Países como o Reino Unido deveriam ter "a coragem" de ir a Ormuz e "simplesmente tomar" o combustível
"Vocês terão que começar a aprender a lutar por si mesmos, os EUA não estarão mais lá para ajudá-los, assim como vocês não estiveram lá para nos ajudar", insiste Donald Trump, em, nova crítica a países que "recusaram envolver-se na decapitação do Irão".
Trump sustenta ainda que tais países poderiam comprar "combustível de aviação" dos Estados Unidos, onde há "bastante".
"O Irão foi, essencialmente, dizimado. A parte difícil já passou. Vão buscar o próprio petróleo", clama.
Ataques contra capacetes azuis no Líbano são "absolutamente inaceitáveis"
"Apelamos a uma investigação minuciosa para esclarecer esses graves ataques", afirmou o porta-voz Executivo comunitário Anouar El Anouni, denunciando ainda uma "grave violação do Direito Internacional".
Farmacêutica iraniana alvo de bombardeamentos de Israel e Estados Unidos
"Durante os ataques realizados na manhã de terça-feira pelos Estados Unidos e pelo regime sionista contra infraestrutura civil, uma das maiores empresas produtoras de medicamentos especiais, tratamentos contra o cancro e anestésicos foi danificada, incluindo sua linha de produção", adiantou o Governo em mensagem publicada no LinkedIn.A Tofigh Daru Research & Engineering Company pertence à Companhia Iraniana de Investimentos em Segurança Social.
O Irão debate-se com uma escassez crónica de medicamentos, em parte devido às sanções das Nações Unidas impostas devido ao programa nuclear da República Islâmica.
O país, observa a France-Presse, depende essencialmente da sua própria produção, importando quantidades limitadas de ingredientes e medicamentos especializados de países estrangeiros, entre os quaias a Índia e o Japão.
Nos últimos dias, instalações de produção de aço e universidades em Teerão e no centro de Isfahan foram também visadas pelas vagas de bombardeamentos da aliança entre israelitas e norte-americanos.
Paralisação de serviços de pronto-socorro pode deixar sem assistência três mil veículos
Em comunicado, a ARAN adianta que há várias empresas com a intenção de deixar de garantir serviços fora das localidades, desde logo em autoestradas, SCUT e vias rápidas Isto por se tratar dos mais dispendiosos em matéria de consumo de combustível.A decisão surge após a subida superior a 40 cêntimos no preço do gasóleo, nas últimas três semanas, em consequência da ofensiva israelo-americana contra o Irão.
A associação apela a medidas urgentes que permitam atenuar os efeitos da subida dos preços dos combustíveis e assegurar a continuidade do serviço.
A Aran havia já avisado, nas últimas semanas, que o aumento dos custos dos combustíveis agravava a situação financeira das empresas de pronto-socorro, admitindo avançar com uma paralisação.
Contas do Eurostat. Inflação na Zona Euro cresce para 2,5%
Aos preços da energia deve caber a taxa anual mais pronunciada, de acordo com o gabinete de estatísticas de estatísticas da União Europeia.
Olhando aos principais componentes da inflação, os preços da energia deverão apresentar a taxa anual mais alta, na ordem dos 4,9 por cento, contra -3,1 por cento em fevereiro e -1,0 em março do ano passado.
A inflação subjacente, que exclui os preços dos bens e serviços mais voláteis, como a energia e os alimentos, teve uma queda ligeira, em termos homólogos, para os 2,3 por cento.
Também a subida dos preços dos serviços desacelerou, neste caso em -0,2 pontos percentuais, para 3,2 por cento. O mesmo sucedeu com os bens industriais, que tiveram um abrandamento de -0,2 pontos, para 0,5 por cento, e os alimentos (-0,1 pontos percentuais, para 2,4 por cento).
c/ agências
Bruxelas alerta para "potencial perturbação prolongada" na energia e quer menos procura
A Comissão Europeia alertou hoje para uma "potencial perturbação prolongada" no setor energético da União Europeia (UE) devido ao conflito no Médio Oriente, propondo medidas para redução da procura de petróleo e para consumo mais moderado de combustíveis.
No dia em que os ministros da Energia da UE se reúnem por videoconferência para discutir a segurança do aprovisionamento energético, o comissário europeu da Energia, Dan Jørgensen, instou numa carta enviada aos países que se assegure "uma boa coordenação", bem como se equacione "a promoção de medidas de redução da procura, com especial atenção ao setor dos transportes", disse a instituição em comunicado.
"A segurança do abastecimento da União Europeia continua garantida, mas temos de estar preparados para uma potencial perturbação prolongada do comércio internacional de energia. É por isso que precisamos de agir já e precisamos de agir em conjunto, como uma verdadeira União", disse Dan Jørgensen, citado pela nota de imprensa.
No comunicado, Bruxelas defendeu que, "no mesmo espírito, os Estados-membros devem abster-se de adotar medidas que possam aumentar o consumo de combustíveis, limitar a livre circulação de produtos petrolíferos ou desincentivar a produção das refinarias da UE".
"Devem também consultar os Estados-membros vizinhos e a Comissão a fim de preservar a coerência à escala da UE e o funcionamento do mercado interno", acrescentou.
O executivo comunitário adiantou que, "para salvaguardar a disponibilidade de produtos petrolíferos no mercado da UE, qualquer manutenção não urgente das refinarias deverá ser adiada".
"Ao mesmo tempo, o aumento da utilização de biocombustíveis poderá ajudar a substituir os produtos petrolíferos fósseis e aliviar a pressão sobre o mercado", sugeriu.
Em causa estão preparativos "atempados e coordenados" pedidos por Bruxelas para garantir o abastecimento de petróleo e de produtos petrolíferos refinados na UE dada a volatilidade do mercado decorrente do conflito no Médio Oriente e o encerramento do Estreito de Ormuz.
"A monitorização robusta, os mecanismos rápidos de partilha de informação e a coordenação continuam a ser essenciais. Quaisquer riscos de emergência ou alterações materiais no abastecimento de petróleo e nas condições do setor, incluindo as reservas comerciais, devem ser acompanhados e comunicados à Comissão para garantir uma avaliação contínua e uma ação coordenada", pediu ainda a instituição.
Os ministros da Energia da UE vão reunir-se esta tarde num encontro extraordinário por videoconferência para discutir a segurança do aprovisionamento energético devido à crise provocada pelo conflito no Médio Oriente.
O encontro surge quando se assinala um mês desde que os Estados Unidos e Israel lançaram, em 28 de fevereiro, um ataque militar contra o Irão e, em resposta, Teerão encerrou o Estreito de Ormuz, por onde passa cerca de 20% do petróleo mundial.
Como consequência, o tráfego de petroleiros no estreito caiu drasticamente e aumentou a instabilidade relacionada com a oferta, pressionando os preços, com o petróleo a ultrapassar os 100 dólares por barril.
A UE enfrenta, assim, uma crise energética marcada não pela escassez imediata de fornecimento, mas pelo aumento acentuado dos preços de energia.
Catar afirma que os países do Golfo estão "unidos" no seu apelo à desescalada
Os países do Golfo estão "unidos" no seu apelo à desescalada na guerra do Médio Oriente, afirmou o Catar esta terça-feira, enquanto o Irão continua os seus ataques de retaliação contra os seus vizinhos da região.
UE apela aos Estados-membros para que reajam de forma "coordenada" à subida dos preços do petróleo
A Comissão Europeia apelou, esta terça-feira, aos Estados-Membros para que atuem de forma "coordenada" em resposta à subida vertiginosa dos preços do petróleo, provocada pela guerra no Médio Oriente.
Mais de 200 mil pessoas abandonaram o Líbano rumo à Síria desde o início da guerra
Mais de 200 mil pessoas, a grande maioria sírias, atravessaram a fronteira entre o Líbano e a Síria desde o início da guerra entre Israel e o Hezbollah, no início de março, informou esta terça-feira a agência da ONU para os refugiados (ACNUR).
“Mais de 28 mil libaneses também atravessaram a fronteira síria. A maioria está a fugir dos intensos bombardeamentos israelitas. Chegam exaustos, traumatizados e com poucos pertences”, acrescentou.
O Líbano acolheu mais de um milhão de refugiados sírios que fugiram do país durante a guerra civil desencadeada pela repressão de uma revolta popular contra o regime de Bashar al-Assad, em 2011. Mais de meio milhão destes refugiados regressaram ao Líbano desde a queda de Assad, no final de 2024.
O ACNUR indicou que o seu plano de contingência para as pessoas que fogem do Líbano para a Síria prevê "um número que pode chegar às 300.000 a 350.000 pessoas".
"Este número dependerá em grande parte de eventuais operações adicionais em terra. Entretanto, o governo sírio informou-nos que está a implementar um plano de contingência caso mais libaneses se dirijam para a Síria", acrescentou al-Madaien.
Israel vai estabelecer zona tampão no sul do Líbano até ao rio Litani
Israel vai estabelecer uma zona tampão no sul do Líbano e manter o controlo sobre toda a área até ao rio Litani, anunciou o ministro israelita da Defesa esta terça-feira.
Ataques aéreos danificam central de dessalinização numa ilha iraniana no Estreito de Ormuz
Ataques aéreos atingiram e desativaram uma central de dessalinização na ilha iraniana de Qeshm, localizada no estreito de Ormuz, informou esta terça-feira a agência de notícias iraniana ISNA.
Exército israelita diz estar pronto para mais algumas semanas de guerra com o Irão
Israel está preparado para "mais semanas" de combates no Irão, disse um porta-voz militar esta terça-feira, depois de o primeiro-ministro Benjamin Netanyahu ter afirmado numa entrevista que Israel já tinha ultrapassado mais de metade dos objetivos de guerra.
Itália recusou uso de base aérea na Sicília pelos EUA
A Itália recusou que as forças armadas dos Estados Unidos da América (EUA) utilizassem a base aérea de Sigonella, na ilha da Sicília, há uns dias, em manobras de guerra contra o Irão.
Fontes citadas pela agência noticiosa italiana ANSA confirmaram a notícia veiculada pelo jornal Il Corriere della Sera.
O ministro da Defesa Italiano, Guido Crosetto, recusou o pedido dos EUA após serem conhecidos os planos de voo de diversas aeronaves norte-americanas cujo destino final era o Médio Oriente.
As mesmas fontes adiantaram que não houve quaisquer consultas ou pedidos de autorização semelhantes anteriormente junto das forças armadas de Itália.
O itinerário terá sido comunicado com os aviões já em trânsito, mas as autoridades italianas verificaram que não se tratava de voos normais ou de apoio logístico, ficando portanto de fora do previsto pelos tratados entre EUA e Itália para o uso de bases aéreas naquele país europeu.
A guerra no Médio Oriente teve início em 28 de fevereiro, quando EUA e Israel realizaram ataques coordenados contra o território iraniano.
Em resposta, o Irão tem lançado mísseis e drones contra Israel e alvos estratégicos nos países vizinhos, além de manter o bloqueio do estreito de Ormuz, por onde passa um quinto do fornecimento mundial de petróleo.
A ofensiva israelo-americana foi justificada pela inflexibilidade da República Islâmica nas negociações sobre enriquecimento de urânio, no âmbito do seu programa nuclear, o qual Teerão garante destinar-se apenas a fins civis.
Nas retaliações, o Irão lançou também ataques contra alvos em Israel, bases norte-americanas e outras infraestruturas em países da região como Arábia Saudita, Bahrein, Emirados Árabes Unidos, Qatar, Kuwait, Líbano, Jordânia, Omã e Iraque.
Estimativa da inflação. Taxa de variação homóloga terá aumentado para 2,7%
A aceleração do IPC é quase na totalidade explicada pelo aumento do preço dos combustíveis, segundo o INE.
Já a variação do índice relativo aos produtos energéticos aumentou para 5,8 por cento (-2,2 por cento em fevereiro) e o índice referente aos produtos alimentares não transformados registou uma variação de 6,4 por cento (6,7 no mês anterior).Comparativamente com o mês anterior, a variação do IPC terá sido de dois por cento (0,1 em fevereiro e 1,4 por cento em março de 2025).
O INE estima uma variação média nos últimos 12 meses de 2,3 por cento (valor idêntico no mês anterior).
Segundo o Instituto Nacional de Estatística, “o Índice Harmonizado de Preços no Consumidor (IHPC) português terá registado uma variação homóloga de 2,7 por cento (2,1 no mês precedente)”.
Os dados definitivos referentes ao IPC do mês de março serão publicados no próximo dia 13 de abril.
Ataque israelo-americano sobre Mahallat faz 11 mortos
Quatro casas ficaram "completamente destruídas".
Comissão parlamentar iraniana aprova plano para aplicar taxa à navegação
Sauditas intercetam drones e mísseis
Ao início da manhã, por sua vez, o Kuwait afirmou que suas defesas aéreas estavam a responder a ataques hostis com mísseis e drones.
Nem Arábia Saudita nem Kuwait divulgaram a origem dos projéteis.
Autoridades iranianas confirmam ataque contra instalações militares
"Os relatos iniciais indicam que as instalações militares em Isfahan foram visadas", indicou Akbar Salehi, citado pela agência Fars, conotada com a Guarda Revolucionária.
Chinesa Cosco consegue que dois cargueiros cruzem estreito
Os mapas da plataforma mostram que tanto os navios da Cosco "Indian Ocean" e "Arctic Ocean" como o panamiano "Mac Hope" já navegam em águas a leste do Estreito de Ormuz.
Estados Unidos atacam cidade do Irão onde se localiza complexo nuclear
O Comando Central norte-americano ainda não fez qualquer comentário sobre o bombardeamento, mas Donald Trump partilhou nas redes sociais um presumível vídeo do ataque a Isfahan.
Isfahan acolhe uma das três instalações atacadas pelos Estados Unidos em junho do ano passado. O Pentágono acredita que parte do urânio enriquecido do Irão está armazenado ou enterrado nesta região.
Imagens dos satélites da NASA sugerem que as explosões tiveram lugar perto do Monte Soffeh, área que Washington acredita ter posições militares. O Irão ainda não confirmou o ataque.
Israel confirma mais quatro baixas
O exército israelita divulgou no Telegram os nomes de três dos operacionais: o capitão Noam Madmoni e os sargentos Ben Cohen e Maxsim Entis.A família do quarto militar não autorizou a divulgação do nome.
Um soldado ficou gravemente ferido e um reservista sofreu ferimentos moderados no mesmo incidente.
Os ataques israelitas no Líbano já mataram mais de 1.200 pessoas e feriram mais de 3.600, segundo o Ministério libanês da Saúde.
A Força Interina das Nações Unidas no Líbano (FINUL) está a investigar a morte de três capacetes azuis indonésios em dois incidentes separados no sul do Líbano. O Conselho de Segurança da ONU reúne-se esta terça-feira de emergência para discutir o assunto.
Cortes de energia em Teerão após bombardeamentos israelitas
- As Forças de Defesa de Israel efetuaram mais uma vaga de bombardeamentos com mísseis sobre Teerão. A capital iraniana debatia-se, nas últimas horas, com cortes parciais de energia. A máquina de guerra israelita voltou também a bombardear posições conotadas com o Hezbollah na capital libanesa, Beirute;
- Dois lançamentos sucessivos de mísseis iranianos atingiram o centro de Israel;
- O Irão terá atacado um petroleiro carregado de petróleo bruto, na segunda-feira, ao largo do Dubai, após o presidente norte-americano, Donald Trump, ter ameaçado "obliterar" a infraestutura e os poços de petróleo iranianos, caso a República Islâmica não acabasse com o bloqueio do Estreito de Ormuz. O aparente ataque ao navio Al-Salmi, com pavilhão do Kuwait, é o mais recente de uma sequência de ações com recurso a mísseis ou drones no Golfo Pérsico e no Estreito de Ormuz;
- Os preços do petróleo sofreram novo aumento depois de a agência estatal do Kuwait ter noticiado o ataque ao petroleiro Al-Salmi. A Kuwait Petroleum Corp, proprietária do navio, indicou entretanto estar a avaliar os danos, alertando para uma possível fuga de petróleo. As autoridades do Dubai adiantarm, por sua vez, que o incêndio no navio foi dominado, sem notícia de feridos;
- As autoridades da Turquia anunciaram que um míssil balístico disparado a partir do Irão entrou em espaço aéreo turco, tendo sido abatido pelos sistemas defensivos da NATO;
- Três capacetes azui indonésios, integrados na missão das Nações Unidas em solo libanês, morreram em dois incidentes separados no sul do país;
- Milhares de efetivos da 82ª Divisão Aerotransportada do Exército dos Estados Unidos começaram a chegar ao Médio Oriente, segundo dois oficiais norte-americanos citados pela Reuters;
- Em simultâneo com sucessivas ameaças pela voz de Donald Trump, a Casa Branca afiança que as negociações com o Irão estão a avançar e que o presidente dos Estados Unidos pretende obter um acordo até 6 de abril;
- De acordo com o Wall Street Journal, Trump terá afirmado aos seus assessores estar disposto a concluir a ofensiva contra o Irão mesmo que o Estreito de Ormuz continue parcialmente fechado, adiando para um momento posterior uma operação destinada a reabri-lo;
- Na segunda-feira, o Governo iraniano confirmou ter recebido propostas norte-americanas através de intermediários, mas reiterou que estas são “irrealistas, ilógicas e excessivas”;
- A RTP apurou que trabalhadores portugueses ao serviço da base das Lajes, na Ilha Terceira, receberam formação para lidar com estes drones junto da pista e ajudar na sua aterragem e na sua descolagem. Até ao início da noite, nem o Ministério da Defesa nem o Ministério dos Negócios Estrangeiros haviam respondido aos pedidos de informação por parte da RTP. A operação está envolta em grande secretismo.
Crise no mercado energético. G7 pronto a tomar "todas as medidas necessárias"
Os ministros das Finanças e da Energia do G7 vão decidir o que for preciso para garantir a estabilidade do mercado energético.
A reportagem é dos correspondentes da RTP, Rosário Salgueiro e Paulo Domingos Lourenço.
Israel. Deputado contesta nova lei da pena de morte e pede intervenção internacional
O deputado israelita Ofer Cassif contesta a aprovação da nova lei sobre a pena de morte e pede que todos os apoiantes da mesma sejam julgados em Haia.
Jerusalém. Administração Trump preocupada com o fecho de locais sagrados
A Casa Branca confirma que Israel está a tomar as medidas de segurança necessárias para reabrir as igrejas cristãs em Jerusalém.
Foto: Jim Lo Scalzo - EPA
Três capacetes azuis da ONU mortos em ataques no sul do Líbano
Três capacetes azuis da ONU morreram e outros três ficaram feridos no sul do Líbano.
Foto: Wael Hamzeh - EPA
O outro, também de nacionalidade indonésia, foi morto quando um projétil rebentou junto a uma posição da UNIFIL, a Força Interina das Nações Unidas no Líbano.
Petroleiro do Kuwait atingido no porto do Dubai
Um petroleiro do Kuwait foi atingido por um projétil lançado do Irão, quando estava atracado no porto do Dubai, nos Emirados Árabes Unidos, segundo a Kuwait Petroleum Corporation.
A empresa afirmou que o ataque causou um incêndio e danos significativos no petroleiro, o que pode originar um derrame de petróleo, de acordo com um comunicado divulgado pela Agência de Notícias do Kuwait (KUNA).
A KPC informou que o petroleiro estava totalmente carregado com crude no momento do ataque.
O ataque, que não causou feridos nem mortos, foi atribuído ao Irão, que lança mísseis e `drones` diariamente contra alvos norte-americanos e israelitas nos países do Golfo Pérsico em retaliação pelos ataques contra Teerão, que duram há mais de um mês.
Pouco antes, a Organização do Reino Unido para o Transporte Marítimo (UKMTO, na sigla inglesa) tinha informado de um ataque a uma embarcação a 31 milhas náuticas (cerca de 57 quilómetros) a noroeste do Dubai.
Desde 28 de fevereiro, quando começou a guerra contra o Irão, a UKMTO registou 24 incidentes envolvendo navios no Estreito de Ormuz, a via navegável estratégica bloqueada por Teerão e por onde passa normalmente um quinto do comércio mundial de petróleo.
Destes 24 incidentes, 16 envolveram projéteis que atingiram embarcações.
Também nas últimas horas, quatro pessoas ficaram feridas no Dubai devido à queda de destroços provocados pelas defesas aéreas, informaram as autoridades.
"As autoridades do Dubai responderam a um incêndio numa casa abandonada em Al Badaa, causado por destroços após a interceção de um ataque de defesa aérea. Quatro pessoas que estavam perto da casa sofreram ferimentos ligeiros", disse em comunicado o Gabinete de Imprensa do Dubai, sem especificar a origem dos destroços.
Desde o início dos ataques de Israel e Estados Unidos contra o Irão, a 28 de fevereiro, Teerão tem respondido com ataques contra alvos militares e estratégicos em diversos países aliados de Washington no Médio Oriente.
As infraestruturas energéticas de países vizinhos como o Qatar e a Arábia Saudita têm sido particularmente visadas pelos mísseis iranianos.
Teerão declarou ainda o encerramento do Estreito de Ormuz, ameaçando atacar navios que o tentem atravessar.
Washington e Teerão iniciaram conversações indiretas com mediação do Paquistão.
Pentágono nega que Hegseth tenha tentado investir no setor da defesa antes da guerra
O Pentágono negou que o secretário da Defesa dos Estados Unidos, Pete Hegseth, tenha tentado investir em importantes empresas do setor antes do início da ofensiva contra o Irão, como noticiou o Financial Times.
O porta-voz do Pentágono, Sean Parnell, classificou na segunda-feira como "falsa e inventada" a informação do jornal britânico, que indicava que um corretor da bolsa ligado a Hegseth teria procurado fazer um investimento multimilionário num fundo destinado a investir em empresas que fabricam armas, aviões e sistemas de defesa.
De acordo com o Financial Times, o corretor de Hegseth na Morgan Stanley contactou a BlackRock em fevereiro para investir no fundo Defense Industrials Active, poucos dias antes de os Estados Unidos lançarem uma ação militar contra Teerão.
"Trata-se de mais uma difamação infundada e desonesta, concebida para enganar o público. Exigimos uma retratação imediata", acrescentou Parnell, na conta oficial do Pentágono na rede social X.
O caso gerou um debate sobre a transparência e possíveis conflitos de interesses de funcionários com acesso a informações de defesa, enquanto analistas assinalam que movimentos financeiros em setores estratégicos costumam ser alvo de vigilância mediática, mesmo sem evidência de conduta ilegal.
Também na segunda-feira, o Presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, ameaçou com a destruição generalizada dos recursos energéticos do Irão e de outras infraestruturas vitais, incluindo estações de dessalinização, caso não se chegue "em breve" a um acordo para pôr fim à guerra, que dura há mais de cinco semanas.
Países asiáticos procuram crude russo com guerra a pressionar oferta
Os países asiáticos estão a competir cada vez mais pelo petróleo bruto russo, à medida que se agrava a crise energética provocada pela guerra dos Estados Unidos (EUA) e de Israel contra o Irão.
Grande parte do petróleo que passava pelo estreito de Ormuz, agora praticamente bloqueado, destinava-se à Ásia, a região mais atingida pelos choques energéticos. A entrada no conflito dos rebeldes Houthis do Iémen, apoiados pelo Irão, veio aumentar os riscos para o transporte marítimo.
Para aliviar a pressão sobre o abastecimento global, os EUA levantaram temporariamente as sanções sobre carregamentos de petróleo russo já em trânsito, primeiro para a Índia e depois para outros países.
A procura asiática está a subir e a Rússia continua a lucrar, mas há limites: Moscovo já exporta perto do seu máximo recente e enfrenta dificuldades devido à guerra na Ucrânia e aos ataques contra as suas infraestruturas energéticas.
Antes do conflito com o Irão, China, Índia e Turquia eram os principais compradores de petróleo russo, aproveitando descontos, apesar das sanções ocidentais.
Com o alívio das sanções, países do Sudeste Asiático, como Filipinas, Indonésia, Tailândia e Vietname, começaram a mostrar interesse. As Filipinas importaram petróleo russo pela primeira vez em cinco anos, pouco depois de declararem emergência energética.
No entanto, estes países terão de competir com China e Índia por volumes limitados ainda em trânsito.
As alternativas, como petróleo dos EUA, América do Sul ou África Ocidental, estão demasiado distantes, o que implica tempos de entrega de meses. Isso deixa os países mais pobres em situação difícil.
Nas Filipinas, já se pondera o racionamento de combustível. Há filas longas nos postos de abastecimento e apoios financeiros de emergência para trabalhadores afetados. O país, com 117 milhões de habitantes, dependia quase totalmente do Médio Oriente para as importações de petróleo.
A crise pode agravar a pobreza e serve de alerta para outros países da região.
A declaração de emergência energética é "uma nova fronteira" pela sua escala e dimensão, afirmou Kairos Dela Cruz, do Institute for Climate and Sustainable Cities, citado pela agência Associated Press.
"Isto vai certamente empurrar ainda mais pessoas para abaixo da linha da pobreza", disse.
Vietname e Indonésia também procuram diversificar fornecedores.
A visita do primeiro-ministro vietnamita, Pham Minh Chinh, à Rússia, a 23 de março, incluiu a assinatura de acordos de cooperação em petróleo e gás, bem como em energia nuclear, numa altura em que a subida dos preços do gasóleo começa a pressionar o setor industrial do Vietname.
Na Indonésia, responsáveis afirmaram que "todos os países são possíveis" parceiros no reforço das reservas. Isso inclui a Rússia e o pequeno sultanato petrolífero de Brunei, disse o ministro da Energia indonésio, Bahlil Lahadalia.
A Tailândia, embora menos pressionada, enfrenta subida de preços dos combustíveis, com impactos na indústria, transportes e no custo de vida.
China e Índia já eram grandes compradores de petróleo russo e beneficiaram de uma vantagem inicial no acesso a novos carregamentos. Quando outros países tiveram luz verde, grande parte do petróleo disponível já estava destinado.
Mesmo assim, a Índia pode não conseguir compensar totalmente a quebra de fornecimentos do Médio Oriente, sobretudo com o aumento da procura no verão.
A China, porém, tem grandes reservas estratégicas, o que permite amortecer impactos a curto prazo.
"A Rússia surge como grande vencedora de todo o conflito", afirmou Sam Reynolds, do Institute for Energy Economics and Financial Analysis, com sede nos EUA. Tendo em conta a crise energética, a rapidez de entrega e os preços temporariamente mais baixos, a Ásia tem "um incentivo muito maior para importar petróleo russo", acrescentou.
"Podemos discutir se há aqui um dilema moral, mas penso que isto reflete o facto de os países fazerem o que for necessário para proteger a sua segurança energética", sublinhou.