Guterres critica "estado de amnésia coletiva" que levou a novas ameaças nucleares

Guterres critica "estado de amnésia coletiva" que levou a novas ameaças nucleares

O secretário-geral das Nações Unidas (ONU), António Guterres, criticou hoje o "estado de amnésia coletiva" que se instalou no mundo e que permitiu que as ameaças nucleares voltassem a soar.

Lusa / Adicionar como fonte informativa

Na abertura de uma reunião de países signatários do Tratado de Não Proliferação Nuclear (TNP) na sede ONU, em Nova Iorque, Guterres alertou que normas arduamente conquistadas estão a erodir-se e o controlo de armas "está a morrer".

"Pela primeira vez em décadas, o número de ogivas nucleares está a aumentar. Os testes nucleares estão de volta à mesa. Alguns Governos estão a considerar abertamente a aquisição destas armas terríveis", afirmou.

"Esquecemo-nos que uma guerra nuclear não pode ser ganha e não deve ser iniciada? Esquecemo-nos que as armas nucleares não tornam ninguém mais seguro? Esquecemo-nos que a única razão pela qual o mundo não mergulhou no abismo foi porque os líderes se uniram e disseram: basta?", questionou o chefe da ONU.

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