Mundo
Guerra no Médio Oriente
Hezbollah rejeita acordo de cessar-fogo e exige retirada de Israel do Líbano
O líder do movimento pró-iraniano Hezbollah rejeitou o mais recente acordo de cessar-fogo alcançado entre Israel e o Governo libanês, exigindo a retirada israelita do país.
Numa declaração escrita lida no canal de televisão do movimento Al-Manar, Naim Qassem afirmou que a exigência do acordo para que os combatentes do Hezbollah abandonem o sul do Líbano sob fogo equivaleria a uma “rendição, derrota e à concretização dos objetivos do inimigo”.
“O que nos preocupa é o fim da agressão, o cessar-fogo e a retirada de Israel”, afirmou, acrescentando que o movimento não assume “qualquer compromisso com qualquer parte para deixar de resistir enquanto houver ocupação”.
“O cessar-fogo deve ser global (...) e sem liberdade para o inimigo matar no Líbano”, declarou Naim Qassem, sublinhando que não haverá segurança para o norte de Israel sem segurança para as aldeias do sul do Líbano.
Israel e o Líbano acordaram na quarta-feira renovar o cessar-fogo e criar várias zonas de segurança "piloto" dentro do Líbano, nas quais os militantes do Hezbollah estariam proibidos de permanecer.
Num comunicado conjunto divulgado após uma quarta ronda de negociações mediadas pelos EUA no Departamento de Estado, os dois lados afirmaram que o cessar-fogo "está condicionado à cessação completa de fogo do Hezbollah e à retirada de todos os operacionais do Hezbollah" das áreas a sul do rio Litani.
O presidente libanês, Josef Aoun, afirmou que o cessar-fogo entraria em vigor em 24 horas após a aprovação de todas as partes envolvidas. No entanto, o líder do Hezbollah rejeitou a declaração de Washington, insistindo que "a resistência vai continuar".
O acordo prevê a criação de zonas piloto onde o grupo armado não poderá estar e que vão ser controladas pelas forças libanesas. Porém, não é claro, para já, como serão estabelecidas as zonas de segurança.
Ataques continuam
Do lado israelita, o ministro da Defesa, Israel Katz, reafirmou esta quinta-feira a ameaça de atacar Beirute se sofrer ataques do grupo libanês Hezbollah, apoiado pelo Irão, e avisou que o acordo de cessar-fogo no Líbano prevê a continuação das operações israelitas no sul.
Israel manteve os ataques no sul do Líbano esta quinta-feira e o ministro da Defesa afirmou que as forças israelitas não se retirariam da zona nem interromperiam as operações no país, que invadiram em março, em paralelo com a guerra no Irão.
No sul do Líbano, um soldado sérvio da força de manutenção da paz foi morto — o sétimo soldado da UNIFIL morto desde o início de março — e dois soldados da paz da ONU ficaram feridos num ataque na noite de quarta-feira. Está em curso uma investigação para determinar a causa, com o exército israelita a acusar o Hezbollah.
Desde o início da trégua entre Israel e o Líbano, a 17 de abril, ambos os lados se acusam mutuamente de a violar, e Israel está a levar a cabo a sua incursão militar mais profunda no Líbano desde 2000.
Na outra frente do conflito, as negociações entre Washington e Teerão estão paradas. O Irão exige que qualquer acordo inclua um cessar-fogo no Líbano, com a retirada das tropas israelitas.
c/agências
“O que nos preocupa é o fim da agressão, o cessar-fogo e a retirada de Israel”, afirmou, acrescentando que o movimento não assume “qualquer compromisso com qualquer parte para deixar de resistir enquanto houver ocupação”.
“O cessar-fogo deve ser global (...) e sem liberdade para o inimigo matar no Líbano”, declarou Naim Qassem, sublinhando que não haverá segurança para o norte de Israel sem segurança para as aldeias do sul do Líbano.
Israel e o Líbano acordaram na quarta-feira renovar o cessar-fogo e criar várias zonas de segurança "piloto" dentro do Líbano, nas quais os militantes do Hezbollah estariam proibidos de permanecer.
Num comunicado conjunto divulgado após uma quarta ronda de negociações mediadas pelos EUA no Departamento de Estado, os dois lados afirmaram que o cessar-fogo "está condicionado à cessação completa de fogo do Hezbollah e à retirada de todos os operacionais do Hezbollah" das áreas a sul do rio Litani.
O presidente libanês, Josef Aoun, afirmou que o cessar-fogo entraria em vigor em 24 horas após a aprovação de todas as partes envolvidas. No entanto, o líder do Hezbollah rejeitou a declaração de Washington, insistindo que "a resistência vai continuar".
O acordo prevê a criação de zonas piloto onde o grupo armado não poderá estar e que vão ser controladas pelas forças libanesas. Porém, não é claro, para já, como serão estabelecidas as zonas de segurança.
Ataques continuam
Do lado israelita, o ministro da Defesa, Israel Katz, reafirmou esta quinta-feira a ameaça de atacar Beirute se sofrer ataques do grupo libanês Hezbollah, apoiado pelo Irão, e avisou que o acordo de cessar-fogo no Líbano prevê a continuação das operações israelitas no sul.
Israel manteve os ataques no sul do Líbano esta quinta-feira e o ministro da Defesa afirmou que as forças israelitas não se retirariam da zona nem interromperiam as operações no país, que invadiram em março, em paralelo com a guerra no Irão.
No sul do Líbano, um soldado sérvio da força de manutenção da paz foi morto — o sétimo soldado da UNIFIL morto desde o início de março — e dois soldados da paz da ONU ficaram feridos num ataque na noite de quarta-feira. Está em curso uma investigação para determinar a causa, com o exército israelita a acusar o Hezbollah.
Desde o início da trégua entre Israel e o Líbano, a 17 de abril, ambos os lados se acusam mutuamente de a violar, e Israel está a levar a cabo a sua incursão militar mais profunda no Líbano desde 2000.
Na outra frente do conflito, as negociações entre Washington e Teerão estão paradas. O Irão exige que qualquer acordo inclua um cessar-fogo no Líbano, com a retirada das tropas israelitas.
c/agências