Economia
BCE sobe juros em 0,25 pontos percentuais pela segunda vez este ano
O Banco Central Europeu (BCE) aumentou as taxas de juro pela segunda vez este ano - uma medida amplamente antecipada - esta quinta-feira, numa tentativa de conter uma inflação impulsionada inteiramente pelos custos mais elevados da energia decorrentes da guerra que envolveu o Irão.
(em atualização)
O Conselho do BCE "decidiu hoje aumentar as três taxas de juro diretoras do BCE em 0,25 pontos percentuais", visto que "o conflito no Médio Oriente continua a gerar pressões inflacionistas e a inflação deverá continuar bem acima da meta por um período prolongado".
"As perspetivas permanecem altamente incertas, com riscos de alta para a inflação e de baixa para o crescimento económico", afirmou o BCE em comunicado após uma reunião em Berlim, mantendo a sua longa tradição de realizar uma reunião de política monetária por ano numa cidade diferente da zona euro.
A taxa de depósito, que serve de referência, foi elevada para 2,50%. "As perspetivas permanecem muito incertas, com riscos de subida para a inflação e de descida para o crescimento económico", indica o comunicado com as decisões do dia.
Maior crescimento e inflaçãoO banco central dos 21 países que partilham a moeda euro também elevou algumas das suas projeções de crescimento e inflação, refletindo a resiliência da economia acima do esperado e o impacto dos custos mais elevados dos combustíveis nos outros preços.
O BCE prevê agora uma inflação de 3,0% este ano, 2,5% no próximo ano e 2,1% em 2028.
No entanto, é pouco provável que as previsões desta quinta-feira captem totalmente a recente subida dos preços da energia, particularmente no gás natural, do qual muitos países europeus dependem para o aquecimento.
O BCE prevê agora uma inflação de 3,0% este ano, 2,5% no próximo ano e 2,1% em 2028.
No entanto, é pouco provável que as previsões desta quinta-feira captem totalmente a recente subida dos preços da energia, particularmente no gás natural, do qual muitos países europeus dependem para o aquecimento.
O BCE projeta agora que a economia da zona euro cresça 0,9% em 2026, 1,4% em 2027 e 1,5% em 2028.Na reunião de julho, o Conselho de Governadores manteve por unanimidade as taxas diretoras, como era esperado pelo mercado, depois de na anterior reunião de política monetária, em 11 de junho, ter aumentado, pela primeira vez desde 2023, as três taxas diretoras em 0,25 pontos percentuais para responder ao aumento dos preços globais provocado pelo conflito do Médio Oriente.
Na ocasião, presidente do BCE, Christine Lagarde, disse na conferência de imprensa que se seguiu à reunião do Conselho de Governadores que em setembro o BCE teria dados novos para tomar a decisão sobre as taxas diretoras e que, por isso, seria possível que decidisse aumentá-las.Inflação subiu em agostoO Instituto Nacional de Estatística confirmou esta quinta-feira a aceleração da taxa de inflação para 3,3%, uma taxa superior em 0,3 pontos percentuais em relação ao valor registado em julho. A aceleração é "quase na totalidade explicada pelo aumento do preço do gasóleo", refere o INE.
Na zona euro, os números da inflação de agosto dissiparam as dúvidas restantes, com a inflação a atingir 3,3%, face a 2,9% em julho, o valor mais alto desde setembro de 2023, à medida que a inflação da energia disparou para 14,3%, contra 10,3%.
Na ocasião, presidente do BCE, Christine Lagarde, disse na conferência de imprensa que se seguiu à reunião do Conselho de Governadores que em setembro o BCE teria dados novos para tomar a decisão sobre as taxas diretoras e que, por isso, seria possível que decidisse aumentá-las.Inflação subiu em agostoO Instituto Nacional de Estatística confirmou esta quinta-feira a aceleração da taxa de inflação para 3,3%, uma taxa superior em 0,3 pontos percentuais em relação ao valor registado em julho. A aceleração é "quase na totalidade explicada pelo aumento do preço do gasóleo", refere o INE.
Na zona euro, os números da inflação de agosto dissiparam as dúvidas restantes, com a inflação a atingir 3,3%, face a 2,9% em julho, o valor mais alto desde setembro de 2023, à medida que a inflação da energia disparou para 14,3%, contra 10,3%.
Em agosto, a inflação foi de 4,5% em Espanha, 2,9% na Alemanha e 2,7% em França: três economias sujeitas ao mesmo choque energético, com resultados muito diferentes, todas reguladas por uma única taxa de juro.
O preço do barril de Brent — referência para a Europa — voltou a superar o patamar dos 100 dólares esta quarta-feira pela primeira vez desde 24 de julho com mais uma escalada no conflito no Médio Oriente que opõe EUA e Israel ao Irão.