Von der Leyen pede uso de "todos os instrumentos de diplomacia migratória"
"Embora, por agora, o conflito não se tenha traduzido em fluxos migratórios imediatos em direção à UE [União Europeia], o futuro permanece incerto e exige a mobilização plena de todos os instrumentos de diplomacia migratória ao nosso dispor", afirmou a líder do executivo comunitário, numa carta dirigida aos líderes dos 27 Estados-membros, que se reúnem na quinta-feira em Bruxelas.
Von der Leyen salientou que "é imperativo" colaborar com os países da região, como a Turquia -- para a qual a UE já desembolsou mais de 1,1 mil milhões de euros desde 2021 para reforçar as suas fronteiras --, o Líbano e o Paquistão.
Na carta de seis páginas, a política alemã alertou que a atual situação geopolítica "acarreta um risco crescente de um conflito prolongado com repercussões diretas e indiretas para a União", quando passam 16 dias desde a ofensiva aérea desencadeada pelos Estados Unidos e Israel contra o Irão e que se alastrou a vários países do Médio Oriente.
A presidente da Comissão Europeia detalhou as medidas de apoio que a UE está a tomar ou deveria tomar para os países vizinhos ou afetados pelo conflito, com o objetivo de mitigar os fluxos migratórios.
Nesse sentido, salientou os quatro milhões de afegãos no Irão "em situação precária e vulneráveis ??a novas deslocações" e reiterou que o apoio humanitário europeu aos cidadãos e comunidades afegãs no Irão está em curso.
A dirigente europeia alertou que a tensão militar entre o Afeganistão e o Paquistão "corre o risco de agravar uma situação já de si frágil" e indicou que a UE deve cooperar com o Iraque, o Paquistão, a Arménia e o Azerbaijão "para combater o tráfico de migrantes".
Em relação ao Líbano, destacou "as graves consequências que a operação militar de Israel está a ter na população civil, provocando deslocações em grande escala", referindo-se aos bombardeamentos israelitas e incursões terrestres contra o grupo xiita Hezbollah, aliado de Teerão, que já deslocaram mais de 800 mil pessoas.
Ursula Von der Leyen destacou um acordo de financiamento da UE com Beirute, alcançado em dezembro passado, que inclui 25 milhões de euros de ajuda para a segurança das fronteiras terrestres e marítimas.
A presidente da Comissão referiu-se igualmente à Síria, afirmando que "é importante que a UE trabalhe construtivamente com as autoridades sírias na estabilização, recuperação e reconstrução do país", bem como no apoio à gestão dos "processos de regresso" dos refugiados.
Disse ainda que a UE está a "monitorizar de perto quaisquer potenciais repercussões" nos Balcãs Ocidentais, mencionando oo Pacto para o Mediterrâneo, que a Comissão Europeia apresentará em abril.
Este instrumento incluirá medidas de gestão da migração com os parceiros europeus no sul do Mediterrâneo, bem como a implementação do Pacto Europeu para a Migração e o Asilo, que entrará em vigor no próximo mês de junho.
Base italo-americana no Kuwait atingida por drone, sem feridos
O ministro dos Negócios Estrangeiros italiano, Antonio Tajani, desvalorizou a importância do ataque, o segundo contra as forças italianas no Médio Oriente esta semana, afirmando que a Itália não foi especificamente visada.
"A base de Ali Al Salem, no Kuwait, foi alvo, esta manhã, de um ataque com um drone que atingiu o abrigo de um veículo aéreo não tripulado pertencente à Força-Tarefa Italiana, que foi destruído", disse o chefe do Estado-Maior do Exército italiano, general Luciano Portolano, em comunicado de imprensa.
"Todo o pessoal está são e salvo", acrescentou.
O exército italiano afirmou que o número de militares na base foi reduzido nos últimos dias devido à "evolução da situação de segurança na zona".
"O pessoal que permanece na base é responsável pela execução das missões essenciais" desta presença militar, segundo a mesma fonte.
"A aeronave atingida era um elemento-chave para as atividades operacionais e mantinha-se posicionada na base para garantir a continuidade das operações", indicou o exército italiano.
"Não estamos em guerra com ninguém", declarou o Ministro dos Negócios Estrangeiros à RAI, a emissora pública italiana.
"Os ataques têm como alvo as bases ocidentais", particularmente as das forças norte-americanas. "Não creio que os italianos sejam o alvo", acrescentou.
Uma base militar italiana em Erbil, no Curdistão iraquiano, foi também alvo de um ataque com um drone na semana passada, do qual não resultaram feridos.
Expansão da missão naval conjunta da UE no Estreito de Ormuz em estudo
Uma missão naval conjunta UE-ONU para garantir a passagem segura "parece mais provável" do que uma abordagem bilateral dos países da UE em relação ao Irão, afirmou a fonte ao Financial Times.
A Reuters não conseguiu verificar a informação de imediato.
Dois milhões de dólares. OMS usa fundos de emergência para auxiliar Líbano, Iraque e Síria
O conflito desencadeou um movimento populacional em grande escala, segundo a OMS, que estimou que mais de 100 mil pessoas no Irão foram realojadas e até 700 mil pessoas no Líbano foram deslocadas internamente.
Um milhão de dólares foi atribuído ao Líbano para reforçar a coordenação de emergência da OMS através do Centro de Operações de Emergência em Saúde Pública, ampliar os cuidados de trauma, reforçar a vigilância epidemiológica e adquirir e distribuir medicamentos e material médico essencial, afirmou a agência em comunicado.
O Iraque e a Síria receberam 500 mil dólares cada um para apoiar a coordenação de emergências e a gestão de vítimas em massa, a aquisição e distribuição de medicamentos e mantimentos essenciais, a prestação de serviços de saúde às populações deslocadas e o reforço da vigilância de doenças e do alcance comunitário, acrescentou a organização.
"Numa altura em que os serviços de saúde já enfrentam desafios significativos, o apoio é essencial para sustentar os profissionais de saúde na linha da frente e manter os serviços de assistência essenciais", afirmou Hanan Balkhy, Diretora Regional da OMS para o Mediterrâneo Oriental.
Aeroporto Internacional de Bagdad atacado com drones e rockets
"A base militar no aeroporto de Bagdad foi alvo de nove ataques com drones e rockets", disse uma das fontes à AFP, enquanto uma segunda fonte especificou que três drones foram abatidos pelas defesas aéreas.
Desde o início da guerra travada por Washington e Israel contra o Irão, os grupos iraquianos pró-Irão têm realizado ataques regulares contra esta base militar no aeroporto de Bagdad, que até há pouco tempo albergava tropas da coligação internacional anti-jihadista e mantém actualmente um centro diplomático e logístico dos EUA, onde ainda há militares estacionados.
Netanyahu surge em vídeo a ironizar com notícias falsas sobre a sua morte nas redes sociais
No vídeo, o sorridente primeiro-ministro pede um café ao balcão de uma pastelaria perto de Jerusalém.
Quando o seu interlocutor pergunta: "Nas redes sociais estão a dizer que o senhor está morto", Netanyahu, com a chávena na mão, responde: "Morria por um café, tal como morreria pelo meu povo".
"Queres contar quantos dedos tenho?", continua, em tom de gozo, mostrando as duas mãos alternadamente, referindo-se às especulações nas redes sociais sobre o vídeo do seu último comunicado televisivo. Alguns internautas pensaram mesmo ter visto seis dedos, sugerindo que o vídeo foi gerado por inteligência artificial.
"Queres contar quantos dedos tenho?", continua, em tom de gozo, mostrando as duas mãos alternadamente, em referência às especulações nas redes sociais sobre o vídeo do seu último comunicado televisivo. Alguns internautas pensaram mesmo ter visto seis dedos, sugerindo que o vídeo foi gerado por inteligência artificial.
"Morria por um café!", acrescentou. "Mantenham-se vigilantes e respeitem as instruções da Defesa Civil; faremos o nosso melhor para vos facilitar a vida o mais rapidamente possível", acrescentou o primeiro-ministro israelita, enquanto o país vive sob a constante ameaça de ataques com mísseis iranianos desde o início da guerra israelo-americana contra o Irão, a 28 de fevereiro.
"Estamos a fazer coisas que não posso detalhar; mesmo agora, continuamos a atacar o Irão e o Hezbollah no Líbano", concluiu.
ONG iraniana contabiliza mais de três mil iranianos mortos nos bombardeamentos
O número inclui 1.319 civis, dos quais 206 eram menores de idade, além de 1.122 militares, de acordo com Agência de Notícia de Ativistas de Direitos Humanos (HRANA), sediada nos Estados Unidos, usando relatórios oficiais de autoridades de saúde, de emergência e defesa civil e de outras fontes no Irão.
Outras 599 mortes foram confirmadas pela organização, mas as suas identidades não puderam ser determinadas.
Do total, refere a HRANA, 21 pessoas morreram nas últimas 24 horas, todas civis, incluindo um menor, em 285 ataques em 18 das 31 províncias iranianas.
Pela primeira vez em 16 dias de bombardeamentos, Teerão não lidera a lista das províncias mais atingidas e ocupa o segundo lugar, atrás da província de Isfahan, no centro do país e onde no sábado as autoridades locais registaram 15 mortos num ataque contra um centro industrial.
Os últimos números divulgados pelo Ministério da Saúde iraniano indicam 1.200 mortos e cerca de 10 mil feridos.
A HRANA foi uma das organizações que procurou apurar com precisão a dimensão da violenta repressão dos protestos antigovernamentais na República Islâmica ao longo de janeiro.
No mês passado, divulgou que pelo menos 7.002 pessoas morreram ou desapareceram durante as manifestações, um número que respeita a casos que conseguiu confirmar, mais do dobro das 3.117 reconhecidas oficialmente, a que se somam acima de 50 mil detidos.
Lusa
Egito e Catar debatem desescalada
Abdelatty viajou para o Qatar no âmbito de uma visita ao Golfo para discutir os desenvolvimentos regionais.
400 milhões de barris das reservas estratégicas de petróleo vão ser desbloqueados "imediatamente"
Os governos comprometeram-se a disponibilizar 271,7 milhões de barris de petróleo de stocks governamentais, 116,6 milhões de barris de stocks obrigatórios da indústria e 23,6 milhões de barris de outras fontes, segundo o comunicado.
Acrescentou ainda que 72% das libertações planeadas são sob a forma de petróleo bruto e 28% são derivados de petróleo.
Segundo os dados, e por regiões, os países da América têm 172,2 milhões de barris de reservas públicas e 23,6 milhões adicionais de outras fontes, com uma composição total de petróleo bruto.
Na Ásia e Oceânia, os volumes ascendem a 66,8 milhões de barris de reservas governamentais e 41,8 milhões de reservas da indústria, com uma quota de 60% de crude e 40% de produtos petrolíferos.
Na Europa, os países-membros da AIE libertam 32,7 milhões de barris de reservas públicas e 74,8 milhões de reservas obrigatórias neste setor industrial, compostos por 32% de crude e 68% de produtos refinados.
A AIE indica que se trata da sexta ação conjunta de emergência adotada pelos membros, desde a criação do organismo em 1974, depois de intervenções semelhantes em 1991, 2005, 2011 e em duas ocasiões em 2022.
A organização alerta ainda que a guerra no Médio Oriente está a provocar a maior interrupção da história no fornecimento do mercado petrolífero mundial.
Embora a libertação coordenada de reservas constitua o maior mecanismo de emergência utilizado até agora, e tenha trazido um importante contributo para o mercado, a AIE enfatizou que a retoma do trânsito normal dos navios através do estrito de Ormuz será o fator decisivo para restabelecer os fluxos estáveis de crude.
Irão lista 56 museus e sítios históricos atingidos por ataques aéreos
A estimativa mais recente, publicada pela agência de notícias semioficial Tasnim, citada pela Europa Press, confirma danos no Palácio Golestan, Património Mundial da Organização das Nações Unidas para a Educação, a Ciência e a Cultura (UNESCO, na segla em inglês) e ex-palácio real da era Cajar, na histórica Cidadela de Teerão, no Palácio de Mármore, no edifício da Polícia Municipal, no antigo edifício do Senado, na Mesquita Sepahsalar e no Palácio Farahabad.
As autoridades relatam ainda danos no Museu Arqueológico de Sanandaj e nos museus de Khosrowabad e Asef Vaziri, na província do Curdistão iraniano.
Os monumentos históricos de Isfahan também sofreram danos significativos nas recentes vagas de ataques, particularmente o complexo da Praça Naqsh-e Jahan, um dos maiores do mundo, Património Mundial da UNESCO, a Grande Mesquita Abássida do Imã Khomeini e o Palácio Chehel Sotoun.
A histórica Escola Secundária Kezazi em Kermanshah, a Mansão Sabzabad, a Casa Branca em Band Siraf (Província de Bushehr) e o Museu Arqueológico de Darehshahr em Ilam também foram afetados.
A UNESCO manifestou a sua preocupação com os danos nos sítios do Património Mundial e reiterou que os bens culturais estão protegidos pelo direito internacional. Este organismo internacional reconheceu um total de 29 sítios do Património Mundial neste país da Ásia Central.
Lusa
Teerão descarta negociações para terminar conflito
"Não vemos motivos para negociar com os americanos porque estávamos no meio de negociações com eles quando decidiram atacar-nos, e esta foi a segunda vez", declarou Araghchi em entrevista à cadeia televisiva CBS.
O ministro iraniano referia-se à operação norte-americana em junho de 2025 contra instalações do programa nuclear do Irão, em plenas negociações com Washington, uma situação que voltou a acontecer com o confito em curso, desencadeado pela ofensiva aérea israelo-americana em 28 de fevereiro, que voltou a interromper o diálogo com Teerão.
O Presidente norte-americano afastou de novo no sábado a possibilidade de um acordo com o Irão neste momento.
"O Irão quer fazer um acordo, e eu não quero, porque os termos do acordo ainda não são suficientemente bons", declarou, em entrevista à cadeia NBC.
Para Trump, os termos de um entendimento precisam ser "muito fortes" e incluir um compromisso de Teerão para abandonar as suas ambições nucleares.
Até à data, o líder da Casa Branca indicou vários prazos e objetivos para o fim da ofensiva militar.
Dois dias depois do início dos ataques, afirmou que poderia durar "quatro ou cinco semanas", na semana passada reduziu o prazo e disse que estava "prestes a terminar" e na sexta-feira respondeu que vai durar "o tempo que for preciso".
O porta-voz do exército israelita disse hoje que as Forças de Defesa de Israel preveem que a guerra com o Irão poderá durar mais três a seis semanas e que ainda há milhares de objetivos militares pela frente.
Lusa
EUA preveem que guerra com o Irão termine nas próximas semanas
“Acredito que esse conflito certamente chegará ao fim nas próximas semanas – talvez até antes. Mas o conflito chegará ao fim nas próximas semanas, e veremos uma recuperação no fornecimento [de energia] e uma queda nos preços depois disso”, disse à ABC News.
Israel pondera cancelar acordo de gás com Líbano
Membro do Hamas morto em ataque israelita sul do Líbano
Emirados Árabes Unidos intercetaram vários mísseis balísticos e drones iraniano
الدفاعات الجوية الإماراتية تتعامل مع الصواريخ الباليستية والجوالة والمسيرات الإيرانية.
— وزارة الدفاع |MOD UAE (@modgovae) March 15, 2026
UAE Air Defences engaged Iranian
Ballistic and Cruise Missiles and UAVs Attacks#وزارة_الدفاع #وزارة_الدفاع_الإماراتية#MOD#UAEMinistryOfDefence pic.twitter.com/vRWuA5UFRS
Nos Emirados Árabes Unidos, pelo menos seis pessoas foram mortas e 142 ficaram feridas em ataques iranianos durante a guerra.
Ataques aéreos israelitas no Líbano já mataram 850 pessoas
Ataques causaram 16 mortos e 223 feridos entre pessoal médico
Israel crê que guerra dure mais três a seis semanas
Fecho do Estreito de Ormuz preocupa produtores de ovos de Lafões
Os produtores de ovos da zona de Lafões estão preocupados com a possível falta de rações para as galinhas. O fecho do Estreito de Ormuz obriga a outras manobras e a custos mais elevados.
Líbano mostra-se disponível para negociar diretamente com Israel
Beirute voltou a viver uma madrugada de intensos ataques. Israel diz que foram destruídos vários centros de comando do Hezbollah.
Mísseis iranianos atingem Israel e Teerão deixa ameaça a Netanyahu
O Irão promete "caçar e matar" Benjamim Netanyahu. Ao décimo sexto dia de guerra, Israel voltou a ser atacado por mísseis iranianos. Países do Golfo Pérsico foram também atingidos. Telavive respondeu com uma vaga de ataques ao oeste do Irão.
Israel reafirma objetivo de só parar a guerra quando eliminar ameaças
Papa apela ao cessar-fogo no Médio Oriente
Desenvolvimentos no 16.º dia da guerra no Médio Oriente
Principais acontecimentos relacionados com a guerra no Médio Oriente, que entrou hoje no seu 16.º dia, com base na agência de notícias France-Presse (AFP):
+++ Israel não prevê negociações diretas com o Líbano +++
O chefe da diplomacia israelita afirmou hoje que não estão previstas negociações diretas com o Líbano para pôr fim à guerra desencadeada a 02 de março por um ataque do Hezbollah contra Israel, à margem da guerra no Irão.
Uma fonte oficial libanesa tinha dito no sábado à AFP que estava a formar uma delegação para negociar com Israel com vista ao fim da guerra.
A mesma fonte referiu, contudo, que nem a data nem o local de tais discussões foram ainda fixados, estando Paris e Chipre a ser considerados.
+++ Irão diz ter realizado ataques com drones em Israel +++
O exército iraniano declarou hoje ter realizado ataques com drones visando, nomeadamente, uma importante unidade policial e um centro de comunicações por satélite em Israel, num comunicado divulgado pela agência de notícias oficial IRNA.
+++ Irão alerta contra qualquer ação que possa expandir a guerra +++
O chefe da diplomacia iraniana, Abbas Araghchi, exortou hoje as outras nações a "absterem-se de qualquer ação que possa levar a uma escalada e a uma extensão do conflito".
O aviso foi feito durante uma conversa telefónica com o homólogo francês, Jean-Noel Barrot, e após um pedido de auxílio do Presidente norte-americano, Donald Trump, para garantir a segurança no estreito de Ormuz.
+++ Israel aprova verba orçamental "de emergência" +++
O Governo israelita aprovou uma verba de 2,6 mil milhões de shekels (692,9 milhões de euros) para compras militares de emergência, informou hoje a imprensa israelita.
A decisão foi tomada pelo Governo de Benjamin Netanyahu na noite de sexta-feira para sábado, durante uma reunião por videoconferência.
A verba servirá para "compras de segurança" e para responder "a necessidades urgentes", referiu o diário Haaretz, sem adiantar mais detalhes.
+++ Governo britânico considera vital uma "desescalada do conflito" no Médio Oriente +++
O ministro da Energia britânico, Ed Miliband, considerou hoje essencial reduzir as tensões no Médio Oriente, após o apelo de Donald Trump para que os navios de guerra de outros países contribuam para a proteção dos abastecimentos mundiais de petróleo que transitam pelo estreito de Ormuz.
+++ Preocupação no Iraque com ataques de drones +++
As autoridades iraquianas manifestaram hoje preocupação com os repetidos ataques de drones nas proximidades do aeroporto de Bagdad, que ameaçam diretamente uma prisão de alta segurança onde estão detidos presumíveis jihadistas do grupo Estado Islâmico (EI).
+++ Seul analisa apelo de Trump para enviar navio para o estreito de Ormuz +++
A Coreia do Sul está a analisar o pedido de Trump para enviar um navio para o estreito de Ormuz para garantir a segurança da rota petrolífera do Golfo.
+++ Israel anuncia ataques no oeste do Irão +++
O exército israelita anunciou hoje ter lançado uma "vasta vaga" de ataques contra infraestruturas iranianas no oeste do país, ao 16.º dia da ofensiva conduzida conjuntamente com os Estados Unidos contra a República Islâmica.
+++ Detenção no Irão de 20 pessoas por alegadas ligações a Israel +++
As autoridades iranianas detiveram pelo menos 20 pessoas na província do Azerbaijão Ocidental (noroeste) por terem "transmitido informações sobre locais militares, policiais e de segurança ao inimigo sionista", noticiou a agência de notícias Fars.
+++ Guardiões da Revolução juram matar Netanyahu +++
Os Guardiões da Revolução juraram hoje "caçar e matar" o primeiro-ministro israelita, Benjamin Netanyahu.
"Se este criminoso assassino de crianças ainda estiver vivo, continuaremos a caçá-lo e matá-lo-emos com todas as nossas forças", prometeu a poderosa força armada ideológica da República Islâmica do Irão.
+++ Explosões no Bahrein +++
Fortes explosões fizeram-se ouvir na madrugada de hoje em Manama, a capital do Bahrein, segundo dois jornalistas da AFP no local.
Desde o início da guerra, o Bahrein afirmou ter intercetado 125 mísseis e 203 drones iranianos, com um balanço de dois mortos.
Nos outros países do Golfo, estes ataques causaram 24 mortos.
O Ministério da Defesa saudita relatou a destruição de 10 drones que visavam o leste do país e a capital, Riade.
+++ Equipa de futebol iraquiana no México +++
A seleção de futebol do Iraque viajará para o México para disputar o jogo de `play-off` para o Mundial-2026, apesar das dificuldades de viagem provocadas pela guerra no Médio Oriente, confirmou o presidente da Federação Iraquiana, Adnan Dirjal.
O jogo será disputado a 31 de março em Monterrey.
+++ Emirados escolhem a contenção +++
Os Emirados Árabes Unidos têm o "direito de se defender" contra os ataques iranianos, mas continuam a escolher a contenção, declarou o conselheiro do presidente Anwar Gargash.
O Irão alertou que considera os portos do país como alvos legítimos.
+++ Seis futebolistas iranianas retiram pedido de asilo na Austrália +++
Mais três membros da equipa feminina iraniana de futebol que tinham pedido e obtido asilo na Austrália decidiram regressar ao Irão, após uma primeira jogadora o ter feito esta semana, segundo o ministro do Interior australiano, Tony Burke.
Seis jogadoras e um membro da equipa técnica tinham pedido refúgio na Austrália após terem sido qualificados como "traidores em tempo de guerra" no Irão.
+++ Trump quer ajuda no estreito de Ormuz +++
Trump exortou os países que dependem do petróleo que transita pelo estreito de Ormuz, bloqueado de facto pelo Irão, a assegurarem a segurança em coordenação com os Estados Unidos.
"Os Estados Unidos da América venceram e aniquilaram completamente o Irão, tanto militar como economicamente (...), mas os países do mundo que se abastecem de petróleo via estreito de Ormuz devem zelar pela segurança desta passagem, e nós ajudá-los-emos", escreveu na rede social de que é proprietário.
Irão assegura que líder supremo Mojtaba Khamenei está vivo
Coreia do Sul pondera enviar navios de guerra
Teerão aconselha outros países a evitar ações que possam expandir a guerra
Israel lança nova ofensiva e Teerão ataca base dos EUA e alvos israelitas
"Nem sei se está vivo". Trump admite que alegada morte de Mojtaba Khamenei seja apenas "um rumor"
Donald Trump considera a alegada morte do líder supremo do Irão "um rumor", embora tenha sublinhado que Mojtaba Khamenei não foi visto em público desde o início do conflito.
O presidente dos Estados Unidos disse que acredita que o novo líder supremo do Irão não está vivo, justificando a alegação por este não ter aparecido em público na sua primeira declaração ao país.
Trump ressalva que se trata de um rumor mas diz que "se Khamenei estiver vivo deve render-se".
Na quinta-feira, Khamenei dirigiu-se pela primeira vez à nação desde que foi eleito, a 8 de março, como novo líder supremo, mas o discurso foi lido por uma apresentadora na televisão nacional.
"Nem sei se [Khamenei] está vivo. Até agora, ninguém conseguiu prová-lo", disse o líder dos EUA no sábado, durante uma entrevista telefónica à emissora norte-americana NBC.
Segundo relatos de várias fontes próximas do regime, o clérigo de 56 anos foi ferido no mesmo ataque que matou o pai, Ali Khamenei, em 28 de fevereiro, o primeiro dia de bombardeamentos em Teerão.
Trump insistiu que ouviu dizer que o novo líder supremo do Irão "não está vivo", mas acrescentou que "se estiver, deve fazer algo muito inteligente pelo seu país, que é render-se".
O secretário de Defesa dos EUA, Pete Hegseth indicou na sexta-feira que Khamenei foi ferido no decurso da ofensiva aérea israelo-americana e ficou provavelmente desfigurado.
Apesar disso, Donald Trump afastou a notícia da morte do clérigo como "um rumor".
No sábado, o ministro dos Negócios Estrangeiros iraniano, Abbas Araqchi, afirmou que "não há qualquer problema" com Mojtaba Khamenei e disse que o líder supremo "está a cumprir os seus deveres de acordo com a Constituição".
Na sexta-feira, os Estados Unidos anunciaram uma recompensa de 10 milhões de dólares (8,7 milhões de euros) por informações sobre a localização de altos dirigentes iranianos.
Na mesma entrevista, Donald Trump indicou que os EUA poderão voltar a atacar a ilha de Kharg, o centro da indústria petrolífera do Irão, que disse ter sido alvo de "um dos bombardeamentos mais poderosos" na história do Médio Oriente.
"Talvez" a bombardeiem "mais algumas vezes, só por diversão", disse o Presidente norte-americano.
Trump disse ainda que não está disposto a chegar a um acordo com Teerão.
"O Irão quer chegar a um acordo, e eu não quero porque as condições ainda não são suficientemente boas", afirmou, acrescentando que qualquer acordo teria de ser "muito sólido".
O líder dos EUA recusou-se a dar mais detalhes, mas afirmou que o acordo incluiria um compromisso do Irão de abandonar qualquer pretensão de desenvolver armas nucleares.
Sobre o estreito de Ormuz, por onde passa um quinto do abastecimento mundial de petróleo, Trump indicou que não é claro se o Irão instalou minas na zona e, por isso, garantiu que seria realizado "um extenso esforço de limpeza".
"Acreditamos que outros países que estão a enfrentar dificuldades e, em alguns casos, a ser impedidos de obter petróleo, se juntarão a nós", acrescentou o republicano.
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Emirados Árabes Unidos estão a responder a mísseis e drones iranianos
Ponto de situação
- As Forças de Defesa de Israel (IDF) afirmam ter iniciado ataques em larga escala no oeste do Irão;
- o presidente dos EUA diz estar "surpreendido" com o facto de Teerão ter atacado países do Golfo;
- um ataque de drones atingiu esta noite uma base militar no Aeroporto Internacional de Bagdade, que até há pouco tempo albergava tropas da coligação internacional liderada pelos Estados Unidos contra jihadistas;
- Kuwait, Emirados Árabes Unidos e Arábia Saudita relataram ter intercetado vários ataques lançados hoje a partir do Irão, marcando o início do 16.º dia de conflito no Médio Oriente.