Donald Trump confundiu o Irão com a República Islâmica do Japão
"Tivemos 111 mísseis disparados pela República Islâmica do Japão", disse Donald Trump durante um encontro com o presidente ucraniano, Volodymyr Zelensky, à margem da cimeira da Aliança Atlântica em Ancara, na Turquia.
Irão ameaça EUA: "Se atacarem, serão atacados"
“Os Estados Unidos ainda não aprenderam que a intimidação e o incumprimento de promessas já não saem impunes. Deixem-me ser claro: se atacarem, serão atacados”, escreveu na rede social X.
“Não se agitem inutilmente, ou afundar-se-ão ainda mais: o Estreito de Ormuz só irá abrir-se com acordos iranianos, não com ameaças americanas”, acrescentou.
Embaixador dos EUA no Líbano prevê início da retirada israelita
O Líbano exige que Israel se retire dessas zonas antes de participar numa nova ronda de negociações prevista em Roma, indicou na quarta-feira à AFP uma fonte diplomática a par das negociações.
Bahrein diz ter intercetado vários ataques iranianos
A Força de Defesa do Bahrein afirmou na rede social X que “o uso deliberado de mísseis e drones para atacar civis e propriedade privada constitui uma violação flagrante do direito internacional humanitário”.
A Guarda Revolucionária do Irão tinha afirmado anteriormente, num comunicado publicado pela emissora estatal IRIB, que atacou bases militares norte-americanas no Kuwait e no Bahrein, em resposta à mais recente onda de ataques dos EUA.
Irão condena ataques norte-americanos contra infraestruturas civis e fala em "crime de guerra flagrante"
Estes ataques "representam, sem dúvida, um crime de guerra flagrante", acrescentou o ministério, expressando a "determinação" do Irão em "defender a sua integridade territorial, a sua soberania e a sua segurança nacional".
França diz que ataques violam compromissos
"Foi o Irão que, ao atacar navios que navegavam em águas omanenses, violou os seus próprios compromissos” assumidos no recente acordo com Washington, “assim como o direito internacional", declarou Jean-Noël Barrot na TF1, quando questionado sobre a legitimidade dos ataques norte-americanos ocorridos durante a noite.
"O Irão violou o acordo que foi celebrado com os Estados Unidos" no mês passado, insistiu.
"Este tipo de manobra tem de cessar absolutamente para que estas negociações tão importantes possam prosseguir nas melhores condições", acrescentou, apelando "à calma".
Catar pede que todas as partes apostem na diplomacia
Numa conversa telefónica esta quinta-feira, Al-Thani acrescentou que Washington e Teerão deveriam implementar o memorando de entendimento assinado com o objetivo de pôr fim à guerra.
Trump diz que Irão ligou e quer chegar a acordo
Irão diz ter atacado alvos no Kuwait, Catar e Bahrein
"No âmbito dos ataques levados a cabo pelo Exército da República Islâmica do Irão contra as bases norte-americanas na região", foi atacado um sistema de interceção de mísseis Patriot no Kuwait, um sistema de alerta no Catar e reservatórios de combustível no Bahrein, utilizando "um grande número de drones kamikaze de diferentes tipos", refere a imprensa iraniana.
Catorze mortos e 78 feridos nos ataques norte-americanos
"Enquanto o cessar-fogo estava em vigor, os Estados Unidos atacaram cinco províncias iranianas" na quarta-feira e na quinta-feira, explicou na rede social X um porta-voz do ministério, Hossein Kermanpour.
Estes ataques "causaram, até ao momento, 14 mortos e 78 feridos", dos quais 47 continuam hospitalizados, detalhou.
EUA lançam novos ataques de retaliação contra alvos iranianos
Pela segunda noite consecutiva, as forças armadas norte-americanas atacaram alvos iranianos, em retaliação por a República Islâmica ter atingido navios mercantes em águas próximas de Omã.
O Comando Central militar norte-americano (CENTCOM) adiantou nas redes sociais que, por ordem do Presidente Donald Trump, as forças norte-americanas "iniciaram ataques adicionais contra o Irão com o objetivo de reduzir ainda mais as suas capacidades de ameaçar a liberdade de navegação no estreito de Ormuz". As vagas de ataques terça e quarta-feira, durante a madrugada iraniana, surgiram em resposta aos "recentes ataques injustificados" perpetrados pelo Irão no disputado estreito de Ormuz "contra navios mercantes e as suas tripulações civis", que "estavam a navegar livremente por esta via navegável internacional de importância estratégica".
Trump tinha ameaçado esta quarta-feira desencadear mais ações militares contra o Irão, após afirmar que os ataques iranianos contra navios civis assinalavam o fim do cessar-fogo.
"Vamos atacá-los com força esta noite", declarou o presidente norte-americano após a cimeira da NATO, em Ancara, garantindo que os novos confrontos terminariam "muito rapidamente" e deixando a porta aberta para a continuação das negociações diplomáticas com Teerão.
Horas depois dos bombardeamentos e antes de pisar solo britânico, o presidente norte-americano voltou a ameaçar Teerão contra a repetição dos ataques a navios mercantes. "Se voltar a acontecer será muito pior", ameaçou na legenda da fotografia de um incêndio perto de uma cidade, que publicou na sua plataforma Truth Social após diversos vídeos de explosões sem quaisquer referências a proveniência ou local.
Pouco depois do anúncio do CENTCOM, a televisão pública iraniana reportou explosões na ilha de Abu Musa. Referiu pouco depois que foram ouvidas oito explosões em Bandar Abbas e que dois projéteis atingiram o porto de Sirik e dois explodiram no porto de Jask.
Já a agência de notícias do Irão, Irib, referiu que o hospital Imam Ali, em Chabahar, foi atingido por estilhaços.
Aviões de combate foram ouvidos a sobrevoar a ilha de Kish e várias explosões abalaram as cidades portuárias de Konarak e Chabahar, além de Bandar Abbas, algumas das quais sofreram cortes de energia, informou a agência de notícias oficial iraniana IRNA.
Os alvos dos bombardeamentos terão sido as torres de controlo de tráfego marítimo.
Tudo por Ormuz
Esta mais recente troca de ataques abalou um frágil acordo de cessar-fogo e prejudicou as esperanças de transformar o memorando de entendimento assinado a 17 de Junho num acordo de paz permanente para pôr fim à guerra, que começou com ataques aéreos EUA-Israel contra o Irão a 28 de Fevereiro.
Nas conversações, que ainda não foram oficialmente interrompidas, o controlo do Estreito de Ormuz, por onde passa um quinto do fornecimento global de petróleo, tem atualmente mais importância para Teerão do que o seu programa nuclear.
O Estreito confere imensa influência ao regime iraniano, permitindo-lhe, na prática, forçar um impasse com a força militar mais poderosa do mundo.
Embora o Irão não tenha reivindicado a responsabilidade pelos ataques, os analistas afirmam que Teerão está a utilizar estas ações para reforçar esta influência, enquanto negoceia um acordo de paz a longo prazo com os EUA.
"Se fizermos um acordo com o Irão, não tenho a certeza que se venha a manter", disse ainda Trump em Ancara. "Achei-os pessoas muito desonrosas".
O presidente norte-americano, que ameaçou repetidamente intensificar a acção militar antes de recuar, frisou que não espera um regresso a uma guerra total e que não era claro se as negociações para se chegar a um acordo permanente iriam continuar.
c/agências