Irão adverte EUA para resposta "rápida e poderosa" em caso de nova agressão

Irão adverte EUA para resposta "rápida e poderosa" em caso de nova agressão

O Irão advertiu esta terça-feira os Estados Unidos para não cometeram novamente um "erro de cálculo", garantindo que as Forças Armadas iranianas têm "o dedo no gatilho" para responder de forma "rápida, firme e poderosa" a qualquer nova agressão.

RTP /
Reuters

As declarações surgem depois de o Presidente norte-americano ter adiado um ataque contra o país previsto para hoje.

"Anunciamos aos Estados Unidos e aliados que não cometam novamente um erro estratégico nem de cálculo", advertiu o comandante do quartel-general Jatam al Anbiya, o major-general Ali Abdolahi, num comunicado divulgado pela agência Tasnim, ligada à Guarda Revolucionária do Irão.

O alto responsável militar prometeu uma resposta "rápida, decisiva, poderosa e abrangente" a qualquer nova agressão contra o país.

Donald Trump afirmou na segunda-feira que adiou por "um breve período de tempo" um ataque ao Irão previsto para hoje, com o objetivo de dar margem às negociações, depois de os aliados árabes lhe terem pedido para adiar "dois ou três dias".

"A Arábia Saudita, o Catar, os Emirados Árabes Unidos e alguns outros pediram-me se poderíamos adiá-lo por dois ou três dias, um curto período, porque acreditam que estão muito perto de chegar a um acordo", declarou.

Na rede social Truth Social, Trump advertiu que, apesar do adiamento, ordenou aos comandantes militares que estivessem "preparados para um ataque em grande escala contra o Irão a qualquer momento, caso não se chegue a um acordo aceitável".

O porta-voz do Ministério dos Negócios Estrangeiros iraniano afirmou, na segunda-feira, que as negociações de paz com os Estados Unidos prosseguem através da troca de propostas via Paquistão, e que Teerão entregou a resposta às últimas considerações de Washington.

As negociações entre Washington e Teerão para pôr fim à guerra iniciada a 28 de fevereiro pelos Estados Unidos e Israel não avançaram desde que começaram, a 11 de abril, em Islamabade. Em causa divergências, especialmente em torno do programa nuclear iraniano e da situação no estreito de Ormuz.

 

c/Lusa

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