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Irão disposto a debater concessões para chegar a um acordo nuclear
O Irão garante estar preparado para avaliar e debater possíveis concessões com vista a alcançar um acordo nuclear com os Estados Unidos, caso o levantamento das sanções seja discutido.
Prevê-se que as negociações entre Washington e Teerão, com vista a um acordo sobre o programa nuclear iraniano, prossigam na próxima semana em Genebra. Estados Unidos e Irão reataram conversações há uma semana em Omã, após repetidas ameaças do presidente norte-americano, Donald Trump, de voltar a atacar a República Islâmica.
Sabe-se que este novo encontro entre o ministro do Negócios Estrangeiros iraniano, Abbas Araqchi, e o enviado da Casa Branca Steve Witkoff não se traduziu em resultados concretos, mas ambos os lados concordaram prosseguir o diálogo.
Do lado norte-americano tem sido enfatizado que é o Irão que está a atrasar o progresso das negociações, tendo Marco Rubio afirmado no sábado que é "muito difícil chegar" a um acordo. Mas Teerão diz que a bola está do lado dos Estados Unido "para provar que querem fechar um acordo".
"Se eles forem sinceros, tenho certeza de que estaremos no caminho certo para um acordo", afirmou à BBC o vice-ministro iraniano dos Negócios Estrangeiros, Majid Takht-Ravanchi.
Donald Trump tem mantido a pressão sobre o regime de Teerão para chegar a um acordo sobre o programa nuclear iraniano. E ao confirmar a segunda ronda esta semana, Takht-Ravanchi disse que as negociações estão "mais ou menos numa direção positiva, mas é muito cedo para julgar".
O vice-ministro iraniano indicou ainda à emissora britânica que Teerão propôs diluir o urânio enriquecido a 60 por cento como prova de disponibilidade em fazer concessões.
"Estamos prontos para discutir este e outros assuntos relacionados com o nosso programa, caso eles estejam dispostos a conversar sobre as sanções", disse Takht-Ravanchi.
Uma das principais exigências do Irão é que as negociações se concentrem apenas na questão nuclear.
"Entendemos que eles chegaram à conclusão de que, para se chegar a um acordo, é preciso focar na questão nuclear", acrescentou Takht-Ravanchi.
O que seria fundamental para o Irão, que considera as exigências de Washington para o enriquecimento zero de urânio um obstáculo a qualquer acordo e uma linha vermelha, uma violação dos próprios direitos sob o tratado de não proliferação nuclear. Porque segundo o vice-ministro "a questão do enriquecimento zero não é mais um problema e, no que diz respeito ao Irão, não está mais em discussão".
Muitos analistas continuam céticos quanto à possibilidade de um novo acordo, mas Takht-Ravanchi assegurou que o Irão estará na próxima ronda de negociações em Genebra com a esperança de que possa ser alcançado um acordo.
Sabe-se que este novo encontro entre o ministro do Negócios Estrangeiros iraniano, Abbas Araqchi, e o enviado da Casa Branca Steve Witkoff não se traduziu em resultados concretos, mas ambos os lados concordaram prosseguir o diálogo.
Do lado norte-americano tem sido enfatizado que é o Irão que está a atrasar o progresso das negociações, tendo Marco Rubio afirmado no sábado que é "muito difícil chegar" a um acordo. Mas Teerão diz que a bola está do lado dos Estados Unido "para provar que querem fechar um acordo".
"Se eles forem sinceros, tenho certeza de que estaremos no caminho certo para um acordo", afirmou à BBC o vice-ministro iraniano dos Negócios Estrangeiros, Majid Takht-Ravanchi.
Donald Trump tem mantido a pressão sobre o regime de Teerão para chegar a um acordo sobre o programa nuclear iraniano. E ao confirmar a segunda ronda esta semana, Takht-Ravanchi disse que as negociações estão "mais ou menos numa direção positiva, mas é muito cedo para julgar".
O vice-ministro iraniano indicou ainda à emissora britânica que Teerão propôs diluir o urânio enriquecido a 60 por cento como prova de disponibilidade em fazer concessões.
"Estamos prontos para discutir este e outros assuntos relacionados com o nosso programa, caso eles estejam dispostos a conversar sobre as sanções", disse Takht-Ravanchi.
Uma das principais exigências do Irão é que as negociações se concentrem apenas na questão nuclear.
"Entendemos que eles chegaram à conclusão de que, para se chegar a um acordo, é preciso focar na questão nuclear", acrescentou Takht-Ravanchi.
O que seria fundamental para o Irão, que considera as exigências de Washington para o enriquecimento zero de urânio um obstáculo a qualquer acordo e uma linha vermelha, uma violação dos próprios direitos sob o tratado de não proliferação nuclear. Porque segundo o vice-ministro "a questão do enriquecimento zero não é mais um problema e, no que diz respeito ao Irão, não está mais em discussão".
Muitos analistas continuam céticos quanto à possibilidade de um novo acordo, mas Takht-Ravanchi assegurou que o Irão estará na próxima ronda de negociações em Genebra com a esperança de que possa ser alcançado um acordo.
"Faremos o nosso melhor, mas o outro lado também precisa provar que é sincero", disse.
C/agências