Mundo
Guerra no Médio Oriente
Houthis do Iémen atacaram instalação da petrolífera Aramco em Riade
Os rebeldes houthis, apoiados pelo Irão, afirmaram ter atacado este sábado uma instalação da petrolífera saudita Aramco, em Riade, na sequência de ataques aéreos do exército da Arábia Saudita a Sanaa, capital do Iémen.
As hostilidades entre os houthis e a Arábia Saudita, país vizinho do Iémen que apoia o Governo internacionalmente reconhecido, não dão tréguas desde que foram retomadas em julho, abrindo uma nova frente na guerra no Médio Oriente.
As forças houthis "realizaram uma operação militar de grande envergadura, utilizando vários mísseis balísticos e drones para atacar a Aramco na capital do inimigo saudita", afirmou o porta-voz militar do movimento islamita antigovernamental, Yahya Saree.
Os ataques, "precisos e diretos", provocaram "incêndios nas instalações visadas", acrescentou.
Um jornalista da agência de notícias AFP tinha observado anteriormente chamas e fumo a elevarem-se de uma instalação da Aramco, a sul da capital saudita.
Os houthis já tinham afirmado ter atacado por duas vezes instalações do grupo petrolífero saudita, no mês passado, na cidade portuária de Yanbu, principal terminal petrolífero do reino, e em agosto, no sul da Arábia Saudita.
As autoridades sauditas não tinham ainda comunicado sobre o incêndio.
O canal Almasirah, ligado aos houthis, tinha anunciado anteriormente que "aviões inimigos" do reino realizaram 26 ataques durante o dia contra Sanaa, que, segundo os rebeldes, foi visada pela primeira vez em vários anos na quinta-feira, sem fornecer pormenores sobre eventuais vítimas.
Na capital iemenita, um correspondente da AFP ouviu pelo menos cinco explosões em diferentes zonas, enquanto outro viu dois aviões de combate dispararem mísseis.
O Almasirah tinha também noticiado, mais cedo, ataques sauditas com mísseis contra "a rede de telecomunicações na região de Saada", bastião dos houthis no norte do Iémen.
Os combates no Iémen intensificaram-se em setembro, com uma ofensiva-relâmpago dos houthis, conquistando a faixa costeira do mar Vermelho, reforçando o seu controlo sobre o estreito de Bab el-Mandeb, depois de terem decretado um bloqueio à frota saudita.
Este estreito ganhou importância desde que a navegação no estreito de Ormuz, uma passagem estratégica para o comércio mundial de hidrocarbonetos, do outro lado da península Arábica, passou a estar sujeita a fortes restrições impostas pelo Irão no final de fevereiro, na sequência do início da guerra com ataques israelo-americanos.
A mais recente ofensiva terrestre dos huthis provocou centenas de mortos e agravou a crise humanitária que o país atravessa.
A crise alimentar no Iémen, o país mais pobre da península Arábica, ameaça tornar-se "absolutamente devastadora", alertou na sexta-feira o Programa Alimentar Mundial (PAM) das Nações Unidas.
Enquanto as negociações diplomáticas para uma solução do conflito regional estão estagnadas, o sítio noticioso norte-americano Axios, citando três responsáveis dos Estados Unidos, noticiou a realização de uma reunião na sexta-feira dos principais membros do gabinete de Donald Trump, para discutir os próximos passos em relação ao Irão e a situação no Iémen.
Os pedidos de Riade de ajuda internacional, nomeadamente por parte do seu aliado norte-americano, não tiveram ainda resposta.
As forças houthis "realizaram uma operação militar de grande envergadura, utilizando vários mísseis balísticos e drones para atacar a Aramco na capital do inimigo saudita", afirmou o porta-voz militar do movimento islamita antigovernamental, Yahya Saree.
Os ataques, "precisos e diretos", provocaram "incêndios nas instalações visadas", acrescentou.
Um jornalista da agência de notícias AFP tinha observado anteriormente chamas e fumo a elevarem-se de uma instalação da Aramco, a sul da capital saudita.
Os houthis já tinham afirmado ter atacado por duas vezes instalações do grupo petrolífero saudita, no mês passado, na cidade portuária de Yanbu, principal terminal petrolífero do reino, e em agosto, no sul da Arábia Saudita.
As autoridades sauditas não tinham ainda comunicado sobre o incêndio.
O canal Almasirah, ligado aos houthis, tinha anunciado anteriormente que "aviões inimigos" do reino realizaram 26 ataques durante o dia contra Sanaa, que, segundo os rebeldes, foi visada pela primeira vez em vários anos na quinta-feira, sem fornecer pormenores sobre eventuais vítimas.
Na capital iemenita, um correspondente da AFP ouviu pelo menos cinco explosões em diferentes zonas, enquanto outro viu dois aviões de combate dispararem mísseis.
O Almasirah tinha também noticiado, mais cedo, ataques sauditas com mísseis contra "a rede de telecomunicações na região de Saada", bastião dos houthis no norte do Iémen.
Os combates no Iémen intensificaram-se em setembro, com uma ofensiva-relâmpago dos houthis, conquistando a faixa costeira do mar Vermelho, reforçando o seu controlo sobre o estreito de Bab el-Mandeb, depois de terem decretado um bloqueio à frota saudita.
Este estreito ganhou importância desde que a navegação no estreito de Ormuz, uma passagem estratégica para o comércio mundial de hidrocarbonetos, do outro lado da península Arábica, passou a estar sujeita a fortes restrições impostas pelo Irão no final de fevereiro, na sequência do início da guerra com ataques israelo-americanos.
A mais recente ofensiva terrestre dos huthis provocou centenas de mortos e agravou a crise humanitária que o país atravessa.
A crise alimentar no Iémen, o país mais pobre da península Arábica, ameaça tornar-se "absolutamente devastadora", alertou na sexta-feira o Programa Alimentar Mundial (PAM) das Nações Unidas.
Enquanto as negociações diplomáticas para uma solução do conflito regional estão estagnadas, o sítio noticioso norte-americano Axios, citando três responsáveis dos Estados Unidos, noticiou a realização de uma reunião na sexta-feira dos principais membros do gabinete de Donald Trump, para discutir os próximos passos em relação ao Irão e a situação no Iémen.
Os pedidos de Riade de ajuda internacional, nomeadamente por parte do seu aliado norte-americano, não tiveram ainda resposta.