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Imigração. Trump demite Kristi Noem, secretária de Segurança Interna dos EUA
Donald Trump anunciou esta quinta-feira a demissão da Secretária de Segurança Interna, Kristi Noem, uma das responsáveis pela política de deportação de imigrantes do Governo norte-americano.
A secretária, que atuava como "enviada especial" para a América Latina, será substituída em 31 de março pelo senador republicano Markwayne Mullin, adiantou o presidente americano na rede social Truth Social.
“Tenho o prazer de anunciar que o muito respeitado Senador dos Estados Unidos pelo grande Estado de Oklahoma, Markwayne Mullin, assumirá o cargo de Secretário de Segurança Interna dos Estados Unidos (DHS), a partir de 31 de março de 2026”, anunciou Donald Trump.
“A atual secretária, Kristi Noem, que nos serviu muito bem e obteve inúmeros e espetaculares resultados (especialmente na fronteira!), passará a ser Enviada Especial para o Escudo das Américas, a nossa nova Iniciativa de Segurança no Hemisfério Ocidental, que anunciaremos no sábado em Doral, Flórida”, acrescentou.
“Markwayne trabalhará incansavelmente para manter as nossas fronteiras seguras, impedir a entrada ilegal de imigrantes, assassinos e outros criminosos no nosso país, acabar com o flagelo das drogas ilegais e tornar a América novamente segura”, garante Trump.
A queda de Noem
Noem, ex-governadora da Dakota do Sul, tornou-se uma das secretárias de gabinete mais proeminentes de Donald Trump, sendo a personificação da linha dura da administração Trump em relação à imigração.
Noem, ex-governadora da Dakota do Sul, tornou-se uma das secretárias de gabinete mais proeminentes de Donald Trump, sendo a personificação da linha dura da administração Trump em relação à imigração.
Foi nomeada para liderar o Departamento de Segurança Interna em janeiro de 2025, após a tomada de posse de Trump.
Nas redes sociais, referiu-se aos imigrantes condenados por crimes como "escumalha", mesmo com o aumento do número de pessoas sem antecedentes criminais detidas pelas autoridades de imigração durante a administração Trump.
Participou em operações de fiscalização de imigração em Nova Iorque e visitou uma prisão de segurança máxima em El Salvador, onde imigrantes venezuelanos deportados pela administração Trump estavam detidos sem acusações formais ou acesso a advogados.
No entanto, em janeiro, a secretária demissionária foi alvo de críticas quando apelidou dois cidadãos norte-americanos mortos a tiro por agentes federais de imigração em Minneapolis como autores de "terrorismo doméstico".
Vídeos que surgiram após as mortes refutaram a afirmação de Noem e de outros funcionários de Trump de que os dois cidadãos mortos – Renee Good e Alex Pretti – eram agressores violentos.
A reação pública negativa às mortes levou a administração Trump a adotar uma abordagem mais direcionada para a aplicação das leis de imigração no Minnesota, após meses de operações em cidades americanas que resultaram em confrontos violentos com residentes que se opunham à repressão.
Os democratas da Câmara dos Representantes dos EUA iniciaram um processo de destituição contra Noem e pelo menos dois republicanos no Congresso pediram a sua demissão após os incidentes. A moção para a sua demissão obteve 120 votos a favor, representando mais de metade dos democratas da Câmara.
Nas redes sociais, referiu-se aos imigrantes condenados por crimes como "escumalha", mesmo com o aumento do número de pessoas sem antecedentes criminais detidas pelas autoridades de imigração durante a administração Trump.
Participou em operações de fiscalização de imigração em Nova Iorque e visitou uma prisão de segurança máxima em El Salvador, onde imigrantes venezuelanos deportados pela administração Trump estavam detidos sem acusações formais ou acesso a advogados.
No entanto, em janeiro, a secretária demissionária foi alvo de críticas quando apelidou dois cidadãos norte-americanos mortos a tiro por agentes federais de imigração em Minneapolis como autores de "terrorismo doméstico".
Vídeos que surgiram após as mortes refutaram a afirmação de Noem e de outros funcionários de Trump de que os dois cidadãos mortos – Renee Good e Alex Pretti – eram agressores violentos.
A reação pública negativa às mortes levou a administração Trump a adotar uma abordagem mais direcionada para a aplicação das leis de imigração no Minnesota, após meses de operações em cidades americanas que resultaram em confrontos violentos com residentes que se opunham à repressão.
Os democratas da Câmara dos Representantes dos EUA iniciaram um processo de destituição contra Noem e pelo menos dois republicanos no Congresso pediram a sua demissão após os incidentes. A moção para a sua demissão obteve 120 votos a favor, representando mais de metade dos democratas da Câmara.
Os críticos afirmam que Noem "demonizou" os imigrantes e promoveu uma estratégia de fiscalização da imigração que visava os imigrantes não criminosos, os trabalhadores e as suas famílias. Durante o mandato de Noem, o número de mortes nos centros de detenção de imigrantes atingiu o nível mais elevado em duas décadas, enquanto o pessoal dos gabinetes de supervisão do Departamento de Segurança Interna (DHS) foi drasticamente reduzido.
A mudança na equipa levanta questões sobre se a administração Trump poderá intensificar a sua campanha de deportação em massa ou recuar para uma abordagem mais direcionada.