Irão "muito envolvido" no planeamento de ataques dos rebeldes Houthis no Mar Vermelho, diz a Casa Branca
Sem a ajuda do Irão, os rebeldes iemenitas "teriam dificuldade em localizar e atacar" as embarcações que circulam no Mar Vermelho.
De acordo com a mesma responsável, os Estados Unidos e aliados estão a consultar "aliados e parceiros" sobre como deverão responder a estes ataques.
Os rebeldes Houthis, que combatem em Israel, têm atacado navios no Mar Vermelho com recurso a drones e mísseis, ameaçando uma das principais rotas do comércio global.
Conselho de Segurança da ONU aprova resolução para ajuda humanitária em Gaza
Hamas diz que resolução da ONU é "passo insuficiente" para levar ajuda a Gaza
"Nos últimos cinco dias, a administração norte-americana trabalhou arduamente para esvaziar esta resolução da sua essência, e para emitir esta fórmula fraca (...) que desafia a vontade da comunidade internacional e da Assembleia Geral das Nações Unidas em parar a agressão de Israel".
Portugal saúda aprovação de resolução da ONU que "facilita ajuda humanitária" a Gaza
"Portugal saúda a aprovação da mais recente resolução sobre Gaza no Conselho de Segurança [da ONU]. A resolução, ainda que não corresponda plenamente aos objetivos, facilita a entrada de ajuda humanitária e deve ser usada como base para alcançar o necessário cessar-fogo permanente", indica uma nota do Ministério dos Negócios Estrangeiros publicada na rede social X.
Guterres: "Cessar-fogo humanitário é a única maneira" de responder às necessidades da população em Gaza
"Muitas pessoas medem a eficácia das operações humanitárias em Gaza com base no número de camiões do Crescente Vermelho egípcio, da ONU e dos nossos parceiros que estão autorizados a atravessar a fronteira. É um erro", declarou Guterres à imprensa em Nova Iorque.
"O verdadeiro problema é a forma como Israel conduz a sua ofensiva, que cria obstáculos maciços à distribuição da ajuda humanitária para Gaza", frisou o secretário-geral.
"Um cessar-fogo humanitário é a única maneira de começar a responder às necessidades desesperadas da população de Gaza e pôr fim ao pesadelo que ela vive", adiantou Guterres.
(agência Lusa)
Votação em Gaza. Um "passo na direção certa", diz o embaixador palestiniano na ONU
Conselho de Segurança da ONU aprova resolução que exige ajuda "em grande escala" a Gaza
O texto aprovado pede também que sejam utilizadas todas as vias de acesso a Gaza para entrega de combustível, alimentos e equipamento médico em todo o território.
“Sabemos que não é um texto perfeito, sabemos que só um cessar-fogo colocará fim ao sofrimento”, afirmou a embaixadora dos Emirados Lana Zaki Nusseibeh.
ONU pede ajuda humanitária em "grande escala" em Gaza
Estados Unidos vetam proposta russa de cessar-fogo urgente
Brigadas Al Qassam atacam soldados israelitas
França à espera de emitir passe para saída de francesa de Gaza
Exército de Israel anuncia morte de soldado
ONG queixa-se ao Tribunal Penal Internacional por morte de jornalistas em Gaza
A organização sediada em Paris apresentou o caso devido à morte de mais sete jornalistas palestinianos nas oito semanas que terminaram a 15 de dezembro, provavelmente devido à ação das forças israelitas, refere em comunicado.
"A RSF tem motivos razoáveis para acreditar que os jornalistas citados neste processo foram vítimas de ataques que constituem crimes de guerra", uma vez que podem ter sido "deliberadamente visados" pela sua profissão, afirmou a organização.
A RSF também instou o procurador do TPI, sediado em Haia, a investigar as mortes dos jornalistas palestinianos - já foram contabilizadas 66 mortes -, alegadamente causadas pelas forças israelitas.
A primeira queixa da organização ao TPI foi apresentada no dia 31 de outubro e referia sete outros jornalistas mortos pela ação militar israelita no início do conflito.
"Tendo em conta o massacre de jornalistas em Gaza e o facto de estes parecerem ser visados, apelamos ao procurador do TPI, Karim Khan, para que deixe claro que está a dar prioridade aos crimes cometidos contra jornalistas em Gaza e para que tome medidas contra os responsáveis", disse o secretário-geral da RSF, Christophe Deloire.
Cruz Vermelha nomeia como diretor-geral antigo líder da agência da ONU para os palestinianos
"A Assembleia do Comité Internacional da Cruz Vermelha (CICV) nomeou Pierre Krähenbühl como o próximo diretor-geral da organização", refere um comunicado da organização, com sede em Genebra.
O suíço, que tem mais de 30 anos de experiência no setor humanitário, assumirá o cargo em 01 de abril de 2024, quando terminar o mandato de quatro anos de Robert Mardini.
Pierre Krähenbühl, 57 anos, ocupou altos cargos no CICV durante 25 anos e é atualmente secretário-geral da Assembleia do Comité.
"É reconhecido como um líder estratégico e motivado, com uma vasta experiência organizacional e um forte compromisso com o CICV", refere o comunicado de imprensa.
Para além da sua longa experiência na Cruz Vermelha, Krähenbühl foi nomeado comissário-geral da UNRWA em 2014.
Demitiu-se deste cargo em 2019, no contexto de uma investigação interna sobre alegações de má gestão e abuso dentro da organização, mas foi amplamente ilibado.
Na altura, a UNRWA enfrentava ataques implacáveis da administração norte-americana de Donald Trump, que, tal como Israel, acusava a agência de ser parcial no conflito israelo-palestiniano.
Em 2018, Washington decidiu suspender e depois eliminar completamente a contribuição dos EUA para o orçamento da agência, privando-a da sua principal fonte de receitas.
A chegada de Joe Biden à Presidência dos EUA restabeleceu o apoio financeiro.
Pierre Krähenbühl vai gerir as operações quotidianas de um CICV em grandes dificuldades.
O dinheiro é escasso, a organização está a ter de reduzir drasticamente certas operações e vai suprimir muitos postos de trabalho.
O CICV está também sob uma pressão considerável devido ao conflito israelo-palestiniano e, em particular, à sua resposta à guerra em Gaza.
A organização, fundada há 160 anos para atuar como intermediário neutro entre as partes beligerantes e para visitar e ajudar os prisioneiros de guerra, foi acusada por ambas as partes no conflito entre Israel e o Hamas de parcialidade e de não fazer o suficiente pelos reféns detidos na Faixa de Gaza.
Esta semana, a presidente do CICV, Mirjana Spoljaric, sublinhou mais uma vez a importância de manter a neutralidade da organização nesta guerra, tal como em todos os conflitos e crises.
"Abandonar a neutralidade e adotar uma prática de denúncia pública tornar-nos-ia inúteis", afirmou.
Líbano pronto para retirar Hezbollah da fronteira, mas sob condições
O primeiro-ministro libanês, Najib Mikati, declarou - em relação à situação de conflito no sul do Líbano - que "a solução existe e passa pela aplicação das resoluções internacionais", incluindo a resolução 1701.
"Estamos totalmente prontos para nos comprometermos com a sua implementação, desde que o lado israelita também se comprometa com estas e se retire, de acordo com as leis e resoluções internacionais, dos territórios ocupados", acrescentou Mikati à imprensa.
Segundo o gabinete de Mikati, o prmeiro-ministro referia-se aos territórios ainda ocupados por Israel após a sua retirada do sul do Líbano em 2000, nomeadamente as quintas Chebaa, as colinas Kfar Chouba e a aldeia Al-Ghajar.
O chefe da diplomacia israelita, Eli Cohen, afirmou no domingo que era necessário "forçar o Hezbollah a retirar-se a norte do rio Litani", a cerca de 40 quilómetros da fronteira, quer através dos canais diplomáticos, quer "pela força".
As trocas de tiros entre Israel e o movimento xiita libanês pró-iraniano têm sido diárias na fronteira desde o início da guerra entre Israel e o grupo islamita Hamas, em 07 de outubro, desencadeada por um ataque sem precedentes em solo israelita por parte do grupo palestiniano, apoiado pelo Hezbollah.
Israel também insiste na necessidade de o Líbano implementar a Resolução 1701, adotada para pôr fim à guerra entre Israel e o Hezbollah em 2006.
Este texto estipula que apenas o exército libanês e a Força Interina das Nações Unidas no Líbano (UNIFIL) sejam destacados entre a fronteira e o rio Litani.
Vários países ocidentais estão a trabalhar para evitar a degeneração da situação entre Israel e o Líbano e propõem, entre outras coisas, uma resolução da disputa de fronteira entre os dois países.
A violência na fronteira deixou mais de 140 mortos no lado libanês, a maioria combatentes do Hezbollah, e 11 no lado israelita desde 07 de outubro.
Único partido que não foi desarmado no final da guerra civil (1975-1990), o Hezbollah está fortemente estabelecido nas zonas de fronteira, de onde lança ataques contra Israel, mesmo que não tenha posições militares fixas ou visíveis.
Fome atinge palestinianos na Faixa de Gaza
Foto: Saleh Salem - Reuters
Hezbollah revela que 121 membros morreram desde o início dos ataques contra Israel
Israel tem trocado tiros com homens armados e efetuado ataques contra alvos terroristas no Líbano, à medida que prosseguem os ataques contra comunidades e postos militares.
Pelos menos 784 soldados israelitas firam feridos desde a ofensiva terrestre
O número de soldados mortos desde 7 de outubro ascende agora a 471, segundo o exército.
Cidadão americano com dupla nacionalidade morreu em Gaza
Gadi Haggai, de 73 anos, também tinha cidadania israelita, segundo o Fórum das Famílias dos Reféns e Desaparecidos. Com base em várias fontes de informação, um comité nomeado pelo governo israelita tem vindo a declarar alguns reféns mortos à revelia.
O Hamas, em geral, não confirmou estes relatos, mas avisou que "o tempo está a esgotar-se" para os reféns, uma vez que a guerra dos militantes palestinianos com Israel se aproxima da sua 12ª semana.
Segundo uma contagem oficial israelita, 129 pessoas continuam retidas em Gaza depois de as restantes terem sido repatriadas numa trégua em novembro ou recuperadas durante uma ofensiva militar. Dos que ainda se encontram em Gaza, 22 estão mortos, segundo o governo israelita.
O fórum disse que entre cinco e dez dos reféns têm cidadania americana. A Embaixada dos EUA não fez comentários imediatos.
Dois feridos em Jerusalém Oriental
O PRCS disse que "tratou de dois feridos devido a agressões da polícia israelita em Bab al-Amoud e Bab al-Asbat em Jerusalém".
Tal como nas últimas 11 sextas-feiras, foram colocadas forças policiais às portas da Cidade Velha e foram montadas barreiras para impedir os fiéis de rezarem na Mesquita de Al-Aqsa, o terceiro local mais sagrado do Islão. A polícia israelita apenas permitiu a passagem de pessoas idosas para rezar.
Putin promete ao presidente da Palestina continua a enviar ajuda humanitária a Gaza
Ativistas hasteiam bandeira da Palestina na varanda da Câmara de Lisboa e pintam fachada
Num comunicado hoje divulgado, os três movimentos apontam ao presidente da autarquia, Carlos Moedas, o "apoio incondicional (...)ao genocídio e apartheid israelitas".
Na nota, os movimentos revelam igualmente que prenderam uma faixa com a frase "Palestina Livre" na fachada do edifício, que foi pintada a vermelho.
Com esta ação de protesto, os ativistas solidários com os três movimentos pretendem denunciar o que classificam como "apoio incondicional" de Carlos Moedas a "um projeto colonial que, há mais de 75 anos, tem por base a limpeza étnica do povo palestiniano".
"As posições e ações do presidente da CML tornam-no e à autarquia cúmplices do genocídio que, há mais de dois meses, o regime israelita leva a cabo na Palestina", escrevem os ativistas, acrescentando: "Só desde o passado 7 de outubro, mais de 20 mil pessoas palestinianas foram mortas pelo exército sionista, quase 2 milhões ficaram deslocadas, numa clara continuação da Nakba (catástrofe, em árabe)".
Como exemplo do "apoio incondicional" de Moedas ao Estado israelita apontam o que o autarca escreveu na rede social X (ex-twitter) horas depois de começarem os bombardeamentos: "Lisboa está com Israel e o povo israelita, pela paz e a liberdade." Lembram igualmente que a 10 de outubro, "um dia depois de o ministro da defesa israelita, Yoav Gallant, ter descrito pessoas palestinianas como `animais humanos`" e de ter prometido um cerco total a Gaza, o autarca se juntou à vigília em solidariedade com o estado israelita promovida pelo embaixador Dor Shapira.
Depois de a autarquia ter hasteado a bandeira israelita no Castelo de São Jorge, recordam, Carlos Moedas "acusou (...) a `extrema-esquerda` de ser `racista` e roçar o ´antisemitismo´" e os "partidos de esquerda de defender[em] organizações terroristas que decapitam bebés [e] violam mulheres".
"Duas alegações ainda sem base credível e sustentada, o que apenas demonstra como o mais alto representante da população de Lisboa está confortável em disseminar desinformação e propaganda sionista", insistem.
Lembram que, numa entrevista na Sic Noticias, o autarca classificou o Estado israelita como "um país democrático, uma democracia" e recordam que o regime israelita "tem sido denunciado há décadas pelo povo palestiniano como um regime de `apartheid`, que institui na lei direitos diferentes tendo em conta a religião ou etnia". "Esta denúncia foi confirmada e amplificada por relatórios de organizações de direitos humanos internacionais, como a Amnistia Internacional, em 2022, ou a Human Rights Watch, em 2021", acrescentam.
Dizem igualmente que "o apoio de Carlos Moedas ao regime sionista não é novo" e lembram que, em 2017, quando era comissário na União Europeia, Moedas afirmou, no Parlamento Europeu: "o ecossistema de inovação bem-sucedido de Israel representa uma inspiração e um exemplo altamente relevante a ter em conta no desenho das nossas políticas de investigação e inovação da UE".
"É sabido que este ´sistema de inovação bem-sucedido` é construído sobre o sofrimento do povo palestiniano, que serve de cobaia para uma indústria tecnológica de armamento, espionagem, ´segurança´ e não só", afirmam os ativistas, acrescentando: "Lutamos pelo fim da ocupação da Palestina e a autodeterminação do seu povo. Não assistiremos paradas ao genocídio".
General morto em Gaza, maior patente entre vítimas israelitas na Faixa
Segundo o anúncio hoje avançado pelo exército israelita, o major-general na reserva Tal Shua, de 31 anos, morreu no sul do enclave palestiniano enquanto lutava ao lado de um batalhão de engenharia.
Desde o início da ofensiva terrestre, em 27 de outubro, as forças israelitas relataram a morte em combate de oficiais de diferentes patentes, mas até hoje o mais graduado era um comandante.
Nas últimas horas, um tenente, Shai Ayeli, de 21 anos, que servia como cadete numa unidade de resgate no norte de Gaza, também morreu, segundo o comunicado do exército.
Além disso, três soldados de diferentes unidades em diferentes partes de Gaza ficaram gravemente feridos.
A guerra entre Israel e o Hamas começou em 07 de outubro, quando o grupo islamita lançou um ataque em solo israelita, causando, segundo Telavive, mais de 1.200 mortos e quase 240 sequestrados.
Desde o ataque, os mortos nas fileiras do exército israelita chegam a 471 e os feridos a 1.929, dos quais 771 durante a operação militar no enclave palestiniano, segundo dados das forças israelitas.
Por seu lado, a ofensiva militar israelita provocou mai de 20.000 mortos e 53.300 feridos, a maioria dos quais civis e muitos deles crianças e mulheres, segundo o Ministério da Saúde de Gaza, controlado pelo Hamas, no poder em Gaza desde 2007.
UE aprovou plano de 118 milhões de euros de ajuda à Autoridade Palestiniana
No centro de Jerusalém, diante do consulado dos Estados Unidos, erguem-se faixas a clamar por uma trégua
Alguns dos manifestantes a participar nesta vigília empunham fotografias de palestinianos que perderam a vida na contraofensiva israelita, ao longo dos últimos 77 dias.
Caças israelitas lançaram nova vaga de bombardeamentos sobre posições do Hezbollah no sul do Líbano
Ministério da Saúde da Faixa de Gaza adianta que morreram 390 pessoas e outras 734 ficaram feridas nos últimos dois dias
Israel afirma ter eliminado comandantes do Hamas em operações seletivas
O exército, num comunicado, sublinhou que uma das suas divisões matou um número significativo de alegados membros do Hamas em combates em espaços fechados, destruiu o acesso a dezenas de túneis utilizados pelo movimento islamita palestiniano e descobriu "material significativo dos serviços de informação que contribuíram para aumentar a eficácia da operação".
As forças israelitas intensificaram as suas operações em Khan Younis esta semana, reforçando a sua artilharia com aviação, blindados e infantaria, segundo o comunicado.
As operações seguem um "plano preciso", que inclui o uso de mísseis de precisão, para atacar "centenas" de alvos com apoio dos serviços de informação israelitas, detalhou a nota.
Os bombardeamentos eliminaram comandantes de unidades do Hamas, como a sua força de elite, Nukhba, a responsável pelas operações com drones ou a força dedicada ao trabalho de observação, segundo o exército israelita.
Um avião de combate também atacou supostos membros do Hamas que instalavam explosivos contra as tropas israelitas.
Também no sul de Gaza, as forças israelitas encontraram um morteiro carregado apontado a Israel e uma bazuca pronta para lançar projéteis, entre numerosas armas do Hamas, segundo a mesma fonte.
Estas operações permitiram também encontrar documentação do grupo islamita palestiniano, como um pagamento de mais de um milhão de dólares para produzir cimento e portas, supostamente para instalações como túneis.
Vários altos responsáveis dos EUA que visitaram recentemente Israel levantaram a necessidade de a ofensiva militar israelita em Gaza ter alvos seletivos, como os líderes do Hamas, para reduzir o número de mortes de civis.
A ofensiva que começou no norte do enclave e depois se expandiu para áreas no sul, como Khan Younis, onde Israel acredita que o líder do Hamas em Gaza - Yahya Sinwar - esteja escondido, dirige-se agora também para o centro do enclave.
O exército informou que nas suas operações no centro de Gaza destruiu num bombardeamento locais de lançamento de projéteis de longo alcance a partir dos quais Israel foi atacado esta semana e um armazém com inúmeras armas na área de Juhor ad-Dik.
A ofensiva também continua no norte, onde as operações de informação das forças israelitas dizem ter encontrado uma grande quantidade de armas e mapas utilizados pelo Hamas numa escola do campo de refugiados de Shat.
Israel acusa repetidamente o Hamas de usar instalações civis, como escolas e hospitais, para armazenar armas, esconder-se e a partir daí atacar as suas tropas.
A marinha de Israel realizou ataques contra o Hamas na costa do enclave na noite de quinta-feira, em apoio às forças terrestres.
Israel declarou guerra ao Hamas em resposta ao ataque sem precedentes levado a cabo em 07 de outubro pelo movimento palestiniano no seu território, que provocou cerca de 1.140 mortos, a maioria civis, segundo uma contagem da AFP baseada nos últimos números oficiais israelitas.
De acordo com o movimento islamista palestiniano, no poder em Gaza desde 2007, as operações militares israelitas no pequeno território sitiado provocaram pelo menos 20.000 mortos.
Exército israelita insta residentes de Bureij a deslocarem-se para o sul e a procurarem abrigos em Deir al-Balah
#عاجل سكان قطاع غزة وخاصة سكان مخيم البريج جيش الدفاع يعمل بقوة ضد حماس والمنظمات الإرهابية. فيما يلي عدة تعليمات عاجلة:
— افيخاي ادرعي (@AvichayAdraee) December 22, 2023
⭕️الى سكان مخيم البريج وأحياء بدر والساحل الشمالي والنزهة والزهراء والبراق والروضة والصفاء في المناطق جنوب وادي غزة: من أجل سلامتكم عليكم الانتقال بشكل فوري… pic.twitter.com/jEvvwzG5Ts
Ainda segundo Adraee, o troço da autoestrada Salah ad-Din, principal via de ligação entre o norte e o sul do território, a nordeste de Khan Younis é nesta altura uma "zona de batalha".
Por último, o porta-voz indica que o exército fará "pausas táticas nas atividades militares" nos bairros do oeste de Rafah, igualmente no sul da Faixa de Gaza, até às 14h00 (12h00 em Lisboa), por razões ditas "humanitárias".
Morreram mais de 20 mil palestinianos desde o início da contraofensiva israelita na Faixa de Gaza
As organizações humanitárias têm vindo a alertar para a situação dramática vivida naquele território palestiniano. Mas são escassas as informações que chegam da região, devido à ausência de repórteres internacionais. José Manuel Rosendo - Antena 1
Barragem de rockets disparados a partir do Líbano visa território setentrional israelita
EUA contam com mais de 20 países em missão para combater Houthis
"Os resultados têm sido sólidos: até à data, mais de 20 países comprometeram-se a participar. Nos próximos dias, os Estados Unidos continuarão a consultar de perto os nossos aliados e parceiros que partilham o princípio fundamental da liberdade de navegação, e esperamos que a coligação continue a crescer", afirmou o porta-voz do Pentágono, Pat Ryder, durante uma conferência de imprensa.
O secretário da Defesa norte-americano, Lloyd Austin, anunciou na terça-feira o estabelecimento da Operação Prosperity Guardian, com a participação do Reino Unido, Barém, Canadá, França, Itália, Países Baixos, Noruega, Seicheles e Espanha.
A missão Prosperity Guardian será coordenada pelas Forças Marítimas Combinadas (CMF, na sigla em inglês), que inclui um grupo de trabalho, o CTF 153, criado em abril de 2022 para melhorar a segurança marítima no Mar Vermelho e no Estreito de Bab el-Mandeb.
As CMF são compostas por 39 países, incluindo Portugal.
"É muito importante compreender que os Houthis não estão a atacar apenas um país, estão a atacar a comunidade internacional. Estão a atacar o bem-estar económico e a prosperidade das nações de todo o mundo. Portanto, na realidade, eles tornam-se bandidos ao longo da rota internacional que é o Mar Vermelho", disse Pat Ryder.
Os países da coligação poderão contribuir "da forma que considerarem mais adequada", fornecendo, por exemplo, navios, aviões, pessoal militar ou outro tipo de apoio, acrescentou o porta-voz do Pentágono.
Ryder sublinhou que se trata de "uma coligação defensiva destinada a garantir a segurança da navegação" e que irá patrulhar o Mar Vermelho e o Golfo de Aden para prestar assistência aos navios comerciais que necessitem.
"Os Houthis têm de parar estes ataques e têm de os parar agora (...) Têm de se perguntar a si próprios se se excederam ao enfrentar toda a comunidade internacional e ao ter um impacto negativo em milhares de milhões de dólares no comércio global", concluiu o porta-voz.
O movimento rebelde Houthi pertence ao chamado "eixo de resistência", juntamente com o Irão, a Síria e os grupos xiita libanês Hezbollah e o palestiniano Hamas.
Após a eclosão da guerra entre Israel e o Hamas na Faixa de Gaza, os Houthis lançaram vários disparos de mísseis e drones contra o sul de Israel e também contra navios que arvoram a bandeira israelita ou que sejam propriedade de empresas israelitas no Mar Vermelho e no Estreito de Bab al-Mandeb.
Esta semana, as principais companhias de navegação, como a chinesa Cosco, a sua subsidiária OOCL e a taiwanesa Evergreen, suspenderam temporariamente o transporte de carga na rota do Mar Vermelho - uma das principais rotas marítimas do mundo que liga a Europa, a Ásia e a África - juntando-se a empresas como a Maersk e a Hapag-Lloyd.
Gaza debaixo de "bombardeamentos por ar, terra e mar" enquanto Conselho de Segurança discute textos
- Pode estar para breve a votação, no Conselho de Segurança das Nações Unidas, do novo projeto de resolução para uma trégua na Faixa de Gaza. A embaixadora norte-americana anunciou na última noite que os Estados Unidos estão prontos para votar. Recorde-se que o processo foi já adiado por três vezes, a última das quais a pedido de Washington. O texto proposto pelos Emirados Árabes Unidos foi entretanto alterado;
- A ONU avisa que metade da população da Faixa de Gaza sofre de fome extrema ou severa e que, no norte deste território palestiniano, já não há nenhum hospital em condições de funcionar;
- Na Faixa de Gaza, não há nesta altura repórteres internacionais. As notícias que chegam do terreno são apenas aquelas que os jornalistas palestinianos transmitem;
- Na última avaliação da situação no terreno, o Gabinete das Nações Unidas para os Assuntos Humanitários refere que, na quinta-feira, "pesados bombardeamentos por ar, terra e mar continuaram ao longo da Faixa de Gaza". "Operações terrestres e combates intensos entre forças israelitas e grupos armados palestinianos continuaram na maior parte das áreas de Gaza, com a exceção de Rafah. Continuou o lançamento de rockets por grupos armados palestinianos contra Israel", descreve a estrutura;
- Forças israelitas invadiram o centro de ambulâncias da Sociedade do Crescente Vermelho Palestiniano em Jabalia, no noirte de Gaza;
- A rainha da Jordânia assina um artigo de opinião no jornal norte-americano The Washington Post. Rania Al Abdullah escreve que a guerra em Gaza se tornou "um pesadelo humanitário inequívoco. A cada dia que passa, o limite do que é aceitável cai para novos mínimos, estabelecendo um precedente assustador para esta e outras guerras vindouras".
Conselho de Segurança da ONU adia votação sobre ajuda humanitária
Fontes diplomáticas indicaram que a votação estava prevista para esta sexta-feira, mas o novo texto, fruto de negociações sob a ameaça de um novo veto dos Estados Unidos, já não se assemelha à versão apresentada no domingo pelos Emirados Árabes Unidos.
O novo projeto de resolução, redigido na quinta-feira, pede "medidas urgentes para permitir imediatamente o acesso humanitário seguro e sem entraves e também para criar as condições para uma cessação duradoura das hostilidades".
A referência a uma "cessação urgente e duradoura das hostilidades", presente no primeiro texto, desapareceu, tal como o pedido menos direto, na versão seguinte, de uma "suspensão urgente das hostilidades".
"Trabalhámos árdua e diligentemente esta semana com os Emirados, com outros, com o Egito, para chegar a uma resolução que possamos apoiar", disse a embaixadora dos EUA na ONU, Linda Thomas-Greenfield, na quinta-feira à noite.
"O projeto de resolução não foi enfraquecido. O projeto de resolução é muito forte, totalmente apoiado pelo bloco árabe", afirmou, acrescentando que "a ajuda humanitária será entregue aos que dela necessitam".
O Conselho, muito criticado pela inação desde o início da guerra entre Israel e o movimento islamita palestiniano Hamas, está a negociar intensamente há vários dias, ao mesmo tempo que a ONU alertou para a insegurança alimentar "sem precedentes" dos habitantes de Gaza, agora ameaçados pela fome.
A votação, inicialmente prevista para segunda-feira, foi adiada várias vezes, nomeadamente na quarta-feira, a pedido dos EUA, que vetaram em 8 de dezembro um texto anterior que apelava a um "cessar-fogo humanitário" na Faixa de Gaza, bombardeada pelas forças israelitas na sequência do ataque do Hamas a 7 de outubro.