Mundo
Hepatite aguda em crianças na Europa e EUA investigada pelas autoridades de saúde
Vários casos de hepatite aguda em crianças estão a preocupar as autoridades de saúde dos Estados Unidos e de vários países europeus. Os casos inexplicáveis desta doença, que inflama as células do fígado, foram registados na Espanha, Dinamarca, Irlanda, Países Baixos e EUA. Estão já em curso investigações para que se conheça a causa das infeções.
O alerta foi lançado pelo Centro Europeu de Prevenção e Controlo das Doenças (ECDC), que deu conta dos casos de origem desconhecida em quatro países europeus.
A Organização Mundial da Saúde (OMS) disse, por sua vez, que na Irlanda foram menos de cinco os casos registados e, em Espanha, três. E deixou um aviso: é provável que sejam detetados mais casos nos próximos dias.
Nos Estados Unidos, só o departamento de saúde pública do Estado do Alabama disse haver nove casos em crianças de um a seis anos de idade, com duas delas a precisarem de transplantes de fígado devido à gravidade da infeção.
Já o Reino Unido reportou, até agora, 74 casos de hepatite aguda em crianças. A Agência britânica de Segurança Sanitária explicou, na semana passada, que os vírus que habitualmente causam a hepatite (de A a E) não foram encontrados nas crianças infetadas, o que aumenta o nível de preocupação.
Investigadores estão já a olhar para outras causas possíveis e alguns acreditam que a mais provável seja a infeção por adenovírus humano (grupo de vírus que provocam doenças ligeiras, como constipações, vómitos ou diarreia).
Os especialistas britânicos não descartam, para já, a hipótese de os casos de hepatite estarem ligados à covid-19.
Gastroenterologistas portugueses alertam pediatras
O presidente da Sociedade Portuguesa de Gastroenterologia disse na terça-feira não ter conhecimento de casos em Portugal de crianças com hepatite aguda de origem desconhecida, mas recomendou aos pediatras que estejam atentos a manifestações clínicas pouco visíveis.
Segundo o especialista, é importante perceber que "a maior parte das hepatites agudas não se desenvolvem com manifestações clínicas nítidas", como olhos amarelos ou síndrome gripal muito intenso com dores musculares ou febre, explicou à agência Lusa.
"Parece-me uma recomendação útil, neste momento, aos colegas pediatras, que veem a maior parte destas crianças, que em algumas circunstâncias, mesmo que as manifestações clínicas não sejam tão visíveis", fazer algumas análises ao fígado que permitem identificar se existe uma lesão aguda grave neste órgão, disse o presidente da SPG.
"Também não é de todo disparatado ser considerada num contexto de uma pandemia que ainda está a ter contornos flutuantes em que há algumas mutações ainda a surgir", afirmou o gastroenterologista, sublinhando que nenhuma destas hipóteses pode, para já, ser excluída.
A hepatite é, habitualmente, resultado de uma infeção viral, mas também pode ser provocada por exposição a agentes químicos como o álcool ou drogas, assim como por algumas doenças genéticas.
c/ agências
A Organização Mundial da Saúde (OMS) disse, por sua vez, que na Irlanda foram menos de cinco os casos registados e, em Espanha, três. E deixou um aviso: é provável que sejam detetados mais casos nos próximos dias.
Nos Estados Unidos, só o departamento de saúde pública do Estado do Alabama disse haver nove casos em crianças de um a seis anos de idade, com duas delas a precisarem de transplantes de fígado devido à gravidade da infeção.
Já o Reino Unido reportou, até agora, 74 casos de hepatite aguda em crianças. A Agência britânica de Segurança Sanitária explicou, na semana passada, que os vírus que habitualmente causam a hepatite (de A a E) não foram encontrados nas crianças infetadas, o que aumenta o nível de preocupação.
Investigadores estão já a olhar para outras causas possíveis e alguns acreditam que a mais provável seja a infeção por adenovírus humano (grupo de vírus que provocam doenças ligeiras, como constipações, vómitos ou diarreia).
Os especialistas britânicos não descartam, para já, a hipótese de os casos de hepatite estarem ligados à covid-19.
Gastroenterologistas portugueses alertam pediatras
O presidente da Sociedade Portuguesa de Gastroenterologia disse na terça-feira não ter conhecimento de casos em Portugal de crianças com hepatite aguda de origem desconhecida, mas recomendou aos pediatras que estejam atentos a manifestações clínicas pouco visíveis.
Segundo o especialista, é importante perceber que "a maior parte das hepatites agudas não se desenvolvem com manifestações clínicas nítidas", como olhos amarelos ou síndrome gripal muito intenso com dores musculares ou febre, explicou à agência Lusa.
"Parece-me uma recomendação útil, neste momento, aos colegas pediatras, que veem a maior parte destas crianças, que em algumas circunstâncias, mesmo que as manifestações clínicas não sejam tão visíveis", fazer algumas análises ao fígado que permitem identificar se existe uma lesão aguda grave neste órgão, disse o presidente da SPG.
"Também não é de todo disparatado ser considerada num contexto de uma pandemia que ainda está a ter contornos flutuantes em que há algumas mutações ainda a surgir", afirmou o gastroenterologista, sublinhando que nenhuma destas hipóteses pode, para já, ser excluída.
A hepatite é, habitualmente, resultado de uma infeção viral, mas também pode ser provocada por exposição a agentes químicos como o álcool ou drogas, assim como por algumas doenças genéticas.
c/ agências