País
IGAI abre processo sobre carga policial contra protesto pela habitação no Porto
O processo é aberto depois de, na quinta-feira, a polícia ter avançado sobre os manifestantes, causando vários feridos.
(em atualização)
A Inspeção-Geral da Administração Interna desencadeou um processo administrativo com vista a aclarar as circunstâncias em que ocorreu a carga policial da madrugada de quinta-feira contra os manifestantes do Movimento pela Habitação, na Praça D. João I, no Porto.
"A IGAI informa que, na sequência do conhecimento da intervenção policial em causa através das notícias e imagens divulgadas publicamente, a IGAI abriu um processo administrativo, com solicitação de informações à PSP sobre a referida intervenção, destinado a apurar as circunstâncias da mesma e avaliação dos procedimentos adotados", lê-se numa resposta à RTP.
A informação tinha sido inicialmente avançada pelo Jornal de Notícias.
O Movimento pela Habitação foi alvo, na madrugada de quinta-feira, de uma carga policial que fez quase 40 feridos entre os manifestantes, segundo o balanço dos organizadores.
Em comunicado, o movimento veio denunciar "veementemente o uso de força extrema, desproporcional e injustificada durante a intervenção policial na acampada, que se manteve, desde o primeiro momento, pacífica, sem nunca incitar à violência".
A PSP confirmou, por sua vez, um agente ferido e a existência de feridos entre os manifestantes, atribuindo a intervenção policial a "comportamentos de resistência". Na mesma linha, o autarca do Porto, Pedro Duarte, argumentou que as forças de segurança se viram "forçadas" a agir face às ações dos manifestantes.
Ainda na quinta-feira, o novo diretor da Polícia de Segurança Pública, Pedro Moura, sustentou que "houve necessidade de fazer uma intervenção mais musculada", ao passo que o ministro da Administração Interna, Luís Neves, considerou a atuação policial "legítima".
Em comunicado, o movimento veio denunciar "veementemente o uso de força extrema, desproporcional e injustificada durante a intervenção policial na acampada, que se manteve, desde o primeiro momento, pacífica, sem nunca incitar à violência".
A PSP confirmou, por sua vez, um agente ferido e a existência de feridos entre os manifestantes, atribuindo a intervenção policial a "comportamentos de resistência". Na mesma linha, o autarca do Porto, Pedro Duarte, argumentou que as forças de segurança se viram "forçadas" a agir face às ações dos manifestantes.
Ainda na quinta-feira, o novo diretor da Polícia de Segurança Pública, Pedro Moura, sustentou que "houve necessidade de fazer uma intervenção mais musculada", ao passo que o ministro da Administração Interna, Luís Neves, considerou a atuação policial "legítima".