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Acompanhe aqui, ao minuto, a evolução do conflito no Médio Oriente

Irão ativa defesa aérea. Trump pronto para ignorar o Congresso

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Irão ativa defesa aérea. Trump pronto para ignorar o Congresso

Teerão ativou os seus sistemas de defesa aérea contra drones e pequenas aeronaves na noite de quinta-feira, à medida que se aproxima a marca dos 60 dias do conflito entre o Irão e os Estados Unidos — o prazo após o qual Donald Trump é teoricamente obrigado a procurar autorização do Congresso para continuar a guerra. Acompanhamos aqui, ao minuto, o evoluir da situação do conflito no Médio Oriente.

Cristina Sambado - RTP /

WANA via Reuters

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Lusa /

Companhias aéreas do Japão aumentam sobretaxas devido a custo do petróleo

As duas maiores companhias aéreas do Japão começaram hoje a aplicar sobretaxas de combustível mais elevadas, devido ao aumento do preço do petróleo, na sequência da guerra no Irão.

A All Nippon Airways (ANA) e a Japan Airlines (JAL) começaram já a impor as sobretaxas que inicialmente estavam previstas para junho, mas que foram antecipadas em resposta à volatilidade do mercado, indicaram em comunicados no final de abril.

No caso dos voos da ANA, nas rotas que ligam o arquipélago à Europa, América do Norte, Médio Oriente e Oceânia, a sobretaxa representa um aumento de 75,55%, passando dos 31.900 ienes (173 euros), aplicados até agora, para os atuais 56 mil ienes (303 euros).

No que diz respeito à JAL, o aumento da sobretaxa de combustível nestas rotas para 56 mil ienes representa um aumento de 93,1% em relação ao preço anterior, uma percentagem semelhante à anunciada para outros destinos como Tailândia ou Índia.

As companhias aéreas japonesas juntaram-se assim a outras da Ásia, um continente fortemente dependente das importações de petróleo da região afetada pelo conflito.

A China registou um forte aumento das sobretaxas de combustível desde abril. Nesse mês, as companhias sul-coreanas anunciaram que começariam a aplicar o nível mais elevado de sobretaxas de combustível.

A Indonésia anunciou, por sua vez, no início de abril, um aumento de 28% na sobretaxa de combustível para aviões devido à guerra no Irão, além de declarar que permitiria às companhias aéreas aumentar o preço dos bilhetes nacionais em até 13%.

De acordo com a Associação Internacional de Transporte Aéreo (IATA), o combustível representa até 30% dos custos operacionais das companhias aéreas, pelo que as flutuações significativas nos preços internacionais do petróleo as afetam substancialmente.

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Lusa /

Secretário da Defesa dos EUA recusa que guerra tenha sido iniciada sem ameaça iminente

O secretário da Defesa norte-americano, Pete Hegseth, rejeitou acusações dos senadores democratas de que a guerra com o Irão foi lançada sem provas de ameaça iminente e conduzida sem estratégia coerente.  

Nas declarações de abertura de uma audiência no Comité de Serviços Armados do Senado na quinta-feira, Hegseth chamou os legisladores democratas de "pessimistas imprudentes" e "derrotistas das cadeiras da retaguarda" que não reconheceram os muitos sucessos das forças armadas contra a República Islâmica do Irão.  

Hegseth disse que o Presidente Donald Trump teve a coragem "ao contrário de outros presidentes, de garantir que o Irão nunca obtenha uma arma nuclear e que a sua chantagem nuclear nunca tenha sucesso".

"Temos o melhor negociador do mundo a conduzir um grande acordo", asseverou.  

O senador Jack Reed, o democrata mais importante do comité, argumentou que a guerra com o Irão deixou os Estados Unidos numa posição estratégica pior. O Estreito de Ormuz está fechado, os preços dos combustíveis dispararam e 13 militares americanos foram mortos, afirmou Reed.

"Estou preocupado de que tenha estado a dizer ao Presidente o que ele quer ouvir em vez do que ele precisa ouvir," sublinhou Reed.

"Garantias ousadas de sucesso não são um serviço, tanto para o comandante-em-chefe, quanto para as tropas que arriscaram as suas vidas com base nelas", adiantou.

 Reed também criticou Hegseth pelos despedimentos de altos líderes militares no Pentágono e sugeriu que o secretário da Defesa tinha um interesse imenso pelo Cristianismo e pelo nacionalismo, mas falhava em reconhecer as conquistas de mulheres e pessoas de cor nas forças armadas.

O senador democrata realçou que 60% de cerca de duas dezenas de oficiais despedidos por Hegseth eram mulheres ou negros.

Hegseth respondeu que qualquer despedimento é baseado no desempenho e que os líderes anteriores do Pentágono "estavam focados na engenharia social, raça e género", de formas "pouco saudáveis para o departamento".

"O nosso departamento permite uma multiplicidade de crenças", afirmou Hegseth. "Não sei o que está a sugerir. Já ouvi coisas do género, que pessoas como você sugerem, para tentar manchar o meu caráter, e não vou ceder a isso", sublinhou.

 O comité do Senado foi convocado para discutir a proposta de orçamento militar de 2027 da administração Trump, que aumentaria os gastos com Defesa para um recorde de 1,5 biliões de dólares.

Hegseth e o presidente do Estado-Maior Conjunto, o general Dan Caine, têm salientado a necessidade de mais `drones`, sistemas de defesa de mísseis e navios de guerra.

O secretário da Defesa teve, porém, uma receção mais calorosa do senador Roger Wicker, presidente republicano do comité, e de outros legisladores do mesmo partido.

Wicker iniciou a audiência notando que os Estados Unidos estão no ambiente de segurança mais perigoso desde a Segunda Guerra Mundial e elogiou o uso do exército por Trump na guerra contra o Irão.

Trump "trabalhou para remover as capacidades militares convencionais do regime e forçá-lo a regressar à mesa para uma solução permanente", defendeu Wicker.

O senador republicano também elogiou a proposta orçamental de Trump para 2027, "repleta de programas e iniciativas importantes que são absolutamente necessários para garantir os interesses americanos no século XXI".

Na quarta-feira, Hegseth confrontou os Democratas durante uma audição de quase seis horas da Comissão de Serviços Armados da Câmara, onde enfrentou questões sobre os custos da guerra em dólares, perda de vidas e o esgotamento de stocks de armas críticas.

Os democratas consideram que esta é uma guerra dispendiosa e por escolha própria, que carece de aprovação ou supervisão do Congresso, mas não conseguiram aprovar múltiplas resoluções de poderes de guerra que obrigariam Trump a suspender o conflito até que o Congresso autorizasse a ação adiciona.

A Lei de Poderes de Guerra de 1973, prevê que o Congresso deve declarar guerra ou autorizar o uso da força dentro de 60 dias --- um prazo que termina hoje.

A lei prevê, no entanto, uma possível extensão de 30 dias, mas a administração republicana não indicou publicamente se o Presidente irá solicitá-la.

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RTP /

EUA condenam veementemente flotilha para Gaza após captura por Israel

Os Estados Unidos condenaram veementemente a flotilha para Gaza intercetada pelas Forças Armadas israelitas ao largo da costa da ilha grega de Creta, classificando-a como uma iniciativa apoiada pelo Hamas e contraproducente.

"Os Estados Unidos condenam a flotilha, uma iniciativa pró-Hamas que é uma tentativa infundada e contraproducente de minar o plano de paz do Presidente [Donald] Trump" para a Faixa de Gaza, realçou o porta-voz do Departamento de Estado, Tommy Pigott, em comunicado.

Washington instou também os seus aliados a tomarem "medidas decisivas contra esta manobra política sem sentido, negando o acesso ao porto, a atracagem, a partida e o reabastecimento às embarcações participantes na flotilha".

"Os nossos aliados devem também tomar medidas adicionais, em conformidade com a legislação aplicável, incluindo a recusa de atracagem a embarcações razoavelmente suspeitas de facilitar o terrorismo ou de apresentarem riscos de segurança. Devem ser emitidos alertas públicos claros aos seus cidadãos para que se abstenham de participar de qualquer forma nesta flotilha pró-terrorismo, sob pena de enfrentarem as consequências legais adequadas", destacou ainda.
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RTP /

Trump pronto para ignorar o Congresso

Teerão ativou os seus sistemas de defesa aérea contra drones e pequenas aeronaves na noite de quinta-feira, à medida que se aproxima a marca dos 60 dias do conflito entre o Irão e os Estados Unidos — o prazo após o qual Donald Trump é teoricamente obrigado a procurar autorização do Congresso para continuar a guerra.

Mas o seu governo sugeriu que ignorará esta obrigação, que cabe, em princípio, ao presidente dos EUA na sexta-feira, e que os democratas se veem impotentes para fazer cumprir.

De acordo com a Constituição dos EUA, só o Congresso tem o poder de declarar guerra. Uma lei aprovada em 1973 permite ao presidente lançar uma intervenção militar limitada em resposta a uma emergência, desde que, se comprometer tropas norte-americanas por mais de 60 dias, obtenha autorização do Legislativo.
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RTP /

Defesa aérea ativada em Teerão contra pequenas aeronaves e drones

Os sistemas de defesa aérea foram ativados na noite de quinta-feira contra pequenas aeronaves e drones no espaço aéreo de Teerão, informaram os meios de comunicação iranianos.

As agências de notícias Tasnim e Fars informaram que, de acordo com as informações disponíveis, os sistemas de defesa aérea foram ativados "para neutralizar pequenas aeronaves e drones de reconhecimento", sem fornecer mais detalhes.

Já tinham noticiado a ativação anteriormente, sem especificar se se tratava de um exercício de treino ou da neutralização de aeronaves hostis.

"O som das defesas aéreas cessou após aproximadamente 20 minutos de atividade e contra-ataques contra pequenas aeronaves", afirmaram, acrescentando que Teerão tinha regressado à "normalidade".
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