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Guerra no Médio Oriente. Acompanhe aqui, ao minuto, a evolução do conflito

Ataques no Líbano "devem parar", apelam 18 países europeus a Israel e ao Hezbollah

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Ataques no Líbano "devem parar", apelam 18 países europeus a Israel e ao Hezbollah

O ministro israelita da Defesa ameaçou fazer o Hezbollah libanês pagar um "preço alto" pelos ataques durante a Páscoa judaica. Entretanto, Londres, Berlim e Pequim afirmaram a "necessidade urgente" de reabrir o Estreito de Ormuz. Acompanhamos aqui, ao minuto, a evolução do conflito.

Graça Andrade Ramos, Cristina Sambado, Inês Moreira Santos, Carlos Santos Neves - RTP /

Emissão da RTP Notícias


Foto: Yara Nardi - Reuters

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RTP /

Trump. "Está na hora do Irão fazer um acordo antes que seja tarde demais e não reste nada"

O presidente norte-americano voltou a avisar o governo xiita em Teerão, recomendando que aceite um acordo "antes que seja tarde demais".

Numa publicação na rede Truth Social, que fundou, Donald Trump referiu-se ao colapso de uma grande ponte no Irão para defender o seu ponto de vista.

"A maior ponte do Irão colapsou e nunca mais será utilizada — muito mais por vir! ESTÁ NA HORA DE O IRÃO FAZER UM ACORDO ANTES QUE SEJA TARDE DEMAIS E NÃO RESTE NADA DO QUE AINDA SE PODERIA TORNAR UM GRANDE PAÍS! Presidente DONALD J. TRUMP"


A agência de notícias iraniana, Fars, reportou esta quinta-feira que uma ponte rodoviária que liga a capital iraniana à cidade de Karaj, no oeste do país, foi atingida por ataques aéreos.

Acrescentou que as primeiras avaliações apontaram para vários feridos e que outras áreas de Karaj também foram atingidas.

O vídeo publicado por Trump mostra a ponte a ruir, confirmando o bombardeamento alegadamente norte-americano, que fez pelo menos dois mortos.

As Forças de Defesa de Israel já tinham declarado à BBC que desconheciam o ataque.
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Em nome da neutralidade
RTP /

Áustria fecha espaço aéreo a aviões militares dos EUA envolvidos na guerra contra o Irão

A Áustria negou aos Estados Unidos a utilização do seu espaço aéreo para operações militares contra o Irão, devido à lei de neutralidade austríaca, informou esta quinta-feira o Ministério da Defesa do país.

Um porta-voz do ministério confirmou uma notícia da agência de notícias austríaca APA de que os EUA tinham feito "diversos" pedidos de sobrevoo à Áustria, sem especificar quantos.

Todos os pedidos de sobrevoo dos EUA de natureza militar relacionados com o conflito no Irão foram rejeitados, disse o porta-voz. A Áustria aplica o mesmo princípio a outros países envolvidos em conflitos militares, acrescentou o porta-voz.

Os casos individuais foram analisados ​​em consulta com o Ministério dos Negócios Estrangeiros da Áustria, conforme referido no relatório da APA.
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RTP /

Irão diz ter atacado base militar na Jordânia

A Agência de Notícias do Irão (Mehr) noticia que o Irão realizou um ataque com drones contra caças norte-americanos estacionados na base aérea de Al Azraq, na Jordânia, na quinta-feira. 
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Irão. Ataques danificam gravemente o Instituto Pasteur em Teerão

Os ataques a Teerão atingiram o Instituto Pasteur iraniano, causando danos significativos nesta importante unidade de saúde da capital, informou esta quinta-feira o Ministério da Saúde do Irão.

"O ataque ao Instituto Pasteur do Irão, um pilar centenário da saúde global e membro da Rede Pasteur Internacional, constitui um ataque direto à segurança sanitária internacional", disse o porta-voz do ministério, Hossein Kermanpour, numa mensagem publicada no X.

Kermanpour divulgou imagens do local, que mostram o edifício gravemente danificado, com partes reduzidas a escombros.

Por sua vez, o Instituto Pasteur de Paris afirmou estar a pensar nos afetados pelos ataques à unidade de Teerão e realçou que as duas instituições são independentes.

"Perante a informação que estamos a receber, os nossos primeiros pensamentos estão com os investigadores, estudantes e funcionários civis que possam ter sido afetados pelos ataques. Esperamos que estejam sãos e salvos e que a sua segurança possa ser garantida no contexto do atual conflito militar", declarou a organização francesa em comunicado de imprensa. 

"É importante salientar que não existe qualquer ligação direta entre o Instituto Pasteur no Irão e o Instituto Pasteur em Paris", enfatizou.
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RTP /

Guardas da Revolução dizem ter atacado centro de computação em nuvem da Amazon

Em comunicado divulgado pelos meios de comunicação estatais, a Guarda Revolucionária do Irão afirmou ter atacado um centro de computação em nuvem da Amazon, no Bahrein, em retaliação por ataques contra o Irão.
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RTP /

Argentina expulsa encarregado de negócios iraniano

A Argentina declarou o encarregado de negócios e conselheiro iraniano Mohsen Soltani Tehrani persona non grata e ordenou-lhe que abandone o país no prazo de 48 horas, anunciou esta quinta-feira o Ministério dos Negócios Estrangeiros.

Esta medida surge na sequência de uma declaração do Ministério dos Negócios Estrangeiros do Irão contendo "acusações falsas, ofensivas e infundadas" contra a Argentina e as suas autoridades, explicou o ministério em comunicado.

Dois dias antes, a Argentina tinha designado a Guarda Revolucionária Islâmica (IRGC) como uma "organização terrorista".

Mohsen Soltani Tehrani é o diplomata iraniano de mais alto nível na Argentina.

A Argentina "não tolerará quaisquer queixas ou interferências de um Estado que falhou sistematicamente no cumprimento das suas obrigações internacionais e persiste em obstruir o curso da justiça", continuou o comunicado.
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RTP /

Bahrein quer Conselho de Segurança a pronunciar-se sobre comércio através de Ormuz

O ministro dos Negócios Estrangeiros do Bahrein, Abdullatif bin Rashid Al Zayani, afirmou ao Conselho de Segurança das Nações Unidas que espera uma votação deste, sexta-feira, sobre uma resolução que o Bahrein elaborou para proteger a navegação comercial dentro e à volta do Estreito de Ormuz.
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RTP /

Quase duas dezenas de países da Europa querem fim dos combates no Líbano

Operações militares israelitas no Líbano e ataques do Hezbollah "devem parar", instaram 18 países europeus, num apelo a Israel como à milícia xiita libanesa.

O conflito voltou a eclodir há dois meses e, com a guerra contra o Irão, crescem os receios sobre os planos israelitas de controlar partes do sul do Líbano.

"As operações militares israelitas no Líbano e os ataques do Hezbollah devem parar", afirmaram os ministros dos Negócios Estrangeiros de países como Itália, Espanha, Bélgica, Polónia e Irlanda numa declaração conjunta.

"Instamos Israel a respeitar plenamente a soberania e a integridade territorial do Líbano e apelamos a todas as partes, Hezbollah e Israel, para que cessem as ações militares", acrescentaram os países signatários.

França e Reino Unido não estão entre os signatários.
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RTP /

Explosões em Jerusalém após alerta de mísseis iranianos

Várias explosões foram ouvidas em Jerusalém, segundo repórteres da AFP, depois do exército ter alertado para a aproximação de mísseis iranianos.

Ouviram-se pelo menos quatro detonações, enquanto as sirenes soavam por toda a cidade e o exército alertava os residentes para que procurassem abrigo, depois de "identificar mísseis lançados do Irão em direção ao território do Estado de Israel".

O exército acrescentou que os "sistemas de defesa foram ativados para intercetar a ameaça".
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RTP /

Portugal determinado em trabalhar com outros países para reabrir Estreito de Ormuz -- MNE

Portugal vai continuar a trabalhar com outros países para garantir a segurança de navios no Estreito de Ormuz, afirmou hoje o ministro dos Negócios Estrangeiros (MNE), Paulo Rangel, após uma reunião internacional organizada pelo Reino Unido.

Numa mensagem publicada na rede social X após a participação num encontro internacional que hoje decorreu em formato virtual, o chefe da diplomacia portuguesa reconheceu "as graves consequências do bloqueio e a necessidade de promover coletivamente a liberdade de navegação".

"É importante garantir a segurança e libertação dos tripulantes e navios retidos, bem como avançar com medidas que garantam a liberdade de navegação tanto no curto como no médio longo prazo", enfatizou.

Rangel disse que "continuará a trabalhar nesta como noutras plataformas multilaterais para contribuir para a desescalada e o fim do conflito, com vista à reposição da paz e estabilidade na região e também no comércio mundial".

Portugal foi um entre mais de 40 países representados numa reunião internacional para discutir medidas diplomáticas e políticas para levantar o bloqueio no Estreito de Ormuz.

No início da reunião, a chefe da diplomacia britânica, Yvette Cooper, que presidiu o encontro, salientou a "necessidade urgente de restabelecer a liberdade de navegação para o transporte marítimo internacional".

Na agenda da reunião estavam "medidas diplomáticas e de planeamento internacional", incluindo "a mobilização coletiva de todo o leque de instrumentos e pressões diplomáticas e económicas, o trabalho de garantias junto da indústria, das seguradoras e dos mercados energéticos", segundo adiantou Yvette Cooper.

Posteriormente, prosseguiu, o Governo britânico pretende "reunir planeadores militares para analisar como mobilizar as capacidades militares defensivas coletivas, incluindo a análise de questões como a remoção de minas ou medidas de salvaguarda assim que o conflito abrandar".

O Irão, que controla a costa norte do Estreito de Ormuz, tem bloqueado este ponto crucial para o comércio global de energia, principalmente petróleo e gás, em resposta à ofensiva de grande escala de Israel e dos Estados Unidos, lançada em 28 de fevereiro.

Pelo Estreito de Ormuz transita, em condições normais, um quinto da produção mundial de petróleo, bem como de gás natural liquefeito.

Os ataques iranianos a navios comerciais, e a ameaça de mais ataques, paralisaram quase todo o tráfego na passagem que liga o Golfo Pérsico ao resto dos oceanos, o que fez disparar os preços das matérias-primas e de derivados como fertilizantes.

Governos e analistas receiam que um bloqueio prolongado tenha impacto noutros setores da economia, como a produção agrícola e de medicamentos, mas também ao nível do fabrico de semicondutores e de baterias necessários para aparelhos eletrónicos ou automóveis.

Lusa
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RTP /

Israel ameaça fazer Hezbollah pagar "preço alto" por ataques durante Páscoa judaica

O ministro israelita da Defesa, Israel Katz, ameaçou fazer o Hezbollah libanês pagar um "preço alto" pelos ataques crescentes durante a Páscoa judaica. 

"Tenho uma mensagem clara para Naim Qassem [o líder do Hezbollah]: você e os seus associados vão pagar um preço extraordinariamente alto pela escalada do lançamento de mísseis contra civis israelitas enquanto se reuniam para celebrar o Seder de Pessach".
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Momento-Chave
RTP /

Alemanha e China concordam sobre a necessidade de reabrir o Estreito de Ormuz

A Alemanha e a China desejam restaurar a liberdade de navegação no Estreito de Ormuz e concordam que os Estados individualmente não devem controlar as rotas marítimas nem cobrar pela passagem, afirmou o Ministério alemão dos Negócios Estrangeiros. A China pode exercer a sua influência sobre o Irão para alcançar uma solução negociada e o fim das hostilidades contra os Estados do Golfo, acrescentou o ministério.
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RTP /

Londres sublinha "necessidade urgente" de reabrir Estreito de Ormuz

A ministra britânica dos Negócios Estrangeiros, Yvette Cooper, enfatizou na quinta-feira a "necessidade urgente" de reabrir o Estreito de Ormuz, durante uma reunião virtual com representantes de "mais de 40 países" prontos para se mobilizarem para garantir a segurança dessa via navegável estratégica.

"Hoje, temos ministrosdos Negócios Estrangeiros e representantes de mais de 40 países reunidos para discutir o Estreito de Ormuz, as consequências do seu encerramento, a necessidade urgente de restaurar a liberdade de navegação para o transporte marítimo internacional e nosso firme compromisso internacional com a reabertura do estreito", disse a ministra, que preside a reunião.
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RTP /

Ponte rodoviária no Irão atingida por ataque aéreo

Uma ponte rodoviária que liga a capital iraniana à cidade de Karaj, no oeste do país, foi atingida por ataques aéreos, informou a agência de notícias Fars, acrescentando que as primeiras avaliações apontam para vários feridos e que outras áreas de Karaj também foram atingidas.
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RTP /

Discurso de Donald Trump bem recebido em Israel

O discurso do presidente norte-americano ao país, na madrugada desta quinta-feira, foi bem recebido em Israel, uma vez que segue a linha que Netanyahu pretendia.

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RTP /

Maiores siderúrgicas do Irão suspendem operações após ataques aéreos

As duas maiores empresas siderúrgicas do Irão anunciaram que foram obrigadas a interromper as operações após ataques aéreos israelo-americanos. A Khuzestan Steel Company, localizada no sudoeste do país, e a Mobarakeh Steel Company, na província de Isfahan, no centro do país, foram alvo de ataques repetidos desde a semana passada.

"Todos os módulos de produção de aço e fornos deste complexo industrial foram danificados", disse Mehran Pakbin, vice-diretor de operações da Khuzestan Steel Company, citado na quinta-feira pelo site Mizan Online.

"De acordo com nossas estimativas iniciais, a retomada das operações dessas unidades levará pelo menos entre seis meses e até um ano", acrescentou.

A Mobarakeh Steel indicou, na noite de quarta-feira, que as "linhas de produção estão completamente paralisadas devido à intensidade dos ataques".

"Continuar as operações é impossível", afirmou a empresa em um comunicado à imprensa publicado em seu site.

Em retaliação, a Guarda Revolucionária Islâmica (IRGC), o exército ideológico da República Islâmica, afirmou ter lançado ataques com mísseis e drones contra áreas industriais no Médio Oriente e em Israel.
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RTP /

Fortes explosões ouvidas em Teerão

A capital iraniana voltou a ser abalada por fortes explosões, segundo um jornalista da AFP.
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Catarina Miranda - RTP /

Sudão. Guerra no Médio Oriente agrava a pior crise humanitária do mundo

A crise no Sudão é atualmente a mais grave emergência humanitária global, combinando guerra prolongada, colapso estatal e fome em larga escala. O conflito entre forças rivais transformou o país num epicentro de deslocação forçada, insegurança alimentar extrema e violência contra civis.

A guerra no Sudão entrou no terceiro ano sem sinais de resolução.
Desde o início dos confrontos entre as forças do general Abdel Fattah al-Burhan e o líder paramilitar Mohamed Hamdan Dagalo, milhões de civis foram empurrados para uma situação de extrema vulnerabilidade.

A resposta internacional tem sido limitada, marcada por financiamento insuficiente, falta de pressão diplomática eficaz, baixa cobertura mediática global %u2014 quando comparada com outros conflitos %u2014 e dificuldades logísticas e de segurança no terreno.

Os números reais podem ser significativamente mais elevados devido à falta de registo no terreno. Após três anos de guerra no Sudão, as estimativas apontam para cerca de 150 mil mortos e quase 10 milhões de deslocados.
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Lusa /

Cabaz alimentar sobe para novo máximo de 254,99 euros

O cabaz essencial de 63 produtos, monitorizado pela Deco PROteste, atingiu esta semana um novo máximo de 254,99 euros, mais 0,60 euros relativamente à semana anterior, foi hoje anunciado.

José Coelho - Lusa

"O cabaz alimentar monitorizado pela DECO PROteste custa esta semana 254,99 euros, o que representa um aumento ligeiro de 0,60 euros face à semana anterior. Ainda assim, este aumento representa novamente o valor mais alto desde que a organização de defesa do consumidor iniciou esta análise, em 2022", indicou, em comunicado.

Desde o início do ano, comprar este cabaz de alimentos passou a custar mais 13,17 euros.

Já há um ano, a mesma compra custava menos 16,49 euros, enquanto no início de 2022 era possível gastar menos 67,29 euros.

A cesta alimentar inclui carne, congelados, frutas e legumes, laticínios, mercearia e peixe.

Entre outros, são considerados produtos como peru, frango, carapau, pescada, cebola, batata, cenoura, banana, maçã, laranja, arroz, esparguete, açúcar, fiambre, leite, queijo e manteiga.

Entre 25 de março e 01 de abril, os produtos cujo preço mais aumentou foram o carapau (29%), tomate chucha (24%) e a couve-flor (17%).

Desde 05 de janeiro de 2022, quando a Deco começou a fazer esta monitorização, os maiores aumentos percentuais registaram-se na carne de novilho para cozer (124%), a couve-coração (109%) e os ovos (84%).

 

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Contra "rumores" sobre a guerra
RTP /

Dubai começa a aplicar multas de 54.500 dólares ou detenções

A polícia do Dubai anuncia sanções de até 54.500 dólares norte-americanos, ou prisão para quem divulgar rumores, notícias falsas ou conteúdos em rota de colisão com as versões oficiais dos ataques iranianos as alvos nos Emirados Árabes Unidos.

"É proibido publicar ou divulgar rumores, notícias enganosas ou qualquer conteúdo que contradiga o anunciado oficialmente, ou que cause pânico ou atente contra a segurança, a ordem pública ou a saúde pública", afirmou a polícia do Dubai em comunicado publicado no X.

O desrespeito por esta proibição implica "sérias sanções legais, que podem incluir penas de prisão e uma multa de pelo menos 200 mil dirhams", o equivalente a 54.460 dólares.As autoridades dos Emirados já detiveram, desde o início da ofensiva israelo-americana contra o Irão, mais de 100 pessoas em casos semelhantes.


No final de março, a polícia de Abu Dhabi, a capital dos Emirados, afirmou ter detido 109 pessoas de diferentes nacionalidades por filmarem locais atingidos por mísseis e drones Irão, difundirem rumores ou por publicarem conteúdos de inteligência artificial nas redes sociais.

No Dubai, foram detidas dezenas de pessoas por gravarem e partilharem imagens de mísseis iranianos.
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"Segura, desimpedida e rápida"
RTP /

Filipinas afirmam que Irão se compromete a permitir passagem de petróleo por Ormuz

As autoridades filipinas adiantam que uma “conversa telefónica produtiva” entre a ministra dos Negócios Estrangeiros, Theresa Lazaro, e o homólogo iraniano, Abbas Araghchi, abriu caminho ao envio de importantes carregamentos de petróleo.

“O ministro iraniano garantiu à ministra que o Irão permitirá a passagem segura, desimpedida e rápida pelo Estreito de Ormuz de navios com bandeira filipina, fontes de energia e todos os marinheiros filipinos”, indica o Governo filipino em comunicado.

O presidente filipino, Ferdinand Marcos, declarou o estado de “emergência energética nacional” na semana passada, diante dos impactos da guerra, que, segundo o seu Executivo, representa o “perigo iminente de um fornecimento de energia criticamente baixo”.
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Cristina Sambado - RTP /

"Vamos atacá-los com extrema força". Trump não se compromete com calendário para fim da guerra

Embora mantenha entreaberta a porta da negociação, o presidente norte-americano ameaça fazer recuar os iranianos "à idade da Pedra, onde pertencem".

Alex Brandon - Pool via EPA

O presidente norte-americano, Donald Trump, afirmou numa comunicação aos Estados Unidos e ao mundo, na noite de quarta-feira, que as Forças Armadas da superpotência quase alcançaram os seus objetivos no Irão. Mas não ofereceu um calendário claro para o fim da guerra, que perdura há um mês, e prometeu bombardear o país até que este regresse à "idade da pedra".

"Graças ao progresso que fizemos, posso afirmar esta noite que estamos no bom caminho para concluir todos os objetivos militares dos Estados Unidos em breve, muito em breve, vamos atacá-los com extrema força nas próximas duas ou três semanas", afirmou o presidente norte-americano.
O presidente norte-americano e os conselheiros têm oferecido explicações e cronogramas contraditórios para o conflito e, no discurso, Trump não mencionou a possibilidade de um cessar-fogo.

"Entretanto, as negociações continuam. A mudança do regime não era o nosso objetivo, nunca falámos em mudanças de regime, mas deu-se uma mudança de regime, graças à morte de todos os seus líderes originais. Estão todos mortos. O novo grupo é menos radical e muito mais razoável", acrescentou.
“Somos uma força militar imparável”
O inquilino da Casa Branca acrescentou que os Estados Unidos destruíram a marinha e a Força Aérea de Teerão e estagnaram os programas de mísseis balísticos e nucleares, avisando ainda que se não existir acordo, os EUA vão atacar mais infraestruturas energéticas iranianas.

"Porém, se durante esse período não dor assinado nenhum acordo, estamos de olho em alvos-chave. Se não houver acordo, vamos atacar cada uma das suas centrais elétricas de produção de energia, com muita força e provavelmente em simultâneo", ameaçou.

"Não atacaremos o petróleo deles, embora esse seja o alvo mais fácil de todos. Porque isso não lhes daria a mais pequena hipótese de sobrevivência ou reconstrução. Mas poderíamos atingi-lo e seria o seu fim. E não há nada que eles possam fazer quanto a isso".
Segundo Trump, o Irão "não tem equipamento aéreo. O radar deles foi 100 por cento destruído. Somos uma força militar imparável".
“Temos todas as cartas”
Porém, Donald Trump recusou-se a apresentar um plano concreto para pôr fim à guerra, que já dura há cinco semanas, além de dizer que os EUA terminariam o trabalho "demasiado depressa".

"Temos todas as cartas na manga", disse Trump na Casa Branca, no seu primeiro pronunciamento em horário nobre desde que os EUA e Israel iniciaram a guerra, a 28 de fevereiro. "Eles não têm nenhuma."

No pronunciamento, o presidente norte-americano deixou de fora de algumas questões importantes ainda não resolvidas, como o estatuto do urânio enriquecido do Irão e o acesso ao Estreito de Ormuz, uma via de acesso ao petróleo mundial que o Irão efetivamente fechou.

Trump manifestou-se também convicto de que, assim que a guerra contra o Irão terminar, o Estreito de Ormuz "abrir-se-á naturalmente", porque a República Islâmica precisa da venda de petróleo para se reconstruir e, por isso, os preços do petróleo irão baixar e as bolsas voltarão a registar ganhos.
Aumentos nos EUA são culpa do Irão

Ainda que o presidente tenha reconhecido brevemente a crescente preocupação, entre os norte-americanos, de que a guerra esteja a tornar a gasolina inacessível, insistiu que os preços iriam cair em breve e que os aumentos eram principalmente culpa do Irão.

"Somos agora totalmente independentes do Médio Oriente, e, contudo, estamos lá para ajudar. Não precisamos de lá estar. Não precisamos do petróleo deles. Não precisamos de nada que eles têm. Mas estamos lá para ajudar os os nossos aliados", frisou Donald Trump.
O inquilino da Casa Branca deixou ainda a garantia de que a economia dos Estados Unidos está muito bem preparada para enfrentar a ameaça iraniana.

"Muitos americanos ficaram preocupados com o recente aumento dos preços de gasolina aqui nos Estados Unidos. Este aumento a curto prazo foi inteiramente fruto dos ataques terroristas insanos lançados pelo regime iraniano contra petroleiros internacionais e os países vizinhos, que nada têm a ver com o conflito".

"Isto é mais uma prova de que o Irão nunca poderá ser fiável com as armas nucleares. Vão utilizá-las e utilizá-las rapidamente. Isto levaria a décadas de extorsão sofrimento económico e instabilidade piores do que podíamos imaginar. Os EUA nunca estiveram tão bem preparados economicamente para enfrentar essa ameaça. Vocês sabem disso", acrescentou.

Trump instou ainda os norte-americanos a "manter este conflito em perspetiva", referindo que as guerras anteriores no Iraque, no Vietname e na Coreia exigiram um envolvimento norte-americano muito mais longoEUA não abandonam países do Golfo
Trump prometeu ainda que não abandonará os países do Golfo, alvos dos ataques do Irão em retaliação pelos ataques israelitas e norte-americanos.

"Quero agradecer aos nossos aliados no Médio Oriente: Israel, Arábia Saudita, Qatar, Emirados Árabes Unidos, Kuwait e Bahrein. Têm sido extraordinários e não permitiremos que sofram qualquer dano ou fracasso", sublinhou o presidente norte-americano, dirigindo-se ao povo norte-americano da Casa Branca.

c/ agências 
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RTP /

Iraque inicia exportações de petróleo por camião via Síria

O Ministério iraquiano do Petróleo anunciou que iniciou as exportações de petróleo por camião-cisterna via Síria, mais de um mês após o início da guerra no Médio Oriente e o encerramento de facto do Estreito de Ormuz.

O Iraque "iniciou as exportações de petróleo por camião-cisterna através da Síria", revelou o Ministério num comunicado divulgado na noite de quarta-feira.

Especificou que a Síria garantiria a "passagem segura" do petróleo e que as exportações aumentariam "gradualmente".

Uma fonte do setor petrolífero iraquiano disse à AFP que, dos 299 camiões programados, "178 camiões-cisterna carregados com fuelóleo" chegaram à refinaria no porto de Banias, na costa mediterrânica da Síria, no âmbito da "fase inicial das exportações".

"Este carregamento, o primeiro deste tipo, entrou pela passagem fronteiriça de al-Tanf, vindo do Iraque", disse à AFP Safwan Sheikh Ahmad, porta-voz da petrolífera estatal síria.

Safwan Sheikh Ahmad especificou que os veículos seriam descarregados no terminal de Banias e que a carga seria transferida para navios-tanque para exportação. "O primeiro carregamento, composto por 299 camiões, está a entrar na Síria em lotes, e o segundo é esperado em breve", acrescentou.

O Iraque é altamente dependente das suas exportações de petróleo, que representam aproximadamente 90% das suas receitas orçamentais.

Como membro fundador da OPEP (Organização dos Países Exportadores de Petróleo), o Iraque está sujeito, desde 28 de Fevereiro e o início da guerra no Médio Oriente, a restrições à circulação de navios no Golfo Pérsico e no Estreito de Ormuz, por onde até então passava a maior parte das suas exportações.
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Irão afirma que ataques a instalações no Golfo "são um aviso"

A Guarda Revolucionária Islâmica do Irão afirma que os seus mais recentes ataques a instalações siderúrgicas ligadas aos EUA no Golfo “são um aviso”.

Num comunicado divulgado pelos meios de comunicação iranianos, a Guarda Revolucionária Islâmica afirmou ter atacado instalações siderúrgicas em Abu Dhabi, nos Emirados Árabes Unidos, e fábricas de alumínio no Bahrein, após ataques anteriores realizados no fim de semana.

“Estes ataques são um aviso, e se o ataque às indústrias iranianas se repetir, a próxima resposta será muito mais dolorosa, atacando a principal infraestrutura do regime de ocupação e as indústrias económicas americanas na região”, acrescentou o comunicado.
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RTP /

Exército israelita afirma ter morto 40 combatentes do Hezbollah nas últimas 24 horas

Na sua mais recente atualização sobre a guerra, o exército israelita afirma ter realizado ataques aéreos contra dezenas de instalações militares e infraestruturas do Hezbollah nas últimas 24 horas, incluindo depósitos de armas e bases de lançamento.

Afirma ainda que as tropas terrestres israelitas, que estão a realizar uma invasão em partes do sul do Líbano, identificaram e "eliminaram" uma célula do Hezbollah e atacaram extensas infraestruturas do grupo. Entretanto, a marinha israelita também atingiu um depósito de armas no sul, segundo o comunicado.

No total, o exército israelita afirma que os seus ataques "aéreos, marítimos e terrestres" mataram mais de 40 membros do Hezbollah nas últimas 24 horas.
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Resposta a Trump
RTP /

Macron afirma que é irrealista abrir o Estreito de Ormuz à força

O presidente francês, Emmanuel Macron, afirmou esta quinta-feira que seria irrealista lançar uma operação militar para forçar a abertura do Estreito de Ormuz, depois de o presidente norte-americano, Donald Trump, ter desafiado os aliados norte-americanos a trabalhar para a sua reabertura.

"Algumas pessoas defendem a ideia de libertar o Estreito de Ormuz à força através de uma operação militar, uma posição por vezes expressa pelos Estados Unidos, embora tenha variado", disse Macron aos jornalistas durante uma viagem à Coreia do Sul.

"Esta nunca foi uma opção que apoiamos, porque é irrealista", acrescentou. "Levaria uma eternidade e exporia todos aqueles que atravessam o estreito aos riscos dos guardiões da revolução, bem como aos mísseis balísticos", disse.

O presidente francês acusou ainda o homólogo norte-americano de minar a NATO ao criar "dúvidas diárias sobre o seu compromisso.

“Não devemos dizer o contrário do que dissemos ontem todos os dias", afirmou Macron numa declaração endereçada a Trump,

O inquilino do Palácio do Eliseu acrescentou ainda que a guerra travada pelos Estados Unidos e Israel contra o Irão não pode resolver a questão do programa nuclear de Teerão.

"Não é uma ação militar direcionada, mesmo que por algumas semanas, que resolverá a questão nuclear a longo prazo", disse Macron aos jornalistas. 

Para Macron, “se não houver uma estrutura para negociações diplomáticas e técnicas, a situação poderá deteriorar-se novamente numa questão de meses ou anos. Só através de negociações aprofundadas, um acordo (...) poderemos garantir um acompanhamento a longo prazo e preservar a paz e a estabilidade para todos".
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RTP /

Paulo Rangel participa na reunião de hoje sobre Estreito de Ormuz

O ministro dos Negócios Estrangeiros, Paulo Rangel, vai participar na reunião desta quinta-feira organizada pelo Governo britânico com cerca de 30 países dispostos a mobilizar-se para restaurar a navegação pelo estreito de Ormuz, confirmou fonte do Ministério.

Na reunião, que se vai realizar por videoconferência, pretende-se avaliar "medidas diplomáticas e políticas viáveis" para restaurar a liberdade de navegação, garantir a segurança dos navios e tripulantes retidos e retomar o transporte de mercadorias essenciais.

As cerca de três dezenas de países convocados vão reunir-se por iniciativa do Reino Unido, na sequência de uma posição tomada inicialmente feita por Londres em conjunto com França, Alemanha, Itália, Países Baixos e Japão em 19 de março.

Entretanto, 31 outros países, incluindo Portugal, subscreveram a mesma declaração, exigindo que o Irão cesse as suas tentativas de bloquear o estreito e comprometendo-se a "contribuir para os esforços adequados para garantir a passagem segura" por aquela via marítima.
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“Uma grande mentira”
RTP /

Irão não retomou o enriquecimento nuclear

O embaixador do Irão na Agência Internacional de Energia Atómica (AIEA), Reza Najafi, afirmou em entrevista à AFP que o seu país não retomou o enriquecimento nuclear após os ataques israelitas e norte-americanos de junho de 2025 contra algumas das suas instalações nucleares.

"Não retomámos o enriquecimento, e isso foi uma mentira, uma grande mentira, como as outras mentiras", afirmou Najafi, quando questionado sobre as acusações americanas que levaram ao atual conflito no Médio Oriente.
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RTP /

Irão executa homem condenado por colaboração com Israel durante protestos de janeiro

As autoridades iranianas anunciaram, esta quinta-feira, a execução de um homem condenado por realizar ações em nome de Israel e dos Estados Unidos durante a recente onda de protestos que abalou o país em janeiro.

"Amir-Hossein Hatami foi enforcado ao amanhecer de hoje" por cometer atos que "minam a segurança nacional em nome do regime sionista e dos Estados Unidos", informou o Mizan Online, site oficial do poder judicial iraniano.

O comunicado especificava que estes atos incluíam uma tentativa de invasão de uma "instalação militar" para "apreender as armas ali armazenadas" durante os recentes protestos.
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Afirma embaixador do Irão na AIEA
RTP /

Ataques à central nuclear de Bushehr constituem "uma clara violação do direito internacional"

Os ataques à central nuclear de Bushehr, no sul do Irão, constituem "uma clara violação do direito internacional, do direito internacional humanitário", declarou à AFP, esta quinta-feira, o embaixador iraniano junto da Agência Internacional de Energia Atómica (AIEA), em Viena.

"Mesmo em tempo de guerra, é proibido atacar instalações utilizadas por civis, e tal ataque seria um crime extremamente grave, um crime contra a humanidade, um crime de guerra", acrescentou, sublinhando que, em caso de fuga radioactiva, a água seria contaminada e a população teria de ser evacuada.
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RTP /

Rússia pronta para ajudar a resolver conflito com o Irão

A Rússia está pronta para contribuir para a resolução do conflito com o Irão e o presidente Vladimir Putin continua a falar com os líderes regionais, revelou o porta-voz do Kremlin, Dmitry Peskov, esta quinta-feira.

"O presidente continua estes contactos e, se os nossos serviços forem de alguma forma necessários, estamos, naturalmente, prontos para dar o nosso contributo para garantir que a situação militar transite para um rumo pacífico o mais rapidamente possível", disse Peskov aos jornalistas.
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Teerão
RTP /

Centro médico centenário danificado por bombardeamentos

Os ataques da aliança israelo-americana sobre a capital iraniana provocaram extensos danos a um centro médico centenário, adiantou o Ministério da Saúde do país.

“A agressão contra o Instituto Pasteur do Irão – um pilar centenário da saúde global e membro da Rede Pasteur Internacional – é um ataque direto à segurança sanitária internacional”, escreveu o porta-voz Hossein Kermanpourna rede social X.

O porta-voz do Ministério iraniano da Saúde apelou ainda à OMS e ao Comité Internacional da Cruz Vermelha para que “condenem este ataque, avaliem os danos e apoiem a reconstrução”.
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Ormuz
RTP /

Líderes europeus defendem cooperação entre aliados para reabrir estreito

O Reino Unido e a Comissão Europeia afinaram posições sobre a importância de os países aliados trabalharem no sentido de repor a navegação no Estreito de Ormuz, bloqueado pelo Irão na sequência da ofensiva israelo-americana.

O primeiro-ministro britânico, Keir Starmer, e a presidente da Comissão Europeia, Ursula von der Leyen, debateram na quarta-feira a crise no Médio Oriente. Ambos reprovaram as ações iranianas no Estreito de Ormuz, que "está a manter a economia global como refém".A conversa teve lutar na véspera de a ministra britânica dos Negócios Estrangeiros, Yvette Cooper, presidir a uma reunião por teleconferência com 35 países em busca de soluções conjuntas que ajudem a reabrir o Estreito de Ormuz.


"Está a tornar-se cada vez mais claro que, neste mundo volátil e em constante evolução, o nosso interesse nacional a longo prazo exige uma parceria mais estreita com os nossos aliados na Europa e na União Europeia", assinalou Starmer em conferência de imprensa.
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RTP /

Chefe do Exército iraniano orienta comandantes a prepararem-se para qualquer ataque

O quartel-general operacional do Irão está a monitorizar "os movimentos inimigos com o máximo pessimismo e precisão" e prepara-se para neutralizar qualquer método de ataque, afirmou o comandante-em-chefe do Exército iraniano, Amir Hatami, depois do discurso de Trump.
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RTP /

Reconstrução de siderúrgica iraniana danificada levará até um ano

A Companhia Siderúrgica de Khuzistão, no Irão, precisará de seis meses a um ano para retomar as operações após as instalações terem sido danificadas por um ataque na semana passada, disse um vice-diretor da empresa.
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RTP /

Pequim pede fim "imediato" das hostilidades após declarações de Trump

Pequim reiterou o apelo por um fim imediato das hostilidades no Médio Oriente e afirmou que não há solução militar para o conflito, após as declarações de Trump, que prometeu continuar atacar o Irão com força por mais alguns dias.

"O problema não pode ser resolvido fundamentalmente por meios militares, e uma escalada das hostilidades não interessa a nenhum dos lados", disse a porta-voz do Ministério dos Negócios Estrangeiros da China, Mao Ning.

"Instamos mais uma vez as partes envolvidas a cessarem imediatamente as operações militares e iniciarem um processo de negociações de paz o mais rápido possível".

Mao Ning afirmou ainda que as operações dos Estados Unidos e de Israel contra o Irão foram a "causa principal" do bloqueio do Estreito de Ormuz.

"A causa principal da interrupção da navegação no Estreito de Ormuz reside nas operações militares ilegais realizadas pelos Estados Unidos e por Israel contra o Irão", afirmou a porta-voz do Ministério.

"Só um cessar-fogo e a cessação das hostilidades" preservarão a segurança do tráfego marítimo internacional, acrescentou.
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RTP /

Forças armadas iranianas prometem "ações ainda mais devastadoras"

O comandante operacional do exército da República Islâmica, Khatam al-Anbiya, prometeu ações ainda mais devastadoras em resposta ao presidente norte-americano, que anunciou o endurecimento dos ataques ao Irão.

"Com fé em Deus (Alá) todo-poderoso, esta guerra continuará até à sua humilhação, desonra, arrependimento final e capitulação", disse o comandante, em comunicado transmitido pela televisão estatal iraniana.

"Esperem ações ainda mais devastadoras, abrangentes e destrutivas", frisou al-Anbiya.
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RTP /

Embaixada dos EUA em Bagdade alerta para possíveis ataques nas próximas 48 horas

A Embaixada dos Estados Unidos em Bagdade alertou, num comunicado divulgado esta manhã, que há risco de grupos armados iraquianos pró-Irão lançarem ataques contra a cidade nos próximos dois dias.

"Milícias terroristas iraquianas aliadas ao Irão podem lançar ataques no centro de Bagdade nas próximas 24 a 48 horas", diz o comunicado, reiterando o apelo para que os norte-americanos no Iraque deixem o país imediatamente.

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RTP /

MQ-9 Reaper. Primeiro "drone" norte-americano de longo alcance chega às Lajes

Aterrou na Base das Lajes, nos Açores, o primeiro drone de longo alcance dos Estados Unidos.

Tomáš krist via Wikimedia Commons

A RTP apurou esta semana que trabalhadores portugueses ao serviço da base militar na Ilha Terceira receberam formação para lidar com estes drones junto da pista e ajudar na aterragem e na descolagem.

Em causa estão os chamados "drones assassinos" MQ-9 Reaper, numa operação de elevado secretismo.Os MQ-9 Reaper são utilizados em missões de combate, reconhecimento e vigilância, podendo transportar até oito mísseis de alta precisão.


Vários caças e aviões reabastecedores norte-americanos têm continuado a usar a base açoriana, além de dois cargueiros C-130.

As aeronaves não tripuladas são semelhantes aos caça F-35, com 11 metros de comprimento e cerca de 20 metros de envergadura, sendo operados à distância, com uma autonomia de 27 horas de voo, a altitudes de até 15 mil metros.

A alta precisão de deteção realiza-se através de câmaras, incluindo térmicas.
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Ponto de situação
RTP /

A alocução de Trump sobre a guerra com o Irão. "Temos todas as cartas, eles não têm nenhuma"

  • O presidente norte-americano reiterou a convicção, durante uma comunicação a partir da Casa Branca, de que a guerra no Médio Oriente poderá estar concluída em "duas a três semanas". Ao mesmo tempo, prometeu atacar com "muita força" o Irão no horizonte próximo e instou, uma vez mais, o regime dos ayatollahs a aposta nas negociações;


  • "Vamos atacá-los com extrema dureza nas próximas duas a três semanas. Vamos mandá-los de volta à idade da pedra, onde pertencem. Entretanto, as negociações continuam", clamou Donald Trump, para repetir uma ameaça: "Se não houver acordo, vamos atacar cada uma das suas centrais elétricas com muita dureza e, provavelmente, em simultâneo";


  • Ainda segundo Trump, no momento em que a guerra terminar o Estreito de Ormuz "abrir-se-á naturalmente";


  • O presidente norte-americano voltou também a exortar os países que dependem do petróleo transportado através de Ormuz a que "cuidem" desta passagem, uma vez que os Estados Unidos "não precisam" desta via: "Vão para o estreito, tomem-no, protejam-no, utilizem-no";


  • Donald Trump argumentou que a República Islâmica estaria a tentar "reconstruir o seu programa nuclear num local totalmente diferente" dos alvos bombardeados na operação Midnight Hammer, a 22 de junho do ano passado, pelo que israelitas e norte-americanos se propuseram "acabar com eles": "O regime procurou reconstruir o seu programa nuclear num local totalmente diferente, deixando claro que não tencionava abandonar a sua intenção de obter armas nucleares. Estava também a construir rapidamente os seus arsenais de mísseis balísticos convencionais e poderia em breve dispor de mísseis capazes de atingir o território norte-americano, a Europa e praticamente qualquer lugar do mundo";


  • Trump voltou igualmente a acusar os países da NATO de falta de apoio. O presidente dos Estados Unidos queixa-se de não ter recebido ajuda suficiente por parte dos países-membros da Aliança Atlântica na Operação Fúria Épica;


  • O Governo iraniano veio entretanto acusar a Administração Trump de impor exigências "maximalistas e irracionais", voltando a negar ter pedido um cessar-fogo, desmentindo assim Donald Trump. "Foram recebidas mensagens através de intermediários, incluindo o Paquistão, mas não há negociações diretas com os Estados Unidos", insistiu o porta-voz do Ministério dos Negócios Estrangeiros do Irão, Esmail Baghaei;


  • O líder da minoria democrata no Senado, Chuck Schumer, deixa críticas severas ao discurso do presidente norte-americano, questionando-se sobre quando, na história, houve "um discurso presidencial de guerra mais desconjuntado e patético". "As ações de Donald Trump no Irão vão ser consideradas um dos maiores fiascos políticos da história do nosso país, falhando na articulação de objetivos, alienando aliados e ignorando os problemas de mesa de cozinha que os americanos enfrentam", reprovou o senador democrata;


  • As Forças de Defesa de Israel indicaram, nas últimas horas, que as defesas aéreas do país responderam a pelo menos quatro vagas de mísseis iranianos. A terceira destas vagas atingiu o Estado hebraico enquanto Donald Trump fazia a sua comunicação a partir da Casa Branca;


  • A embaixada dos Estados Unidos no Iraque alertou para o risco de ataques, por parte de "milícias alinhadas com o Irão" nas próximas 24 a 48 horas, apelando aos cidadãos norte-americanos para que abandonem aquele país;


  • O primeiro-ministro da Austrália fez um apelo ao fim da guerra no Médio Oriente, na sequência do discurso de Donald Trump. Anthony Albanese afirmou que a ofensiva israelo-americana enfraqueceu a Força Aérea, a Marinha e a indústria militar do Irão. "Agora que esses objetivos foram alcançados, não é claro o que resta por fazer, nem como poderá ser o desfecho. O que é claro é que, quanto mais a guerra se prolongar, maior será o seu impacto na economia mundial", sustentou.
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Trump acusa NATO de abandonar Washington

O presidente dos Estados Unidos volta a acusar os países da NATO de falta de apoio.

Foto: Yves Herman - Reuters

Donald Trump queixa-se de não ter recebido ajuda suficiente dos membros da Aliança Atlântica, durante as operações norte-americanas no Irão.
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Casa Branca ameaça cortar apoio militar a Kiev

Donald Trump ameaçou, na comunicação aos Estados Unidos e ao mundo, deixar de fornecer armas à Ucrânia, se a Europa não ajudar a reabrir o Estreito de Ormuz.

Foto: Alex Brandon - Reuters

Ao mesmo tempo que pressiona os aliados europeus, o presidente norte-americano também manifesta indiferença em relação a quem quer que venha a tomar conta do estreito.
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Israel e Irão trocam bombardeamentos intensos

A força aérea israelita atacou centros de comando e unidades de produção de mísseis do Corpo de Guardas da Revolução Islâmica.

O Irão respondeu com uma das maiores salvas de mísseis balísticos contra o centro de Israel em zonas civis.

No Líbano, Israel diz que abateu o comandante da frente sul do Hezbollah, durante uma operação cirúrgica lançada a partir de uma plataforma naval ao largo de Beirute.
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Paulo Rangel. Uso da base das lajes cumpre acordos com EUA

O ministro dos Negócios Estrangeiros garante que Portugal não está envolvido no conflito com o Irão e que a utilização da base das Lajes cumpre o acordo firmado com os Estados Unidos.

Foto: Tiago Petinga - Lusa

"Não estamos, não fomos envolvidos nem vamos ser nesta operação", reiterou Paulo Rangel na Assembleia da República.

"Sempre que seja em resposta a um ataque que foi sofrido, necessário e proporcional e, ao mesmo tempo, não vise alvos civis, para Portugal, se essas garantias nos forem dadas e puderem ser observadas, nós obviamente que estamos tranquilos. Até agora, foi isso que aconteceu", sustentou o governante.O secretário de Estado norte-americano, Marco Rubio, agradeceu esta semana a Paulo Rangel, a "estreita" cooperação económica e de defesa de Portugal, indicou o próprio Departamento de Estado em Washington

De acordo com o porta-voz adjunto Tommy Pigott, durante uma conversa, na terça-feira, entre os chefes da diplomacia de Estados Unidos e Portugal, Rubio "destacou a contínua solidez dos laços bilaterais".

"O secretário Rubio agradeceu ao ministro a estreita cooperação económica e de defesa de Portugal. Ambos os líderes expressaram o seu compromisso com a segurança transatlântica", indicou.

Por sua vez, o Ministério dos Negócios Estrangeiros adiantou no  X que ambos os governantes "falaram da situação no Médio Oriente e registaram a importância da ligação transatlântica, tendo abordado também a relação bilateral a nível da economia e da defesa".Desde o início da ofensiva contra o Irão que vários aviões militares, sobretudo de reabastecimento, têm descolado das Lajes, nos Açores, em voos praticamente diários.


O Governo português concedeu uma "autorização condicionada" ao uso da Base das Lajes, apontando que a infraestrutura só poderia ser utilizada "em resposta a um ataque, num quadro de defesa ou retaliação", que a ação tinha de ser "necessária e proporcional" e que só podia "visar alvos de natureza militar".
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Lajes. EUA agradecem cooperação a Portugal

Os Estados Unidos agradecem a cooperação de Portugal, em matéria económica e de defesa. Reconhecimento feito durante um telefonema entre o secretário de estado Marco Rubio e o ministro Paulo Rangel.

Apesar disso, o responsável da diplomacia portuguesa garantiu esta tarde, na Assembleia da República, que o país não está envolvido no conflito com o Irão, e que a utilização da Base das Lajes cumpre o acordo.
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