Irmão de refém luso-israelita pede ajuda ao Governo português
Aumentam os ataques a navios no Mar Vermelho
Israel quer expandir operação militar em Gaza
Votação no Conselho de Segurança da ONU novamente adiada
Estados Unidos, NATO e UE condenam ataques Houthi no Mar Vermelho
Os signatários "abstêm-se de facilitar ou encorajar os Houthis. Não há justificação para estes ataques, que afetam muitos países para além das bandeiras sob as quais estes navios navegam".
Exército israelita tomou de assalto mais um hospital em Gaza
"A intrusão do Exército de ocupação colocou o hospital fora de serviço. Não podemos receber doentes, nem feridos", disse.
Exército diz ter encontrado 1.500 túneis do Hamas na ofensiva em Gaza
Essa unidade, o comando de elite Shaldag da Força Aérea israelita, procura nos túneis postos de comando e instalações utilizadas pelo Hamas para combater, de acordo com o comunicado.
"A guerra subterrânea é uma estratégia de combate usada pelo Hamas", declarou o Exército israelita que repetidamente denuncia que os túneis se situam debaixo de "escolas, hospitais, mesquitas, instalações das Nações Unidas e instituições civis".
A 07 de outubro, combatentes do Movimento de Resistência Islâmica (Hamas) -- desde 2007 no poder na Faixa de Gaza e classificado como organização terrorista pelos Estados Unidos, a União Europeia e Israel -- realizaram em território israelita um ataque de proporções sem precedentes desde a criação do Estado de Israel, em 1948, fazendo 1.139 mortos, na maioria civis, segundo o mais recente balanço das autoridades israelitas, e cerca de 250 reféns.
Em retaliação, Israel declarou uma guerra para "erradicar" o Hamas, que começou por cortes ao abastecimento de comida, água, eletricidade e combustível na Faixa de Gaza e bombardeamentos diários, seguidos de uma ofensiva terrestre ao norte do território e que entretanto se estendeu também ao sul.
A guerra entre Israel e o Hamas, que hoje entrou no 74.º dia e continua a ameaçar alastrar a toda a região do Médio Oriente, fez até agora na Faixa de Gaza mais de 19.600 mortos, na maioria civis, e mais de 52.500 feridos, de acordo com o último balanço das autoridades locais, e cerca de 1,9 milhões de deslocados, segundo a ONU, mergulhando o enclave palestiniano sobrepovoado e pobre numa grave crise humanitária.
Na Cisjordânia e em Jerusalém Oriental, mais de 280 palestinianos foram mortos desde 07 de outubro pelas forças israelitas e em ataques perpetrados por colonos.
Votação do Conselho de Segurança novamente adiada
A votação, inicialmente marcada para a tarde de segunda-feira, deveria ocorrer esta terça-feira mas foi novamente adiada. De acordo com a Associated Press, os Estados Unidos pediram mais tempo.
O porta-voz do Departamento de Estado dos EUA, Matthew Miller, indicou que os EUA ainda se estão a envolver de forma "construtiva” com outros membros do Conselho de Segurança sobre o texto. O responsável não adiantou, no entanto, quaisquer detalhes.
O projeto de resolução em cima da mesa pedia uma “cessação urgente e sustentável das hostilidades”.
Conselho de Segurança da ONU prepara-se para votar resolução a pedir o fim das hostilidades em Gaza
Londres pede a Telavive "abordagem mais cirúrgica" contra Hamas
O ministro afirmou que, de acordo com os israelitas, o número de vítimas civis no sul da Faixa de Gaza é menor do que no norte, apelando às forças israelitas para que se esforcem mais neste sentido.
Cameron e a sua homóloga alemã, Annalena Baerbock, escreveram um artigo conjunto, publicado no Sunday Times, onde apelaram a um "cessar-fogo duradouro" em Gaza, afirmando que "demasiados civis foram mortos" no conflito.
No âmbito de um cessar-fogo duradouro, Cameron afirmou hoje que o fim dos combates "não se torna duradouro se o Hamas continuar a controlar parte de Gaza".
"As pessoas dizem que eu quero um cessar-fogo e uma solução de dois Estados. As duas coisas não podem acontecer. Não se pode esperar que os israelitas adotem uma solução de dois Estados, com o Hamas a controlar parte do que seria a Palestina", afirmou Cameron.
"Uma solução duradoura significa que o Hamas já não representa uma ameaça para Israel, que já não é capaz de fazer o que fez a 7 de outubro", concluiu o chefe da diplomacia britânica.
Em Londres, o primeiro-ministro britânico, Rishi Sunak, foi questionado se considerava que a resposta de Israel violava o direito internacional.
"Estão a morrer demasiados civis, mas isso não é o mesmo que dizer que o direito humanitário foi violado", afirmou Sunak.
O "cessar-fogo duradouro" defendido pelo Reino Unido não pode ser alcançado "se continuarem a ser feitos reféns" pelo Hamas e se o movimento islamita, "cujo objetivo declarado é destruir Israel, continuar a poder operar em túneis e lançar ataques de foguetes contra Israel", acrescentou.
A guerra entre Israel e o Hamas foi desencadeada por um ataque de grandes proporções e sem precedentes realizado em 7 de outubro pelo movimento islamita palestiniano contra Israel.
Cerca de 1.200 pessoas, a maioria das quais civis, foram mortas neste ataque, de acordo com números oficiais israelitas, e mais de 250 pessoas foram levadas à força para Gaza, das quais cerca de 100 já foram libertadas.
Após o ataque, Israel prometeu "aniquilar" o Hamas e tem bombardeado regularmente o enclave palestiniano, além de ter bloqueado o acesso a bens essenciais como água, medicamentos e combustível.
De acordo com as autoridades palestinianas de Gaza, controladas pelo Hamas, os bombardeamentos israelitas já provocaram quase 20 mil mortos, a maioria dos quais mulheres, crianças e adolescentes.
Israel bombardeou sede da UNRWA em Gaza
França. Operações no Mar Vermelho permanecem sob comando nacional
A declaração surge após os apelos dos Estados Unidos para criar uma coligação para lidar com a ameaça dos ataques Houthis do Iémen.
"Apelamos à coordenação mais ampla possível entre os parceiros da região e as várias nações envolvidas para preservar a liberdade dos movimentos marítimos", adianta o Ministério francês da Defesa.
No entanto, acrescenta, as operações francesas "permanecerão sob comando nacional e garantirão a nossa liberdade de ação".
Na segunda-feira, o secretário norte-americano da Defesa, Lloyd Austin, anunciou o reforço de segurança no Mar Vermelho após uma vaga recente de ataques a navios mercantes lançados a partir do Iémen por rebeldes Houthis, apoiados pelo Irão.
O reforço da operação conta com o contributo do Reino Unido, Bahrain, Canadá, França, Itália, Países Baixos, Noruega, ilhas Seychelles e Espanha.
De acordo com o responsável norte-americano, os vários países irão
Hamas rejeita negociações sobre reféns durante a guerra
"Afirmamos a nossa posição de rejeitar categoricamente a realização de qualquer forma de negociação sobre a troca de prisioneiros durante a guerra genocida israelita", afirmou Basem Naem.
"Estamos, no entanto, abertos a qualquer iniciativa que contribua para pôr fim à agressão contra o nosso povo e abrir as passagens para trazer ajuda e proporcionar alívio ao povo palestiniano", acrescentou.
Presidente israelita propõe segunda trégua em Gaza para recuperar reféns
Ataques no Mar Vermelho. Mudança de rota provoca receio de aumento de preço do petróleo
Na sequência dos ataques dos rebeldes Houthis a vários navios ao largo da costa do Iémen nos últimos dias, grandes transportadoras marítimas como a MSC (Itália/Suíça), Maersk (Dinamarca) ou a Hapag-Lloyd (Alemanha) anunciaram a suspensão temporária da navegação através do Mar Vermelho, delimitado a norte pelo Canal do Suez e a sul pelo estratégico Estreito de Bab al-Mandeb, que separa a Península Ibérica do continente africano. Também a gigante petrolífera britânica BP anunciou a suspensão de todo o trânsito no Mar Vermelho na segunda-feira.
A rota do Mar Vermelho é considerada uma “autoestrada do mar” que liga o Mediterrâneo ao Oceano Índico e, consequentemente, a Europa à Ásia, e é responsável por 12 por cento do comércio mundial, segundo a Câmara Internacional do Transporte Marítimo (ICS, na sigla em inglês), sediada em Londres.
Todos os anos cerca de 20 mil navios passam pelo Canal do Suez, o ponto de entrada e saída a norte dos navios que atravessam o Mar Vermelho.
Como alternativa a esta rota fundamental, os navios deverão passar à volta do Cabo da Boa Esperança, no extremo sul de África, o que significa um aumento de “seis dias à viagem de um navio médio da Ásia para a Europa e poderia acrescentar entre 300 a 400 mil dólares ao custo do combustível”, salientou Andreas Krieg, professor no King’s College of London.
Uma das maiores companhias marítimas do mundo, a Maersk, anunciou na terça-feira que vai redirecionar alguns dos seus navios para esta rota, depois de na segunda-feira também a petrolífera BP ter optado por esta solução na segunda-feira.
“O que vai ser muito interessante é se os petroleiros continuarem a redirecionar-se e, obviamente, ontem vimos a BP começar a redirecionar alguns dos seus navios em torno do Cabo da Boa Esperança também”, disse à BBC Radio 4 Richard Meade, editor-chefe do jornal de navegação Llyod’s List.
Apesar de até ao momento as alterações no preço do petróleo terem sido mínimas, tendo o preço subido um por cento na segunda-feira, e mantendo-se estável na terça-feira, com o crude de referência Brent a negociar a cerca de 78 dólares (71 euros) por barril, o desvio dos navios ameaça afetar mais do que o aumento do preço do petróleo. "É um mercado muito mais equilibrado que pode ter sérias implicações para a cadeia de abastecimento global", acrescentou Richard Meade.
De acordo com Paul Tourret, as mercadorias mais afetadas seriam “tudo o que se consome na primavera ou no início do verão”. No entanto, o atraso em toda a cadeia de abastecimento da indústria poderá causar outras dificuldades, nomeadamente os custos de combustível e de seguro para o transporte marítimo, como explicou à BBC Marco Forgiona, diretor-geral do Instituto de Exportação e Comércio Internacional: “Depois temos o problema de os navios estarem no lugar errado, os contentores estarem no lugar errado e temos o potencial de congestionamento nos portos e mais atrasos”.
A perturbação no comércio internacional marítimo levou os Estados Unidos a lançarem uma operação naval, apoiada por Reino Unido, Canadá, França, Itália, Bahrein, Noruega, Países Baixos, Seychelles e Espanha, para proteger os navios na rota do Mar Vermelho. "É por isso que hoje (segunda-feira) estou a anunciar a criação da Operação Prosperity Guardian", declarou o secretário norte-americano da Defesa, Lloyd Austin.
O principal porta-voz dos Houthis, Mohammed Abdelsalam, concordou, afirmando também no antigo Twitter que os rebeldes iemenitas estavam a agir em "solidariedade com o povo palestiniano e contra o bloqueio da Faixa de Gaza".
"Não se trata de uma demonstração de força nem de um desafio a ninguém", afirmou, acrescentando que "a aliança formada tem por objetivo proteger Israel". O porta-voz dos Houthis considerou que "os povos da região têm o direito de apoiar o povo palestiniano (...) tal como a América, que se arrogou o direito de apoiar Israel".
Hospital árabe al-Ahli, no norte da Faixa de Gaza, deixou de funcionar
O exército israelita cercou o hospital na cidade de Gaza, prendendo vários médicos, enfermeiros e feridos, e destruindo parte do recinto, afirmou à AFP o diretor do hospital, o médico Fadel Naïm.
"A intrusão do exército de ocupação paralisou o hospital. Não podemos receber nem doentes nem feridos", acrescentou.
Quatro pessoas feridas na segunda-feira por fogo israelita quando se encontravam no hospital morreram hoje, anunciou.
O Al-Ahli Arab, também conhecido como Hospital Batista, já tinha sido danificado por uma explosão no seu parque de estacionamento, em 17 de outubro, que as autoridades do Hamas disseram ter matado mais de 400 pessoas.
O Hamas atribuiu a explosão a um ataque israelita, o que Israel negou, afirmando ter "provas" de que se tratava de um atentado da Jihad Islâmica Palestiniana.
Ashraf al-Qidreh, porta-voz do Ministério da Saúde do governo do Hamas, afirmou também na terça-feira que um outro hospital no norte da Faixa de Gaza, al-Awda, situado em Jabaliya, tinha sido transformado "num quartel" pelo exército israelita.
O exército israelita detém 240 pessoas no hospital, "incluindo 80 enfermeiros e 40 pacientes", e prendeu o seu diretor, acrescentou.
Já o Al-Shifa, o maior complexo hospitalar da Faixa de Gaza, está atualmente a funcionar com uma capacidade mínima e com uma equipa muito reduzida, depois de ter sido alvo, em novembro, de uma grande operação do exército israelita, que acusa o Hamas de o utilizar como centro de comando.
60 por centos das infraestruturas de Gaza destruídas ou danificadas
A agência das Nações Unidas que responde às necessidades dos refugiados palestinianos afirmou também que mais de 90 por cento da população de Gaza foi deslocada.
Over 60% of the infrastructure in📍#Gaza has been destroyed or damaged.
— UNRWA (@UNRWA) December 19, 2023
More than 90% of the Gazan population have been displaced.
This is a staggering and unprecedented level of destruction and forced displacement, taking place in front of our eyes. pic.twitter.com/xA2pteoFrE
"Trata-se de um nível de destruição e de deslocação forçada surpreendente e sem precedentes, que ocorre diante dos nossos olhos", declarou a UNRWA.
Médicos Sem Fronteiras afirmam que palestinianos estão encurralados no sul
"No hospital Nasser [em Khan Younis, no sul de Gaza], o departamento de urgências está completamente cheio e os novos pacientes estão a ser tratados no chão", afirmou a instituição num comunicado na rede social X.
After 2 months of war, Gazans are now cornered in the south, where Israeli strikes on what was supposed to be a safe zone prove that nowhere is safe.
— MSF International (@MSF) December 19, 2023
At Nasser hospital, the emergency department is completely full and new patients are being treated on the floor...
"Os médicos estão a passar por cima de corpos de crianças mortas para tratar outras crianças que vão morrer de qualquer maneira", disse Chris Hook, líder da equipa médica de MSF em Gaza.
"Os poucos sortudos que sobrevivem têm ferimentos que mudam suas vidas. Muitas pessoas feridas sofrem de queimaduras extremas, fraturas graves que não cicatrizam corretamente e que podem vir a exigir amputações", acrescentou Hook.
OMS classifica situação nos hospitais de Gaza como "incrível"
Foto: Mohammed Salem - Reuters
Também o porta-voz da Unicef, James Elder, afirmou estar furioso com o facto de haver crianças a recuperar, por exemplo, de amputações e que acabam por ser mortas nos hospitais, vítimas de bombardeamentos.
Por sua vez, o Hamas anunciou esta terça-feira de manhã ter disparado vários rockets na direção de Israel, tendo a capital Telavive acionado as sirenes de alarme.
Doenças ameaçam matar mais crianças em Gaza
O porta-voz da UNICEF, James Elder, escreveu no X: "Sem água potável, alimentos e saneamento suficientes, que só um cessar-fogo humanitário pode trazer - as mortes de crianças devido a doenças podem ultrapassar as mortes causadas pelos bombardeamentos".
“Without sufficient safe water, food and sanitation that only a humanitarian ceasefire can bring - child deaths due to disease could surpass those killed in bombardments.”
— UNICEF (@UNICEF) December 19, 2023
UNICEF spokesperson James Elder on the situation of children and families in Gaza.
Agências da ONU exprimem desagrado com situação da infraestrutura de saúde da Faixa de Gaza
Ainda segundo Elder, o hospital Nasser, maior unidade ainda a funcionar na Faixa de Gaza, foi atingido pela artilharia israelita por duas vezes em 48 horas.
"Inacreditável" é o adjetivo empregue por Margaret Harris, porta-voz da Organização Mundial da Saúde, para descrever a situação dos hospitais de Gaza, em declarações citadas pela agência Reuters.
Ministério da Saúde da Faixa de Gaza revê balanço de vítimas do último bombardeamento israelita: 13 mortos e 75 feridos
Na véspera, uma outra vaga de bombardeamentos sobre o maior campo de refugiados do norte de Gaza havia provocado pelo menos 110 mortos.
Houthis ameaçam realizar ataques no Mar Vermelho a cada 12 horas
"Quanto às operações navais, elas estão em pleno andamento e talvez não passem 12 horas sem uma operação", disse o porta-voz do grupo, Mohammed Abdelsalam, à Al Jazeera TV.
O grupo intensificou os ataques com mísseis e drones que começou no mês passado contra navios internacionais em resposta ao ataque de Israel à Faixa de Gaza.
Ataques dos rebeldes do Iémen no Mar Vermelho são uma “ameaça” ao comércio internacional, diz Pentágono
“Austin condenou os ataques Houthi ao transporte marítimo internacional e ao comércio global como sem precedentes e inaceitáveis, enfatizando que estes ataques ameaçavam o livre fluxo do comércio”, disse o secretário de imprensa do Pentágono, o major-general Pat Ryder, num comunicado de imprensa.
O Reino Unido também alertou para a deterioração da segurança no Mar Vermelho, anunciando que o contratorpedeiro HMS Diamond da Marinha Real se juntaria a uma nova aliança internacional para proteger o transporte marítimo na região.
Os rebeldes do Iémen, apoiados pelo Irão, disseram esta terça-feira que não iriam abdicar das ações contra navios mercantes no Mar Vermelho, apesar de os Estados Unidos terem anunciado a criação de uma nova aliança de proteção marítima.
“Mesmo que a América mobilize o mundo inteiro, as nossas operações militares não irão parar, não importa os sacrifícios que isso nos custe”, disse Mohammed al-Bukhaiti, um alto funcionário Houthi, na rede social X.
Mohammed al-Bukhaiti acrescentou que estes ataques só irão parar “se Israel parar com os seus crimes e os alimentos, medicamentos e combustível chegarem à população” da Faixa de Gaza.
O principal porta-voz dos Houthis, Mohammed Abdelsalam, concordou com as declarações de al-Bukhaiti, afirmando que os rebeldes do Iémen estão a agir em “solidariedade com o povo palestiniano e contra o bloqueio da Faixa de Gaza”.
Onda de rockets lançados pelo Hamas faz acionar sirenes em Telavive
Israel afirma ter matado “financiador do Hamas” em Rafah
Segundo as FDI, Farwanah e o irmão tinham uma empresa pela qual transferiam o dinheiro para a organização terrorista.
“A ala militar do Hamas depende destes fundos transferidos através de financiadores e as suas capacidades são consequentemente diminuídas sem eles”, afirmam as FDI, acrescentando que "Ferwana transferiu fundos para a ala militar do Hamas durante a guerra e estava ciente de que esses fundos seriam vitais para continuar a sua capacidade de luta”.
As Forças de Defesa de Israel explicam que "os fundos foram utilizados para o fortalecimento militar, para pagar os salários dos terroristas e para financiar as atividades de guerra do Hamas em todas as suas formações".
Exército israelita diz ter descoberto um engenho no interior de uma clínica do bairro de Shejaiya, em Gaza
צוות הקרב החטיבתי 55 ביצע פשיטות משולבות על תשתיות טרור בחאן יונס ובמהלכן חיסלו הלוחמים בירי מחבל אשר שיגר נ"ט מסוג RPG לעבר הכוח. הלוחמים איתרו מחסן אמצעי לחימה ובו מטעני חבלה, נשקים ורימונים>> pic.twitter.com/FDbrqyJMFw
— צבא ההגנה לישראל (@idfonline) December 19, 2023
A aviação israelita atingiu ainda um edifício que estaria a servir de abrigo a operacionais do movimento radical palestiniano em Gaza.
A sul, em Khan Younis, as Forças de Defesa de Israel afirmam ter abatido um combatente palestiniano armado como um RPG.
Campo de refugiados do norte de Gaza voltou a ser atingido, esta manhã, pelos bombardeamentos israelitas
Negociador dos rebeldes do Iémen garante que grupo apoiado pelo Irão não vai alterar postura no Mar Vermelho
De acordo com Abdulsalam, tal aliança é "essencialmente desnecessária", uma vez que as águas adjacentes ao Iémen são, nas suas palavras, seguras. Com a exceção dos navios israelitas ou que se dirijam a Israel, face à "guerra injusta e agressiva contra a Palestina".
Dez países aceitam formar coligação para proteger tráfego marítimo mercante de ataques de rebeldes do Iémen
Em comunicado, o Departamento de Defesa dos Estados Unidos indicou ter conseguido formar uma aliança de dez países, incluindo Canadá, Bahrain, França, Noruega, Espanha e Seychelles, para levar a cabo a Operação Guardião da Prosperidade. Isto depois de o gigante petrolífero BP ter anunciado uma pausa em todos os carregamentos no Mar Vermelho.
Entretanto, um grupo de transportes marítimos do Reino Unido reportou um "incidente" à entrada do Mar Vermelho, num aparente novo ataque por parte dos rebeldes iemenitas apoiados pelo Irão.
UKMTO WARNING 016/DEC/2023
— United Kingdom Maritime Trade Operations (UKMTO) (@UK_MTO) December 19, 2023
INCIDENThttps://t.co/a6eYax4Zi0#MaritimeSecurity #MarSec pic.twitter.com/dwDdqBrXhz
A UKMTO, gerida pela Marinha Real britânica, diz ter recebido a notificação de um navio a 80 milhas a nordeste do Djibouti.
Bombas de combustível do país dos ayatollahs estão agora a funcionar, após presumível ciberataque que parou 70% da rede
O grupo de piratas informáticos Gonjeshke Darande, ou "pardal predatório", conotado com Israel, reivindicou na segunda-feira um ciberataque que paralisou "a maioria das bombas de gasolina em todo o Irão".
Pelo menos 20 pessoas morreram em bombardeamentos israelitas na cidade próxima da fronteira egípcia
Estados Unidos exortam Israel a optar por "operações de baixa intensidade"
- A Turquia recebeu mais 102 palestinianos que vão receber tratamento médico no país. Um avião militar turco transportou doentes que estavam internados em hospitais bombardeados por Israel e também feridos em ataques. Trata-se de habitantes de Gaza que vão agora ser tratados nos hospitais de Ancara. As autoridades turcas já acolheram centenas de palestinianos;
- As autoridades israelitas afiançam, oficialmente, que não tencionam ocupar a Faixa de Gaza depois da contraofensiva. A guerra perdura há mais de 70 dias;
- Israel está a ser acusado pelas organizações de defesa dos Direitos Humanos, nomeadamente a Human Rights Watch, de usar a fome em Gaza como uma arma de guerra;
- O secretário da Defesa dos Estados Unidos, que se avistou na segunda-feira com a cúpula do Governo israelita, adiantou ter defendido junto dos interlocutores uma guerra mais "cirúrgica" na Faixa de Gaza. Em Telavive, Lloyd Austin reiterou o apoio de Washington ao Estado hebraico, mas fez também a apologia de "operações de baixa intensidade";
- O Conselho de Segurança das Nações Unidas poderá votar esta terça-feira a nova moção em defesa de uma trégua na Faixa de Gaza. A votação, que deveria ter ocorrido na segunda-feira, foi adiada numa tentativa de evitar novo veto norte-americano. As agências internacionais dão conta de uma revisão do texto que deverá substituir a expressão "cessar-fogo" pela "suspensão" das hostilidades;
- O Hamas divulgou, na última noite, um vídeo que mostra três idosos israelitas levados como reféns no ataque de 7 de outubro. O exército israelita considerou as imagens "desprezíveis";
- A ofensiva levada a cabo pelo movimento radical palestiniano a 7 de outubro fez 1.200 mortos. O último balanço do Ministério da Saúde da Faixa de Gaza aponta para mais de 19.400 mortos e 52 mil feridos na contraofensiva de Israel.
EUA reiteram apoio ao Governo israelita
Irão acusado de testar mísseis ilegais, dar drones à Rússia e enriquecer urânio
O Irão e o seu aliado, a Rússia, rejeitaram as acusações dos três países europeus, que mereceram o apoio dos Estados Unidos. Washington retirou-se em 2018 de um acordo assinado três anos antes, que visava garantir que Teerão não pudesse desenvolver armas atómicas.
Nos termos do acordo, o Irão prometeu limitar o enriquecimento de urânio apenas aos níveis necessários para a utilização em centrais nucleares, em troca do levantamento de sanções económicas.
As acusações foram feitas numa reunião do Conselho de Segurança das Nações Unidas sobre a implementação de uma resolução que apoiava o acordo nuclear de 2015.
Tanto o embaixador do Irão na ONU, Amir Iravani, como o embaixador da Rússia, Vassily Nebenzia, culparam a retirada dos Estados Unidos do acordo, as sanções ocidentais e uma posição "anti-Irão" pelo atual impasse.
Iravani disse que o Irão está autorizado a enriquecer urânio para fins pacíficos ao abrigo do Tratado de Não Proliferação Nuclear, e Nebenzia rejeitou alegadas provas de que a Rússia está a utilizar drones iranianos Shahed na Ucrânia.
Após a retirada dos EUA do acordo, uma decisão do então presidente Donald Trump, o Irão tem vindo a subir os níveis de enriquecimento de urânio até 60%, próximo do nível necessário para equipar armas atómicas, segundo a Agência Internacional de Energia Atómica (AIEA).
Na reunião de segunda-feira, a subsecretária-geral da ONU para Assuntos Políticos e de Consolidação da Paz sublinhou que o secretário-geral da organização, António Guterres, ainda considera o acordo "a melhor opção disponível para garantir que o programa nuclear iraniano permaneça exclusivamente pacífico".
Rosemary DiCarlo instou o Irão a inverter o rumo, tal como fizeram os três países europeus que emitiram uma declaração conjunta citando a AIEA e afirmando que as reservas de urânio enriquecido do Irão são 22 vezes superiores ao limite fixado no acordo de 2015.
"Não há qualquer justificação civil credível para o estado do programa nuclear do Irão", afirmaram Reino Unido, França e Alemanha. "A trajetória atual apenas aproxima o Irão das capacidades relacionadas com armas", acrescentaram.
O Irão está sujeito a um grande número de sanções impostas por vários governos e organizações internacionais, que acusam o país de apoiar o terrorismo e de atacar navios norte-americanos no Golfo Pérsico.
EUA reforçam segurança no Mar Vermelho após ataques Houthi
"Estamos a tomar medidas para organizar uma coligação internacional de resposta a esta ameaça", dissera antes o secretário da Defesa dos EUA esta segunda-feira, em Israel. "Estamos a fazer tudo o que podemos para garantir a liberdade de navegação na área".
À semelhança da Força de Trabalho 153, que já opera naquele país, a nova força de proteção destina-se a dar confiança aos armadores comerciais de que os ataques dos Houthi serão dominados e que a rota do Mar Vermelho se mantém segura.
Os Estados Unidos esperam poder reforçar uma força tarefa já existente que patrulha a rota do Mar Vermelho, incluída numa aliança marítima voluntária de 39 países.
"O que estamos a tentar fazer é fortalece-la, reforçá-la, e operacionalizá-la de uma forma que não tinha sido realizada antes destes ataques Houthi", afirmou o porta-voz da Segurança Nacional dos EUA, John Kirby, esta segunda-feira.
"Podem vir a proteger navios de ataques com mísseis ou drones, ou evitar que o navio seja desviado. Ou podem escolher escoltar navios. Uma alternativa que requer utilização intensiva de recursos", adiantou Mick Mulroy, um antigo especialista norte-americano em Defesa, ao Financial Times.
Os Estados Unidos ainda não afastaram a possibilidade de atacar alvos Houthi se as operações dos rebeldes iemenitas prosseguirem. O país irá tomar “a ação apropriada, num tempo e lugar da nossa escolha” afirmou um responsável norte-americano no início do mês.
Os ataques sucedem quando os navios navegam no estreito de Bad el-Mendeb na ponta sul do Mar Vermelho, quando se encontram ao alcance dos Houthi.
Desde o início da guerra, em outubro, as ações militares dos iemenitas contra o comércio mundial têm aumentado, com mais de 11 ataques registados só desde meados de novembro.
No domingo, os Estados Unidos afirmaram que um dos seus vasos de guerra, o USS Carney, tinha abatido 14 drones lançados pelo grupo rebelde, apontando o dedo ao Irão.