EUA reforçam segurança no Mar Vermelho após ataques Houthi
"Estamos a tomar medidas para organizar uma coligação internacional de resposta a esta ameaça", dissera antes o secretário da Defesa dos EUA esta segunda-feira, em Israel. "Estamos a fazer tudo o que podemos para garantir a liberdade de navegação na área".
À semelhança da Força de Trabalho 153, que já opera naquele país, a nova força de proteção destina-se a dar confiança aos armadores comerciais de que os ataques dos Houthi serão dominados e que a rota do Mar Vermelho se mantém segura.
Os Estados Unidos esperam poder reforçar uma força tarefa já existente que patrulha a rota do Mar Vermelho, incluída numa aliança marítima voluntária de 39 países.
"O que estamos a tentar fazer é fortalece-la, reforçá-la, e operacionalizá-la de uma forma que não tinha sido realizada antes destes ataques Houthi", afirmou o porta-voz da Segurança Nacional dos EUA, John Kirby, esta segunda-feira.
"Podem vir a proteger navios de ataques com mísseis ou drones, ou evitar que o navio seja desviado. Ou podem escolher escoltar navios. Uma alternativa que requer utilização intensiva de recursos", adiantou Mick Mulroy, um antigo especialista norte-americano em Defesa, ao Financial Times.
Os Estados Unidos ainda não afastaram a possibilidade de atacar alvos Houthi se as operações dos rebeldes iemenitas prosseguirem. O país irá tomar “a ação apropriada, num tempo e lugar da nossa escolha” afirmou um responsável norte-americano no início do mês.
Os ataques sucedem quando os navios navegam no estreito de Bad el-Mendeb na ponta sul do Mar Vermelho, quando se encontram ao alcance dos Houthi.
Desde o início da guerra, em outubro, as ações militares dos iemenitas contra o comércio mundial têm aumentado, com mais de 11 ataques registados só desde meados de novembro.
No domingo, os Estados Unidos afirmaram que um dos seus vasos de guerra, o USS Carney, tinha abatido 14 drones lançados pelo grupo rebelde, apontando o dedo ao Irão.
ONU apela à cessão "imediata" dos ataques a navios comerciais de Israel no Mar Vermelho
Israel ataca posto de exército sírio em resposta a lançamento de projéteis
"Tanques das Forças de Defesa de Israel atacaram um posto militar do exército Sírio", refere, em comunicado.
EUA reiteram apoio ao Governo israelita
Israel acusado de usar fome como arma de guerra
Hezbollah reivindica três novos ataques ao norte do país
Camião comercial privado entra em Gaza pela primeira vez desde o início da guerra
A entrada do camião no território é "um passo crucial para melhorar a vida dos palestinianos em Gaza", afirmou o porta-voz do Departamento de Estado, Matthew Miller, aos jornalistas.
"Não só ajuda humanitária, mas também bens comerciais, que podem ser vendidos em lojas e mercados".
Conselho de Segurança da ONU adia votação sobre cessar-fogo em Gaza
Hamas divulga vídeo de três reféns israelitas
Rei da Jordânia acredita no papel fundamental dos EUA para o fim da guerra
Dez ONG pedem "cessar-fogo imediato e duradouro" em Gaza
"O nosso apelo é coletivo e mundial para um cessar-fogo imediato", afirmam as ONG Oxfam, Médicos sem Fronteiras (MSF), Médicos do Mundo (MDM), Handicap International, Action Contre la Faim, Première Urgence International (PUI), Secours Islamique France, Federação Internacional dos Direitos Humanos, Amnistia Internacional e Comissão Católica contra a Fome e pelo Desenvolvimento (CCFD - Terre Solidaire), num comunicado.
"Desde os trágicos ataques de 07 de outubro em Israel, assistimos a uma guerra total" em Gaza, tendo "a catástrofe humanitária" dimensões "sem precedentes", prosseguem.
C/Lusa
Presidente do Egito debate com Guterres sobre esforços para cessar-fogo
Erdogan defende reconhecimento de Estado da Palestina com fronteiras de 1967
"É essencial reconhecer a Palestina como um Estado dentro das fronteiras de 1967", estabelecidas antes da Guerra dos Seis Dias, afirmou Erdogan, após uma reunião em Budapeste com o primeiro-ministro húngaro, Viktor Orbán.
O Presidente turco recordou que o seu país tem desenvolvido esforços diplomáticos "desde o primeiro dia" para evitar o alastramento do conflito e "estabelecer um cessar-fogo urgente" em Gaza.
"A comunidade internacional tem a responsabilidade de enviar uma mensagem a Israel e pôr fim aos massacres que estão a ocorrer", sublinhou Erdogan, em visita de um dia à capital húngara.
"No que diz respeito à guerra e à violência, os nossos amigos na Hungria e nós pensamos da mesma forma", acrescentou o Presidente turco.
Erdogan afirmou que, tal como no caso da Ucrânia, deve ser alcançado um acordo de paz o mais rapidamente possível.
Orbán recordou que, nos primeiros 11 meses do ano, o comércio bilateral atingiu 4 mil milhões de dólares, ultrapassando o total para 2022, afirmando que o objetivo é chegar aos 6 mil milhões.
Orbán destacou ainda as boas relações entre os dois governos e garantiu que "a Turquia é muito importante do ponto de vista da segurança da Hungria".
"Sem a Turquia não podemos travar a imigração", sublinhou o primeiro-ministro.
No fim da sua visita, Erdogan, Orbán e a Presidente húngara, Katalin Novák, irão participar num concerto de gala em honra do 100º aniversário das relações diplomáticas entre os dois países.
EUA pedem que autoridades israelitas deixem chegar mais ajuda a Gaza
ONU alerta para situação tensa e perigosa no sul do Líbano
Noruega vai enviar militares para o Mar Vermelho
EUA manifestam apoio "inabalável" a Israel
Austin disse ainda que Israel tinha “todo o direito” de se defender contra o Hamas, descrevendo este como um “grupo terrorista fanático” cujo propósito declarado era “assassinar judeus e erradicar o Estado judeu”.
"O Hamas ainda mantém reféns, incluindo cidadãos norte-americanos. O Hamas incorpora-se e esconde-se atrás de civis palestinianos inocentes. O Hamas não fala pelo povo palestiniano.
Os EUA garantem que vão continuar a pressionar “incansavelmente” pelo regresso seguro dos reféns em Gaza e a ajudar Israel nos esforços para os trazer para casa, disse Austin, acrescentando que a questão continua a ser uma “prioridade máxima” para os EUA e Joe Biden.
Israel rebate críticas sobre mortes de civis e ajuda humanitária
“Abortamos os ataques quando vemos uma presença civil inesperada. Escolhemos a munição adequada para cada alvo, para que não cause danos desnecessários”, disse Daniel Hagari, porta-voz do Exército israelita, numa mensagem de vídeo, citada pelas agências internacionais.
“Usamos muitas medidas para tentar minimizar os danos e o sofrimento aos civis (…). Alertamos os civis antes dos ataques, sempre que possível, também recomendamos que os civis se afastem temporariamente das áreas de intensos combates”, acrescentou.
C/Lusa
Defesa israelita acusa Irão de financiar, apoiar e treinar Hamas
Contudo, pretende menter "o direito de tomar todas as medidas necessárias para defender a nossa soberania e os nossos cidadãos”.
Perante a comunicação internacional e os parceiros norte-americanos, Gallant acusou o Irão de apoiar os grupos terroristas envolvidos no conflito israelo-palestiniano.
“O Hamas, o Hezbollah e os Houthis são financiados, apoiados e treinados por uma fonte do mal: o Irão”, apontou.
“Infelizmente, esta é apenas uma tentativa secundária, porque a principal é tentar adquirir capacidades nucleares”.
“Conhecemos as suas ações e sabemos como nos defender”, concluiu, agradecendo o apoio manifestado pelos Estados Unidos.
19.453 mortos em ataques israelitas na Faixa de Gaza
Houthis reivindica responsabilidade pelos ataques a dois navios no Mar Vermelho
O porta-voz militar do grupo, Yahya Sarea, afirmou num comunicado publicado no X que os ataques foram efetuados por drones navais.
بيان صادر عن القوات المسلحة اليمنية
— العميد يحيى سريع (@army21ye) December 18, 2023
بسم الله الرحمن الرحيم
قال تعالى: { فَقَـٰتِلُوۤا۟ أَئمَّةَ ٱلۡكُفۡرِ إِنَّهُمۡ لَاۤ أَیۡمَـٰنَ لَهُمۡ لَعَلَّهُمۡ یَنتَهُونَ } صدق الله العظيم
انتصاراً لمظلومية الشعب الفلسطيني الذي يتعرض في هذه الأثناء للقتل والتدمير والحصار في قطاع غزة…
Os ataques foram realizados por drones navais, "em solidariedade com o povo palestiniano face à agressão contra Gaza", acrescentou.
Crescente Vermelho Palestiniano recebeu mais de de quatro mil camiões em quase dois meses
Josep Borrell apela a pausa humanitária
"Estamos a assistir a uma terrível falta de distinção na operação militar israelita em Gaza, escreveu na rede social X.
Segundo Borrell, “reféns israelitas e centenas de outros civis morreram nas últimas operações miliares. Isto tem de acabar – é urgente uma pausa humanitária”.The Holy Family church and the Charity Convent, shelters for displaced people, were attacked.
— Josep Borrell Fontelles (@JosepBorrellF) December 18, 2023
Worshippers, three Israeli hostages, and hundreds of other civilians have died during the most recent military operations.
This must stop - a humanitarian pause is urgently needed.
Navio atingido por objeto “não identificado” no Mar vermelho
"Felizmente, não houve ferimentos em nenhum membro da tripulação indiana, e o navio relatou danos limitados à embarcação", revelou a Inventor Chemical Tankers da Noruega em um comunicado.
O incidente ocorre depois de uma série de companhias de navegação terem suspendido o trânsito na região na sequência de ataques do grupo Houthi do Iémen.
BP suspende carregamentos de petróleo e gás
A BP torna-se a primeira companhia petrolífera a suspender diretamente a sua própria navegação, depois de cinco grandes empresas de navegação terem suspendido a passagem dos seus navios pelas águas entre a Ásia e a África que ligam a Ásia à Europa.
As empresas tentaram proteger os seus navios depois dos ataques montados pelos Houthis em protesto contra os esforços de Israel para atacar o Hamas em Gaza. Estes ataques incluíram um ataque a um navio de guerra dos EUA e navios comerciais foram alvo de fogo ao largo da costa do Iémen.
Bruxelas lança processo contra X por difusão de conteúdos ilegais sobre conflito no Médio Oriente
"A Comissão Europeia deu início a um procedimento formal para avaliar se o X poderá ter violado a Lei dos Serviços Digitais em domínios relacionados com a gestão de riscos, a moderação de conteúdos, os padrões obscuros, a transparência da publicidade e o acesso dos investigadores aos dados", indica Bruxelas em comunicado hoje divulgado.
Tendo por base uma investigação preliminar e dados mencionados em relatórios do X, o executivo comunitário decidiu, por isso, "dar início a um procedimento formal de infração" para investigar, entre outros aspetos, "a difusão de conteúdos ilegais no contexto dos ataques terroristas do Hamas contra Israel".
Uma vez que a nova Lei dos Serviços Digitais obriga as plataformas a atuarem perante este tipo de conteúdos ilegais, devendo fazer uma moderação de conteúdos e combater a manipulação, a instituição vai agora fazer uma "investigação aprofundada com caráter prioritário" às medidas adotadas.
Em concreto, Bruxelas vai recolher provas e informações adicionais e, caso se se comprovarem as falhas, pode sancionar o X.
As empresas que não cumprem esta nova legislação podem ter coimas proporcionais à sua dimensão, sendo que as companhias de maior dimensão podem ser sancionadas até 6% do seu volume de negócios global.
Com 112 milhões de utilizadores ativos mensais na UE, o X é o primeiro alvo de procedimentos formais ao abrigo da nova legislação.
A UE tornou-se, desde final de agosto passado e após um período de adaptação, a primeira jurisdição do mundo com regras para plataformas digitais como X (anterior Twitter) e Facebook, que passarão a ser obrigadas a remover conteúdos ilegais.
Estas obrigações devem-se à entrada hoje em vigor da Lei dos Serviços Digitais na UE, no âmbito da qual a Comissão definiu 19 plataformas em linha de muito grande dimensão, com 45 milhões de utilizadores ativos mensais, que terão de cumprir as novas regras, entre as quais AliExpress, Amazon, Apple AppStore, Booking.com, Facebook, Google Play, Google Maps, Google Shopping, Instagram, LinkedIn, Pinterest, Snapchat, TikTok, Twitter, Wikipedia, YouTube e Zalando.
Acrescem dois motores de pesquisa de muito grande dimensão, como Bing e a ferramenta de busca da Google.
A nova Lei dos Serviços Digitais foi criada para proteger os direitos fundamentais dos utilizadores `online` e tornou-se numa legislação inédita para o espaço digital que responsabiliza plataformas por conteúdos ilegais e prejudiciais, nomeadamente desinformação.
Porta-voz alega que Governo israelita está a tentar "proteger civis" na ofensiva sobre a Faixa de Gaza
"O problema é que eles estão deliberadamente a esconder-se debaixo de infraestruturas civis, em total violação da lei humanitária e qualquer norma de humanidade", afirmou o porta-voz de Telavive, ouvido no programa "Today", da BBC Radio 4, referindo-se ao Hamas.
"De forma a apanhar os terroristas que estão a esconder-se no subsolo, debaixo de escolas e hospitais, estamos a exortar os civis e saírem das zonas de perigo", acrescentou.
Parlamento israelita cancela atualizações salariais para responsáveis do Governo e funcionários públicos em contexto de guerra
Reféns abatidos por tropas de Israel tinham panos com pedidos de socorro em hebraico
Os três homens saíram de um prédio sem camisa. Um deles transportava uma vara com um pano branco, ficando a poucas dezenas de metros das IDF.
Durante o funeral de Shamriz, no domingo, a mãe, Dikla, permaneceu de pé sobre o caixão coberto com uma bandeira israelita. Perante a dor da perda, Dikla descreveu o filho como forte, determinado, inteligente: “Foste um herói. Sobreviveste 70 dias no inferno. Eu sei que tu nos sentiste durante esse tempo da mesma forma nós te sentimos. Era mais um bocado e tu estarias nos meus braços”.Mais de 100 reféns israelitas permanecem na Faixa de Gaza mantidos incomunicáveis. Cresce a pressão sobre Israel para um acordo que permita a libertação de mais reféns.
O acordo do mês passado levou à libertação de mais de 100 reféns, em troca de palestinianos detidos em prisões israelitas.
O primeiro-ministro Benjamin Netanyahu desviou os apelos e insistiu que “a pressão militar é necessária tanto para o regresso dos reféns como para a vitória”.
No campo de refugiados do norte de Gaza, procura-se ainda 20 a 30 pessoas que terão ficado debaixo de escombros
As tropas do Estado hebraico têm operado no interior e em redor deste local nas últimas duas semanas.
Secretário da Defesa dos EUA avista-se nas próximas horas com homólogo israelita, Yoav Gallant, e primeiro-ministro Benjamin Netanyahu
Última vaga de bombardeamentos aéreos de Israel sobre o campo de refugiados de Jabalia, no norte de Gaza, fez pelo menos 110 vítimas mortais
Televisão estatal do Irão confirma paragem de quase 70% das bombas de combustível do país
Recorde-se que o grupo de piratas informáticos Gonjeshke Darande, conotado com Israel, reivindicou um ciberataque à rede de gasolineiras do Irão.
Reino Unido, Alemanha e França, três dos aliados de Israel, juntam-se a coro de apelos a cessar-fogo na Faixa de Gaza
Por sua vez, a ministra francesa dos Negócios Estrangeiros, Catherine Colonna, enfatizou que "estão a morrer demasiados civis".
Ciber-diretório Nacional do Estado hebraico acusa Irão e Hezbollah de tentativa de ataque informático ao Centro Médico Ziv
"Num esforço conjunto por parte do Ciber-diretório, as Forças de Defesa de Israel, o Shin Bet, o Ministério da Saúde e equipas hospitalares, o ataque foi parado antes de ter atingido o objetivo de perturbar as operações do hospital e prejudicar o tratamento médico de civis", adianta o diretório israelita em comunicado citado na edição online do Times of Israel.
Londres alerta para nova ação armada no estreito de Bab el-Mandeb
A Marinha de Guerra do Reino Unido (Royal Navy) "recebeu um relatório de um incidente nas imediações de Bab al Mandeb, a 30 milhas a sul do porto de Mokha, no Iémen", acrescentando ter sido registada "eventualmente" uma "explosão na água a cerca de duas milhas de um dos navios", sem dar mais detalhes.
Mais uma vez, Londres aconselhou os navios da marinha mercante a navegarem com "cautela" pela via marítima, uma das mais importantes do mundo.
Até ao momento, a ação não foi reivindicada.
Na sexta-feira, os grupos de navegação Maersk e Hapag-Lloyd anunciaram a suspensão temporária da navegação através do Canal do Suez e do Mar Vermelho, depois de vários navios terem sido atacados nos últimos dias ao largo da costa do Iémen.
Outros grupos de navegação aderiram à suspensão temporária sem especificar uma data para o reinício da navegação através desta rota.
Os Houthis lançaram várias rajadas de mísseis e drones contra o sul de Israel nos últimos dois meses, bem como contra navios com bandeira israelita ou propriedade de empresas de Israel no Mar Vermelho e no Estreito de Bab al Mandeb.
A última sexta-feira foi o dia mais violento para a navegação internacional na zona, depois de pelo menos três navios terem sido atacados, dois dos quais reivindicados pelos Houthis, movimento apoiado pelo Irão.
Piratas informáticos alegam ter paralisado postos de combustível no Irão
(1/2) We, Gonjeshke Darande, carried out another cyberattack today, taking out a majority of the gas pumps throughout Iran. This cyberattack comes in response to the aggression of the Islamic Republic and its proxies in the region.
— Gonjeshke Darande (@darandegonjeshk) December 18, 2023
Khamenei, playing with fire has a price.
"Este ciberataque é uma resposta à agressão da República Islâmica e afiliados na região. Khamenei, brincar com o fogo tem um preço", clama o mesmo grupo em comunicados em persa e inglês.
Conselho de Segurança da ONU vai votar texto que apela a "cessação de hostilidades urgente e sustentável"
O novo projeto de resolução é submetido por países árabes, mas a formulação partiu dos Emirados Árabes Unidos. Neste texto, apela-se a "uma cessação de hostilidades urgente e sustentável para permitir o acesso humanitário seguro e sem obstáculos à Faixa de Gaza". Reafirma ainda o apoio a uma solução de dois Estados, Israel e Palestina, sublinhando "a importância de unificar a Faixa de Gaza e a Cisjordânia sob a a Autoridade Palestiniana".
Fontes diplomáticas, citadas pelas agências internacionais, indicaram nas últimas horas que o texto foi objeto de discussões ao longo do fim de semana, numa tentativa de evitar novo impasse.
Human Rights Watch acusa Governo israelita de "utilizar a fome de civis como método de guerra"
- Responsáveis pelo sector da saúde na Faixa de Gaza adiantam que pelo menos 90 palestinianos morreram em nova vaga de bombardeamentos aéreos levados a cabo por Israel sobre o campo de refugiados de Jabalia. Os ataques terão atingido um bloco residencial onde habitavam duas famílias;
- O primeiro-ministro de Israel, Benjamin Netanyahu, reafirma que a guerra contra o Hamas é para levar até ao fim. Apesar dos apelos insistentes da comunidade internacional no sentido de um cessar-fogo em Gaza, intensificam-se as operações militares e aumenta o desespero da população;
- A Human Rights Watch acusa o Governo israelita de "utilizar a fome de civis como método de guerra" na Faixa de Gaza ocupada, o que configura um crime de guerra. "As forças israelitas estão a bloquear deliberadamente o fornecimento de água, alimentos e combustível, impedindo deliberadamente a assistência humanitária, aparentemente arrasando zonas agrícolas e privando a população civil de objetos indispensáveis à sua sobrevivência", escreve a organização não-governamental de defesa dos Direitos Humanos em comunicado citado pela agência Lusa;
- Pela primeira vez, assistência humanitária das Nações Unidas entrou diretamente em Gaza. Camiões oriundos do Egito foram esvaziados por multidões em desespero na Faixa de Gaza. Segundo a Agência da ONU para os Refugiados Palestinianos, é quase impossível proceder a uma distribuição ordeira do material humanitário;
- O secretário da Defesa norte-americano, Lloyd Austin, deverá encontrar-se esta segunda-feira com responsáveis israelitas. Reino Unido, França e Alemanha reforçaram entretanto os apeços internacional a um cessar-fogo na Faixa de Gaza;
- O ataque desencadeado a 7 de outubro pelo Hamas contra Israel fez 1.200 mortos. A subsequente contraofensiva das Forças de Defesa de Israel matou já mais de 18.700 pessoas e feriu outras 50 mil, de acordo como Ministério da Saúde da Faixa de Gaza.