Mundo
Guerra no Médio Oriente
Irão garante que não procura uma guerra mais vasta mas avisa que "não tolerará" bloqueio dos EUA
O presidente iraniano, Masoud Pezeshkian, afirmou esta terça-feira que o seu país defenderá sempre as suas fronteiras, mas não procura expandir a guerra.
Citado pelos meios de comunicação estatais, Pezeshkian disse que o Irão deve concentrar-se na força e na união internas.
“Nessas circunstâncias, devemos esforçar-nos para construir uma sociedade onde o inimigo não possa abrigar ganância, não se possa infiltrar e não possa dilacerar e destruir esta comunidade social”, disse o presidente iraniano.
No entanto, Teerão avisou que “não tolerará” o bloqueio naval dos EUA sobre os portos iranianos.
“Se o bloqueio continuar, os navios e as forças americanas enfrentarão sérios riscos e baixas”, alertou Mohsen Rezaei, conselheiro militar do líder supremo iraniano Mojtaba Khamenei.
“Os EUA precisam de mudar a sua atitude, ou não toleraremos isso. Jamais permitiremos a abertura de um segundo corredor no Estreito de Ormuz”, acrescentou Rezaei, numa publicação no X.
Os Estados Unidos renovaram o bloqueio aos portos iranianos em julho, depois de o memorando de entendimento assinado entre Teerão e Washington ter caído por terra devido à disputa pelo controlo do estreito.
As Forças Armadas dos EUA disseram que, desde então, redirecionaram pelo menos 44 embarcações, desativaram duas e abordaram outras duas.
"Última oportunidade"
Esta terça-feira, o presidente dos EUA, Donald Trump, voltou a afirmar que decorrem “neste preciso momento” negociações com o Irão, apesar de Teerão ter desmentido.
Em declarações aos jornalistas na Casa Branca, Trump disse que esta “é a última oportunidade que os iranianos têm para assinar um bom acordo”.
Segundo Trump, as conversações estão a decorrer “a pedido do Irão” e com o apoio da Arábia Saudita e incidem, em partícular, sobre uma reabertura do estreito de Ormuz, possível "já amanhã”. Antes, Trump tinha criticado na sua rede Truth Social a "incrível duplicidade" dos dirigentes iranianos.
"Eles pedem um encontro (...), as conversações começam, outras estão previstas para um futuro imediato, e dizem, publicamente e com orgulho, que não têm qualquer discussão", escreveu.
No domingo, Trump anunciou a suspensão dos planos de bombardeamentos maciços no Irão, a pedido de Teerão e de outros países da região, alegando que estava prestes a ser concluído um acordo.
No entanto, o Irão desmentiu ter pedido a suspensão dos ataques e na segunda-feira negou também estar em negociações com Washington.
"Não estamos a negociar com os Estados Unidos neste momento. Negociamos com Omã para garantir uma passagem no estreito de Ormuz", afirmou o porta-voz do Ministério dos Negócios Estrangeiros, Esmail Baghaei.
Na véspera, Baghaei já tinha falado num acordo iminente com Omã para reabrir esta via crucial para o comércio mundial de hidrocarbonetos, novamente bloqueada desde o colapso do protocolo de entendimento entre Washington e Teerão no início de julho.
c/agências
“Nessas circunstâncias, devemos esforçar-nos para construir uma sociedade onde o inimigo não possa abrigar ganância, não se possa infiltrar e não possa dilacerar e destruir esta comunidade social”, disse o presidente iraniano.
No entanto, Teerão avisou que “não tolerará” o bloqueio naval dos EUA sobre os portos iranianos.
“Se o bloqueio continuar, os navios e as forças americanas enfrentarão sérios riscos e baixas”, alertou Mohsen Rezaei, conselheiro militar do líder supremo iraniano Mojtaba Khamenei.
“Os EUA precisam de mudar a sua atitude, ou não toleraremos isso. Jamais permitiremos a abertura de um segundo corredor no Estreito de Ormuz”, acrescentou Rezaei, numa publicação no X.
Os Estados Unidos renovaram o bloqueio aos portos iranianos em julho, depois de o memorando de entendimento assinado entre Teerão e Washington ter caído por terra devido à disputa pelo controlo do estreito.
As Forças Armadas dos EUA disseram que, desde então, redirecionaram pelo menos 44 embarcações, desativaram duas e abordaram outras duas.
"Última oportunidade"
Esta terça-feira, o presidente dos EUA, Donald Trump, voltou a afirmar que decorrem “neste preciso momento” negociações com o Irão, apesar de Teerão ter desmentido.
Em declarações aos jornalistas na Casa Branca, Trump disse que esta “é a última oportunidade que os iranianos têm para assinar um bom acordo”.
Segundo Trump, as conversações estão a decorrer “a pedido do Irão” e com o apoio da Arábia Saudita e incidem, em partícular, sobre uma reabertura do estreito de Ormuz, possível "já amanhã”. Antes, Trump tinha criticado na sua rede Truth Social a "incrível duplicidade" dos dirigentes iranianos.
"Eles pedem um encontro (...), as conversações começam, outras estão previstas para um futuro imediato, e dizem, publicamente e com orgulho, que não têm qualquer discussão", escreveu.
No domingo, Trump anunciou a suspensão dos planos de bombardeamentos maciços no Irão, a pedido de Teerão e de outros países da região, alegando que estava prestes a ser concluído um acordo.
No entanto, o Irão desmentiu ter pedido a suspensão dos ataques e na segunda-feira negou também estar em negociações com Washington.
"Não estamos a negociar com os Estados Unidos neste momento. Negociamos com Omã para garantir uma passagem no estreito de Ormuz", afirmou o porta-voz do Ministério dos Negócios Estrangeiros, Esmail Baghaei.
Na véspera, Baghaei já tinha falado num acordo iminente com Omã para reabrir esta via crucial para o comércio mundial de hidrocarbonetos, novamente bloqueada desde o colapso do protocolo de entendimento entre Washington e Teerão no início de julho.
c/agências