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Índia. Terceira mulher quebra tradição e entra no templo de Sabarimala
Uma mulher, natural do Sri Lanka, entrou no templo hindu de Sabarimala, no sul da Índia, quebrando novamente a tradição que veda o acesso ao templo a mulheres em idade reprodutiva. Esta semana, duas mulheres entraram no templo pela primeira vez em séculos, o que motivou fortes protestos de grupos conservadores contra o governo do Estado de Kerala, que apoia a igualdade de género no acesso ao templo.
Ainda são desconhecidos detalhes sobre a entrada da mulher no templo, mas é certo que o novo acesso vai intensificar a tensão dos últimos dois dias.
De acordo com os meios de comunicação social indianos, a mulher entrou no templo do deus Ayyappa às 22h55 locais (17hH25 em Lisboa) desta quinta-feira, acompanhada do marido.
A polícia do estado de Kerala confirmou que disponibilizou proteção à mulher. “Ela entrou no templo ontem à noite. Tem 47 anos e veio como devota. Estávamos informados e vigiámos a situação”, disse um elemento da polícia, acrescentando que a situação, esta sexta-feira, “é até agora normal”.
Os media indianos acrescentam que o útero da mulher tinha sido retirado, motivo pelo qual não menstrua.
No entanto, milhares de devotos conservadores, muitos dos quais mulheres, têm ajudado os responsáveis do templo a travar as tentativas de visita de mulheres desde setembro. Foram atiradas pedras à polícia e registadas agressões a mulheres jornalistas.
Um morto, 15 feridos, 1.369 detidos
Em consequência, os conservadores hindus paralisaram a cidade de Kerala, com a interrupção dos transportes e forçaram o encerramento do comércio. O protesto foi apoiado pelos principais partidos indianos, o Partido do Povo Indiano, do primeiro-ministro Narendra Modi, e o rival Partido do Congresso.
A intenção é afetar o governo do Estado de Kerala, liderado pelo Partido Comunista indiano, e que defende a igualdade de género no acesso ao templo.
A entrada das duas mulheres no templo de Sabarimala gerou uma onda de violência entre devotos mais conservadores e apoiantes da coligação de esquerda que apoia o governo de Kerala, bem como os conservadores hindus e a polícia.
Um homem morreu e 15 pessoas ficaram feridas, entre as quais quatro esfaqueadas, e 1.369 foram detidas. As autoridades utilizaram gás lacrimogéneo e canhões de água para controlar os confrontos.
O templo também esteve encerrado para um “ritual de purificação”, levado a cabo após a entrada das duas indianas.
As autoridades descreviam o ambiente em Kerala esta sexta-feira como “calmo mas tenso”. “A polícia continua extremamente vigilante. Há tensões mas ainda está tudo pacífico”, declarou o porta-voz da polícia de Kerala, Pramod Kumar.
De acordo com os meios de comunicação social indianos, a mulher entrou no templo do deus Ayyappa às 22h55 locais (17hH25 em Lisboa) desta quinta-feira, acompanhada do marido.
A polícia do estado de Kerala confirmou que disponibilizou proteção à mulher. “Ela entrou no templo ontem à noite. Tem 47 anos e veio como devota. Estávamos informados e vigiámos a situação”, disse um elemento da polícia, acrescentando que a situação, esta sexta-feira, “é até agora normal”.
Os media indianos acrescentam que o útero da mulher tinha sido retirado, motivo pelo qual não menstrua.
O templo de Sabarimala é um dos poucos na Índia a vedar a entrada a raparigas e mulheres, com idades entre os 10 e os 50 anos, com o argumento que a menstruação torna as mulheres impuras. O site do templo refere que interdição a mulheres em idade reprodutiva se deve ao celibato do deus Ayyappa.
A maior parte dos templos hindus não autorizam a entrada de mulheres no período em que menstruam, mas Sabarimala é um dos poucos que proibe o acesso a todas as mulheres entre a puberdade e a menopausa.
A prática tem sido objeto de uma batalha legal ao longo das últimas duas décadas, que terminou a 28 de setembro passado com uma decisão do Supremo Tribunal a considerar a medida discriminatória.No entanto, milhares de devotos conservadores, muitos dos quais mulheres, têm ajudado os responsáveis do templo a travar as tentativas de visita de mulheres desde setembro. Foram atiradas pedras à polícia e registadas agressões a mulheres jornalistas.
Um morto, 15 feridos, 1.369 detidos
Na quarta-feira, duas mulheres de cerca de 40 anos entraram, de madrugada, no templo, um dos maiores santuários do hinduísmo, atraindo anualmente entre 17 a 50 milhões de peregrinos.
As mulheres chegaram de madrugada, numa ambulância e sob escolta policial à paisana, tendo entrado por um portão lateral e sem que nenhum devoto se apercebesse. Esta sexta-feira, continuavam sob proteção da polícia.
Em consequência, os conservadores hindus paralisaram a cidade de Kerala, com a interrupção dos transportes e forçaram o encerramento do comércio. O protesto foi apoiado pelos principais partidos indianos, o Partido do Povo Indiano, do primeiro-ministro Narendra Modi, e o rival Partido do Congresso.
A intenção é afetar o governo do Estado de Kerala, liderado pelo Partido Comunista indiano, e que defende a igualdade de género no acesso ao templo.
A entrada das duas mulheres no templo de Sabarimala gerou uma onda de violência entre devotos mais conservadores e apoiantes da coligação de esquerda que apoia o governo de Kerala, bem como os conservadores hindus e a polícia.
Um homem morreu e 15 pessoas ficaram feridas, entre as quais quatro esfaqueadas, e 1.369 foram detidas. As autoridades utilizaram gás lacrimogéneo e canhões de água para controlar os confrontos.
O templo também esteve encerrado para um “ritual de purificação”, levado a cabo após a entrada das duas indianas.
As autoridades descreviam o ambiente em Kerala esta sexta-feira como “calmo mas tenso”. “A polícia continua extremamente vigilante. Há tensões mas ainda está tudo pacífico”, declarou o porta-voz da polícia de Kerala, Pramod Kumar.