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Guerra no Médio Oriente. Acompanhe aqui, ao minuto, a evolução do conflito

Irão impõe cinco condições. Soberania do Estreito de Ormuz, indemnizações e fim de assassinatos seletivos para fim da guerra

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Irão impõe cinco condições. Soberania do Estreito de Ormuz, indemnizações e fim de assassinatos seletivos para fim da guerra

Emirados Árabes Unidos, Arábia Saudita, Bahrein e Catar emitiram um alerta dando conta de que, se até ao final da semana se mantiverem os ataques do Irão, terão uma participação ativa na guerra. O presidente do Parlamento iraniano, Mohammad Bagher Ghalibaf, pediu aos Estados Unidos para não "testarem" a determinação de Teerão em defender o seu território. Atualizamos aqui, ao minuto, todas as informações sobre a guerra.

Inês Moreira Santos, Mariana Ribeiro Soares, Joana Raposo Santos, Carlos Santos Neves - RTP /

Emissão da RTP Notícias


Dado Ruvic - Reuters

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Momento-Chave
Lusa /

Médio Oriente. Guterres nomeia diplomata francês para liderar esforços da ONU na região

O secretário-geral da ONU anunciou hoje a nomeação do diplomata francês Jean Arnault como enviado pessoal para liderar os esforços da organização no atual conflito no Médio Oriente.

António Guterres, secretário-geral da ONU Foto: Mohamed Azakir - Reuters

Numa declaração à imprensa, em Nova Iorque, António Guterres admitiu que mantém contacto próximo "com muitas pessoas da região e de todo o mundo" sobre a guerra entre Irão, Israel e Estados Unidos, um conflito que está a afetar todo o Médio Oriente, além do comércio global.

"Estão em curso diversas iniciativas para o diálogo e a paz. Elas precisam de ter sucesso. Acabei de nomear Jean Arnault como meu enviado pessoal para liderar os esforços da ONU no conflito e nas suas consequências", disse.

"A minha mensagem aos Estados Unidos e a Israel é que já passou da hora de pôr fim à guerra, à medida que o sofrimento humano se aprofunda, as baixas civis aumentam e o impacto económico global torna-se cada vez mais devastador. A minha mensagem ao Irão é que pare de atacar os vizinhos", pediu.

Mais de três semanas depois do início da guerra, Guterres disse que o conflito está fora de controlo.

"O conflito ultrapassou os limites que até os líderes consideravam inimagináveis. O mundo está perante a iminência de uma guerra mais vasta, de uma onda crescente de sofrimento humano e de um choque económico global ainda mais profundo. Isto foi longe demais", salientou.

O antigo primeiro-ministro português defendeu ser tempo de parar a escalada deste conflito "e começar a subir a escada diplomática e regressar ao pleno respeito pelo direito internacional".

O encerramento prolongado do estreito de Ormuz está a sufocar o fluxo de petróleo, gás e fertilizantes num momento crítico da época global de plantação, observou, instando à liberdade de navegação em torno de rotas marítimas críticas.

António Guterres regressou recentemente de uma viagem ao Líbano, onde testemunhou os impactos desta guerra.

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Lusa /

Bruxelas pede que países da UE apoiem consumidores e baixem impostos sobre a luz

A Comissão Europeia apelou hoje a que os Estados-membros da União Europeia (UE) apoiem os consumidores mais vulneráveis devido aos elevados preços energéticos, baixem os impostos sobre a luz e evitem cortes no fornecimento.

O comissário europeu da Energia, Dan Jørgensen, discursa perante o Parlamento Europeu Foto: Olivier Hoslet - EPA

"Encorajamos fortemente os Estados-membros a apoiar os agregados familiares em situação de pobreza energética e os mais vulneráveis, através de apoio de emergência ao rendimento para quem precisa, da redução de impostos excessivos sobre a eletricidade e da implementação de salvaguardas adicionais para evitar cortes no fornecimento", disse o comissário europeu da Energia, Dan Jørgensen.

Falando num debate sobre segurança energética, independência e abastecimento face ao contexto geopolítico de conflito no Médio Oriente, na minisessão plenária do Parlamento Europeu em Bruxelas, Dan Jørgensen pediu também que os países "aproveitem plenamente as possibilidades do pacote energético europeu, apoiando os consumidores a mudar para contratos de energia mais baratos, permitindo maior flexibilidade no consumo de eletricidade e capacitando os cidadãos para produzir e partilhar a sua própria energia limpa".

"Com base nestas ações, deixem-me dizer a cada pessoa afetada pelos elevados preços da energia: a UE está a fazer tudo o que pode para aliviar a situação, mas também está a fazer tudo para evitar que isto volte a acontecer", ao apostar numa energia mais limpa, vincou.

Lembrando vários momentos de crise que afetaram os preços da energia na Europa - como a crise do Canal de Suez em 1956, a instabilidade no Médio Oriente nos anos 1970, a invasão da Ucrânia pela Rússia em 2022 e a nova crise geopolítica em 2026 -, o comissário europeu da tutela questionou: "Quando é que vamos aprender?".

"Mais uma vez, os nossos cidadãos e empresas foram expostos à volatilidade dos mercados de combustíveis fósseis", criticou.

Apesar de garantir que, para já, "a segurança física do fornecimento de energia na UE está assegurada", o responsável pediu "medidas direcionadas e temporárias para lidar com os picos nos preços dos combustíveis fósseis".

Segundo Dan Jørgensen, a Comissão Europeia já está a adotar medidas para baixar os preços da eletricidade e reforçar a segurança energética, pretendendo desde logo flexibilizar os apoios estatais para ajudar rapidamente os setores mais afetados e trabalhando com os Estados-membros para reduzir o impacto dos custos dos combustíveis, sem prejudicar o investimento em energias limpas.

Ao mesmo tempo, a instituição está a preparar legislação para melhorar as redes elétricas e pretende ainda reforçar e tornar mais flexível o sistema de comércio de emissões, aumentando o financiamento para tecnologias limpas e descarbonização.

Os Estados Unidos e Israel lançaram em 28 de fevereiro um ataque militar contra o Irão e, em resposta, Teerão encerrou o Estreito de Ormuz, por onde passa cerca de 20% do petróleo mundial.

Como consequência, o tráfego de petroleiros no estreito caiu drasticamente e aumentou a instabilidade relacionada com a oferta, pressionando os preços.

Qualquer escalada militar que afete a produção ou o transporte de energia - especialmente no Estreito de Ormuz, por onde passa cerca de um quinto do petróleo mundial - tende a gerar choques nos mercados energéticos internacionais e a elevar os preços.

Teme-se na Europa que se volte à situação de crise energética de 2022, após a invasão russa da Ucrânia, já que o espaço comunitário depende fortemente das importações provenientes de mercados globais, muitos dos quais estão direta ou indiretamente ligados ao Médio Oriente.

 

ANE // EA

 

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RTP /

Irão pode atacar estreito do Mar Vermelho em caso de invasão norte-americana

A notícia está a ser avançada pelos media iraniano: em caso de invasão terrestre por parte dos Estados Unidos, o Irão começará uma "nova frente" num estreito fundamental para o tráfego marítimo global, que liga o Mar Vermelho ao Golfo de Aden, disse uma fonte militar à agência de notícias Tasnim.

Passagem crucial para o Canal de Suez, "o Estreito de Bab el-Mandeb está entre os estreitos mais estratégicos do mundo, e o Irão possui tanto a vontade quanto a capacidade de gerar uma ameaça perfeitamente crível contra ele", alertou a fonte.

"Se o inimigo tentar um ataque terrestre contra ilhas iranianas ou qualquer outro ponto em nosso território, ou se tentar impor custos ao Irão através de manobras navais no Golfo Pérsico e no Mar de Omã, abriremos outras frentes como um ataque surpresa".
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RTP /

Netanyahu diz que Israel está a expandir "zona de segurança" no Líbano

O primeiro-ministro israelita afirmou Israel está a expandir a "zona de segurança" no Líbano para "eliminar a ameaça de mísseis" do Hezbollah. Anúncio que fez através de um vídeo divulgado pelo gabinete.

"Criamos uma verdadeira zona de segurança que impede qualquer infiltração na Galileia e na fronteira norte [de Israel]. Estamos a expandir essa zona para eliminar a ameaça de mísseis antitanque e criar uma zona de segurança maior", disse Benjamin Netanyahu no vídeo.

"A questão do desmantelamento do Hezbollah continua a ser fundamental", reiterou.

Ainda segundo o primeiro-ministro israelita, "isto está relacionado com confronto geral com o Irão"

"Mas estamos determinados a transformar fundamentalmente a situação no Líbano", acrescentou Netanyahu. "O Hezbollah entrou na guerra do Médio Oriente a 2 de março para vingar a morte do líder supremo iraniano, Ali Khamenei, morto no primeiro dia dos ataques israelo-americanos contra Teerão".

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RTP /

ONU adverte que Líbano não se pode tornar uma outra Gaza

O "modelo de Gaza", devastado pela guerra entre Israel e o Hamas, "não deve ser replicado no Líbano", declarou o secretário-geral da ONU.
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RTP /

Guterres alerta que guerra está "fora de controlo"

O alerta é do secretário-geral das Nações Unidas: a guerra no Médio Oriente está "fora de controlo".

António Guterres manifestou preocupação com conflito e admitiu que há o risco de desencadear uma "onda gigantesca de sofrimento humano".

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RTP /

Irão avança com cinco condições para acabar a guerra

O Irão considerou excessivo o Plano de Paz apresentado pelos Estados Unidos e apresentou cinco propostas. A informação foi avançada pela televisão estatal iraniana.

Teerão exige reconhecimento da sua soberania sobre o Estreito de Ormuz, como "direito natural e legal", afirmou uma autoridade citada pela Press TV do Irão, após o Governo iraniano analisar uma proposta dos EUA para encerrar a guerra e considerar suas condições excessivas.

Outra das condições é um pagamento pelos danos causados pela guerra e o estabelecimento de mecanismos concretos para garantir que a guerra não é reimposta.

O regime iraniano quer ainda uma suspensão total da "agressão e assassinatos" levados a cabo pelo inimigo, bem como o fim do combate em todas as frentes e para todos os grupos armados na região.

O Plano norte-americano, recorde-se, impõe 15 condições.
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RTP /

Egito diz estar pronto para acolher reuniões relacionadas com o Irão

O ministro dos Negócios Estrangeiros do Egito, Badr Abdelatty, afirmou esta quarta-feira que o Cairo está pronto para acolher quaisquer reuniões relacionadas com o Irão, desde que contribuam para a redução da tensão.

Abdelatty afirmou numa conferência de imprensa que o Egito apoia a iniciativa do presidente dos EUA, Donald Trump, de negociar com o Irão.

Quanto à resposta do Irão ao plano dos EUA, afirmou: "Temos de continuar os nossos esforços, tudo se resume à diplomacia e às negociações".
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RTP /

Resposta inicial do Irão à proposta dos EUA "não é positiva"

A resposta inicial do Irão à proposta dos EUA para pôr fim à guerra não foi "positiva", revelou um alto funcionário iraniano à agência Reuters esta quarta-feira, acrescentando que Teerão ainda está a analisar o documento.

Segundo este responsável, a resposta inicial de Teerão foi entregue ao Paquistão para ser transmitida a Washington.

Já a iraniana Press TV avançou há momentos que o Irão analisou a proposta dos EUA e considerou as suas condições "excessivas".

Citando um responsável iraniano, a Press TV indicou que Teerão só irá pôr fim à guerra quando entender e apenas se as suas condições forem cumpridas.

Segundo a mesma fonte, o Irão exige o reconhecimento da soberania de Teerão sobre o Estreito de Ormuz como seu "direito natural e legal".
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RTP /

Rússia retira mais 163 funcionários da central nuclear de Bushehr, no Irão

A empresa nuclear estatal russa Rosatom retirou mais 163 dos seus funcionários da central nuclear de Bushehr, no Irão, segundo a agência noticiosa RIA.

A agência citou o presidente da Rosatom, Alexei Likhachev, segundo o qual cerca de 300 funcionários da empresa continuam em Bushehr, mas mais irão partir em breve.

Foi a Rússia que construiu a central nuclear em Bushehr, sendo que a Rosatom está a construir unidades adicionais no local, embora tenha suspendido as obras desde que os Estados Unidos e Israel iniciaram a guerra contra o Irão no mês passado.
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RTP /

Sánchez alerta para poderio militar do Irão

O presidente do Governo espanhol avisa que as consequências da Guerra no Irão serão muito piores do que aconteceu com o Iraque em 2003.

Pedro Sánchez alerta para o poder militar da República Islâmica e o peso económico e demográfico do país. Voltou a referir-se ao encontro na Base das Lajes para lembrar que os erros do passado não podem repetir-se.

Reportagem da correspondente da RTP em Espanha, Ana Romeu.
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RTP /

Chanceler alemão diz não ser possível compensar todos os aumentos de preços decorrentes da guerra no Irão

O chanceler alemão, Friedrich Merz, afirmou esta quarta-feira que o Governo poderá tomar algumas medidas para equilibrar o choque energético causado pela guerra no Irão, mas referiu que as finanças públicas não poderão compensar os aumentos de preços em todas as áreas.

Ao responder a perguntas no Parlamento, Merz declarou que existem "medidas que podemos considerar", mas acrescentou que "não podemos compensar todas as tendências de preços através de medidas fiscais ou medidas financiadas pelo orçamento federal".
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RTP /

Aumenta o risco de retaliação dos países do Golfo contra o Irão

O Irão atacou vários países do Golfo Pérsico, aumentando o risco de retaliação. Emirados Árabes Unidos, Arábia Saudita, Bahrein e Catar emitiram um alerta dando conta de que, se até ao final da semana se mantiverem os ataques iranianos, terão uma participação ativa na guerra.

Os enviados especiais da RTP a Israel, Paulo Jerónimo e José Pinto Dias, estão a acompanhar todos os desenvolvimentos.
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RTP /

Irão lançou mísseis contra Israel

O Irão atacou Israel nas últimas horas. Ouviram-se explosões em Telavive, no Kuwait, no Bahrein e na Jordânia.

Foto: Majid Asgaripour WANA - Reuters

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RTP /

Líder do Hezbollah rejeita negociações com Israel enquanto ataques continuarem

O líder do Hezbollah, Naim Qassem, afirmou hoje que negociar com Israel sob fogo inimigo equivale a uma rendição imposta. Este responsável afirmou ainda que os combatentes do Hezbollah estão preparados para continuar a lutar "sem limites".
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RTP /

Pentágono aumenta a produção de mísseis

O Departamento de Defesa dos EUA anunciou esta quarta-feira acordos com empresas contratadas para aumentar a produção de mísseis, em plena guerra no Médio Oriente.

O Departamento de Defesa anunciou que o acordo servirá para "acelerar" a produção do PrSM, um míssil balístico tático utilizado pela primeira vez em combate contra o Irão. É o sucessor do ATACMS.

Este acordo "coloca a indústria de defesa em pé de guerra" e permite "construir o arsenal da liberdade", afirmou o Pentágono no seu comunicado de imprensa.

O Pentágono anunciou também um aumento de quatro vezes na produção de um componente-chave para o THAAD, um sistema antimíssil do exército dos EUA considerado um dos mais avançados do mundo e que tem sido amplamente utilizado nas últimas semanas no Médio Oriente.
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RTP /

Israel diz ter lançado mais de 15 mil bombas no Irão

O ministro da Defesa de Israel, Israel Katz, disse que o exército israelita lançou mais de 15 mil bombas no Irão desde o início da guerra, a 28 de fevereiro.

Este número representa quatro vezes mais do que os 12 dias de hostilidades em junho do ano passado, acrescentou Katz.

Numa conferência de imprensa conjunta com Eyal Zamir, chefe do Estado-Maior do Exército israelita, Katz disse que Telavive aprovou uma nova série de alvos para ataques no Irão e no Líbano.
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Carlos Santos Neves - RTP /

Banco de Portugal revê crescimento da economia em baixa e espera aceleração da inflação

A instituição presidida por Álvaro Santos Pereira antevê agora um crescimento do PIB, este ano, de 1,8 por cento e uma inflação de 2,8 por cento.

João Marques - RTP

O Banco de Portugal procedeu esta quarta-feira a uma correção em baixa da estimativa de crescimento da economia em 2026 para 1,8 por cento. Na base desta decisão estão as ondas de choque da ofensiva israelo-americana contra o Irão.

A previsão agora inscrita no boletim económico de março contrasta com a estimativa de dezembro, quando o banco central apontava para um crescimento do PIB em 2,3 por cento - valor que igualava a projeção que o Governo introduziu no Orçamento do Estado para este ano.A revisão espelha a "deterioração do contexto internacional, na sequência do conflito no Médio Oriente, que implicou o aumento do preço dos bens energéticos e a expectativa de agravamento das condições de financiamento".

Por outro lado, os "eventos climáticos extremos do início do ano e a evolução mais fraca da atividade no final de 2025 face ao projetado em dezembro também contribuíram para a revisão em baixa".

De acordo com o Banco de Portugal, fatores como a solidez do mercado de trabalho, a execução do Plano de Recuperação e Resiliência e uma política orçamental expansionista contribuem para compensar os efeitos negativos.

O supervisor da banca prevê crescimentos de 1,6 por cento em 2027 - um acerto em baixa relativamente aos 1,7 por cento do boletim de dezembro - e de 1,8 por cento em 2028.
Jornal da Tarde | 25 de março de 2026

Nos próximos dois anos, na perspetiva do Banco de Portugal, a atividade económica vai ser condicionada pela desaceleração da oferta de trabalho e pela redução nos fundos europeus.
Inflação em crescendo

O Banco de Portugal estima que a inflação sofra uma aceleração para os 2,8 por cento em 2026.

No boletim divulgado esta quarta-feira, o índice é revisto em alta de 0,7 pontos percentuais, este ano, e de 0,3 pontos, para 2,3 por cento, em 2027."O conflito no Médio Oriente explica, em larga medida, as revisões em alta da inflação em 2026 e 2027", justifica o banco central.


A "dissipação do efeito do choque energético nos preços e a manutenção das expectativas de inflação de longo prazo ancoradas deverão contribuir para a redução da inflação para dois por cento em 2028".

c/ Lusa
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RTP /

Iraque anuncia que vai apresentar queixa à ONU após ataques no seu território

O Iraque vai apresentar uma queixa ao Conselho de Segurança das Nações Unidas a propósito dos ataques no seu território, anunciou esta quarta-feira o Gabinete do primeiro-ministro, após um atentado bombista que matou sete membros das forças de segurança no oeste do país.

O Iraque, envolvido na guerra do Médio Oriente, anunciou na terça-feira a sua intenção de convocar o encarregado de negócios norte-americano e o embaixador iraniano a propósito dos ataques no seu território, que atribui a estes dois países.

"Uma queixa formal, apoiada por provas e documentação detalhada, será apresentada (...) para fazer valer os direitos do Iraque e do seu povo face a estas violações", referiu o comunicado.
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RTP /

Marinha iraniana afirma ter disparado mísseis contra porta-aviões norte-americano

A Marinha iraniana anunciou ter disparado mísseis de cruzeiro contra o porta-aviões norte-americano USS Abraham Lincoln, alertando para novos ataques.

De acordo com o comunicado militar, os mísseis obrigaram o porta-aviões, posicionado na região do Golfo Pérsico, a "mudar de posição".

Os seus movimentos "estão a ser monitorizados constantemente e assim que esta frota hostil entrar no alcance dos nossos sistemas de mísseis, será alvo de poderosos ataques da Marinha iraniana", alertou o comandante da Marinha, almirante Shahram Irani, no comunicado.
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RTP /

Como está Israel a reagir ao alegado plano de cessar-fogo?

Israel ainda não se pronunciou sobre o plano de cessar-fogo dos EUA que será apresentado ao Irão. Tal como explica o enviado da RTP a Telavive, Paulo Jerónimo, Israel não se está a posicionar porque este documento já tinha sido debatido em maio do ano passado, quando decorreram também negociações diretas entre os EUA e Irão.

Telavive ainda está a reagir com muita cautela, “porque percebem que podem ter de continuar com a guerra sozinhos”, explica Paulo Jerónimo.
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RTP /

Netanyahu vai convocar reunião de segurança para discutir "todos os teatros de operações"

O primeiro-ministro israelita, Benjamin Netanyahu, vai realizar esta noite uma reunião de segurança com um pequeno número de conselheiros e, em seguida, convocará o gabinete de segurança, informou o seu gabinete ao The Times of Israel.

A reunião do gabinete tratará de “todos os teatros de operações”, disse a autoridade do gabinete do primeiro-ministro.

As discussões surgem numa altura em que o presidente norte-americano, Donald Trump, pressiona para negociações com o Irão para o fim da guerra.
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Momento-Chave
RTP /

Avião de JD Vance aterrou no Porto antes de seguir para a Macedónia

O avião do vice-presidente dos Estados Unidos, JD Vance, encontra-se estacionado no aeroporto Francisco Sá Carneiro, no Porto, segundo avança o Jornal de Notícias.

O Boeing C-32A, conhecido como o Air Force Two, partirá esta quarta-feira, cerca das 13h00, para Skopje, na Macedónia.

Segundo o JN, o avião aterrou no aeroporto do Porto ao final da tarde de terça-feira, vindo da base Andrews, nos arredores de Washington DC.
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Presidente do Parlamento iraniano deixa recado aos EUA
RTP /

"Não testem a nossa determinação em defender o nosso país"

O presidente do Parlamento iraniano, Mohammad Bagher Ghalibaf, pediu esta quarta-feira aos Estados Unidos que não "testem" a determinação do Irão em defender o seu território, após relatos nos meios de comunicação norte-americanos sobre o envio de tropas adicionais para o Médio Oriente.

"Estamos a monitorizar de perto todos os movimentos dos EUA na região, especialmente o envio de tropas", disse Ghalibaf numa mensagem publicada no X.

"O que os generais destruíram, os soldados não podem reparar; em vez disso, serão vítimas das ilusões de Netanyahu", disse Ghalibaf.  

"Não testem a nossa determinação em defender o nosso país", acrescentou.
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RTP /

Israel alvo de quatro ataques com mísseis em 40 minutos

A Rádio do Exército israelita informou que o Irão lançou quatro salvas de mísseis contra Israel num intervalo de 40 minutos.

Várias explosões foram ouvidas em Telavive.

 
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Joana Raposo Santos - RTP /

Plano de 15 pontos dos EUA deve incluir programa nuclear iraniano e rotas marítimas

O plano foi apresentado ao Irão por intermediários do Paquistão, que se ofereceu para acolher novas negociações. Teerão veio já descartar qualquer hipótese de conciliação com Washington.

Vantor - Handout via Reuters

Numa altura em que os Estados Unidos se preparam para enviar mais soldados para o Médio Oriente, a Administração Trump apresentou ao Irão um plano de cessar-fogo de 15 pontos. Segundo fontes ouvidas pelo New York Times, o plano aborda os programas de mísseis balísticos e nucleares do Irão, assim como as rotas marítimas do Golfo Pérsico.

Na noite de terça-feira, a imprensa israelita revelou mais detalhes sobre o plano, que alegadamente inclui o desmantelamento de todas as capacidades nucleares iranianas existentes e o compromisso de que o Irão nunca procurará obter uma arma nuclear.

Segundo o Canal 12 de Israel, o documento prevê ainda que deixe de haver produção de material nuclear para fins militares em solo iraniano e que todo o material enriquecido seja entregue à Agência Internacional de Energia Atómica (AIEA) dentro de um prazo acordado entre as partes.

Além disso, as instalações nucleares iranianas de Natanz, Isfahan e Fordow seriam desativadas e destruídas e a AIEA teria acesso total a todas as informações relativas ao programa nuclear do Irão. Ainda segundo a imprensa israelita, o plano acrescenta que o Irão cessaria o financiamento, a direção e o armamento dos seus aliados na região.

Quanto ao Estreio de Ormuz, os Estados Unidos propõem que permaneça aberto e seja uma zona marítima livre. “Ninguém o bloqueará”, vinca o plano, de acordo com o Canal 12.

Já a decisão sobre o programa de mísseis do Irão seria tomada posteriormente, mas o alcance e número desses mísseis “teria de ser limitado”, sendo que Teerão apenas poderia utilizar este tipo de armamento “para fins de autodefesa” no futuro.

Em troca, todas as sanções contra o Irão seriam levantadas e o país receberia assistência no desenvolvimento de um projeto nuclear civil em Bushehr.Irão rejeita conversações com EUA
Esmaeil Baqaei, porta-voz do Ministério dos Negócios Estrangeiros do Irão, voltou esta quarta-feira a rejeitar a hipótese de futuras negociações entre os Washington e Teerão.

“Deixámos claro ontem que não há conversações nem negociações entre o Irão e os Estados Unidos”, afirmou o diplomata em declarações ao India Today.

“Tivemos uma experiência muito catastrófica com a diplomacia dos Estados Unidos”, referiu, acrescentando que o Irão foi atacado “duas vezes num intervalo de nove meses quando estava a decorrer um processo de negociação para resolver a questão nuclear”.

Na visão de Baqaei, o Irão não pode “confiar na diplomacia dos Estados Unidos”, até porque “está sob constante bombardeamento e ataques com mísseis por parte dos EUA e de Israel”.

Também Ebrahim Zolfaghari, porta-voz das Forças Armadas iranianas, ridicularizou os esforços dos EUA. “Não chamem ao vosso fracasso um acordo”, disse. “Os vossos conflitos internos chegaram ao ponto de estarem a negociar convosco próprios?”.

“A nossa primeira e última palavra têm sido a mesma desde o primeiro dia, e assim permanecerá: alguém como nós nunca chegará a um acordo com alguém como vocês. Nem agora, nem nunca”, assegurou.

c/ agências
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sete hospitais inoperacionais
RTP /

Teerão denuncia mortes de 21 profissionais de saúde

O embaixador do Irão em Genebra denunciou esta quarta-feira as mortes de 21 profissionais de saúde em ataques aéreos israelo-americanos. São sete os hospitais fora de serviço desde o início da ofensiva, a 28 de fevereiro.

Em carta ao diretor-geral da Organização Mundial da Saúde, Tedros Adhanom Ghebreyesus, o diplomata Ali Bahraini acrescenta que há ainda 49 centros de saúde danificados e 81 mil casas de civis parcial ou totalmente destruídas.

O Crescente Vermelho iraniano havia indicado na terça-feira que a guerra danificou pelo menos 292 centros médicos e de ajuda humanitária.

No domingo, o ministro iraniano da Saúde, Mohammadreza Zafargandi, adiantou que pelo menos 210 crianças morreram desde o início da guerra.
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"Se necessário"
RTP /

AIE disposta a libertar mais reservas de petróleo

A Agência Internacional de Energia está disponível para libertar mais reservas estratégicas de petróleo, "se for necessário", garantiu o diretor executivo da organização, Fatih Birol, durante uma reunião, em Tóquio, com a primeira-ministra japonesa, Sanae Takaichi.

"Birol expressou a sua gratidão ao Japão pela sua decisão exemplar de libertar as suas reservas estratégicas entre os membros da AIE, e afirmou que poderia considerar outra fase de libertação, se necessário", adiantou em comunicado o Ministério dos Negócios Estrangeiros do Japão.

Fatih Birol respondeu assim ao pedido japonês para "preparar possíveis libertações adicionais coordenadas no futuro".
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Lusa /

China mostra força nas renováveis em Pequim em plena volatilidade energética global

A subida do preço do petróleo, impulsionada pelas tensões no Médio Oriente, coincide com a abertura em Pequim da XVI Exposição Internacional de Energia Limpa da China, montra de um setor em expansão no país asiático.

Maxim Shemetov - Reuters

O evento reúne até sexta-feira, em Pequim, cerca de 800 expositores no Centro Nacional de Convenções, contando com a participação de empresas e especialistas do setor.

O recente aumento do preço do crude, associado à escalada do conflito e às tensões no estreito de Ormuz -- por onde passam 45% das importações chinesas de petróleo --, teve impacto direto na China.

Na segunda-feira, registaram-se filas em postos de combustível, na véspera da subida dos preços, evidenciando a exposição do país às flutuações do mercado internacional.

Os expositores dedicados ao hidrogénio ocupam uma parte significativa da feira.

A China tem vindo a reforçar o papel desta tecnologia nos últimos anos: em 2024 incluiu, pela primeira vez, o desenvolvimento do hidrogénio no relatório de trabalho do Governo, comprometendo-se a "acelerar o desenvolvimento da energia baseada no hidrogénio" como parte da transição energética.

O evento decorre em paralelo com a rápida expansão das energias renováveis na China, que em 2025 voltou a atingir máximos: a capacidade solar aumentou 35%, para cerca de 1.200 gigawatts (GW), e a eólica cresceu 23%, para cerca de 640 GW, consolidando o país como líder mundial em ambas as tecnologias.

De acordo com dados recentes, a capacidade combinada de energia eólica e solar já ultrapassou os 1.690 GW em 2025, cerca do triplo do registado em 2020, representando a maior parte da nova capacidade elétrica instalada no país nos últimos anos.

Este avanço reflete-se também na estrutura do sistema energético: as renováveis representaram mais de 35% da eletricidade em 2025, com forte crescimento da solar e da eólica, tendo estas fontes chegado, em alguns momentos, a gerar mais de 25% da produção elétrica total.

A China mantém como metas atingir o pico das emissões de dióxido de carbono antes de 2030 e a neutralidade carbónica antes de 2060, além de reduzir em pelo menos 60% as emissões por unidade de PIB face a 2005 e aumentar o peso das energias não fósseis no sistema energético.

O novo plano quinquenal (2026-2030), aprovado este mês, aposta em "impulsionar o desenvolvimento verde e de baixo carbono" e em "promover a transição energética".

Segundo relatórios das organizações Ember e Greenpeace, o crescimento das renováveis e da eletrificação está a reconfigurar o sistema energético chinês: entre 2015 e 2023, o uso de combustíveis fósseis no consumo final caiu 1,7%, enquanto o consumo de eletricidade aumentou 65%.

A importância do setor ficou também patente num simpósio realizado no âmbito da feira, onde o especialista Fang Ting afirmou que a energia fotovoltaica passou de "capacidade complementar a capacidade principal" no sistema energético chinês.

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Carlos Santos Neves - RTP /

Seguro convoca Conselho de Estado para discutir "segurança e defesa"

A reunião do órgão consultivo da Presidência da República vai realizar-se a 17 de abril, a partir das 15h00, no Palácio de Belém.

José Sena Goulão - Lusa

António José Seguro convocou a sua primeira reunião do Conselho de Estado como presidente da República para o próximo dia 17 de abril, elegendo “segurança e defesa” como tema."O presidente da República convocou o Conselho de Estado para o próximo dia 17 de abril, pelas 15h00, no Palácio de Belém, tendo como tema segurança e defesa, lê-se no portal da Presidência.

A reunião dos conselheiros de Estado em Belém vai ter lugar na sequência da primeira presidência aberta, que decorrerá de 6 a 10 de abril.

Recorde-se que, no debate para a segunda volta das eleições presidenciais, Seguro havia afirmado que, caso vencesse nas urnas, a sua primeira reunião do órgão consultivo da Presidência visaria "debater a questão da segurança e da defesa".O então candidato a Belém indicava ainda pretender ouvir as chefias militares e os partidos, tendo em vista "manter o consenso nacional".


Seguro sustentou, também enquanto candidato, que a "Europa e Portugal têm de reforçar a sua autonomia estratégica" para garantir meios de defesa "mais eficientes", defendendo mesmo planos anti-corrupção para este investimento.

c/ Lusa
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Lusa /

Quatro palestinianos mortos em ataque israelita na Faixa de Gaza

Pelo menos quatro palestinianos morreram hoje em um novo ataque do exército israelita na Faixa de Gaza, apesar do cessar-fogo alcançado em 10 de outubro entre Israel e o grupo islamita Hamas, divulgou a imprensa local.

Segundo informações da agência de notícias palestiniana WAFA, o ataque teve como alvo um grupo de pessoas perto de um cemitério na cidade de Zawaida, no centro do enclave.

O Ministério da Saúde de Gaza informou que quatro pessoas morreram nas últimas 24 horas.

O Exército israelita ainda não se pronunciou sobre o incidente.

Desde a entrada em vigor do cessar-fogo, segundo o Ministério da Saúde palestiniano, 687 pessoas foram mortas e 1.184 ficaram feridas no enclave palestiniano, enquanto 756 corpos foram recuperados em áreas das quais as tropas israelitas se retiraram.

De acordo ainda com o Ministério do enclave, controlado pelo Hamas, desde o início da ofensiva israelita em resposta aos ataques do grupo islamita em 07 de outubro de 2023 --- que fizeram cerca de 1.200 mortos e quase 250 sequestrados em Israel, segundo dados oficiais ---, foram registados 72.263 palestinianos mortos e 171.948 feridos, embora ainda existam corpos debaixo dos escombros e espalhados pelas ruas do enclave.

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RTP /

BCE diz ter um "leque de opções" para lidar com o choque energético

A presidente do Banco Central Europeu (BCE), Christine Lagarde, disse esta quarta-feira que a instituição dispõe de várias opções para responder ao choque energético relacionado com a guerra no Irão.

O BCE não ficará "paralisado pela hesitação" e possui uma "série gradual de opções de resposta" em termos de política monetária, afirmou Lagarde, sem especificar quais seriam essas opções.
Segundo Lagarde, tudo será feito para manter a inflação em 2%, um compromisso que permanece "incondicional", enquanto um aumento duradouro dos preços dos hidrocarbonetos poderia provocar uma aceleração da subida dos preços.

Na semana passada, o BCE manteve as taxas diretoras, como desde julho, e publicou uma série de cenários económicos mostrando que os riscos que pesam sobre a inflação não são lineares: quanto mais o choque durar e se intensificar, mais os preços e salários aceleram, com um desvio crescente em relação à meta de 2% se o BCE não reagir.

Assim, choques de oferta de pequena magnitude, pontuais e de curta duração podem ser ignorados, mas "à medida que os desvios esperados em relação ao nosso objetivo de inflação se tornam mais significativos e persistentes, a necessidade de agir torna-se mais forte", insistiu.

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RTP /

Embaixador do Irão no Paquistão nega que tenham existido negociações entre Washington e Teerão

O embaixador do Irão no Paquistão afirmou esta quarta-feira que não houve negociações diretas ou indiretas entre Teerão e Washington, contradizendo as declarações do presidente norte-americano, Donald Trump.

"Com base nas minhas informações, ao contrário do que Trump afirma, nenhuma negociação direta ou indireta ocorreu entre os dois países até à data", disse Reza Amiri Moghadam, citado pela agência IRNA, acrescentando que "os países amigos procuram estabelecer as bases para o diálogo entre Teerão e Washington, que esperamos que seja frutífero para o fim desta guerra imposta".
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RTP /

Alto comissários das Nações Unidas para os Direitos Humanos apela ao fim do conflito

O principal representante dos Estados Unidos para os Direitos Humanos, Volker Turk, instou esta quarta-feira os países a porem fim ao conflito com o Irão, descrevendo a situação no Médio Oriente como "extremamente perigosa e imprevisível".

"Este conflito tem um poder sem precedentes para envolver os países além-fronteiras e em todo o mundo", disse Turk numa reunião de emergência do Conselho dos Direitos Humanos da ONU, em Genebra, convocada pelos países do Golfo.

"A única forma garantida de evitar isto é pôr fim ao conflito, e exorto todos os Estados, e particularmente aqueles que estão dentro da influência, a fazerem tudo o que estiver ao seu alcance para alcançar este objectivo", afirmou.
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RTP /

Pedro Sánchez diz que Israel quer infligir ao Líbano a mesma destruição que em Gaza

O primeiro-ministro israelita, Benjamin Netanyahu, "procura infligir ao Líbano o mesmo nível de danos e destruição" que as forças israelitas causaram na Faixa de Gaza, disse o primeiro-ministro espanhol, Pedro Sánchez, aos deputados esta quarta-feira.

Sánchez, que compareceu perante a Câmara dos Representantes para explicar a posição do seu Governo contra a guerra entre os Estados Unidos e Israel contra o Irão, acrescentou que o novo Líder Supremo do Irão é mais linha-dura do que o seu antecessor.

"Mojtaba Khamenei é um tirano igualmente ditatorial e ainda mais sanguinário do que o seu pai", disse Sánchez, que prevê um cenário "muito pior" do que o do Iraque em 2003.
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Lusa /

Israel diz ter atacado instalações de produção de mísseis navais em Teerão

O exército de Israel afirmou hoje ter bombardeado duas instalações de produção de mísseis de cruzeiro navais de longo alcance na capital do Irão.

Num comunicado, o exército indicou que os ataques contra as infraestruturas dependentes do Ministério da Defesa iraniano ocorreram "nos últimos dias" e garante que os mísseis fabricados em Teerão se destinavam a plataformas navais e eram de longo alcance, "capazes de destruir rapidamente alvos em terra e no mar".

"Estes ataques foram significativos, causando danos extensos ao sistema de mísseis de cruzeiro e representam mais um passo no fortalecimento da infraestrutura de produção militar do regime", refere o comunicado.


Durante a madrugada, o exército de Israel alertou para três lançamentos de mísseis por parte do Irão contra território israelita. Os serviços de emergência de Israel não registaram quaisquer feridos.

Além disso, soaram alarmes em várias ocasiões em localidades do norte de Israel devido a ataques com projéteis e drones a partir do Líbano pelo grupo xiita Hezbollah, que também não causaram vítimas.

Alegando questões de segurança, a censura militar israelita não permite saber com exatidão se os ataques atingem infraestruturas militares ou estratégicas, uma vez que apenas são comunicados os impactos em zonas civis.

Os ataques de madrugada ocorreram numa altura em que os Estados Unidos indicaram estar a decorrer conversações com o Irão para chegar a um cessar-fogo, algo que o exército iraniano negou hoje, anunciando uma nova onda de ataques contra Israel.

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RTP /

Preço do gás natural desce mais de 5% para 50 euros

O preço do gás natural para entrega num mês no mercado holandês TTF, uma referência na Europa, iniciou hoje as negociações com uma queda acentuada de mais de 5%, fechando a 50 euros por megawatt-hora (MWh).

De acordo com os dados da Bloomberg compilados pela agência de notícias espanhola EFE, às 08:00, o gás natural estava a cair 5,38%, cotado nos 50,42 euros, embora tenha atingido um mínimo de 49,61 euros no início da sessão.

Este é o quarto dia consecutivo de queda do preço do gás natural: recuou na terça-feira 4,66%, na segunda-feira 4,34% e na passada sexta-feira 4,20%.

No entanto, o preço mantém-se longe dos 31,60 euros registados a 27 de fevereiro, um dia antes do início da guerra entre os Estados Unidos e Israel contra o Irão.

O preço do gás natural voltou a descer hoje, em linha com a queda do preço do petróleo Brent, a referência europeia.

O mercado demonstra hoje algum otimismo relativamente à possibilidade de desagravamento do conflito no Médio Oriente, reduzindo assim as preocupações com uma interrupção prolongada do fluxo de energia através do Estreito de Ormuz.

Durante as primeiras horas desta manhã, o Brent chegou a cair para os 97,15 dólares, depois de o presidente norte-americano, Donald Trump, ter afirmado que as negociações com o Irão estão a progredir para pôr fim à guerra iniciada pelos Estados Unidos e Israel, embora a República Islâmica negue que estejam a decorrer quaisquer negociações.
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Petróleo
RTP /

Preço do Brent recua para 96 dólares

O preço do barril de Brent, referência para a Europa, recuava, pelas 8h20, cerca de quatro por cento e estava a ser negociado ligeiramente acima dos 96 dólares, na antecâmara da abertura dos mercados bolsistas.

No início da sessão, pelas 7h00 (6h00 em Lisboa), o Brent caía 3,96 por cento para 100,35 dólares por barril, depois de ter subido 4,55 por cento, para 104 dólares, na véspera.

O crude West Texas Intermediate (WTI), referência americana, caiu 3,4 por cento para os 89 dólares por barril.

Os mercados estão a reagir desta forma ao cenário de um cessar-fogo no Médio Oriente.

O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, afirmou que as negociações com o Irão estão a progredir. Porém, as Forças Armadas iranianianas vieram avisar que os preços do petróleo não voltarão aos níveis anteriores à guerra até que "garantam a estabilidade da região".
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Lusa /

Pequim insta Teerão a iniciar negociações de paz

O chefe da diplomacia chinesa, Wang Yi, apelou ao regresso ao diálogo para pôr fim à guerra com o Irão e iniciar negociações de paz "o mais rapidamente possível", numa conversa telefónica com o homólogo iraniano, Abbas Araghchi.

Foto: Reuters

Durante a conversa, realizada na terça-feira, Araghchi atualizou Pequim sobre os últimos desenvolvimentos do conflito, segundo a agência noticiosa oficial Xinhua.

Wang defendeu que todas as questões devem ser resolvidas através do diálogo e da negociação, e não pelo uso da força.

"Isso serve os interesses do Irão e do seu povo e reflete a aspiração comum da comunidade internacional", afirmou, acrescentando que a China continuará a adotar uma posição "objetiva e imparcial", promovendo a paz e um cessar-fogo, e opondo-se à "violação da soberania" de outros países.

Araghchi agradeceu a ajuda humanitária prestada pela China e afirmou que o povo iraniano está "mais unido na resistência à agressão estrangeira e na defesa da independência e soberania do país", segundo o comunicado oficial chinês.

O chefe da diplomacia iraniana sublinhou ainda que Teerão pretende alcançar o fim da guerra, e não apenas um cessar-fogo temporário.

Referiu também que o estreito de Ormuz está "aberto a todos" e que os navios podem atravessá-lo em segurança, exceto os provenientes de países em guerra com o Irão.

Esta foi a segunda conversa entre os chefes da diplomacia dos dois países desde o início do conflito, no final de fevereiro, quando os Estados Unidos e Israel lançaram ataques contra território iraniano, aos quais Teerão respondeu com ofensivas na região do Golfo.

A chamada ocorre após o regresso à China do enviado especial para o Médio Oriente, Zhai Jun, que visitou vários países da região, incluindo Arábia Saudita, Emirados Árabes Unidos, Barém, Kuwait, Qatar e Egito, além de contactos com o Conselho de Cooperação do Golfo e a Liga Árabe.

A China, principal parceiro comercial de Teerão e maior comprador do seu petróleo, tem condenado os ataques ao Irão, ao mesmo tempo que defende o respeito pela soberania dos países do Golfo, com os quais mantém relações estreitas.

Pequim apelou também à proteção das rotas marítimas, numa altura em que cerca de 45% do petróleo que importa passa pelo estreito de Ormuz.

 

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Ponto de situação
RTP /

Irão avisa que escalada do petróleo vai continuar até que Forças Armadas "garantam estabilidade da região"

  • O porta-voz do Comando Unificado de Operações Khatam al-Anbiya, o coronel iraniano Ebrahim Zolfaghari, reafirma que são falsas as declarações da Presidência norte-americana sobre as negociações com a República Islâmica. "Não chames acordo à tua derrota. A era das tuas promessas terminou. Existem hoje duas frentes: a verdade e a mentira. E nenhum amante da verdade se deixa seduzir pelas tuas ondas mediáticas", afirma o responsável em comunicado citado pela agência Tasnim, conotada com a Guarda Revolucionária;


  • Os militares iranianos advertem também que o preço do petróleo não voltará ao que era até que as Forças Armadas do país "garantam a estabilidade da região". "Nem os vossos investimentos na região se concretizarão, nem verão os preços da energia e do petróleo de antes, até compreenderem que a estabilidade na região é garantida pela mão poderosa das nossas Forças Armadas", frisa o Comando Unificado de Operações;


  • O presidente dos Estados Unidos mostrou-se convicto, na terça-feira, de que Teerão e Washington vão "chegar a um acordo" na conversações que Donald Trump afirma estar a manter com a República Islâmica, onde, nas suas palavras, teria já ocorrido "uma mudança no regime". Teerão admite ter mantido contactos indiretos, mas continua a negar de forma categórica quaisquer negociações diretas;


  • A Administração Trump submeteu, segundo fontes de Washington citadas pela Reuters, um plano de 15 pontos para pôr termo ao conflito. O jornal norte-americano The New York Times adianta que o projeto for remetido a Teerão pelo Paquistão;


  • Donald Trump avalizou entretanto o destacamento de mais de mil efetivos da 82ª Divisão Aerotransportada para o Médio Oriente. Segundo a CNN, morreram 13 operacionais dos Estados Unidos neste conflito. Outras 290 ficaram feridos;


  • A Guarda Revolucionária do Irão voltou a disparar mísseis contra Israel e forças norte-americanas estacionadas em bases de Kuwait, Jordânia e Bahrein, de acordo com os media estatais iranianos;


  • Um projétil atingiu as imediações da central nuclear iraniana de Bushehr, indica a Agência Internacional de Energia Atómica. Não há registo de danos no complexo;


  • As autoridades do Líbano avisam que este país enfrenta uma "crise existencial", depois de o Governo israelita ter anunciado planos para ocupar uma importante porção do sul do território libanês, tendo por objetivo criar uma "zona de segurança" contra o Hezbolla;


  • O primeiro-ministro português saiu em defesa da liberdade de circulação no Estreito de Ormuz. Numa publicação nas redes sociais, Luís Montenegro destaca que "a liberdade de navegação no Estreito de Ormuz é uma prioridade absoluta, partilhada por Portugal, parceiros e aliados". Portugal juntou-se ao grupo de países que manifestaram a intenção de ajudar na reabertura do estreito.
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RTP /

RTP acompanha guerra a partir de Telavive

Os enviados especiais Paulo Jerónimo e José Pinto Dias deixam-nos aqui um relato de mais um dia de guerra a partir de solo israelita.

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RTP /

Irão atacou de novo Israel

Num dos bombardeamentos, um míssil de fragmentação atingiu uma zona residencial de Telavive. seis pessoas ficaram feridas.

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RTP /

Trump diz que guerra está ganha e já há mudança de regime em Teerão

O presidente norte-americano garante que há negociações a decorrer com as pessoas certas do Irão. Donald Trump diz que a guerra está ganha e que já há uma mudança de regime em Teerão. Ao mesmo tempo, o Pentágono prepara o envio de milhares de tropas norte-americanas para o Médio Oriente.

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RTP /

Albanese acusa Israel de tortura sistemática contra palestinianos

A Relatora Especial da ONU garante que Israel usa tortura sistemática contra os palestinianos. Francesca Albanese apresentou o seu novo relatório ao Conselho de Direitos Humanos em Genebra.

Foto: Ebrahim Hajjaj - Reuters

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RTP /

Ataques iranianos fizeram dois mortos no Bahrein e Emirados Árabes Unidos

Os ataques iranianos causaram dois mortos no Bahrein e Emirados Árabes Unidos. Israel prepara-se para ocupar território no sul do Líbano.

Foto: Reuters

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RTP /

Pentágono prepara envio de paraquedistas para o Médio Oriente

O destino poderá ser a ocupação da Ilha de Kharg, de onde sai 90 por cento do petróleo do Irão.

Foto: U.S. Navy via Reuters

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RTP /

Médio Oriente. Papa reforça apelo à diplomacia e condena omissão internacional

A diplomacia contra o som das armas.

O Papa Francisco reforçou o apelo para que a paz no Médio Oriente seja conquistada pela força das palavras e não pelo poder do arsenal.

Um clamor que ganha eco no desabafo de Leão XIV, o mundo não tem o direito de permanecer em silêncio enquanto o conflito avança.
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