Israel agradece aos EUA posição na ONU sobre resolução
"Também deixou claro que Israel vai continuar a guerra até que todos os seus objetivos sejam atingidos", nomeadamente a destruição do Hamas e o resgate de todos os reféns ainda mantidos em cativeiro na Faixa de Gaza pelo grupo islamita, acrescentou.
(Agência Lusa)
Biden não pediu cessar-fogo a Netanyahu
Berço do cristianismo. Belém cria obra em solidariedade com Gaza
O ministro do Turismo da Autoridade Palestiniana inaugurou o evento e, no discurso, pediu à comunidade internacional para intervir nas injustiças contra palestinianos.
Belém é a cidade onde vive uma das comunidades cristãs mais antigas do mundo, lado a lado com árabes muçulmanos, a poucos quilómetros da guerra.
Israel diz-se prestes a cumprir objetivos no norte de Gaza
Agência das Nações Unidas para os Refugiados Palestinianos renova apelo a "cessar-fogo humanitário imediato em Gaza"
Em conferência de imprensa, Tamara Al-Rifai, porta-voz da agência, considerou "extremamente trágico" que a sobrevivência de 2,2 milhões de pessoas esteja a ser dificultada pela "política".
There's already very few supplies allowed into📍#Gaza
— UNRWA (@UNRWA) December 23, 2023
Evacuation orders issued by Israeli authorities move people to areas where @UNRWA shelters are beyond capacity & there are ongoing airstrikes
We cannot deliver meaningful aid in these conditions, under continued bombardment. https://t.co/S2JIbuKPaP
Na rede social X, a UNRWA reconhece que não é capaz, neste momento, de "entregar ajuda significativa" enquanto prosseguem os bombardeamentos israelitas.
Exército israelita expande operações no sul da Faixa de Gaza
Hagari afirmou, em conferência de imprensa, que há cada vez mais unidades de engenharia de combate destacadas naquela cidade, tendo em vista uma "destruição minuciosa" do armamento do movimento radical palestiniano.
Desde o início da guerra, adiantou ainda o porta-voz militar, terão sido capturadas 30 mil toneladas de explosivos na Faixa de Gaza.
Crescente Vermelho recebeu carregamentos de 70 camiões através de Rafah
Milhares saem às ruas de Telavive para contestarem a via bélica. Vozes a favor de eleições fazem-se ouvir
"Uma larga maioria pensa que este homem desprezível que envia soldados para a guerra mas tem demasiado medo para ir aos seus funerais deve ir para casa", afirmou Roni Neiman, tio de uma das vítimas israelitas da ofensiva do Hamas, a 7 de outubro, em declarações ao jornal Haaretz em Cesareia, também palco de manifestações.
Ministros israelitas da Defesa e do gabinete de guerra multiplicam avisos a Hamas e Hezbollah em deslocação à Faixa de Gaza
"Isto também é verdade para o comandante do Hamas que está agora a combater as nossas forças em Khan Younis. Ele percebe como a história acabou para o batalhão de Beit Hanoun", prosseguiu o governante israelita.
סינוואר יושב בבונקר ורואה איך נראות בית חאנון ושג'אעיה - הוא מבין שזה גם יהיה סופה של ח׳אן יונס.
— יואב גלנט - Yoav Gallant (@yoavgallant) December 23, 2023
ביקרתי היום בצפון רצועת עזה וקיימתי הערכת מצב עם השר בני גנץ והכוחות בשטח.
כל בית שיורים ממנו, כל מקום שהיה בו טרור - יפורק, כדי שתושבי הדרום יוכלו לשוב לביתם בבטחה: pic.twitter.com/mlVuuPdyWk
Gallant apontou também a mira a Hassan Nasrallah, líder do Hezbollah, movimento xiita apoiado pelo Irão que opera no sul do Líbano: "Esta campanha é uma das mais importantes que o Estado de Israel já viveu. Serve para os residentes do sul e irradia para outras arenas. Tenho a certeza de que Nasrallah está a ver o que acontece aqui e não quer que isto lhe aconteça".
Gabinete do primeiro-ministro israelita contraria notícia do Wall Street Journal sobre influência de Biden para travar ataque ao Hezbollah a 11 de outubro
Sabe-se entretanto que Joe Biden falou na tarde deste sábado, ao telefone, com Benjamin Netanyahu sobre os últimos desenvolvimentos da contraofensiva israelita em Gaza.
Secretária-geral da Amnistia Internacional encara última resolução do Conselho de Segurança da ONU como "gota no oceano de sofrimento" em Gaza
"Israel não deveria ter parado a entrega de assistência humanitária e criado condições para tornar essa entrega impossível", reagiu Agnes Callamard, secretária-geral da Amnistia Internacional, em declarações à Al Jazeera.
"Só há um país para desbloquear o que está a acontecer neste momento - a carnificina, as violações em massa do Direito Internacional. Esse país é os Estados Unidos. As pessoas na Casa Branca e no Departamento de Estado têm a chave para a entrega da ajuda e um cessar-fogo", acentuou.
Crescente Vermelho Palestiniano continuar a trabalhar em Jabalia apesar de bombardeamentos contínuos
🫶The heroes of the Palestine Red Crescent continue their work at the PRCS medical point in #Jabalia, northern #Gaza👏
— PRCS (@PalestineRCS) December 23, 2023
📷 Fimed by PRCS volunteer, Firas Ajrami#HumantarianHeroes pic.twitter.com/nUDS8Qbk4P
No vídeo, são visíveis socorristas a tratarem palestinianos feridos em ataques aéreos israelitas numa tenda.
Forças de Defesa de Israel confirmam as mortes de cinco soldados no sul e no norte de Gaza em 24 horas
Regime dos ayatollahs nega estar envolvido em ataques de Houthis a navios no Mar Vermelho
"A resistência tem as suas próprias ferramentas e age de acordo com as suas próprias decisões e capacidades", argumenta. "O facto de algumas potências, como os americanos e os israelitas, sofrerem ataques do movimento de resistência não podem, de qualquer modo, colocar em questão a realidade da força da resistência na região".
Governo e rebeldes comprometem-se com novo cessar-fogo no Iémen
Na sequência de uma série de reuniões na Arábia Saudita e em Omã, Hans Grundberg congratulou-se com "o compromisso das partes num pacote de medidas destinadas a implementar um cessar-fogo em todo o país (...) e (a) empenhar-se nos preparativos para o reinício de um processo político inclusivo sob os auspícios das Nações Unidas", segundo um comunicado da ONU.
País mais pobre da Península Arábica, o Iémen está envolvido há oito anos numa guerra que opõe os rebeldes houthis às forças governamentais apoiadas desde 2015 por uma coligação liderada pela Arábia Saudita e que inclui os Emirados Árabes Unidos.
A violência diminuiu consideravelmente desde uma trégua negociada pela ONU em abril de 2022, que expirou em outubro passado, mas que continua a ser mais ou menos respeitada.
Segundo o comunicado da ONU, o acordo inclui compromissos para pagar os salários dos funcionários públicos, abrir estradas para a cidade de Taez, controlada pelos rebeldes, e outras partes do Iémen, e retomar as exportações de petróleo.
"Os iemenitas esperam resultados tangíveis deste novo acordo, a fim de se avançar para uma paz duradoura", declarou Hans Grundberg, citado no comunicado de imprensa.
Estes compromissos "são, antes de mais, uma obrigação para com o povo iemenita", acrescentou.
Quatro dias após ataque do Hamas de 7 de outubro, Israel pretendia bombardear Hezbollah. Joe Biden travou plano
"Aviões israelitas estavam no ar a aguardar ordens quando Biden falou com Netanyahi a 11 de outubro e disse ao primeiro-ministro israelita para desmobilizar e refletir sobre as consequências de tal ação", acrescenta o Wall Street Journal, para referir que a Casa Branca temia o desencadear de uma guerra regional.
Clérigos cristãos de Jerusalém reuniram-se com o presidente israelita, a quem apelaram ao fim do "derramamento de sangue"
Patriarchs and Church Leaders Issue Clarification Regarding Meeting with Herzog pic.twitter.com/7lRO8bmOsy
— Protecting Holy Land Christians (@ProtectingHLC) December 23, 2023
Ministério da Saúde da Faixa de Gaza avança com balanço diário de vítimas dos ataques israelitas
Estes números impulsionam o balanço total de vítimas na Faixa de Gaza, desde o início da guerra, a 7 de outubro, para 20.258 mortos e 53.688 feridos.
Manifestantes apelam a boicote de produtos israelitas durante marcha em Londres
O protesto, organizado pelo grupo Sisters Uncut, começou na Soho Square, ao som de "Palestina livre", antes de descer a rua, no meio de fortes medidas de segurança, como as vistas em frente à loja de roupa Zara.
"Nenhum Natal é o mesmo quando ocorre no meio de um genocídio. O Reino Unido é cúmplice. Boicote a Israel", lê-se num folheto distribuído durante a marcha.
Na sua conta da rede social X, Sisters Uncut publicou um vídeo da marcha, acompanhado de uma mensagem que condena "o brutal cerco israelita que custou a vida a 20.000 palestinianos".
"Quando há pessoas presas debaixo de escombros não é um dia qualquer. O Natal é cancelado", acrescenta a organização.
Forças de Defesa de Israel clamam ter abatido operacional responsável por abastecimentos do braço armado do Hamas
Em comunicado, as Forças de Defesa de Israel alegam que o operacional era responsável pela produção e fornecimento de armas destinadas às Brigadas Ezzedin al-Qassam, além do contrabando de armamento proveniente de países terceiros para a Faixa de Gaza.
בהמשך לחיסול אתמול ברפיח, צה״ל ושב״כ חיסלו באמצעות מטוס קרב את חסן אטרש, אחראי על סחר, ייצור והצטיידות באמצעי לחימה של הזרוע הצבאית של חמאס.
— צבא ההגנה לישראל (@idfonline) December 23, 2023
בנוסף לקח חלק בהברחת אמצעי לחימה ממדינות שונות לרצועת עזה. בתקופה האחרונה היה מעורב בהברחת אמצעי לחימה גם ליהודה ושומרון>> pic.twitter.com/7fo6o44Ixa
O exército israelita publicou, nas redes sociais, imagens do ataque.
Os media palestinianos davam ontem conta de pelo menos três mortos em consequência desta ação.
Israel convicto de que drone disparado este sábado contra cargueiro ao largo da Índia partiu do Irão
Texto dirigido ao secretário-geral da ONU, assinado por 31 grupos humanitários e de defesa dos Direitos Humanos, adverte contra "ajuda aos objetivos de guerra de Israel"
As hunger & thirst become a reality for #Palestinians in #Gaza
— Al-Haq الحق (@alhaq_org) December 22, 2023
we write to raise serious concerns about amount of aid entering, its distribution, & consequences of the deference shown by UN agencies to Israel’s unlawful restriction of humanitarian relief https://t.co/61kwJEde7S
"Através de uma extensa coordenação com Israel para a entrega e a distribuição de ajuda e a subsequente aceitação com restrições ilegais, as agências da ONU não agiram com independência. Ao fazê-lo, colocaram a humanidade em perigo", lê-se no documento.
Líder supremo do Irão apela a países muçulmanos para que dificultem remessas de combustível destinadas a Israel
O ayatollah Ali Khamenei veio este sábado acusar o Estado hebraico de "impedir a chegada de água à Faixa de Gaza". "As nações muçulmanas", afirmou o líder supremo do Irão durante um encontro com habitantes das províncias iranianas do Kuzhestão e de Kerman, "devem exigir que os seus regimes parem a assistência a Israel e quebrem laços".
Khamenei sustentou ainda que Israel, Estados Unidos e Reino Unido não se distinguem aos olhos da comunidade internacional, dado o apoio que facultam a Telavive.
Casa atingida pelo exército israelita no centro da Faixa de Gaza
🚨The Palestine Red Crescent teams transported three martyrs and six injuries today following the targeting of a house in Al-Bureij in the central #Gaza Strip.
— PRCS (@PalestineRCS) December 23, 2023
📷Photo credit: PRCS volunteer, Fouad Khamash pic.twitter.com/agq8LGoCAc
Outras seis pessoas feridas foram retiradas do local pelos socorristas.
Manifestantes marcham em Berlim por um cessar-fogo no Médio Oriente
O número de repórteres mortos na contraofensiva israelita na Faixa de Gaza ascende a 99
No território não há, neste momento, quaisquer jornalistas internacionais.
Bloco compromete-se com reconhecimento do Estado palestiniano
Resolução acautela ajuda humanitária mas exclui cessar-fogo
Israel garante estar prestes a concluir objetivos no norte de Gaza
Médicos sem Fronteiras apelam a cessar-fogo
The UN Security Council resolution falls painfully short of what is required to address the crisis in Gaza: An immediate & sustained ceasefire👇 https://t.co/U1UgyiVBrD
— MSF International (@MSF) December 23, 2023
"Parem com os ataques a hospitais, trabalhadores da saúde e ambulâncias", acrescentam os Médicos sem Fronteiras.
Exército israelita diz ter abatido dezenas de combatentes do Hamas nas últimas horas
Ministério palestiniano dos Negócios Estrangeiros acusa Israel de escalada deliberada "para criar ambiente" contrário à resolução do Conselho de Segurança
Dezenas de civis terão morrido este sábado em sucessivas vagas de bombardeamentos aéreos israelitas sobre a Faixa de Gaza e ataques de artilharia nos campos de refugiados de Bureij e Nuseirat, no centro do território, e Jabalia, no norte, de acordo com a agência palestiniana Wafa.
Joe Biden lamenta morte de norte-americano
Navio afiliado com Israel atingido por drone ao largo da costa da Índia
Mortes de pessoal da ONU em Gaza "algo nunca visto", lamenta António Guterres
Numa publicação na rede social X (antigo Twitter), o português lamentou ainda que "a maior parte" do pessoal da ONU "tenha sido forçado a fugir das suas casas" e prestou "homenagem a eles e aos milhares de trabalhadores humanitários que arriscam as suas vidas ao apoiar os civis em Gaza".
A declaração de Guterres surgiu na sexta-feira, horas depois do Programa das Nações Unidas para o Desenvolvimento (UNDP, na sigla em inglês) ter anunciado a morte de um dos funcionários e da sua família no enclave palestiniano.
"Estamos profundamente tristes por anunciar a morte do nosso colega Issam Al Mughrabi e da sua família, mortos num ataque aéreo em Gaza", declarou o UNDP, na rede social X.
"Ele será recordado como um membro querido da nossa equipa", acrescentou o programa da ONU.
A agência lembrou que "as Nações Unidas e os civis em Gaza não são alvos" do atual conflito entre Israel e o movimento islamita palestiniano Hamas.
Pelo menos 18 pessoas morreram na sexta-feira, depois de o exército de Israel bombardear uma casa no campo de refugiados de Nuseirat, no centro da Faixa de Gaza, avançou a agência de notícias palestiniana Wafa.
O ataque das Forças de Defesa de Israel, que ocorreu no leste do campo de refugiados, também deixou dezenas de feridos, de acordo com fontes locais citadas pela agência.
Também na sexta-feira, durante uma outra ofensiva, os aviões israelitas destruíram uma fábrica de dessalinização de água na cidade de Jabalia, no norte da Faixa de Gaza.
O Crescente Vermelho Palestiniano denunciou igualmente um outro "bombardeamento pesado" nas imediações do Hospital Al Amal, na cidade de Khan Younis.
Israel declarou guerra ao Hamas, em retaliação ao ataque de 07 de outubro perpetrado pelo grupo em território israelita, que fez 1.139 mortos, na maioria civis, de acordo com o mais recente balanço das autoridades israelitas.
Cerca de 250 pessoas foram também sequestradas nesse dia e levadas para Gaza, 128 das quais se encontram ainda em cativeiro pelo movimento, considerado uma organização terrorista pela União Europeia, pelos Estados Unidos e por Israel.
A ofensiva israelita por terra, mar e ar já provocou mais de vinte mil mortos, entre os quais oito mil crianças e 6.200 mulheres, e 52.600 feridos, de acordo com números das autoridades locais controladas pelo Hamas, e cerca de 1,9 milhões de deslocados, segundo a ONU.
Cerca de 130 reféns permanecem em cativeiro no território palestiniano, onde a população deslocada sobrevive em tendas em pleno inverno e numa profunda crise humanitária.
Resolução "não responde às necessidades urgentes" -- Médicos sem Fronteiras
"A resolução final é uma versão diluída do projeto original e contém apenas um vago apelo à ação para criar as condições para uma cessação sustentável das hostilidades", declarou a organização, em comunicado.
A diretora executiva da MSF nos Estados Unidos, Avril Benoît, afirmou que a resolução "fica muito aquém do que é necessário para resolver a crise em Gaza: um cessar-fogo imediato e sustentado".
"Esta resolução foi diluída ao ponto de o seu impacto na vida dos civis em Gaza ser quase negligenciável", acrescentou.
O Conselho de Segurança aprovou, após uma semana de intensas negociações e de adiamentos sucessivos, uma resolução exigindo o envio para Gaza de ajuda humanitária "em grande escala".
"É incompreensível que, no meio de uma catástrofe humanitária absoluta, em que cada minuto conta, o Conselho de Segurança das Nações Unidas tenha passado dias em desacordo sobre algo que deveria ter sido posto em prática desde o início desta crise: garantir o rápido fluxo de ajuda humanitária para Gaza e a prestação segura e desimpedida de assistência dentro de Gaza", lamentou Benoît.
A resolução, com caráter jurídico vinculativo e apresentada pelos Emirados Árabes Unidos, teve de ser reescrita várias vezes ao longo da semana devido a objeções dos Estados Unidos, que têm poder de veto no organismo e que o exerceram em anteriores votações.
Washington absteve-se, assim como a Rússia (também com poder de veto), permitindo a passagem com 13 votos favoráveis da resolução, que ao contrário das primeiras versões não apela a um cessar-fogo imediato.
O texto pede ao secretário-geral da ONU, António Guterres, que designe um coordenador especial para monitorizar e verificar o envio de ajuda humanitária ao enclave palestiniano.
Após a aprovação da resolução, Guterres afirmou que o "verdadeiro problema" do envio de ajuda humanitária para Gaza é a "forma como Israel conduz a ofensiva" neste enclave palestiniano.
"Um cessar-fogo humanitário é a única maneira de começar a responder às necessidades desesperadas da população de Gaza e pôr fim ao pesadelo que ela vive", acrescentou o português.
O Governo do movimento islamita palestiniano Hamas, no poder na Faixa de Gaza desde 2007, anunciou na quarta-feira que as operações militares israelitas fizeram mais de 20 mil mortos no enclave desde o início da guerra, a 07 de outubro, contabilizando também 52.600 feridos.
Israel declarou guerra ao Hamas, em retaliação ao ataque de 07 de outubro perpetrado pelo grupo em território israelita, que fez 1.139 mortos, na maioria civis, de acordo com o mais recente balanço das autoridades israelitas.
Cerca de 250 pessoas foram também sequestradas nesse dia e levadas para Gaza, 128 das quais se encontram ainda em cativeiro pelo movimento, considerado uma organização terrorista pela União Europeia, pelos Estados Unidos e por Israel.
Aprovada resolução para a entrada de ajuda em Gaza
- O Conselho de Segurança da ONU aprovou uma resolução que exige a entrada de ajuda humanitária em larga escala na Faixa de Gaza;
- O Conselho de Segurança exigiu também ao Hamas que liberte imediatamente os reféns israelitas na sua posse. Tanto os Estados Unidos como a Rússia se abstiveram. A resolução foi aprovada com 13 votos a favor e nenhum contra;
- É um "passo na direção certa", diz o embaixador palestiniano na ONU. Contudo, em comunicado, o Hamas considerou que é "um passo insuficiente" para atender às necessidades humanitárias;
- Já Portugal, em nota do Ministério dos Negócios Estrangeiros publicada na rede social X, saudou a resolução aprovada no Conselho de Segurança da ONU, que "facilita a ajuda humanitária";
- O secretário-geral da ONU, António Guterres, considerou por seu lado que o "cessar-fogo humanitário é a única maneira" de responder às necessidades da população em Gaza. O "verdadeiro problema" do envio de ajuda humanitária para Gaza, criticou, é a "forma como Israel conduz a ofensiva" neste enclave palestiniano;
- A UE aprovou entretanto um plano de 118 milhões de euros de ajuda à Autoridade Palestiniana;
- No terreno, prossegue a ofensiva israelita e os combates centram-se agora mais a sul, em Khan Yunis e Rafah. O número de vitimas entre os civis aumenta todos os dias, assim como as dificuldades de sobreviver numa zona em guerra, havendo mesmo muita gente, garante a ONU, a passar fome;
- O Ministério da Saúde da Faixa de Gaza adianta que morreram 390 pessoas e outras 734 ficaram feridas nos últimos dois dias. Desde o início da guerra, a 7 de outubro, morreram mais de 20 mil pessoas, de acordo com o Hamas;
- O grupo palestiniano reconheceu a morte de 121 dos seus membros em combates com Israel, o qual reivindica ter abatido vários dos comandantes em operações seletivas realizadas em Khan Younis;
- Já Israel, fala em 784 soldados feridos desde o início da ofensiva terrestre. Um general israelita terá perecido em combate, a patente mais elevada entre os 139 militares israelitas mortos no enclave no mesmo período;
- Soube-se ainda que morreu um israelita com dupla nacionalidade americana que se pensava estar refém em Gaza. Terá morrido no ataque a Israel a 7 de outubro;
- Noutra frente da guerra, desta vez com a guerrilha xiita libanesa, o Líbano anunciou estar pronto para implementar uma resolução da ONU que distanciaria o Hezbollah da fronteira com Israel, na condição de Israel parar os ataques e se retirar das áreas reivindicadas por Beirute, disse o primeiro-ministro libanês;
- Por cá, numa ação de protesto, ativistas hastearam bandeira da Palestina na varanda da Câmara de Lisboa e pintaram a fachada do edifício.