Mundo
Haiti. Alegados assassinos do Presidente Moise preparavam ataque há três meses
Alguns dos membros do grupo alegadamente responsável pelo assassinato do Presidente do Haiti, Jovenel Moise, estavam nesse país há apenas três meses, tempo durante o qual terão preparado o ataque levado a cabo na última quarta-feira. A informação foi avançada pelas autoridades do Haiti, no mesmo dia em que detiveram um total de 17 suspeitos estrangeiros. Outros continuarão em fuga.
Para além dos membros do grupo que estavam há três meses no Haiti, outros ter-se-ão juntado a estes há apenas um mês, vindos da República Dominicana, adiantaram ainda as autoridades judiciais.
Os alegados assassinos – 15 colombianos e dois norte-americanos de origem haitiana residentes no Estado da Flórida - reuniram nos últimos meses uma série de armas, dinheiro, telemóveis e outros equipamentos, tendo ainda alugado vários carros.
Entre os bens confiscados aos suspeitos pelas autoridades encontrava-se um livro de cheques em nome de Jovenel Moise e da sua mulher, Martine. O objeto terá sido roubado da casa do Presidente na noite do ataque que o vitimou.
Um dos homens americanos, identificado como James Solages, disse aos investigadores que se envolveu no plano de assassínio do Presidente depois de ter “encontrado o emprego na internet”, mas acreditava que teria a função de intérprete do grupo de estrangeiros e que a missão era prender Jovenel Moise, não assassiná-lo.
Segundo o juiz haitiano Clément Noel, entrevistado pela imprensa local, os dois americanos confessaram que “a missão era deter o Presidente Jovenel Moise, na execução de um mandado emitido por um juiz de investigação, e não matá-lo”.
Ex-militar colombiano entre os suspeitos
As autoridades detiveram os 17 suspeitos, mas acreditam que há outros em fuga e que o grupo seria composto por 28 mercenários estrangeiros. Pelo menos três dos alegados membros do grupo foram abatidos pela polícia do Haiti na quinta-feira, numa casa em Port-au-Prince onde se tinham abrigado.
O ministro da Defesa do Haiti, Diego Molano, disse ter pedido ao exército e à polícia do país ajuda com a investigação e avançou que pelo menos seis elementos do grupo de mercenários são soldados colombianos reformados.
O jornal colombiano El Tiempo identificou um dos homens detidos como Manuel Guarín, um antigo membro das forças especiais de contra-terrorismo da Colômbia. De acordo com a mesma publicação, Guarín terá voado até à República Dominicana a 4 de junho com outros três ex-membros das Forças Armadas, partindo para o Haiti dois dias depois.
Já o Taiwan confirmou que 11 dos suspeitos foram detidos na sua embaixada no Haiti, onde se tinham escondido. Outros dois foram presos depois de habitantes locais os terem descoberto escondidos no meio de arbustos em Port-au-Prince.
O Canadá avançou, por sua vez, que um dos norte-americanos de origem haitiana detidos foi, “durante um breve período, guarda-costas de reserva” na embaixada canadiana no Haiti.
Presidente tinha 12 ferimentos de bala no corpo
Apesar das detenções, a polícia haitiana diz continuar a averiguar quem ordenou o assassinato do Presidente Moise, morto na quarta-feira, aos 53 anos, por atacantes que invadiram a sua residência, em Port-au-Prince.
Segundo a imprensa local, foram encontrados 12 ferimentos de bala no corpo de Jovenel Moise e a casa foi assaltada. Dois trabalhadores domésticos da habitação terão sido amarrados pelos atacantes.
A mulher de Moise, Martine, ficou ferida e teve de ser hospitalizada, encontrando-se numa situação “crítica, mas estável”, de acordo com as autoridades. Os três filhos do casal, Jomarlie, Jovenel Jr. e Joverlein encontram-se agora numa “localização segura”.
Moise foi eleito Presidente em 2016 e tomou posse em 2017, mas desde 2019 passou a governar por decreto, depois de conflitos no país terem atrasado as eleições que deveriam ter decorrido em outubro desse ano. Durante quatro anos no poder, Moise teve seis primeiros-ministros e estava a caminho do sétimo, que nomeou um dia antes de ser assassinado.
Os alegados assassinos – 15 colombianos e dois norte-americanos de origem haitiana residentes no Estado da Flórida - reuniram nos últimos meses uma série de armas, dinheiro, telemóveis e outros equipamentos, tendo ainda alugado vários carros.
Entre os bens confiscados aos suspeitos pelas autoridades encontrava-se um livro de cheques em nome de Jovenel Moise e da sua mulher, Martine. O objeto terá sido roubado da casa do Presidente na noite do ataque que o vitimou.
Um dos homens americanos, identificado como James Solages, disse aos investigadores que se envolveu no plano de assassínio do Presidente depois de ter “encontrado o emprego na internet”, mas acreditava que teria a função de intérprete do grupo de estrangeiros e que a missão era prender Jovenel Moise, não assassiná-lo.
Segundo o juiz haitiano Clément Noel, entrevistado pela imprensa local, os dois americanos confessaram que “a missão era deter o Presidente Jovenel Moise, na execução de um mandado emitido por um juiz de investigação, e não matá-lo”.
Ex-militar colombiano entre os suspeitos
As autoridades detiveram os 17 suspeitos, mas acreditam que há outros em fuga e que o grupo seria composto por 28 mercenários estrangeiros. Pelo menos três dos alegados membros do grupo foram abatidos pela polícia do Haiti na quinta-feira, numa casa em Port-au-Prince onde se tinham abrigado.
O ministro da Defesa do Haiti, Diego Molano, disse ter pedido ao exército e à polícia do país ajuda com a investigação e avançou que pelo menos seis elementos do grupo de mercenários são soldados colombianos reformados.
O jornal colombiano El Tiempo identificou um dos homens detidos como Manuel Guarín, um antigo membro das forças especiais de contra-terrorismo da Colômbia. De acordo com a mesma publicação, Guarín terá voado até à República Dominicana a 4 de junho com outros três ex-membros das Forças Armadas, partindo para o Haiti dois dias depois.
Já o Taiwan confirmou que 11 dos suspeitos foram detidos na sua embaixada no Haiti, onde se tinham escondido. Outros dois foram presos depois de habitantes locais os terem descoberto escondidos no meio de arbustos em Port-au-Prince.
O Canadá avançou, por sua vez, que um dos norte-americanos de origem haitiana detidos foi, “durante um breve período, guarda-costas de reserva” na embaixada canadiana no Haiti.
Presidente tinha 12 ferimentos de bala no corpo
Apesar das detenções, a polícia haitiana diz continuar a averiguar quem ordenou o assassinato do Presidente Moise, morto na quarta-feira, aos 53 anos, por atacantes que invadiram a sua residência, em Port-au-Prince.
Segundo a imprensa local, foram encontrados 12 ferimentos de bala no corpo de Jovenel Moise e a casa foi assaltada. Dois trabalhadores domésticos da habitação terão sido amarrados pelos atacantes.
A mulher de Moise, Martine, ficou ferida e teve de ser hospitalizada, encontrando-se numa situação “crítica, mas estável”, de acordo com as autoridades. Os três filhos do casal, Jomarlie, Jovenel Jr. e Joverlein encontram-se agora numa “localização segura”.
Moise foi eleito Presidente em 2016 e tomou posse em 2017, mas desde 2019 passou a governar por decreto, depois de conflitos no país terem atrasado as eleições que deveriam ter decorrido em outubro desse ano. Durante quatro anos no poder, Moise teve seis primeiros-ministros e estava a caminho do sétimo, que nomeou um dia antes de ser assassinado.