Iraque. Anunciada saída da coligação internacional contra o Estado Islâmico
O Iraque anunciou hoje a saída total das tropas da coligação internacional que luta contra o grupo jihadista Estado Islâmico (EI), liderada pelos Estados Unidos, de todas as bases militares do país.
Este anúncio foi feito após a confirmação da retirada das últimas unidades da base aérea de Ain al Asad, na província de Al Anbar.
"Anunciamos hoje, com orgulho, a conclusão do processo de evacuação de todas as bases militares e sedes de liderança nas zonas oficiais federais no Iraque dos conselheiros da coligação internacional contra o EI, com a partida dos poucos que permaneciam na base aérea de Ain Al Asad e na sede do comando de operações conjuntas", informou em comunicado o Comité Militar Supremo encarregado de concluir a missão.
Após a saída da coligação, o controlo total destas posições passa para as forças de segurança iraquianas, conforme o calendário do fim da missão e o acordo alcançado entre o Iraque e os Estados Unidos da América (EUA) sobre o futuro das relações de segurança entre os dois países.
O comité iraquiano afirmou que as forças do país "têm a vontade e a capacidade total de impor a segurança em todas as partes da nação", reiterou que "o EI já não constitui qualquer ameaça estratégica" e defendeu a capacidade das suas tropas para "impedir o seu reaparecimento no Iraque ou que atravesse a sua fronteira".
O próximo passo após a retirada das tropas internacionais é, segundo este comité, o reforço da relação bilateral de segurança com os EUA, que se concentrará em "ativar os memorandos de entendimento da colaboração militar" através de manobras e operações conjuntas "para garantir a permanência da sua disposição e a luta contra o Estado Islâmico".
Além disso, informou que "a segunda fase da missão da coligação internacional contra o EI na Síria já começou", pelo que a coordenação continuará com a coligação no que diz respeito "à derrota total" do Estado Islâmico naquele país, com o objetivo de garantir que estes focos não afetem a segurança iraquiana.
Assim, o Iraque oferece à coligação apoio logístico transfronteiriço para as suas operações na Síria a partir da base aérea em Erbil, ainda com presença internacional, enquanto o "Exército iraquiano levará a cabo as operações contra o EI juntamente com os EUA a partir da base de Ain al Asad, quando necessário".
No final de dezembro de 2025, Husein Alawi, assessor do primeiro-ministro iraquiano, Mohamed Shia al Sudani, afirmou à agência oficial de notícias iraquiana, INA, que o Governo do seu país trabalhará para concluir esta segunda fase em setembro de 2026, especificamente no que diz respeito a Erbil, a capital da região semiautónoma do Curdistão iraquiano, no norte do Iraque.