Guterres abre último debate da Assembleia-Geral enquanto líder da ONU

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Guterres abre último debate da Assembleia-Geral enquanto líder da ONU

O debate da Assembleia-Geral da ONU arranca esta terça-feira em Nova Iorque com o discurso de António Guterres, o último que fará nesse evento anual enquanto líder das Nações Unidas. O debate de Alto Nível termina no dia 28.

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Último debate enquanto líder da ONU

O discurso do secretário-geral da ONU está previsto para as 09h00 (hora local, 14h00 em Lisboa) e decorrerá num contexto mundial complexo, marcado por tensões geopolíticas e conflitos crescentes, pressão sobre o financiamento do desenvolvimento e da própria organização, rápidas mudanças tecnológicas e o aquecimento global, fatores que continuam a testar o sistema internacional.

Guterres assumiu a liderança da ONU em janeiro de 2017, tendo sido reconduzido para um segundo mandato de cinco anos, que termina no final deste ano.

O Debate de Alto Nível, que arranca hoje e termina no dia 28, deverá reunir em Nova Iorque 71 chefes de Estado, 45 chefes de Governo e 11 vice-presidentes, explicou na segunda-feira o porta-voz de Guterres, Stéphane Dujarric.

Cinquenta ministros e um príncipe herdeiro também discursarão no debate.

Depois de Guterres, os primeiros líderes a discursar serão o Presidente do Brasil, Luiz Inácio Lula da Silva, o Presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, o rei Abdullah II da Jordânia e o Presidente da Turquia, Recep Tayyip Erdogan.

O Brasil abre o Debate Geral desde 1955, posição que conquistou porque, nos primeiros anos após a criação do órgão mundial, prontificou-se a discursar em primeiro, quando outros países se mostravam mais relutantes.

Luís Montenegro deverá discursar na tarde de quinta-feira, terceiro dia de debate.

Ainda entre os líderes esperados estão os Presidentes da Ucrânia e do Irão, Volodymyr Zelensky e Masoud Pezeshkian, respetivamente, bem como o primeiro-ministro israelita, Benjamin Netanyahu, o ministro dos Negócios Estrangeiros da Rússia, Serguei Lavrov, e a presidente interina venezuelana Delcy Rodríguez.

O Presidente da Autoridade Palestiniana, Mahmoud Abbas, deverá discursar por videoconferência depois de o Governo de Donald Trump ter-lhe negado um visto para entrar no país.


À margem do debate, estão agendadas muitas outras reuniões e eventos. Estão agendadas 1.553 reuniões bilaterais.

O conflito no Médio Oriente, a guerra na Ucrânia e as preocupações com o desenvolvimento da Inteligência Artificial estarão entre os principais temas da 81.ª sessão da Assembleia-Geral da ONU.



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Nicole Russo - RTP / Adicionar como fonte informativa

Última Assembleia Geral de Guterres na ONU junta líderes mundiais em Nova Iorque

Chefes de Estado e de Governo de 193 países reúnem-se na sede da ONU, em Nova Iorque, entre 22 e 28 de setembro, onde vão discutir os desafios globais que consideram prioritários. A sessão anual do debate geral conta com a presença do primeiro-ministro português, Luís Montenegro, que viaja para os Estados Unidos na terça-feira.

Foto: Organização das Nações Unidas

A 81.ª Assembleia Geral das Nações Unidas teve início a 8 de setembro, mas só esta terça-feira se realizam os primeiros discursos do Debate Geral, que marca a abertura oficial da sessão.

Luís Montenegro junta-se ao maior evento da diplomacia mundial, no qual tem intervenção agendada para as 14h15 locais (19h15 em Portugal Continental) de quinta-feira (24). No dia anterior reúne-se com o Secretário-Geral das Nações Unidas, António Guterres, que cumpre os últimos meses à frente do cargo.

A Assembleia Geral da ONU funciona, assim, como local privilegiado para encontros paralelos ao evento principal.

Donald Trump será o terceiro a discursar na manhã do primeiro dia de debate (22 de setembro), a partir das 14h00 (em Lisboa). Falará depois do secretário-geral da ONU, António Guterres, e do presidente brasileiro, Lula da Silva, que será o primeiro líder de um país a tomar a palavra como é tradição. 
A participação do presidente norte-americano acontece depois da dura intervenção na Assembleia Geral no último ano, quando denunciou a ineficácia da ONU na resolução de conflitos internacionais e no controlo da migração irregular.
Para lá da agenda de terça-feira, Donald Trump vai participar numa reunião informativa de alto nível para o Conselho de Paz.

Durante a semana, Trump encontra-se ainda com a presidente interina da Venezuela, Delcy Rodríguez, com Lula da Silva e com o chefe de Estado da Ucrânia, Volodymyr Zelensky, numa altura em que Washington retomou os esforços de mediação diplomática e resolução do conflito europeu.

A delegação venezuelana liderada por Rodriguez chegou, pela primeira vez, aos Estados Unidos e junta-se à Assembleia Geral, oito meses depois da captura de Nicolás Maduro.


No seu discurso, temas relacionados com a energia, a dívida e a mineração nos Estados Unidos estarão no centro das preocupações e espera-se que possam resultar na negociação de futuros acordos.

Em nome da União Europeia, o presidente do Conselho, António Costa, discursa na Assembleia Geral da ONU, na próxima quinta-feira, tal como o primeiro-ministro de Israel, Benjamin Netanyahu.

O presidente da Autoridade Palestina, Mahmoud Abbas, que está autorizado a integrar o plenário apesar de não liderar um Estado reconhecido pela ONU, tem o discurso agendado para o mesmo dia, mas deverá fazê-lo, no entanto, por videoconferência, depois de lhe ter sido negado o visto de entrada em território norte-americano.

Xi Jinping, que tem uma visita de Estado a Washington agendada para a mesma semana em que decorre o debate em Assembleia Geral, não deverá viajar até Nova Iorque para participar na reunião. 

Ainda assim, a 81.ª Assembleia Geral das Nações Unidas será, decididamente, a última de Emmanuel Macron, enquanto presidente francês, assim como de António Guterres.
As eleições presidenciais em França estão marcadas para 18 de abril de 2027. O novo secretário-geral da ONU, por sua vez, assume funções a partir de 1 de janeiro.
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