Homenagem às vítimas do 7 de outubro no Parlamento Europeu

Homenagem às vítimas do 7 de outubro no Parlamento Europeu

"Num momento de crescente antissemitismo global, temos o dever para com a comunidade judaica da Europa de garantir que, ao olharem para nós, veem que esta também é a casa deles", diz Roberta Metsola.

Andrea Neves - enviada especial da RTP Antena 1 a Estrasburgo / Adicionar como fonte informativa
Andrea Neves, RTP Antena 1

Desde segunda-feira que decorre, num dos átrios do Parlamento Europeu em Estrasburgo, uma exposição de homenagem às vítimas do ataque terrorista do 7 de outubro em Israel.
 
Aconteceu faz esta quarta-feira três anos.

A exposição reúne fotografias desde o dia até à recuperação de quem ficou gravemente ferido e objetos de arte de quem prefere transformar a guerra em arte e construa rosas a partir de rockets que caíram perto da cada onde vive.

O Parlamento europeu vai recordar as vítimas do ataque de 7 de outubro em Israel. Há uma cerimónia de homenagem às vítimas organizada pelo Partido Popular Europeu. A presidente vai discursar e num dos recantos do edifício pode visitar-se uma exposição que inclui fotografia e arte, como refere Patricia Teitelbaum, do Movimento Internacional para a Paz e Coexistência à RTP Antena 1.



“Este evento trata da memória, da dignidade, do que aconteceu contra um Estado democrático, contra os valores democráticos.
Por isso faz todo o sentido estarmos aqui no Parlamento Europeu”.

Na segunda-feira, dia da abertura da exposição, houve um incidente no local onde decorre esta exposição de homenagem às vítimas do ataque do Hamas. Uma eurodeputada de extrema-esquerda, que já está a sob a alçada de um processo interno do Parlamento Europeu, entrou no espaço e deixou pelo chão as bandeiras de Israel e da União Europeia.

Patrícia diz que estava no local, mas prefere não falar muito sobre o momento.

“Muitos eurodeputados vieram-nos visitar e ficaram muito impressionados porque realmente se trata de dignidade das vítimas. E sim demonstram apoio e solidariedade em relação ao que aconteceu".

Mas a presidente do Parlamento Europeu já abriu um processo à eurodeputada e foi muito clara no hemiciclo europeu.

“Rejeitamos, nos termos mais veementes, qualquer ação de qualquer pessoa que faça com que alguém se sinta menos protegido aqui. Não podemos permitir tentativas de intimidação em vez de debate. Num momento de crescente antissemitismo global, temos o dever para com a comunidade judaica da Europa de garantir que, ao olharem para nós, veem que esta também é a casa deles".

Patricia Teitelbaum diz que esta homenagem é importante por ser feita na casa da democracia europeia.

“Muitas coisas são importantes, mas antes de mais acho que é fundamental educar os nossos jovens e também os jovens do Médio Oriente. E penso que é importante que a União Europeia perceba para onde vai o financiamento quando atribui fundos, por exemplo, a Gaza, porque as crianças em Gaza merecem um futuro melhor. Mas também as crianças de Israel”.

“Basta de guerra. É realmente essa a mensagem de paz que queremos transmitir".

“E organizámos esta exposição em conjunto com dois importantes artistas israelitas. Um deles é Ziv Koren. É fotógrafo de guerra e fez fotos a partir de 7 de outubro de 2023, e a exposição decorre aqui até 2025, mostrando a reabilitação de israelitas gravemente feridos”.



"E também contamos com o artista israelita Yaron Bob, que vive a 1,5 quilómetros de Gaza. Ele tem vindo, há muitos e muitos anos, a transformar o metal dos rockets que caem no seu quintal, no seu jardim, em obras de arte, em algo belo: são rockets transformados em rosas".
 

"E é uma mensagem bonita. Acho que todos podem adorar esta mensagem. Chega de armas, chega de guerras. Precisamos de amor e paz", completa.
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