Mundo
Guerrilhas colombianas preparadas para confrontar "imperialismo" norte-americano
Após a operação militar dos Estados Unidos, as guerrilhas colombianas afirmaram estar preparadas para se unir e confrontar os "planos imperialistas" norte-americanos.
O Exército de Libertação Nacional manifestou-se horas após a intervenção norte-americana na vizinha Venezuela, condenando-a e exigindo uma posição contrária ao Governo dos EUA na região. A autoproclamada guerrilha colombiana de extrema-esquerda, que está em conflito com o Governo da Colômbia desde a década de 1960, apelou mesmo às nações latino-americanas que defendam a soberania nacional da Venezuela.
“Mais uma vez, o imperialismo [dos EUA] viola a soberania nacional dos países da nossa América e do mundo”, declarou o grupo guerrilheiro ELN, num comunicado divulgado no Telegram. “Rejeitamos o ataque dos Estados Unidos à República Bolivariana da Venezuela”.
O grupo extremista ELN saudou ainda “os apelos das autoridades venezuelanas para resistir a esta brutal intervenção militar e para continuar defendendo o legado de Hugo Chávez"De acordo com o mesmo, esta organização paramilitar colombiana está a unir-se a "todos os patriotas, democratas e revolucionários" para "confrontar os planos imperialistas contra a Venezuela e o povo do Sul". O grupo insurgente afirmou que “se une às vozes da comunidade internacional que rejeitam e condenam os ataques dos Estados Unidos contra a Venezuela, que violam a sua soberania”.
O ELN sublinhou ainda que a intervenção norte-americana na região deve ser confrontada. Este grupo armado foi incluído pelos Estados Unidos na lista de organizações terroristas estrangeiras e que o próprio presidente colombiano, Gustavo Petro, acusa de se ter tornado uma quadrilha de narcotráfico. E é o grupo armado com maior poder na fronteira e, portanto, com forte presença na Venezuela.
Também os dissidentes das Forças Armadas Revolucionárias da Colômbia (FARC) - que assinaram um acordo de paz e desmobilização em 2016 - alertaram que darão "a última gota de sangue lutando contra o império norte-americano, se necessário" "Cedo ou tarde, o império ianque cairá", escreveram as FARC numa publicação nas redes sociais.
A Colômbia e a Venezuela partilham uma fronteira terrestre de 2.219 quilómetros que se estende do Caribe à Amazónia e é, na maior parte, um território desabitado. Segundo especialistas, as guerrilhas colombianas envolvidas com o tráfico de cocaína atuam em território venezuelano com a aprovação tácita do exército da Venezuela.
Com os acontecimentos no país vizinho, a Colômbia receia ser palco de turbulências, tanto em termos de violência quanto a um fluxo maciço de refugiados.
No sábado, o presidente colombiano, Gustavo Petro, mobilizou 30 mil soldados para reforçar as passagens de fronteira com a Venezuela e colocou o país em alerta máximo para possíveis ataques desses grupos armados ilegais. E o ministro da Defesa colombiano considerou que a situação na região fronteiriça é de "alta tensão" devido à presença de vários grupos armados ilegais, que poderão aproveitar a situação na Venezuela para lançar ataques.
“Mais uma vez, o imperialismo [dos EUA] viola a soberania nacional dos países da nossa América e do mundo”, declarou o grupo guerrilheiro ELN, num comunicado divulgado no Telegram. “Rejeitamos o ataque dos Estados Unidos à República Bolivariana da Venezuela”.
O grupo extremista ELN saudou ainda “os apelos das autoridades venezuelanas para resistir a esta brutal intervenção militar e para continuar defendendo o legado de Hugo Chávez"De acordo com o mesmo, esta organização paramilitar colombiana está a unir-se a "todos os patriotas, democratas e revolucionários" para "confrontar os planos imperialistas contra a Venezuela e o povo do Sul". O grupo insurgente afirmou que “se une às vozes da comunidade internacional que rejeitam e condenam os ataques dos Estados Unidos contra a Venezuela, que violam a sua soberania”.
O ELN sublinhou ainda que a intervenção norte-americana na região deve ser confrontada. Este grupo armado foi incluído pelos Estados Unidos na lista de organizações terroristas estrangeiras e que o próprio presidente colombiano, Gustavo Petro, acusa de se ter tornado uma quadrilha de narcotráfico. E é o grupo armado com maior poder na fronteira e, portanto, com forte presença na Venezuela.
Também os dissidentes das Forças Armadas Revolucionárias da Colômbia (FARC) - que assinaram um acordo de paz e desmobilização em 2016 - alertaram que darão "a última gota de sangue lutando contra o império norte-americano, se necessário" "Cedo ou tarde, o império ianque cairá", escreveram as FARC numa publicação nas redes sociais.
A Colômbia e a Venezuela partilham uma fronteira terrestre de 2.219 quilómetros que se estende do Caribe à Amazónia e é, na maior parte, um território desabitado. Segundo especialistas, as guerrilhas colombianas envolvidas com o tráfico de cocaína atuam em território venezuelano com a aprovação tácita do exército da Venezuela.
Com os acontecimentos no país vizinho, a Colômbia receia ser palco de turbulências, tanto em termos de violência quanto a um fluxo maciço de refugiados.
No sábado, o presidente colombiano, Gustavo Petro, mobilizou 30 mil soldados para reforçar as passagens de fronteira com a Venezuela e colocou o país em alerta máximo para possíveis ataques desses grupos armados ilegais. E o ministro da Defesa colombiano considerou que a situação na região fronteiriça é de "alta tensão" devido à presença de vários grupos armados ilegais, que poderão aproveitar a situação na Venezuela para lançar ataques.