6.150 são crianças e mais de 4.000 são mulheres, de acordo com a mesma fonte.
O Gabinete de Informação Governamental do Hamas acrescentou que, naquele período, morreram 207 profissionais de saúde, incluindo médicos, enfermeiros e trabalhadores dos serviços de emergência, 26 membros da proteção civil e 70 jornalistas.
A atualização do número de vítimas coincide com o quarto dia da trégua entre Israel e o Hamas, que prevê a libertação de pelo menos reféns israelitas e estrangeiros em troca de prisioneiros palestinianos.
Ambas as partes concordaram hoje em prolongar a pausa das hostilidades, que inclui a entrada de mais ajuda humanitária na Faixa de Gaza e a continuação das trocas de reféns por prisioneiros por mais dois dias.
Israel declarou guerra ao Hamas em 07 de outubro, na sequência de um ataque do grupo islamita, que incluiu o lançamento de mais de 4.000 foguetes e a infiltração de perto de 3.000 militantes, que mataram cerca de 1.200 pessoas e raptaram mais de 240 em comunidades israelitas próximas da Faixa de Gaza.
Desde então, Israel contra-atacou o Hamas, organização considerada terrorista por Estados Unidos e União Europeia, no enclave palestiniano, primeiro com ataques aéreos e marítimos e, desde o final de outubro, também com uma ofensiva terrestre.
Exército israelita confirma libertação de reféns
Médio Oriente. Israel confirmou prolongamento da trégua por dois dias
Egito diz que reféns estão a ser entregues à Cruz Vermelha
ONU vê "laivo de esperança" após acordo
Casa Branca saúda prolongamento da trégua
I have consistently pressed for a pause in the fighting to accelerate and expand the humanitarian assistance going into Gaza and facilitate the release of hostages.
— President Biden (@POTUS) November 27, 2023
I remain in contact with leaders of Qatar, Egypt, and Israel to make sure every aspect of the deal is implemented.
Refém libertada pelo Hamas "luta pela vida"
MNE destaca "sentimento de urgência" internacional na criação dos dois estados
"Aquilo que depois de muitos e muitos anos estamos agora a ver pela primeira vez é esta conjugação de entendimento sobre aquilo que precisa de ser feito associado a um sentimento de urgência", disse João Gomes Cravinho, em declarações à agência Lusa em Barcelona, no final da reunião da União pelo Mediterrâneo (UpM), que juntou responsáveis políticos pela diplomacia de 43 países e da União Europeia.
O ministro disse que houve no encontro "uma enorme convergência", associada "a um sentimento de urgência" em torno da "necessidade de uma solução de dois Estados [israelita e palestiniano]", que todos os países reconhecem "ser a única real possibilidade de uma solução para a paz e a estabilidade a longo prazo".
O "ingrediente novo", acrescentou, é "o sentimento de urgência" e de não ser aceitável e possível regressar à situação que existia antes do ataque a Israel de 07 de outubro por parte do grupo islamita radical Hamas, que controla o território palestiniano da Faixa de Gaza.
"Não podemos regressar ao 06 de outubro, àquilo que era uma paz podre, uma situação malsã anterior", afirmou.
Segundo João Gomes Cravinho, no encontro da UpM houve também o reconhecimento da "necessidade absoluta" de prolongar a trégua na guerra em Gaza, em que já morreram 14 mil pessoas no território palestiniano, vítimas da operação militar com que Israel respondeu ao ataque do Hamas.
Só um cessar-fogo permanente permite "o trabalho diplomático e político", que "é urgente para a solução dos dois estados", mas também a entrada de ajuda humanitária em Gaza, disse João Gomes Cravinho.
Em resposta ao ataque do Hamas, Israel bombardeou a Faixa de Gaza nas últimas semanas e bloqueou o acesso ao território, impedindo o abastecimento.
O ministro dos Negócios Estrangeiros (MNE) defendeu que o prolongamento da trégua atual é possível, para além de ser necessária.
"Sentir-se-iam todos muito, muito defraudados em relação às expectativas de paz que existem. Se agora se regressasse aos bombardeamentos, acho que seria indesculpável e, portanto, é fundamental que agora se prolongue este cessar-fogo", defendeu.
A Autoridade Palestiniana esteve representada hoje em Barcelona, mas Israel, um dos países fundadores da UpM, optou por não ir à reunião.
"Naturalmente que Israel tem de fazer parte desta solução e, por isso, temos muita pena que Israel não tenha estado", disse o MNE, que realçou que a UpM não é, porém, uma "instância decisória" e a ausência do governo de Telavive não impediu "que se fizesse um bom progresso, precisamente na identificação das linhas comuns da comunidade Internacional como um todo" em relação à situação no Médio Oriente.
Para João Gomes Cravinho, "seguramente que Israel irá reconhecer que a sua segurança e o seu interesse de longo prazo está em contribuir para uma solução de dois estados".
O ministro disse ainda que no encontro houve também "muitas referências", que Portugal partilha, "de profunda preocupação em relação ao que se passa na Cisjordânia, com a extensão de colonatos ilegais" israelitas neste território palestiniano.
Em relação à proposta de Espanha para uma conferência internacional de paz para o Médio Oriente, João Gomes Cravinho disse que uma iniciativa dessas precisa de ter "uma sustentação prévia" e de um "diálogo sobre muitos aspetos que precisam de ser ponderados no quadro do desenvolvimento da solução de dois estados".
A conferência de paz deve ser "o culminar desse processo" e se for feita "sem preparação, naturalmente, que não produziria resultados interessantes", pelo que "de hoje para amanhã" não é viável.
Catar e Hamas confirmam prolongamento do cessar-fogo
The State of Qatar announces, as part of the ongoing mediation, an agreement has been reached to extend the humanitarian truce for an additional two days in the Gaza Strip.
— د. ماجد محمد الأنصاري Dr. Majed Al Ansari (@majedalansari) November 27, 2023
Catar diz que continuam esforços para prolongar cessar-fogo
Famílias notificadas da libertação de reféns esta segunda-feira
Militar israelita sequestrada pelo Hamas saúda libertação de reféns
Ori Megidish, de 19 anos, estava de guarda na fronteira ultra militarizada entre Israel e a Faixa de Gaza quando foi capturada por combatentes do Hamas, em 07 de outubro. O exército israelita confirmou o seu resgate três semanas mais tarde, mas não deu quaisquer pormenores sobre o seu cativeiro ou a operação para a libertar.
Num vídeo filmado em casa e publicado na sua conta na rede social Tiktok, Ori Megidish disse que estava bem e "feliz por ver as imagens comoventes de reféns a serem reunidos com as suas famílias".
"Espero que todas as famílias que ainda estão à espera (...) se reúnam e possam alegrar-se como eu", acrescentou.
UNRWA fornece água potável pela primeira vez desde o início do conflito
Yesterday, our aid convoys reached areas in the north of 📍#GazaStrip @UN agencies & @PalestineRCS delivered ready-to-eat food, tents, water & urgent medical supplies.
— UNRWA (@UNRWA) November 27, 2023
This was the first delivery of clean water that reached people sheltering in the north since the war began. pic.twitter.com/mTURaddjFH
Guterres defende que trégua em Gaza se torne num cessar-fogo humanitário total
Egito e Catar perto de chegar a acordo para prolongar por dois dias a trégua entre Israel e Hamas
A extensão de dois dias incluiria a libertação de 20 reféns israelitas e 60 detidos palestinianos, segundo a Reuters. Espera-se que 11 reféns israelitas sejam libertados esta segunda-feira.
Borrell diz que extensão de trégua é "objetivo que parece acessível"
"Este é um objetivo que parece acessível, que responde a uma exigência prioritária de evitar mais mortos e que é reivindicada pela opinião pública mundial, incluindo a israelita", disse Borrell, na conferência de imprensa final da reunião de hoje, em Barcelona, da União pelo Mediterrâneo (UpM), onde estiveram representados 43 países europeus e árabes, além da UE.
O alto representante da União para os Negócios Estrangeiros e a Política de Segurança realçou que depois dos "ataques e do massacre" do grupo islamita palestiniano Hamas em 07 de outubro e da resposta militar de Israel, com o bloqueio e "bombardeamentos massivos" da Faixa de Gaza, se gerou uma "gravíssima crise humanitária" naquele enclave palestiniano.
"Perante esta situação, a primeira coisa a fazer é tentar que a trégua decretada há alguns dias continue", disse Borrell, acrescentando que o prolongamento desta pausa na guerra, cujo prazo inicial termina hoje, permitiria libertar todos os reféns israelitas que estão com o Hamas, trabalhar num cessar-fogo e abrir caminho a uma "solução política".
Josep Borrell disse que o conflito no Médio Oriente, entre israelitas e palestinianos, não terá solução militar e Israel só terá paz e segurança se os dois povos tiverem dois Estados mutuamente reconhecidos e assim partilharem a terra que ambos disputam há décadas.
Autoridade Palestiniana defende alargamento do cessar-fogo
"Temos de trabalhar para que esta trégua continue. Para que Israel não continue a atacar", disse al-Malki em Barcelona.
"A trégua entrou em vigor com 15 mil mortos. Se a guerra recomeçar, o número de mortos duplicará, porque a concentração da população é agora o dobro", afirmou.
"A população de Gaza concentrou-se no sul de Gaza", afirmou. "Portanto, qualquer ataque que antes matava uma criança, agora mata duas. É por isso que é importante prolongar esta trégua".
Crescente Vermelho condena detenção de diretores de dois hospitais de Gaza por Israel
PRCS Statement on the Arrest of Awni Khattab and Medical Teams ⬇️#Gaza#NotATarget#IHL pic.twitter.com/unGIuw0OWe
— PRCS (@PalestineRCS) November 27, 2023
O exército israelita recusou-se a fornecer qualquer informação sobre o seu paradeiro ou destino, apesar dos repetidos apelos da OMS.
Amã considera acontecimentos em Gaza como genocídio
Safadi fez os comentários numa conferência de imprensa na cimeira da União para o Mediterrâneo realizada em Barcelona.
Safadi reiterou o pedido de prorrogação do atual cessar-fogo em Gaza, feito por outros participantes na cimeira, e lamentou que "alguns de nós" se tenham recusado a apoiar esse pedido.
Ayman al-Safadi acusou Israel de "agir como se estivesse acima da lei" e de "matar 30 anos de trabalho" para tentar encontrar a paz no Médio Oriente.
"Esse trabalho está a perder sentido com a continuação desta guerra e com o facto de cada vez mais pessoas perderem a fé na viabilidade deste processo", acrescentou.
Para Ayman al-Safadi, "o que está a acontecer em Gaza está dentro do âmbito da definição legal de genocídio”.
O governante jordano afirmou que o mundo tem de reconhecer que o ataque do Hamas de 7 de outubro deve ser visto no contexto do tratamento dado pelo governo israelita ao povo palestiniano.
“O governo israelita tem trabalhado sistematicamente para minar as perspetivas de paz, para negar ao povo palestiniano a sua cultura, a sua história e o seu direito à existência".
Isso também é "terrorismo", realçou.
"A credibilidade do direito internacional é outra questão que gostaria de referir. O direito internacional foi criado para que toda a gente o cumpra. Foi criado para que todos os países o cumpram. Não foi criado para que alguns países o possam violar, mas sim para que o possam fazer se estiverem a violar o direito internacional”.
Al-Safadi frisa ainda que, "Israel tem agido como se estivesse acima da lei. E isso tem de acabar".
Negociadores do Egito, Catar e EUA perto de prolongar o cessar-fogo
De acordo com as fontes, o Hamas procura atualmente uma prorrogação de quatro dias, enquanto Israel pretende prorrogações de um dia para o outro, continuando as negociações sobre os prisioneiros palestinianos que serão libertados.
RTP registou momento muito emotivo na chegada dos prisioneiros a Jerusalém Oriental
Regresso dos palestinianos presenciado pela RTP
Israel já tem lista de 11 reféns a serem libertados hoje
Autoridade Palestiniana pede pressão sobre Telavive para trégua continuar
"A situação em Gaza é intolerável, uma situação catastrófica que temos de limitar e eliminar. Não há outro remédio a não ser acabar com a guerra, chegar a um cessar-fogo e trabalhar para o prolongar para ser permanente. Temos de parar de contar cadáveres, temos de proteger a vida de inocentes, 70% dos mortos em Gaza são crianças e mulheres. Isto tem de parar", afirmou o chefe da diplomacia da Autoridade Palestinana, Riyad al-Maliki.
O ministro palestiniano sublinhou que nos últimos 50 dias, na operação israelita em Gaza para responder ao ataque do grupo terrorista Hamas de 07 de outubro, já morreram 14 mil civis no território palestiniano da Faixa de Gaza, que Israel manteve bloqueado e que bombardeou até há alguns dias, quando se iniciou uma trégua que termina hoje à noite.
"Se a guerra continuar amanhã, o número [de mortos] será o dobro porque a concentração da população palestiniana agora é o dobro, está toda concentrada no sul da Franja de Gaza", disse Riyad al-Maliki, que falava com jornalistas em Barcelona, à margem do encontro da União pelo Mediterrâneo (UpM), que reúne responsáveis pela diplomacia de 43 países europeus e árabes.
Riyad al-Maliki disse ser "importante prolongar a trégua o mais possível", para salvar vidas e fazer entrar ajuda humanitária e abastecimento em Gaza, e acrescentou que "todos estão a trabalhar" para estender a pausa na guerra, referindo que estão nesse esforço Qatar, Estados Unidos, União Europeia, Palestina e Espanha.
"Estender a trégua significa parar as matanças e salvar vidas inocentes. Isso é o mais importante. É preciso fazer todo o esforço possível para o conseguir", afirmou.
Para o ministro palestiniano, há "uma oportunidade hoje, que acaba esta noite".
"Temos de ver como podemos pôr a pressão necessária ao Governo israelita para não voltar a matar inocentes e para que nós não continuemos a contar cadáveres", acrescentou.
NATO pede extensão da trégua para ajudar Gaza e libertar mais reféns
UE chocada com anúncio de que Telavive vai construir mais colonatos
"Estou chocado por saber que, enquanto continua esta guerra, o Governo israelita está prestes a alocar novos fundos para construir mais colonatos ilegais", escreveu Josep Borrell na rede social X (antigo Twitter).
O alto-representante da União Europeia (UE) para os Negócios Estrangeiros acrescentou que a decisão "não é legítima defesa e não vai melhorar a segurança de Israel".
"Os colonatos constitutem uma grave violação do direito internacional humanitário e são o maior risco à própria segurança de Israel", completou.
A construção dos colonatos, especialmente na Cisjordânia, são considerados pela população palestiniana e pela comunidade internacional com um dos maiores obstáculos a um processo de paz, uma vez constituem uma ocupação de território que não é israelita e agravaram as tensões entre Telavive e a Autoridade Palestiniana e com os países do Médio Oriente.
Israel pronto para prolongar cessar-fogo se forem libertados mais reféns
Segundo Eilon Levy, “o Hamas já podia ter libertado alguns reféns durante o acordo”, e enumerou alguns casos e apelidou a atitude do Hamas como “um crime contra a humanidade”.
“Exigimos que o Hamas liberte todos os reféns e que revele os nomes dos que quer libertar, se estiver interessado no prolongamento desta pausa”.
Em relação aos reféns que vão ser libertados esta segunda-feira, Eilon Levy afirmou que “a lista foi recebida durante a noite. A informação está a ser avaliada”.
Países europeus e árabes pedem criação de dois Estados
A solução dos dois estados "contribuirá decisivamente para a paz e a segurança em toda a região", disse o ministro dos Negócios Estrangeiros de Espanha, José Mnauel Albares, na abertura do encontro da União pelo Mediterrâneo (UpM), uma organização intergovernamental de que faz parte a Comissão Europeia, os 27 estados-membros da União Europeia (UE) e mais 16 países do Mediterrâneo, incluindo Israel, que decidiu, porém, não estar em Barcelona hoje.
Albares, o anfitrião do encontro, apelou à comunidade internacional para "não perder mais tempo" e mobilizar-se em torno de uma conferência de paz para o Médio Oriente.
"Reunimo-nos hoje com uma chamada à ação, a mobilização pela paz, uma paz que desta vez tem de ser definitiva, nunca mais devemos ver tantos civis inocentes mortos", disse o ministro espanhol.
A reunião da UpM é co-presidida pelo chefe da diplomacia da UE, o espanhol Josep Borrell, e pelo ministro da Jordânia Ayman Safadi.
Também Borrell disse, na sessão de abertura do encontro, que a paz e a segurança a longo prazo no Médio Oriente, incluindo a própria segurança de Israel e do povo israelita, só será possível com o estabelecimento e o reconhecimento do estado palestiniano.
Para Borrell, um exército não consegue manter a segurança a longo prazo, só a paz o consegue.
No mesmo sentido se manifestou o ministro jordano, que defendeu que os dois estados são "a única via para a paz duradoura" na região e disse que os países árabes estão dispostos e disponíveis para trabalhar com os parceiros europeus e também com os Estados Unidos para acabar com o conflito no Médio Oriente.
Os dois ministros e Borrell foram também unânimes em condenar o ataque de 07 de outubro a Israel do grupo islamita radical Hamas, que controla o território palestiniano da Faixa de Gaza, mas vincaram igualmente que a resposta israelita viola o direito internacional.
"Um horror não justifica outro horror", disse Borrel que como Albares e Ayman Safadi lembraram que já morreram 15 mil civis palestinianos desde 7 de outubro na Faixa de Gaza na resposta de Israel ao ataque do Hamas.
Os três responsáveis saudaram a trégua dos últimos dias, mas apelaram a que se prolongue e se transforme num cessar fogo permanente, para abrir caminho "à solução política", nas palavras de Borrell, e para fazer chegar à população de Gaza, de imediato, a ajuda humanitária e o abastecimento de que precisa.
José Manuel Albares reiterou ainda a posição espanhola de que a Autoridade Palestiniana deve voltar a ter o controlo da Faixa de Gaza, sublinhando que o Hamas não é "um parceiro de paz".
Irão quer cessar-fogo permanente para "parar os crimes de Israel"
"Como República Islâmica do Irão, queremos e esperamos, tal como muitos países", que as tréguas "entrem num processo duradouro" e que "os crimes do regime sionista cessem completamente", afirmou Nasser Kanani, porta-voz do Ministério dos Negócios Estrangeiros, numa conferência de imprensa em Teerão.
Para o Irão, que apoia o movimento palestiniano, "a agressão cruel do regime sionista contra Gaza não deve ser repetida", segundo Kanani.
Mas "parece que o regime sionista, que não conseguiu atingir os seus objetivos militares" desde o início da sua operação na Faixa de Gaza, "quer obter uma vitória tangível", acrescentou.
Necessário cessar-fogo a longo prazo
"Esperamos que as tréguas sejam prolongadas. Temos vindo a pedir que esta trégua se transforme num cessar-fogo humanitário a longo prazo", afirmou Juliette Touma, Diretora Global de Comunicações da UNRWA, à Al Jazeera.
Touma, que visitou recentemente o sul de Gaza, descreveu a área como uma "cidade fantasma".
"Tudo está fechado em Gaza, as lojas, as farmácias. Embora a assistência humanitária seja fundamentalmente crítica e salve vidas, é claro, não será suficiente a médio e longo prazo. O que tem de acontecer são fornecimentos comerciais que têm de vir em apoio do sector privado para que Gaza se possa manter de pé".
Autoridade Palestiniana quer saber o destino de 105 habitantes de Gaza
"Israel não anunciou quantas pessoas prenderam durante as suas operações em Gaza", que foi bombardeada pelo seu exército em resposta ao ataque mortal do Hamas, a 7 de outubro, que, segundo as autoridades israelitas, fez 1200 mortos no seu território, a maioria civis, disse à AFP Qaddoura Fares, responsável por este organismo governamental.
"Receamos que tenham sido mortos depois de terem sido detidos e interrogados", continuou, afirmando ter "obtido uma vez (de Israel) durante a guerra o número de 105 detenções, mas sem quaisquer pormenores sobre o destino dessas pessoas".
"A falta de números e de comunicação sugere que é possível que Israel possa fazer o que quiser com eles, até mesmo matá-los", disse, acrescentando que tinha pedido informações às autoridades israelitas sem sucesso.
Questionado pela AFP, o exército israelita disse que "não podia comentar o assunto nesta fase".
Durante sete semanas de guerra e quatro dias de tréguas, "as forças israelitas detiveram pessoas" que caminhavam para sul na estrada de Salaheddine. Segundo a ONU, esta estrada é a única via autorizada por Israel para as pessoas deslocadas que têm de abandonar o norte da Faixa de Gaza.
Os deslocados de Gaza disseram à ONU que o exército israelita tinha montado um bloqueio de estrada equipado com câmaras de reconhecimento facial e operado remotamente por soldados.
Sahar Awwad, uma deslocada de Gaza, disse à AFP que o seu filho Mohammed foi detido por soldados israelitas na periferia sul da cidade de Gaza a 12 de novembro.
"Foi libertado ao fim de nove dias", depois de "ter sido torturado", afirmou.
Europa pede prolongamento da trégua para encontrar uma "solução política"
I’m appalled to learn that in the middle of a war, the Israeli gov is poised to commit new funds to build more illegal settlements.
— Josep Borrell Fontelles (@JosepBorrellF) November 27, 2023
This is not self-defence and will not make Israel safer. The settlements are grave IHL breach, and they are Israel’s greatest security liability.
Solução de dois estados deve começar para "garantir o fim desta agressão brutal"
O ministro está a participar no Fórum para a União do Mediterrâneo em Barcelona.
RTP em Israel. Último dia de cessar-fogo deve decorrer com mais tranquilidade
A negociação, que começou no fim de semana, para prolongamento da trégua está "muito avançada". As autoridades do Catar e do Egito estão a conseguir que o Hamas e Israel "estejam predispostos a prolongar, por mais alguns dias, o cessar-fogo".
O Hamas já avançou que a trégua se pode prolongar por mais quatro dias. Israel já afinou que concorda com o prolongamento da trégua, desde que aumente o número de reféns a serem libertados diariamente.
Navio ligado a empresário israelita atacado e libertado na costa do Iémen
O governo internacionalmente reconhecido do Iémen culpou os rebeldes Huthis, apoiados pelo Irão, pelo ataque, que se seguiu a pelo menos dois outros recentes ligados à guerra Israel-Hamas.
O navio que transportava ácido fosfórico não sofreu danos e a tripulação de 22 pessoas da Bulgária, Geórgia, Índia, Filipinas, Rússia, Turquia e Vietname escapou ilesa ao ataque.
"Gostaríamos de agradecer às forças da coligação que responderam rapidamente, protegendo os bens na zona e defendendo o direito marítimo internacional", declarou a empresa. A empresa não forneceu detalhes sobre como os atacantes deixaram o navio, nem os identificou.
Em comunicado, o Comando Central dos Estados Unidos informou que os atacantes foram detidos pelos militares norte-americanos que foram em auxílio da tripulação do navio.
Os militares dos EUA acrescentaram que dois mísseis foram disparados a partir de uma zona controlada pelos Huthis e que caíram a cerca de 16 quilómetros das duas embarcações norte-americanas envolvidas na operação.
Os rebeldes Huthis do Iémen, que controlam a capital, Sanaa, desde 2014, não reivindicaram o ataque.
Israel afirma que Musk não vai ativar Starlink em Gaza sem aprovação
A Starlink é uma empresa de Internet por satélite operada pela SpaceX, propriedade de Musk, que facilita a prestação de serviços de Internet em regiões rurais e isoladas do mundo onde os terminais e cabos de Internet não são fortes.
Musk aterrou esta manhã em Telavive.
Numa publicação na rede social X, Shlomo Karhi, o ministro israelita, felicitou Musk "por ter chegado a um entendimento de princípio", segundo o qual "as unidades de satélite Starlink só podem ser operadas em Israel com a aprovação do Ministério das Comunicações israelita, incluindo a Faixa de Gaza".
“No momento em que o Estado de Israel luta contra o Hamas - ISIS, esta compreensão é vital, como o é para todos os que desejam um mundo melhor, livre do mal e do antissemitismo, para bem dos nossos filhos”, sublinhou.Elon Musk, I congratulate you for reaching a principle understanding with the Ministry of Communications under my leadership.
— 🇮🇱שלמה קרעי - Shlomo Karhi (@shlomo_karhi) November 27, 2023
As a result of this significant agreement, Starlink satellite units can only be operated in Israel with the approval of the Israeli Ministry of…
No mês passado, no âmbito dos ataques a Gaza, Israel destruiu torres de comunicação e cortou todas as ligações à Internet no enclave sitiado.
Chefe da Diplomacia chinesa vai a Nova Iorque para reunião na ONU
A pausa, que começou na sexta-feira, levou à libertação de dezenas de reféns pelo Hamas e, em simultâneo, à libertação por Israel de mais de 100 prisioneiros palestinianos.
A China sempre foi a favor de uma solução de dois Estados para o conflito israelo-palestiniano. O Presidente chinês, Xi Jinping, apelou à realização de uma "conferência internacional para a paz" para pôr termo aos combates.
Israel e Hamas preocupados com lista de pessoas libertadas esta segunda-feira
O funcionário acrescentou que os mediadores do Catar estão a trabalhar com Israel e o Hamas para resolver os problemas e evitar atrasos.
Israel. 43 países europeus e árabes debatem em Barcelona "situação crítica" no Médio Oriente
Israel e a Autoridade Palestiniana fazem parte da UpM, mas Telavive cancelou na sexta-feira a presença em Barcelona depois de a agenda inicial do encontro ter sido alterada e ter passado a ter como ponto único “a situação crítica em Israel e em Gaza-Palestina, assim como as consequências na região".
Telavive disse que UpM deveria ser "uma plataforma prática para fomentar a cooperação entre diferentes países em benefício de todos os povos do Mediterrâneo", mas corre agora “o risco de a transformar noutro fórum internacional em que os países árabes criticam Israel".
Este boicote frusta o objetivo do Governo espanhol, anfitrião dos fóruns da UpM, de fazer deste encontro uma plataforma de diálogo e de aproximação entre Israel e os países árabes, incluindo a autoridades palestiniana.
A decisão de Israel não estar em Barcelona coincidiu também com a visita do primeiro-ministro de Espanha, Pedro Sánchez, em conjunto com o homólogo da Bélgica, Alexander de Croo, na quinta e na sexta-feira, ao Médio Oriente, durante a qual ambos fizeram declarações que o Governo de Telavive considerou de "apoio ao terrorismo" do Hamas.
Sánchez e de Croo condenaram o ataque a Israel, em 07 de outubro, do grupo islamita radical Hamas, que controla a Faixa de Gaza, e pediram a libertação dos reféns israelitas, mas criticaram Israel pelo desrespeito pelo direito internacional, “a matança indiscriminada de civis inocentes” palestinianos e a “inaceitável destruição de Gaza” na operação militar de Telavive das últimas semanas neste território.
O Fórum Regional da UpM é co-presidido pelo chefe da diplomacia da UE, o espanhol Josep Borrell, e pelo ministro da Jordânia Ayman Safadi, que disse no sábado que Israel “não quer falar nem ouvir”.
“Vemos Israel a atacar todos os que não concordam com eles - secretário-geral [das Nações Unidas] Guterres, [o chefe da diplomacia europeia] Josep Borrell -, qualquer pessoa que não esteja a subscrever a agressão israelita ou mesmo quem esteja a apelar a um cessar-fogo”, disse Ayman Safadi, questionado pela Lusa após um encontro, em Amã, com os homólogos português, João Gomes Cravinho, e eslovena, Tanja Fajon, em Amã.
O encontro de hoje, segundo o ministro jordano, “vai permitir uma conversa franca e aberta, entre vizinhos e parceiros, sobre como terminar esta guerra e responder ao impacto humanitário catastrófico” e debater como avançar para um plano para a paz na região “de uma vez por todas”, acrescentou Ayman.
O ministro dos Negócios Estrangeiros português considerou “uma oportunidade perdida” o boicote de Israel à reunião da UpM, mas defendeu que não deve impedir o aprofundamento do “diálogo com os países árabes” em relação “ao ponto de chegada com o qual todos concordam, que é a solução de dois Estados, que vivem lado a lado e em paz e segurança”, disse à Lusa João Gomes Cravinho.
A solução de dois Estados [Israel e Palestina], sustentou, “é um objetivo que já não pode ser adiado”.
Fazem parte da UpM 43 países - os 27 da UE e mais 17 estados mediterrânicos da Europa, do Norte de África e do Médio Oriente, incluindo a Palestina, não reconhecido oficialmente como estado por todos os restantes.
A UpM foi criada em 2008 e é herdeira da Conferência Euro-mediterrânica, fundada em 2015 e conhecida como "processo de Barcelona", tendo como objetivo fomentar a cooperação na região euro-mediterrânica.
Cessar-fogo Gaza. Hamas disponível para prolongar tréguas
Netanyahu avisa que guerra vai "continuar até ao fim" do Hamas, mas admite prolongar trégua: um dia equivale a libertar mais dez reféns
Ponto de situação
- Cumpre-se esta segunda-feira o quarto e o último dia de cessar-fogo entre Israel e Hamas previsto no acordo para a libertação de reféns.
- Nas últimas horas, o Hamas propôs o prolongamento do cessar-fogo. O Hamas está de acordo em prolongar pelo menos mais dois dias, mas pode ir até aos quatro dias de tréguas.
- O cessar-fogo teve início na passada sexta-feira e para além da troca de reféns serviu também para reabastecer a faixa de Gaza com combustíveis e alimentos.
- O primeiro-ministro israelita admite estender o cessar-fogo se forem libertados mais 10 reféns todos os dias.
- O Presidente dos Estados Unidos diz que vai fazer esforços para prolongar o cessar-fogo.
- No total, foram libertados 39 reféns israelitas desde sexta-feira.
- Em troca até agora foram libertados 117 palestinianos presos em Israel. Nas próximas horas são esperadas novas trocas de reféns entre Hamas e Israel.