Irão voltou a encerrar Estreito de Ormuz devido ao bloqueio dos EUA aos portos iranianos
O Irão afirma que voltou a encerrar o Estreito de Ormuz, menos de 24 horas depois de anunciar a reabertura da rota, devido ao bloqueio norte-americano aos portos iranianos. Acompanhamos aqui, ao minuto, a evolução da situação.
O ministro turco dos Negócios Estrangeiros, Hakan Fidan, acusou no Fórum Diplomático de Antalya que Israel estará a usar a segurança como pretexto para adquirir "mais território".
“Israel não está preocupada com a própria segurança, Israel está a tentar conquistar mais território”, disse na conferência anual sobre diplomacia internacional na cidade turística turca de Antalya, informou a AFP.
“O governo Netanyahu está a usar a segurança como desculpa para ocupar mais território”, acrescentou, referindo-se ao primeiro-ministro israelense Benjamin Netanyahu.
“Israel precisa de saber que a única maneira de viver em paz na região (...) é deixar que os outros países desfrutem da sua própria segurança, integridade territorial e liberdade, e não usar o poder sobre esses países".
A Turquia, membro da NATO e vizinha do Irão, posicionou-se como um potencial mediador-chave no conflito do Médio Oriente, mas a retórica, por vezes intensa, contra Israel, levantou dúvidas sobre sua capacidade de permanecer neutra.
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Irão voltou a encerrar Estreito de Ormuz devido ao bloqueio norte-americano
O Irão afirma que voltou a encerrar o Estreito de Ormuz, menos de 24 horas depois de anunciar a reabertura da rota, devido ao bloqueio norte-americano aos portos iranianos.
A Guarda Revolucionária do Irão declarou que o controlo do Estreito de Ormuz "voltou ao seu estado anterior", face à disputa contínua com os EUA sobre o bloqueio naval aos portos iranianos.
Num comunicado divulgado pelos media iranianos, o comando operacional das Forças Armadas iranianas, Khatam Al-Anbiya, descreveu o bloqueio norte-americano em curso como "pirataria".
"Por esse motivo, o controlo do Estreito de Ormuz voltou ao seu estado anterior, e essa via navegável estratégica está sob a estrita gestão e controlo das forças armadas".
“Enquanto os EUA não restabelecerem a completa liberdade de navegação para embarcações de origem iraniana (...) a situação no Estreito de Ormuz permanecerá estritamente controlada e no seu estado anterior".
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Queda dos preços do petróleo após reabertura do Estreito de Ormuz
A bolsa de Nova Iorque encerrou em alta, atingindo novos máximos históricos. A reabertura do Estreito de Ormuz provocou uma queda a pique imediata nos preços do petróleo.
O Brent, referência para Portugal, estava a negociar nos 95 dólares por barril, antes de ser conhecida a decisão de reabrir o estreito. E, assim que a decisão foi divulgada, o preço desceu para os 89 dólares por barril.
A cotação manteve-se em torno dos 88 dólares, ao longo da tarde, com algumas oscilações.
Donald Trump avisa que o cessar-fogo com o Irão pode terminar na próxima quarta-feira se não for alcançado um acordo. O presidente norte-americano afirma ter recebido boas notícias, mas deixa a ameaça de novos ataques.
"Talvez não o prolongue [ao cessar-fogo]. Mas o bloqueio vai continuar", afirmou aos jornalistas.
"Há um bloqueio e, infelizmente, teremos de voltar a lançar bombas".
As conversações vão continuar, este fim de semana, e deverá haver uma nova ronda na segunda-feira, no Paquistão.
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Espaço aéreo iraniano parcialmente reaberto a voos internacionais
Após sete semanas fechados devido ao conflito com os Estados Unidos e Israel, "os corredores aéreos na região leste do país estão abertos para voos internacionais", segundo a Autoridade de Aviação Civil do Irão.
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Trump diz que Xi está "muito satisfeito" com reabertura de Estreito de Ormuz
"O Presidente Xi está muito satisfeito com o facto de o estreito de Ormuz estar aberto ou em rápida abertura", escreveu Trump numa publicação na rede Truth Social, da qual é proprietário.
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Tóquio promete "todas as medidas possíveis" em relação a Ormuz
Após Londres ter anunciado a criação de uma missão defensiva multinacional para restaurar a liberdade de navegação no estreito de Ormuz, a primeira-ministra japonesa reiterou o compromisso de adotar "todas as medidas possíveis ao alcance" de Tóquio.
"O Japão continuará a trabalhar em estreita colaboração com a comunidade internacional, incluindo os países e organizações internacionais envolvidos, e mantém o compromisso de adotar todas as medidas possíveis ao seu alcance", disse Sanae Takaichi numa reunião virtual de líderes sobre a navegação no estreito de Ormuz, organizada na sexta-feira por França e Reino Unido.
Takaichi expressou reconhecimento pelas iniciativas empreendidas por Paris e Londres, enfatizando que "é fundamental" que a estabilidade seja restabelecida na passagem estratégica "o mais rapidamente possível" e que seja garantida a liberdade e a segurança de navegação para os navios de todos os países.
"Continua a ser uma prioridade urgente", acrescentou.
C/Lusa
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EUA prorrogam suspensão da maioria das sanções contra petróleo russo
Washington prorrogou a suspensão da maioria das sanções contra a indústria petrolífera russa, numa decisão que surge num momento em que a retoma do tráfego no estreito de Ormuz está a provocar a queda nos preços do petróleo. Decisão norte-americana, em vigor a partir de hoje e até 16 de maio, que diz respeito a todas as operações relacionadas com o embarque e a entrega de petróleo proveniente da Rússia, e aplica-se igualmente à chamada "frota fantasma russa" - embarcações clandestinas que permitem a Moscovo exportar petróleo e contornar as sanções ocidentais.
O Irão diz que voltará a fechar o Estreito de Ormuz se os Estados Unidos não levantarem o bloqueio. O aviso veio do próprio presidente da República Islâmica;
O presidente norte-americano, Donald Trump, insistiu que o urânio enriquecido armazenado pelo Irão seria "transferido para os Estados Unidos", pouco depois de ter indicado que um acordo com Teerão para travar a guerra está muito próximo;
O presidente do parlamento iraniano afirmou que as negociações com os Estados Unidos já não estão centradas na questão nuclear mas no fim da guerra e num quadro mais amplo de questões regionais;
declarações e esclarecimentos de ambos os lados deixaram incertezas sobre a rapidez com que o transporte marítimo poderia voltar ao normal, e algumas embarcações puderam ser observadas a fazer tentativas frustradas de cruzar o estreito na sexta-feira antes de retornarem;
Trump afirmou que o bloqueio dos EUA aos navios que navegam para portos iranianos permanecerá em vigor até que "nossa transação com o Irão esteja 100 por cento concluída".