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Israel diz que foi atingido complexo militar de forças de elite em Teerão

Israel diz que foi atingido complexo militar de forças de elite em Teerão

O exército israelita anunciou hoje ter bombardeado um complexo militar e de segurança em Teerão, incluindo bases da Guarda Revolucionária, nomeadamente da força de elite Qods e da milícia paramilitar Bassidj.

Lusa /

A aviação israelita realizou "um ataque de grande envergadura contra um vasto complexo militar do regime terrorista iraniano a leste de Teerão", afirmou o exército, em comunicado, acrescentando que esse complexo abrigava postos de comando de "todas as organizações de segurança iranianas".

A Força Qods é o ramo dos Guardas da Revolução (exército ideológico da República Islâmica) responsável pelas operações externas e auxilia a nível operativo e militar grupos apoiados pelo Irão, como o Hamas, na Faixa de Gaza, e o movimento xiita libanês Hezbollah.

Já a milícia Bassidj é uma força paramilitar voluntária criada pelo antigo líder supremo o `ayatollah` Khomeini, e atua como uma unidade de segurança interna, focada na monitorização da moralidade pública e repressão de protestos.

A capital iraniana tem sido bombardeada desde o início dos ataques no sábado, nos quais morreu o último líder supremo Ali Khamenei.

Israel afirmou já que, independentemente de quem for escolhido para líder supremo do Irão, será "alvo de eliminação".

"Todo o líder nomeado pelo regime terrorista iraniano para continuar e liderar o plano de destruir Israel, ameaçar os Estados Unidos, o mundo livre e os países da região, e oprimir o povo iraniano, será alvo de eliminação", escreveu o ministro da Defesa israelita, Israel Katz.

Os Estados Unidos e Israel lançaram a 28 de fevereiro um ataque militar contra o Irão, tendo matado durante a ofensiva o `ayatollah` Ali Khamenei, líder supremo do país desde 1989.

O Conselho de Liderança Iraniano assume atualmente a direção o país.

O Irão encerrou o estreito de Ormuz e lançou ataques de retaliação contra alvos em Israel, bases norte-americanas e outras infraestruturas em países da região como Arábia Saudita, Bahrein, Emirados Árabes Unidos, Qatar, Kuwait, Líbano, Jordânia, Omã, Iraque, Chipre e Turquia.

Desde o início do conflito, foram contabilizados mais de mil mortos, na maioria iranianos.

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