Ponto de situação
- O Hamas afirma que o número total de israelitas que foram capturados, durante o ataque a Israel este sábado, e que estão sob custódia é "várias vezes superior" às dezenas que as autoridades indicaram.
- Ao longo do dia, a violência também se espalhou para a Cisjordânia, incluindo Jerusalém Oriental anexada por Israel, onde foram mortos pelo menos seis palestinianos.
- Nas últimas horas, o Hamas afirmou ter disparado 150 rockets contra a cidade de Telavive, no centro de Israel, tendo destruído um prédio e deixado pelo menos 10 feridos.
- Os EUA reafirmaram o compromisso e apoio com Israel. Washington pediu também ao presidente da Autoridade Nacional Palestiniana (ANP), Mahmud Abbas, e aos líderes árabes, para condenarem a ofensiva militar do Hamas em território israelita.
O ataque surpresa do Hamas contra o território israelita, numa operação com o nome “Tempestade al-Aqsa”, envolveu o lançamento de milhares de foguetes e a incursão de milicianos armados por terra, mar e ar. Horas depois, Israel retaliou e bombardeou a partir do ar várias instalações do Hamas na Faixa de Gaza, numa operação que batizou como “Espadas de Ferro”.
O primeiro-ministro israelita declarou que Israel está “em guerra” com o Hamas. E numa mensagem ao país transmitida esta noite, Benjamin Netanyahu afirmou que o Exército israelita vai utilizar “toda a sua potência” para “destruir as capacidades” do movimento islâmico palestiniano Hamas e pediu à população para abandonar a Faixa de Gaza.
EUA pedem ao líder da Autoridade Palestiniana para condenar ataques do Hamas
Torre em Telavive destruída em ataque do Hamas
Forças israelitas impedem grupo de militantes de entrar no país
Netanyahu: Exército israelita vai utilizar "toda a sua potência" para destruir Hamas
Numa mensagem ao país transmitida este sábado à noite na televisão e nas redes sociais, Benjamin Netanyahu prometeu “reduzir a escombros” todos os esconderijos do Hamas no enclave palestiniano de dois milhões de habitantes e admitiu que a guerra vai “demorar tempo”. O primeiro-ministro israelita ameaçou ainda com pesadas consequências caso os reféns israelitas detidos pelo Hamas sejam molestados “num único cabelo”.
“Vamos derrotá-los até à morte e vingar este dia negro”, disse.
Prime Minister Benjamin Netanyahu, this evening:
— Prime Minister of Israel (@IsraeliPM) October 7, 2023
"This morning, on Shabbat and a holiday, Hamas invaded Israeli territory and murdered innocent citizens including children and the elderly. Hamas has started a brutal and evil war." pic.twitter.com/ckPXuXNHk0
Ao qualificar Gaza como a “cidade do mal”, o governante assinalou ainda que Israel irá “reduzir a escombros” todos os lugares “onde o Hamas se esconde”.
“Devem sair daí agora porque vamos agir por todo o lado com a nossa força”, prosseguiu, dirigindo-se aos habitantes de Gaza.
Hamas diz que número de israelitas sob custódia supera as dezenas
MNE apela a portugueses em Israel que sigam instruções de autoridades locais
TAP cancela voos de e para Telavive
Seis palestinianos mortos em confrontos na Cisjordânia
As autoridades israelitas e palestinianas continuam a atualizar os respetivos balanços
Na Faixa de Gaza, de acordo com os serviços médicos palestinianos, morreram pelo menos 232 pessoas. Há registo de pelo menos 1.790 feridos.
Ofensiva do Hamas e retaliação israelita. "Três elementos novos nesta guerra"
"Esta é uma escala de um grupo paramilitar que se articula taticamente dentro do terreno e que vai conseguir chegar ao interior de de várias aldeias, povoações, pequenas cidades, para causar o pânico e trazer reféns", completou.
As reações internacionais ao reacender do conflito israelo-palestiniano
Ataque do Hamas e retaliação israelita. Mais de 400 mortos e milhares de feridos
O presidente norte-americano surgiu ao lado do secretário de Estado, Antony Blinken, para reafirmar o compromisso para com os israelitas
"Este não é o momento para qualquer parte hostil a Israel explorar estes ataques com objetivo de tirar vantagem. O mundo está a ver", acrescentou o presidente dos Estados Unidos.
Países árabes pedem fim da escalada entre Israel e milícias do Hamas
Em paralelo, o Irão e grupos xiitas pró-iranianos, o libanês Hezbollah e os Huthis do Iémen, manifestaram abertamente o seu apoio às milícias palestinianas contra o Estado judaico.
A Liga Árabe, que inclui 22 Estados, advertiu em comunicado que "o ciclo de confrontos armados entre palestinianos e israelitas afasta a região de qualquer oportunidade real de garantir a estabilidade ou a paz num futuro próximo".
O secretário-geral do organismo pan-árabe, Ahmed Abulgheit, apelou ao "fim imediato das operações militares em Gaza", após recordar que "tinha advertido repetidamente que a adoção de políticas violentas e extremistas por Israel equivale a uma bomba ao retardador".
Segundo o último balanço de vítimas, 100 pessoas foram mortas em Israel e mais de 900 ficaram feridas na sequência do ataque surpresa lançado por terra, mar e ar a partir da Faixa de Gaza pelo grupo islamista Hamas.
Em resposta, Israel declarou o estado de guerra e iniciou uma série de bombardeamentos aéreos em Gaza, onde fontes sanitárias palestinianas se referiram à morte de pelo menos 200 pessoas e 1.160 feridos.
O Egito, que assinou um acordo de paz com Israel em 1979 e é um mediador decisivo entre este país e a Palestina, disse manter "contactos intensos centrados em setores internacionais influentes para garantir esforços unificados e consistentes (...) e prevenir que a situação fique fora de controlo".
O ministro dos Negócios Estrangeiros egípcio, Sameh Shokri, abordou "os esforços para conter a escalada" com as suas homólogas da França e Alemanha, Catherine Colonna e Annalena Baerbock, e ainda com o alto representante para a política externa da União Europeia, Josep Borrell, indicou o Ministério em comunicado.
Shokr manteve contactos similares com os seus homólogos da Jordânia, Ayman al Safadi, e dos Emirados Árabes Unidos, Abdala bin Zayed, cujos países também assinaram acordos de paz com Israel em 1994 e 2020.
O Egito, à semelhança de outros atores regionais como o Qatar, liderou os esforços de mediação em maio passado para uma trégua entre Israel e as milícias palestinianas de Gaza após cinco dias de uma intensa escalada que provocou 35 mortos, na larga maioria palestinianos, e elevados danos no empobrecido enclave de dois milhões de habitantes, submetido a um bloqueio total desde 2007 pelos israelitas e ainda pelo Egito.
O Qatar, o principal apoio árabe aos palestinianos, responsabilizou hoje "unicamente Israel" pela nova escalada devido às suas "contínuas violações dos direitos do povo palestiniano", e pediu às duas partes para demonstrarem a "máxima contenção".
O Governo iraquiano, liderado pelo primeiro-ministro Mohamed Shia al Sudani, manifestou uma posição semelhante, ao considerar que "as operações que hoje o povo palestiniano está a efetuar são um resultado natural da sistemática opressão a que foi submetido pela ocupação sionista".
Al Sudani apelou ainda à Liga Árabe para promover uma reunião de emergência "para discutir a perigosa situação nos territórios palestinianos", e que "afetará a estabilidade da região".
O Governo do Irão, um país não árabe e líder do movimento xiita, "felicitou a grande nação Palestina e todos os grupos anti-sionistas pela operação Tempestade Al-Aqsa", desencadeada pelo Hans contra Israel, indicou a agência noticiosa iraniana ISNA.
Em comunicado, o movimento xiita libanês Hezbollah também pediu o apoio "árabe e islâmico" às milícias palestinianas, e exortou os grupos à "resistência" e a "uma unidade com sangue, palavra e ação" contra o Estado judaico.
No Iémen, os rebeldes Huthis xiitas, que desde 2014 controlam a capital Sanaa e vastas regiões do centro e norte do país, promoveram uma manifestação com milhares de pessoas na capital iemenita num apoio ao Hamas.
O grupo islâmico Hamas lançou hoje um ataque surpresa contra o território israelita, sob o nome de operação "Tempestade Al-Aqsa", com o lançamento de milhares de foguetes e a incursão de milicianos armados por terra, mar e ar.
Em resposta ao ataque surpresa, Israel bombardeou a partir do ar várias instalações do Hamas na Faixa de Gaza, numa operação que baptizou como "Espadas de Ferro".
O primeiro-ministro israelita, Benjamin Netanyahu, declarou que Israel está "em guerra" com o Hamas.
Marcelo Rebelo de Sousa condena ataque do Hamas a Israel
Palestinianos feridos na Cisjordânia
O primeiro-ministro israelita convidou a oposição a juntar-se-lhe num executivo de emergência, na sequência da ofensiva do Hamas a partir da Faixa de Gaza
"Há pouco, encontrei-me com o primeiro-ministro Netanyahu. Disse-lhe que, nesta situação de emergência, estou disposto a formar com ele um governo de emergência pequeno e profissional. Netanyahu sabe que, com o atual gabinete de segurança extremista e disfuncional, não pode gerir a guerra", declarou Lapid.
As autoridades palestinianas da Faixa de Gaza reviram o balanço das vítimas da retaliação israelita
O embaixador de Israel nas Nações Unidas escreve que o Hamas "carrega a responsabilidade e vai sofrer os resultados" da ofensiva contra o Estado hebraico
Edifício atingido por rocket palestiniano em Telavive colapsa
Outros quatro projéteis caíram em Holon, Bat Yam e Givatayim, no centro de Israel.
O número de vítimas mortais da ofensiva do Hamas subiu para 200
Telavive, Bat Yam e Rishon Lezion visadas por rockets palestinianos
O ministro israelita da Energia e das Infraestruturas, Israel Katz, anunciou ter assinado a ordem
Os cortes de eletricidade são parte do quotidiano da Faixa de Gaza, que obtém a maior parte da energia do Estado hebraico, a que se soma a produção limitada de uma única central palestiniana ali existente e um pequeno contributo do Egito.
Os dados essenciais sobre a ofensiva desencadeada este sábado pelo Hamas e a retaliação israelita
- Forças especiais de Israel envolveram-se, nas últimas horas, em pelo menos duas situações de tomada de reféns por parte de militantes palestinianos, no kibutz de Ofakim e em Be'eri;
- Dezenas de militantes armados infiltraram-se em território israelita nesta ofensiva do Hamas, que passou também pelo lançamento de milhares de rockets contra o Estado hebraico;
- Há notícia de uma centena de israelitas mortos e quase mil feridos, segundo o Ministério da Saúde do país;
- No seguimento do ataque palestiniano, o primeiro-ministro israelita, Benjamin Netanyahu, fez uma declaração taxativa: "Estamos em guerra";
- Gaza tem sido alvo de sucessivas vagas de bombardeamentos israelitas. Morreram, neste território, quase 200 pessoas;
- De acordo com o Hamas, a aviação israelita bombardeou, entre múltiplos alvos, a casa do dirigente do movimento Yehya Al-Sinwar em Khan Younis, no sul da Faixa de Gaza, sem fazer vítimas;
- A ofensiva do Hamas coincide com o 50.º aniversário da guerra do Yom Kippur, que teve início com o destacamento de tropas egípcias e sírias para reaver territórios ocupados pelos israelitas.
Conselho de Segurança das Nações Unidas reúne-se de urgência no domingo
O Brasil, que atualmente ocupa a presidência do Conselho de Segurança da Organização das Nações Unidas (ONU), já tinha indicado que convocaria "uma reunião de emergência da organização" para tratar da situação em Israel e na Faixa de Gaza.
"Na sua qualidade de presidente do Conselho de Segurança das Nações Unidas, o Brasil vai convocar uma reunião de emergência do órgão", indicou o Ministério dos Negócios Estrangeiros brasileiro, num comunicado oficial, citado pela agência Efe.
Israel declarou hoje o estado de guerra após as milícias palestinianas de Gaza, lideradas pelo movimento islâmico Hamas, terem desencadeado uma operação surpresa sem precedentes, com o lançamento de mais de mil foguetes e infiltrações em território israelita.
Fonte médicas citadas pela agência Efe dão conta de que mais de 100 pessoas morreram em Israel no ataque lançado pelo Hamas a partir de Gaza, e que também causou mais de 900 feridos.
Entretanto, pelo menos 198 pessoas morreram e mais de 1.600 ficaram feridas nos bombardeamentos israelitas no enclave palestiniano, segundo o Ministério da Saúde palestiniano.
A par de outras nações, o Governo brasileiro condenou os "bombardeamentos e ataques terrestres" e disse que "não há justificação para recorrer à violência, especialmente contra civis".
Neste sentido, instou as partes a "exercerem a máxima contenção, a fim de evitar uma nova escalada" do conflito.
"O Brasil lamenta que em 2023, ano do 30.º aniversário dos Acordos de Paz de Oslo, haja uma grave e crescente deterioração da situação de segurança entre Israel e Palestina", expressou o Ministério dos Negócios Estrangeiros brasileiro.
O Governo do Presidente brasileiro, Luiz Inácio Lula da Silva, também reiterou o seu compromisso com a solução para o conflito, dentro de fronteiras mutuamente acordadas e internacionalmente reconhecidas.
Os Estados Unidos da América (EUA) também condenaram os "terríveis ataques perpetrados por terroristas" do movimento islamita Hamas contra Israel.
Numa nota de imprensa, o secretário de Estado norte-americano, Antony Blinken, defendeu que "nunca há justificação para o terrorismo".
"Os Estados Unidos condenam inequivocamente os terríveis ataques perpetrados por terroristas do Hamas contra Israel, incluindo civis e comunidades civis", referiu.
Os EUA solidarizaram-se "com o Governo e o povo de Israel", a quem apresentaram "condolências pelas vidas israelitas perdidas nestes ataques".
"Continuaremos em estreito contacto com os nossos parceiros israelitas. Os Estados Unidos apoiam o direito de Israel a defender-se", concluiu.
O primeiro-ministro israelita, Benjamin Netanyahu, declarou que Israel está "em guerra" com o Hamas.
Netanyahu informa Biden que ataque do Hamas terá resposta "poderosa e prolongada"
Netanyahu "deixou claro que será necessária uma campanha prolongada e poderosa", numa conversa telefónica com Biden em que o presidente norte-americano indicou que "os Estados Unidos estão com Israel e apoiam totalmente o direito de Israel a defender-se".
A agência EFE refere por seu lado que o presidente Joe Biden telefonou ao Benjamin Netanyahu para sublinhar que os Estados Unidos estão "com Israel" e "apoiam totalmente o seu direito" à "auto-defesa", na sequência de um ataque surpresa por terra, mar e ar a partir de Gaza pelo grupo islâmico Hamas.
O primeiro-ministro israelita agradeceu a Biden pelo seu "apoio incondicional", reiterando ao presidente norte-americano que é necessária uma campanha poderosa e prolongada, da qual Israel sairá vencedor".
Netanyahu também falou hoje com o presidente francês, Emmanuel Macron, e com o primeiro-ministro holandês, Mark Rutte, que expressaram o seu "total apoio ao direito de Israel a defender-se", adiantou o gabinete do primeiro-ministro israelita em comunicado.
Os media locais, citando fontes médicas, asseguram que mais de 100 pessoas morreram e pelo menos 908 ficaram feridas em Israel desde que a ofensiva do Hamas começou hoje esta manhã, naquele que é um conflito armado sem precedentes que apanhou Israel desprevenido, com os hospitais agora em alerta máximo à medida que os feridos continuam a chegar.
Entretanto, enquanto os combates prosseguem e os bombardeamentos de retaliação israelitas continuam, o número de mortos em Gaza subiu para 198 e o de feridos para 1.160 feridos. As instalações hospitalares da Faixa de Gaza estão também em alerta face aos repetidos ataques israelitas.
O grupo islâmico Hamas lançou hoje um ataque surpresa contra o território israelita, sob o nome de operação "Tempestade al-Aqsa", com o lançamento de milhares de foguetes e a incursão de milicianos armados por terra, mar e ar.
Em resposta ao ataque surpresa, Israel bombardeou a partir do ar várias instalações do Hamas na Faixa de Gaza, numa operação que baptizou como "Espadas de Ferro".
O primeiro-ministro israelita, Benjamin Netanyahu, declarou que Israel está "em guerra" com o Hamas.
Torres em Gaza derrubadas por bombardeamentos israelitas
Gaza now pic.twitter.com/YX3S1mP9ai
— Aya Isleem 🇵🇸 #Gaza (@AyaIsleemEn) October 7, 2023
Por sua vez, as Brigadas Ezzedine al-Qassam, braço armado do movimento, vieram afirmar que a resposta a este ataque a edifícios residenciais "vai deixar Telavive de rastos".
O número de vítimas mortais da ofensiva do Hamas aumentou para uma centena
As palavras são de Ismail Haniyeh, líder do movimento radical palestiniano que controla a Faixa de Gaza
"A batalha avançou para o coração da entidade sionista", clamou ainda o dirigente do Hamas, acrescentando que a ofensiva do seu movimento deverá expandir-se de Gaza para a Cisjordânia, governada pela Autoridade Palestiniana, e para Jerusalém.
O presidente norte-americano afirma ao primeiro-ministro israelita que os Estados Unidos estão prontos a facultar "todos os meios apropriados de apoio" a Israel
"O terrorismo não tem justificação. Israel tem o direito de se defender e ao seu povo. Os Estados Unidos advertem qualquer outra parte hostil a Israel contra o aproveitamento desta situação. O apoio da minha administração à segurança de Israel é sólido como uma rocha", enfatiza o presidente norte-americano.
Operacionais das Forças de Defesa de Israel, que começaram já a chamar reservistas, estão a combater militantes palestinianos em 22 locais
Um porta-voz militar confirmou também que há "soldados e civis" raptados por militantes palestinianos, sem avançar com um número concreto. Por detalhar fica também o número de baixas entre as tropas do Estado hebraico.
Forças especiais estão envolvidas em operações destinadas a libertar reféns nas comunidades de Ofakim e Be'eri.
Há neste momento "grandes áreas" de território israelita controladas por militantes palestinianos, assim como postos militares próximos de Gaza
Brasil convoca reunião de emergência do Conselho de Segurança da ONU
"Na sua qualidade de presidente do Conselho de Segurança das Nações Unidas, o Brasil vai convocar uma reunião de emergência do órgão", indicou o Ministério dos Negócios Estrangeiros brasileiro num comunicado oficial, citado pela agência EFE.
Israel declarou hoje o estado de guerra após as milícias palestinianas de Gaza, lideradas pelo movimento islâmico Hamas, terem lançado uma operação surpresa sem precedentes, com o lançamento de mais de mil foguetes e infiltrações em território israelita.
A ofensiva fez até agora pelo menos 40 mortos e mais de 700 feridos em Israel, na sequência de uma série de ataques executados por terra, mar e ar a partir de Gaza, segundo indicou fonte médica israelita.
Entretanto, pelo menos 198 palestinianos morreram e mais de 1.600 ficaram feridos nos bombardeamentos israelitas no enclave palestiniano, segundo o Ministério da Saúde palestiniano.
O governo brasileiro condenou os "bombardeamentos e ataques terrestres" e insistiu que "não há justificação para recorrer à violência, especialmente contra civis".
Neste sentido, instou as partes a "exercerem a máxima contenção, a fim de evitar uma nova escalada" do conflito.
"O Brasil lamenta que em 2023, ano do 30º aniversário dos Acordos de Paz de Oslo, haja uma grave e crescente deterioração da situação de segurança entre Israel e Palestina", expressou o Ministério dos Negócios Estrangeiros brasileiro.
O governo do presidente brasileiro Luiz Inácio Lula da Silva também reiterou seu compromisso com a solução para o conflito, dentro de fronteiras mutuamente acordadas e internacionalmente reconhecidas.
Destacou ainda que "a mera gestão do conflito não constitui uma alternativa viável" para a resolução definitiva da "questão israelo-palestiniana, sendo urgente a retomada das negociações de paz".
O número de mortos em Israel, vítimas das ações de militantes palestinianos, aumentou para 70
Entre 200 a 300 militantes palestinianos em território israelita
A agência Reuters noticia que as forças navais de Israel terão abatido dezenas de militantes que tentaram entrar no país por mar.
CDS-PP condena ataque "brutal e desumano" do Hamas
Em comunicado, o partido centrista, liderado por Nuno Melo, manifestou a sua solidariedade com o povo israelita e lamentou a perda de vidas humanas, considerando que se tratou de "um ato deliberado e cobarde" do Hamas.
"O CDS-PP reafirma o indiscutível direito de Israel se defender por todos os meios considerados proporcionais e necessários", lê-se no texto.
Os centristas apelaram ainda à condenação do terrorismo pela comunidade internacional e ao restabelecimento da paz.
O grupo islâmico Hamas lançou hoje um ataque surpresa contra o território israelita, sob o nome de operação "Tempestade al-Aqsa", com o lançamento de milhares de foguetes e a incursão de milicianos armados por terra, mar e ar.
Em resposta ao ataque surpresa, Israel bombardeou a partir do ar várias instalações do Hamas na Faixa de Gaza, numa operação que baptizou como "Espadas de Ferro".
O primeiro-ministro israelita, Benjamin Netanyahu, declarou que Israel está "em guerra" com o Hamas.
O movimento radical palestiniano que governa a Faixa de Gaza afirma ter sob custódia patentes do exército israelita
"Há muitos palestinianos mortos e muitos israelitas mortos, tal como prisioneiros, e a batalha ainda está no auge", prosseguiu.
"Os ataques terroristas de hoje contra Israel são inaceitáveis e merecem a nossa forte condenação", reagiu o primeiro-ministro na rede social X
Os ataques terroristas de hoje contra Israel são inaceitáveis e merecem a nossa forte condenação. Lamentamos as vítimas destes ataques, deixando uma palavra de solidariedade aos seus familiares.
— António Costa (@antoniocostapm) October 7, 2023
Os presidentes português e romeno falaram dos acontecimentos das últimas horas durante uma conferência de imprensa em Belém
Há agora notícia de pelo menos 198 vítimas mortais de ataques aéreos israelitas
O presidente da República enviou já uma mensagem de condolências ao homólogo israelita, Isaac Herzog
"O presidente da República apela ao respeito pelas resoluções das Nações Unidas e ao restabelecimento da Paz, que estes ataques só prejudicam", acrescenta o chefe de Estado.
A Aliança Atlântica, afirma o porta-voz Dylan White, "condena fortemente os ataques terroristas do Hamas contra o parceiro da NATO Israel"
We strongly condemn today’s terrorist attacks by Hamas against NATO partner #Israel. Our thoughts are with the victims and all those affected. Terrorism is a fundamental threat to free societies, and Israel has the right to defend itself.
— Dylan White (@NATOpress) October 7, 2023
Os serviços de emergência avançaram com novo balanço de vítimas do ataque reivindicado pelo Hamas
PSD condena ataque a Israel e reaparecimento do terrorismo "implacável e desumano"
Através da rede social X, Luís Montenegro reagiu ao ataque lançado esta manhã pelo grupo islâmico Hamas contra Israel, a partir da Faixa de Gaza, com o envio por ar de mais de 5.000 foguetes.
"Condeno veementemente o terrível ataque das forças do Hamas a Israel e o reaparecimento do terrorismo mais implacável e desumano. Profundamente consternado, expresso a solidariedade às vítimas, suas famílias e a todo o povo israelita", referiu o líder do PSD.
Também o PSD, mas desta vez através de uma nota do grupo parlamentar, condenou "firmemente os ataques terroristas iniciados esta madrugada por parte do Hamas contra o Estado de Israel".
"Desde a manhã que se vive o terror nas cidades de Israel, com inúmeros feridos e mortos devido a este ataque brutal. Estes ataques contra Israel nada resolverão nem permitirão construir um futuro de paz e a estabilidade na região e no mundo", lamenta.
Para o PSD, que se mostrou solidário com o país atacado e enviou "condolências a todas as vítimas", "Israel tem o direito a defender-se deste brutal ataque".
O primeiro-ministro israelita declarou hoje que Israel está "em guerra" com o Hamas, que controla a Faixa de Gaza, na sua primeira intervenção pública após um múltiplo ataque deste grupo palestiniano a território israelita, causando pelo menos 26 mortos.
"Cidadãos de Israel, estamos em guerra. Não numa operação, não são rondas de combates, é uma guerra", disse Benjamin Netanyahu, num vídeo difundido nas suas redes sociais.
"Estamos em guerra e vamos vencê-la", sublinhou, horas depois do início de um ataque do Hamas, considerado um grupo terrorista por Israel, pelos Estados Unidos e pela União Europeia.
Segundo fontes oficiais israelitas e palestinianas, pelo menos 22 pessoas morreram em Israel pelo ataque do Hamas desde a Faixa de Gaza, enquanto quatro palestinianos morreram em Gaza.
Israel em estado de guerra após ataque do Hamas
Foto: Atef Safadi - EPA
Arábia Saudita pede fim imediato de escalada "sem precedentes" entre palestinianos e Israel
"A Arábia Saudita está a acompanhar de perto a escalada sem precedentes entre as fações palestinianas e as forças de ocupação israelitas, que resultou num aumento da violência", afirmou o Ministério dos Negócios Estrangeiros saudita, num comunicado.
"O reino pede contenção de ambos os lados, apela à cessação imediata da escalada e à proteção dos civis", acrescentou.
Israel declarou estado de guerra e bombardeou pelo ar várias instalações do Hamas na Faixa de Gaza no início da sua operação "Espadas de Ferro", em resposta ao múltiplo ataque surpresa que a milícia palestiniana lançou esta manhã contra o território israelita.
Segundo fontes israelitas e palestinianas, pelo menos 22 pessoas morreram em Israel devido aos múltiplos ataques do Hamas, enquanto pelo menos uma dúzia de palestinianos morreram em Gaza devido aos bombardeamentos de retaliação israelitas.
A Arábia Saudita tem imposto como condição a Israel a criação de um Estado Palestiniano nos territórios ocupados por aquele país em 1967 e lembrou "que alertou repetidamente para os perigos de a situação explodir devido à continuidade da ocupação e aos repetidos ataques e provocações israelitas", acrescentou na nota.
Pediu também que "a comunidade internacional assuma as suas responsabilidades e trabalhe para relançar um processo de paz credível que conduza ao estabelecimento de dois Estados (Palestina e Israel) para estabelecer a paz na região" do Médio Oriente.
Após os ataques, o primeiro-ministro israelita declarou que Israel está "em guerra" com o Hamas e que vai vencer essa guerra.
As milícias de Gaza continuam a lançar foguetes e as sirenes de ataque aéreo não pararam de soar durante toda a manhã nas cidades do sul e centro de Israel, incluindo Telavive e Jerusalém.
Em Jerusalém, os civis deixaram as ruas desertas, muitos deles abrigaram-se em "bunkers", enquanto numerosas tropas patrulham e inspecionam minuciosamente as ruas, parques e estacionamentos de centros comerciais.
As Forças de Defesa de Israel adiantam ter já atacado 17 instalações militares e quatro quartéis operacionais do Hamas, em resposta ao ataque da última madrugada
"Confirmamos nas Brigadas al-Quds que agora, graças a Deus, temos muitos soldados sionistas em nosso poder, que são nossos prisioneiros", afirmou um porta-voz da Jihad Islâmica, identificado como Abu Hamza, na plataforma de mensagens Telegram.
A Jihad Islâmica é um dos grupos de militantes que operam em Gaza e as Brigadas al-Quds são o seu braço armado. O grupo coopera com o Hamas, embora tenha uma estrutura independente. Atua também na Cisjordânia, controlada pela Autoridade Palestiniana.
ONU condena ataque do Hamas a Israel e exorta partes a "afastarem-se do abismo"
"Condeno veementemente o ataque multifacetado a cidades e aldeias israelitas perto da Faixa de Gaza e o lançamento de foguetes pelas milícias do Hamas contra o centro de Israel", afirmou Tor Wennesland, citado pela Europa Press.
O grupo islâmico Hamas lançou hoje, às 06:30 da manhã, um ataque contra Israel a partir da Faixa de Gaza, com o envio por ar de mais de 5 mil foguetes.
O responsável declarou-se alarmado com a extrema gravidade da situação global e deixou um pedido: "Estamos num precipício perigoso e apelo a todos para que se afastem do abismo".
Segundo aquele responsável, "estes acontecimentos resultaram em cenas horríveis de violência e em muitos mortos e feridos israelitas, muitos dos quais terão sido raptados dentro da Faixa de Gaza".
"Estes são ataques atrozes contra civis e devem cessar imediatamente", cita a Europa Press.
Até ao momento, as autoridades israelitas confirmaram 22 mortos e 545 feridos, enquanto os meios de comunicação social de Gaza referem um número ainda desconhecido de mortos e feridos no contra-ataque israelita às posições do Hamas em Gaza.
"Estou profundamente preocupado com o bem-estar de todos os civis e estou em contacto com todas as partes envolvidas para apelar à máxima contenção e apelar a todas as partes para que protejam os civis", acrescentou Wennesland.
Irão apoia e felicita milícias palestinianas pela ofensiva contra Israel
"Felicitamos os mujahedines palestinianos por esta operação. Os defensores do templo e os mártires como Qasem Soleimani também estão com estes mujahedines(...) até à libertação da Palestina e de Jerusalém", disse Rahim Safavi, conselheiro do líder supremo iraniano Ali Khamenei, segundo a agência noticiosa iraniana ISNA, citada pela Europa Press.
Safavi referia-se a Soleimani, que foi morto em janeiro de 2020 num ataque dos Estados Unidos no Iraque e era então chefe da Força "Quds" da Guarda Revolucionária Iraniana.
"Apoiamos esta operação e temos a certeza de que a Frente de Resistência também a apoia", sublinhou Safavi durante um evento de apoio às crianças e adolescentes palestinianos realizado no Centro Cultural Arsbaran, em Teerão.
Safavi denunciou ainda "o homicídio de crianças e adolescentes palestinianos às mãos dos sionistas, perante o silêncio das organizações internacionais".
"Vemos como os sionistas disparam com crueldade contra as cabeças das crianças palestinianas" acusou, aludindo aos 37 menores mortos em ações israelitas efetuadas este ano. O líder iraniano assinalou que este foi o ano mais mortífero para os menores palestinianos nos últimos 15 anos.
Safavi denunciou também a detenção de menores palestinianos nas prisões israelitas e a "tortura mental e física" do "regime sionista".
As milícias do Movimento de Resistência Islâmica (Hamas) lançaram mais de 2.200 `rockets´ contra o sul de Israel e grandes centros urbanos como Jerusalém e Telavive, acompanhados de vários ataques de centenas de milicianos nas cidades fronteiriças da Faixa de Gaza.
Até à data, a operação "Al Aqsa Flood" matou 22 pessoas e feriu 545 em Israel.
O exército israelita respondeu imediatamente com uma intervenção aérea maciça, a operação "Espadas de Ferro", em que dezenas de caças israelitas atingiram numerosos alvos do movimento islamita no enclave. O número de palestinianos mortos ainda não é conhecido.
Turquia e Moscovo exortam Israel e palestinianos a agirem com contenção
"Apelamos a todas as partes para que atuem de forma razoável e se abstenham de agir impulsivamente, o que aumentaria as tensões", disse o líder turco.
Pelo seu lado, Moscovo pediu "contenção" após os ataques, disse vice-ministro dos Negócios Estrangeiros russo, citado pela agência Interfax.
"Estamos em contacto com todos agora. Com os israelitas, os palestinianos e os árabes", disse Mikhail Bogdanov, que também é o enviado do Kremlin para o Médio Oriente e África.
Hoje de manhã, pelas 06:30, o grupo islâmico Hamas lançou um ataque surpresa contra o território israelita, sob o nome de operação "Tempestade al-Aqsa", e que incluiu o lançamento de milhares de foguetes e a incursão de milicianos armados por terra, mar e ar.
Pelo seu lado, Israel bombardeou pelo ar várias instalações do Hamas na Faixa de Gaza, no início da sua operação "Espadas de Ferro", em resposta ao ataque surpresa palestiniano.
O primeiro-ministro israelita declarou que Israel está "em guerra" com o Hamas, na sua primeira intervenção pública após o múltiplo ataque deste grupo palestiniano, considerado um grupo terrorista por Israel, pelos Estados Unidos e pela União Europeia.
"Estamos em guerra e vamos vencê-la", sublinhou Benjamin Netanyahu.
O primeiro-ministro israelita acrescentou que ordenou, "em primeiro lugar, que os militares limpassem as cidades onde se infiltraram militantes do Hamas, onde decorriam tiroteios com soldados israelitas.
Anteriormente, o ministro dos Negócios Estrangeiros português, João Gomes Cravinho, condenou firmemente o ataque que o grupo islâmico Hamas lançou contra Israel a partir da Faixa de Gaza, durante a madrugada.
Gomes Cravinho considerou que estes ataques "nada resolverão", contribuindo "apenas para piorar a situação na região".
A União Europeia também condenou "inequivocamente" os ataques do Hamas e expressou a sua "solidariedade para com Israel", declarou hoje o chefe da diplomacia europeia, Josep Borrell.
A França condenou com toda a firmeza os ataques terroristas contra Israel, a ministra dos Negócios Estrangeiros alemã, Annalena Baerbock, condenou "veementemente os ataques terroristas" e demonstrou "toda a sua solidariedade" para com Israel, e o Governo italiano considerou que Israel tem o direito de se defender do "ataque brutal".
As milícias de Gaza continuam a lançar foguetes e as sirenes de ataque aéreo não pararam de soar durante toda a manhã nas cidades do sul e centro de Israel, incluindo Telavive e Jerusalém.
Segundo fontes oficiais israelitas e palestinianas, pelo menos 22 pessoas morreram em Israel pelo ataque do Hamas desde a Faixa de Gaza, enquanto quatro palestinianos morreram em Gaza.
Em Jerusalém, os civis deixaram as ruas desertas, muitos deles abrigaram-se em "bunkers", enquanto numerosas tropas patrulham e inspecionam minuciosamente as ruas, parques e estacionamentos de centros comerciais.
Um porta-voz do Conselho de Segurança Nacional da Casa Branca afirma que os Estados Unidos estão firmemente ao lado do povo de Israel
"Notícias horríveis de Israel", escreve o presidente ucraniano na rede social X, ex-Twitter
"O terror não deveria ter lugar no mundo, porque é sempre um crime, não só contra um país específico ou as vítimas deste terror, mas contra a humanidade em geral e todo o nosso mundo", acentuou o presidente da Ucrânia.
Horrible news from Israel. My condolences go out to everyone who lost relatives or close ones in the terrorist attack. We have faith that order will be restored and terrorists will be defeated.
— Volodymyr Zelenskyy / Володимир Зеленський (@ZelenskyyUa) October 7, 2023
Terror should have no place in the world, because it is always a crime, not just…
O braço armado do movimento radical palestiniano divulgou um vídeo que mostra pelo menos três homens descritos como soldados israelitas
De acordo com a France Presse, sinalética em hebraico que surge em pano de fundo, no mesmo vídeo, sugere que as imagens tenham sido registadas no lado israelita da passagem de Erez, entre Israel e a Faixa de Gaza.
Hezbollah aplaude ataque do movimento islamista Hamas contra Israel
Num comunicado citado pelo media `online` libanês Naharnet, o grupo muçulmano xiita considera o ataque "heroico" e "vitorioso" e um alerta para todos os países árabes e islâmicos da região que estão a proceder à normalização das suas relações com Israel.
O Hezbollah recomenda ao Estado hebraico que "tire lições" do que está a acontecer e que o veja como "uma resposta aos constantes crimes e violações da ocupação israelita" do território palestiniano.
No comunicado, o Hezbollah apela ainda aos países árabes e islâmicos e a todos os "povos livres do mundo" que apoiem o povo palestiniano e os movimentos de resistência.
A operação "Tempestade Al-Aqsa", desencadeada hoje pelo Hamas, já causou pelo menos seis mortos e 200 feridos, segundo a contagem da agência espanhola Europa Press.
A operação começou com "o lançamento de mais de 5.000 foguetes em direção ao coração de Telavive", anunciou Mohamed Deif, comandante das Brigadas de Al-Qasam, do Hamas, numa rara declaração pública, divulgada pela agência de notícias palestina Maan.
O Estado hebraico diminuiu o número de foguetes para 2.200, mas o certo é que milicianos palestinianos armados conseguiram penetrar no sul de Israel, por terra, mar e ar, em pelo menos sete localizações.
Israel respondeu de imediato com a operação "Espadas de ferro" e dezenas de aviões de combate começaram a bombardear vários pontos da Faixa de Gaza, causando um número ainda indeterminado de vítimas.
Israel já declarou o estado de guerra e ordenou a mobilização dos reservistas, enquanto as sirenes continuam a soar continuamente em várias partes do país - incluindo Telavive e Jerusalém, ao mesmo tempo que as milícias de Gaza continuam a lançar foguetes.
Em Jerusalém, os civis deixaram as ruas desertas, muitos deles abrigaram-se em `bunkers`, enquanto numerosas tropas patrulham e inspecionam minuciosamente ruas, parques e estacionamentos de centros comerciais.
Irão apoia ataque do Hamas contra Israel
João Gomes Cravinho condena "firmemente os ataques terroristas" lançados pelo Hamas
Condenamos firmemente os ataques terroristas lançadas contra civis pelo Hamas hoje. Israel tem o direito de se defender.
— João Cravinho (@JoaoCravinho) October 7, 2023
Estes ataques nada resolverão, contribuindo apenas para piorar a situação na região. Estamos solidários com Israel e oferecemos condolências pelas vítimas.
Confirmados pelo menos 22 mortos e mais de 500 feridos
Israel sob ataque. Netanyahu diz que o país "está em guerra"
Embaixada em Lisboa confirma "estado de guerra" em Israel e "nível mais elevado de emergência"
A Embaixada acrescentou que as Forças de Defesa de Israel (IDF) "convocaram a mobilização de reservas" e pediram a "todos os cidadãos que permaneçam nas suas casas".
"Israel está consternado com o ataque surpresa e a agressão não provocada. Israel tem não apenas o direito, mas o dever de defender os seus cidadãos, as suas vidas e segurança", considerou a Embaixada israelita em Lisboa, num comunicado.
O grupo islâmico Hamas lançou hoje, às 06:30 da manhã, um ataque contra Israel a partir da Faixa de Gaza, com o envio por ar de mais de 5.000 foguetes.
Segundo a representação israelita em Lisboa, "sob o disfarce de uma barragem de foguetes lançados a partir de Gaza, dirigidos a civis, dezenas de terroristas infiltraram-se em Israel" e, desde então, "a maioria dos cidadãos israelitas está escondida em abrigos".
"Os terroristas entraram em residências particulares, fizeram reféns, mataram civis e sequestraram soldados, civis e corpo [cadáveres] para Gaza. Temos a confirmação de vítimas civis israelitas à medida que os terroristas continuam a visar civis, mulheres e crianças. Em Gaza, desde a manhã, estão a acontecer celebrações pela morte de israelitas", acrescentou.
O grupo Jihad Islâmica na Cisjordânia juntou-se ao Hamas "e apelou à `mobilização total` para matar israelitas", acrescentou a Embaixada, destacando também que "as mesquitas em Shoafat (Jerusalém Oriental) estão a pedir aos civis muçulmanos em Israel que peguem em armas e matem israelitas também".
O comandante do braço armado do Hamas confirmou hoje o início da operação "Tempestade Al-Aqsa", com o lançamento de mais de 5.000 foguetes para Israel a partir de Gaza, apelando à sublevação de todos os árabes em território israelita.
O comandante lamentou que os pedidos do Hamas de "intercâmbios humanitários" tenham sido rejeitados e que "as violações na Cisjordânia continuem todos os dias".
Em resposta, Israel bombardeou pelo ar várias instalações do Hamas na Faixa de Gaza iniciando a operação "Espadas de Ferro", anunciou o Exército.
Até ao momento, a escalada deixou três mortos confirmados, um em Israel e dois em Gaza, segundo fontes oficiais, embora estes sejam números provisórios.
Líderes europeus condenam ataques do Hamas
"Acompanhamos com ansiedade as notícias de Israel (…) Esta violência horrível deve parar imediatamente. O terrorismo e a violência não resolvem nada", sublinhou o chefe da diplomacia europeia, Josep Borrell. “A UE expressa a sua solidariedade com Israel nestes tempos difíceis”, acrescentou.I unequivocally condemn the attack carried out by Hamas terrorists against Israel.
— Ursula von der Leyen (@vonderleyen) October 7, 2023
It is terrorism in its most despicable form.
Israel has the right to defend itself against such heinous attacks.
O presidente do Conselho Europeu, Charles Michel, também expressou a sua desaprovação pela violência contra os israelitas.
“Condeno veementemente os ataques indiscriminados lançados contra Israel e o seu povo esta manhã, infligindo terror e violência a cidadãos inocentes”, afirmou. “Os meus pensamentos vão para todas as vítimas”, acrescentou o presidente da instituição.
O Reino Unido, a Alemanha e a França também condenaram os ataques do Hamas e demonstraram solidariedade com Israel
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"Este é o dia da maior batalha para acabar com a última ocupação na Terra", disse Deif. "Decidimos dizer basta", acrescentou, apelando a todos os palestinianos para confrontarem Israel.
Israel já mobilizou as forças de defesa e começou uma contra-ofensiva, bombardeando pelo ar várias instalações do Hamas na Faixa de Gaza, iniciando a operação "Espadas de Ferro".
"Atualmente, dezenas de aviões de guerra israelitas estão a atacar vários alvos pertencentes à organização terrorista Hamas na Faixa de Gaza", disse o Exército.