Mundo
Identidade e protesto. Bad Bunny arrisca no Super Bowl e Trump responde
Bad Bunny subiu ao relvado do Levi's Stadium, na Califórnia, para fazer história no halftime show do Super Bowl. Na noite que consagrou os Seattle Seahawks como os grandes vencedores da final do campeonato nacional de futebol americano, a música e a revolução também foram protagonistas.
Vencedor de três Grammy's no passado dia 1 de fevereiro, Bad Bunny foi o artista escolhido para atuar no intervalo da final do Super Bowl, um dos momentos mais esperados do evento desportivo.
Cardi B, Karol G, Jessica Alba e Pedro Pascal estiveram no cenário, que fazia referência a Porto Rico e dava continuidade à homenagem prestada ao país no álbum “Debí Tirar Más Fotos”.
O espetáculo trouxe convidados e mensagens de intervenção. As políticas de imigração não passaram ao lado das críticas do artista.
Entre as centenas de pessoas envolvidas para contar uma história de revolta e união, Bad Bunny entregou um Grammy a uma criança, que, de acordo com a Variety, simboliza Liam Ramos, detido aos cinco anos pelo ICE, em janeiro deste ano, em Minneapolis.
“A única coisa mais poderosa do que o ódio é o amor” lia-se nos ecrãs do estádio. Já no final da atuação, o artista porto-riquenho ergueu uma bola que trazia inscrito “Juntos somos a América” e, por entre bandeiras, enumerou todas as nações do continente americano, numa clara mensagem de união e inclusão.
Com referências à cultura, identidade e política, o Levi’s Stadium serviu de palco para muitos dos seus êxitos: "DtMF”, “NUEVAYoL”, “BAILE INoLVIDABLE”, “CAFé COM RON”, “Tití Me Preguntó", "Yo Perreo Sola", "Safaera", "Party" e “El Apagón”.
A “MONACO”, acompanhada por violinos, foi trilha sonora de um dos momentos mais marcantes do espetáculo. O halftime show do Super Bowl recebeu um casamento, que foi muito mais do que apenas encenação.
Lady Gaga também subiu ao palco, onde cantou e dançou salsa, e Ricky Martin interpretou “Lo Que Le Pasó a Hawaii” com o compatriota Bad Bunny.
A atuação que para muitos já está na história do Super Bowl como uma das mais marcantes, não agradou, no entanto, ao presidente dos Estados Unidos, Donald Trump. Insatisfeito desde o anúncio da escolha do artista para atuar no intervalo do jogo, Trump classificou a apresentação como “absolutamente terrível e uma das piores de todos os tempos”.
Através da rede social Truth, o presidente norte-americano considerou que a atuação de Bad Bunny na final do Super Bowl foi “uma afronta à grandeza da América”.
“Ninguém entende uma palavra do que ele está a dizer e a dança é repugnante, especialmente para crianças que estão a assistir nos Estados Unidos e em todo o mundo”, escreveu.
Depois desta atuação, por muitos considerada memorável, e de se consagrar o primeiro artista a vencer um Grammy com um álbum totalmente em espanhol, Bad Bunny não abandona, para já, os estádios. O artista segue agora para a "Debí Tirar Más Fotos World Tour", que chega ao Estádio da Luz, em Portugal, a 26 e 27 de maio.
Cardi B, Karol G, Jessica Alba e Pedro Pascal estiveram no cenário, que fazia referência a Porto Rico e dava continuidade à homenagem prestada ao país no álbum “Debí Tirar Más Fotos”.
O espetáculo trouxe convidados e mensagens de intervenção. As políticas de imigração não passaram ao lado das críticas do artista.
Entre as centenas de pessoas envolvidas para contar uma história de revolta e união, Bad Bunny entregou um Grammy a uma criança, que, de acordo com a Variety, simboliza Liam Ramos, detido aos cinco anos pelo ICE, em janeiro deste ano, em Minneapolis.
“A única coisa mais poderosa do que o ódio é o amor” lia-se nos ecrãs do estádio. Já no final da atuação, o artista porto-riquenho ergueu uma bola que trazia inscrito “Juntos somos a América” e, por entre bandeiras, enumerou todas as nações do continente americano, numa clara mensagem de união e inclusão.
Com referências à cultura, identidade e política, o Levi’s Stadium serviu de palco para muitos dos seus êxitos: "DtMF”, “NUEVAYoL”, “BAILE INoLVIDABLE”, “CAFé COM RON”, “Tití Me Preguntó", "Yo Perreo Sola", "Safaera", "Party" e “El Apagón”.
A “MONACO”, acompanhada por violinos, foi trilha sonora de um dos momentos mais marcantes do espetáculo. O halftime show do Super Bowl recebeu um casamento, que foi muito mais do que apenas encenação.
Lady Gaga também subiu ao palco, onde cantou e dançou salsa, e Ricky Martin interpretou “Lo Que Le Pasó a Hawaii” com o compatriota Bad Bunny.
A atuação que para muitos já está na história do Super Bowl como uma das mais marcantes, não agradou, no entanto, ao presidente dos Estados Unidos, Donald Trump. Insatisfeito desde o anúncio da escolha do artista para atuar no intervalo do jogo, Trump classificou a apresentação como “absolutamente terrível e uma das piores de todos os tempos”.
Através da rede social Truth, o presidente norte-americano considerou que a atuação de Bad Bunny na final do Super Bowl foi “uma afronta à grandeza da América”.
“Ninguém entende uma palavra do que ele está a dizer e a dança é repugnante, especialmente para crianças que estão a assistir nos Estados Unidos e em todo o mundo”, escreveu.
Depois desta atuação, por muitos considerada memorável, e de se consagrar o primeiro artista a vencer um Grammy com um álbum totalmente em espanhol, Bad Bunny não abandona, para já, os estádios. O artista segue agora para a "Debí Tirar Más Fotos World Tour", que chega ao Estádio da Luz, em Portugal, a 26 e 27 de maio.