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Guerra no Médio Oriente. Acompanhe aqui, ao minuto, a evolução do conflito

Trump garante que EUA podem "facilmente" reabrir Estreito de Ormuz e "fazer uma fortuna" com o petróleo

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Trump garante que EUA podem "facilmente" reabrir Estreito de Ormuz e "fazer uma fortuna" com o petróleo

Donald Trump afirmou esta sexta-feira que dentro de algum tempo os EUA poderão reabrir o Estreito de Ormuz e "fazer uma fortuna" com o petróleo. O Conselho de Cooperação do Golfo pediu à ONU que autorize o uso da força para desobstruir o estreito. Teerão veio já advertir contra qualquer "ação provocatória". Acompanhamos aqui, ao minuto, todos os desenvolvimentos.

Joana Raposo Santos - RTP /

Foto: Alex Brandon - Pool via Reuters

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RTP /

Trump garante que EUA podem "facilmente" reabrir Estreito de Ormuz dentro de pouco tempo

O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, afirmou esta sexta-feira que dentro de algum tempo poderá reabrir o Estreito de Ormuz e “fazer uma fortuna” com o petróleo.

“Com um pouco mais de tempo, podemos facilmente ABRIR O ESTREITO DE ORMUZ, APROVEITAR O PETRÓLEO E FAZER UMA FORTUNA. SERIA UMA ‘MINA DE OURO’ PARA O MUNDO???”, escreveu na rede social Truth.

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RTP /

Oito mortos em ataque dos EUA a uma ponte iraniana

Um bombardeamento dos Estados Unidos a uma ponte provocou pelo menos oito mortos. Trump garante que se não houver acordo, o próximo alvo são as centrais elétricas.

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RTP /

Preços da gasolina e gasóleo voltam a subir na próxima semana

No mínimo, está garantido um aumento de quatro cêntimos por litro no gasóleo e três cêntimos na gasolina. As subidas podem ser maiores porque a semana ainda não fechou e o preço do barril de petróleo continua a crescer.

Foto: Andreia Custódio - RTP

Depois do ligeiro alívio no preço dos combustíveis, gasolina e gasóleo vão voltar a ficar mais caros na próxima semana. O litro de gasóleo deve subir quatro cêntimos e, na gasolina, o aumento pode ser de três cêntimos.

As contas da ANAREC, a associação de revendedores de combustíveis, são provisórios porque ainda falta fechar a semana de negociação do petróleo, pelo que as subidas podem ainda ser maiores.

As dificuldades são acrescidas para quem trabalha ao volante de um carro, mesmo que seja a GPL, já que também no gás os preços aumentaram.

Em Espanha, os preços dos combustíveis também subiram, embora o aumento seja um pouco menor. Por essa razão, muitos portugueses aproveitem para ir abastecer ao país vizinho.
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Lusa /

Zelensky diz ter oferecido ajuda da Ucrânia para desbloquear estreito de Ormuz

O Presidente ucraniano, Volodymyr Zelenksy, disse hoje ter oferecido a ajuda de Kiev às monarquias do Golfo para desbloquear o estreito de Ormuz, cujo bloqueio pelo Irão provocou uma crise energética mundial.

"Ninguém nos associou especificamente à questão do estreito de Ormuz. Aos representantes do Médio Oriente e do Golfo com quem falei durante a minha visita disse: `a Ucrânia está disposta a ajudar em tudo o que diga respeito à defesa", afirmou o chefe de Estado ucraniano, citado pela agência France-Presse (AFP).

As declarações de Zelensky foram feitas junto de jornalistas de vários órgãos de comunicação social na quinta-feira, mas estavam sob embargo até hoje.

Zelensky não deu, no entanto, mais pormenores, apontando que "o método" deve ser decidido entre Estados Unidos da América e países da região do Golfo e do Médio Oriente.

Nesse sentido, o Presidente ucraniano recordou a experiência de Kiev na reabertura do corredor do Mar Negro, bloqueado por Moscovo no início da invasão russa sobre a Ucrânia, em fevereiro de 2022.

O intensificar dos conflitos no Médio Oriente, provocado pelos ataques israelo-americanos contra o Irão em 28 de fevereiro, interrompeu as negociações mediadas por Washington entre Ucrânia e Rússia.

Kiev tem procurado valorizar a sua experiência na defesa antiaérea contra os `drones` iranianos Shahed, que têm sido utilizados por Moscovo para atacar o território ucraniano. Estes veículos aéreos não tripulados têm sido usados por Teerão contra países vizinhos.

Zelensky visitou vários países do Golfo Pérsico e do Médio Oriente na semana passada, tendo assinado acordos de cooperação no domínio da defesa com Qatar e Arábia Saudita.

"Penso que mudámos a atitude do Médio Oriente da região do Golfo em relação à Ucrânia para os próximos anos", acrescentou, citado pela AFP.

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Lusa /

Crescente Vermelho denuncia ataque com drones contra armazém de ajuda humanitária

O Crescente Vermelho do Irão denunciou hoje um ataque com drones perpetrado contra um armazém de ajuda humanitária na província de Bushehr, no sul do país, à medida que avança a ofensiva dos Estados Unidos e de Israel contra o território iraniano.

"O ataque perpetrado com um veículo aéreo não tripulado contra um armazém de ajuda humanitária na província de Bushehr destruiu dois contentores com suprimentos, bem como dois veículos destinados à sua distribuição", lamentou a organização num comunicado divulgado através do Telegram.

Na quarta-feira, a Federação Internacional das Sociedades da Cruz Vermelha e do Crescente Vermelho informou da morte de três dos seus trabalhadores no contexto da guerra, que já começou há mais de um mês.

Até à data, as autoridades iranianas estimam em 2.076 o número de mortos pela ofensiva, dos quais 216 são menores de idade. Por seu lado, o Crescente Vermelho iraniano informou que os bombardeamentos destruíram ou danificaram mais de 100.000 edifícios civis, quase 40.000 dos quais na capital, Teerão. Também cerca de 600 escolas e quase 300 centros de saúde foram atingidos nas quatro semanas de bombardeamentos.

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Lusa /

Coreia do Sul e França cooperam para desbloquear estreito de Ormuz

O Presidente sul-coreano, Lee Jae Myung, afirmou hoje que cooperará com o Presidente francês, Emmanuel Macron, em matéria energética, também no setor nuclear, sublinhando a necessidade igualmente de garantir a passagem segura pelo estratégico estreito de Ormuz.

Numa conferência de imprensa conjunta entre os dois Presidentes, Macron apelou à formação de uma "coligação dos independentes" entre democracias para enfrentar a "hegemonia" da China e a "imprevisibilidade" do Presidente norte-americano, Donald Trump, que reuniria os países europeus, o Japão, a Coreia do Sul, o Canadá e alguns "grandes (países) emergentes democráticos" como a Índia e o Brasil.

No âmbito da viagem oficial de Macron a Seul, o Presidente da Coreia do Sul tratou com o homólogo francês formas de aprofundar os laços económicos e reforçar a coordenação em questões de segurança.

"O Presidente Macron e eu concordamos em compartilhar experiências e estratégias em matéria de políticas para enfrentar conjuntamente as crises económica e energética, provocadas pela guerra no Médio Oriente. Também concordamos em trabalhar juntos para reduzir a incerteza na economia global", sublinhou o dirigente sul-coreano, numa conferência de imprensa conjunta.

Lee e Macron sublinharam o compromisso de "reforçar a segurança energética", pelo que se mostraram abertos a cooperar em áreas como a energia nuclear e a eólica marinha.

Igualmente, destacaram a importância da coordenação internacional para restabelecer a passagem por Ormuz, no âmbito dos esforços de uma coligação de 40 países para lançar um plano diplomático e político que desbloqueie a situação.

"Entretanto, colaboramos para garantir rotas seguras de transporte marítimo através do estreito de Ormuz", acrescentou o Presidente asiático, segundo a agência de notícias sul-coreana Yonhap.

Além da energia, o Presidente francês e o homólogo sul-coreano concordaram em elevar o nível das relações bilaterais para ampliar o comércio e reforçar a cooperação em inteligência artificial.

"Partindo desta longa amizade e solidariedade, Macron e eu concordamos em elevar a nossa relação bilateral à categoria de Parceria Estratégica Global", disse Lee.

Os países anteriormente mantinham uma "parceria abrangente para o século XXI", estabelecida em 2004.

O escritório de Lee informou, antes da reunião, que os seus objetivos no âmbito desta nova associação são a consolidação da Coreia do Sul como potência diplomática do G7+, posicionar-se entre os três líderes mundiais em inteligência artificial (IA), reforçar a segurança económica e expandir a influência cultural do país, entre outros.

A cimeira entre os dois presidentes resultou na revisão de três acordos e na assinatura de onze memorandos de entendimento centrados em setores estratégicos, como a cooperação em inteligência artificial, semicondutores e tecnologias quânticas, bem como em energia nuclear e eólica marinha.

Os dois países também acordaram colaborar no desenvolvimento de cadeias de fornecimento de minerais raros.

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Cláudia Martins - Antena 1 /

Médio Oriente. Itália defende flexibilização das regras orçamentais pela UE

Se a guerra no Médio Oriente se prolongar, a União Europeia terá de flexibilizar as regras orçamentais. Foi esta a posição defendida, esta sexta-feira, pelo ministro italiano das Finanças.

Foto: Remo Casilli - Reuters

Numa altura em que vários governos europeus estão a gastar centenas de milhões de euros com apoios às empresas e às famílias, o ministro das Finanças de Itália defendeu que Bruxelas não poderá ser rígida no cumprimento das regras do défice.

O ministro italiano com a pasta das finanças e da economia deixou a garantia de que vai defender esta posição para que a União Europeia flexibilize as regras do défice orçamental em qualquer fórum internacional em que participe.

É uma posição, aliás, que Giancarlo Giorgetti tem defendido desde que começou a guerra no Médio Oriente.

À semelhança do que aconteceu durante a pandemia, o governo de Giorgia Meloni pretende que a União Europeia seja flexível com os Estados-membros que entrem em incumprimento por défice excessivo devido aos impactos do conflito no Médio Oriente.

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RTP /

Kremlin diz que Putin dedica muito tempo à crise no Médio Oriente

O presidente russo, Vladimir Putin, está a dedicar muito tempo à crise no Médio Oriente, afirmou esta sexta-feira o porta-voz do Kremlin, Dmitry Peskov.
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RTP /

Kuwait diz que ataque iraniano atingiu central elétrica e de dessalinização

O Kuwait afirmou que um ataque iraniano atingiu uma central elétrica e uma estação de dessalinização esta sexta-feira, causando danos materiais em partes das instalações.

Segundo o Ministério da Eletricidade, Água e Energias Renováveis, as equipas de emergência estão a responder de acordo com planos de contingência para proteger o local.
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Lusa /

OMS lança apelo urgente de 30,3 milhões de euros para ajuda humanitária

A Organização Mundial da Saúde (OMS) lançou um apelo "urgente" no valor de 30,3 milhões de dólares (26,3 milhões de euros) para apoiar a resposta sanitária à guerra iniciada pelos Estados Unidos e Israel contra o Irão.

"O apelo abrange o período de março a agosto de 2026 e tem como objetivo manter os serviços de saúde vitais em países cujos sistemas de saúde se encontram sob extrema pressão após semanas de hostilidades intensificadas, deslocações em massa e um número crescente de vítimas", indicou nas últimas horas a agência da ONU no Mediterrâneo Oriental, que cobre o Médio Oriente, em comunicado.

A agência salientou que, em todo o Médio Oriente, mais de 4,3 milhões de pessoas foram deslocadas, com milhares de mortos e dezenas de milhares de feridos devido às hostilidades.

De acordo com o organismo, os hospitais e centros de saúde da linha da frente são aqueles que enfrentam um "aumento vertiginoso de casos de traumatismos, ao mesmo tempo que lutam para manter serviços de rotina, como os cuidados a doenças crónicas e a saúde materno-infantil".

A resposta, que se centrará no Líbano, no Irão, no Iraque, na Síria e na Jordânia, irá também "reforçar as cadeias de abastecimento e a logística para garantir a entrega de medicamentos e equipamentos essenciais".

Este apelo surge na sequência da libertação prévia, pela OMS, de 2 milhões de dólares (cerca de 1,7 milhões de euros) do seu Fundo de Contingência para Emergências, para apoiar a resposta sanitária, incluindo 1 milhão de dólares (860 mil euros) para o Líbano, 500.000 dólares (cerca de 433 mil euros) para o Iraque e 500.000 dólares para a Síria.

A escalada do conflito no Médio Oriente ocorre num momento em que o financiamento humanitário está a diminuir a nível mundial, enquanto as necessidades de saúde em toda a região aumentam rapidamente.

"Sem recursos adicionais, o fosso entre as necessidades e os serviços de saúde disponíveis continuará a alargar-se nos países mais afetados", concluiu a OMS.

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Lusa /

Base das Lajes recebe pela segunda noite consecutiva um drone MQ-9 Reaper dos EUA

Um drone militar de combate MQ-9 Reaper da Força Aérea norte-americana aterrou esta sexta-feira, de madrugada, na Base das Lajes, nos Açores, sendo a segunda noite consecutiva em que a infraestrutura recebe este tipo de equipamentos.

Foto: António Araújo - Lusa (arquivo)

O drone aterrou na Base das Lajes, na ilha Terceira, às 02:08 locais (03:08 em Lisboa), segundo constatou a Lusa no local.

Depois de reabastecer, a aeronave não tripulada descolou às 05:44.

Foi o segundo drone deste tipo a aterrar nas Lajes esta semana, depois de na madrugada de quinta-feira ter passado pela infraestrutura aquele que se pensa ter sido o primeiro MQ-9 Reaper a pisar solo português.

Desenvolvido pela General Atomics, este drone, com cerca de 11 metros de comprimento e 20 de envergadura, é considerado o mais potente e versátil utilizado atualmente no combate, podendo transportar até oito mísseis de precisão.

Com uma capacidade de carga de 1.700 quilos, o equipamento tem 27 horas de autonomia de voo, sendo pilotado remotamente via satélite por duas pessoas.

Desde 18 de fevereiro que o movimento de aeronaves militares norte-americanas na Base das Lajes se intensificou.

Após o ataque dos Estados Unidos da América (EUA) e de Israel ao Irão, no dia 28 de fevereiro, descolam quase diariamente da infraestrutura vários reabastecedores KC-46 Pegasus, que têm capacidade para reabastecer aviões militares em pleno voo.

Além dos 15 aviões KC-46 Pegasus, estacionadas nas Lajes desde o dia 18, já passaram pela infraestrutura cargueiros C-130, C-17 Globemaster III e C-5M Super Galaxy, aviões de combate F-16 Viper e Boeing EA-18G Growler, aviões de alerta aéreo antecipado, comando e controlo tático de gestão de combate Northrop Grumman E-2D Advanced Hawkeye e aviões de patrulha marítima Boeing P-8 Poseidon.

Na quarta-feira, o ministro dos Negócios Estrangeiros português, Paulo Rangel, disse que a utilização da Base das Lajes pelos Estados Unidos cumpre os critérios do Direito internacional e que Portugal não está envolvido nesta operação contra o Irão.

"O que fizemos foi justamente impor os critérios do Direito internacional", afirmou, em resposta ao PS, numa audição na comissão de Assuntos Europeus da Assembleia da República.

Rangel lembrou as condições impostas por Portugal para o uso da infraestrutura pelos Estados Unidos, alegando que só pode ocorrer num ataque "em resposta a um ataque sofrido, necessário e proporcional e [que] não vise alvos civis".

"Se essas garantias nos forem dadas e puderem ser observadas, estamos tranquilos. Até agora foi isso que aconteceu", referiu.

"Cumpridas certas regras, certas operações são admitidas, não cumpridas, não são admitidas. Não andamos a falar de segurança nacional na praça pública nem `voyeurismo` sobre bases", insistiu.

Já depois da audição, o PS questionou o ministro, numa pergunta por escrito, sobre a autorização da passagem dos drones MQ-9 Reaper pela Base das Lajes.

"Trata-se da primeira vez que este tipo de sistema de armas é destacado para território nacional, o que suscita um conjunto de questões no quadro de um contexto internacional que é particularmente sensível, marcado por uma guerra em curso no Médio Oriente que envolve os EUA, Israel e o Irão", justificaram os deputados socialistas.

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RTP /

Irão adverte Conselho de Segurança da ONU contra qualquer "ação provocatória"

O ministro dos Negócios Estrangeiros iraniano, Abbas Araghchi, advertiu contra qualquer "ação provocatória", antes de uma votação prevista no Conselho de Segurança da ONU sobre o uso da força para desbloquear o Estreito de Ormuz.

Araghchi "sublinha que qualquer ação provocatória por parte dos agressores e dos seus apoiantes, incluindo no Conselho de Segurança da ONU, relativamente à situação no Estreito de Ormuz, apenas irá complicar ainda mais a situação", refere um comunicado do ministério.
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Lusa /

Ataque com drones iranianos causa incêndio em refinaria no Kuwait

Um ataque com drones iranianos provocou hoje incêndios em várias unidades da refinaria de Mina Al-Ahmadi, no Kuwait, avançou a agência de notícias estatal Kuna, citando a petrolífera nacional.

"A Kuwait Petroleum Corporation (KPC) informou que a refinaria de Mina Al-Ahmadi foi alvo de um ataque com drones na madrugada de hoje, que provocou incêndios em várias unidades operacionais", disse a agência.

Num comunicado, a petrolífera estatal disse que os bombeiros estavam a trabalhar para controlar as chamas e sublinhou que não houve registo de feridos.

O Kuwait opera três refinarias de petróleo. Mina al-Ahmadi já foi alvo de ataques por diversas vezes durante o conflito.

Os Estados Unidos e Israel começaram em 28 de fevereiro a bombardear o Irão, devido ao alegado fracasso nas negociações para pôr fim ao programa nuclear da República Islâmica, que afirma destinar-se apenas a fins civis.

Teerão tem respondido com ataques contra interesses norte-americanos e israelitas nos países da região, e com o bloqueio do estreito de Ormuz, por onde passa 20% do comércio petrolífero mundial.

As refinarias são essenciais para a produção de petróleo do Kuwait, pois, sem elas, os poços teriam de ser encerrados por falta de destino para o crude.

A retoma das operações das refinarias é extremamente demorada por motivos de segurança, e os poços permaneceriam praticamente inativos até que as refinarias voltassem a operar.

A KPC afirmou ainda que a Autoridade Pública do Ambiente do Kuwait está a monitorizar de perto a qualidade do ar e que não foi relatado qualquer impacto negativo até à data.

Minutos antes de o incêndio ser anunciado, o Governo do Kuwait disse que as defesas aéreas estavam a intercetar ataques hostis de mísseis e drones, de acordo com um comunicado divulgado pela agência de notícias estatal do Kuwait, KUNA.

"As defesas aéreas do Kuwait estão a repelir ataques hostis de mísseis e drones", escreveu o Estado-Maior do Exército na rede social X, acrescentando que as "explosões ouvidas foram o resultado da interceção" destes ataques.

Também hoje, as Forças de Defesa de Israel (IDF, na sigla em inglês) noticiaram hoje um ataque iraniano contra o território israelita.

O porta-voz do serviço de emergência israelita afirmou na plataforma de mensagens Telegram que o ataque deixou um homem de 22 anos gravemente ferido na cidade de Harish, no centro do país, tendo sido levado para o hospital.

As IDF indicaram que os sistemas de defesa permanecem "operacionais para intercetar a ameaça", depois de "identificarem mísseis lançados a partir do Irão", de acordo com uma mensagem publicada também no Telegram.

A imprensa estatal iraniana avançou hoje que pelo menos oito pessoas morreram e 95 civis ficaram feridos em vários ataques dos EUA contra a província de Alborz, no norte do Irão.

A guerra provocou mais de três mil mortos, maioritariamente no Irão e no Líbano, que se viu envolvido no conflito após o movimento pró-Teerão Hezbollah ter atacado Israel.

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Lusa /

China exige que refinarias privadas mantenham produção "a todo o custo"

A China instou as refinarias privadas do país a manterem os níveis de produção nos mesmos patamares de 2025 "a todo o custo", face ao impacto da guerra no Médio Oriente, avançou hoje a Bloomberg.

Segundo a agência de notícias financeiras, que cita fontes anónimas, a Comissão Nacional de Desenvolvimento e Reforma, principal órgão de planeamento económico da China, reuniu-se com executivos das empresas para lhes transmitir que a prioridade é garantir o abastecimento interno de combustíveis, mesmo que isso implique prejuízos.

As refinarias que reduzirem as taxas de utilização e produção poderão enfrentar cortes nas quotas de importação de petróleo nos próximos anos, indicaram as mesmas fontes.

As refinarias independentes chinesas têm sido particularmente afetadas pelo atual contexto, devido à dependência do petróleo adquirido com desconto a países como o Irão, Rússia e Venezuela, normalmente evitado por grandes empresas e vantajoso em períodos de margens reduzidas.

Contudo, as moratórias temporárias dos Estados Unidos sobre sanções impostas ao petróleo iraniano e russo, destinadas a atenuar o impacto da crise energética, acabaram por eliminar descontos para estas refinarias.

Segundo dados da consultora chinesa JLC International, as refinarias privadas chinesas reduziram recentemente as taxas de utilização para menos de 63% da capacidade, o nível mais baixo desde agosto, registando também as piores margens de refinação desde 2024.

Perante o bloqueio `de facto` do estreito de Ormuz, por onde passa cerca de 45% do petróleo que importa, a China registou uma das maiores subidas recentes nos preços dos combustíveis, levando os reguladores a intervir para limitar o impacto junto dos consumidores.

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Lusa /

Estados do Golfo pedem luz verde à ONU para desobstruir estreito de Ormuz

O Conselho de Cooperação do Golfo (GCC, na sigla em inglês) pediu à Organização das Nações Unidas (ONU) que autorize o uso da força para desobstruir o estreito de Ormuz, bloqueado pelo Irão.

"O Irão fechou o estreito de Ormuz, impedindo a passagem de navios comerciais e petroleiros e impondo condições para permitir que alguns o façam", declarou, na quinta-feira, o secretário-geral do GCC.

"Pedimos ao Conselho de Segurança que assuma as suas plenas responsabilidades e tome todas as medidas necessárias para proteger os corredores marítimos e garantir a continuidade segura da navegação internacional", insistiu Jassem Al-Budaiwi, em Nova Iorque.

A declaração do dirigente do GCC, organização que inclui Arábia Saudita, Emirados Árabes Unidos, Bahrein, Qatar, Kuwait e Omã, surgiu numa altura em que os Conselho de Segurança debate uma resolução sobre Ormuz.

A proposta do Bahrein iria autorizar o uso da força para libertar o estreito de Ormuz, bloqueado pelo Irão, uma iniciativa apoiada pelos Estados Unidos, mas que não é unanimemente aceite.

Após várias revisões, a sexta e última versão do texto, vista pela agência de notícias France-Presse na quinta-feira, resulta de um compromisso que visa persuadir a França, a Rússia e, em particular, a China a retirarem as suas objeções.

O Presidente francês, Emmanuel Macron, tinha manifestado ceticismo na quinta-feira de manhã sobre uma operação militar para desobstruir o Estreito, considerando-a irrealista.

A versão mais recente da resolução sublinha que qualquer Estado ou coligação de Estados poderia utilizar meios "defensivos" para garantir a segurança dos navios. Esta disposição sobre um mandato defensivo estava ausente da versão inicial.

No entanto, não é certo que a alteração seja suficiente para convencer a Rússia e a China, que têm poder de veto.

"No contexto atual, autorizar os Estados-membros a usar a força equivaleria a legitimar o uso ilegal e indiscriminado da força, o que conduziria inevitavelmente a uma escalada ainda maior", afirmou o embaixador chinês Fu Cong, enquanto a Rússia, aliada de longa data de Teerão, denunciou o texto como tendencioso.

Na quinta-feira, numa reunião do Conselho de Segurança sobre a cooperação entre as Nações Unidas e a Liga dos Estados Árabes, o chefe da diplomacia do Bahrein apresentou mais detalhes sobre a resolução.

"O objetivo é proteger uma das rotas marítimas mais vitais para o comércio e a segurança", assumiu o ministro dos Negócios Estrangeiros do Bahrein, Abdullatif bin Rashid Al Zayani, manifestando esperança de que o texto seja adotado por unanimidade.

O Bahrein detém em abril a presidência rotativa do Conselho de Segurança da ONU, durante a qual dará destaque à guerra no Médio Oriente, à situação no estreito de Ormuz e à cooperação da organização com outros organismos regionais.

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Lusa /

Israel, Kuwait e Bahrein alvos de novos ataques iranianos

Israel, Kuwait e Bahrein anunciaram hoje ter registados novos ataques aéreos por parte do Irão, horas depois de Teerão ter dito que pelo menos oito pessoas morreram em vários ataques dos Estados Unidos (EUA).

As Forças de Defesa de Israel (IDF, na sigla em inglês) noticiaram hoje um ataque iraniano contra o território israelita.

O porta-voz do serviço de emergência israelita afirmou na plataforma de mensagens Telegram que o ataque deixou um homem de 22 anos gravemente ferido na cidade de Harish, no centro do país, tendo sido levado para o hospital.

As IDF indicaram que os sistemas de defesa permanecem "operacionais para intercetar a ameaça", depois de "identificarem mísseis lançados a partir do Irão", de acordo com uma mensagem publicada também no Telegram.

Na quinta-feira, o Irão lançou aproximadamente 30 mísseis contra Israel, coincidindo com o início das celebrações da Páscoa judaica (Pessach), que se prolongam até 08 de abril.

De acordo com as IDF, três eram mísseis de fragmentação, cerca de dez caíram em áreas abertas e os restantes foram intercetados.

Na quinta-feira, o Presidente dos EUA, Donald Trump, prometeu fazer o Irão regressar à "Idade da Pedra", e os militares iranianos previram ações "mais enérgicas e destrutivas".

"Minutos depois" de Trump ter falado em destruir as capacidades militares persas, a República Islâmica respondeu com "uma nova onda de ataques com mísseis iranianos" contra Israel, segundo a imprensa local.

O Kuwait informou hoje que estava sob ataque de mísseis e drones, no 35.º dia do conflito no Médio Oriente, no âmbito do qual os países do Golfo enfrentam retaliações iranianas.

"As defesas aéreas do Kuwait estão a repelir ataques hostis de mísseis e drones", escreveu o Estado-Maior do Exército na rede social X, acrescentando que as "explosões ouvidas foram o resultado da interceção" destes ataques.

A imprensa estatal iraniana avançou hoje pelo menos oito pessoas morreram e 95 civis ficaram feridos em vários ataques dos EUA contra a província de Alborz, no norte do Irão.

De acordo com as autoridades de Alborz, citadas pela agência de notícias Tasnim, ligada à Guarda Revolucionária do Irão, as vítimas estavam a celebrar o Dia da Natureza.

O Crescente Vermelho iraniano, equivalente à Cruz Vermelha, anunciou que tinha "desdobrado equipas de resgate para as áreas atacadas".

A instituição indicou que "os ataques dos EUA e de Israel se concentraram em áreas próximas do distrito de Azimiyeh, em Karaj. A ponte B1, a mais longa do Médio Oriente, foi um dos alvos deste ataque".

Na quinta-feira, as IDF anunciaram a morte de um comandante de uma unidade de mísseis balísticos na região de Kermanshah, no oeste do Irão, bem como de um outro comandante pertencente ao comando petrolífero iraniano.

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China alerta Riade para "consequências graves" caso guerra se intensifique

O ministro dos Negócios Estrangeiros da China, Wang Yi, alertou hoje para "consequências graves" caso o conflito no Médio Oriente se intensifique, durante uma conversa telefónica com o homólogo saudita, Faisal bin Farhan.

Wang indicou que "o conflito no Irão se prolonga há mais de um mês, causando várias vítimas e perdas, e afetando a segurança e a estabilidade da Arábia Saudita e de outros Estados do Golfo", segundo um comunicado divulgado pela diplomacia da China.

O responsável chinês afirmou que "a tarefa urgente é centrar esforços na obtenção de um cessar-fogo e pôr fim ao conflito o mais rapidamente possível".

Wang defendeu ainda que "as ações do Conselho de Segurança da ONU devem evitar a escalada da confrontação e não devem legitimar ações militares não autorizadas; caso contrário, as consequências serão nefastas, sendo os países de pequena e média dimensão os mais afetados".

"A China valoriza o compromisso da Arábia Saudita na promoção da paz e no fim do conflito e está disposta a cooperar com Riade para restabelecer a paz regional o mais rapidamente possível", acrescentou.

O ministro referiu-se também à iniciativa de cinco pontos proposta pela China e pelo Paquistão, que inclui "salvaguardar a soberania e a segurança dos Estados do Golfo, cessar ataques contra civis e alvos não militares e garantir a segurança das rotas marítimas".

O ministro saudita lamentou o "grave impacto" do conflito na "região e no mundo", segundo o mesmo comunicado.

O responsável saudita indicou ainda que espera reforçar a comunicação e a coordenação com a China em plataformas como as Nações Unidas, para pôr fim ao conflito.

Na quinta-feira, Wang falou por telefone com a alta representante da União Europeia para os Negócios Estrangeiros, Kaja Kallas, e com o ministro dos Negócios Estrangeiros alemão, Johann Wadephul, que lhe transmitiram a urgência de restabelecer o tráfego no estreito de Ormuz e de avançar para uma solução negociada.

O chefe da diplomacia chinesa conversou igualmente com o homólogo do Barém, Abdullatif bin Rashid Al Zayani, defendendo que o Conselho de Segurança da ONU deve contribuir para "aliviar as tensões" e não para "legitimar atos ilegais de guerra".

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Ataques aéreos causam oito mortos e 95 feridos na província de Alborz

Pelo menos oito pessoas morreram e 95 civis ficaram feridos em vários ataques aéreos dos Estados Unidos (EUA) contra a província de Alborz, norte do Irão, avançou hoje a imprensa estatal iraniana.

De acordo com as autoridades de Alborz, citadas pela agência de notícias Tasnim, ligada à Guarda Revolucionária do Irão, as vítimas estavam a celebrar o Dia da Natureza.

O Crescente Vermelho iraniano, equivalente à Cruz Vermelha, anunciou que tinha "desdobrado equipas de resgate para as áreas atacadas".

A instituição indicou que "os ataques dos EUA e de Israel se concentraram em áreas próximas do distrito de Azimiyeh, em Karaj. A ponte B1, a mais longa do Médio Oriente, foi um dos alvos deste ataque".

Um dos ataques teve como alvo uma outra ponte que ainda estava em construção.

Em resposta, o chefe da diplomacia do Irão disse na rede social X que "os ataques às infraestruturas civis, incluindo pontes inacabadas, não obrigarão os iranianos a render-se".

Abbas Araqchi garantiu que os ataques "apenas evidenciam a derrota e o colapso moral de um inimigo em fuga. Todas as pontes e edifícios serão reconstruídos, mais fortes. O que nunca será recuperado: os danos causados à reputação dos Estados Unidos".

O presidente dos EUA, Donald Trump, comentou a destruição da ponte na rede social que detém, a Truth Social.

"A maior ponte do Irão colapsou e nunca mais será utilizada --- e isto é apenas o início! É tempo de o Irão chegar a um acordo antes que seja tarde demais e não reste nada do que ainda poderá ser um grande país!", escreveu Trump.

Esta série de ataques surge depois de o Presidente norte-americano ter afirmado, na quarta-feira, que os EUA iriam concluir os objetivos militares no Irão dentro de "duas a três semanas" e ter ameaçado o regime iraniano com medidas "extremamente duras".

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