Irão garante que Washington está a planear ataque terrestre "em segredo"
Ghalibaf avançou ainda que as Forças Armadas do Irão "estão à espera da chegada das forças terrestres dos EUA" e vão "castigar os parceiros regionais" de Washington no Médio Oriente.
Em Beirute, voluntários arriscam a vida para salvar animais
A agência France-Presse acompanhou esta pequena equipa de voluntários da ONG Animals Lebanon enquanto procurava animais presos nos escombros de edifícios destruídos pelos ataques israelitas.
"São seres vivos, não são responsáveis pelas guerras", disse um dos voluntários. "Para além da nossa compaixão por eles, pensamos também nos seus donos, que não podem ir buscá-los: nós podemos e queremos ajudar".
A Animals Lebanon disse já ter resgatado 241 animais no sul do Líbano desde 2 de março. Para além das missões de resgate, a ONG alimenta gatos e cães vadios e distribui alimentos e medicamentos para animais às famílias deslocadas.
Síria diz ter repelido ataque com drones do Iraque contra base norte-americana
A base norte-americana de Qasrak, na província de Hassaké, "foi atacada por quatro drones lançados a partir do território iraquiano", declarou o responsável sírio, Sipan Hamo, na rede social X, acrescentando que "os drones foram abatidos sem causar vítimas".
"Consideramos o Iraque responsável e apelamos a que impeça a repetição de ataques que ameaçam a nossa estabilidade", acrescentou o vice-ministro.
c/ Lusa
Teerão reivindica ataques contra grandes instalações industriais no Golfo
Num conflito que não dá sinais de diminuir de intensidade, o Irão e Israel continuam a bombardear-se mutuamente e vários países do Golfo voltaram a relatar ataques iranianos. No sábado, os rebeldes huthis do Iémen, apoiados por Teerão, abriram uma nova frente na guerra ao lançarem dois ataques contra Israel.
Os Guardas da Revolução, o exército ideológico do Irão, reivindicaram ataques com mísseis e drones que danificaram no sábado as fábricas da Aluminium Bahrain (Alba) e da Emirates Global Aluminium (EGA).
A fundição da Alba, uma das maiores do mundo, já tinha anunciado em 15 deste mês o encerramento de 19% da sua capacidade de produção para fazer face às perturbações no abastecimento provocadas pelo bloqueio, por parte do Irão, do estratégico estreito de Ormuz.
A empresa confirmou no domingo que dois dos seus trabalhadores ficaram ligeiramente feridos no ataque iraniano e afirmou estar a avaliar a extensão dos danos nas suas instalações.
No sábado, a EGA tinha anunciado que a sua fábrica de Al Taweelah, em Abu Dhabi, um dos seus dois locais nos Emirados, tinha sofrido "danos significativos" num ataque que provocou seis feridos.
As duas empresas, "graças aos investimentos e participações de sociedades norte-americanas, desempenham um papel importante no fornecimento às indústrias militares do exército dos Estados Unidos", afirmaram os Guardas da Revolução.
Segundo a mesma fonte, os ataques foram realizados em represália por ações norte-americanas e israelitas contra infraestruturas industriais no Irão.
c/ Lusa
Teerão condena Israel pela morte de três jornalistas libaneses
As mortes constituem um "assassínio seletivo" e uma "violação flagrante do direito internacional", afirmou Araghchi no canal oficial do Telegram.
O ataque israelita que matou três jornalistas libaneses, entre eles uma correspondente da al-Mayadeen, afiliado do Hezbollah, e um da al-Manar, pró-Irão, anunciou fonte militar.
"A jornalista da al-Mayadeen, Fatima Ftouni, e o correspondente da al-Manar, Ali Shouaib, foram mortos num ataque aéreo israelita contra o carro em que seguiam, na região de Jezzine", disse fonte militar, citada pela Agência France Presse (AFP).
O irmão de Fatima Ftouni, operador de câmara, também foi morto no ataque.
O exército israelita defendeu que Ali Shaib pertencia à força de elite al-Radwan do movimento xiita Hezbollah.
Na rede social Telegram, a al-Mayadeen já confirmou a morte de Fatima Ftouni.
A al-Manar também já anunciou a morte do seu correspondente de guerra e um dos jornalistas mais antigos do canal.
c/ Lusa
Israel afirma ter atacado centros de comando móveis e fábricas de armas em Teerão
Israel concluiu uma nova onda de ataques contra "centros de comando móveis" do Governo iraniano e fábricas de produção de armas em Teerão durante a noite passada, segundo informou hoje o exército israelita.
Por seu lado, o Irão designou como alvos militares as universidades israelitas e norte-americanas no Médio Oriente, em resposta aos ataques de Washington e Telavive contra as suas instituições de ensino, e os rebeldes Huthis do Iémen lançaram, pelo segundo dia consecutivo, mísseis contra o sul do território israelita.
Em comunicado, o exército israelita afirma que, nos últimos dias, "o regime iraniano tinha começado a transferir os seus centros de comando para unidades móveis, depois de a maioria deles ter sido atacada pelas Forças de Defesa de Israel (FDI) durante o último mês".
Segundo refere, os caças israelitas terão destruído vários destes centros de comando temporários, "incluindo os comandantes que neles operavam", durante esta última onda de bombardeamentos.
O exército israelita acrescenta que os seus ataques também tiveram como alvo infraestruturas pertencentes à indústria de produção de armas iraniana, tendo atingido, segundo afirma, "dezenas de depósitos e fábricas de armamento".
Por seu lado, a agência iraniana Fars indicou que "foram ouvidas várias explosões" na capital persa, sem fornecer mais detalhes.
Num comunicado divulgado pela agência iraniana Tasnim, ligada ao corpo de elite da República Islâmica, a Guarda Revolucionária assegurou que "todas as universidades do regime de ocupação [em referência a Israel] e dos Estados Unidos são alvos legítimos até que duas universidades sejam atacadas em resposta às iranianas que foram destruídas".
A Guarda Revolucionária advertiu "todos os trabalhadores, professores e estudantes das universidades americanas na região e residentes nas suas imediações" para se manterem a uma distância de um quilómetro das instituições.
Na madrugada de sábado, os EUA e Israel bombardearam a Universidade de Ciência e Tecnologia em Teerão e, na quinta-feira passada, atacaram a Universidade Tecnológica de Isfahan, no centro do país, sem que se registassem vítimas mortais em nenhum dos dois casos.
Entretanto, os rebeldes xiitas Huthis do Iémen, aliados do Irão, levaram a cabo "a segunda operação militar" com um bombardeamento de mísseis de cruzeiro e drones dirigidos contra vários alvos militares no sul de Israel, indicou num comunicado o porta-voz militar do grupo, Yahya Sarea.
As Forças de Defesa de Israel garantiram que um dos drones, que fez disparar os alarmes às 20:00, hora local, em Eilat, foi abatido e um míssil foi intercetado antes de atingir a fronteira israelita, segundo informa o Times of Israel.
O porta-voz huti afirmou que o grupo continuaria os seus ataques "nos próximos dias" até que Israel suspendesse as suas operações militares, que classificou de "crimes contra o povo e os países da região".
Restaurantes libaneses em Lisboa apoiam afetados pela guerra no Líbano
"Caram", em árabe, significa "generosidade", e em Portugal é o nome de uma associação de libaneses, que juntou oito restaurantes para apoiar a ajuda humanitária no Líbano, que contabiliza mais de um milhão de deslocados.
Até 17 de abril, oito restaurantes libaneses em Lisboa vão doar parte dos lucros para apoiar os esforços humanitários no Líbano, na iniciativa "Jante e Doe para o Líbano". Participam os restaurantes Mesa, Bal, Touta, Sumaya, Falafoliva, The Happy Salad, Maída e Taza.
A iniciativa pretende "reunir a comunidade libanesa em Portugal e promover os restaurantes libaneses em Lisboa", ao mesmo tempo que os restaurantes direcionam parte dos lucros para a associação Caram Portugal, que os remete depois para organizações parceiras no terreno.
O Alto Comissariado da ONU para os Refugiados (ACNUR) alertou na sexta-feira para a situação "extremamente preocupante" no Líbano, onde existe um "risco real" de uma catástrofe humanitária, com mais de um milhão de pessoas, um quinto da população, deslocadas no país, devido aos ataques israelitas.
"A situação está muito difícil neste momento. A economia já estava mal no Líbano e agora está ainda pior. Temos uma situação humanitária muito, muito catastrófica", relatou à Lusa Antoine Kassis, presidente da Caram Portugal.
"Não expressamos opinião sobre política ou religiosa, o que nos interessa é o lado humanitário. E quando se vê crianças e famílias a dormir em tendas e a não comer todos os dias, isto vai além de qualquer discussão política ou religiosa, esta é a prioridade", disse o responsável da associação.
Antoine Kassis destacou a resiliência do povo libanês.
"O que salva o Líbano é que o povo é muito resiliente, mas, por vezes, o ponto negativo é que conseguem aceitar e passar por muito", referiu, lamentando: "Por trás desta resiliência, esquecemos o trauma das crianças, os problemas psicológicos das pessoas, até dos adultos, porque as pessoas só precisam de sobreviver e comer".
A chefe de cozinha Cynthia Bitar, do Touta, um dos restaurantes participantes, descreveu à Lusa que "é muito frustrante" estar longe da família e amigos.
"É uma altura muito difícil para estar longe, mas continuamos a procurar formas de ajudar, da melhor forma possível", disse a chef, que relatou uma "situação muito, muito complicada" no seu país.
"Há milhares de famílias nas ruas, sem casa e com acesso muito limitado a comida. Por isso, estamos a tentar colaborar tanto quanto possível para fornecer o máximo de ajuda possível ao nosso povo no Líbano", afirmou.
No dia 01 de abril, a chef vai preparar um menu pensado especialmente para este evento, propondo uma combinação entre sabores do Médio Oriente, como `hommos` com pinhões e azeite com `sujuk`, e portugueses, como lula dos Açores ou porco preto alentejano.
"Gostamos de prestar homenagem a ambas as culturas", comentou a chef, que definiu a sua cozinha como "maioritariamente libanesa, com produtos sazonais portugueses".
A associação Caram Portugal, que conta atualmente com 200 associados, incluindo portugueses, foi criada em 2022 para aproximar a comunidade libanesa e promover um maior conhecimento sobre o país do Médio Oriente em Portugal, mas também se envolve em ações de solidariedade em Portugal, nomeadamente nas inundações que atingiram o país ou colaborando com uma casa de acolhimento em Lisboa.
Kuwait e os EAU alvo de mísseis e drones iranianos
"Os sistemas de defesa aérea dos Emirados Árabes Unidos estão a intervir ativamente contra as ameaças relacionadas com mísseis e drones", escreveu o Ministério da Defesa do país na rede social X.
Também o exército do Kuwait deu conta de ataques com "mísseis e drones hostis".
"As defesas aéreas do Kuwait estão atualmente a repelir ataques levados a cabo por mísseis e drones hostis", escreveu o Estado-Maior do Kuwait na X, precisando que "as explosões ouvidas são o resultado da interceção de ataques hostis pelos sistemas de defesa aérea".
c/ Lusa