Milhares manifestam-se em Madrid e Valência contra a guerra e ação dos EUA e Israel
Cerca de 4.000 pessoas, segundo os organizadores, entoaram hoje "Não à guerra" numa manifestação convocada pela Assembleia Internacionalista de Madrid, que percorreu algumas das principais ruas da capital de Espanha.
Os manifestantes exibiam faixas nas quais se podia ler "Não à guerra" e apelos à "Paz" e ao fim da escalada bélica no Médio Oriente.
Desde a estação ferroviária de Atocha até à Porta do Sol, ouviram-se gritos contra a guerra no Irão e contra a intervenção ordenada pelo Presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, e com a intervenção de Israel, e também `slogans` contra o fascismo.
O porta-voz da Assembleia Internacionalista "exigiu que se ponha fim à escalada militarista" e reclamou "o embargo de armas ao Estado de Israel", que qualificou como "um dos principais atores nesta nova escalada armamentista".
"Acreditamos que é uma escalada que deve ser parada, que apenas nos conduz a mais guerras, a destruição e morte que não faz qualquer sentido e que apenas reflete os interesses de uma minoria militarista que quer levar a guerra adiante", afirmou o porta-voz da organização durante a manifestação.
Também em Valência, uma manifestação sob o lema "Não à guerra" percorreu o centro desta cidade no sudeste de Espanha para mostrar a oposição a qualquer intervenção militar que "viole a soberania dos povos e ignore o Direito internacional".
Convocada por movimentos sociais, sindicatos e partidos de esquerda, a manifestação, que contou com a participação de milhares de pessoas, segundo a Delegação do Governo, serviu para condenar a "aliança bélica entre Israel e Estados Unidos".
Os organizadores consideraram esta aliança uma "ação conjunta desenvolvida na impunidade, que vulnera o direito internacional e condena à barbárie toda a região perante a passividade cúmplice da comunidade internacional".
Na convocatória, afirmaram opor-se "a qualquer intervenção militar que viole a soberania dos povos" e defenderem "o direito à autodeterminação", denunciando que o aumento da despesa militar "significa cortes em direitos sociais".
Netanyahu promete "continuar a atacar" o Irão
"Esta é uma noite muito difícil", começou por escrever o primeiro-ministro israelita, Benjamin Netanyahu, numa publicação no X, referindo-se aos ataques iranianos contra duas cidades israelitas, que provocaram centenas de feridos.
Número de feridos em Arad aumenta para 64
O número de feridos do ataque iraniano à cidade israelita de Arad aumentou para 64, segundo o serviço nacional de emergência de Israel. Entre os feridos, há seis pessoas em estado grave.
Cerca de 30 pessoas ficaram feridas após novo ataque no sul de Israel
Cerca de 30 pessoas ficaram feridas no sábado à noite depois de mais um míssil iraniano ter atingido o sul de Israel, anunciaram os serviços de resgate israelitas.
BREAKING: Iranian missile hits Arad, southern Israel; multiple casualties pic.twitter.com/na6SrC0pYi
— Rapid Report (@RapidReport2025) March 21, 2026
Israel contradiz Trump e afirma que os ataques contra o Irão vão intensificar-se
Donald Trump disse que os Estados Unidos consideram "abrandar" a guerra com o Irão. Em sentido contrário, o ministro da Defesa de Israel afirmou que os ataques contra o Irão vão intensificar-se na próxima semana.
Trump levantou parcialmente as sanções ao petróleo iraniano
Donald Trump levantou as sanções ao petróleo do Irão. A medida é válida por 30 dias e só se aplica ao petróleo que já está nos navios.
Arábia Saudita ordena funcionários militares iranianos a abandonarem o país
A Arábia Saudita ordenou os funcionários militares do Irão e outros quatro funcionários da embaixada a abandonarem o país no prazo de 24 horas, depois de os ter declarado persona non grata, informou o Ministério dos Negócios Estrangeiros saudita em comunicado este sábado,
AIEA não reportou danos no complexo nuclear de Dimona, em Israel
A Agência Internacional de Energia Atómica (AIEA) afirmou diz não ter recebido qualquer indicação de danos no centro de investigação nuclear de Negev, localizado na cidade de Dimona, em Israel, que foi alvo de ataques iraniano este sábado.
G7 pronto para agir para proteger o fornecimento global de energia
Os ministros dos Negócios Estrangeiros do G7 afirmaram este sábado estar prontos para tomar as medidas necessárias para apoiar o fornecimento global de energia e reafirmaram a importância de salvaguardar as rotas marítimas, incluindo no Estreito de Ormuz.
"Condenamos veementemente os ataques imprudentes do regime contra civis e infraestruturas civis, incluindo infraestruturas energéticas", acrescentaram, apelando ao “fim imediato e incondicional” dos ataques “injustificáveis”.
Irão diz que ataque a cidade israelita de Dimona foi em resposta ao ataque em Natanz
O Irão disse que o ataque à cidade israelita de Dimona, que alberga o principal centro de investigação nuclear de Israel, foi uma "resposta" ao ataque à central nuclear de Natanz.
Israel afirma ter atacado um laboratório universitário em Teerão ligado ao programa nuclear iraniano
O exército israelita afirmou ter atacado um centro universitário em Teerão ligado ao "programa nuclear militar" da República Islâmica.
"As instalações da Universidade Malek Ashtar eram utilizadas pelas indústrias militares do regime (...) e pelo programa de mísseis balísticos para desenvolver componentes e armas nucleares", declarou o exército.
🎯STRUCK: A strategic research and development facility belonging to the Iranian military industries and the ballistic missiles array.
— Israel Defense Forces (@IDF) March 21, 2026
The ‘Malek-ashtar’ University facility was utilized by the Iranian terror regime’s military industries and ballistic missiles array to develop…
"Esta universidade estava sob o controlo do Ministério da Defesa iraniano e está sujeita a sanções internacionais devido às suas atividades e esforços, realizados ao longo dos anos, para fazer avançar o programa nuclear iraniano e desenvolver mísseis balísticos", acrescentou o exército.
Este ataque é "mais um passo no esforço contínuo para reduzir a capacidade do regime iraniano de progredir na aquisição de armas nucleares", acrescentou o comunicado.
Número de feridos após queda de míssil em Israel aumenta para 39
O número de feridos após o ataque com mísseis balísticos iranianos à cidade de Dimona, no sul de Israel, subiu para 39, segundo o serviço nacional de emergência de Israel, Magen David Adom.
Israel diz que Irão usou um míssil de longo alcance pela primeira vez
O chefe do Estado-Maior de Israel, Eyal Zamir, disse que o Irão lançou na sexta-feira um míssil balístico intercontinental com um alcance de quatro mil quilómetros "em direção a um alvo norte-americano na ilha de Diego Garcia".
❗️The Iranian terrorist regime launched a long-range missile for the first time since the start of Operation Roaring Lion that could reach a distance of ~4,000 km.
— Israel Defense Forces (@IDF) March 21, 2026
During Operation Rising Lion in June 2025, the IDF revealed that the Iranian regime has intentions to develop… pic.twitter.com/iliERIu2hV
Pelo menos 20 pessoas ficaram feridas em ataque com míssil em Israel
Pelo menos 20 pessoas ficaram feridas num ataque com míssil em Dimona, uma cidade no sul de Israel que alberga um centro de investigação nuclear.
A cidade de Dimona alberga o Centro de Investigação Nuclear Shimon Peres no Negev, uma instalação de investigação nuclear que, segundo a imprensa estrangeira, esteve envolvida na produção de armas nucleares nas últimas décadas.BREAKING: Iranian missile hits apartment buildings in Dimona, Israel pic.twitter.com/bJCiQbnjyV
— BNO News Live (@BNODesk) March 21, 2026
Reino Unido garante que as suas bases militares no Chipre não serão utilizadas em operações ofensivas
O porta-voz do Governo do Chipre garantiu, este sábado, que o Reino Unido não utilizará as suas bases no país para qualquer ação ofensiva na crise com o Irão.
Bruxelas pede aos Estados europeus que reduzam os seus stocks de gás para o próximo inverno
A Comissão Europeia instou os países europeus a reduzirem as suas metas de armazenamento de gás para o próximo inverno, de forma a aliviar a pressão sobre os preços em alta devido à guerra no Médio Oriente.
Nesta fase, realçou, o abastecimento da União Europeia está "relativamente protegido", devido à "dependência limitada das importações provenientes" do Médio Oriente e à carga de gás natural liquefeito que atravessou o Estreito de Ormuz antes do conflito. Porém, o confronto está a causar "elevados e voláteis preços", que "podem igualmente afetar as injeções de gás nos stocks da UE", estimou.
Os ataques ao maior produtor de gás natural liquefeito do mundo, em Ras Laffan, no Catar, fizeram ressurgir o espetro de uma crise de gás como a que teve lugar no início da ofensiva da Rússia contra a Ucrânia, em 2022.
Base das Lajes com maior presença de aviões norte-americanos desde o início do conflito
A Base das Lajes, nos Açores, voltou a registar hoje um incremento do movimento de aeronaves militares norte-americanas, tendo sido verificado o maior número de aviões estacionados desde o início do ataque ao Irão.
Hoje de manhã, observou a Lusa no local, estavam estacionadas na Base das Lajes, na ilha Terceira, 32 aeronaves da Força Aérea e da Marinha dos Estados Unidos, incluindo 15 aviões reabastecedores KC-46 Pegasus, que estão na infraestrutura desde 18 de fevereiro.
Desde o início do ataque dos Estados Unidos e de Israel ao Irão, em 28 de fevereiro, que vários destes reabastecedores têm descolado das Lajes, quase todos os dias, em missões de reabastecimento.
Entre domingo e segunda-feira, chegaram à base mais 11 aeronaves da Marinha norte-americana: seis Boeing EA-18G Growler, aviões de combate utilizados primordialmente na guerra eletrónica, e cinco Northrop Grumman E-2D Advanced Hawkeye, aviões de alerta aéreo antecipado, comando e controlo tático de gestão de combate, que operam a partir de porta-aviões, em qualquer condição meteorológica.
A acompanhar estas aeronaves vieram mais dois reabastecedores KC-46 Pegasus e ao longo da semana chegou um terceiro, que aumentou para 18 o número total destas aeronaves na infraestrutura.
Esta noite chegaram ainda dois aviões KC-130, da Marinha norte-americana, que também têm função de reabastecedores.
Na infraestrutura já há algum tempo estava também um avião C-130 da Marinha norte-americana, habitualmente utilizado para transporte de tropas e cargas.
Durante a manhã, o movimento de aeronaves nas Lajes foi intenso, com a saída dos seis aviões de combate e de três dos cinco aviões de alerta aéreo. Descolaram ainda oito dos 18 reabastecedores.
Em 28 de fevereiro, os Estados Unidos e Israel iniciaram uma guerra contra o Irão, que já teve consequências em vários países, como os Emirados Árabes Unidos, Arábia Saudita, Qatar, Bahrein, entre outros, que foram atingidos por bombardeamentos.
O Governo português deu uma "autorização condicionada" ao uso da Base das Lajes, já depois do início do ataque, apontando como requisitos que a infraestrutura só podia ser utilizada "em resposta a um ataque, num quadro de defesa ou retaliação", que a ação tinha de ser "necessária e proporcional" e que só podia "visar alvos de natureza militar".
Na quarta-feira, o primeiro-ministro, Luís Montenegro, afirmou, no parlamento, que, do que tem sido dado a conhecer ao Governo, a utilização da Base das Lajes pelos Estados Unidos da América "tem cumprido os pressupostos subjacentes à autorização" dada por Portugal.
Os Estados Unidos e Israel realizaram hoje ataques contra o complexo nuclear iraniano de Natanz, localizado no centro do país, afirmou, num comunicado, a Agência de Energia Atómica do Irão.
O ataque de hoje ocorre após o Presidente norte-americano, Donald Trump, ter dito na sexta-feira que estava a considerar "diminuir" as operações militares no Médio Oriente, mesmo com os Estados Unidos a enviarem mais três navios de assalto anfíbio e cerca de 2.500 fuzileiros adicionais para a região.
Nações europeias e do Golfo pedem o fim da interrupção do Estreito de Ormuz
O comunicado acusava o Irão de "fecho de facto" do Estreito de Ormuz e apelava ao fim imediato das ameaças, da colocação de minas e dos ataques com drones e mísseis.
Para os signatários “tais ações violam o direito internacional” e reafirmam que a liberdade de navegação, de acordo com a Convenção das Nações Unidas sobre o Direito do Mar, é "inviolável".
Os países disseram estar preparados para apoiar os esforços para garantir a passagem segura pelo estreito e saudaram as medidas da Agência Internacional de Energia para libertar reservas estratégicas de petróleo de forma a estabilizar os mercados energéticos.
Líder iraniano garante que não procura conflito com os vizinhos
“Aos países islâmicos e aos nossos queridos vizinhos: vocês são nossos irmãos e não estamos envolvidos em qualquer conflito convosco. O único beneficiário das nossas divergências é a entidade sionista”, disse Pezeshkian numa mensagem no X.
Orou também para que o Eid al-Fitr traga “força e união” através da adesão aos ensinamentos do Profeta Maomé e deu também as boas-vindas ao novo ano iraniano.
“Este ano, mais do que nunca, precisamos do Nowruz – o Nowruz que demonstra união, coesão e harmonia nacional na nossa cultura. Unamos as nossas mãos para guiar o nosso Irão através das tempestades em que caiu, emergindo orgulhoso e triunfante”, escreveu Pezeshkian.
Irão avança que abateu F-16 israelita
"Um caça F-16 inimigo, pertencente ao regime sionista, foi atingido às 3h45 da manhã no centro do Irão", declarou a Guarda Revolucionária, o exército ideológico da República Islâmica, no seu site, Sepah News.
O exército israelita tinha indicado anteriormente que um míssil terra-ar tinha sido disparado contra uma aeronave israelita durante uma "atividade operacional" no Irão, sem especificar o tipo de aeronave.
Acrescentando que "nenhum dano foi causado à aeronave".
Israel afirma ter atacado instalações de produção de mísseis em Teerão
"Durante a noite, a Força Aérea israelita (...) realizou uma operação de ataque em grande escala em Teerão", afirmou o exército em comunicado.
"No âmbito desta operação, foram visadas instalações utilizadas para a produção de componentes essenciais para o desenvolvimento de mísseis balísticos, pertencentes ao aparelho de segurança do regime iraniano", prosseguiu o comunicado.
Entre os locais atingidos estavam um complexo dedicado à produção e desenvolvimento de componentes de mísseis balísticos, um depósito e uma instalação do Ministério iraniano da Defesa responsável pela produção de combustível para mísseis.
"Estes ataques reduzem significativamente a capacidade do regime terrorista iraniano de continuar a produzir componentes essenciais para mísseis balísticos nestes locais", declarou o exército.
Explosões sentidas na capital do Bahrein
Dois mísseis foram intercetados no céu e várias detonações abalaram a cidade após o acionamento das sirenes de alerta aéreo.
Teerão tem atacado o Bahrein e outros países vizinhos em ataques de retaliação desde os ataques conjuntos EUA-Israel contra o Irão, iniciados a 28 de fevereiro.
Ataque a central nuclear. EUA e Israel bombardeiam complexo de Natanz
O complexo nuclear de Natanz, no Irão, foi alvo de ataques dos Estados Unidos e de Israel. Estas instalações já tinham sido atingidas em junho, por serem um dos alegados locais de enriquecimento de urânio para fins militares.
Preço dos combustíveis. Bombeiros pedem mais apoios ao Governo
O Governo tem de clarificar de uma vez por todas o que pretende dos bombeiros portugueses. O pedido é do presidente da Liga, António Nunes, por causa do aumento do preço dos combustíveis.
Estados Unidos levantaram sanções sobre o petróleo do Irão
É uma medida válida por um mês e limitada ao petróleo que já está a ser transportado, uma tentativa de atenuar a crise energética global.
EUA afirmam que ameaça iraniana no Estreito de Ormuz foi "diminuída"
“Não só destruímos a instalação, como também locais de apoio de inteligência e retransmissores de radar de mísseis que eram usados para monitorizar os movimentos de navios”, afirmou o almirante Brad Cooper, comandante do Comando Central dos EUA, numa mensagem vídeo publicada no X.
Segundo Brad Cooper, “a capacidade do Irão de ameaçar a liberdade de navegação no Estreito de Ormuz e arredores foi diminuída como resultado, e não vamos parar de perseguir estes alvos”.
Jordânia afirma ter intercetado quase todos os 240 projéteis lançados contra o país
Em comunicado, indicou que "o número total de mísseis e drones disparados contra o reino desde o início da guerra chega aos 240".
"A força aérea conseguiu intercetar e destruir 222 mísseis e drones, enquanto as defesas não conseguiram intercetar 18", acrescentou, especificando que foram lançados 36 projéteis contra o país durante a terceira semana do conflito.
Irão acusa EUA e Israel de atacarem embarcações privadas no Golfo Pérsico
"Advertimos que, se esta agressão cobarde se repetir, serão tomadas medidas severas e retaliativas", disse um porta-voz da Guarda Revolucionária Islâmica (IRGC).
O próprio Irão terá atacado diversas embarcações civis no Golfo. O país ameaçou incendiar qualquer navio que tentasse transitar pelo Estreito de Ormuz, mas desde então sinalizou uma abordagem mais seletiva.
Forças iranianas falham ataque a base naval Diego Garcia
O Irão tentou atingir a base naval britânica Diego Garcia, no Oceano Índico, na sexta-feira, mas o ataque não foi bem-sucedido, confirmou hoje um responsável britânico à agência de notícias AFP.
De acordo com esta fonte, a tentativa falhada ocorreu antes de o Governo britânico ter anunciado, na sexta-feira, que iria permitir aos Estados Unidos utilizarem algumas das suas bases para atacar alvos iranianos utilizados para atingir navios no Estreito de Ormuz.
O Wall Street Journal, citando várias autoridades norte-americanas, noticiou que o Irão disparou dois mísseis balísticos em direção a Diego Garcia, mas nenhum atingiu o alvo. Um dos mísseis apresentou defeito durante o voo e o outro foi intercetado por um míssil disparado de um navio de guerra norte-americano.
Quando contactado pela AFP, o Departamento de Defesa dos Estados Unidos (Pentágono) recusou comentar.
O Ministério da Defesa britânico, através de um porta-voz, condenou hoje os "ataques irresponsáveis do Irão", que "constituem uma ameaça aos interesses britânicos e aos aliados do Reino Unido".
Localizada numa ilha remota do arquipélago de Chagos, Diego Garcia é uma das duas bases que o Reino Unido permitiu aos Estados Unidos utilizarem para "operações defensivas específicas contra o Irão".
Londres confirmou na sexta-feira que os norte-americanos poderiam usá-la para atacar alvos iranianos no estreito de Ormuz, uma decisão que Londres deveria ter tomado "muito antes", segundo o Presidente dos EUA, Donald Trump.
O ministro dos Negócios Estrangeiros iraniano, Abbas Araghchi, acusou o primeiro-ministro britânico, Keir Starmer, de colocar "vidas britânicas em risco ao permitir a utilização" destas bases, acrescentando que o Irão "exerceria o seu direito à autodefesa".
A base de Diego Garcia é estratégica para os Estados Unidos, que mantêm submarinos nucleares, bombardeiros e contratorpedeiros ali estacionados.
O Reino Unido assinou um acordo em 2025 para devolver o arquipélago de Chagos às Maurícias, mantendo um arrendamento de 99 anos para manter a base de Diego Garcia.
Rússia condena ataque à instalação de enriquecimento nuclear de Natanz
Durante a invasão da Ucrânia e a guerra subsequente, a Rússia atacou centrais nucleares ucranianas, incluindo a de Chernobyl, que sofreu um acidente nuclear em 1986.
Centrais elétricas iranianas voltam a ser abastecidas com gás iraniano
Teerão denunciou os ataques na quarta-feira, que visavam instalações que operam no vasto campo de gás de South Pars/North Dome, partilhado pelo Irão com o Qatar.
De seguida, o Iraque declarou que as suas importações de gás iraniano, cruciais para o funcionamento das suas centrais elétricas, tinham sido "completamente interrompidas".
Este sábado, "o fornecimento de gás iraniano ao Iraque foi retomado", anunciou o porta-voz do Ministério da Energia, Ahmad Moussa, citado pela agência de notícias estatal INA.
Estas importações totalizam atualmente cinco milhões de metros cúbicos por dia, afirmou.
O Iraque obtém eletricidade e gás do seu vizinho, o Irão, que satisfaz um terço das suas necessidades energéticas.
Ainda antes do início da guerra no Médio Oriente, o país, um grande produtor de hidrocarbonetos, mas assolado por infraestruturas deficientes, vinha sofrendo nos últimos anos com a irregularidade das importações de gás iraniano.
Estas entregas podiam sofrer quebras frequentes ou ser interrompidas por completo, devido a problemas técnicos, aumento do consumo interno no Irão ou atrasos nos pagamentos iraquianos.
Assim, nos últimos meses, o Iraque tem recebido apenas entre cinco e seis milhões de metros cúbicos por dia — em comparação com os 25 milhões de metros cúbicos normalmente entregues durante os meses de inverno —, segundo o Ministério da Eletricidade.
Autoridade iraniana promete dar uma "lição simples" a Trump
“Teerão não confia nas declarações de Trump; não ocorreu nenhuma mudança tangível no nível das atividades militares dos EUA na região”, disse a autoridade.
“O que Trump anunciou não reflete a realidade no terreno. Teerão concluiu que agora deve dar uma lição simples a Trump.”
Trump disse na sexta-feira que está a considerar “encerrar” as operações militares no Irão.
Israel prossegue com onda de ataques contra o Hezbollah
O fumo foi visto a subir, os incêndios começaram e fortes explosões foram ouvidas em partes do centro de Beirute horas depois de o exército israelita ter renovado os alertas de evacuação para sete bairros da região.
Os ataques israelitas contra o Hezbollah no Líbano mataram mais de mil pessoas e deslocaram mais de um milhão, segundo o Governo libanês.
Reino Unido condena "ataques imprudentes do Irão" contra Diego Garcia
O Ministério da Defesa do Reino Unido afirma que os ataques do Irão em toda a região e o controlo do Estreito de Ormuz representam uma ameaça para os interesses britânicos e para os aliados do Reino Unido.
O Reino Unido não participou nos ataques conjuntos entre os EUA e Israel contra o Irão, mas permitiu que os bombardeiros norte-americanos utilizassem bases britânicas para atacar os locais de lançamento de mísseis iranianos ao longo do Estreito de Ormuz, por onde flui 20% da energia mundial.
Irão alega ter interrompido voos militares israelitas com ataques de drones
Em comunicado, os militares disseram que os ataques do exército iraniano e da Guarda Revolucionária Islâmica contra alvos militares também obrigaram Israel a evacuar parte dos seus militares.
Os ataques "continuarão em força" até que a ameaça ao Irão seja "eliminada", afirmaram.
O Aeroporto Ben Gurion, localizado a poucos quilómetros a sudeste de Telavive, alberga unidades especiais das forças armadas israelitas e está próximo de instalações de manutenção e reparação de caças israelitas.
Emirados Árabes Unidos intercetam três mísseis balísticos e oito drones lançados do Irão
“Desde o início da flagrante agressão iraniana, as defesas aéreas dos Emirados Árabes Unidos intercetaram 341 mísseis balísticos, 15 mísseis de cruzeiro e 1.748 drones”, referiu.
“Estes ataques resultaram na morte de dois membros das forças armadas enquanto cumpriam o seu dever nacional, além de 6 mortes de cidadãos paquistaneses, nepaleses, bengaleses e palestinianos. Um total de 160 pessoas também ficaram feridas, com ferimentos que variam de ligeiros a moderados e graves”, acrescenta o comunicado.الدفاعات الجوية الإماراتية تتعامل مع الصواريخ الباليستية والجوالة والمسيرات الإيرانية.
— وزارة الدفاع |MOD UAE (@modgovae) March 21, 2026
UAE Air Defences engaged Iranian
Ballistic and Cruise Missiles and UAVs Attacks#وزارة_الدفاع #وزارة_الدفاع_الإماراتية#MOD#UAEMinistryOfDefence pic.twitter.com/1JnsKhK5j0
AIEA pede "moderação militar" após Irão anunciar ataque à central de Natanz
"A AIEA foi informada pelo Irão de que a central nuclear de Natanz foi atacada hoje. Não houve relatos de aumento dos níveis de radiação fora da central", acrescentou.
Ataques dos EUA e de Israel contra o Irão "vão intensificar-se" na próxima semana
Num comunicado divulgado pela AFP, Katz disse que haverá um aumento “significativo” dos ataques contra o país.
“Esta semana, a intensidade dos ataques que serão levados a cabo pelas Forças de Defesa de Israel e pelos militares dos EUA contra o regime terrorista iraniano e as infraestruturas das quais depende aumentará significativamente”, revelou.
Irão informa AIEA sobre ataque à central nuclear de Natanz
Não foi relatado qualquer aumento nos níveis de radiação fora da central, disse a agência de vigilância nuclear das Nações Unidas, acrescentando que está a investigar o relatório.
Organização de Energia Atómica do Irão fala em "ataques criminosos"
O ataque de sábado viola as leis e compromissos internacionais, incluindo o Tratado de Não Proliferação de Armas Nucleares (TNP) e outras normas de segurança nuclear, acrescentou a organização.
A instalação nuclear, localizada a 220 quilómetros a sudeste de Teerão, foi alvo de ataques aéreos israelitas durante a guerra de 12 dias entre o Irão e Israel, em junho de 2025, e posteriormente por parte dos Estados Unidos.
Um morto em ataque com drone contra sede dos serviços de informação iraquianos
O organismo condenou “um ataque terrorista levado a cabo por elementos rebeldes”.
Estados Unidos e Israel atacaram complexo nuclear iraniano de Natanz
Não houve fugas radioativas e os moradores próximos do local não correram riscos, acrescentou a Tasnim.
Japão diz que Teerão vai facilitar trânsito de navios japoneses por Ormuz
Araqchi disse na sexta-feira, numa entrevista telefónica com a agência japonesa, que o Irão não fechou esta via estratégica, mas que impôs restrições aos navios de países envolvidos nos ataques contra a República Islâmica, e que o país persa está preparado para garantir uma passagem segura a nações como o Japão - que depende em 90% do petróleo proveniente do Médio Oriente - se estas se coordenarem com Teerão.
A entrevista foi igualmente partilhada por Araqchi no seu canal oficial na rede de mensagens Telegram.
A questão da navegação de navios japoneses pelo estreito de Ormuz foi abordada em conversas recentes de Araqchi com o homólogo japonês, Toshimitsu Motegi, disse o ministro iraniano à Kyodo, salientando que as discussões continuam, mas que os detalhes não podem ser revelados.
Irão diz ter atacado cinco bases militares dos EUA e cidades de Israel
A Guarda Revolucionária do Irão anunciou ter atacado cinco bases militares norte-americanas no Médio Oriente e as cidades de Telavive e Haifa, em Israel.
Segundo o comunicado da força militar iraniana, emitido já no sábado, no horário de Teerão, os ataques à Base Aérea Príncipe Sultan, na Arábia Saudita, à base aérea de Al-Dhafra, nos Emirados Árabes Unidos, à base aérea de Ali al-Salem, no Kuwait, à base aérea de Erbil, no Curdistão iraquiano, e à Quinta Frota Aérea, no Bahrein, foram bem sucedidos.
A Guarda Revolucionária anunciou ataques repetidos contra essas bases nas últimas horas, através dos sistemas de mísseis Qiyam e Emad, além de um drone.
O Bahrein, o Kuwait e a Arábia Saudita relataram interceções recentes de drones e mísseis.
Quanto a Israel, a Guarda Revolucionária dirigiu mísseis Khorramshahr 4 e Qadr às cidades de Telavive, a segunda mais populosa do país, e de Haifa, a terceira mais populosa.
Já o Exército iraniano ameaçou atacar a cidade de Rasa al-Khaiman, onde se encontra o porto mais importante dos Emirados Árabes Unidos, caso as ilhas iranianas no Golfo Pérsico voltem a ser atingidas a partir daquele território.
O exército iraniano ameaçou, na sexta-feira, atacar Ras al-Khaimah, cidade que abriga o porto mais importante dos Emirados Árabes Unidos (EAU), caso as ilhas iranianas no Golfo Pérsico sejam novamente alvejadas a partir daquele país.
"Advertimos os Emirados Árabes Unidos de que, se retomarem a agressão contra as ilhas iranianas de Abu Musa e Tumb Mayor, no Golfo Pérsico, as poderosas Forças Armadas iranianas desferirão um duro golpe contra Ras al-Khaimah", afirmou o exército, num comunicado divulgado pela agência de notícias Fars e citado pela EFE.
O exército prometeu atacar a origem de qualquer agressão contra o território iraniano e a respetiva "soberania nacional".
O Ministério da Defesa dos EAU anunciou, entretanto, a interceção de quatro mísseis balísticos e 26 drones de origem iraniana, elevando o número total de ataques lançados pela República Islâmica para quase 2.100 desde o início da guerra entre o Irão e os Estados Unidos e Israel, em 28 de fevereiro.
Desde que norte-americanos e israelitas lançaram a ofensiva conjunta contra o Irão, Teerão tem respondido com ataques contra alvos israelitas e norte-americanos nos países do Golfo Pérsico, além de ter praticamente encerrado a passagem naval do estreito de Ormuz.
EUA levantam sanções sobre vendas de petróleo de Teerão armazenado em navios
Os Estados Unidos suspenderam até 19 de abril sanções sobre petróleo iraniano armazenado em navios, prevendo a libertação no mercado de 140 milhões de barris, para conter a subida dos preços dos combustíveis provocada pela guerra no Médio Oriente.
Em particular, o Departamento do Tesouro norte-americano autorizou na sexta-feira a venda e fornecimento de petróleo e derivados iranianos carregados em navios antes de 20 de março.
O secretário do Tesouro, Scott Bessent, anunciou a decisão e estimou que a medida irá acrescentar aproximadamente 140 milhões de barris ao mercado petrolífero.
"O Irão terá dificuldades em aceder às receitas geradas, e os Estados Unidos continuarão a exercer a máxima pressão sobre a sua capacidade de aceder ao sistema financeiro internacional", referiu Bessent.
No entanto, o Irão informou na sexta-feira que não tem excedentes de petróleo disponíveis para os mercados internacionais.
"Agora, o Irão não tem qualquer disponibilidade de petróleo, no mar ou para abastecer os mercados internacionais, e as afirmações do secretário do Tesouro visam apenas dar esperança aos compradores", escreveu o porta-voz do Ministério do Petróleo iraniano, Saman Ghoddoosi, nas redes sociais.
Bessent afirmou na quinta-feira que os EUA poderiam levantar algumas sanções sobre o petróleo iraniano, com o que pretenderia responder à subida dos preços da energia causada pelo ataque israelo-norte-americano ao Irão.
Especificou que este alívio aplicar-se-ia apenas ao petróleo iraniano armazenado em navios no mar alto.
O bloqueio do Estreito de Ormuz, por onde circulavam cerca de um quinto do comércio mundial de petróleo e gás, e os ataques às infraestruturas energéticas causaram um aumento acentuado dos preços da energia.
A medida do Tesouro norte-americano em relação ao petróleo iraniano surge depois de, na semana passada, terem sido levantadas as sanções ao petróleo russo, também armazenado em navios no mar alto, durante 60 dias.
Sons de explosões relatados a leste da capital iraniana
Ao longo da noite e na manhã de sábado, ocorreram explosões em toda a cidade, incluindo o distrito de Ekbatan e a Aldeia Olímpica.
Antes, Israel anunciou que tinha lançado vários ataques em Teerão no primeiro dia do Nowruz e do Eid al-Fitr.
Um morto e dois feridos num ataque israelita no sul do Líbano
Uma pessoa foi morta e outras duas ficaram feridas hoje num "forte ataque" israelita a uma casa no distrito de Bint Jbeil, no sul do Líbano, anunciou a Agência Nacional de Informação Libanesa (ANI, oficial).
No Telegram, as forças armadas israelitas ordenaram ainda aos habitantes de vários bairros da periferia sul de Beirute que se retirassem daquela zona, afirmando que "continuam as suas operações e ataques contra infraestruturas militares pertencentes ao grupo terrorista Hezbollah em várias partes da periferia, com intensidade crescente".
O exército israelita disse hoje também ter atacado alvos do Hezbollah em Beirute.
Mais de uma centena de embarcações atravessou o Estreito de Ormuz entre 1 e 19 de março
Um total de apenas 116 navios de carga e petroleiros atravessaram o estreito entre 1 e 19 de março, número que representa uma queda de 95% em comparação com os períodos de paz, avança o grupo, com sede em Paris.
Destas travessias, 71 foram realizadas por petroleiros, dos quais mais de metade estavam carregados, e maioria destes navios navegou para leste.
"O tráfego é assegurado principalmente por graneleiros, petroleiros e porta-contentores", afirmou, por outro lado, segundo a APF, Richard Meade, editor-chefe da Lloyd's List, revista especializada em informação marítima, durante uma conferência de imprensa na quinta-feira.
"No entanto, constatámos um ligeiro aumento do número de metaneiros em circulação na semana passada", acrescentou.
A maioria dos navios que atravessam o estreito são navios iranianos ou com pavilhão iraniano, segundo Bridget Diakun, analista da Lloyd's List Intelligence. Nos últimos dias, os navios gregos representaram 18% das travessias e os navios chineses 10%, precisou a mesma analista na quinta-feira.
"Embora o Irão continue a controlar o estreito e a exportar o seu petróleo, o tráfego permanece, em geral, paralisado", afirmou Meade.
Donald Trump chamou cobardes aos aliados da NATO
O presidente norte-americano criticou os países europeus por não ajudarem a manter aberto o Estreito de Ormuz.
Reportagem RTP. Cidade Velha de Jerusalém praticamente fechada
A cidade velha de Jerusalém está praticamente fechada. O acesso à mesquita de Al-Aqsa foi interdito e até para ir ao Muro das Lamentações há condicionamentos, como constataram os enviados especiais da RTP a Jerusalém, Paulo Jerónimo e José Pinto Dias.
Ministro apela a 54 empresas de Vale de Cambra para se envolverem na produção ou manutenção da Defesa
O ministro da Defesa apelou hoje a 54 empresas de Vale de Cambra para que se envolvam na "produção ou manutenção" de bens para a indústria militar, aproveitando as oportunidades da "revolução" em curso após "30 anos sem investimento".
No concelho do distrito de Aveiro e Área Metropolitana do Porto que é conhecido como "capital do inox" e considerado uma referência da metalomecânica de precisão, Nuno Melo dirigiu um encontro "pedagógico" em que obteve da autarquia local, de duas entidades ligadas à formação profissional e da Associação Empresarial de Cambra e Arouca o compromisso de funcionarem como intermediários entre entidades da tutela e fábricas, para assegurar que essas tomam conhecimento "em tempo real" das oportunidades de negócio envolvendo as Forças Armadas.
"Durante 30 anos não se investiu na Defesa nacional", declarou o governante. "Agora as empresas portuguesas podem estar no circuito de produção ou, pelo menos, de manutenção da indústria da Defesa", afirmou, defendendo que está em curso uma "renovação do arsenal" militar português destinada a substituir equipamento como "blindados obsoletos e fragatas em fim de vida".
Nesse contexto, o propósito do encontro foi assegurar que as oportunidades existentes chegam ao conhecimento da indústria nacional. "Se os empresários não souberem quais são as oportunidades que existem, eles próprios muitas vezes não conseguem direcionar o investimento para estas áreas e por isso é que digo que esta é uma revolução que está em curso", explicou o governante.
Moldes, cablagens, pintura, metalomecânica, serviços de informática, tecnologias de informação, proteção balística, têxteis à prova de metal, radares e rações de combate são algumas das áreas que Nuno Melo apontou como "transversais a qualquer produção" no setor da Defesa e para as quais reconheceu capacidade industrial em Vale de Cambra, atendendo a que o município "está preparado há muito" para entrar nesse domínio de atividade.
"O distrito de Aveiro, aliás, é um bocadinho como Portugal devia ser do ponto de vista do empreendedorismo e, de facto, extraordinário, porque as pessoas veem as oportunidades, fazem-se à vida, investem, arriscam e depois têm resultados com empresas que são de ponta em diferentes áreas e de classe global", realçou.
No mesmo encontro participou também o responsável da Direção-Geral de Armamento e Património da Defesa, António José Baptista, que revelou que, para uma empresa concorrer às oportunidades de negócio no universo militar, o primeiro passo deve ser a sua credenciação no Gabinete Nacional de Segurança, que atestará a idoneidade da firma após verificação de aspetos como o registo criminal de todos os elementos da estrutura acionista.
A fase seguinte será a certificação da empresa como apta a produzir para a Defesa, o que compete à referida Direção-Geral de Armamento e envolve o que o próprio António José Baptista classificou como "um processo moroso", devido a fiscalizações de segurança destinadas a acautelar espionagem e outros conflitos de interesses.
Depois disso há então que seguir os anúncios da plataforma idD -- Portugal Defence, onde são publicados os concursos públicos relativos a compras das Forças Armadas.
Notando que um dos critérios de seleção nesses procedimentos é "o retorno para a economia nacional", o governante salientou, contudo, que a produção destinada a satisfazer as solicitações dos militares portugueses pode ter um mercado mais abrangente, já que as empresas certificadas como fornecedoras da Defesa têm obrigatoriamente que cumprir os parâmetros produtivos da NATO (Organização do Tratado do Atlântico Norte), que integra atualmente 32 países.
Nesse sentido, há potencial de negócio mesmo em pequenos componentes -- que até são menos exigentes em termos de licenciamento -- e é por isso que Nuno Melo quer as associações empresariais a sensibilizarem as fábricas para oportunidades que podem servir o mundo inteiro, mas serão particularmente úteis na Europa, face à perda de antigos aliados e à necessidade crescente de autonomia militar.
"Temos que fazer mais do que fazíamos pela Defesa na NATO", afirmou o ministro. "Porque a primeira preocupação que um estado deve ter é que, se os nossos militares forem chamados a combater -- e esses serão em primeiro lugar os nossos jovens --, eles tenham as melhores condições para sobreviver. Quando falhar tudo o resto, quem lá estará serão os militares", concluiu.